Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O objetivo desse projeto é realizar o 1º Festival de Cinema da Serra, no mês de setembro de 2026, na cidade da Serra, Região Metropolitana do Espírito Santo. O Festival envolve a realização de oficinas de produção audiovisual, mostras competitivas de curtas-metragens, exibição de longa-metragem independente produzido no Espírito Santo, atividades culturais e exposições. O objetivo do Festival é oferecer espaço de visibilidade e circulação de produções audiovisuais independentes realizadas no Espírito Santo, além de possibilitar a ampliação de conhecimentos e a movimentação da cadeia produtiva do cinema na cidade e no Estado.
O 1º Festival de Cinema da Serra será realizado em quatro dias - 09, 10, 11 e 12 de setembro de 2026 – com atividades à tarde e à noite. Poderão ser previstas atividades no turno da manhã especialmente para atender ao público escolar, caso haja possibilidade da produção e interesse da administração pública. O evento ocorrerá em locais ainda a serem definidos, levando-se em consideração os espaços adequados no município, como o auditório do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do ES (IFES), auditório do Centro Universitário Multivix ou algum espaço que se mostre adequado e esteja disponível. Para que o espaço seja considerado adequado, ele deverá contar com acessibilidade arquitetônica e espaço para a realização de atividades culturais. PROGRAMAÇÃO A programação do Festival será desenvolvida de acordo com os dois produtos cadastrados nessa proposta. A primeira etapa envolve a oferta de 4 Oficinas de Produção Audiovisual, descritas no campo "Especificações técnicas do produto", que serão realizadas nos meses de junho e julho de 2026, nos locais a serem definidos. Já a segunda etapa envolve a realização do Festival propriamente dito. FESTIVAL A 1ª edição do Festival de Cinema da Serra terá cinco mostras competitivas, que irão exibir de 28 a 32 filmes em formato de curta-metragem, nos gêneros ficção e documentário. Os curtas serão inscritos por meio de formulário eletrônico a ser disponibilizado nos canais de comunicação do Festival e amplamente divulgado, sendo que o formulário será acessível para pessoas cegas e surdas. Os filmes que irão compor as mostras serão selecionados por um grupo de 3 curadores, com formação e relevante trajetória artística, tanto no cinema quanto em outras áreas culturais. Após a exibição dos filmes, em cada mostra, haverá um bate-papo mediado entre o público e os diretores/produtores. As quatro mostras serão as seguintes: 1. Mostra Mestre Álvaro - Seleção de filmes, curtas-metragens, que explorem a arte, a cultura e a memória no estado do Espírito Santo. A escolha do nome da mostra se dá pela grande importância do Monte Mestre Álvaro para a cidade da Serra e para o estado do Espírito Santo por diversas razões: naturais, históricas, culturais e ambientais. Com 833 metros de altitude, é uma das maiores elevações rochosas litorâneas do Brasil, funcionando como marco geográfico visível de várias cidades da Região Metropolitana de Vitória. 2. Mostra Ruinas do Queimado - Seleção de filmes, curtas-metragens, com conotação de crítica social, que abordem diferentes aspectos das questões contemporâneas, como violência, racismo, gênero, LGBTQIA +, internet e hiperconexão, mudanças climáticas, sustentabilidade, direitos humanos etc. A escolha do nome da mostra se dá pela grande importância das Ruínas de São José do Queimado que são um símbolo histórico de resistência dos negros escravizados contra a escravidão no Espírito Santo e na cidade da Serra. 3. Mostra Casaca de Animação - Seleção de filmes de animação, curtas-metragens, voltados para o público infantojuvenil, com temáticas e abordagens voltadas para crianças e adolescentes a partir dos 10 anos. A escolha do nome da mostra se dá pela grande importância cultural do instrumento casaca para o município da Serra e para o estado do Espírito Santo, pois o instrumento é um símbolo musical que reflete a rica herança afro-indígena da região. 3.1 Exibição Especial Serraninho no Cinema – Uma exibição especial de um filme média-metragem para crianças dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) do município da Serra (ES). A escolha dos CMEIs será em parceria com a gestão municipal. O filme escolhido será com temática e abordagem voltada para crianças a partir dos 4 anos. 4. Mostra Meu Primeiro Filme - Seleção de filmes, curta-metragem, produzidos no contexto escolar por adolescentes a partir do segundo ciclo do ensino fundamental e ensino médio de escolas públicas e privadas. Com temática livre, o objetivo é estimular a produção audiovisual. 