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PRONAC 2511483Autorizada a captação total dos recursosMecenato

5ª Bróduei Nordestina

42.604.350 JORDY LAMARKE SA TORRES
Solicitado
R$ 426,0 mil
Aprovado
R$ 426,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Festival, bienal, festa ou Feira
Ano
25

Localização e período

UF principal
PB
Município
João Pessoa
Início
2027-04-19
Término
2027-12-26
Locais de realização (1)
João Pessoa Paraíba

Resumo

O presente projeto visa a realização da quinta edição do festival de teatro musical "Bróduei Nordestina", tendo como produto principal uma programação artística de espetáculos de artes cênicas, concentrada na Grande João Pessoa. Através de uma convocatória pública, serão selecionados 15 espetáculos teatrais, 03 shows musicais, 03 espetáculos de dança, 03 grupos de cultura popular e 10 performances. Como contrapartida social, o festival promoverá um Ciclo de Formação em Teatro Musical Popular, a ser realizado gratuitamente em escolas públicas da Grande João Pessoa. O ciclo oferecerá oficinas nas áreas de teatro, música e dança/cultura popular, com o objetivo de democratizar o acesso à formação artística, estimular novos talentos e fortalecer o diálogo entre o teatro musical e as expressões da cultura popular.

Sinopse

A “Bróduei Nordestina” concentra-se em ser um festival de teatro, com foco no teatro musical, buscando, portanto, abranger espetáculos que apresentam uma relação entre teatro, música e dança. É um evento voltado primordialmente para os grupos artísticos do estado da Paraíba e da região Nordeste. Por depender de uma convocatória pública e de um processo curatorial, não é possível neste momento fornecer uma apresentação prévia da sinopse de cada uma das atrações artísticas do projeto, uma vez que a curadoria e seleção ainda estão por ocorrer.Esta proposta, no entanto, define claramente os objetivos e diretrizes deste processo seletivo, que almeja selecionar 05 espetáculos de teatro musical, 05 espetáculos de teatro adulto, 05 espetáculos de teatro infantil, 03 espetáculos de dança, 03 shows musicais, 03 apresentações de grupos de cultura popular e 10 performances.Serão contratados 18 curadores, distribuídos da seguinte forma: 03 para teatro musical, 03 para teatro adulto, 03 para teatro infantil, 03 para performances, 02 para música, 02 para dança e 02 para cultura popular. Caberá a esse grupo avaliar as propostas artísticas com base nos seguintes critérios: (1) qualidade técnico-artística; (2) coerência com a linguagem proposta; (3) originalidade; (4) relevância para o cenário local; e (5) participação de artistas paraibanos ou residentes na Paraíba há, no mínimo, dois anos. É vedada a seleção de grupos que mantenham qualquer vínculo com os curadores. Além disso, grupos majoritariamente formados por mulheres, pessoas negras, integrantes de povos indígenas, comunidades tradicionais (incluindo de terreiro e quilombolas), populações nômades, povos ciganos, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e demais segmentos historicamente minorizados receberão pontuação adicional no processo de avaliação. A programação artística será realizada integralmente em João Pessoa, nos espaços Theatro Santa Roza, Teatro Paulo Pontes e Usina Cultural Energisa. O festival será aberto com uma cerimônia inaugural, que contará com a participação dos mestres de cerimônia, e encerrado com a Premiação Tonho, que homenageará 36 artistas e profissionais com o troféu homônimo. Serão contratados 13 jurados especializados para compor o júri técnico do festival, responsáveis por avaliar as apresentações e selecionar os vencedores da Premiação Tonho. A equipe será formada por 03 jurados de teatro musical, 03 de teatro adulto, 03 de teatro infantil, 02 de música e 02 de dança, garantindo uma avaliação técnica, criteriosa e representativa das diversas linguagens artísticas contempladas. O festival contará com seis mostras competitivas, sendo três dedicadas ao teatro — Teatro Musical, Teatro Adulto e Teatro Infantil — e três voltadas às artes cênicas — Dança, Música e Performances —. As apresentações de cultura popular integrarão a programação como atividades complementares, sem caráter competitivo, com o intuito de fortalecer a valorização das tradições regionais e a diversidade cultural do Nordeste. Os grupos de teatro selecionados receberão um cachê destinado ao próprio coletivo, em reconhecimento à sua participação no festival. Além disso, serão disponibilizadas diárias de hospedagem para até 30 integrantes dos grupos de teatro provenientes de regiões localizadas a mais de 150 km de João Pessoa, bem como o aluguel de até 05 vans diferentes para o transporte desses grupos. A contratação de profissionais técnicos especializados, como iluminadores e operadores de som e luz, ficará sob a responsabilidade dos grupos selecionados, conforme prática comum em festivais e mostras de artes cênicas dessa natureza.O festival será responsável por garantir o pagamento das pautas dos teatros e espaços culturais, bem como por assegurar todas as condições necessárias à realização das apresentações. Isso inclui o suporte logístico para montagem e desmontagem, a disponibilização de equipe de produção local, a assistência técnica básica dos teatros parceiros — abrangendo os técnicos de som e luz da casa —, além da divulgação institucional da programação e do acompanhamento integral das atividades artísticas nos espaços definidos.As oficinas e palestras serão realizadas em escolas públicas da Grande João Pessoa, fortalecendo o vínculo entre educação e cultura e promovendo a formação artística gratuita e acessível. O ciclo formativo será estruturado como um minicurso de Teatro Musical Popular, gênero que a Lampiarte vem consolidando em suas produções ao unir elementos do teatro musical às culturas populares paraibanas e nordestinas. A proposta contempla três modalidades de oficinas — teatro, música e dança/cultura popular. Até o momento, estão confirmados Ana Maria (teatro) e Eraldo Azevedo (música), estando prevista a seleção de novos oficineiros para compor a equipe.A temática desta edição será “Paraibanidades Populares”, um convite a refletir sobre a identidade cultural da Paraíba a partir de suas manifestações tradicionais. O termo “paraibanidades” expressa o conjunto de símbolos, práticas, memórias e sensibilidades que, somados, dão forma ao que significa ser e viver a Paraíba. São elementos que atravessam gerações e que se manifestam tanto nos festejos populares quanto no cotidiano, criando vínculos afetivos e comunitários.Nesse contexto, a escolha do tema procura destacar como manifestações como o Reisado, o Cavalo-Marinho, o Coco de Roda, as festas juninas, os festejos carnavalescos e tantas outras expressões populares moldaram, e seguem moldando, nossa memória coletiva, nossos rituais de celebração e as formas pelas quais nos reconhecemos enquanto povo paraibano. É nesse movimento entre tradição e reinvenção que a Lampiarte vem consolidando sua trajetória, entrelaçando teatro e cultura popular em criações como “Camisa de Carnaval” (2023-2025), que dialoga com o Frevo e o Carnaval; “Paixões de Fogueira” (2024-2025), inspirado no Forró e no São João; e “O Desaguar de 1930” (2025), atravessado pelo Reisado e pelo Cavalo-Marinho.Ao trazer para a cena as “paraibanidades populares”, o festival celebra a diversidade cultural e a relação entre teatro e cultura popular, reafirma a importância da preservação da memória e abre espaço para novas leituras e diálogos entre passado, presente e futuro. Dessa temática também nascem os nomes das mostras competitivas. A mostra de Teatro Musical será intitulada “Mostra Cavalo-de-Ouro”, em referência ao Cavalo-Marinho, manifestação tradicional da região da Mata Paraibana, que reúne música, dança, canto e teatralidade, elementos que também estruturam o teatro musical. O acréscimo da palavra “ouro” evoca o brilho do espetáculo, a potência festiva e o valor simbólico da cultura popular. A mostra de Teatro Adulto receberá o nome de “Mostra Reisado da Madrugada”, pois o Reisado é uma tradição popular oriunda do Sertão que é marcada por cantos e cortejos que muitas vezes se estendem pela noite. A referência à madrugada sugere a intensidade reflexiva e existencial do teatro adulto, estabelecendo um diálogo entre a profundidade crítica da cena teatral e a densidade simbólica das tradições que atravessam gerações. Já a mostra de Teatro Infantil se chamará “Mostra Burrinha Encantada”, inspirada na figura da burrinha (ou cavalo/bicho), presente tanto no Reisado quanto no Cavalo-Marinho. Esse símbolo lúdico desperta fantasia, imaginação e alegria, elementos que dialogam diretamente com o universo da infância e se conectam ao espírito mágico e inventivo do teatro para crianças. As demais mostras terão seus títulos e temáticas definidas ao longo da pré-produção.Haverá o registro audiovisual das ações, a ser disponibilizado gratuitamente no canal do Youtube da Lampiarte, com interpretação em Libras e audiodescrição, e a produção de um catálogo digital reunindo entrevistas e imagens a ser disponibilizado no site da Bróduei Nordestina (brodueinordestina.com.br).

