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O Festival de Cinema Novas Perspectivas _ Edição Itinerante é uma ação de difusão cultural que propõe levar aos municípios do interior do Ceará mostras de cinema gratuitas, com curadoria realizada por alunos(as) formados(as) em 2024 no programa "Novas Perspectivas". A iniciativa resulta de uma articulação entre a Casa Amarela Eusélio Oliveira (UFC), a Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes e o Cinema do Dragão. O Festival visa promover o acesso ao audiovisual, valorizar os olhares curatoriais emergentes e fortalecer a territorialização cultural. Após as exibições, serão realizadas rodas de conversa para refletir sobre a temática da mostra, promovendo a troca de saberes entre público, curadores(as), mestres da cultura, pesquisadores e agentes locais. A ação pretende contribuir para a difusão, a inclusão e a descentralização da cultura, promovendo a diversidade como eixo central de uma política cultural contínua, democrática e transformadora.
A presente proposta engloba 15 mostras cinematográficas desenvolvidas a partir do programa de formação curatorial “Novas Perspectivas”, com curadorias individuais, que passaram por uma seleção curatorial para compor o “Festival de Cinema Novas Perspectivas – Edição Itinerante”. Tal seleção será realizada pelo coordenador curatorial, o professor e artista Yuri Firmeza, para pensar e definir, a partir da vocação de cada território, quais municípios receberão cada mostra, o intuito é levar uma temática que vá se somar à realidade de cada local.1) Mostra “Água na Peneira de Cinema Infantil” – Curadoria: Camila Osório de Castro Filme‑mostra de curtas e médias‑metragem brasileiros para crianças, com temática inspirada em Manoel de Barros. Invoca a poética das “desimportâncias” e a utopia como resistência ao pragmatismo capitalista, embasada por Bloch e Galeano.(Classificação Indicativa: Livre) 2) Mostra “Brincar de Brincadeira” – Curadoria: Andrea Pinheiro Celebra o brincar como direito infantil (CF, Art. 227; ECA, Art. 16). Inserida numa perspectiva de aprendizagem social e educação sensível via cinema, reúne obras que representam contextos diversos de infância no Brasil. (Classificação Indicativa: Livre) 3) Mostra “Escrevivência do Opositivo” – Curadoria: Magi do Carmo Centra-se na produção audiovisual de mulheres negras e indígenas, usando conceitos como "escrevivência" (Conceição Evaristo) e "olhar opositor" (Bell Hooks) para questionar representações hegemônicas e afirmar identidades marginalizadas. (Classificação indicativa: Livre) 4) Mostra “De Casa ao Cinema - Morar e Contemplar: a produção audiovisual a resgatar a habitacional” - Curadoria: Hugo Landim Cavalcanti A mostra “De Casa ao Cinema — morar e contemplar” propõe refletir, por meio do audiovisual, sobre as políticas habitacionais de interesse social no Brasil e suas representações no cinema. Através de obras como Central do Brasil, Cidade de Deus e Era o Hotel Cambridge, discute-se moradia, direito à cidade e desigualdades urbanas. O projeto também valoriza produções que registram lutas por moradia digna. A iniciativa busca ampliar o olhar crítico sobre o habitar e o espaço urbano. (Classificação indicativa: 12 anos) 5) Mostra “Arquivos Amadores ou uma Reflexão sobre a Memória Audiovisual da América Latina” – Curadoria: Martha SuzanaA mostra “Arquivos Amadores celebra” o cinema caseiro e experimental como forma de resistência e preservação da memória popular. Valoriza películas em formatos como 8mm e 16mm, muitas vezes esquecidas ou censuradas. Questiona a fragilidade do armazenamento digital frente à durabilidade dos suportes analógicos. Propõe debates sobre arquivismo, tecnologia e cultura na América Latina. (Classificação indicativa: 12 anos)6) Mostra “Lugar de Cinema” – Curadoria: Rodrigo GadelhaLugar de Cinema é uma mostra itinerante que, partindo de uma proposta de descentralização do acesso ao cinema e à cultura, reúne curtas e longas nacionais de ficção e/ou documentário que, juntos, estabeleçam reflexões urgentes acerca dos lugares e dos territórios. (Classificação indicativa: 12 anos)7) Mostra “Masculinidades – Outros Olhares” - Curadoria: Daniel Filipe Questiona representações tradicionais da masculinidade no cinema, reunindo filmes que exploram afetividades masculinas, fragilidades e formas alternativas de relacionamento entre homens. (Classificação: 14 anos)8) Mostra “Sangue na Pista” – Curadoria: Nathan Ary Filmes brasileiros