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Realização da 10ª edição do CineBaru _ Mostra Sagarana de Cinema, em setembro de 2026, na Vila de Sagarana (Arinos/MG). Serão 4 dias de programação gratuita, com mostras de curtas-metragens, Espaço Sertãozin - dedicado ao público infantojuvenil, Quintal Agroecológico - reunindo mestres locais e sabedoria da terra, Caliandras - espaço de encontro e protagonismo entre mulheres, apresentações artísticas e culturais e atividades formativas, promovendo o cinema independente regional e a cultura baiangoneira. O projeto inclui também o CineBaru Itinerante, que leva sessões de filmes, oficinas audiovisuais e encontros culturais para 9 comunidades rurais da região.
A 10ª edição do CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema reúne uma série de atividades culturais e formativas com classificação indicativa Livre, abrangendo diferentes públicos e faixas etárias. Os produtos do projeto se organizam da seguinte forma:Mostras de Filmes: a programação audiovisual se divide em três eixos principais. A Mostra Competitiva Baiangoneira de Curtas com curtas-metragens de até 30 minutos, selecionados via chamada pública. A Mostra Sertão apresenta filmes convidados que dialogam com temas contemporâneos ligados ao sertão, ao Cerrado e à Caatinga. Já a Mostra Sertãozin é dedicada ao público infantojuvenil, com filmes voltados a crianças e adolescentes, promovendo formação de novos públicos.Espaço Sertãozin: programação dedicada ao público infantojuvenil, com exibição de filmes para crianças e adolescentes, oficinas lúdicas, contação de histórias, música e atividades pedagógicas.Quintal Agroecológico: espaço de vivência que conecta cinema, práticas agroecológicas e saberes tradicionais. Reúne mestres locais em encontros de troca de sementes, rodas de conversa e experiências de manejo sustentável da terra e da água.Caliandras: encontro exclusivo de mulheres sertanejas, espaço de escuta atenta, acolhimento, trocas intergeracionais e diálogo entre sertão e cidade. Atividade de fortalecimento das identidades femininas e valorização da cultura local.CineBaru Itinerante: circulação do CineBaru por 9 comunidades rurais da região, sessões de filmes integrantes da 10° CineBaru, oficinas formativas em cinema e encontros da rede de agentes culturais locais. Apresentações culturais e musicais: As apresentações culturais permeiam toda a programação do CineBaru, com cortejo musical na abertura do Sertãozin, Roda de fiandeiras de Sagarana, apresentação da Folia de Reis na abertura das sessões de cinema da noite, entre outras intervenções. Além disso, o encerramento da programação e festa de premiação conta com a participação de músicos e artistas regionais. Encontro entre Realizadores: Conversas abertas entre curadoria, público e realizadores sobre processos de criação e produção audiovisual. Representantes dos filmes selecionados para integrar a mostra são convidados a participarem do evento e compor esses encontros. Local e duração a ser definido.Rodas de Prosa: Diálogos abertos sobre cinema e temáticas abordadas nos filmes exibidos. Os temas são definidos pela curadoria e equipe de programação durante o planejamento. Local e duração a ser definido.
