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O presente projeto visa a realização da 3º edição da Oficina Audiovisual "Inspirando o Olhar", formação gratuita, voltada para estudantes do Ensino Fundamental II de escolas públicas municipais, localizadas em áreas rurais de dez cidades do interior de Pernambuco. A iniciativa busca introduzir os participantes à linguagem audiovisual e à produção de documentários que retratam mestres, tradições e personalidades da cultura popular de suas regiões.
A 3ª edição da Oficina Audiovisual “Inspirando o Olhar” consiste em uma formação gratuita em audiovisual, voltada para estudantes do Ensino Fundamental II de escolas públicas municipais situadas em áreas rurais de dez cidades pernambucanas (Macaparana, Timbaúba, Goiana, Condado, Bezerros, Sairé, Belo Jardim, Arcoverde, Ibimirim e Betânia). O projeto tem como objetivo introduzir os participantes à linguagem do cinema, em especial ao documentário, possibilitando que eles se tornem autores de suas próprias narrativas, registrando e valorizando mestres, tradições, personalidades e manifestações da cultura popular de suas comunidades.A oficina será ministrada por dois realizadores audiovisuais e produtores culturais do interior de Pernambuco, cuja trajetória dialoga diretamente com a realidade do público-alvo. Cada ciclo formativo terá 16 horas/aula, com turmas de até 20 estudantes, totalizando 200 participantes diretos e 160 horas/aula ministradas. Como resultado, serão produzidos 10 documentários de curta-metragem, um em cada cidade atendida, todos abordando aspectos culturais locais a partir da perspectiva dos próprios participantes.Além da formação e da produção audiovisual, o projeto contempla ações paralelas de difusão. Cada documentário será exibido em sessão pública gratuita em sua respectiva cidade, reunindo cerca de 50 pessoas da comunidade em cada exibição, alcançando aproximadamente 500 espectadores no total. Além disso, os filmes serão disponibilizados em plataforma gratuita de hospedagem de vídeo na Internet, com implementação de recursos de acessibilidade comunicacional, ampliando o alcance e a fruição das obras produzidas.Classificação indicativa: Livre para todos os públicos.
Objetivo GeralRealizar a 3ª edição da Oficina Audiovisual "Inspirando o Olhar", formação gratuita em produção audiovisual, com ênfase em documentários, para estudantes do Ensino Fundamental II de escolas rurais de dez cidades pernambucanas, para que produzam filmes sobre mestres, tradições e elementos culturais de suas comunidades, democratizando o entendimento acerca da linguagem cinematográfica e garantindo formação, difusão e fruição de saberes culturais.Objetivos específicos- Realizar a oficina audiovisual "Inspirando o Olhar", alcançando 200 estudantes e ministrando um total de 160h/aulas;- Viabilizar, através da oficina, a produção de 10 (dez) documentários pelos estudantes, sobre mestres, mestras, figuras e manifestações da cultura popular, um em cada turma do curso;- Disponibilizar os 10 (dez) filmes realizados pelos estudantes em plataforma gratuita de hospedagem de vídeo, com implementação de recursos de acessibilidade nos filmes;- Exibir o filme realizado em cada turma para a sociedade civil de cada município alcançado, alcançando cerca de 50 pessoas por cidade, 500 pessoas ao total;- Democratizar o acesso à formação através da contratação de 1 (uma) assessoria de acessibilidade comunicacional e da aplicação das medidas de acessibilidades comunicacionais, arquitetônicas e atitudinais necessárias.