que tenham seu foco nas grandes estradas que cortam os estados, narrativas que lá encontram seu fim e seu princípio, remetendo ao estilo clássico dos “Road-Movies”, mas manchadas pela podridão que nasceu esse espaço. Ao abrir a mostra com Iracema de Senna e Bodanzky, apresenta-se um ponto de partida da violência do processo de construção das estradas, que irá respingar em todas as histórias que virão depois. Do asfalto exala-se a morte incontornável. (Classificação Indicativa: 16 anos)9) Mostra “Fissura” – Curadoria: Felipe AndersonVolta-se à temática da acessibilidade e inclusão, apresentando filmes que discutem vivências de pessoas surdas e cegas, questionando padrões dominantes de percepção audiovisual e propondo formas alternativas e inclusivas de fruição cinematográfica. (Classificação indicativa: 16 anos)10) Mostra “Marias Sapatonas: Histórias Lésbicas” - Curadoria: Rose AlvesA Mostra Cinematográfica "Marias Sapatonas: Histórias Lésbicas" é uma celebração das vozes e narrativas lésbicas, destacando filmes que exploram as experiências, desafios e conquistas das mulheres lésbicas ao redor do mundo. Nosso objetivo é criar um espaço inclusivo onde essas histórias possam ser contadas, ouvidas e apreciadas por um público diversificado. (Classificação indicativa: 16 anos)11) Mostra “Todo Cinema são pontos de vista – Experiência do Cinema, Espaços e Coletivos” – Curadoria: Renan Ferreira A mostra “Todo Cinema são pontos de vista” propõe deslocar o cinema para além das salas tradicionais, ativando espaços como Terreiros, Terras Indígenas e territórios periféricos. A curadoria articula raça, classe, gênero e território em sessões temáticas que atravessam coletivos e experiências audiovisuais insurgentes. O cinema é aqui vivido como ferramenta de escuta, criação e transformação. Ao descentralizar narrativas, revela múltiplas formas de pensar e significar o Brasil. (Classificação indicativa: 16 anos) 12) Mostra “Perímetros Irrigados” – Curadoria: João Vitor Dias A Mostra Perímetros Irrigados apresenta curtas-metragens produzidos por realizadores independentes do Vale do Acaraú, no Ceará, valorizando o cinema amador como forma de expressão cultural. A curadoria parte da metáfora da irrigação para revelar a potência criativa de territórios historicamente marginalizados. Com seis sessões temáticas, a mostra percorre cidades do interior conectando questões locais a debates globais. É uma proposta de descentralização da produção e exibição cinematográfica. (Classificação indicativa: 12 anos)13) Mostra “Vulcânica – Mostra de Cinema Trans” – Curadoria: Francisco Izzi Vitório A “Vulcânica - Mostra de Cinema Trans” é uma mostra audiovisual de filmes realizados por pessoas trans e travestis das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, com produções entre 2014 e 2024. Inspirada pela metáfora dos vulcões, a mostra propõe visibilizar obras que emergem de processos internos de cura, resistência e criação. Com sessões temáticas e debates, promove a valorização de narrativas trans e travestis no cinema. O evento tem caráter formativo e comunitário, aberto ao público. (Classificação indicativa: 16 anos)14) Mostra “Cinema Invertido – Cinema‑Instalação do Terror/Horror Sonoro‑Invertido” – Curadoria: Ted RafaelA mostra propõe uma experiência sensorial radical por meio da desconstrução audiovisual: filmes de terror/horror são exibidos com trilhas sonoras trocadas entre si, promovendo uma inversão de sentidos e intensificando a percepção do medo, da tensão e do desconforto. A instalação, realizada no espaço alternativo Covil Rock Bar, é ambientada com elementos visuais simbólicos, como uma escultura de boi manso coberta por cartazes dos filmes, provocando reflexões sobre o espectador como corpo exposto à violência simbólica e imagética. (Classificação Indicativa: 18 anos)Mostra 13 anos TARDO – Curadoria: Rodrigo Fernandes Ao longo dos últimos 13 anos, a produtora cearense de cinema independente Tardo Filmes materializou 31 filmes. Para compor essa mostra, selecionamos filmes para que juntos possamos percorrer essa estrada: as imagens das janelas em movimento percorrendo lugares no decorrer do tempo na medida em que vemos a luz mudar. (Classificação indicativa: 16 anos)