Objetivos

Objetivo GeralO objetivo do projeto é viabilizar a realização da quinta edição do festival de teatro "Bróduei Nordestina", com programação central em João Pessoa e um ciclo formativo em Teatro Musical Popular. A iniciativa tem como propósito descentralizar o acesso à cultura, formar novos públicos e despertar o interesse de crianças, adolescentes e adultos pelo teatro e pelas artes cênicas. Ao mesmo tempo, busca valorizar a produção teatral paraibana, fortalecer a economia criativa e consolidar a cadeia produtiva teatral no estado, priorizando a diversidade, a democratização cultural e a integração comunitária.Objetivos Específicos - PRODUTO FESTIVAL, BIENAL, FESTA OU FEIRA (SOMENTE ESTRUTURA): a) Gerar no mínimo 35 empregos diretos temporários, além de impulsionar de forma indireta a geração de renda para artistas, técnicos e produtores; b) Conceder 36 troféus a artistas e profissionais das artes cênicas como parte da cerimônia de "Premiação Tonho", que tem como objetivo reconhecer e valorizar os espetáculos e profissionais com maior destaque da edição;c) Promover intercâmbios culturais entre artistas e comunidades locais, incentivando o diálogo e a valorização da diversidade cultural; d) Realizar 50% da programação do festival de forma gratuita, e 50% a preços populares e acessíveis (R$ 40 - inteira e R$ 20,00 - meia e social);e) Garantir gratuidade às pessoas de baixa renda, pessoas trans e não-binárias, estudantes da rede pública de ensino e pessoas com deficiência, nas atrações pagas (50% do total dos ingressos das atrações pagas serão destinados a isso); f) Estimular a formação de plateia, impactando um público direto de cerca de 8.000 pessoas, e indireto de 30.000 pessoas. - PRODUTO ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS:a) Realizar 15 apresentações teatrais em João Pessoa, organizadas em três mostras competitivas: Mostra de Teatro Musical, Mostra de Teatro Adulto e Mostra de Teatro Infantil, cada uma composta por 05 espetáculos cada;b) Realizar 03 shows musicais, 03 apresentações de dança, 03 apresentações de grupos de cultura popular e 10 performances, em João Pessoa, integrando a programação complementar às mostras teatrais;c) Abrir uma convocatória pública para selecionar as atrações artísticas do festival (15 espetáculos de teatro, 03 shows musicais, 03 espetáculos de dança, 03 apresentações de cultura popular e 10 performances), contemplando artistas e coletivos da Paraíba e de outros estados do Nordeste;d) Garantir acessibilidade comunicacional, assegurando tradução em Libras em 100% das apresentações;e) Garantir audiodescrição em até 10 atrações artísticas.- PRODUTO CONTRAPARTIDA SOCIAL:a) Implementar um ciclo formativo gratuito em Teatro Musical Popular, estruturado em três modalidades de oficinas (teatro, música e dança/cultura popular), a ser realizado em 05 escolas públicas da grande João Pessoa, com previsão de atender até 250 estudantes; b) Realizar 05 palestras sobre a área de teatro, a ser realizado em 05 escolas públicas da grande João Pessoa, com previsão de atender até 250 estudantes.