Objetivo GeralRealizar o 10° CineBaru _ Mostra Sagarana de Cinema com 4 dias de programação em Sagarana, promover a difusão do cinema independente regional e fortalecer identidades culturais e socioambientais do território baiangoneiro, conceito que abrange a região de fronteira entre Minas Gerais, Bahia, Goiás e Distrito Federal.A mostra com o recorte regional amplia o acesso a produções fora do eixo central de apoios e recursos financeiros, predominantemente concentrados no sul e sudeste. Além disso, fortalece uma rede de cinema na agenda de festivais nacionais e valoriza os profissionais locais que realizam, residem, produzem e pesquisam neste território.Objetivos Específicos1 - Realizar três mostras de filmes, sendo elas: Mostra Competitiva Baiangoneira de Curtas, com a exibição de cerca de 15 filmes selecionados a partir de um chamado público, filmes de até 30 minutos, produzidos nos últimos 3 anos nos estados de MG, BA, GO e DF. Mostra Sertão, com filmes convidados que dialoguem com as questões contemporâneas que passam pela relação do cinema com o sertão mineiro, os povos da região baiangoneira e a vila de Sagarana, podendo ser de qualquer formato e gênero. E Mostra Sertãozin, voltada para o público infantojuvenil, selecionados a partir de chamando público.2 - Realizar o Espaço Sertãozin, com três dias de programação voltado para crianças e adolescentes da região. O espaço será estruturado como um ambiente lúdico e educativo, incluindo as sessões de filmes, oficinas de brincadeiras e contação de histórias, música, encontro com mestre e oficinas audiovisuais. O festival mantém parcerias com as escolas da vila e da região, possibilitando que estudantes participem das ações como parte de suas atividades extracurriculares. Assim, crianças e adolescentes do perímetro rural também têm acesso às sessões e atividades. Para as cidades vizinhas, há articulação de transporte em parceria com as escolas e as secretarias de educação, garantindo a presença dos alunos e ampliando o alcance do projeto. 3 - Realizar o Quintal Agroecológico, atividade que reúne mestres locais, práticas agroecológicas e saberes tradicionais em diálogo com o cinema e o meio ambiente. O espaço é acolhido no quintal e uma mestra da vila, que recepciona os convidados e público em um momento de compartilhamento de saberes junto a terra, com troca de sementes e diálogos sobre práticas e desafios do manejo sustentável da terra e da água. 4 - Promover o Caliandras, um encontro exclusivo de e para mulheres. Este espaço já possui um histórico consolidado e uma rede ativa que se reúne durante o CineBaru para celebrar e aprofundar laços. O Caliandras terá atividades com escuta atenta e afetiva, trocas intergeracionais e sertão-cidade, funcionando como um espaço de fortalecimento da luta, da identidade e do acolhimento das mulheres sertanejas.5 - Fortalecer o turismo de base comunitária e a geração de renda por meio da hospedagem em casas de moradores e do funcionamento da Cozinha Comunitária. Cerca de 15 famílias da vila recebem visitantes com hospedagem e café da manhã, garantindo renda extra e fortalecendo o turismo comunitário. A Cozinha Comunitária, espaço de valorização da cultura alimentar e da cozinha tradicional do sertão mineiro, é organizada especialmente para o período do festival e gerida por mulheres da comunidade, servindo em média 600 refeições nos 4 dias do evento, com insumos adquiridos preferencialmente da agricultura familiar e do comércio local. O projeto ainda incentiva a comercialização de produtos da região, como artesanatos e castanhas de baru, ampliando a integração comunitária e a circulação de renda.6 - Realizar e circular com o 3° CineBaru Itinerante por comunidades tradicionais do norte e noroeste de Minas Gerais, dando continuidade a um trabalho de fortalecimento do audiovisual e da rede de realizadores locais. Em cada comunidade acontece uma oficina de introdução ao audiovisual e narrativas comunitárias, um encontro entre produtores e agentes culturais e uma sessão de filmes. 7 - Promover apresentações artísticas de grupos populares locais, como as fiandeiras, os foliões e grupo forró, valorizando expressões tradicionais da cultura sertaneja e fortalecendo práticas comunitárias. 8 - Promover apresentações musicais de artistas regionais que realizam releituras contemporâneas de práticas tradicionais, criando pontes entre tradição e inovação e ampliando o diálogo cultural do festival.
