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PRONAC 2511451Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Baixada de Jacarepaguá: Território, Memória e Futuro

INSTITUTO DE MEMORIA E CULTURA DA BAIXADA DE JACAREPAGUA
Solicitado
R$ 211,8 mil
Aprovado
R$ 211,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações de Educação Patrimonial
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos educativos, incluindo cursos, oficinas e outras atividades pedagógicas
Ano
25

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2026-01-01
Término
2027-09-30
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

Baixada de Jacarepaguá: Território, Memória e Futuro é um projeto de educação patrimonial e difusão cultural que valoriza o território da Baixada de Jacarepaguá como unidade histórica, geográfica e cultural de grande importância para a cidade do Rio de Janeiro. A iniciativa propõe a formação de 80 participantes em curso popular dividido em três módulos, abordando o período pré-colonial e indígena, os engenhos coloniais e a urbanização contemporânea. Complementam o projeto o Ciclo de Debates "Palavras que nos Nomeiam" (4 encontros públicos), a produção de uma série audiovisual com 12 vídeos curtos e a publicação digital "Memórias da Baixada de Jacarepaguá". Todas as ações são gratuitas e voltadas à comunidade local, escolas públicas e agentes culturais, promovendo pertencimento, consciência territorial e valorização da memória coletiva.

Sinopse

O projeto Baixada de Jacarepaguá – Território, Memória e Futuro é um conjunto de ações de educação patrimonial, formação cidadã e difusão cultural que valoriza a história e a identidade da Baixada de Jacarepaguá, abrangendo o período pré-colonial, colonial, imperial e contemporâneo. Todas as atividades destinam-se a jovens e adultos, com classificação etária de 16 anos.Curso Popular “Baixada de Jacarepaguá – Território, Memória e Futuro”Curso de formação em educação patrimonial dividido em três módulos temáticos:formação do território e presença indígena (período pré-colonial);engenhos, fazendas e escravidão (período colonial e imperial);urbanização e transformações republicanas (período contemporâneo).Serão 12 encontros de 4 horas cada, com 80 participantes, atividades dialogadas e material de apoio digital.Classificação indicativa: 16 anos.Ciclo de Debates “Palavras que nos Nomeiam”Série de 4 encontros públicos com pesquisadores, educadores e lideranças comunitárias, discutindo os significados históricos e simbólicos de termos como Baixada, Sertão e Subúrbio, e suas relações com identidade, memória e território.Classificação indicativa: 16 anos.Série Audiovisual “Mapas da Memória”Produção de 12 vídeos curtos (até 10 minutos cada), com trechos de aulas, entrevistas e registros do território, destacando aspectos da formação histórica e cultural da Baixada de Jacarepaguá.Os vídeos serão disponibilizados gratuitamente nas redes sociais e no canal do Instituto, com legendas e recursos de acessibilidade.Classificação indicativa: Livre.Publicação Digital “Memórias da Baixada de Jacarepaguá”Livro digital gratuito que reunirá textos, mapas, imagens e narrativas produzidos por pesquisadores e participantes, apresentando a trajetória histórica da região e as reflexões geradas no curso e nos debates. O material será publicado em formatos acessíveis (PDF e ePub) e disponibilizado para download.Classificação indicativa: Livre.