5. Mostra São Benedito - Seleção de filmes, longas-metragens, com abordagens diversas, entre documental e ficcional. A escolha do nome da mostra é uma homenagem as celebrações culturais e religiosas da Festa de São Benedito, uma das mais importantes e tradicionais festas do município da Serra, Espírito Santo, com uma história de aproximadamente 179 anos. Serão contemplados com o Troféu Chico Prego os primeiros colocados em cada Mostra e categoria, escolhidos por um júri oficial composto por três membros, sendo entregues no total 10 troféus. Haverá ainda: - Troféu para melhor filme Juri Popular, escolhido pelo público por meio de votação eletrônica nos quatro dias do evento. - Entrega de uma homenagem a personalidade do mundo do cinema e/ou da cultura que tenha se destacado no cenário local (estado ou município). - Apresentações musicais e culturais diversas. - Feira de Empreendimentos Criativos. - 6 Painéis com palestrantes convidados, durante os quatro dias do Festival e no encerramento das oficinas de produção audiovisual. - Durante as cerimônias de abertura e encerramento, bem como no início das exibições e durante os debates, haverá tradutores/intérpretes de LIBRAS, além de uma sessão específica com audiodescrição. - Lançamento de livro, com debate entre o/a autor/a.
Objetivo específico Nos Objetivos específicos deve-se citar todas as ações que serão realizadas no projeto, ou seja, quais os produtos específicos que serão oferecidos à população. Os objetivos específicos devem ser mensuráveis e devidamente comprovados na prestação de contas. Pergunta-chave: QUAIS? QUANTOS?A 1ª edição do Festival de Cinema da Serra é um projeto que contempla 4 mostras competitivas de curtas-metragens independentes produzidos no ES, nos gêneros ficção e documentário, uma mostra especial de filmes infantis (animados ou não) para crianças da educação infantil e primeiro ciclo do ensino fundamental, 4 oficinas de formação, 8 painéis/palestras, debates com os realizadores dos filmes exibidos nas mostras, exibição de longa-metragem independente produzido no Estado, exposições e atividades culturais. O Festival será realizado em 4 dias. Esse projeto vem ao encontro da necessidade de fomentar a cultura e a produção audiovisual no município da Serra, nos municípios da região metropolitana e em todo o Estado, tendo os seguintes objetivos: OBJETIVO GERAL Realizar a 1ª edição do Festival de Cinema da Serra, no mês de setembro de 2026, com mostras competitivas e premiação dos primeiros colocados. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1. Realizar 4 mostras competitivas de cinema no formato curtas-metragens, abrangendo os gêneros ficção e documentário; 2. Exibir de 28 a 32 filmes, nas quatro mostras competitivas, atingindo um público total de 1.200 pessoas, entre público geral e estudantes de escolas públicas e privadas; 3. Exibir uma mostra especial de filmes infantis voltadas para estudantes da educação infantil e primeiro ciclo do ensino fundamental (a partir de 4), como forma de promover a formação de platéia. Público estimado: cerca de 400 crianças, sendo que esse número poderá ser bem maior dependendo do espaço para exibição e da disponibilidade das escolas em participar; 4. Exibir, divulgar e premiar 8 filmes independentes produzidos no Espírito Santo, no formato curta-metragem, selecionados por júri técnico, com o troféu exclusivo do Festival; 5. Incentivar a formação de novos produtores, com a realização de oficinas, palestras, painéis e debates: público estimado de 600 pessoas; 6. Potencializar a cadeia produtiva da cultura do cinema na cidade da Serra e no estado do Espírito Santo; 7. Inserir o município da Serra no cenário da produção cinematográfica regional, por meio de parcerias com órgãos públicos e instituições privadas, entre elas a Prefeitura Municipal da Serra; 8. Estimular a circulação e o consumo do cinema independente em formato curtas-metragens e, também, longas-metragens independentes produzidos no Estado; 9. Oferecer atrações culturais diversificadas para a população geral e estudantes, entre elas apresentação musical, arte circense (pernalta e malabaristas), exposições entre outras. 10. Incentivar e promover a formação de plateia para o cinema independente nacional.
