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PRONAC 2511156Autorizada a captação total dos recursosMecenato

ESCOLA DE HIP HOP

61.141.337 ADRIANA MONTEIRO LAZARO SCKAFF
Solicitado
R$ 199,4 mil
Aprovado
R$ 190,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreendedorismo Cultural
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Programa Rouanet Nordeste 2025
Ano
25

Localização e período

UF principal
RN
Município
Natal
Início
2026-01-01
Término
2028-12-30
Locais de realização (10)
Caicó Rio Grande do NorteCeará-Mirim Rio Grande do NorteCurrais Novos Rio Grande do NorteMacau Rio Grande do NorteMossoró Rio Grande do NorteNatal Rio Grande do NorteParnamirim Rio Grande do NorteSanta Cruz Rio Grande do NorteSão Gonçalo do Amarante

Resumo

A Escola de Hip Hop será realizada ao longo de 12 meses no Rio Grande do Norte, abrangendo capital e interior, com foco em circulação e profissionalização. O projeto atenderá 20 escolas públicas e privadas, oferecendo oficinas simultâneas de rima, slam, graffiti e danças urbanas. Cada oficina terá 4 horas de duração e receberá até 30 estudantes, alcançando 120 jovens por escola. No total, serão realizadas 80 oficinas, impactando diretamente 2.400 estudantes. Em cada instituição, acontecerá uma culminância interna, apresentando os resultados artísticos ao corpo escolar. Além disso, serão produzidas 60 publicações digitais acessíveis, assegurando a difusão das ações e ampliando o alcance do projeto.

Sinopse

A Escola de Hip Hop é um projeto cultural e educacional com classificação indicativa livre, voltado a estudantes entre 12 e 19 anos do ensino fundamental e médio. Em duas fases ao longo de 12 meses, o projeto atenderá 20 escolas e 2.400 estudantes da capital e do interior do Rio Grande do Norte. Com oficinas, culminâncias, formação intensiva e remunerado de jovens oficineiros, a proposta democratiza o acesso à cultura urbana e fortalece a cena hip hop potiguar, transformando o ambiente escolar em espaço de criação e protagonismo juvenil.1. Oficinas de RimaExercícios de escrita, as oficinas de rima convidam os estudantes a transformar suas histórias em versos ritmados. O rap é utilizado como ferramenta de autoestima e consciência crítica, estimulando improviso, flow e capacidade de comunicação. É a palavra que se torna voz de identidade, resistência e invenção.2. Oficinas de SlamO slam é poesia falada. Nessas oficinas, os jovens aprendem a escrever e declamar textos autorais, explorando emoção, presença de palco e diálogo com o público. Cada performance é um ato de expressão artística e social, onde vivências pessoais se transformam em poesia coletiva de impacto imediato.3. Oficinas de GraffitiAs oficinas de graffiti trabalham o olhar e a mão para a construção de imagens que comunicam pertencimento. Ao criar murais coletivos, os estudantes experimentam técnicas visuais e o poder da cor no espaço urbano. O graffiti é tratado como linguagem plástica e social, onde estética e mensagem caminham juntas, tornando visível aquilo que muitas vezes é silenciado.4. Oficinas de Danças UrbanasNas oficinas, breaking, popping e locking são explorados como linguagens de improviso, disciplina e coletividade. O movimento aqui é resistência, expressão e celebração: cada gesto conecta ritmo, identidade e criatividade, tornando a dança um espaço de pertencimento e liberdade.5. Culminâncias Escolares InternasEncerrando cada ciclo de oficinas, as culminâncias transformam a escola em palco cultural. São momentos de partilha e reconhecimento, onde rimas, poesias, danças e murais são apresentados à comunidade escolar. As culminâncias são celebrações coletivas que fortalecem vínculos e colocam o protagonismo estudantil em evidência.6. Publicações Digitais AcessíveisO projeto também se traduz em registros e difusão cultural. Serão 60 publicações em redes sociais, com legendas e linguagem inclusiva, compartilhando processos e resultados. Esses conteúdos ampliam o alcance da Escola de Hip Hop, permitindo que famílias, comunidades e públicos externos acompanhem e reconheçam o impacto do projeto.