Objetivos

Objetivo GeralValorizar e difundir o conhecimento sobre a Baixada de Jacarepaguá como unidade histórica, geográfica e cultural, promovendo educação patrimonial, formação cidadã e ressignificação de estigmas associados ao território. O projeto busca fortalecer o pertencimento e a consciência coletiva sobre a importância histórica da região — desde o período pré-colonial e indígena até a urbanização contemporânea —, estimulando o diálogo entre saberes acadêmicos e populares e ampliando o acesso gratuito à cultura e à memória local.Objetivos Específicos1. Realizar um curso popular de educação patrimonial com 80 participantes, dividido em três módulos temáticos, abordando:a formação do território e a presença indígena (período pré-colonial);os engenhos, fazendas e a escravidão (período colonial e imperial);o processo de urbanização e as transformações republicanas (período contemporâneo)Resultado mensurável: realização de 12 encontros formativos, com carga horária total de 48 horas, emissão de certificados, registro fotográfico e captação de trechos audiovisuais para composição da série Mapas da Memória.2. Realizar o Ciclo de Debates "Palavras que nos Nomeiam", composto por 4 encontros públicos, reunindo pesquisadores, lideranças comunitárias e instituições parceiras para discutir os termos "Baixada", "Sertão" e "Subúrbio", seus significados históricos e possibilidades de ressignificação. Resultado mensurável: 4 mesas realizadas, média de 60 pessoas por encontro, com registro audiovisual.3. Produzir a série audiovisual "Mapas da Memória", composta por 12 vídeos curtos (Até 10min), com trechos de aulas, entrevistas e registros do território, para circulação em redes sociais, escolas e espaços culturais.Resultado mensurável: 12 vídeos publicados, com alcance estimado de 20.000 visualizações online e exibições comunitárias presenciais.4. Elaborar e disponibilizar a publicação digital "Memórias da Baixada de Jacarepaguá", reunindo textos, mapas, imagens e narrativas produzidas por pesquisadores, educadores e participantes do curso.Resultado mensurável: 1 publicação digital gratuita (mínimo 60 páginas), com 5.000 downloads/visualizações.5. Promover a integração entre pesquisadores, historiadores e comunidade, estimulando a produção colaborativa de conhecimento sobre o território e o registro de novas pesquisas.Resultado mensurável: participação de pelo menos 6 especialistas convidados e 10 autores locais na publicação digital.6. Produzir e difundir conteúdos educativos acessíveis, reforçando o pertencimento e a identidade territorial, com legendagem, tradução em Libras e materiais digitais acessíveis.Resultado mensurável: 100% dos vídeos legendados; 7 eventos com intérprete de Libras; versão acessível da publicação digital (PDF tagueado e ePub).7. Fomentar o diálogo entre saber acadêmico e saber popular, por meio de atividades formativas e participativas, envolvendo escolas públicas, coletivos culturais e moradores.Resultado mensurável: participação de pelo menos 5 escolas e 10 coletivos/instituições locais e moradores.8. Ampliar o acesso gratuito à cultura e ao conhecimento histórico da região, democratizando o conteúdo produzido e estimulando a apropriação simbólica do território pelos seus habitantes.Resultado mensurável: 100% das atividades gratuitas; conteúdos disponíveis online; público direto estimado em 320 pessoas e indireto em 25.000.

Justificativa

O projeto Baixada de Jacarepaguá _ Território, Memória e Futuro nasce do entendimento de que a memória é uma política pública essencial e de que os nomes não são neutros: eles guardam marcas do passado, carregam histórias de seus povos e revelam a geografia do território.Ao longo dos séculos, o nome Baixada de Jacarepaguá consolidou-se como expressão legítima da identidade territorial, designando a extensa planície entre os maciços da Tijuca e da Pedra Branca, um espaço contínuo de ocupação humana, resistência e diversidade cultural.A recente discussão sobre a criação de uma nova denominação para a região reacendeu o debate sobre o apagamento histórico de nomes tradicionais e sobre o distanciamento da população em relação à própria história. O que se revelou, mais do que uma divergência toponímica, foi um profundo desconhecimento da origem e da importância cultural desse território. É a partir dessa constatação que o projeto se estrutura: como uma iniciativa educativa e cultural voltada à valorização, à difusão e ao reconhecimento público da Baixada de Jacarepaguá como categoria geográfica e cultural legítima.A região é uma das mais antigas e significativas áreas de ocupação do Rio de Janeiro. Antes da colonização, abrigava uma das maiores aldeias tupinambá do recôncavo carioca. No período colonial, tornou-se um dos principais polos agrícolas da cidade, com engenhos e fazendas que moldaram a economia e a paisagem da planície. Nos séculos seguintes, a urbanização consolidou uma diversidade de bairros e expressões culturais que ainda hoje revelam a força da memória e da identidade local.Nesse contexto, o projeto propõe valorizar e difundir o conhecimento sobre a Baixada de Jacarepaguá, promovendo educação patrimonial, formação cidadã e ressignificação de estigmas associados aos termos "baixada", "subúrbio" e "sertão". A ação combina pesquisa aplicada, mediação educativa e comunicação cultural, aproximando o saber acadêmico das vivências comunitárias e estimulando o protagonismo social na preservação da memória do território.A proposta contempla um curso popular de formação, um ciclo de debates públicos, uma série audiovisual e uma publicação digital de acesso gratuito, produzidos de forma colaborativa entre pesquisadores, educadores e moradores. Essas ações buscam democratizar o acesso à cultura, ampliar o conhecimento sobre o território e estimular a construção de uma consciência coletiva sobre a importância de reconhecer e preservar sua história.A utilização do Mecanismo de Incentivo Fiscal da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91) é indispensável para a execução do projeto, que é de interesse público, educativo e não comercial. A proposta se enquadra nos incisos I, II e III do Art. 1º da Lei, que tratam do apoio a projetos de:I _ incentivo à formação artística e cultural;II _ estímulo à produção cultural e difusão de bens culturais;III _ preservação e difusão do patrimônio cultural e histórico.Também atende aos objetivos do Art. 3º, especialmente:I _ contribuir para a formação cultural e artística da população;II _ promover a universalização do acesso à cultura;III _ preservar e valorizar o patrimônio cultural brasileiro;V _ estimular a produção e difusão de conhecimento sobre a cultura nacional e regional.A Lei de Incentivo é, portanto, o instrumento mais adequado para garantir a viabilidade de uma ação formativa e de difusão cultural, que busca tornar o conhecimento sobre o território acessível a todos. O projeto cumpre função pública e educativa ao evitar o agravamento do apagamento histórico da região e promover o reencontro entre o território, sua história e seus habitantes.Preservar o nome é preservar o que somos.E defendê-lo é educar para o futuro garantindo que as próximas gerações reconheçam, com orgulho, o lugar de onde vieram.

