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O foco principal dessa proposta é a valorização da cultura dos povos do cerrado, através de ações de preservação e fortalecimento da cultura desses grupos de coletores de frutos e sementes do Cerrado. Serão desenvolvidas atividades para a promoção dessa valorização, e para sua culminância serão realizadas uma Feira e um Festival/feira (Festfeira) cultural e gastronômica. Haverá encontros musicais, a promoção e a integração de grupos, trocas culturais, e venda dos produtos beneficiados.OBS: Neste projeto tanto a parte dos cursos/oficinas quanto as duas feira e o festival (Festfeira) possui importância igual, não sendo considerados como produtos secundários, pois nos cursos teremos a valorização da cultura cerratense. Enfim todas atividades, eventos, tarefas terão a conotação de promoção da cultura cerratense.
Este projeto “Cerratenses: Nossos Frutos, Nossa Gente!” abarca a valorização da cultura cerratense e contribui para garantir a subsistência desta camada da população que vive de subempregos, os chamados “bicos”. De que forma? Ao mesmo tempo que os coletores/extrativistas, beneficiadores dos frutos do cerrado estão trabalhando em seus ofícios, eles estarão expostos a novos conhecimentos e saberes ligados à cultura tradicional. Estarão absorvendo mais informações sobre seu próprio trabalho, inclusive com trocas entre as pessoas/mestres mais antigos e jovens aprendizes. E também bolsistas que serão recrutados/selecionados para este projeto.Desenhamos um projeto onde teremos vários momentos:1. Após toda a preparação do material gráfico, o planejamento feito de forma minuciosa, apresentaremos o nosso projeto para comunidade vilaboense, através de vários meios, entrevistas nas rádios, informações nas páginas das redes sociais do IBF, e outros.2. Abriremos as vagas para selecionar os jovens aprendizes em número de 2 que estarão sempre ao lado do monitor (que é uma pessoa – mais velha - da cultura local que auxiliará os instrutores/capacitadores).3. Abriremos as vagas em número de 20 para os bolsistas da oficina de coleta/extrativismo e beneficiamento dos frutos, além da rotulação para a selagem dos pacotes e embalagens dos frutos beneficiados.4. No final das oficinas, serão selecionadas 5 pessoas para dar continuidade como bolsa ofício.5. As oficinas serão ministradas pelos instrutores em finais de semana, sempre auxiliados pelo monitor e os 2 jovens aprendizes.6 Os coordenadores também terão a tarefa de obtenção dos alvarás de funcionamento e certificados da vigilância sanitária. Mês 2 e 3.7. Durante os meses de 2 a 12 sempre teremos algum tipo de atividade com os jovens aprendizes, o monitor, os extrativistas e o cozinheiro. Isto porque teremos que fazer revezamentos, visto que a maturação dos frutos se dá em épocas (meses) diferentes.8. Durante os meses de 4 a 11, estaremos sempre promovendo divulgação seja pelas redes sociais ou pelas rádios, para a divulgação do projeto, da Feira e do Festival/feira (FestFeira) Cultural Gastrônomica.9. Nos meses 4 a 6 os coordenadores e instrutores estarão planejando a Feira e o Festival/feira (FestFeira) Cultural Gastrônomica.10. Realização da primeira Feira no mês 6 após o início do projeto.11. Voltaremos a fazer coleta e reiniciaremos todo o processo descrito anteriormente. Mês 711. Finalizaremos com a FestFeira no mês 11.12. No último mês (12) faremos o relatório final e prestação de contas, além da devolutiva à comunidade. Todos os meses teremos o relatório mensal.As oficinas terão o cerrado e as práticas sócio culturais no cerne das atividades pedagógicas, com elementos teóricos e práticos com exercícios dos conteúdos e temas elencados. Teremos vivências com as coletas (extrativismo), as práticas de beneficiamento e utilização (consumo in natura ou insumos), além dos conhecimentos tradicionais acerca de botânica, nutrição, saúde e alimentação, cantos, parlendas, lendas, causos e estórias cerratenses.Serão realizadas oficinas para a coleta e a formação em formato de módulos, com 4 encontros de dois dias, com os seguintes temas: cerrado, coleta de frutos, beneficiamento, além dos itens citados no parágrafo anterior. Os conteúdos serão apresentados juntos a cada encontro, com momentos de aula teórica e prática, de acordo com as especificidades e características das plantas e frutos. Em todos as oficinas, seja para os conteúdos dos módulos, ou para a parte prática, teremos momentos de trocas de conhecimentos sobre a cultura cerratense.