Justificativa

Realizada anualmente pela organização artística Lampiarte, a "Bróduei Nordestina" vem se consolidando como um marco relevante para a cena cultural da Paraíba e do Nordeste por ser um festival pioneiro dedicado ao teatro musical, uma linguagem artística ainda pouco difundida na região. O evento nasceu da necessidade de preencher a lacuna deixada pela ausência de festivais e mostras de teatro no estado, sobretudo aqueles que estabelecem um diálogo entre o teatro e outras expressões artísticas, como a dança, a música e a cultura popular.Desde sua criação, o festival tem como essência ser um espaço inclusivo e socialmente transformador, comprometido em gerar impacto cultural e alcançar públicos historicamente afastados do universo teatral. Esse compromisso já se materializou em edições anteriores: em 2023, na segunda edição, estudantes do EJA da "Escola João Caetano", de Bayeux, tiveram a oportunidade de assistir ao espetáculo "Paixões Em Ruídos", no Teatro Ednaldo do Egypto, vivenciando, para muitos, o primeiro contato com o teatro. Na terceira edição, a ação foi ampliada com a participação de alunos da "Escola Estadual Pedro Américo", de Cabedelo, ao longo das apresentações no Teatro Santa Catarina. Já em 2025, destacaram-se outras parcerias com escolas públicas, como a "Escola Almirante Tamandaré" e a "Escola José Vieira", que levaram seus estudantes para as apresentações de "Cadê Tu?" e "Paixões de Fogueira", no Teatro Paulo Pontes. A política de gratuidade, consolidada ao longo das edições, contemplou estudantes da rede pública, pessoas com deficiência e pessoas de baixa renda, ampliando o alcance social e reafirmando o papel do festival como ferramenta de inclusão e democratização do acesso à cultura.Na terceira edição, em 2024, o festival avançou no campo da acessibilidade e representatividade, garantindo tradução em Libras em todas as atrações artísticas, que foi conduzida pelas intérpretes surdas Stephanny Quirino e Tamara Pereira. Essa iniciativa não apenas garantiu acesso comunicacional, mas também inseriu novas formas de protagonismo no próprio evento. O compromisso foi reafirmado na quarta edição, em 2025, com a continuidade do trabalho da mesma equipe de acessibilidade, consolidando a prática como uma política permanente do festival.Dessa forma, mais do que impulsionar a cena artística local e regional, a Bróduei Nordestina consolida-se como um espaço de inclusão, visibilidade e formação de novas plateias, despertando no público o sentimento de pertencimento e cidadania cultural. Apoiar o festival significa investir em inovação, diversidade, inclusão social e no fortalecimento das artes cênicas em uma região que, historicamente, enfrenta a carência de políticas permanentes e de estruturas consolidadas para o desenvolvimento cultural da área teatral.Além disso, os incentivos são fundamentais para garantir a acessibilidade arquitetônica, possibilitando a locação de teatros e espaços adaptados, e a acessibilidade comunicacional, com a contratação de intérpretes de Libras em todas as atrações artísticas. Esse suporte financeiro também permitirá a remuneração justa dos profissionais envolvidos, fortalecendo a sustentabilidade da economia criativa e do setor cultural na região, que, embora com grande potencial, ainda depende de estímulos para assegurar sua continuidade.O projeto se enquadra no artigo 1º da Lei nº 8.313/91, nos seguintes incisos:"Inciso I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais".A Bróduei Nordestina, em sua quinta edição, reafirma o compromisso com a democratização do acesso à cultura, oferecendo uma programação plural e acessível. Do total de atividades, 50% serão inteiramente gratuitas, incluindo apresentações artísticas, oficinas e palestras abertas ao público. As demais atividades (50%) serão disponibilizadas a preços populares, com ingressos a R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia e social), assegurando que o festival permaneça acessível a diferentes públicos e faixas de renda. Além disso, 50% dos ingressos das atrações pagas serão destinados gratuitamente a pessoas de baixa renda, pessoas trans e não binárias, estudantes da rede pública de ensino e pessoas com deficiência, ampliando ainda mais o alcance social e fortalecendo o direito universal à fruição cultural. "Inciso II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais"O festival valoriza e promove grupos e artistas paraibanos e nordestinos, selecionando grupos regionais por meio de uma convocatória pública."Inciso III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores"A Bróduei Nordestina cumpre esse princípio ao apresentar uma programação diversa, que contempla teatro musical, teatro adulto, teatro infantil, música, dança e cultura popular."Inciso VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória"O festival é um difusor da memória cultural paraibana, trazendo para o palco manifestações artísticas enraizadas nas tradições locais, mas em diálogo com linguagens contemporâneas (teatro musical, teatro adulto e teatro infantil)."Inciso IX - priorizar o produto cultural originário do País"Toda a programação valoriza a criação brasileira, com foco em produções paraibanas e nordestinas.O projeto também se enquadra no Artigo 3º da Lei nº 8.313/91, especialmente nos seguintes incisos e alíneas:"Inciso I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: (...) b) concessão de prêmios a criadores, autores, artistas, técnicos e suas obras, filmes, espetáculos musicais e de artes cênicas em concursos e festivais realizados no Brasil"A "Premiação Tonho" atende diretamente a esse objetivo ao conceder troféus a 36 artistas e profissionais que se destacarem no festival, reconhecendo e valorizando seus trabalhos, fortalecendo suas trajetórias e incentivando a continuidade de suas práticas artísticas e culturais."Inciso II - fomento à produção cultural e artística, mediante: (...) c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; (...) e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres"O projeto concretiza esse dispositivo ao realizar um festival que reúne diferentes tipos de manifestações cênicas, como teatro, música, dança e cultura popular."Inciso IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos" 50% da programação do festival será totalmente gratuita, abrangendo apresentações abertas ao público. Além disso, 50% dos ingressos das atrações pagas serão distribuídos gratuitamente para pessoas de baixa renda, estudantes da rede pública, pessoas trans e não binárias, e pessoas com deficiência. Dessa maneira, o festival garante o acesso amplo e gratuito às suas atrações, fortalecendo o vínculo da população com os bens e valores culturais e promovendo o direito universal à cultura.