Objetivos

Objetivo GeralAtender 20 escolas do Rio Grande do Norte em 12 meses, entre capital e interior, por meio de oficinas de hip hop que contemplam rima, slam, graffiti e danças urbanas. O projeto busca alcançar 2.400 estudantes de 12 a 19 anos, estimulando a criatividade, o protagonismo juvenil e o acesso a linguagens artísticas historicamente marginalizadas. Além da circulação nas escolas, a Escola de Hip Hop fortalece a intermunicipalidade e as conexões culturais regionais, promovendo trocas entre diferentes territórios do estado e consolidando uma rede colaborativa de artistas e coletivos locais. Dessa forma, o projeto se afirma como iniciativa de democratização cultural, descentralização territorial e fortalecimento da cena hip hop potiguar.Objetivo EspecíficoI. Contratar 04 coletivos culturais da cena potiguar para conduzir as oficinas em suas respectivas linguagens do hip hop, assegurando representatividade e qualidade artística: coletivo Omar (graffiti), grupo XtremeBGirls (danças urbanas/breakdance), Slam RN (poesia falada/slam) e NATESE (rima/RAP).II. Ofertar 20 ciclos de oficinas de hip hop (rima, slam, graffiti e danças urbanas) em 10 municípios estratégicos do Rio Grande do Norte — Natal, Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Caicó, Currais Novos, Santa Cruz, Macau e Pau dos Ferros — ampliando a descentralização cultural e fortalecendo o alcance territorial do projeto.III. Atender 20 escolas públicas e privadas.IV. Realizar 80 oficinas ao total, sendo 4 oficinas simultâneas (rima, slam, graffiti e danças urbanas) em cada escola, com carga horária de 4 horas e até 30 estudantes por oficina.V. Beneficiar diretamente 2.400 estudantes nas oficinas, assegurando impacto educacional e artístico imediato.VI. Realizar 20 culminâncias escolares, uma em cada instituição atendida, apresentando os resultados artísticos em rima, slam, breaking e graffiti ao corpo escolar.VII. Garantir acessibilidade em todas as etapas, com 2 intérpretes de Libras, audiodescrição em materiais audiovisuais, adaptação pedagógica das oficinas e acompanhamento específico dos estudantes com deficiência.VIII. Produzir 60 publicações digitais de divulgação nas redes sociais do projeto e parceiros (3 por escola atendida), com legendas descritivas e linguagem inclusiva, promovendo resultados e dando visibilidade às marcas incentivadoras.IX. Documentar 100% das ações realizadas, por meio de listas de presença, registros audiovisuais e relatórios técnicos e financeiros, assegurando transparência e comprovação dos resultados.