Estratégia de execução

Metodologia A metodologia do projeto Baixada de Jacarepaguá – Território, Memória e Futuro integra pesquisa histórica, formação educativa e difusão cultural, conectando saberes acadêmicos e populares para promover a valorização da memória e da identidade territorial.O trabalho será desenvolvido em quatro eixos complementares — curso popular, ciclo de debates, série audiovisual e publicação digital — que se articulam para formar um processo contínuo de produção e circulação de conhecimento sobre o território.1. Princípios orientadoresA ação parte da compreensão da educação patrimonial como prática cidadã, reconhecendo o território como fonte viva de conhecimento e pertencimento.O projeto adota metodologias participativas e dialógicas, que valorizam a escuta, o protagonismo local e a articulação entre memória, identidade e cidadania. A linguagem é acessível, sem perder o rigor histórico, e privilegia a troca entre o saber acadêmico e as vivências comunitárias.A proposta está ancorada na trajetória do Instituto de Memória e Cultura da Baixada de Jacarepaguá / Casa de Cultura de Jacarepaguá, responsável por iniciativas reconhecidas de pesquisa e difusão da memória local, como o Centro de Memória da Baixada de Jacarepaguá, a exposição permanente O Sertão Carioca – A Outra Margem do Rio, o seminário Baixada de Jacarepaguá: História, Riquezas, Legado e Potencialidades e a produção do livro Jacarepaguá: Um Sertão de Memórias. Essas experiências consolidaram um método de trabalho baseado em três pilares: pesquisa aplicada, mediação educativa e difusão cultural participativa.A coordenação pedagógica e curatorial será de Leonardo Soares dos Santos, historiador, mestre e doutor em História Social pela UFRJ, com reconhecida trajetória em estudos sobre urbanização, memória e disputas fundiárias na Zona Oeste. Sua produção acadêmica e atuação em políticas de memória inspiram a abordagem crítica e territorial adotada pelo projeto.2. Estratégias de desenvolvimentoA metodologia combina formação, reflexão e criação coletiva.O curso popular constitui o eixo formativo, com ênfase na leitura histórica e geográfica do território, abordando o período pré-colonial, o ciclo colonial e imperial e a urbanização contemporânea. As aulas dialogam com a realidade dos participantes e estimulam a autoria de textos e registros que integrarão os produtos finais.O ciclo de debates amplia o diálogo entre especialistas, educadores e comunidade, fomentando a reflexão sobre toponímia, estigmas e pertencimento, e fortalecendo redes de produção de conhecimento sobre a Baixada de Jacarepaguá.A série audiovisual e a publicação digital funcionam como instrumentos de difusão, tornando o conhecimento produzido acessível a públicos diversos, inclusive fora do território. A produção dos vídeos e do livro digital seguirá a lógica da mediação cultural: traduzir conteúdos complexos em narrativas simples, visuais e envolventes, reforçando o caráter educativo e participativo da proposta.3. Gestão e acessibilidadeA gestão do projeto será colaborativa, articulando coordenação geral, equipe pedagógica, produção executiva e comunicação.Todas as atividades serão gratuitas, com intérprete de Libras em todas as rodas de conversa e série audiovisual, que também contará com legendagem. A comunicação será territorializada, privilegiando redes comunitárias, escolas públicas e instituições culturais locais, de modo a assegurar representatividade e diversidade de público.4. Resultados da metodologiaA metodologia adotada busca criar um ambiente formativo e participativo, no qual a história local é compreendida como ferramenta de transformação social.O processo resultará na ampliação do acesso ao conhecimento, na formação de multiplicadores da memória e do patrimônio e na ressignificação simbólica da Baixada de Jacarepaguá como espaço de memória, identidade e futuro.