Estratégia de execução

O mercado de teatro musical encontra-se atualmente em plena expansão no Brasil, sobretudo na região Sudeste. O país já é reconhecido como o terceiro maior produtor de musicais do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da Inglaterra. De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, em 2018, o setor movimentou aproximadamente R$ 1 bilhão apenas na cidade de São Paulo, gerando cerca de 8.662 postos de trabalho diretos e 4.162 indiretos. Além disso, cerca de 1 milhão de espectadores assistiram às produções nesse período, sendo 25% desse público proveniente de outras cidades ou estados. Atualmente, nota-se uma tendência crescente em investir em produções totalmente nacionais e originais, como exemplificam espetáculos bem-sucedidos como “Elis, A Musical” e “Viva o Povo Brasileiro”. A “Bróduei Nordestina” busca inserir a Paraíba nesse contexto de expansão do teatro musical brasileiro, uma vez que o festival surgiu como uma proposta inspirada no sucesso dos musicais da Broadway de Nova-Iorque. A Lampiarte, ao se apropriar dessa estrutura internacional, busca criar uma plataforma que valorize e dê visibilidade aos talentos locais, reafirmando que a arte produzida no Nordeste possui qualidade, potência e merece reconhecimento. O festival se propõe a ser um evento que ofereça oportunidades para grupos artísticos alcançarem um público mais amplo, construindo uma reação em cadeia que valoriza as produções paraibanas. Ao fortalecer a economia criativa, o evento gera renda para artistas, técnicos, produtores culturais e fornecedores locais, além de fomentar o intercâmbio entre diferentes linguagens artísticas. O festival se fundamenta em dois eixos norteadores principais: o teatro musical e a identidade paraibana, selecionando de maneira criteriosa espetáculos teatrais que integrem elementos da música e/ou da dança para compor sua programação principal, com ênfase nas produções locais que dialoguem diretamente com as tradições e narrativas culturais da Paraíba. A originalidade e inovação estética do projeto residem justamente nesta proposta regionalizada do teatro musical, valorizando histórias e tradições paraibanas, em sintonia com tendências atuais que privilegiam obras brasileiras originais. A excelência e qualidade serão asseguradas pelo rigoroso processo curatorial.A primeira edição da “Bróduei Nordestina” aconteceu em 2022 e foi realizada mediante uma parceria entre a Lampiarte e o Coletivo Porta Adentro. A programação aconteceu inteiramente no Teatro Lima Penante e contou com a participação de 03 espetáculos de teatro musical. Em 2023, o festival cresceu e teve em sua programação 05 espetáculos de teatro musical, 03 espetáculos de teatro, 03 shows musicais e 05 oficinas artísticas. A segunda edição atraiu um público de cerca de 500 pessoas ao longo de 05 dias de programação no Teatro Ednaldo do Egypto. Uma grande novidade foi a “Premiação Tonho”, inspirada no clássico Tony Awards, que premiou 22 talentos entre as atrações, mediante um júri popular e um júri técnico. A terceira edição do evento ocorreu em 2024, com financiamento proveniente da Lei Paulo Gustavo - PB, através do “Edital LPG - 1ª Regional de Cultura”. O evento se desenrolou entre os dias 12 e 21 de julho em dois locais: na Usina Cultural Energisa (João Pessoa), onde aconteceram os shows musicais e oficinas, e no Teatro Santa Catarina (Cabedelo), que abrigou as apresentações de teatro e dança. O festival contou com um público direto de 500 pessoas e um público indireto de 2.500, ao longo de 8 dias. Nas redes sociais, o evento alcançou mais de 85 mil visualizações por meio dos perfis oficiais no Instagram @brodueinordestina e @lampiarte. Além disso, houve o evento cultural “Baile das Lendas” na General Store (João Pessoa), que contou com a apresentação de 03 shows musicais. Durante essa edição, 36 talentos foram agraciados com os troféus “Tonho”. A quarta edição aconteceu em 2025 de forma independente. O evento aconteceu do dia 03 ao dia 30 de julho em três lugares: no Teatro Paulo Pontes, onde aconteceu os espetáculos de teatro, na Usina Cultural Energisa, onde aconteceu os shows musicais, e no Ponto de Cultural Castelo de Histórias, onde ocorreu as oficinas. Teve um público direto de 750 pessoas, e 2.500 pessoas de forma indireta, ao longo de 14 dias. A programação contou com 03 espetáculos de teatro musical, 05 espetáculos de teatro, 03 espetáculos de música, e 03 oficinas.A conceituação artística da “Bróduei Nordestina” tem se desenvolvido de forma temática a cada edição, buscando unir arte, cultura popular e identidade regional. Na segunda edição, o tema “Onde histórias ganham vida” destacou a potência narrativa do teatro musical. Já na terceira edição, o festival aprofundou seu diálogo com o território paraibano ao adotar o tema “No desaguar das lendas parahybanas”, conectando os rios e mares da Paraíba às lendas do imaginário popular. A programação foi estruturada em três mostras artísticas - teatro, dança e música - e um ciclo de formação, cada um nomeado em referência a um ponto hídrico do estado, como os rios Sanhauá e Jaguaribe, e as praias de Tambaba e Jacaré. Cada mostra foi associada a uma lenda local, criando uma narrativa poética que uniu os espetáculos à cultura e à história da região. Dessa forma, o festival passou a construir uma identidade estética própria, que se renova a cada edição, mantendo como base o teatro musical e a valorização da arte feita na Paraíba.Na quarta edição da Bróduei Nordestina, voltamos o olhar para o litoral vivo de João Pessoa, onde raízes subterrâneas sustentam árvores de sombra larga e falésias coloridas se erguem à beira do mar como palcos naturais esculpidos pelo tempo. Com o tema “Raízes à Beira Mar”, a edição propôs refletir sobre a arte como aquilo que se finca no território, resiste à erosão e floresce mesmo sob o sal e o vento. A programação foi composta por duas mostras e um ciclo formativo. A Mostra de Teatro “Mangue-Vermelho”, inspirada na espécie resiliente que sustenta a vida na zona costeira, celebrou o teatro como força vital e transformadora. A Mostra de Música “Jurema-Preta” homenageou a planta sagrada da cultura afroindígena nordestina, símbolo de resistência, cura e ancestralidade. Já o ciclo de oficinas, batizado de “Tabuleiro”, fazendo referência aos tabuleiros costeiros que ligam a vegetação das falésias ao sertão, buscou preparar o terreno para futuros artistas e pensadores da cena, promovendo oficinas, trocas e vivências que espalharam saberes como sementes levadas pelo vento.REFERÊNCIAS O GLOBO. Teatro musical movimentou R$ 1 bilhão em São Paulo em 2018. Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/teatro/teatro-musical-movimentou-1-bilhao-em-sao-paulo-em-2018-23968372. Acesso em: 10 mar. 2025. REVISTA CÁSPER. A popularização do teatro musical. Disponível em: https://casperlibero.edu.br/revistas/apopularizacaodo-teatro-musical/. Acesso em: 10 mar. 2025. SHEEHAN, Arin. Marketing Broadway: The Business Behind the Art. Nova Iorque: New Degree Press, 2020.