Objetivo GeralO Festival de Cinema Novas Perspectivas _ Edição Itinerante realizará 15 mostras gratuitas de cinema em 15 municípios do interior do Ceará, como desdobramento do programa formativo "Novas Perspectivas" realizado em 2024. O projeto visa ampliar o acesso à cultura, estimular novas curadorias, diversificar as narrativas cinematográficas em circulação, promover trocas de saberes e propor uma abordagem decolonial sobre curadoria e programação, dando continuidade a uma política pública cultural.O programa "Novas Perspectivas" surgiu da articulação entre três instituições públicas essenciais para a fruição, formação e realização audiovisual no Ceará: a Casa Amarela Eusélio Oliveira, equipamento cultural vinculado à Pró-Reitoria de Cultura da Universidade Federal do Ceará; a Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes, equipamento da Secretaria de Cultura do Município de Fortaleza; e o Cinema do Dragão, ligado à Secretaria da Cultura do Estado do Ceará. A formação ofereceu um percurso crítico e inovador em curadoria, possibilitando aos(às) participantes, 50% oriundos(as) de ações afirmativas, a criação de suas próprias mostras curatoriais.A proposta do Festival consiste na exibição das mostras resultantes do programa, possibilitando que os(as) novos(as) curadores(as) experimentem a dimensão pública, política e reflexiva da curadoria, colocando em prática seus repertórios, escutas e singularidades. Cada mostra será acompanhada por uma roda de conversa com a presença do(a) curador(a), do público e de mestres(as) da cultura ou pesquisadores(as), fortalecendo o diálogo entre saberes.O Festival articula difusão, descentralização e justiça cultural, com uma abordagem afirmativa e territorializada: mais de 50% da equipe técnica e de curadoria é composta por pessoas de grupos historicamente minorizados — mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, entre outros —, e o evento será voltado principalmente a públicos em situação de vulnerabilidade social.As mostras abordarão temas fundamentais ao debate público e à cidadania cultural, como: direitos da infância, imaginação produtiva, novas masculinidades, conflitos territoriais, representatividade feminina, identidade ambiental e acessibilidade cultural. Alinhado à Política Nacional de Cultura Viva (Lei nº 13.018/2014) e aos princípios do Programa Rouanet Nordeste (Edital do Ministério da Cultura nº 5/2025), o projeto reafirma o compromisso com políticas públicas inclusivas, participativas e estruturantes.O Festival também contribuirá para a valorização das culturas tradicionais e populares ao integrar, de forma sensível, mestres(as), técnicos(as) e pensadores(as) ligados às manifestações culturais brasileiras no processo formativo e na equipe técnica. Com uma proposta de forte relevância regional, dá continuidade a uma política cultural sustentada por investimento público, fortalecendo seus resultados e expandindo seu alcance.Por fim, o evento visa contribuir com profissionais e públicos interessados em cinema nas cidades participantes, promover intercâmbios culturais e incentivar novas vozes no campo curatorial, propondo modos plurais, éticos e transformadores de mediação cultural e formação de plateia em seus territórios. Objetivos Específicos- Realizar 15 mostras gratuitas de cinema do "Festival de Cinema Novas Perspectivas _ Edição Itinerante" em municípios do interior do Ceará, com obras selecionadas por curadores(as) formados(as) em 2024 no programa formativo "Novas Perspectivas"; - Interiorizar ações culturais ao levar para 15 municípios do interior do Ceará uma das 15 mostras do Festival; - Promover 15 rodas de conversa presenciais, ao final de cada dia de mostra, com a participação de um(a) curador(a);- Divulgar os(as) curadores(as), garantindo visibilidade pública, através da veiculação de cada mostra curatorial do Festival de Cinema Novas Perspectivas _ Edição Itinerante;- Garantir que mais de 50% da equipe técnica e curatorial seja formada por pessoas autodeclaradas pertencentes a grupos historicamente minorizados (como mulheres, pessoas negras, indígenas e LGBTQIAPN+); - Articular saberes populares e acadêmicos, promovendo a participação de mestres(as) da cultura e/ou pesquisadores(as) nas 15 rodas de conversa;- Realizar de duas a quatro sessões por dia de mostra, a depender da montagem de cada mostra; - Alcançar um público de até 3,2 mil pessoas no Festival, aproximadamente 200 a 250 espectadores por mostra; Produzir relatório final do projeto, incluindo fotos, vídeos, clipping de imprensa, registros de público e comprovações das metas executadas para fins de avaliação, memória e prestação de contas, garantindo a transparência dos recursos públicos utilizados.