A 3º edição da Oficina Audiovisual "Inspirando o Olhar", se faz necessária à medida em que, por razões de desigualdades socioeconômicas, crianças e adolescentes residentes em áreas rurais, têm suprimidos de sua rotina o acesso às manifestações artísticas de qualquer tipo ou suporte e, sem conhecimento, meio ou infraestrutura necessários para produzi-las, tal público esteja delegado a consumir conteúdos sem um olhar reflexivo ou sem referências. Chegando em sua terceira edição, a formação se traduz como um importante aparelho de ensinamento audiovisual que alcança, democratiza e inspira estudantes do ensino fundamental II, a partir da ampliação de repertório, dando espaço, voz e ferramentas para que os estudantes expressem e iniciem a construção de uma identidade que valorize seus saberes, suas comunidades e aqueles que contribuem para a formação de sua história. Ministrada por Giselle Gonçalves e João Francisco, ambos realizadores audiovisuais e produtores culturais do interior de Pernambuco, com uma origem e vivência semelhantes às do público alvo do projeto, as oficinas terão 10 turmas, distribuídas em 10 cidades de Pernambuco, sendo estas: Macaparana, Timbaúba e Condado (Zona da Mata); Bezerros, Sairé e Belo Jardim (Agreste); Arcoverde, Ibimirim e Betânia (Sertão). Cada ciclo contará com carga horária de 16 horas/aula e 20 vagas, totalizando 200 estudantes impactados e 160 horas ministradas.O projeto se alinha diretamente com incisos do Art 1º da Lei 8.313/91, quando:Em relação ao seu inciso I, contribui para "facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais", ao apresentar aos participantes da oficina novos referenciais da produção audiovisual brasileira, especialmente pernambucana e nordestina, que não comumente fazem parte de seu repertório. No que se refere ao inciso II, "promove e estimula a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais", ao democratizar o acesso a conhecimentos técnico-artísticos do audiovisual e disponibilizar ferramentas e equipamentos para a realização de documentários sobre mestres, figuras e acontecimentos da cultura popular de suas cidades, resultando na produção de dez obras, uma em cada município participante. No âmbito do inciso III, o projeto busca "apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores", ao prever, em cada localidade, a exibição pública dos documentários produzidos pelos estudantes da oficina, bem como disponibilizá-los em uma plataforma gratuita de hospedagem de vídeo.Já no inciso VI, "contribui para preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro", e, em alinhamento ao inciso VIII, "atua para estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória", ao orientar a produção dos filmes para a temática das heranças, registrando, por meio do audiovisual, as histórias dos mestres e mestras, personagens e acontecimentos da cultura popular do interior nordestino.Culminando na realização de 10 documentários, um para cada ciclo nos municípios por onde a oficina circulará, o projeto se propõe a abranger, ao esmiuçar, dentre outros aspectos que envolvem o fazer audiovisual, um gênero que está pautado em enxergar histórias e mostrá-las para o mundo, exercitando um olhar crítico e uma produção consciente de suas causas e efeitos. Contribuindo para valorizar as culturas tradicionais, através da preservação, valorização, difusão e salvaguarda de manifestações e expressões das culturas tradicionais e populares. É, portanto, dentro de um público que possui uma defasagem no aprendizado, motivado por questões geográficas, econômicas e sociais, e que enfrenta frequentemente apagamentos, que a Oficina Audiovisual "Inspirando o Olhar" ancora sua atenção.Além disso, o projeto se alinha diretamente com os objetivos do Art. 3º da mesma lei, ao incentivar a formação artística e cultural dos seus participantes por meio da "instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultural [...]" (inciso I, alínea c).Para além do caráter formativo, a Oficina se propõe também a dar protagonismo aos participantes, levando suas produções a serem exibidas para sua comunidade local, e posteriormente disponibilizando-as na internet, inspirando assim ainda mais olhares através das lentes, tanto para quem assiste quanto para quem está por trás delas. Por meio das exibições, os aspectos que forem documentados serão perpetuados, difundidos e ampliarão, consequentemente, os saberes, mestres e tradições que constituem seu cotidiano. A 3ª Oficina Audiovisual "Inspirando o Olhar" se afirma enquanto um importante aparelho que vem ampliando horizontes da juventude, desafiando a criatividade e dando voz e espaço aos estudantes da rede pública de zona rural do estado de Pernambuco, contribuindo assim para o letramento audiovisual e para a inspiração de novos olhares que precisam estar engajados na produção artística e cultural de suas comunidades, atingindo novos referenciais e visões sobre aquilo que consomem e produzem.