Especificação técnica

- PRODUTO ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS - 5ª BRÓDUEI NORDESTINACidade: João PessoaLocais de Realização: Teatro Paulo Pontes, Theatro Santa Roza e Usina Cultural Energisa.Duração: Entre 20 e 30 dias, conforme a distribuição da programação e a disponibilidade dos espaços.Programação:1) Cerimônia de Abertura: 02 mestres de cerimônia + 01 mesa redonda + 01 roda de conversa + 02 grupos de cultura popularDuração: 50 a 60 minutos (cada atração) | Classificação: Livre2) Mostra de Teatro Musical: 05 espetáculos de teatroDuração: 50 a 120 minutos (cada espetáculo) | Classificação: até 14 anos3) Mostra de Teatro Adulto: 05 espetáculos de teatroDuração: 50 a 120 minutos (cada espetáculo) | Classificação: até 18 anos4) Mostra de Teatro Infantil: 05 espetáculos de teatroDuração: 50 a 120 minutos (cada espetáculo) | Classificação: Livre5) Mostra de Música: 03 shows musicaisDuração: 50 a 120 minutos (cada espetáculo) | Classificação: até 14 anos6) Mostra de Dança: 03 espetáculos de dançaDuração: 50 a 120 minutos (cada espetáculo) | Classificação: Livre7) Mostra de Performances: 10 performancesDuração: 10 a 30 minutos (cada espetáculo) | Classificação: Livre8) Cerimônia de Encerramento: 02 mestres de cerimônia + 01 grupo de cultura popular + Premiação TonhoDuração: 50 a 60 minutos (cada atração) | Classificação: LivrePúblico-Alvo: O público-alvo da 5ª edição da Bróduei Nordestina é estimado em aproximadamente 8.000 pessoas de forma direta e 30.000 de forma indireta, abrangendo crianças, adolescentes, jovens, adultos e famílias em geral. A programação contempla desde o público infantil, com espetáculos de classificação livre, até o público adulto, com apresentações de classificação indicativa de até 18 anos. O festival também direciona suas ações a públicos atendidos pelas medidas de acessibilidade e democratização, incluindo pessoas com deficiência, bem como pessoas LGBTQIAPN+, além de grupos historicamente minorizados, como pessoas negras, indígenas, ciganas, entre outros. A programação diversificada busca formar e ampliar plateias, assegurando acesso democrático, inclusivo e plural às artes cênicas e musicais.- PRODUTO CONTRAPARTIDAS SOCIAIS - OFICINAS E PALESTRASLocal: Grande João Pessoa.Locais de Realização: 05 Escolas Públicas.Valor: Todas as oficinas e palestras serão gratuitas.As temáticas das palestras serão definidas ao longo da pré-produção.PROJETO PEDAGÓGICO - OFICINASObjetivo Geral: Promover a formação artística e cultural de adolescentes, jovens e adultos da rede pública de ensino, através de oficinas gratuitas de Teatro Musical Popular, estimulando a criatividade, a expressão corporal e vocal, o trabalho em grupo e o fortalecimento da identidade cultural nordestina.Objetivos Específicos:a) Desenvolver habilidades de interpretação, canto e movimento aplicadas ao teatro musical;b) Ampliar o repertório cultural dos participantes, conectando-os às tradições nordestinas e à linguagem contemporânea do teatro musical;c) Incentivar a autoestima, a autonomia criativa e a expressão pessoal de adolescentes, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade;d) Contribuir para a prevenção da evasão escolar, oferecendo atividades atrativas que integram arte e educação;e) Democratizar o acesso à formação artística em cidades paraibanas fora dos grandes centros culturais;f) Fomentar a inclusão de estudantes de comunidades periféricas, pessoas negras, indígenas, quilombolas, ciganas, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência.Justificativa: O teatro musical, por reunir teatro, música e dança, é uma poderosa ferramenta educativa e de inclusão. Ao levar o Ciclo de Formação para 05 escolas públicas da Grande João Pessoa, o projeto busca reduzir desigualdades no acesso à arte e cultura, oferecendo uma experiência prática e transformadora. A iniciativa tem um papel social ao priorizar estudantes de grupos historicamente marginalizados e em risco de evasão escolar, promovendo pertencimento e cidadania. Além disso, contribui para a formação de futuros artistas, educadores e multiplicadores culturais, fortalecendo o ecossistema artístico local.Carga Horária:a) Duração por escola: 3 dias consecutivos;b) Carga horária diária: 4 horas;c) Total por escola: 12 horas/aula;d) Total geral (05 escolas): 60 horas/aula;Critérios de Seleção:a) Indicação das escolas públicas parceiras;b) Prioridade para estudantes em vulnerabilidade social (periferias, negros, indígenas, quilombolas, ciganos, LGBTQIAPN+, PCDs e estudantes em risco de evasão escolar);c) Respeito à ordem de inscrição até o preenchimento das vagas de cada turma.Público-Alvo: O público-alvo será composto por estudantes da rede pública de ensino, distribuídos entre as escolas envolvidas. As atividades terão como foco principal adolescentes e jovens a partir dos 13 anos, abrangendo turmas do ensino fundamental II e do ensino médio, além de adultos participantes da EJA (Educação de Jovens e Adultos).Democratização: O projeto prioriza estudantes em situação de vulnerabilidade social, e por isso, visa estabelecer parcerias com escolas públicas de bairros periféricos, organizações comunitárias, redes locais e coletivos juvenis. Assim, garante que jovens sem acesso a formações artísticas possam participar das oficinas, promovendo inclusão, pertencimento e transformação social por meio da arte.Metodologia de Ensino:a) Aprendizagem prática e participativa, com dinâmicas que integram corpo, voz e interpretação;b) Jogos teatrais e musicais voltados para criatividade, improvisação