Objetivo Geral:O objetivo desta proposta é a valorização da riqueza cultural e ambiental do cerrado e de seus povos tradicionais, reconhecendo seus saberes tradicionais, modos de vida e suas práticas sustentáveis de manejo, elementos importantes para compreender a diversidade cultural brasileira e promover a conservação do bioma cerrado. E foi escolhido o item que mais seduz as pessoas de um modo geral: a comida/típica, com seus frutos, doces, licores, além de seus ritmos, músicas, parlendas, lendas. Em todos os encontros, incluindo os das oficinas, nos encontros para o aprimoramento das técnicas e também na culminância com a Feira e a Festfeira (festival e feiras juntos), teremos momentos para falar sobre a cultura cerratense (termo cunhado por Paulo Bertran, um dos criadores deste Instituto).OBS: Nesta frase os senhores podem perceber que em todo momento e em todas as tividades a cultura do Cerrado sera valorizada.Objetivos específicos:*Valorização da cultural local e das práticas dos povos coletores dos frutos do cerrado;*Geração de renda e desenvolvimento local através da coleta e beneficiamento dos frutos;*Fortalecimento da economia local;*Preservação e uso sustentável dos recursos do cerrado, seus frutos e suas sementes;*Promoção da cultura (canto, lendas, músicas cerratenses) e fomento da geração de renda*Capacitação de multiplicadores do saber tradicional*Inclusão do consumo sustentável*Redução das desigualdades étnicas, raciais, culturais e de gênero na promoção e desenvolvimento do cultivo e beneficiamento dos frutos;*Registro das atividades em áudio e vídeo para incentivar e valorizar os participantes.
O Cerrado brasileiro é permeado por práticas culturais de vida dos diversos povos que viveram e ainda vivem neste ecossistema. Os saberes, os ofícios, as plantas, os frutos são parte de um conjunto de práticas que vão estabelecer, a partir da vida com o Cerrado em seu dia-a-dia, um conhecimento tradicional específico de preservação e conservação do patrimônio natural.Na perspectiva de fomentar e disseminar as práticas culturais cerratense, nos enquadramos principalmente no art 3° inciso I - incentivo à formação artística e cultural item c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos.Em consonância com os aspectos culturais referentes ao aprendizado de conhecimentos tradicionais do cerrado, seus frutos e ofícios, esta proposta também se vincula ao art. 1°, primordialmente nos incisos II, III e VIII. A saber: Inciso II: promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais, Inciso III. apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores e por último Inciso VIII. estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.O fomento às práticas de conhecimentos da cultura do Cerrado, através de espaços e momentos de estudos entre teoria e prática, das técnicas, saberes e fazeres acerca da coleta e extrativismo dos frutos do Cerrado de maneira geral, permite ampliar as condições de acesso e aprendizado como está preconizado no Art 3° e inciso III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico.A valorização das práticas culturais dos povos do Cerrado é fundamental para o reconhecimento e preservação dos saberes tradicionais, da biodiversidade e da cultura regional (que infelizmente está se perdendo ou sendo desfigurada de forma agressiva). Os grupos de coletores, muitas vezes invisibilizados, desempenham um papel essencial na conservação ambiental e na economia sustentável, que, por meio da coleta de frutos, sementes, raízes e plantas medicinais, mantêm práticas ancestrais que promovem o uso responsável dos recursos naturais, contribuindo para o equilíbrio do bioma, acompanhando o inciso IV. proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional.
Duração: 12 mesesProjeto PedagógicoAs atividades serão preparadas para dois momentos.O primeiro momento: será de coleta com periodicidade diária na época produtiva das espécies do cerrado (cada fruto tem uma época de maturação).Segundo momento: serão atividades de formação em módulos de 4 encontros de dois dias, para momentos teóricos e práticos, sobre os temas bioma cerrado, coleta e extrativismo, beneficiamento.Todas as atividades teóricas e práticas citadas acima serão permeadas com o conteúdo sobre o cerrado, os conhecimentos tradicionais, imbuídos de metodologias próprias, técnicas e práticas culturais desenvolvidas neste ecossistema.Juntamente com o conhecimento tradicional do ecossistema cerrado, em que as relações ecológicas estão/são intrínsecas à conservação e técnicas de coleta e extrativismo, os conteúdos elencados trarão também os aspectos da ecologia, botânica, geografia, produção vegetal, beneficiamento dos frutos e preparação para o mercado consumidor, in natura e ou minimamente processado.As atividades de coleta e extrativismo serão diárias, atendendo às especificações sazonais de maturação dos frutos, e cada fruto com suas características de coleta e beneficiamento.Com os frutos coletados e percorrendo as possibilidades das características nutricionais e culinárias, in natura ou beneficiados, serão apresentadas as possibilidades de utilização e comercialização dos produtos, como polpas, doces, licores, geleias ou mesmo sendo ingredientes para outras receitas.As práticas, atendendo às características acerca dos frutos, acompanharão as especificações de segurança do trabalho e da vigilância sanitária, com o objetivo de promover as melhores condições de trabalho, aprendizado e segurança alimentar e nutricional. Todos os momentos coletivos terão uma parte dedicada também a transmissão de conteúdos culturais (cantigas, lendas etc…) sejam trazidos pela comunidade ou mesmo pelos capacitadores/instrutores.
