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Terra de Mulheres é um documentário de média-metragem (50 min) que registra memórias e experiências de mulheres rurais nordestinas que enfrentam múltiplas formas de violência em seus territórios. Através da metodologia de história oral feminista, o filme percorre 10 comunidades nos estados da Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia, dando voz a mulheres do campo, da floresta e das águas: camponesas, quilombolas, marisqueiras, assentadas e indígenas. O projeto visa visibilizar formas específicas de violência enfrentadas por mulheres em espaços agrários e a produção de resistências, promovendo debates sobre direitos humanos, justiça de gênero e preservação da memória feminina no campo. Inclui 10 exibições comunitárias com debates e seminário acadêmico de lançamento.
Terra de Mulheres acompanha as trajetórias de vida de mulheres rurais nordestinas que enfrentam cotidianamente múltiplas formas de violência em seus territórios. Através da metodologia de história oral feminista, o documentário revela como camponesas, quilombolas, marisqueiras, assentadas da reforma agrária e indígenas constroem estratégias de resistência e sobrevivência em contextos de exploração capitalista do campo.O filme percorre 10 comunidades nos estados da Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia, registrando depoimentos íntimos e reveladores sobre violência doméstica, violência institucional, exploração do trabalho feminino, conflitos territoriais e degradação ambiental. As narrativas individuais se entrelaçam para compor um retrato coletivo da condição feminina no campo nordestino contemporâneo.Mais que denunciar violências, o documentário celebra a força e sabedoria dessas mulheres, mostrando como preservam tradições, lideram movimentos sociais, desenvolvem tecnologias agrícolas sustentáveis e constroem redes de apoio mútuo. Suas memórias se revelam como fontes legítimas de conhecimento sobre desenvolvimento rural, justiça social e direitos humanos.A narrativa cinematográfica alterna entre depoimentos diretos à câmera e registro observacional do cotidiano, criando intimidade entre espectador e protagonistas. A trilha sonora original inspirada em matrizes tradicionais que expressam resistência feminina, enquanto a fotografia valoriza a beleza e diversidade das paisagens nordestinas.O filme conecta histórias locais a questões globais, revelando como a violência contra mulheres rurais se relaciona com modelos de desenvolvimento econômico, políticas públicas e estruturas sociais patriarcais. É um retrato sensível e politizado sobre mulheres que, mesmo marginalizadas, se mantêm como protagonistas de suas próprias histórias.Classificação Indicativa: 12 anos (pode conter relatos de violência de gênero abordados de forma educativa)
Objetivo Geral-Produzir um documentário de média-metragem que registre e visibilize as memórias, experiências e formas de resistência de mulheres rurais nordestinas frente às múltiplas violências enfrentadas em seus territórios, utilizando a história oral feminista como metodologia central para validar suas narrativas como fontes legítimas de conhecimento e transformação social.Objetivos Específicos-Produzir 1 documentário de 50 minutos sobre violência contra mulheres rurais nordestinas, registrando depoimentos e histórias de vida em 10 comunidades dos estados da Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia;-Realizar 10 exibições comunitárias do documentário nas próprias comunidades participantes, garantindo o retorno direto da obra aos territórios que a inspiraram, com sessões de debate mediadas por lideranças locais;-Executar 1 seminário acadêmico na Universidade Federal da Paraíba para lançamento do documentário, discussão dos resultados e articulação com pesquisas sobre violência rural e gênero;-Desenvolver 10 oficinas de comunicação comunitária baseadas na metodologia "Cadernos do Inventar", capacitando até 50 jovens rurais em técnicas básicas de audiovisual durante o processo de filmagem;-Criar repositório digital das entrevistas não utilizadas no documentário para futura disponibilização à pesquisa acadêmica, organizando acervo de memória oral feminina rural;-Estabelecer parcerias com organizações feministas rurais, sindicatos e movimentos sociais para ampliar a rede de apoio às mulheres participantes.