1) Para a realização das atividades práticas, NÃO HAVERÁ CUSTOS com aluguel de equipamentos de audiovisual, uma vez que o proponente disponibilizará seu próprio acervo técnico para uso na oficina. O conjunto de equipamentos garante qualidade profissional às produções, contemplando desde captação de imagem e som até iluminação e armazenamento de dados.Os equipamentos disponíveis são: Câmera de cinema Blackmagic 6K ProConjunto de lentes DZO Vespid PrimeGravador de áudio ZoomMicrofone lapelaMicrofone boomTripé profissionalIluminador Aputure AmaranSSD para armazenamentoBaterias 2) O valor de combustível foi estimado de forma padronizada para todas as cidades atendidas pelo projeto, tomando como referência um cálculo médio de deslocamento. Essa escolha se deve ao fato de que, embora haja variações nas distâncias entre os municípios, optou-se por uma média que contemplasse as diferenças, garantindo uniformidade no orçamento e viabilidade operacional. Ressalta-se que o recurso será utilizado exclusivamente para cobrir os deslocamentos necessários à realização da oficina em cada localidade, sendo a estimativa suficiente para atender às demandas logísticas do projeto.3) Além disso, surge em nosso projeto o interesse de explicitar alguns dos custos e demandas contempladas pelos custos vinculados “Custos de Acessibilidade, Comunicação e Divulgação acessíveis” (18% do orçamento) e “Administração” (5% do orçamento). Essas rubricas contemplam, entre outras coisas: - No primeiro grupo, estão incluídas despesas como a elaboração e impressão de materiais gráficos de divulgação, produção de camisas para os participantes, criação e confecção de material didático, contratação de consultoria especializada em acessibilidade e prestação de serviços de acessibilidade necessários e apontados no corpo do projeto.- Já a rubrica administrativa cobre itens fundamentais para o bom andamento do projeto, como a contratação de assessoria contábil e o pagamento de taxas bancárias. Esses investimentos refletem nosso compromisso com a inclusão, a comunicação acessível e uma gestão financeira responsável.Por fim, a oficina prevê a oferta de lanche aos participantes em todos os dias de atividade. Essa iniciativa, além de responder a uma demanda recorrente de alunos e alunas em projetos anteriores, constitui um diferencial fundamental diante da realidade socioeconômica das comunidades envolvidas. Muitos participantes residem em áreas de vulnerabilidade social, onde o acesso a alimentação de qualidade pode ser limitado. Garantir um lanche durante as atividades não apenas contribui para o bem-estar e disposição dos estudantes, mas também fortalece a permanência e o engajamento nas ações propostas.
A 3º Edição da oficina audiovisual “Inspirando o Olhar” será realizada em 10 cidades do interior de Pernambuco. Cada ciclo contará com 16 horas/aulas e 20 vagas, totalizando 200 estudantes impactados e 160 horas ministradas obedecendo o seguinte projeto pedagógico:PROJETO PEDAGÓGICOCarga horária: 16hTurno: Tarde, das 13h às 17h (contraturno das aulas regulares)Vagas: 20 vagasPúblico-alvo: Estudantes do ensino fundamental do 6º ao 9º ano de escolas públicas localizadas em áreas rurais das cidades.Pré-requisitos: - Estar matriculado em uma instituição de ensino localizada em zona rural das cidades;- Estar cursando do 6º ao 9º ano; - Ter disponibilidade para as 04 (quatro) tardes de oficina.EMENTA Introdução ao documentário pernambucano: conhecendo filmes e histórias produzidas no nosso estado. Como nasce um documentário: da ideia inicial até a gravação. Construindo narrativas visuais: como contar histórias reais através de imagens e sons. Leitura e interpretação de imagens documentais: aprendendo a observar criticamente o que vemos nas telas. Acessibilidade no cinema: refletindo sobre como todos podem ter acesso às produções audiovisuais. Organização de um filme de não ficção: etapas básicas para planejar e realizar um documentário. Atividades práticas de criação audiovisual, com produção colaborativa e diálogo constante, estimulando a expressão criativa dos estudantes.Módulo I – Conhecendo o documentárioNeste primeiro momento, os alunos vão conhecer o universo do documentário, entendendo o que diferencia esse gênero dos filmes de ficção. Serão apresentados exemplos de documentários feitos em Pernambuco e no Brasil, discutindo o que essas produções contam sobre nossa cultura e nosso dia a dia. Ao final, será proposto um exercício prático inicial para despertar a curiosidade sobre a linguagem documental.Módulo II – Como contar histórias reais com imagensNeste módulo, vamos conversar sobre como se constrói um documentário: quem participa da equipe, quais são as principais funções (direção, câmera, som, entrevista etc.) e como cada uma contribui para contar uma história. Serão mostrados trechos de documentários