O Instituto Bertran Fleury, onde serão realizados os encontros, oficinas, formações e culminâncias com a Feira e o Festival/feira (Festfeira) Cultural e Gastronômica é dotado de acessibilidade física com rampas e amplo espaço arbóreo. A maioria dos encontros será a céu aberto com amplos caminhos para passagem de cadeira de rodas e rampas para acessos.Há banheiros acessíveis para o uso de todos os participantes e visitantes do Festival/feira (Festfeira) Cultural e Gastronômica.Iremos contratar intérpretes de Libras da Cidade de Goiás para a inclusão da comunidade portadora de problemas auditivos.Forneceremos abafadores de som para as crianças e adultos autistas e vamos realizar as oficinas/formações e Festival/feira (Festfeira) em áudio-descrição.Especialmente no Festival/feira (Festfeira) é possível uma visita sensorial, com a degustação dos sucos, geléias e outros produtos e também com a presença da banda de músicos da cidade.
A proposta de Democratização de acesso incluem oficinas abertas à comunidade, o Festival/feira (Festfeira) gastronômica e cultural, rodas de conversa, produção de materiais audiovisuais, e formações comunitárias, priorizando os territórios e populações que cuidam do Cerrado e mantêm viva sua cultura, em especial às comunidades quilombolas de Alto de Santana, os moradores da Vila Lions, indígenas e o coletor tradicional de diversas etnias que moram na região a menos de 2 km da chácara Dona Sinhá, onde fica a sede do Instituto Bertran Fleury (IBF). Ficará destinada 30% das vagas para participação mulheres e para comunidade LGBTQIA+ e 3 vagas das bolsas continuadas a esse publico. Nosso Festival/feira (Festfeira) Cultural e Gastronômica será aberta a todos, de forma gratuita e toda venda dos produtos beneficiados será revertida à comunidade para o fortalecimento da sua renda. As transmissões serão realizadas ao vivo pelo Instagram e Youtube.
Maria das Graças Fleury Curado, Doutora pela USP, Fundadora de Entidades ligadas à Educação e Cultura, Membro de 2 Academias, a de Letras e da Cultura Cerratense, Criadora de 2 museus a céu aberto, um em Brasília e outro na cidade de Goiás.Flávia Figueiredo Machado, Doutora em Ecologia e Evolução UFG, Mestre em Ciências Biológicas pela UFES, Graduada em Ciências Biológicas pela UFG, possui mais de 10 anos em experiência em coordenação e execução de projetos socioambientais, captadora de recursos em projetos voltados Educação Socioambiental e Conservação do Cerrado junto aos Institutos EcomAmor e Plantadores de Água.Síntia de Cássia Gomes P. Cavalcante, Mestre em História, Memória e Patrimônio, Especialista em Gestão do Patrimônio Cultural, Graduada em Geografia, com experiência em docência , administrativos e arquivos arqueológicos.Eduardo Bonfim, Mestre em ciências ambientais RENAC-UEG, graduado em Geografia pela UEG,. Graduação em andamento em Agronomia pela IFG. Curso de extensão e pesquisa no Núcleo de Agroecologia do GWATA/ UEG.Thamara Larissa Alves, Engenheira Ambiental e Sanitária PUC-GO, Ativista e facilitadora do Greenpeace Goiânia, Educadora Ambiental, Membro-associada do Coletivo de Idéias Urbanas, Goiás Lixo Zero, Limpa Brasil, Instituto Santa Dica, Compô Bioconstrutora, Protetora Animal.Lucília Amaral, Especialista em Educação e Ensino Técnico pelo Instituto Federal do Espírito Santo e educadora ambiental. Possui também ensino técnico em Cultura, História da Arte e História da Arte Brasileira, pelo Centro Livre de Artes de Goiânia.Mariana Umbelino de Souza, graduada em Comunicação Social pela PUC-GO, MBA Marketing USP/ESALG Goiânia, experiência em marketing e propaganda digital, administração de sites, etc…Luciano Sales, líder de comunidade Vila Lions (vizinha à sede do Instituto Bertran Fleury), atua como propulsor de festa juninas e outras, professor de futebol para adolescentes, conhecedor de raízes e árvores do cerrado, peças de carro de boi, catireiro, dentre outros saberes.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.