Este projeto enquadra-se nos incisos II, III e VII do Art. 1º da Lei 8313/91, por promover o estímulo à produção e difusão de bens culturais de valor universal (inciso II), proteger expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira (inciso III) e desenvolver a consciência internacional sobre a cultura brasileira (inciso VII). O documentário preserva e difunde memórias de comunidades tradicionais nordestinas, contribuindo para a construção da identidade cultural nacional através da valorização de saberes e tradições das mulheres rurais.A necessidade do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais justifica-se pela urgência de visibilizar realidades invisibilizadas de mulheres rurais nordestinas em um contexto de crescimento exponencial da violência de gênero no campo. Dados do Atlas da Violência 2025, divulgado pelo IPEA, revelam que o número de homicídios femininos no Brasil cresceu 2,5% entre 2022 e 2023, chegando a uma média de 10 mulheres assassinadas por dia, sendo 68,2% das vítimas mulheres negras. No recorte rural, pesquisa publicada em 2024 no periódico Revista Brasileira de Epidemiologia documenta 79.229 notificações de violência contra mulheres rurais entre 2011 e 2020, com tendência estatisticamente crescente em todas as regiões, especialmente no Norte, Centro-Oeste, Sul e Nordeste.No Nordeste especificamente, o cenário é alarmante: a região registrou 665 casos de conflitos no campo em 2023, tornando-se a segunda colocada nacional. O Relatório da Comissão Pastoral da Terra de 2024 aponta que a Bahia alcançou a posição de estado com maior número de conflitos do país (249 ocorrências), seguida por outros estados nordestinos como Pernambuco, onde mais de 18 mil camponeses e camponesas foram impactados pelos conflitos.Dados específicos sobre violência contra mulheres rurais nordestinas mostram que 3 em cada 10 mulheres (27,04%) da região passaram por ao menos um episódio de violência doméstica ao longo da vida, sendo que pesquisa da CONTAG de 2008 já indicava que 55,2% das mulheres rurais entrevistadas haviam sofrido algum tipo de violência. Entre mulheres indígenas no Maranhão, o índice é 145% maior que entre não-indígenas, com 288 vítimas a cada 100 mil habitantes.O projeto dialoga com metodologias consolidadas de história oral feminista e trajetórias de vida junto com a autoprodução de contra-cartografias femininas, garantindo legitimidade social, corresponsabilidade e validação comunitária. Esta abordagem metodológica possibilita evidenciar a singularidade da experiência das mulheres nordestinas na construção de formas de vida e resistência nos territórios rurais, fortalecendo a visibilidade de saberes historicamente invisibilizados.O projeto alcança múltiplos objetivos do Art. 3º da Lei 8313/91: facilita o acesso aos bens culturais (inciso I) através das exibições comunitárias gratuitas e distribuição digital; promove a regionalização da produção cultural (inciso II) ao focar exclusivamente em comunidades nordestinas com equipe técnica local; apoia e difunde manifestações culturais (inciso III) ao registrar tradições orais femininas e práticas de resistência; protege expressões culturais ameaçadas (inciso IV) ao documentar memórias de mulheres quilombolas, indígenas, marisqueiras e camponesas; e desenvolve a consciência sobre a cultura brasileira (inciso V) conectando lutas locais a questões universais de direitos humanos.A Lei Rouanet torna-se fundamental pois o tema não encontra espaço no mercado audiovisual comercial, que raramente investe em narrativas de mulheres rurais de regiões periféricas. O uso do mecanismo se justifica pelo caráter público do bem cultural gerado e pela necessidade de viabilizar a produção e difusão gratuita de conteúdos audiovisuais acessíveis sobre saberes e práticas de mulheres do campo, da floresta e das águas no Nordeste, garantindo fruição ampla, plural e regionalizada conforme as finalidades do Pronac.O documentário funcionará como instrumento de política cultural democratizante, conectando memória, cotidiano, trabalho, reprodução, violências e práticas de resistência, contribuindo para visibilizar grupos historicamente sub-representados e fortalecer redes locais de colaboração. A proposta atende às diretrizes do Programa Rouanet Nordeste de regionalização, democratização, ações afirmativas e acessibilidade, fortalecendo conteúdos e recursos humanos locais com distribuição gratuita e acessível nos municípios de atuação previstos no projeto.