A 1ª edição do Festival de Cinema Da Serra será realizada no mês de setembro de 2026, com expectativa de reunir cerca de 1,5 mil pessoas presencialmente nos quatro dias de atividades. Nosso objetivo é atrair um público formado por jornalistas, público geral, estudantes, professores, agentes públicos, realizadores de cinema e profissionais do segmento. O município da Serra já possui uma cadeia produtiva do cinema, que se encontra dispersa e é formada, especialmente, por pequenas produtoras que se dedicam à produção de cinema e a outras produções audiovisuais. Acreditamos no potencial da cidade para a produção audiovisual no momento em que a cultura experimenta investimentos do poder público, por meio do fortalecimento das políticas públicas, e de reconhecimento na área. Queremos, com esse evento inédito, mostrar o potencial criativo e realizador do município e, para realizar a primeira edição do Festival dependemos de captar os recursos necessários, uma vez que a Prefeitura do Município já se manifestou como parceira, mas não dispõe dos recursos necessários para custear todo o evento. A viabilidade de realização do Festival de Cinema da Serra, reside na possibilidade de captarmos recursos por meio Lei 8.313/1991, principal mecanismo de fomento à produção cultural no país. Aprovar esse projeto, portanto, é condição fundamental para que possamos seguir no propósito de realizar esse projeto e cumprir os objetivos aos quais nos propomos. SOBRE O MUNICÍPIO O município da Serra, no Espírito Santo, o maior PIB do Estado, possui uma cultura rica e diversificada que reflete sua história colonial, sua população miscigenada e suas tradições afro-brasileiras e indígenas. A cultura local é fortemente marcada pela presença das Bandas de Congo, uma das principais manifestações culturais do Estado, que mantém viva a expressão musical, as danças e os rituais ancestrais associados à religiosidade e à resistência negra. Um dos eventos culturais mais importantes da cidade é o Ciclo Folclórico e Religioso de São Benedito, realizado há mais de 160 anos, no dia 26 de dezembro, e que envolve rituais tradicionais como a fincada, corte e derrubada do mastro, e conta com a participação massiva das Bandas do Congo da Serra, reforçando a identidade cultural local. A festa é celebrada nos jardins da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, onde também há pontos históricos como a Estátua de Chico Prego e o Museu Histórico da Serra. Além disso, o município da Serra preserva locais históricos e devastados importantes, como a Capela de São João Batista e as Ruínas da Igreja de São José do Queimado, símbolos da resistência negra e da luta contra a escravidão, além de patrimônio cultural tombado e aberto à visitação. Outro aspecto cultural relevante é a culinária local, com destaque para a moqueca capixaba, feita com frutos do mar, e doces tradicionais, como o quindim de Nova Almeida. O artesanato, especialmente a produção de panelas de barro, também é uma herança importante que mantém vivo o vínculo com as tradições indígenas. Espaços culturais como a Casa do Congo Mestre Antônio Rosa promovem a valorização e a difusão do Congo, preservando a história e a identidade cultural da Serra, e são importantes pontos de encontro para artistas, pesquisadores e a comunidade. Em resumo, a cultura da Serra é um patrimônio vivo que mistura ritmos, festas, história e gastronomia, expressando a diversidade e a ancestralidade da população local e reafirmando a importância da memória e da resistência de seus antepassados. Nesse contexto, a realização do Festival de Cinema da Serra é vista como a possibilidade de inserir a cidade no cenário cinematográfico estadual. O projeto se justifica pela necessidade urgente de inserir a cidade no cenário do audiovisual, que já conta com produtores profissionais e outros tantos agentes potencialmente capacitados para atuar no segmento. Também é importante destacar que a cidade possui mais de 500 mil habitantes e figura como o maior PIB do Estado, o que demonstra um enorme potencial para financiar e apoiar projetos culturais via leis de incentivo. De uma perspectiva simbólica, há uma possibilidade de que a identificação com esse segmento impacte diretamente no modo com que moradores da cidade se identificam e se orgulham do