e construção coletiva;c) Princípio do fazer para aprender, com foco em atividades práticas mais que teóricas;d) Contextualização cultural, valorizando expressões nordestinas no universo do teatro musical.Divisão de Turmas:a) Turma A: adolescentes e jovens;b) Turma B: adultos (EJA);c) Adaptação metodológica para cada faixa etária, respeitando interesses e maturidade do grupo.Material Didático:a) Apostila digital e impressa com noções básicas de teatro musical (história, técnicas de canto, exercícios de expressão);b) Material de apoio audiovisual (músicas, projeções, trechos de espetáculos);c) Recursos simples para jogos teatrais (folhas, canetas, tecidos coloridos, instrumentos de percussão alternativos).Conteúdos a serem ministrados:a) Introdução ao Teatro Musical Popular: história e referências paraibanas e brasileiras;b) Expressão corporal: consciência do corpo, movimento e improvisação;c) Expressão vocal: técnica vocal, respiração e projeção;d) Integração corpo-voz: jogos rítmicos e musicais;e) Interpretação cênica: construção de personagem e cenas curtas;f) Montagem final: criação de uma pequena cena musical coletiva com base em canções nordestinas.Profissionais Envolvidos:Cada núcleo de realização das atividades contará obrigatoriamente com um grupo formado por três profissionais (um de música, um de teatro e um de dança/cultura popular), garantindo o caráter interdisciplinar e a diversidade metodológica das oficinas.Oficineiros(as) de Música: Eraldo Azevedo + 01 profissional de música a ser selecionado por meio de contratação específica;Oficineiros(as) de Teatro: Ana Maria Farias + 01 profissional de teatro a ser selecionado por meio de contratação específica;Oficineiros(as) de Dança e Cultura Popular: 02 profissionais a serem selecionados por meio de contratação específica.

Acessibilidade

- PRODUTO ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS:(a) MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: As apresentações ocorrerão em espaços como o Teatro Paulo Pontes, localizado no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, o Theatro Santa Roza e a Usina Cultural Energisa, todos já equipados com rampas de acesso, banheiros adaptados e vagas de estacionamento exclusivas para pessoas com deficiência. No Teatro Paulo Pontes, há 14 locais reservados para cadeirantes e 06 poltronas destinadas a pessoas com necessidades especiais, garantindo melhores condições de mobilidade, acolhimento e permanência durante os espetáculos.(b) MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO DE COMUNICAÇÃO E DIVULGAÇÃO ACESSÍVEIS: O projeto conta com um Coordenador Técnico de Acessibilidade (Nemuel Lima), responsável por planejar e executar o plano de acessibilidade do festival. Isso inclui: produção e adaptação de materiais em formatos acessíveis (vídeos com interpretação em Libras, legendas para surdos e ensurdecidos – LSE – e peças publicitárias audiodescritas); divulgação direcionada a organizações, coletivos e instituições voltadas para PcDs (como o Instituto dos Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha - ICPAC), garantindo que o público-alvo tenha pleno acesso às informações do festival.(c) MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:(c.1) PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: Teremos até 10 atrações artísticas com audiodescrição ao vivo, realizada por profissionais especializados, abrangendo desde a descrição detalhada do espaço, da cenografia e dos figurinos antes do início dos espetáculos até a narração em tempo real das ações cênicas, movimentações, expressões corporais, trocas de cenário e detalhes dos figurinos, assegurando acesso integral ao conteúdo dramatúrgico. Além disso, será oferecida visita tátil ao cenário, realizada 30 minutos antes de cada apresentação, possibilitando que pessoas cegas e com baixa visão explorem elementos cênicos e figurinos sob a orientação dos audiodescritores. O festival contará, ainda, com placas informativas e orientativas em Braille, garantindo autonomia no deslocamento do público, além de materiais gráficos acessíveis, como folders produzidos também em Braille.(c.2) PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA: Todas as apresentações artísticas contarão com interpretação em Libras, realizada por duplas compostas por um intérprete ouvinte e um intérprete surdo, conhecidos como traduartistas. A presença do profissional surdo em cena é fundamental, pois a Libras é uma língua que nasce da e pertence à comunidade surda. Sua atuação garante não apenas a plena acessibilidade comunicacional, mas também a representatividade e a valorização da cultura surda no contexto artístico. O traduartista surdo traduz com sensibilidade cênica, assegurando que a arte seja experimentada em Libras com a mesma força, poesia e profundidade do idioma original.(c.3) PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E AUTISTAS: As medidas específicas de acessibilidade para pessoas autistas incluem a disponibilização de abafadores de ruído (caso necessário), de roteiros visuais sobre a programação (explicando passo a passo o que acontecerá em cada espetáculo) e sinalização com pictogramas, além da realização de sessões adaptadas com redução de estímulos sonoros e luminosos. Haverá fila prioritária para pessoas com TEA e seus acompanhantes, inclusive pela saída, para evitar aglomerações, bem como cadeiras reservadas em locais estratégicos. A equipe será devidamente capacitada para oferecer um acolhimento respeitoso, inclusivo e sensível às necessidades deste público.