Para maximizar o impacto cultural, a pertinência territorial e a aderência normativa, o projeto adota uma governança compartilhada entre direção artístico‑técnica e coordenação comunitária e científica, consolidando o vínculo com a pesquisa “Espaços Agrários Globais e Violência contra as Mulheres” e com a rede CEGeT‑PB/CEGeTT, o Memorial das Ligas Camponesas e lideranças quilombolas, valorizando memória, história oral feminista e práticas de cuidado durante campo e exibições. A execução preserva integralmente a gratuidade, circulação comunitária e seminário de lançamento na UFPB, com foco em retorno de resultados aos territórios e em acervo digital de entrevistas para pesquisa acadêmica e educação.Governança e protagonismoA coordenação comunitária e de memória será exercida por mestras locais (Francisca Zuíla/Pitombeira e Alane Maria/Memorial Ligas), com corresponsabilidade nas decisões de campo, mediação com movimentos e validação ética do conteúdo, assegurando protagonismo das mulheres retratadas e aderência às realidades territoriais. A consultoria científica (Maria Franco García/UFPB e Araci Farias/UFRPE) garante rigor metodológico, integração com geografia agrária feminista e alinhamento a história oral feminista, reforçando a ponte projeto‑pesquisa e as metas de memória e direitos humanos.Metodologia e formaçãoAs oficinas curtas de comunicação comunitária (10, uma por comunidade) aplicam dispositivos reconhecidos dos Cadernos do Inventar (ex.: Minuto Lumière, filme‑carta, som e memória), fomentando letramento audiovisual, direitos humanos e autonomia narrativa local, com materiais resultantes incorporados ao acervo do projeto. A aplicação da história oral feminista emprega protocolos de consentimento, direito de revisão dos depoimentos, proteção de dados sensíveis e cuidados com riscos psicossociais, conforme já detalhado na proposta e na base de pesquisa.Acessibilidade integradaHaverá coordenação de acessibilidade desde a pré‑produção para assegurar , legendas descritivas, LIBRAS sob demanda, audiodescrição e páginas/plataformas acessíveis, conforme exigências do edital e manuais vigentes. Os custos e a governança de acessibilidade estarão previstos em rubrica específica de “Custos de acessibilidade, comunicação e divulgação acessíveis” (até 20%), com profissionais habilitados e comunicação acessível em todos os materiais.Democratização e distribuiçãoO filme circulará gratuitamente em 10 exibições comunitárias com mediação e rodas de conversa; depois, distribuição digital aberta (Creative Commons) em plataformas e repositórios acadêmicos, com versões acessíveis, garantindo ampla fruição e uso educacional. O seminário na UFPB promoverá mesas com protagonistas, pesquisadoras e movimentos, ampliando debate público e a difusão do conhecimento gerado.Acervo, legado e preservaçãoAs entrevistas não utilizadas no corte final serão catalogadas por comunidade e tema, com metadados padronizados, compondo acervo digital aberto à pesquisa, observados consentimento, anonimização quando necessário e curadoria ética. O projeto observará boas práticas de preservação audiovisual e disponibilização em formatos abertos para perenidade e reuso educacional.Sustentabilidade e baixo impactoA logística prioriza roteiros eficientes, transporte compartilhado, alimentação local e práticas de baixo carbono, incluindo apoio a ações ambientais comunitárias quando cabível, conforme diretrizes já previstas. Essa abordagem reduz custo ambiental e fortalece economias locais, alinhada à temática socioambiental central da obra.Indicadores e avaliaçãoAlcance cultural: 10 exibições comunitárias; público direto estimado por sessão e total; alcance digital (views, tempo médio de exibição) em plataformas abertas, com versões acessíveis.Formação: 10 oficinas; mínimo de 5 jovens por oficina; materiais produzidos; taxa de participação feminina e de grupos prioritários.Acessibilidade: 100% das exibições com legendas descritivas e versão com audiodescrição; atendimento em LIBRAS sob demanda; site e artefatos acessíveis.Legado: horas de acervo catalogadas; número de downloads/consultas acadêmicas; citações em trabalhos e atividades educativas.Riscos e mitigaçãoSão previstos protocolos para segurança de participantes e equipe (respeito ao sigilo quando solicitado, avaliação de risco local, agendamento via lideranças, planos alternativos de deslocamento), além de cuidados psicossociais em relatos sensíveis, com pausas e possibilidade de retirada de consentimento a qualquer tempo. Conteúdos que exponham risco serão anonimizados ou suprimidos, priorizando não maleficência e a integridade das mulheres retratadas.