lugar em que vivem. Para o poder público, investir no segmento de audiovisual é possibilitar um expressivo crescimento no setor, com consequente impacto na geração de renda e diversificação de oferta de bens culturais POR QUE A LEI ROUANET O projeto do 1º Festival de Cinema da Serra se enquadra no Artigo 18 da Lei 8.313/1991, atendendo diretamente as finalidades I e II, previstas no Art.1º da lei, conforme detalhado a seguir: I. contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; O Festival de Cinema da Serra oferece oportunidade ímpar para que haja circulação de produções culturais, de livre acesso e totalmente gratuitas. Além disso, o Festival tem como proposta se destacar pelo investimento em inclusão, oferecendo pelo menos uma sessão da mostra audiolegendada e todas as demais traduzidas em Libras, atuando antecipadamente, na etapa de pré-produção, para incentivar a presença de pessoas cegas, surdas e com outros tipos de deficiência no evento. II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; Por ser um Festival com abrangência estadual, oferecemos mais oportunidades para que produções locais se destaquem, seja na premiação ou na possibilidade de exibição de suas obras para um público mais ampliado. IX - priorizar o produto cultural originário do País; O cinema nacional tem se destacado por sua qualidade técnica, originalidade e diversidade. Nada mais justo do que criarmos e valorizarmos produções culturais que destaquem essas características e contribuam para a formação de público apreciador do cinema nacional, tão rico e diverso. Para que se cumpram as finalidades apontadas acima, o Festival de Cinema da Serra atende aos objetivos I, I e IV do Art. 3º da Lei 8.313/1991. I. incentivo à formação artística e cultural, mediante: b) concessão de prêmios a criadores, autores, artistas, técnicos e suas obras, filmes, espetáculos musicais e de artes cênicas em concursos e festivais realizados no Brasil; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
Quem foi Chico Prego, o personagem histórico que dá nome ao troféu do Festival de Cinema da Serra A cidade da Serra, no Espírito Santo, tem sua história iniciada no período colonial, a partir de 1556, quando foi fundada a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição, por índios Temiminós, orientados pelos jesuítas e que, antes do início da colonização habitavam, ao lado de tupiniquins, aquele território. A Serra é marcada pela presença do maciço do Mestre Álvaro, que influenciou o nome da cidade, e foi região explorada pelos primeiros colonos do Espírito Santo desde 1535. O município foi criado em 1833, desmembrado de Vitória. A Revolta do Queimado, ou Insurreição do Queimado, ocorreu em 19 de março de 1849 no distrito de São José do Queimado, que hoje faz parte da Serra. Foi um dos maiores movimentos de resistência contra a escravidão no Espírito Santo durante o Brasil Imperial. A revolta começou após uma promessa não cumprida de libertação feita aos escravizados, levando cerca de 300 negros a se rebelarem, queimando a igreja local e clamando pela alforria. A repressão veio com tropas militares que dispersaram os revoltosos, que resistiram numa verdadeira guerra. A insurreição foi, por muito tempo, menosprezada pelos setores dominantes, mas hoje é reconhecida como símbolo da luta negra pela liberdade. Chico Prego, cujo nome real era Francisco de São José, foi um dos principais líderes da Revolta do Queimado. Ele foi capturado e condenado à morte por execução em 1849. Trata-se de uma figura histórica de grande relevância para a Serra e para a memória da luta contra a escravidão na região. Em sua homenagem, foi inaugurada em 2006 uma estátua de cerca de três metros na cidade, obra do artista Genésio Jacob Kuster (Tute). Essa estátua simboliza o reconhecimento da importância de Chico Prego e da insurreição na história local e na resistência negra. A liderança de Chico Prego é lembrado, hoje, como um mártir da resistência negra no Espírito Santo. A revolta e a figura dele inspiraram políticas culturais, educativas e movimentos de valorização da história negra na Serra e no Brasil. Assim, ao dar nome ao troféu do Festival de Cinema da Serra, mais uma vez buscamos valorizar a herança cultural do município, mantendo vivo um simbolismo de luta e liberdade.