brasileiros para que os alunos possam perceber diferentes jeitos de registrar e narrar a realidade.Módulo III – Antes das filmagensAqui, os estudantes vão aprender a importância do planejamento antes de gravar. Serão abordados temas como pesquisa, escolha do assunto, definição do que se deseja contar e organização das etapas. A ideia é que eles percebam que, antes de ligar a câmera, é preciso pensar no que será mostrado e como será contado. A atividade será feita de forma participativa, com momentos de conversa e prática de planejamento.Módulo IV – Luz, Câmera e Ação!No último módulo, os alunos colocarão em prática o que aprenderam: vão produzir um curta documental dentro de sua própria comunidade, registrando pessoas, histórias e manifestações da cultura popular, com a orientação pedagógica dos oficineiros e equipe. Eles terão a experiência de filmar, captar som, entrevistar e organizar as imagens, criando juntos uma narrativa coletiva. Os equipamentos necessários serão disponibilizados pelo proponente.METODOLOGIASExposição dialogada; Construção de repertório; Trabalho em grupo; Orientação de Trabalhos práticos.AVALIAÇÃO E CERTIFICADOO processo de avaliação será contínuo, realizado a partir da observação da participação e da integração dos alunos nas atividades propostas, como leituras, exercícios de decupagem e práticas cinematográficas. A equipe da oficina conduzirá esse acompanhamento de forma compreensiva e empática, valorizando o envolvimento e o processo de aprendizagem individual e coletivo, mais do que resultados imediatos.REFERÊNCIASRAMOS, Fernão Pessoa. Mas afinal... o que é mesmo documentário?. São Paulo: Senac, 2008.MESQUITA, Cláudio Bezerra; LIRA, Luiz Joaquim (orgs.). Cinema pernambucano: novos rumos, outras histórias. Recife: CEPE, 2014.NICHOLS, Bill. A representação da realidade: questões e conceitos do documentário. São Paulo: Summus, 2007.ROSENSTONE, Robert. A história nos filmes, os filmes na história. São Paulo: Paz e Terra, 2010.
Atendendo ao disposto nos termos dos arts. 42 a 44, 54, 63, 67 a 71, 73 e 102 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, e do art. 46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018, que estabelecem medidas para a integração da pessoa com deficiência, destacamos que:Na ficha de inscrição para as oficinas teremos um campo em que o aluno apontará se é pessoa com deficiência (PCD), com o objetivo de contratar intérpretes de libras, profissionais de audiodescrição e demais suportes que se façam necessários. Parte dos 18% do orçamento total destinado no projeto para os Custos de Acessibilidade, Comunicação e Divulgação acessíveis, serão utilizados para a contratação de uma consultoria em acessibilidade, que irá orientar as execuções das atividades abaixo:1) ACESSIBILIDADE - DEFICIÊNCIA FÍSICA: Visitaremos previamente as dez cidades e avaliaremos com antecedência todos os locais escolhidos para receber a iniciativa, a fim de selecionar apenas os espaços cujas instalações ofereçam condições de acessibilidade para atender às necessidades de portadores de deficiência física e usuários de cadeiras de rodas. Sendo assim, não serão utilizados recursos do projeto, uma vez que serão escolhidos locais que já possuam medidas de acessibilidade arquitetônica empregadas. 2) ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO - DEFICIÊNCIA AUDITIVA: Aulas presenciais: Caso haja algum aluno com deficiência auditiva, o projeto disponibilizará Intérprete de LIBRAS para tradução do conteúdo de todas as aulas. Despesa prevista nos Custos Vinculados - Acessibilidade.Material didático: Todos os exemplos de vídeo que serão apresentados na oficina contarão com Legendas para Surdos e Ensurdecidos - LSE e janela de tradução em LIBRAS. Não serão utilizados recursos do projeto, utilizaremos curtas-metragens produzidos por profissionais brasileiros e disponíveis de forma gratuita.3) ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO - DEFICIÊNCIA VISUAL: Caso haja algum aluno com deficiência visual, o projeto disponibilizará monitores preparados para acompanharem pessoas com necessidades especiais para o acompanhamento das atividades das oficinas. Despesa prevista nos Custos Vinculados - Acessibilidade.Material didático: Todos os exemplos em vídeo que serão apresentados na oficina contarão com recursos de audiodescrição. Despesa prevista nos Custos Vinculados - Acessibilidade.4) ACESSIBILIDADE - ATITUDINAL: Será contratada uma consultoria especializada em acessibilidade, com foco na acessibilidade atitudinal, para orientar a equipe e garantir um ambiente acolhedor e respeitoso para todos os públicos. A ação visa promover atitudes inclusivas em todas as etapas do projeto, contribuindo para a quebra de barreiras comportamentais. Essa iniciativa reforça o compromisso com a equidade e a participação plena de pessoas com deficiência.