Documentário PrincipalFormato: Filme documentário de média-metragemDuração: 50 minutosFormato de Captação: 4K/UHD (3840x2160)Formato de Finalização: HD (1920x1080)Taxa de Quadros: 24fpsAspecto de Tela: 16:9Áudio: Estéreo 48kHz/24bitsCodec de Finalização: H.264 e ProResEspecificações de AcessibilidadeLegendas: Português com descrição sonora completaAudiodescrição: Faixa de áudio adicional gravada com descrição de elementos visuaisLibras: Interpretação gravada disponível mediante solicitaçãoMaterial Complementar Produzido nas OficinasMaking Of: Produzido pelos participantes das oficinas usando celularesFotografias Still: Registro fotográfico do processo de filmagemArquivo Digital de Entrevistas: Organização em MP4/H.264, HD 1080p, catalogação por comunidade e temáticaMateriais PromocionaisTrailer: 3 minutos em HDTeasers: Versões de 1 minuto para redes sociaisMaterial Gráfico: Cartazes e peças promocionais para redes sociais
Acessibilidade FísicaTodas as exibições comunitárias priorizarão locais com acessibilidade física adequada, preferencialmente escolas, centros comunitários ou espaços culturais que disponham de infraestrutura básica de acessibilidade. A equipe consultará previamente as lideranças locais sobre as condições dos espaços disponíveis, optando sempre por locais mais acessíveis da comunidade. Durante as filmagens, será assegurada a participação de mulheres com deficiência, respeitando suas necessidades específicas e garantindo que possam contribuir plenamente para o processo criativo do documentário.Acessibilidade de ConteúdoO documentário será produzido com legendas descritivas em português, incluindo descrição de sons ambientais e trilha sonora, beneficiando pessoas surdas e com deficiência auditiva. Será produzida versão com audiodescrição gravada para pessoas com deficiência visual, narrando elementos visuais importantes da narrativa cinematográfica. Durante as exibições comunitárias, será disponibilizada interpretação em Libras gravada quando solicitada previamente pela comunidade, e o seminário acadêmico contará com interpretação simultânea em Libras presencial. A plataforma digital de distribuição será desenvolvida seguindo diretrizes básicas de acessibilidade web, garantindo que o conteúdo possa ser acessado por pessoas com diferentes tipos de deficiência através de tecnologias assistivas comuns.Coordenação de AcessibilidadeO projeto contará com o acompanhamento de uma empresa especializada em acessibilidade, orientando a equipe nas melhores práticas (por exemplo, como elaborar roteiros que facilitem a audiodescrição) de forma orgânica ao processo criativo. Esse suporte garantirá que as medidas de acessibilidade sejam implementadas efetivamente e não apenas atendam a requisitos formais.