O CineBaru - Mostra Sagarana de Cinema se enquadra nos incisos I, II, III, IV, V, VI, VIII e IX do Art. 1º da Lei 8.313/91.Inciso I: facilita o acesso de toda a comunidade às fontes da cultura, promovendo sessões gratuitas e demais atividades culturais do festival, articulando transporte escolar e comunitário para permitir que o público da região possa chegar até Sagarana e vivenciar plenamente a programação.Inciso II: promove a regionalização ao valorizar produções e profissionais do território fronteiriço entre os estados de Minas Gerais, Bahia e Goiás, incluindo o DF.Inciso III: apoia, valoriza e difunde manifestações culturais locais por meio do diálogo com grupos e mestres da região, presentes tanto nas atividades quanto nas temáticas dos filmes exibidos.Inciso IV: protege expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira, assegurando a presença de mestres da tradição nos encontros, debates e também refletidos nos filmes exibidos.Inciso V: salvaguarda os modos de criar, fazer e viver sertanejos através do Quintal Agroecológico, da Cozinha Comunitária e do turismo comunitário.Inciso VI: contribui para a preservação de bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro, especialmente ligados ao cerrado e à caatinga.Inciso VIII: estimula a produção e difusão de bens culturais de valor universal, gerando conhecimento e memória através de registros audiovisuais e ações de formação.Inciso IX: prioriza o produto cultural originário do país, com curadoria centrada em filmes brasileiros e com recorte regional que valoriza o território baiangoneiro.Contribui ainda para os objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91, especialmente:Inciso I: incentivo à formação artística e cultural, mediante: concessão de bolsas, prêmios, cursos e estímulo à participação de artistas locais em projetos educativos e sociais.Inciso II: fomento à produção cultural e artística, mediante: realização de festivais e espetáculos. Inciso III: preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares.Inciso IV: estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, por meio de distribuição gratuita de ingressos, pesquisas e recursos para entidades culturais.O CineBaru _ Mostra Sagarana de Cinema é o maior festival de cinema do norte e noroeste mineiro, referência regional desde sua criação em 2017, responsável por inserir a Vila de Sagarana no mapa nacional de eventos audiovisuais. Em um território com grave escassez de salas de cinema e espaços exibidores, com a sala mais próxima a 350 km, o evento garante acesso gratuito e qualificado ao cinema independente, conectando produções de Minas Gerais, Bahia, Goiás e Distrito Federal e promovendo a descentralização cultural.O impacto do CineBaru vai além da programação: o festival articula redes culturais, influencia e contribui para a criação de mostras e cineclubes no Norte e Noroeste de Minas e fortalece a produção audiovisual local. Mantém parcerias com escolas públicas, coletivos culturais, universidades, organizações ambientais e grupos artísticos, promovendo trocas e circulação de conhecimento. Com o CineBaru Itinerante, além de levar a mostra para 9 comunidades deste território, vamos realizar encontros e fortalecimento da rede de realizadores e agentes culturais locais. Com nove anos de continuidade, o CineBaru alia cultura, educação e desenvolvimento territorial. Seu modelo integra exibição, formação e mobilização social, contribuindo para o turismo de base comunitária, a geração de renda e o fortalecimento das identidades locais. É um agente estruturante para a produção e difusão audiovisual no sertão mineiro, atuando na contramão da concentração cultural nos grandes centros e assegurando o direito à fruição e à criação artística em regiões historicamente negligenciadas.A 9ª edição do CineBaru será realizada de 17 a 20 de setembro de 2025, após o envio deste projeto. Nas oito edições anteriores, o festival reuniu público estimado de 2.400 pessoas, entre moradores da vila e cidades vizinhas, crianças, jovens e estudantes universitários. Foram 271 exibidos a partir dos 1.088 inscritos, além de 48 atividades como oficinas, vivências, rodas de conversa e encontros de formação audiovisual.O evento gera impacto direto na economia local e na participação comunitária. A Cozinha Comunitária, gerida por mulheres da vila, serve cerca de 600 refeições em quatro dias, com insumos adquiridos de produtores locais. O turismo de base comunitária envolve mais de 15 famílias que recebem visitantes em hospedagem domiciliar. Além disso, priorizamos a contratação local de prestadores de serviços, como eletricistas, técnicos de som e marceneiros. A Mostra movimenta o comércio local, com aumento de vendas em mercados e bares, abertura de pontos de venda de alimentos e artesanato, e incentivo à venda direta da castanha do baru pelos extrativistas.