Justificativa

A realização da Escola de Hip Hop só é viável através da Lei de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91 _ Lei Rouanet), já que se trata de uma proposta de interesse público, gratuita e inclusiva, mas sem atratividade comercial imediata. O apoio garantirá remuneração justa aos artistas, produção adequada e acessibilidade plena, assegurando que o hip hop continue sendo ferramenta de pertencimento, resistência e transformação para milhares de jovens no Rio Grande do Norte.O projeto ocupa as escolas como espaços de criação e valorização da cultura urbana, oferecendo oficinas de rima, slam, graffiti e danças urbanas. Cada ciclo mobiliza estudantes em processos criativos que fortalecem vínculos comunitários, estimulam a permanência escolar e ampliam horizontes de futuro. A juventude encontra no hip hop um canal de expressão, identidade e protagonismo, transformando sua relação com o ambiente educacional e com a comunidade.De acordo com o Art. 1º da Lei nº 8.313/91, o projeto se enquadra nos seguintes incisos:Inciso I _ contribuir para facilitar o acesso de todos às fontes da cultura e ao pleno exercício dos direitos culturais → Oficinas gratuitas de rima, slam, graffiti e danças urbanas em escolas públicas e privadas.Inciso II _ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais → Atuação de oficineiros potiguares em escolas da capital e do interior.Inciso III _ apoiar, valorizar e difundir manifestações culturais e seus criadores → Difusão do hip hop como manifestação cultural contemporânea em ambientes educacionais.Inciso IV _ proteger expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira → Fortalecimento do hip hop como expressão das juventudes periféricas e negras.Inciso V _ preservar os modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira → Preservação e transmissão do hip hop como prática educativa e artística.Inciso VII _ desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos → Conexão do hip hop potiguar com um movimento cultural global.Conforme o Art. 3º da Lei nº 8.313/91, o projeto contribui para o alcance dos seguintes objetivos da Política Nacional de Cultura:Inciso I _ democratização do acesso aos bens culturais → Atividades gratuitas e acessíveis dentro das escolas, atendendo 2.400 estudantes.Inciso II _ valorização da diversidade étnica e regional → Reconhecimento do hip hop como expressão das juventudes negras, periféricas e potiguar.Inciso III _ universalização da arte e cultura como meios de educação formal e não formal → Oficinas como complemento à educação formal, desenvolvendo habilidades criativas e sociais.Inciso IV _ estímulo à produção e difusão de bens culturais de valor universal → Produção artística dos jovens difundida em culminâncias e redes sociais.Inciso V _ apoio a atividades culturais de caráter educativo e pedagógico → Todas as oficinas e formações têm caráter formativo.Inciso VI _ proteção das expressões culturais dos grupos formadores da sociedade → Hip hop fortalecido como expressão cultural legítima da cultura urbana.Inciso VIII _ profissionalização no setor cultural → Formação e remuneração de 7 jovens como oficineiros em formação.Inciso IX _ descentralização da produção e do acesso aos bens culturais → Ações distribuídas entre 10 escolas da capital e 10 do interior, garantindo capilaridade territorial.