Distribuição e ComercializaçãoO documentário será distribuído gratuitamente em múltiplas plataformas e formatos, priorizando o acesso livre sobre a comercialização. A estratégia de democratização inclui:Exibições Comunitárias Gratuitas: Realização de sessões nas 10 comunidades participantes, organizadas em parceria com lideranças locais, escolas e centros comunitários. Cada sessão terá formato padrão: recepção com lanche comunitário (30 min), exibição do documentário (50 min) e debate mediado por lideranças locais (90 min), garantindo que as próprias protagonistas tenham acesso prioritário à obra finalizada.Distribuição Digital Gratuita: Disponibilização em plataformas de acesso livre como YouTube e Vimeo, com licença Creative Commons que permita compartilhamento e uso educacional. Criação de canal digital específico com materiais complementares e arquivo de entrevistas para pesquisa acadêmica.Seminário Acadêmico Aberto: O seminário de lançamento na UFPB será aberto ao público geral, conectando comunidades rurais, academia e sociedade civil em debate sobre os temas do documentário. (Atividade sem ônus ao orçamento)Medidas de Ampliação de AcessoOficinas Paralelas de Comunicação Comunitária: Durante as filmagens, realização de 10 oficinas de 2 horas diárias (4h ou 6h) baseadas na metodologia "Cadernos do Inventar", capacitando até 50 jovens locais em técnicas básicas de audiovisual com celular. Os participantes das oficinas produzirão making of e fotografias still das filmagens, tornando-se colaboradores ativos do processo criativo.Versões Adaptadas: Criação de versões resumidas para uso educativo e teasers para redes sociais, facilitando a circulação do conteúdo em diferentes contextos pedagógicos e de mobilização social.Festivais e Mostras: Inscrição em festivais de cinema social, mostras de documentários e eventos acadêmicos, ampliando o alcance e promovendo debates especializados sobre a temática.
EQUIPE:Vitória Farias Lima Rosendo é profissional da área de audiovisual, comunicação e design, com experiência em captação e edição de vídeo, social media, produção de conteúdo e design gráfico; iniciou a trajetória no audiovisual como maquiadora para cinema em produções como o longa “O Braço” e os curtas “Pride” (em produção), “Insólita” (2021) e “Pedra Polida” (2022); cursou Design Gráfico (Estácio), atuou como social media e redatora nas agências de publicidade, foi designer e filmaker, atuando na produção, captação e edição de conteúdo digital; em 2024 integrou a equipe de comunicação de uma campanha política como filmmaker, realizando captação e edição diária de vídeos; atualmente compõe a equipe da Secretaria das Mulheres e da Diversidade Humana da Paraíba, acompanhando agendas com mulheres quilombolas, indígenas, povos de terreiro, ciganos e outros grupos, produzindo conteúdo audiovisual e peças gráficas; também realiza coberturas de eventos e campanhas publicitárias para empresas e eventos.Maria Franco García – Professora titular da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), coordenadora do Centro de Estudos de Geografia do Trabalho, Seção Paraíba (CEGeT-PB.), membro do Coletivo de Estudos sobre Gênero, Trabalho e Território (CEGeTT). Atua na linha da Geografia crítica feminista e de gênero, com ênfase em relações de trabalho, conflitos socio-ambientais e territoriais e violências contra mulheres.Araci Farias Silva – Professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE/UAST), membro do Coletivo de Estudos sobre Gênero, Trabalho e Território (CEGeTT). Desenvolve pesquisas em Geografia crítica feminista no espaço urbano e agrário, Cartografia social, Agroecologia e mobilização social.Francisca Zuíla dos Santos (Comunidade da Pitombeira) – Presidenta da Associação Comunitária Quilombola da Pitombeira (Várzea/PB). Liderança quilombola com atuação na defesa do território, da memória e dos direitos das comunidades tradicionais frente