O cinema brasileiro enfrenta desafios estruturais em termos de diversidade e representatividade, especialmente no que diz respeito à interiorização do acesso e à pluralidade das narrativas exibidas. No Ceará, muitos municípios não possuem salas de cinema, e a descontinuidade de ações e políticas compromete os recursos destinados ao audiovisual. Garantir a continuidade de uma iniciativa já realizada com verba pública significa otimizar investimentos, valorizar esforços anteriores e contribuir para a consolidação de um ecossistema cultural sustentável e integrado. O Festival de Cinema Novas Perspectivas _ Edição Itinerante atua diretamente na democratização do acesso ao audiovisual brasileiro em municípios do interior do estado, fortalecendo as culturas locais, valorizando vozes historicamente marginalizadas — como mulheres indígenas, pessoas negras e LGBTQIAPN+ — e ampliando o impacto do programa formativo "Novas Perspectivas", ao transformar o resultado das mostras curatoriais em um Festival com ampla circulação regional. Como parte do seu compromisso com a efetividade e a continuidade dessas ações, o Festival também buscará documentar os impactos socioculturais nas localidades por onde passa, valorizando as experiências que emergem desses encontros entre saberes. Pretende-se, assim, consolidar uma memória viva do projeto, por meio de registros fotográficos, audiovisuais, relatos e indicadores participativos que permitam avaliar o alcance das ações e orientar desdobramentos futuros. Essa perspectiva amplia não apenas o alcance institucional do Festival, mas também sua capacidade de gerar transformação social, fortalecer redes culturais locais e dar visibilidade às trajetórias de mestres, artistas e agentes culturais que integram esse circuito. O Festival está inserido no âmbito da Casa Amarela Eusélio Oliveira, equipamento que integra a Pró-Reitoria de Cultura da Universidade Federal do Ceará (UFC), que atua na formulação e execução da política cultural da Universidade em consonância com as políticas públicas extra-muros, articulando-se na esfera federal com o Ministério da Educação e o Ministério da Cultura. A UFC possui uma política em desenvolvimento que visa a valorização e inclusão dos mestres da cultura, por meio do reconhecimento do notório saber e da implementação das Ações Curriculares em Comunidades de Saberes (ACCS), que possibilitam que mestres da cultura podem ser contratados como docentes visitantes da instituição, fortalecendo assim o diálogo entre a universidade e os saberes tradicionais. Esse contexto amplia a potência do Festival, fortalecendo a relação da universidade com outras instituições públicas de cultura em diferentes esferas, como mencionado na esfera municipal com a Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes _ Secultfor e estadual com o Cinema do Dragão, e criando condições para estabelecer novas parcerias com entidades públicas e organizações sociais nas cidades que integram o circuito itinerante. Além de consolidar a continuidade de um percurso formativo iniciado em 2024, o projeto reforça a vocação da Universidade de interiorizar ações culturais, garantindo a democratização do acesso ao audiovisual, a valorização das culturas locais e a expansão das práticas curatoriais em diálogo com comunidades diversas do Ceará. A utilização da Lei 8.313/91 (Lei de Incentivo à Cultura) é essencial para viabilizar o projeto por meio de recursos públicos, assegurando sua execução com transparência e alinhamento às diretrizes da política cultural nacional. A presente proposta se enquadra ao Art. 1º da Lei 8.313/91 por atender ao seguintes incisos:I _ Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; _ O Festival promove acesso público, gratuito e inclusivo a obras audiovisuais brasileiras, especialmente em comunidades interioranas, garantindo o direito à fruição cultural. II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; _ O Festival descentraliza a difusão cultural ao levar mostras de cinema e rodas de conversa para regiões interioranas, promovendo o diálogo com a população local e a diversidade regional. III _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; _ A mostra é uma manifestação cultural, e os(as) curadores(as) são os(as) criadores(as) que pensaram e selecionaram as obras com um propósito curatorial e uma temática específica. Dessa forma, o Festival apoia, valoriza e difunde a manifestação cultural dos(as) curadores(as). IV _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; _ O Festival destaca a representatividade de mulheres indígenas, pessoas negras e outros grupos minorizados, e trará mestres da cultura para participar das rodas de conversa, promovendo o pluralismo cultural e valorizando as expressões culturais. V _ Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; _ O projeto integra mestres(as) da cultura e promove saberes populares e tradicionais em suas rodas de conversa, salvaguardando modos de vida e formas de expressão ameaçadas. VIII _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; _ O Festival difunde obras audiovisuais que dialogam com questões sociais contemporâneas, promovendo o pensamento crítico e a preservação da memória cultural brasileira. IX _ Priorizar o produto cultural originário do País; _ A maior parte das obras exibidas no Festival são produções brasileiras, promovendo a circulação de conteúdos nacionais e a valorização da cinematografia do país. No Art. 3º da Lei nº 8.313/1991, que regulamenta o mecanismo de incentivo fiscal para projetos culturais, o Pronac, destaca-se o atendimento aos seguintes incisos e alíneas:II - Fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; _ O Festival se caracteriza como um evento cultural que promove mostras de cinema e rodas de conversa, inseridos numa programação cultural regional, configurando-se como festival de cinema. III - Preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; _ O Festival valoriza e promove as culturas tradicionais, especialmente por meio de mostra dedicada ao tema do papel da mulher indígena no cinema, e pela participação de mestres da cultura e/ou pesquisadores de cultura popular e tradicional nas rodas de conversa, promovendo debates plurais e representativos. IV - Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; _ O projeto apoia pesquisas, discussões e criações curatoriais que embasaram a programação das mostras do Festival, reconhecendo o importante resultado do programa formativo "Novas Perspectivas". Assim, o projeto está alinhado aos objetivos da Lei Rouanet, promovendo a valorização e preservação das culturas tradicionais e o estímulo ao conhecimento cultural. Dessa forma, o uso do mecanismo de incentivo à cultura para o financiamento do "Festival de Cinema Novas Perspectivas _ Edição Itinerante" é plenamente justificado, visando garantir o acesso democrático e inclusivo à cultura, o fortalecimento do ecossistema cultural regional e a promoção da diversidade cultural brasileira, estando, portanto, em consonância com a proposta e os critérios previstos no edital do Programa Rouanet Nordeste.
A proposição pedagógica das rodas de conversa do “Festival de Cinema Novas Perspectivas – Edição Itinerante” estabelece as rodas de conversa como um momento de escuta ativa, troca de saberes e reflexão crítica coletiva, realizados ao final de cada mostra. Cada roda contará com a presença de um(a) curador(a), um(a) mestre da cultura ou pesquisador(a) e um(a) mediador(a) convidado(a) vinculado(a) à Universidade Federal do Ceará, cuja área de atuação dialoga com a temática da mostra exibida. Essa composição visa integrar os conhecimentos acadêmicos aos saberes tradicionais e comunitários, promovendo um encontro plural e transversal de perspectivas.Inspirada por uma abordagem decolonial da curadoria, a proposta pedagógica compreende o ato curatorial como mediação política e educativa entre filmes, territórios e públicos. As rodas são estruturadas de forma horizontal, buscando valorizar as diferentes experiências e bagagens do público presente, e conduzidas por perguntas norteadoras que instiguem o compartilhamento de percepções, memórias e afetos suscitados pelos filmes.A presença do(a) curador(a) contribui para a explicitação dos critérios curatoriais e da intencionalidade da mostra, enquanto os(as) mestres(as) da cultura e pesquisadores(as) trazem contribuições situadas em seus contextos socioculturais. Os(as) mediadores(as) da UFC acrescentam uma camada analítica e interdisciplinar, potencializando o diálogo entre cinema, pesquisa e comunidade. As rodas também funcionarão como instrumentos de escuta e avaliação qualitativa, registrando impressões do público e fortalecendo os vínculos entre universidade e sociedade. Assim, cada roda amplia o alcance educativo e artístico do Festival, estimulando pensamento crítico, a formação de plateia, valorização da diversidade e protagonismo cultural dos territórios.