Sobre SagaranaA Vila de Sagarana, pequeno distrito do município de Arinos, fez parte de um processo de colonização agrícola de efeito social promovido pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) na década de 70, sendo o segundo projeto de Assentamento Rural de Reforma Agrária do Estado de Minas Gerais. Localizada no cerrado, no sertão de veredas e matas, apresenta uma enorme biodiversidade de fauna e flora. Foi nesse universo que o escritor João Guimarães Rosa fez sua imersão, retratando a cultura do sertanejo, sua identidade, força e história. A relação com a obra deste consagrado autor vem sendo incorporada à realidade das comunidades e ao cotidiano dos povos da região, fortalecendo a identidade e a cultura regional do noroeste mineiro. Com cerca de 600 habitantes, Sagarana está situada a 58 km da sede municipal de Arinos. Sua economia é baseada na pecuária leiteira, na agricultura familiar e no extrativismo de frutos do cerrado, como o baru e o pequi. O distrito integra o bioma do Cerrado e abriga o Parque Estadual de Sagarana, com 2.340 hectares, destinado à preservação da natureza e ao desenvolvimento de pesquisas, atividades educativas e turismo ecológico.Sobre os municípios da itinerânciaO CineBaru Itinerante vai percorrer comunidades rurais em nove municípios do Norte e Noroeste de Minas Gerais — Manga, São Francisco, Chapada Gaúcha, Januária, Itacarambi, Matias Cardoso, Uruana de Minas, Bonfinópolis de Minas e Formoso de Minas. Esse território é o coração do sertão mineiro, uma região marcada pela força da natureza do Cerrado e pela riqueza cultural de suas comunidades tradicionais, que preservam modos de vida, saberes e festas transmitidos entre gerações. Entre veredas, rios e chapadões, vivem quilombolas, veredeiros, ribeirinhos, agricultores e extrativistas, guardiões de práticas que unem trabalho, fé e celebração. Em cada localidade, será vivido um dia inteiro de encontros e trocas, com exibição noturna de filmes que marcaram o CineBaru, atividades formativas em escolas ou associações culturais e rodas de conversa entre realizadores e agentes culturais locais. Mais que levar cinema, a proposta é criar espaços de diálogo, memória e celebração no coração do sertão mineiro, valorizando comunidades tradicionais que guardam saberes e modos de vida transmitidos entre gerações.
Mostras de Filmes:Mostra Competitiva Baiangoneira de Curtas: entre 15 e 20 curtas-metragens de até 30 minutos, produzidos em MG, BA, GO e DF nos últimos 3 anos, selecionados via chamada pública. As sessões ocorrem no Campinho de Futebol de Sagarana, à noite, com duração de 2h cada, concorrendo aos prêmios do júri técnico, voto popular e menções honrosas. Distribuição gratuita de pipoca em todas as sessões. Mostra Sertão: filmes selecionados e convidados pela curadoria, podendo ser curtas e longas, abordando questões contemporâneas do sertão mineiro e da região baiangoneira. Seguidas de conversas com realizadores. Local: Campinho de Futebol de Sagarana, à noite. Duração média: 3h. Distribuição gratuita de pipoca em todas as sessões. Mostra Sertãozin: cerca de 10 filmes de classificação Livre, com sessões específicas para diferentes faixas etárias (6 a 11 e 12 a 17 anos), incluindo mediação cultural. Local: Estrutura de semi caixa preta montada no Espaço Sertãozin, manhãs. Duração: 1h30 cada sessão. Distribuição gratuita de pipoca em todas as sessões. Espaço Sertãozin: atividades lúdicas, oficinas artísticas, jogos e contação de histórias, em parceria com escolas locais. Estrutura com espaço fechado para exibição de filmes, salas e galpões para oficinas e quintal gramado e arborizado para brincadeiras. No IEF – Instituto Estadual de Florestas, com capacidade para 200 pessoas. Duração: 4h30 por dia, durante 3 dias. Escolas parceiras (participação a ser confirmada): Creche Maritania - Sagarana Escola Estadual Chico MendesEscola Estadual Major Saint Clair - SagaranaEscola Estadual Major Saint Clair Fernandes Valadares - ArinosEscola Estadual José de Alencar - UruanaEscola Municipal Floriano Peixoto - UruanaEscola Municipal Joaquim Rodrigues Almeida - ArinosEscola Municipal Vasco Bernardes Oliveira - SagaranaEFAN - Escola Família Agrícola de NatalândiaEFA - Escola Família Agrícola Tabocal - São FranciscoInstituto Federal do Norte de Minas Gerais - IFNMG ArinosQuintal Agroecológico: vivências em quintal produtivo da vila, com práticas agroecológicas, agricultura familiar, feira de trocas de sementes e rodas de conversa. Local: Quintal de Dona Celenita, manhãs. Capacidade para 150 pessoas. Duração: 4h.Caliandras: encontro exclusivo de mulheres sertanejas, com rodas de conversa sobre questões ambientais, sociais e de gênero, escuta atenta e afetiva, e trocas intergeracionais. Local: Espaço Cresertão, tarde. Capacidade para 100 mulheres. Duração: 2h.Cozinha Comunitária: restaurante comunitário gerido por mulheres da vila, servindo almoço e jantar a preços populares, com cerca de 600 refeições servidas ao longo dos 4 dias do evento. Insumos adquiridos da agricultura familiar e do comércio local.Encontro entre Realizadores: conversas abertas entre curadoria, público e realizadores sobre processos de criação e produção audiovisual. Local a ser definido. Duração: 2h.Rodas de Prosa: diálogos abertos sobre cinema e temáticas abordadas nos filmes exibidos. Os temas são definidos pela curadoria e equipe de programação durante o planejamento. Local e duração a ser definido. CineBaru Itinerante: circulação por 9 comunidades rurais, cada edição com 1 dia de atividades, incluindo: 1 sessão noturna de filmes premiados no CineBaru, com tela de projeção 3x5m, projetor de 9.000 lumens, sistema completo de som, iluminação, cadeiras e distribuição gratuita de pipoca; 1 oficina introdutória sobre cinema de base comunitária (3h) em escola ou associação cultural; 1 encontro entre realizadores e agentes culturais locais (3h), estruturado como roda de conversa com metodologia participativa e cumulativa, sendo que os principais registros de um encontro será compartilhado como disparador do próximo, sendo realizada uma publicação final em caderno virtual com as principais abordagens e questões trabalhadas.Apresentações culturais e musicais: rodas de fiandeiras, folia de reis e artistas regionais. Palco com som e iluminação montado no Campinho de Futebol de Sagarana, para até 500 pessoas. As apresentações acontecem ao longo da programação e com uma apresentação especial de encerramento no sábado. As apresentações têm duração de 30 a 90 minutos.
O CineBaru adota práticas de acessibilidade de acordo com a legislação vigente e com as diretrizes da Lei Rouanet. Na acessibilidade física, o festival atua para mitigar as barreiras arquitetônicas, considerando as características de Sagarana, uma vila rural sem asfalto e calçamento. Garante que os espaços de exibição, atividades e convivência ofereçam condições de circulação seguras para pessoas com mobilidade reduzida, idosos e acompanhantes. O público conta com banheiros adaptados, sinalização adequada e áreas reservadas para cadeirantes.Na acessibilidade de conteúdo, todas as sessões de filmes contam com Audiodescrição; Legendagem descritiva ou Legenda para surdos e ensurdecidos (LSE); e Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. Materiais de divulgação e comunicação são preparados em linguagem simples e compatíveis com leitores de tela. A recepção do público é realizada por uma equipe em que pelo menos 80% das pessoas passaram por treinamento anticapacitista.Como parte da formação de público, realizamos mapeamento e convites direcionados a pessoas que possam se beneficiar das medidas de acessibilidade, garantindo benefícios reais para a população local. Esse mapeamento pode levar a ajustes no plano de acessibilidade para adequá-lo às necessidades que surgirem no processo, sem prejuízo das medidas já previstas. Essas ações asseguram que o CineBaru seja um espaço de fruição cultural acessível e inclusivo, ampliando o direito à cultura e promovendo a participação de todos os públicos.