DETALHAMENTO DAS OFICINAS Serão realizadas 4 oficinas de Produção Audiovisual, cada um delas com 8 horas de duração, distribuídas em 2 encontros. Os profissionais que irão ministrar as oficinas serão escolhidos após a aprovação do projeto, durante a etapa de pré-produção. As oficinas serão organizadas da seguinte forma: OFICINA 1 - Escrita Criativa Nessa oficina, serão abordados diferentes aspectos do processo criativo e o modo como as ideias podem ser potencializadas e desenvolvidas. A escrita coerente, clara e criativa é condição para que se possa produzir bons roteiros e produções audiovisuais. O objetivo dessa oficina é, sobretudo, a ampliação do repertório e o despertar para modos de ver a realidade. OFICINA 2 - Roteiro Nessa oficina, serão abordados os elementos e aspectos fundamentais para a produção de um roteiro, além de aspectos técnicos. O roteiro, como uma descrição minuciosa da história que será contada por meio do audiovisual, funciona como um planejamento para a execução do produto. OFICINA 3 - Linguagem De nada adianta ser criativo, ter uma boa história e um roteiro nas mãos se não houver conhecimento sobre a linguagem audiovisual. Essa oficina vai oferecer conhecimentos sobre os elementos que permitem contar uma história unindo imagens, sons e movimentos. OFICINA 4 - Direção Nesta oficina, iremos compreender como uma produção audiovisual toma forma. O que um diretor faz e como ele faz, além de serem destacados os diferentes profissionais necessários para que se produza um projeto de audiovisual. Além das oficinas, realizadas nos meses de junho e julho, teremos quatro palestras durante os dias do Festival, conforme sugestão de temas abaixo. Os nomes para essas palestras serão definidos ao longo da etapa de pré-produção. Além das oficinas, termos quatro palestras/painéis Palestra 1 - A produção audiovisual no Espírito Santo Serão abordados aspectos práticos de quem realiza produções audiovisuais. Por onde começar, como funciona a cadeia produtiva, a importância da institucionalização, quem são as referências, a importância de participar de festivais etc. Palestra 2 – Diversidade e Inclusão no cinema Será uma conversa sobre aspectos ligados à diversidade nos modos de produção, de modo a refletir sobre as diferentes formas de produzir e representar a realidade a partir de contextos históricos, sociais, econômicos, estéticos etc. Palestra 3 – O que torna um filme relevante: a crítica e o público Esse tema será abordado tanto na perspectiva da produção cinematográfica quanto na formação de público e garantia dos direitos culturais. Palestra 4 – Inteligência Artificial e criatividade no cinema Quais são os desafios e limites para o uso da IA nas produções cinematográficas. Estamos diante de um apocalipse ou de uma janela de infinitas possibilidades? Por que realizar oficinas durante o Festival A formação para a produção audiovisual é um dos aspectos fundamentais quando se pensa no fomento da cadeia produtiva em cidades nas quais não há cursos formais (cursos de graduação, pós-graduação ou técnicos). Por outro lado, a falta de formação não impede ou inviabiliza a produção do audiovisual, uma área tão diversa e que não se limita ao universo cinematográfico. Além disso, o audiovisual é considerado para além de um produto cultural como uma prática social, que se presta a diferentes objetivos, entre eles o educativo. Também é importante destacar o protagonismo do segmento audiovisual dentro da economia criativa, fazendo com que haja demanda cada vez maior por pessoas qualificadas para exercerem diferentes funções. Além disso, a qualificação permite que se amplie o repertório e as referências estéticas de pessoas que atuam ou que desejam atuar nas produções, seja de forma autônoma, em empresas, instituições ou na educação. Público As formações deverão contemplar, preferencialmente, o público residente na Serra, por entendermos que essa é uma necessidade da comunidade cultural. O público atendido