a empreendimentos energéticos e ambientais.Alane Maria Silva de Lima – Coordenadora do Memorial das Ligas e Lutas Camponesas (Sapé/PB), extensionista da UFPB e militante da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Camponesa, atua na preservação da memória histórica das lutas camponesas e na defesa dos direitos humanos no campo.Hermes Augusto de Almeida – Licenciado em Historia (UFPB, Láurea Acadêmica), com trajetória em educação patrimonial e audiovisual em João Pessoa-PB; coordenou a Escola Viva/Experimental de Cinema do Porto do Capim (2019–2022), orientando o desenvolvimento e edição em obras e dispositivos cinematográficos colaborativos (filmes‑carta como “Um Pouco do Porto” e “Cumadre Fulozinha”) e foi co-roteirista e diretor do documentário “O Fantasma da Remoção” (Lei Aldir Blanc – Edital Margarida Cardoso); reúne experiência em gestão de projetos, com ênfase em produção cultural de base comunitária no Nordeste e em gestão de editais.Ester Rosendo é técnica de som direto, editora de som e mixadora, atua em projetos de cinema e audiovisual pelo Nordeste. Realizou cerca de 60 filmes, entre curtas e longas-metragem. Atualmente faz doutorado em Música (UFPB) e é mestre em Cinema (UFS). Entre os trabalhos realizados estão o filme “Pulmão de Pedra” (2023/ Prêmio Grande Otelo 2024/ 34° Curta Kinofórum/ Melhor som: Festival Aruanda/ Curta Caicó/ Curta Taquary), a animação “Era uma noite de São João” (2022/ Prêmio Grande Otelo/ Melhor Som 16° Curta Taquary), "Nua" (2024/ Melhor som Curta Taquary), "Salvatério" (2024/ Melhor som Festival Aruanda), Realizou a restauração de som do primeiro filme de Animação Pernambucana “Vendo/Ouvindo” (1972/ 2016 12ª Mostra de Cinema de Ouro Preto/Mostra preservação). Dirigiu o documentário “Insólita” (2021). Ministrou por 2 anos as disciplinas de som no curso técnico Audiovisual (Pronatec/Cearte-PB/2017/2018).ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE:Proponente – Vitória Farias Lima Rosendo: direção geral do filme, direção de fotografia/imagem, coordenação artística e conceitual, gestão do processo decisório técnico‑financeiro e interface com acessibilidade e finalização.Coordenação colegiada de pesquisa e territórios – Maria Franco García, Araci Farias Silva, Francisca Zuíla e Alane Maria: as quatro compõem a coordenação colegiada responsável por pensar, elaborar e decidir a pesquisa do filme, definindo perguntas, abordagem de história oral feminista, amostragem de depoentes, calendário de campo e critérios de validação de conteúdo.No âmbito dessa mesma coordenação, as decisões são orientadas pelas demandas das comunidades e validadas em processo de escuta e memória, assegurando coautoria das mestras comunitárias na curadoria de personagens e na aprovação das versões do corte e da trilha de entrevistas.Articulação territorial e mediação comunitária – Francisca Zuíla e Alane Maria: lideram, em co‑coordenação, a relação com associações locais, anuências comunitárias, pactos de consentimento e protocolos de acesso, articulando logística de campo e mediação cultural para que o método e o roteiro reflitam as prioridades das comunidades.Pesquisa e metodologia acadêmica – Maria Franco García e Araci Farias Silva: lideram, em co‑coordenação, o desenho metodológico, instrumentos de entrevista, acompanhamento de filmagens em territórios específicos e validação temática, integrando produção de conhecimento acadêmico e decisão coletiva com as mestras.Produção executiva – Hermes Augusto: gestão geral, orçamento e cronograma; contratações e contratos; logística de filmagens; documentação comprobatória e prestação de contas.Som – Ester Rosendo: captação de som direto em campo; supervisão de desenho sonoro, edição, mixagem e masterização; coordenação de trilha sonora original e entregas acessíveis em interface com a pós-produção.
SITUAÇÃO CORRIGIDA AUTOMÁTICAMENTE PELO SISTEMA. PROJETO SEM CAPTAÇÃO DE RECURSOS.