Acessibilidade Física: Os espaços físicos onde o Festival de Cinema Novas Perspectivas – Edição Itinerante será realizado contam com infraestrutura acessível, incluindo rampas de acesso, banheiros adaptados para pessoas com deficiência e espaços reservados para cadeirantes. Soma-se a isso a disponibilização de um profissional capacitado para prestar apoio direto ao público com deficiência, facilitando o acesso às sessões, orientando sobre os recursos de acessibilidade disponíveis e garantindo uma experiência inclusiva e acolhedora durante todo o evento. Acessibilidade de Conteúdo: As informações sobre os recursos de acessibilidade estarão disponíveis nos locais de realização do festival e também serão divulgadas no Planejamento de Comunicação do evento. Toda a comunicação realizada prevê textos alternativos nas plataformas digitais.Em todas as sessões das 15 mostras que integram o Festival de Cinema Novas Perspectivas – Edição Itinerante, as obras audiovisuais exibidas contarão com Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE) na tela, bem como com audiodescrição, garantindo acessibilidade plena ao conteúdo fílmico. É previsto também o empréstimo de abafadores de ruído para pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista).A Língua Brasileira de Sinais (Libras) será adotada como mediação humana, com a presença de dois intérpretes nas apresentações de cada mostra, nos debates, rodas de conversa e demais atividades ao vivo, assegurando acessibilidade comunicacional ao público surdo em todos os momentos de interação e troca.
O Festival de Cinema Novas Perspectivas – Edição Itinerante reafirma seu compromisso com a equidade e a inclusão ao contar com mais de 50% de sua equipe técnica e de curadoria formada por pessoas de grupos historicamente minorizados — como mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, entre outros. Essa composição assegura representatividade nos bastidores e na condução do projeto, além de fortalecer o olhar inclusivo que orienta o festival.A proposta busca descentralizar os espaços de decisão e visibilidade no audiovisual, valorizando trajetórias e saberes diversos tanto na concepção do evento quanto na relação com o público. Com foco em municípios do interior do Ceará e em comunidades com acesso limitado à produção cultural, o festival se dirige prioritariamente a públicos em situação de vulnerabilidade social, promovendo o acesso gratuito a sessões de cinema e rodas de conversa que abordam questões sociais urgentes e perspectivas historicamente marginalizadas.A escolha de levar o Festival para 15 cidades do interior do Ceará representa uma estratégia de descentralização das ações culturais, frequentemente concentradas na capital. Os municípios foram escolhidos com base em critérios de vulnerabilidade cultural, carência de políticas públicas na área do audiovisual e articulação com redes culturais locais. Ao destinar recursos para áreas socialmente vulnerabilizadas, o festival busca alcançar diferentes realidades e ampliar o acesso da população a experiências que estimulam o pensamento crítico, o pertencimento e o acesso democrático à cultura.Além da gratuidade, o projeto adota medidas concretas de inclusão, como transporte gratuito para estudantes da rede pública, acessibilidade física e comunicacional (com intérpretes de Libras, audiodescrição e Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE), empréstimo de abafadores de ruído para pessoas com TEA e transmissão online das rodas de conversa pelo Instagram da Casa Amarela Eusélio Oliveira, ampliando o alcance e a participação de diferentes públicos.Ao reunir uma equipe diversa e atuar em territórios historicamente excluídos do circuito cultural, o Festival de Cinema Novas Perspectivas – Edição Itinerante se consolida como uma iniciativa comprometida com a transformação social, o fortalecimento das redes culturais locais e a valorização da pluralidade de vozes que compõem o Brasil contemporâneo. Além disso, reforça seu papel como política pública de cultura ao levar experiências artísticas às comunidades historicamente afastadas dos centros de produção e fruição cultural.