Todas as atividades do projeto são oferecidas de forma totalmente gratuita. Desde o processo de inscrição até a participação nas oficinas e ações propostas, não há qualquer cobrança de taxas ou custos para os participantes, não havendo nenhum ônus financeiro.Alinhada ao que dispõe o artigo 47 da IN 23/2025, a terceira edição da Oficina Audiovisual “Inspirando o Olhar” contempla os seguintes incisos do referido artigo:II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos, incluindo os seus acompanhantes;III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas; VI - realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores; Verifica o atendimento dos incisos nas seguintes ações:DEMOCRATIZAÇÃO DA PARTICIPAÇÃOO projeto firmará parcerias com escolas locais para divulgação das inscrições, associações comunitárias e multiplicadores locais para a realização de uma busca ativa pelos participantes. Tais contatos traduzem sua importância como um vínculo que afirme a consolidação do projeto nas localidades e a potencialização de seus efeitos, garantindo que não sejam efêmeros os impactos e resultados de cada turma da Oficina. O processo de inscrição/seleção é simplificado, podendo ser online ou presencial, de acordo com a necessidade de cada localidade, garantindo meios diversos para adesão do projeto.Serão firmadas parcerias estratégicas com os entes municipais para garantir o transporte gratuito dos participantes até o local das atividades por meio da utilização da frota de ônibus escolares das prefeituras parceiras, em horários previamente acordados, além da implementação das medidas de acessibilidades indicado no campo “Acessibilidade”. Tendo contactado os agentes de cada localidade, também serão realizadas reuniões de cunho pedagógico para esmiuçar a proposta da oficina, diante da equipe gestora da escola e, primordialmente, dos pais dos participantes para que sejam informados a respeito dos conteúdos, obras e intenção da oficina. Essa etapa mostra-se de fundamental relevância, uma vez que cria vínculos com os pais e responsáveis dos estudantes, apresenta a proposta pedagógica do projeto e fortalece laços de construção comunitária e participativa na educação dos alunos.PÚBLICO-ALVOO projeto ofertará 20 vagas exclusivas para crianças e adolescentes, estudantes de escolas públicas localizadas em áreas rurais, obedecendo a seguinte distribuição de reserva de vagas:20% de vagas gerais;20% das vagas para estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica;20% para estudantes negros, pardos, indígenas e amarelos.20% para pessoas oriundas de comunidades tradicionais, inclusive de terreiro e quilombolas20% para pessoas com deficiência Além do disposto, para atender o público-alvo, a oficina oferece linguagem e materiais acessíveis e lúdicos que, ao passo que inspira, diverte e estimula a criatividade, também ativa saberes, instrui e aponta para a criticidade. O projeto ofertará aos participantes condições de aprendizagem e desenvolvimento das atividades propostas.DIFUSÃO DAS ATIVIDADES E IMPACTOS NAS LOCALIDADESA oficina será realizada prioritariamente em regiões com baixo acesso a equipamentos culturais e educacionais, contemplando cidades de pequeno porte, fixando suas passagens nas zonas rurais. Dessa forma, acredita-se que o acesso à formação será facilitado, dinâmico e, primordialmente, eficaz para alcançar e atender uma parcela do público que deve ser movimentada e trazida para tais circuitos de aprendizagem e produção cultural. Sendo assim, os filmes documentais produzidos por cada turma serão exibidos para a sociedade civil dos municípios contemplados, proporcionando um espaço de circulação cultural e valorização da produção local. Estima-se que cada exibição alcance aproximadamente 50 pessoas por zona rural, totalizando cerca de 500 espectadores ao longo do projeto. Essa iniciativa não apenas promove o acesso à produção audiovisual, mas também fortalece o vínculo entre os participantes da oficina e suas comunidades, estimulando o engajamento cultural e a reflexão sobre os temas abordados nas obras.Ainda, os dez filmes em documentário realizados pelos estudantes serão disponibilizados em plataforma gratuita de hospedagem de vídeo, com uma página criada especialmente para divulgação do projeto e suas atividades. Todos os filmes realizados contarão com a implementação de recursos de acessibilidade (Audiodescrição, Legendas LSE e Janela de LIBRAS). A proposta também contempla a contratação de profissionais locais, incluindo, em cada cidade, um produtor local, facilitadores do acesso e da comunicação, fomentando a economia criativa nas regiões atendidas. Dessa forma, além de proporcionar referências e ampliação de olhares sobre o audiovisual e sua rede de trabalho, o projeto contribui diretamente para o fortalecimento das cadeias produtivas locais, promovendo intercâmbio de saberes e valorizando a mão de obra regional. A presença de profissionais com vivência no território fortalece a identificação do público com o conteúdo ofertado, ampliando o alcance e o impacto das ações