Especificação técnica

As oficinas formativas são o núcleo do projeto. Realizadas em 20 escolas públicas e privadas do Rio Grande do Norte, abrangendo tanto a capital quanto o interior, elas contemplam as quatro linguagens do hip hop — rima, slam, graffiti e danças urbanas. Cada oficina tem carga horária de 4 horas e recebe até 30 estudantes, totalizando 120 alunos por escola e 2.400 jovens atendidos ao longo do projeto.As atividades acontecem em um único dia, de forma simultânea, permitindo que cada participante escolha previamente a linguagem com a qual deseja se identificar. Para sua execução, serão mobilizados 04 coletivos culturais da cena potiguar — coletivo Omar (graffiti), XtremeBGirls (danças urbanas/break), Slam RN (poesia/slam) e NaTese (rima/rap) — além da equipe de produção, equipamentos de som e materiais de graffiti. Todas as ações terão registro audiovisual.Ao final de cada ciclo, acontecem as culminâncias escolares internas, que transformam a escola em palco cultural. Realizadas no mesmo dia das oficinas, essas culminâncias funcionam como microespetáculos, reunindo a apresentação das rimas e poesias criadas, performances de dança e a finalização dos murais de graffiti. O público envolve o corpo escolar completo — professores, gestores, colegas e funcionários — fortalecendo vínculos comunitários e multiplicando o impacto das ações.Outro produto central é a comunicação digital, que garante memória, difusão e acessibilidade às atividades realizadas. Serão produzidas 60 publicações digitais — três para cada escola — em formato de cards, fotos e vídeos curtos. Todo o material contará com legendas descritivas e linguagem inclusiva, assegurando acessibilidade comunicacional e ampliando o alcance para públicos externos.Assim, o projeto promove formação artística, circulação cultural e visibilidade social, consolidando o hip hop como ferramenta de educação, identidade e transformação. Programa Pedagógico – Escola de Hip HopOficina de GraffitiVagas: 30 participantes por turma. Carga Horária: 4 horas (1 dia).Objetivo Geral: Estimular jovens a se expressarem artisticamente por meio do graffiti, compreendendo-o como prática cultural, estética e social ligada ao movimento hip hop.Objetivos Específicos:Apresentar a história do graffiti e sua relação com o hip hop.Ensinar técnicas básicas de desenho, stencil e pintura em superfície.Promover experimentação com materiais acessíveis como papel, cartolina, canetas e sprays.Incentivar a criação coletiva de murais escolares que fortaleçam a identidade comunitária.Justificativa: O graffiti é uma das linguagens mais impactantes do hip hop, por transformar o espaço urbano em lugar de expressão coletiva. Muitos jovens têm contato apenas marginalizado com essa prática; esta oficina insere o graffiti em ambiente educativo, como arte legítima e transformadora.Metodologia de Ensino: Metodologia prática, com introdução teórica seguida de exercícios individuais e coletivos. Uso de demonstrações técnicas pelo oficineiro e execução guiada dos participantes. Finalização com mural coletivo.Material Didático:Cartolina, papéis e lápis.Canetinhas, giz e pincéis.Tintas spray (para etapa prática supervisionada).Máscaras e luvas de proteção.Conteúdos a Serem Ministrados:História do graffiti no Brasil e no mundo.Tag, throw-up e peça: conceitos fundamentais.Uso do stencil e criação de símbolos pessoais.Técnicas de cor, volume e preenchimento.Criação de mural coletivo dentro da escola.Profissional Envolvido: Coletivo Omar – grupo de grafiteiros atuante no RN, referência em murais urbanos, oficinas e intervenções comunitárias. Oficina de Rima / RAPVagas: 30 participantes por turma. Carga Horária: 4 horas (1 dia).Objetivo Geral: Capacitar jovens para desenvolverem escrita criativa e performance vocal por meio da rima, compreendendo o RAP como ferramenta de identidade e transformação social.Objetivos Específicos:Apresentar a história do RAP e sua conexão com o hip hop.Ensinar estrutura rítmica e métrica de versos.Trabalhar técnicas de improviso e batalha de rima.Incentivar a escrita autoral com temas sociais e identitários.Justificativa: A rima é um dos instrumentos mais acessíveis e diretos da juventude periférica. Oferecer formação nesse campo amplia horizontes criativos e promove protagonismo juvenil, aproximando linguagem artística e crítica social.Metodologia de Ensino: Aulas dialogadas, rodas de conversa e práticas coletivas. Exercícios de escrita guiada, improvisação e apresentações curtas.Material Didático:Cadernos e canetas para escrita.Microfone e caixa de som.Bases instrumentais em formato digital.Conteúdos a Serem Ministrados:Origem e evolução do RAP.Estrutura de rimas e métricas.Improviso e freestyle.Escrita autoral e performance.Batalha amistosa de rimas como culminância.Profissional Envolvido: Grupo NaTese – coletivo de RAP potiguar, atuante na cena artística e cultural com composições originais, batalhas e oficinas. Oficina de Slam (Poesia Falada)Vagas: 30 participantes por turma. Carga Horária: 4 horas (1 dia).Objetivo Geral: Introduzir jovens ao universo da poesia falada, incentivando escrita autoral, oralidade e performance crítica no formato do Slam.Objetivos Específicos:Apresentar a história do Slam no Brasil e no mundo.Estimular a escrita poética ligada a vivências pessoais e sociais.Ensinar técnicas de ritmo, voz e entonação para performance.Criar espaço de partilha coletiva de poesias.Justificativa: O Slam é uma das manifestações mais potentes do hip hop contemporâneo, ao unir literatura marginal, performance e crítica social. Essa oficina permite que jovens encontrem voz e expressão em um espaço de acolhimento e criação coletiva.Metodologia de Ensino: Exposição dialogada, exercícios de escrita criativa e treino de performance em pequenos grupos. Finalização com roda de leitura/performance.Material Didático:Papel e caneta para escrita.Caixa de som e microfone.Textos e vídeos de referência de slammers nacionais.Conteúdos a Serem Ministrados:História do Slam e sua expansão no Brasil.Escrita poética: temas, técnicas e estilos.Entonação, ritmo e uso da voz.Construção de performance poética.Apresentação coletiva em roda.Profissional Envolvido: Slam RN – coletivo que organiza o Campeonato Estadual de Poesia Falada e atua em escolas e comunidades, fortalecendo a cena de poesia marginal. Oficina de Danças Urbanas / BreakingVagas: 30 participantes por turma. Carga Horária: 4 horas (1 dia).Objetivo Geral: Ensinar fundamentos da dança breaking e das danças urbanas, promovendo expressão corporal, disciplina e consciência coletiva.Objetivos Específicos:Apresentar a história do breaking como linguagem do hip hop.Ensinar fundamentos básicos: top rock, footwork e freezes.Estimular coordenação motora, ritmo e improvisação.Promover a dança como forma de saúde, convivência e identidade cultural.Justificativa: O breaking é reconhecido mundialmente como patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO. Sua prática fortalece a autoestima, promove disciplina e cria pertencimento social, principalmente entre jovens em vulnerabilidade.Metodologia de Ensino: Metodologia prática, com explicação breve seguida de aquecimento, exercícios guiados e treino livre. Encerramento com roda de dança coletiva.Material Didático:Caixas de som e playlist com bases instrumentais.Espaço amplo e seguro para prática.Colchonetes ou tatames de apoio.Conteúdos a Serem Ministrados:História do breaking e suas conexões globais.Fundamentos básicos: top rock, footwork, freezes.Ritmo, musicalidade e improvisação.Roda coletiva de breaking.Profissional Envolvido: XtremeBGirls – primeira crew feminina de breaking de Natal/RN, referência na cena local e nacional, com atuação em oficinas e projetos sociais.