A realização do Festival de Cinema Novas Perspectivas – Edição Itinerante será conduzida pela SOCIEDADE CEARENSE DE PRODUÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA. Com reconhecida experiência na execução de projetos culturais, a entidade assume a responsabilidade pela gestão administrativa, jurídica e financeira do projeto, em articulação com a Casa Amarela Eusélio Oliveira, consolidando a parceria institucional entre universidade e sociedade civil na promoção de ações culturais de impacto regional. O projeto conta com uma equipe qualificada e experiente, parte dela servidores da UFC que atuam na Casa Amarela Eusélio Oliveira, no curso de Sistemas e Mídias Digitais e no curso de Cinema e Audiovisual da UFC, esses dois cursos pertencentes ao Instituto de Cultura e Arte (ICA), integrando, portanto diversos setores da Universidade. Formada por profissionais de grupos historicamente minorizados, com composição diversa, formada por mulheres, pessoas negras, LGBTQIAPN+, povos de terreiro, além da participação de mestres da cultura do Ceará. Abaixo estão alguns nomes de referência na área cultural no âmbito da Universidade Federal do Ceará que irão compor a equipe. Diego Hoefel (Função: Coordenador Geral. Pessoa LGBTQIAPN+)- Realizador, roteirista e professor do curso de Cinema e Audiovisual da UFC. É doutor em Estudos Artísticos pela Universidade NOVA de Lisboa (Portugal) e em cinema pela Universidade Federal Fluminense (Brasil). Atualmente é também diretor da Casa Amarela Eusélio Oliveira, equipamento cultural vinculado à Pró-Reitoria de Cultura da UFC. Escreveu o roteiro de curtas e longas-metragens que foram exibidos e premiados em diversos festivais internacionais, como a Semana da Crítica do Festival de Cannes, Locarno, Oberhausen e Dok Leipzig. Represa é seu primeiro longa-metragem como diretor. O filme estreou em 2023, no Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR).Yuri Firmeza (Função: Coordenador Curatorial. Pessoa LGBTQIAPN+)- Doutor em Arte Multimédia pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa - FBAUL. Mestre em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP (2011) - financiado por bolsa de pesquisa FAPESP. Graduado em Artes Visuais pela Faculdade Integrada da Grande Fortaleza (2005), Em 2005 publicou o livro "Relações", em 2007 organizou e publicou o livro "Souzousareta Geijutsuka", de seu trabalho homônimo, e em 2008 publicou o livro "Ecdise", resultado do projeto de residência Bolsa Pampulha 2008, o qual foi integrante. Realizou exposições em diversas cidades do Brasil e do exterior.Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Videoperformance, Videoinstalação, Performance e Novas Tecnologias. É professor efetivo do Curso de Cinema e Audiovisual da UFC. Isaac Martins (Função: Coordenador Técnico. Pessoa LGBTQIAPN+)- Realizador audiovisual, diretor de fotografia e editor. Graduado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Ceará. Membro da Associação Brasileira de Cinematografia (ABCINE). Curador de Mostra e Festivais, dentre eles o Cine Ceará e o Festival Universitário NOIA. Foi arte-educador da Pinacoteca do Ceará. Atualmente é técnico em audiovisual da Casa Amarela Eusélio Oliveira.Maria Pinheiro Pessoa (Função: Coordenação de Produção. Mulher)– Graduada em Publicidade e Propaganda pela UFC, com especialização em Gestão Pública e mestrado em Avaliação de Políticas Públicas pelo MAPP/UFC. É produtora cultural da UFC, com ampla experiência na gestão e coordenação de projetos, encontros acadêmicos e programas culturais, como o Programa Artes Capitais (em parceria com a Funarte), o Programa de Promoção da Cultura Artística (PPCA), Encontro de Cultura Artística e Circuito UFC Arte no Interior, todos