Especificação técnica

1. Curso Popular “Baixada de Jacarepaguá”Formato: curso presencial de educação patrimonial, com metodologia participativa e interdisciplinar.Duração total: 12 encontros de 4 horas (48 horas totais).Participantes: 80 jovens e adultos, selecionados mediante inscrição gratuita.Conteúdo programático:Módulo I – Formação do território e presença indígena (período pré-colonial);Módulo II – Engenhos, fazendas e escravidão (período colonial e imperial);Módulo III – Urbanização e transformações republicanas (período contemporâneo).Materiais: apostila digital (PDF), projetor multimídia, materiais impressos de apoio, mapas e acervo iconográfico.Projeto pedagógico: fundamentado na Política Nacional de Educação Patrimonial e nas diretrizes da Agenda 2030 (ODS 4 e 11). Utiliza abordagem dialógica e metodologias ativas que integram saber acadêmico e popular.Classificação indicativa: 16 anos. 2. Ciclo de Debates “Palavras que nos Nomeiam”Formato: quatro encontros presenciais com pesquisadores, professores, estudantes e lideranças comunitárias.Duração: 4 encontros de 2 horas cada.Temas: significados históricos e sociais das expressões Baixada, Sertão e Subúrbio; estigmas e ressignificações culturais; memória e identidade territorial.Recursos técnicos: sonorização básica, projetor multimídia, intérprete de Libras, registro fotográfico e audiovisual.Produto final: gravações editadas integradas à série Mapas da Memória.Classificação indicativa: 16 anos.3. Série Audiovisual “Mapas da Memória”Formato: 12 vídeos curtos de até 10 minutos cada, com trechos de aulas, entrevistas e registros de paisagens e bens culturais da Baixada de Jacarepaguá.Duração total: até 120 minutos de conteúdo final editado.Captação: câmera digital HD, microfone direcional, iluminação portátil.Edição: software de edição não linear, inserção de legendas e vinhetas, tradução em Libras nos episódios selecionados, e versão acessível com audiodescrição para redes e YouTube.Distribuição: canais digitais do Instituto, redes sociais e exibições comunitárias.Classificação indicativa: Livre4. Publicação Digital “Memórias da Baixada de Jacarepaguá”Formato: publicação digital gratuita nos formatos PDF e ePub.Extensão: mínimo de 60 páginas, com textos curtos, mapas, fotografias e registros produzidos durante o curso e os debates.Projeto gráfico: diagramação digital com design editorial contemporâneo, respeitando diretrizes de acessibilidade (PDF tagueado e leitura por voz).Conteúdo: artigos de pesquisadores, narrativas de participantes e crônicas históricas sobre o território da Baixada de Jacarepaguá.Distribuição: download gratuito no site do Instituto e envio para escolas públicas e instituições culturais parceiras.Classificação indicativa: Livre