será formado por profissionais que já atuam no audiovisual, professores e professoras da Educação Básica, servidores públicos, estudantes de Ensino Médio (a partir de 16 anos) e profissionais de diferentes áreas do segmento cultural que tenham interesse no audiovisual como prática cultural e pedagógica. Também esperamos contemplar pessoas identificadas com minorias, de forma a oferecer oportunidade para que se insiram no segmento do audiovisual e possam integrar a cadeia produtiva. Assim, serão públicos atendidos pelas formações, professores da rede municipal e estadual de ensino, coletivos culturais da cidade, associações e entidades de representação social de minorias e pessoas em estado de vulnerabilidade social (como quilombolas, idosos, moradores de rua e pessoas com deficiência), produtores culturais e pessoas interessadas na produção de audiovisual, especialmente aquelas que tenham tido projetos contemplados na Lei Paulo Gustavo. Inscrições Cada oficina receberá 50 inscrições, totalizando 200 pessoas atendidas. É importante considerar que esses participantes, especialmente as minorias contempladas, serão futuramente multiplicadores ao levar para outros ambientes e espaços os conhecimentos adquiridos nas oficinas. No caso dos professores participantes, eles levarão os conhecimentos para as suas escolas e salas de aulas, ampliando o público impactado indiretamente. As inscrições serão feitas por formulário próprio, disponibilizado nos canais de comunicação do Festival. As condições de participação e outras informações constarão no regulamento produzido na etapa de pré-produção.
O 1º Festival de Cinema da Serra é um projeto que demonstra preocupação com as medidas de acessibilidade, de comunicação e divulgação acessíveis, conforme estabelece o Art. 42 da IN MinC 23/2025. Nossa preocupação será evidenciada, também, na busca ativa por pessoas com deficiência que possam usufruir do direito à cultura, oferecendo sessões acessíveis, equipe preparada para receber e espaços arquitetonicamente acessíveis. Destacamos que: - Em todas as atividades ao vivo (cerimônias, premiação, debates, painéis, oficinas e atrações culturais), contaremos com intérprete de Libras; - Todos os filmes exibidos nas mostras terão, obrigatoriamente, que ser legendados; - Teremos uma mostra com audiodescrição ao vivo e a presença de pessoas cegas, que serão convidadas a participar. I. No aspecto arquitetônico, os espaços onde ocorrerão as atividades do Festival - mostras, atividades culturais e oficinas - contarão com medidas de acessibilidade, incluindo elevadores, rampas, banheiros adaptados e espaços adequados para pessoas idosas, com baixa mobilidade, cadeirantes e/ou outras deficiências. A presença de acessibilidade será condição para que o espaço possa sediar o evento. II. No aspecto comunicacional, todo o nosso material de divulgação será pensado para contemplar o maior número de pessoas em diferentes necessidades. Teremos tradução em Libras e legendas nos vídeos institucionais; materiais gráficos, como catálogo do Festival, terão um QR-Code para a audiodescrição; no Instagram e no WhatsApp, as imagens contarão com textos descritivos para que pessoas cegas possam acessar os conteúdos. III. Durante o Festival, garantiremos que, pelo menos uma Mostra Competitiva tenha audiodescrição. IV. Em atendimento ao inciso II do artigo 42 da IN MincC 23/2025, teremos uma pessoa da equipe que prestará auxílio às pessoas com necessidades específicas, fazendo a leitura do material, orientando sobre as atividades e fornecendo, sempre que necessário abafadores de ruídos. V. As oficinas serão realizadas em espaços que tenham medidas de acessibilidade arquitetônica. O formulário de inscrição será disponibilizado, também em Libras e áudio nos canais de comunicação do Festival. Haverá no formulário de inscrição, um campo para que o inscrito informe se possui alguma deficiência e que tipo de recurso será necessário para sua participação plena.