Acessibilidade

O Projeto Escola de Hip Hop assegura que todas as suas etapas contemplem a diversidade de públicos, com medidas que abrangem diferentes dimensões da acessibilidade:AtitudinalEquipe técnica e pedagógica preparada para lidar com a diversidade de públicos.Acolhimento específico para estudantes com deficiência intelectual e neurodivergências, como Síndrome de Down e pessoas no espectro autista (TEA), garantindo acompanhamento durante todas as atividades.Uso de linguagem clara, inclusiva e acessível no contato com estudantes e escolas.ComunicacionalIntérpretes de Libras contratados para acompanhar todas as oficinas e culminâncias escolares.Produção de vídeos e materiais digitais com legendas descritivas, audiodescrição e leitura fácil.Uso de recursos visuais e gráficos de apoio durante as oficinas de rima e slam, ampliando a compreensão de estudantes surdos e neurodivergentes.Adaptação pedagógica dos conteúdos artísticos, como stencil tátil no graffiti e apoio rítmico visual nas danças urbanas.ArquitetônicaRealização das oficinas em salas e espaços de fácil acesso dentro das escolas, priorizando ambientes no térreo.Reorganização do mobiliário para permitir a circulação de cadeiras de rodas e garantir áreas acessíveis.Reserva de espaços nas culminâncias internas para estudantes com mobilidade reduzida ou baixa visão, em locais de boa visibilidade e segurança.Monitoria de acessibilidade da equipe de produção para assistência individual quando necessário.As ações de acessibilidade estão em conformidade com a Lei nº 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) e o Decreto nº 9.404/2018, atendendo, entre outros, os seguintes dispositivos:Art. 42, I a III (LBI): acesso a bens culturais em formato acessível, por meio de legendas, audiodescrição e Libras.Art. 43, II (LBI): acessibilidade em locais de realização das atividades, com rotas seguras e áreas reservadas.Art. 44, §§1º e 4º (LBI): assentos acessíveis, rotas de fuga seguras e recursos visuais complementares.Art. 63 e 67 (LBI): acessibilidade em conteúdos digitais, com subtitulação, intérprete de Libras e audiodescrição em produtos audiovisuais.Art. 70 e 71 (LBI): tecnologia assistiva e acessibilidade garantidas em eventos culturais com financiamento público.Art. 73 (LBI): contratação de profissionais especializados, como intérpretes de Libras e monitores inclusivos.