Acessibilidade

AcessibilidadeAcessibilidade FísicaAs atividades presenciais do projeto Baixada de Jacarepaguá – Território, Memória e Futuro serão realizadas na Casa de Cultura de Jacarepaguá, espaço que conta com estrutura plenamente acessível e preparada para acolher diferentes públicos.O local dispõe de plataforma elevatória para pessoas com mobilidade reduzida, banheiro adaptado e sem gênero, sinalização adequada e áreas amplas de circulação que garantem o conforto e a segurança de pessoas com deficiência física ou mobilidade limitada.Além dos recursos arquitetônicos, a instituição adota uma prática constante de acessibilidade atitudinal com o acolhimento respeitoso e a escuta ativa como princípios de trabalho.Toda a equipe técnica e pedagógica é sensibilizada para o atendimento de pessoas atípicas, neurodivergentes e com diferentes necessidades, reconhecendo a diversidade como parte da riqueza do território.A Casa de Cultura de Jacarepaguá é um espaço de convivência plural, e o projeto reafirma esse compromisso ao criar ambientes seguros, inclusivos e de pertencimento.Acessibilidade de ConteúdoO projeto compreende a acessibilidade também como direito cultural e social, buscando eliminar barreiras simbólicas e comunicacionais que afastam comunidades do acesso à cultura e à memória.As ações contemplam:Tradução simultânea em Libras nos 4 encontros do Ciclo de Debates “Palavras que nos Nomeiam”;nterpretação em Libras nos 12 episódios da série audiovisual “Mapas da Memória”;Legendagem descritiva em todos os vídeos publicados;Materiais digitais acessíveis, como a publicação Memórias da Baixada de Jacarepaguá em formato PDF tagueado e ePub, compatíveis com leitores de tela;Linguagem clara e inclusiva em todos os materiais de comunicação e divulgação;Ações de mobilização comunitária voltadas especialmente para públicos com menor acesso à internet e equipamentos tecnológicos, como escolas públicas, grupos de idosos e coletivos culturais locais;Parcerias com instituições de base comunitária para ampliar a circulação de informações e garantir o acesso físico e simbólico ao conteúdo do projeto.Essas medidas garantem não apenas o acesso técnico ao conteúdo, mas também o direito de pertencimento e participação ativa das pessoas da comunidade.A acessibilidade, neste projeto, é compreendida como princípio estruturante e expressa o compromisso do Instituto com uma cultura democrática, empática e verdadeiramente inclusiva.

Democratização do acesso

O projeto Baixada de Jacarepaguá – Território, Memória e Futuro tem como princípio a democratização da cultura como direito e todas as suas atividades e produtos serão gratuitos, garantindo o acesso amplo e equitativo da população, especialmente de moradores de territórios periféricos e escolas públicas da Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.1. Acesso gratuito e distribuição públicaCurso Popular “Baixada de Jacarepaguá”: inscrições gratuitas, com prioridade para professores da rede pública, estudantes, educadores populares e lideranças comunitárias.Ciclo de Debates “Palavras que nos Nomeiam”: acesso livre ao público mediante inscrição simples, com vagas destinadas a estudantes e moradores do entorno.Série Audiovisual “Mapas da Memória”: publicação gratuita no canal do YouTube e redes sociais do Instituto, com legendas e tradução em Libras.Publicação Digital “Memórias da Baixada de Jacarepaguá”: disponibilização gratuita em formatos acessíveis (PDF e ePub) no site do Instituto e envio digital para escolas, bibliotecas comunitárias, universidades e instituições culturais parceiras.2. Ampliação e descentralização do acessoAlém das atividades presenciais no Centro de Memória, o projeto contará com ações de difusão online para ampliar seu alcance e descentralizar o acesso:Transmissão e gravação dos debates para posterior exibição nas redes sociais;Circulação dos vídeos educativos em escolas e coletivos culturais do território;Ações de mediação pedagógica com escolas públicas da região, utilizando os vídeos e a publicação digital como material didático;Distribuição do conteúdo para rádios comunitárias e instituições de ensino, fortalecendo a circulação em espaços com menor acesso à internet.3. Inclusão comunitária e participativaA democratização também se dá pela participação ativa da comunidade na construção do projeto.Moradores, professores e lideranças locais serão convidados a participar como autores, mediadores e narradores da própria história, reforçando a ideia de que o conhecimento é coletivo.A Casa de Cultura de Jacarepaguá, onde o projeto será sediado, é reconhecida como espaço de convivência plural, com acessibilidade física, atitudinal e simbólica, o que assegura um ambiente acolhedor e seguro para todos.4. Sustentabilidade e legadoO material produzido — vídeos, textos e publicação — permanecerá disponível de forma permanente no acervo digital do Instituto, formando uma base pública e gratuita de consulta e pesquisa sobre a história e a memória da Baixada de Jacarepaguá.Essa estratégia garante não apenas o acesso imediato, mas também a sustentabilidade cultural e educativa do projeto, multiplicando seu impacto ao longo do tempo.