vinculados à UFC. Foi Secretária de Cultura da UFC (2020–2023), além de conselheira titular no Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC) e no Conselho Editorial da UFC (2021–2023). Também integrou o Comitê de Patrimônio Cultural da UFC (Compac/UFC) em 2022 e coordenou e apresentou o programa Nossa Cultura, na Rádio Universitária FM (2022–2023). Atualmente, atua no desenvolvimento de projetos culturais, captação de recursos e assessoria de comunicação na Casa Amarela Eusélio Oliveira.Andrea Pinheiro Paiva Cavalcante (Função: Curadora. Mulher)- Professora do Curso de Sistemas e Mídias Digitais e coordenadora do Laboratório de Pesquisa da Relação Infância, Juventude e Mídia, LabGRIM/UFC. Concluiu mestrado (2006) e doutorado (2014) em Educação Brasileira (UFC). É co-autora do livro Qualidade na Programação Infantil na TV Brasil (Ed.Insular, 2012) e colaborou na organização das coletâneas Mídia de Chocolate: estudos sobre a relação infância, adolescência e comunicação (E-papers, 2006) e Polifonias: vozes, olhares e registros na filosofia da Educação (Editora UFC, 2005). Jornalista graduada pela Universidade Federal do Ceará (1993) e especialista em Teoria da Comunicação e da Imagem (1995). Trabalhou como repórter do Jornal O POVO e da Rádio Extra Produções. Integrou por dez anos a Rede de Comunicadores Solidários (Pastoral da Criança/UCBC). As funções da equipe acima listadas não implicarão em custos adicionais ao projeto, uma vez que serão desempenhadas por servidores (docentes e técnicos administrativos) da UFC que já atuam em atribuições correlatas, configurando-se, portanto, como uma contrapartida da Universidade. O projeto, por sua vez, prevê a contratação de outros(as) profissionais das áreas de curadoria, acessibilidade e produção cultural, bem como de mestres e mestras da cultura e pesquisadores(as), que irão conduzir as rodas de conversa. A seleção de parte desses profissionais será realizada posteriormente, após a aprovação do projeto. No entanto, alguns nomes já estão definidos para compor a equipe curatorial, sendo eles(as):Nathan Ary (Função: Curador. Pessoa LGBTQIAPN+)- Realizador audiovisual, graduado em Cinema e Audiovisual pela Unifor e formado no Programa Curatorial Novas Perspectivas. Atua desde 2019 em diversas frentes da produção cinematográfica. Foi assistente de som nos curtas Amor Só de Mãe e Zé e Maria (Cine Ceará), diretor de arte em Catarro e À Margem do Rio, co-diretor e montador em A Caminho de Casa, além de roteirista em Entre Telas. Trabalha com vídeo-ensaio, crítica de cinema e já integrou júris e curadorias em mostras no Ceará.Magi do Carmo (Função: Curadora. Mulher, negra e pessoa LGBTQIAPN+)- Pesquisadora, roteirista, diretora e produtora, com bacharelado em Cinema e Audiovisual pela Unifor. Atualmente é mestranda em Comunicação na Universidade Federal do Ceará, na linha de pesquisa em fotografia e audiovisual, com foco no cinema de mulheres negras e indígenas cearenses. Atua na criação audiovisual com ênfase em representatividade e diversidade. Dirigiu o curta “Rose e Maria” (2024), que integra a Mostra Competitiva de Curtas do 19º For Rainbow, importante festival LGBTQIA+ do Ceará. Participa ativamente de mostras e festivais que promovem a diversidade cultural, é engajada em debates sobre gênero e raça no audiovisual.Maria de Lourdes da Conceição Alves - Cacica Pequena (Função: debatedora. Mulher, indígena, Mestra da Cultura)- Reconhecida como a primeira mulher cacique do Brasil. Sua trajetória é marcada pelo protagonismo na defesa da cultura e da memória do povo Jenipapo-Kanindé, sendo também titulada Tesouro Vivo e Mestra da Cultura do Ceará.
SITUAÇÃO CORRIGIDA AUTOMÁTICAMENTE PELO SISTEMA. PROJETO SEM CAPTAÇÃO DE RECURSOS.