Democratização do acesso

A quinta edição da Bróduei Nordestina será realizada com 50% de sua programação feita de forma totalmente gratuita, enquanto as atrações pagas terão 50% de seus ingressos distribuídos gratuitamente aos públicos prioritários previamente especificados. Além disso, o festival também irá garantir:“III – disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição”Os espetáculos serão gravados e disponibilizados na internet com tradução em Libras e audiodescrição. Assim, pessoas surdas e cegas poderão acessar os conteúdos com autonomia, ampliando o alcance do projeto de forma inclusiva e permanente, inclusive para instituições de ensino. “IV – garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos”As atividades serão registradas e transmitidas por redes públicas de televisão e outros canais gratuitos de comunicação da TV aberta, ampliando o alcance da programação para além do público presencial, inclusive em regiões de difícil acesso. A veiculação será viabilizada por meio de convites a programas e veículos realizados pela assessoria de imprensa do projeto, que também ficará responsável pelo agendamento de entrevistas em rádios, jornais e emissoras de TV.“V – realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas”Será realizado, de forma gratuita, um ciclo de formação em Teatro Musical Popular, contemplando oficinas de teatro, música e dança/cultura popular, ofertadas em 05 escolas públicas da Grande João Pessoa. Além disso, serão promovidas 05 palestras sobre teatro, voltadas à formação artística e ao estímulo ao interesse pelas artes cênicas.“VI – realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores”O ciclo formativo será direcionado a crianças, adolescentes e jovens da rede pública de ensino, envolvendo também seus educadores no processo de aprendizagem e troca cultural.