O 1° Festival de Cinema da Serra demonstra preocupação com a democratização do acesso, especialmente de pessoas com deficiência, um público ainda raro de ser encontrado nos cinemas e em outros espaços de exibição cinematográficas. Além de oferecermos uma programação totalmente gratuita, haverá o empenho e comprometimento da organização em buscar ativamente esse público para que possa participar das atividades. Firmaremos parcerias com o poder público municipal, por meio da Secretaria Municipal de Educação, para que estudantes das escolas públicas sejam levados para assistir às mostras e participar das atividades culturais. Muitos desses alunos, só têm oportunidade de acessar bens culturais a partir de iniciativas como essa. Como se trata de um evento 100% gratuito para todos os públicos, acreditamos que contemplamos o que preconiza o Art. 46 da IN MinC 23/2025. De forma a atender o que preconiza o Art. 47 da mesma IN, iremos adotar as seguintes medidas de ampliação do acesso: I. Disponibilização das atividades no canal do Festival no Youtube (Inciso III), com as devidas medidas de acessibilidade, de forma a permitir que o público localizado mais distante do centro da cidade possa acompanhar e usufruir do direito à cultura. II. Teremos atividades específicas para o público infantil, bem como uma Mostra com filmes indicados para crianças (Inciso IV), conforme nova classificação indicativa do Ministério da Justiça. III. Faremos tratativas com a empresa de transporte coletivo da cidade para que possa disponibilizar linhas e horários especiais (especialmente a noite) para atender aos interessados em acompanhar o Festival. Também faremos convite especial (facilitaremos o acesso) a instituições voltadas para o atendimento de pessoas com deficiência da cidade, de forma que eles sejam estimulados a participar das atividades.
FERNANDA DE OLIVEIRA VIEIRA - proponete Produtora cultural há 30 anos, é moradora e vem atuando na Serra há 25 anos, Realizadora de 7 edições do Festival da Canção, realizado em Nova Almeida/ES, nos anos 2006, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2022 (essa última edição na modalidade virtual), atingindo um público estimado em 20.000 pessoas. Artista autodidata, é mosaicista no campo das artes visuais tendo coordenado a restauração da Estátua de Chico Prego, na praça da Serra-Sede e o Banco de Reis, no Sítio histórico Reis Magos, ambas obras de natureza pública. Como produtora artística atua no desenvolvimento de carreiras musicais de diversos gêneros. Profissionalmente atua como produtora executiva em eventos e projetos locais, regionais e nacionais em todo o território capixaba. Recentemente produziu: a Formatura dos alunos do SENAC/SUZANO, Conceição da Barra/ES, o Festival do Camarão/SENAI, Conceição da Barra/ES, Produção, Série “favela x favela” do cineasta Roberto Cardoso, São Matheus/ES, Show musical do artista Nano Vianna, Teatro da UFES, Vitória/ES, FECSTA 5 – 5° Festival de Cinema de Santa Tereza, Santa Tereza/ES. Atualmente coordeno a criação do Monumento Histórico da Praça dos Pescadores de Nova Almeida, que se encontra em desenvolvimento, com data prevista de entrega para Fevereiro 2024.SARA DOS SANTOS ENGELHARDT - Coordenadora geral e Coordenadora de Programação Filmmaker, diretora de cena e de animação, roteirista, diretora de fotografia e produtora audiovisual há mais de 20 anos. Estudou Marketing na Faculdade Estácio de Sá (Vitória-ES). Em 2024, fez o roteiro e direção do filme curta-metragem de ficção “Vinil Riscado”, selecionado em sete festivais nacionais e internacionais. Também produziu, roteirizou e dirigiu o filme curta-metragem, em 2025, “A Graça do Santo Preto”, selecionado em um festival nacional. Fez direção do média-metragem de animação “Turma do Sinta o Som em: A