Democratização do acesso

Em consonância com o artigo 47 da IN nº 23/2025, a Escola de Hip Hop adota medidas de democratização cultural e ampliação do alcance dos resultados:Inciso III – Disponibilização de registros audiovisuais na internet, acompanhados de Libras e audiodescrição. Aplicabilidade: serão produzidos vídeos de memória das oficinas em cada escola e das culminâncias locais, disponibilizados gratuitamente em plataformas digitais, com legendas, Libras e audiodescrição. Essa medida garante inclusão comunicacional e amplia o impacto para além do público presencial.Inciso V – Realização gratuita de atividades paralelas. Aplicabilidade: além das oficinas, cada escola contará com rodas de conversa rápidas e trocas entre artistas e estudantes após as culminâncias, favorecendo a interação e o aprendizado contínuo em ambiente acessível.Inciso VI – Ação cultural voltada a crianças, adolescentes, jovens e educadores. Aplicabilidade: o público-alvo são estudantes de 12 a 19 anos, do 6º ano ao 3º do ensino médio. O projeto atinge diretamente esse público dentro das escolas e, de forma indireta, professores e educadores que participam e acompanham as culminâncias.Inciso VIII – Estabelecimento de parcerias para formação de agentes culturais. Aplicabilidade: o projeto é executado em parceria com coletivos culturais potiguares (Omar, XtremeBGirls, Slam RN e NATESE), fortalecendo redes intermunicipais e possibilitando a valorização e profissionalização de agentes culturais da cena hip hop.