Toda a programação do CineBaru é gratuita e aberta ao público, sem cobrança de ingressos ou taxas de participação. As mostras de filmes, oficinas, rodas de conversa, atividades do Quintal Agroecológico, o encontro Caliandras e apresentações artísticas são oferecidos de forma integralmente acessível, garantindo que diferentes segmentos da comunidade possam usufruir do festival.Para ampliar o alcance, o projeto articula transporte com as escolas e secretarias de educação da região, possibilitando a presença de estudantes do perímetro rural e de cidades vizinhas. Dessa forma, crianças, adolescentes e jovens têm condições de vivenciar todas as atividades do evento.Além das sessões de cinema, a programação conta com atividades culturais paralelas, como apresentações artísticas de grupos populares, apresentações musicais, oficinas formativas e encontros comunitários, permitindo que o público participe ativamente do processo cultural. Parte da programação é registrada e disponibilizada em ambiente digital, ampliando o acesso a quem não consegue estar presencialmente em Sagarana.Já o CineBaru Itinerante, leva sessões de cinema, formação em audiovisual e encontros entre realizadores e agentes culturais para 9 outras comunidades rurais da região, promovendo a circulação de obras regionais, o fomento à formação de novos públicos e o fortalecimento de redes locais de cultura.Essas medidas garantem que o CineBaru seja um espaço de democratização da cultura, promovendo acesso efetivo, formação de público e fortalecimento da identidade cultural regional.
A proponente Miguilim Cultura e Natureza – CNPJ 54.568.458/0001-70, assume a coordenação geral, pela atuação de sua sócia Damiana Campos (currículo abaixo) e seu sócio Lucas Emanuel Campos assume funções de assistente de produção e curadoria, respeitando o limite legal de 20% do recurso.Apresentamos a seguir os principais envolvidos, destacando suas funções e currículos resumidos. As demais contratações serão definidas no planejamento e na pré-produção, de acordo com as especificidades das funções a serem realizadas e considerando a disponibilidade de agenda, sempre observando a experiência comprovada nas áreas de atuação:Amanda Alexandre Ferreira Geraldes – Produção Executiva: Historiadora e Produtora Cultural. Doutora em História pela Universidade de Évora (Portugal) e pela UFMG. Investigadora em projetos ligados ao patrimônio imaterial e alimentação, especialista em Gestão Cultural, Patrimônio e Turismo Sustentável. Atuou como pesquisadora no projeto “Cinema no Rio São Francisco”, na articulação do “Caminho do Sertão”. Está como produtora executiva ou coordenadora de comunicação do CineBaru desde sua criação.Celenita Luiz Pereira – Profissional Mestre de Cerimônias - Quintal Agroecológico: Agricultora e guardiã dos saberes do Cerrado. Fundadora do CSAgarana, cultiva plantas medicinais e promove encontros de partilha de conhecimento ancestral. Reconhecida em eventos nacionais e internacionais, conecta práticas agroecológicas, cultura e comunidade.Damiana Campos - Coordenação Geral: Pedagoga e mestre em Ciências Sociais, atua na intersecção entre Educação, Cultura e Meio Ambiente. Co-fundadora do Instituto Rosa e Sertão, organiza processos e redes de justiça ambiental junto a povos e comunidades tradicionais. Pesquisadora em direitos territoriais e cartografias sociais, colabora com redes de mulheres e quilombolas pelo direito aos territórios. É editora executiva da Revista Manzuá e facilita formações comunitárias com Conselhos