A equipe do projeto é composta majoritariamente por pessoas LGBTQIAPN+ (João Francisco, Pedro Fillipe) e mulheres (Giselle Gonçalves, Rita de Cássia e Wanessa Pimentel).NOME: JOÃO FRANCISCO DE OLIVEIRA ANDRADEFUNÇÃO NO PROJETO: INSTRUTOR EDUCATIVO: OFICINEIRO CURRÍCULO RESUMIDO: João Francisco é graduando em Cinema e Audiovisual pela UFPE, produtor cultural, realizador audiovisual e Diretor da produtora Uruçu Filmes. Atua nas áreas de direção e produção de obras audiovisuais, permeando entre curtas-metragens e produtos para TV. João também desempenha a função de montagem na pós-produção, além de desenvolver atividades no campo de cinema e educação em sua comunidade.NOME COMPLETO: PEDRO FILLIPE DA SILVAFUNÇÃO NO PROJETO: COORDENADOR GERALCURRÍCULO RESUMIDO: Pedro Fillipe é um experiente produtor cultural e realizador audiovisual com mais de 10 anos de atuação. Com formação em Comunicação Social pela UFPE, pós-graduação em Processos Criativos e Gestão da Indústria Cinematográfica pela FAAP, mestrando em Mídia e Linguagem pelo PPGCom - UFPE, já idealizou e produziu mais de 20 projetos culturais. Dirigiu série, telefilme, curta-metragens e produtos para televisão, além de atuar como diretor de fotografia e montador em projetos diversos. Especialista em marketing cultural, trabalhou também como design em variados projetos culturais. No campo da formação e educação, coordenou, produziu e ministrou oficinas de realização, captação e edição de projetos.NOME COMPLETO: GISELLE GONÇALVES DA SILVAFUNÇÃO NO PROJETO: INSTRUTORA EDUCATIVA: OFICINEIRACURRÍCULO RESUMIDO: Oriunda da Zona da Mata pernambucana, Giselle Gonçalves é graduanda em Letras pela UPE, professora, escritora, roteirista e realizadora audiovisual atuante no interior do Estado. Há cerca de 6 anos, vem roteirizando curtas-metragens com a produtora Uruçu Filmes, onde alguns também dirigiu. Além disso, Giselle também desenvolve atividades enquanto Oficineira em encruzilhadas pedagógicas relacionadas ao audiovisual.NOME COMPLETO: RITA DE CÁSSIA DE ANDRADEFUNÇÃO NO PROJETO: COORDENAÇÃO PEDAGÓGICACURRÍCULO RESUMIDO: Rita de Cássia, nascida em Macaparana, na Zona da Mata de Pernambuco, atua há mais de uma década como educadora, com forte enraizamento nas comunidades rurais da região, onde cresceu, especialmente no Povoado de Lagoa Grande. Pós-graduada em Inteligência Socioambiental, sua trajetória entrelaça educação, cultura e compromisso social, tendo promovido pesquisas sobre questões socioambientais e de saúde pública em contextos muitas vezes invisibilizados. Como coordenadora geral e pedagógica da primeira e segunda edições da “Oficina Audiovisual Inspirando o Olhar”, Rita ampliou seu campo de atuação ao integrar o audiovisual como ferramenta de sensibilização e criação coletiva. Além disso, realizou a Coordenação geral do projeto cultural "Versos da Terra: A poesia que vem da natureza", uma formação de criação artística para estudantes do Ensino Fundamental. Além disso, Rita também trabalha nas áreas de produção audiovisual em projetos de difusão. Em suas práticas educativas, aposta em atravessamentos entre meio ambiente, arte e o despertar de novos horizontes, vendo na cultura uma força transformadora capaz de ressignificar o cotidiano e fortalecer os vínculos comunitários.NOME COMPLETO: WANESSA JULIANA DE LIMA GALVÃO PIMENTELFUNÇÃO NO PROJETO: COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO CURRÍCULO RESUMIDO: Wanessa Pimentel é produtora cultural com ampla experiência na elaboração, gestão e execução de projetos nas áreas de audiovisual, literatura e eventos culturais. Graduada em Jornalismo pela Unifavip - Wyden, atuou na comunicação de grandes iniciativas como o São João de Caruaru e a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, tendo atuado como produtora em instituições públicas e privadas. Nos últimos anos, tem se destacado na produção executiva e na escrita de roteiros de obras audiovisuais incentivadas por políticas públicas, reafirmando seu compromisso com a valorização das expressões culturais do Nordeste.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.