Ficha técnica

A equipe principal da Escola de Hip Hop é formada por 8 profissionais, integrando diferentes funções artísticas, pedagógicas e de gestão. Metade deste grupo é composta por pessoas que representam e protagonizam lutas de minorias sociais, incluindo artistas negros, periféricos, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. Essa composição reforça o compromisso do projeto com a representatividade, a inclusão e a valorização de trajetórias que dialogam diretamente com os públicos atendidos, tornando a iniciativa coerente em sua forma e conteúdo.ProponenteDIREÇÃO - Adriana Monteiro Lazaro Sckaff Atua na cultura Hip-Hop desde 2018 e é cofundadora da Jokker Produtora (2023). Produtora executiva de obras audiovisuais como Paraíso e Legítima Defesa, e produtora artística do grupo NATESE, com quem lançou o álbum Cárcere das Almas Livres. Também produziu o projeto Do Meu Ponto de Vista (Zein B7) e diferentes edições do Florescer. Como coordenadora artística, supervisiona os conteúdos formativos e a identidade estética do projeto. Com ampla experiência na gestão de equipes multidisciplinares, é também oficineira da Oficina de Profissionalização Artística, garantindo a formação de jovens em documentação, carreira e gestão cultural.PRODUÇÃO EXECUTIVA - Adryel Carlos dos SantosNascido em 2002 na Zona Oeste de Natal/RN, atua na cultura desde 2018, quando fundou o grupo de hip-hop NATESE. Multiartista e Diretor Executivo da Jokker Produtora (2023), onde desenvolveu projetos de destaque como Paraíso, Legítima Defesa, Cárcere das Almas Livres, Do Meu Ponto de Vista e o próprio Florescer. Com mais de 14 projetos aprovados em leis de incentivo cultural, possui sólida experiência em gestão cultural, elaboração de propostas, coordenação de equipe e acompanhamento técnico-financeiro. No projeto, assume integralmente a coordenação geral, a gestão técnico-financeira e o processo decisório, além de ministrar a Oficina de Escrita de Projetos.PRODUÇÃO ARTISTÍCA - Vínicius Santos Ribeiro da Silva Profissional de comunicação com atuação consolidada em redes sociais e produção de conteúdo digital, é responsável pela identidade visual e pela divulgação dos projetos da Jokker Produtora. Coordena campanhas de comunicação para lançamentos musicais, videopoemas, curtas e oficinas, articulando estratégias que unem estética periférica e linguagem digital. No Florescer, responde pelo planejamento e execução do plano de comunicação, incluindo produção gráfica, gestão de redes, acompanhamento das publicações e difusão dos conteúdos acessíveis (vídeos com Libras, legendas e audiodescrição). Sua capacidade técnica garante a visibilidade do projeto e a valorização da cena hip-hop potiguar em ambientes digitais.COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA – Candice Firmino de Azevedo (Protagonista Feminina na educação)Doutora em Teoria da Literatura (UFPE), mestra em Literatura e Interculturalidade (UEPB) e professora do IFRN – Campus Natal-Central. Atua na área de Letras, pesquisa e extensão, com foco em literatura em diálogo com outras linguagens artísticas, movimentos culturais populares, representatividade e práticas de ensino inclusivas. Sua experiência pedagógica e acadêmica fortalece o eixo educativo do projeto, conectando as expressões do hip hop a metodologias críticas e contemporâneas.OFICINEIRO CHEFE DE GRAFFITI Martim Onirismo – Oficineiro Chefe de GraffitiNascido no Capão Redondo (SP) e radicado no Rio Grande do Norte há 16 anos, Martim Onirismo construiu sua trajetória a partir do graffiti, skate e batalhas de rima. É artista visual, tatuador, curador e produtor cultural, desenvolvendo sua linguagem a partir do símbolo da fechadura, que remete aos sonhos oníricos e sociais. Atua em pintura clássica, instalação, escultura e videoarte, com forte influência da cultura popular nordestina. Premiado entre os 10 melhores empreendedores da Expo Favela Inovation RN (2023), pintou sua primeira empena pelo SESC Nacional em 2024 e hoje integra o Coletivo MAR e a Nuvem Galerias (PE). Também atua como curador da Manifesta Lab.OFICINEIRO CHEFE DE BREAKING DANCEVanny – Oficineira Chefe de Breaking Dance (Protagonista Mulher Negra)Conhecida como Bgirl Vanny, iniciou sua carreira na dança de salão em 2013 e encontrou no breaking sua principal linguagem artística a partir de 2015. É competidora ativa e professora em ONGs e projetos sociais, além de graduanda em Dança pela UFRN. Integra a Extreme Bgirls, primeira crew feminina de breaking de Natal, fortalecendo a presença das mulheres na cena das danças urbanas. Sua trajetória une performance, ensino e militância cultural.OFICINEIRO CHEFE DE SLAMNayd – Oficineiro Chefe de Slam (Protagonista trans não binário)Nayd é artista, pesquisador, educador e produtor cultural trans não binário que atua na cena urbana e poética de Natal desde 2018. Formado em Instrumento Musical (IFPB) e Produção Cultural (IFRN), transita entre poesia, música, artes visuais e produção cultural. Cofundador do Slam Rima Central e integrante da Batalha das Minas RN, é também organizador do Campeonato Estadual Slam RN, que conecta o estado ao Slam BR. Como oficineiro, realiza ações de formação em literatura marginal e poesia falada em escolas, festivais e coletivos, fortalecendo a potência política e social do slam.OFICINEIRO CHEFE DE RIMAAcerola (Protagonista Negro e periférico)Nascido em 2005 na Zona Norte de Natal-RN, Acerola encontrou no Hip Hop, aos 16 anos, a força de afirmação identitária diante do racismo estrutural que atravessa seu território. Como jovem artista negro, consolidou a rima e a poesia como caminhos de resistência e protagonismo cultural. É produtor artístico da Escola de Hip Hop e integrante do grupo NATESE, com o qual apresenta shows e composições autorais que dialogam com a realidade periférica e a luta antirracista. Sua trajetória já passa por palcos e iniciativas como o Festival do Sol, o Slam no Mirante e a Graffiti Expo Natal, experiências que reforçam sua potência criativa e seu lugar na cena contemporânea. Aos 19 anos, Acerola se firma como artista e ativista social em ascensão, utilizando o Hip Hop como ferramenta de transformação cultural, política e comunitária.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

Rio Grande do Norte
Tibau do Sul Rio Grande do Norte