Ficha técnica

Coordenação Geral e ProduçãoAlexandra Gonzalez – gestora cultural, produtora e pesquisadora de patrimônio e memória. Fundadora e presidente do Instituto de Memória e Cultura da Baixada de Jacarepaguá, coordena desde 2017 a Casa de Cultura de Jacarepaguá, referência em ações de educação patrimonial e valorização territorial. Idealizadora e Produtora de projetos reconhecidos como o Corredor Cultural e Turístico de Jacarepaguá, Encantos do Sertão Carioca e Centro de Memória da Baixada de Jacarepaguá, Alexandra é articuladora de políticas de cultura e desenvolvimento sustentável no estado do Rio de Janeiro, com atuação em conselhos e comissões culturais. No projeto, será responsável pela coordenação geral, gestão institucional, articulação com parceiros e acompanhamento das ações de comunicação e democratização de acesso.Coordenação Pedagógica e Curatorial:Leonardo Soares dos Santos – historiador, mestre e doutor em História Social pela UFRJ. Pesquisador especializado em processos de urbanização, memória e disputas fundiárias na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com mais de 100 trabalhos acadêmicos publicados. Autor de referência sobre o conceito de Sertão Carioca, atua como professor e consultor em políticas de memória e história urbana.No projeto, será responsável pela coordenação pedagógica e curadoria de conteúdo, elaboração da ementa do curso, supervisão das aulas e debates, e acompanhamento da produção da série audiovisual e da publicação digital.Instituto de Memória e Cultura da Baixada de Jacarepaguá / Casa de Cultura de JacarepaguáO Instituto de Memória e Cultura da Baixada de Jacarepaguá é uma instituição sem fins lucrativos dedicada à preservação, valorização e difusão do patrimônio histórico, cultural e imaterial da região de Jacarepaguá. Desde sua criação, vem desenvolvendo projetos voltados à memória, educação patrimonial, economia criativa e turismo cultural de base comunitária.Entre suas principais realizações destacam-se:Centro de Memória da Baixada de Jacarepaguá – exposição de longa duração que apresenta a história da região do período pré-colonial ao século XXI;Seminário “Baixada de Jacarepaguá: História, Riquezas, Legado e Potencialidades” – encontro de pesquisadores, gestores e lideranças locais sobre o patrimônio e as perspectivas do território;Livro “Jacarepaguá: Um Sertão de Memórias” – publicação inédita que reúne mais de 20 autores, entre historiadores, jornalistas, geógrafos e instituições culturais, com lançamento previsto para 2026;Encantos do Sertão Carioca – primeiro projeto de turismo de base comunitária e afroturismo da região, iniciativa que rendeu a Casa de Cultura de Jacarepaguá uma premiaçaõ pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).A instituição atua no projeto, como responsável por:Planejamento e gestão administrativa e financeira;Coordenação geral das ações formativas, de pesquisa e de difusão;Mobilização de parcerias e comunicação institucional;Garantia das condições de acessibilidade, democratização de acesso e contrapartidas públicas.Equipe de apoio, técnicos e pesquisadores ConvidadosO projeto contará com equipe multidisciplinar formada por educadores, pesquisadores, técnicos de audiovisual, intérpretes de Libras e assistentes de produção, contratados conforme o cronograma de execução.Os convidados para o Ciclo de Debates e os pesquisadores envolvidos serão profissionais com qualificação acadêmica reconhecida e forte atuação no território de Jacarepaguá, garantindo rigor conceitual e pertinência local.Essa composição assegura diversidade de saberes e representatividade, reunindo especialistas, lideranças comunitárias e educadores populares, o que reforça o caráter participativo e formativo do projeto.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.