Ficha técnica

Nome Completo: Jordy Lamarke Sá Torres (Homem LGBTQIAPN+)Função: Diretor Geral e Gestão Administrativa/FinanceiraCurrículo: Jordy Lamarke é Bacharel em Relações Internacionais pela UEPB (2012-2018) e Bacharel em Teatro pela UFPB (2017-2022). É também estudante da Pós-Graduação em Gestão e Produção Cultural da UEPB (2025-Atualmente). Atua há vários anos na cena cultural paraibana, com destaque como produtor, ator, diretor e gestor. É presidente da organização artística Lampiarte, onde desenvolve projetos nas áreas de teatro, música e audiovisual. Como ator, integrou montagens como “O Despertar da Primavera” (2018-2019), “Lendas do Sertão” (2018) e “Mahagonny – A Cidade Arapuca” (2019-2022). Na direção, assinou espetáculos de teatro como “GrãFinale” (2022), “Paixões em Ruídos” (2023), “Remissão” (2023) e “Paixões de Fogueira” (2024-2025), este último com circulação internacional pela Colômbia, no festival Embuste Paraibano (2025), em Bogotá. Já na produção, esteve à frente de peças como “Camisa de Carnaval” (2023-2025) e “Primaveras” (2023-2025). É o idealizador e assume, desde 2022, a direção geral do festival de teatro “Bróduei Nordestina”, com quatro edições realizadas até o momento. É responsável pela criação e coordenação de iniciativas como a mostra de artes cênicas “Mahagonny Experience” (2022), a “Mostra Lamparina de Teatro para Crianças” (2023; 2025), o festival de artes cênicas “Três Fogueiras” (2024-Atualmente), o festival de cinema LGBTQIAPN+ “Roliúde Queer” (2024-Atualmente) e a “Mostra de Artes Sertanejas (MAS)” (2025). No audiovisual, dirigiu o documentário “As Três Marias” (2024), financiado pela Lei Paulo Gustavo. Seus projetos já foram contemplados em editais e leis de fomento como a Lei Aldir Blanc – Fase 2 (LAB), a Lei Paulo Gustavo (LPG) e a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Atualmente, é o produtor cultural responsável pelo polo de João Pessoa no programa Birôs Criativos (2025-Atualmente), da Secretaria de Cultura da Paraíba (SECULT-PB). Além disso, exerce a função de Conselheiro Suplente no Fórum de Teatro de João Pessoa e no Conselho Municipal de Cultura de João Pessoa (2025-Atualmente).Nome Completo: Luiz Henrique de Carvalho Diniz Melo (Homem LGBTQIAPN+)Função: Produção ExecutivaCurrículo: Iniciou sua trajetória no ballet clássico como bolsista da Escola Saltarello, integrando o corpo de baile de repertórios como “Carmen e Giselle” (2014-2015). Atuou como solista em musicais, incluindo “O Mágico de Oz” (2015) e “Cinderela” (2017), além de protagonizar como primeiro bailarino em montagens de “O Lago dos Cisnes” (2018), “Dom Quixote” (2018) e “Romeu e Julieta” (2019). No mesmo ano, estreou como diretor com o espetáculo de dança “Adeptados”, apresentado pelo Coletivo Efêmero no Teatro Lima Penante (2019). Desde 2023, desenvolve a personagem Guã, explorada tanto em uma banda quanto em formatos de contação de histórias. É também membro do grupo de pesquisa em teatro do CEARTE, integrando o elenco do espetáculo “Lamúrias”, coordenado pela professora Celly de Freitas. Em 2024, conquistou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Bayeux. Integrou o espetáculo “Primaveras” (2023-2025) como ator e produtor e foi assistente de produção na segunda (2023) e na terceira edição (2024) da “Bróduei Nordestina”, passando a exercer a função de produtor executivo na quarta edição (2025). Atualmente, é também produtor executivo do festival internacional “Embuste Paraibano” (2025) e do espetáculo “Paixões de Fogueira” (2025); e atua como diretor geral da segunda edição da “Mostra Lamparina de Teatro Para Crianças” (2025) e, desde o mesmo ano, exerce a função de diretor de circulação da organização Lampiarte.Nome Completo: Marina Dias de Almeida Roque (Mulher LGBTQIAPN+)Função: Diretora de ProduçãoCurrículo: Marina Roque é artista visual e bacharelanda em Artes Visuais pela UFPB. Suas principais linguagens são a pintura, o desenho e a escultura, explorando diferentes suportes e materiais como madeira, papel, metal, tela e argila. Em 2023, assinou a direção de arte do recital “Acaju” e produziu esculturas para as premiações da segunda e terceira edição da “Bróduei Nordestina”, além de atuar como diretora de produção da edição de 2024, viabilizada pela LPG estadual. Foi bolsista do projeto “Fábrica de Cenografia”, colaborando na cenografia do “Bloco do Cafuçu 2024”. Atualmente integra o projeto de extensão “Galeria Lavandeira” (UFPB), exerce a função de Diretora de Produção na organização artística Lampiarte, e ocupa o cargo de Produtora Executiva do projeto “Desaguar de 1930” (2025).Nome Completo: Nemuel Gonçalves de Lima (Homem LGBTQIAPN+)Função: Coordenador Técnico de Acessibilidade e ProdutorCurrículo: Nemu Lima é jornalista, TraduAtor, professor e intérprete de Libras. Atua há mais de 15 anos como TraduArtista, integrando a Libras à cena cultural em espetáculos teatrais, musicais, shows e produções audiovisuais. Possui graduação em Comunicação Social, Licenciatura em Letras Libras, especialização em Tradução, é mestre e doutorando em Literatura. No campo artístico, tem experiência em teatro e canto coral, além de formação em teatro pela FUNESC. Atuou nos espetáculos “Nina” (2022), “O Milagre Brasileiro” (2022), Cidade Cão (2023) e A Concha e a Sopeira (2024). Produz conteúdo acessível em Libras para internet. Já colaborou em importantes eventos culturais como o Festival de Música da Paraíba, Cine Forte, Imagineland e HQPB.Nome Completo: Sofia Dias de Almeida Roque (Mulher LGBTQIAPN+)Função: Produtora e Mestre de CerimôniasCurrículo: Sofia Roque é atriz, cantora e produtora cultural de João Pessoa (PB), formada em Teatro pela UFPB e integrante da organização Lampiarte. Atuou em espetáculos como “Mahagonny – A Cidade Arapuca” (2019-2022), “O Despertar da Primavera” (2018-2019) e “Camisa de Carnaval” (2023-Atualmente), além de ter recebido o prêmio de Melhor Atriz no Festival Estadual de Cajazeiras (2019). Participou da produção de festivais e mostras, entre eles “Magagonny Experience” (2022), “Bróduei Nordestina” (2022, 2023 e 2025), “Mostra Lamparina de Teatro Para Crianças” (2023) e “Roliúde Queer” (2024).Nome Completo: Eraldo Kelvin Brasil de AzevedoFunção: OficineiroCurrículo: Eraldo é músico desde 2017, graduado em Música pela UFPB com especialização em percussão popular. Atua também como professor e diretor musical, com trabalhos em espetáculos como “Documentos Fantasmas” (2021), “Mahagonny - A Cidade Arapuca” (2022), “Paixões Em Ruídos” (2023), “Paixões de Fogueira” (2024-2025). Participou da produção dos festivais como a Bróduei Nordestina (2023-Atualmente) e Roliúde Queer (2024). Exerce a função de Diretor de Formação na Lampiarte, desenvolvendo pesquisas na área de cultura popular através do projeto “Desaguar de 1930”, cuja investigação cênica investiga e estuda manifestações tradicionais como o Reisado e o Cavalo-Marinho.Nome Completo: Ana Maria Oliveira Farias (Mulher)Função: OficineiraCurrículo: Licenciada em Teatro pela UFPB (2017-2022), atua como professora, atriz, contadora de histórias e recreadora infantil. Tem experiência em montagem teatral, ensino formal e não formal com crianças e adolescentes, além de trabalhos em escolas e cursos de teatro.Nome Completo: Tamara Pereira da Silva Machado (Mulher Indígena e PCD)Função: Intérprete de LibrasCurrículo: Kizy Potiguara é uma artista indígena surda que atua como Tradutora, Traduartista e Multiartista. Recebeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação em “Cidade Cão” na 3ª edição da “Bróduei Nordestina” (2024), na qual também contribuiu como intérprete de Libras, função que voltou a desempenhar na 4ª edição (2025).Nome Completo: Giselle Virginio da Silva (Mulher)Função: Intérprete de LibrasCurrículo: Advogada, atua como TraduArtista e Intérprete de Libras, tendo exercido essa função na 3ª e 4ª edição da “Bróduei Nordestina”.Mais de 50% da equipe é composta por pessoas LGBTQIAPN+ e mulheres.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.