de Cultura, Meio Ambiente e Mosaicos de Áreas Protegidas. Integrante do CineBaru desde a sua primeira edição.Diana Campos – Produtora de palco: Produtora cultural, musicista, cofundadora do Instituto Rosa e Sertão, colaboradora da Revista Manzuá. Integrante do CineBaru desde a sua primeira edição na produção de espaço e curadoria.Guidyon Augusto Almeida Lima – Coordenação Técnica: Produção de Logística e Infraestrutura: Historiador formado pela UFMG, pós-graduado em Práticas Pedagógicas, produtor cultural e comunicador popular. Atuou como produtor cultural no Festival Pá na Pedra de Artes Integradas (2019 e 2020) e no Festival Neves EnCena (2019), como coordenador de projetos e relações institucionais no Festival O Caminho do Sertão (2016–2018), e como coordenador de comunicação no Projeto Viveiros Cemig (2018). Membro fundador do Coletivo Ecos do Caminho e do CineBaru, atual secretário executivo do CreSertão.Isabella Atayde – Coordenação de Comunicação: Especialista em Comunicação e Cultura, mestre em Gestão Cultural, pós-graduada em Gestão e Políticas Culturais. Produtora cultural, poeta, fotógrafa e sambista. Proprietária da IAH Produções. Atuou em instituições como SESC Rio, Petrobras e Transpetro. Curadora e produtora do CineBaru e consultora em projetos da UNESCO e Iphan. Atualmente é gestora de produto no Instituto Pedra/SP.Leonardo Yu Marins – Designer: Designer gráfico, ilustrador e produtor cultural, com mais de 15 anos de experiência. Co-gestor da Diadorim Cultura Popular, em parceria com comunidades tradicionais. Um dos idealizadores do CineBaru, atuou também no Caminho do Sertão e no Festival Sagarana.Lucas Emanuel Campos - Assistente de Produção e mesmbro da Curadoria: Estudante de Artes Cênicas na Universidade de Brasília, técnico em Produção Cultural pelo Instituto Federal de Brasília e diretor do coletivo MuTuM. Pesquisador e artista no Instituto Rosa e Sertão e colaborador do CineBaru.Paulo Sérgio da Silva Junior – Coordenação de Juri: Jornalista e documentarista. Atuou em redações como Editora Abril, ESPN, BBC, CNN, UOL e Grupo Globo. Dirigiu e produziu documentários como “O Acre Existe” (2013) e “Gerais da Pedra” (2022). Curador do CineBaru e do Cineclube Sol y Sombra (SP). Idealizador do curso “Documentário Brasileiro de Futebol”.Rhaul de Oliveira – Produtor local - Arinos: Presidente da CRESERTÃO e um dos fundadores do CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema. Atua na valorização de comunidades tradicionais e no fortalecimento do audiovisual no sertão. Biólogo com especialização em Pedagogia Griô, desenvolve projetos de cultura viva, economia solidária e sustentabilidade, integrando pesquisa, arte e território.Simone Veloso – Produção Executiva: Produtora e gestora de projetos com mais de 20 anos de experiência. Jornalista formada pela UFJF, com especialização em gestão cultural pelo Celacc-USP e pelo Sesc-SP. Desde 2017 integra a produção executiva e curadoria do CineBaru. Idealizadora do projeto “Meu Cinema, Nosso Território”, com experiência em instituições como CCBB, Itaú Cultural e Sesc. Atua também como parecerista em editais culturais.Essa equipe reúne profissionais com experiência consolidada em gestão cultural, produção executiva, curadoria, comunicação, mobilização comunitária e saberes tradicionais, assegurando a execução do projeto com qualidade técnica e relevância social. Os profissionais citados produzem o CineBaru desde sua primeira edição, em 2017.
Encaminhado ao perito para análise técnica e emissão de parecer.