Flauta Mágica”, do projeto Sinta o Som, do Rio de Janeiro. Dentre os vários projetos e trabalhos já realizados destaca-se o roteiro e direção, em 2014, do videoclipe de despedida do cantor Pedro Leonardo, conhecido nacionalmente, música “Nasci de novo”, com repercussão e exibição em programas como “Fantástico” da Rede Globo. FABÍOLA MOZINI – Publicitária e produtora cultural Ativista social no campo do feminismo, formada em Comunicação Social, com especialização em Produção Cultural e Empreendedorismo, traz em sua bagagem mais de duas décadas no mercado cultural com foco na música, literatura e audiovisual capixaba. Desde 2020, é produtora executiva e coordenadora do coletivo Cine Por Elas em que estuda e produz conteúdos sobre as lutas diárias das mulheres e seu espaço no mercado de trabalho através do formato Cineclube. No coletivo, atua nos projetos Segue o Fluxo – Ciclos, sobre Dignidade Menstrual, e no O Livro Por Elas e Biblioteca Cine Por Elas, sobre difusão literária e estímulo a leitura de autoras. Encabeça a Formação Cineclubista Por Elas Elus, multiplicando o cineclube como ferramenta de transformação social, e o Podcast Fabulosas, que divulga a vida e obra de escritoras capixabas. Além disso participa em parceria com outros coletivos em ações voltadas para mulheres e LGBTQIAPN+. Possui ampla experiência em produção executiva de eventos. Função no projeto – Produção executiva MARCILENE FORECHI - Jornalista, produtora cultural e professora universitária Graduada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES/1995), mestre em Educação pela mesma universidade (2006) e doutora em Educação/Estudos Culturais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS/2028). Transita por diferentes áreas, entre elas a cultura digital, a diversidade, políticas públicas de cultura e os direitos humanos. Produtora cultural, escritora em construção, apaixonada por pessoas, vinho, cinema e leitura. Atua junto à Pulso Conteúdo no desenvolvimento de projetos especiais e produção de conteúdo, além de desenvolver projetos culturais para diferentes empresas e instituições. Com a Cia de Atores Independentes e a Acena Produções e Assessoria Cultural, coordenou a etapa de formações, curadoria, júri e comunicação do 1º Festival de Cinema de Gravataí (RS). É professora no curso de pós-graduação em Recursos Humanos, Diversidade e ESG no Centro Universitário Cachoeirinha (Cesuca) e nos cursos de Formação Continuada para servidores públicos no Instituto InLegis. Também na área cultural, é parecerista credenciada da Secretaria de Estado da Cultura (SEDAC) do Rio Grande do Sul. Com 30 anos de atuação profissional, já foi repórter e locutora de rádio, assessora de imprensa em órgãos públicos e empresas privadas, redatora e editora em jornais e revistas, professora universitária (graduação e pós-graduação) e facilitadora em cursos de educação continuada para servidores públicos e profissionais da iniciativa privada, em diferentes instituições. Função no projeto: Coordenadora de comunicação e Elaboração do projeto Thais Helena Leite - Professora, palestrante, escritora, pesquisadora, roteirista e diretora de cinema Professora aposentada de História do Brasil e da África. Concluiu sua graduação em Cinema e Audiovisual aos 60 anos pela Universidade Federal Espírito Santo (UFES). Em cultura digital, coordena o Portal Patrimônio Capixaba, formado por pesquisadoras/es que fazem o levantamento do patrimônio material, imaterial, sítios históricos e manifestações culturais do Estado do ES, conteúdo que é disponibilizando para a rede de professores e outros interessados. Na segunda fase, o projeto inicia o levantamento do patrimônio natural e das identidades geográficas presentes no ES. Roteirizou e dirigiu, também, o web-documentário Gabriela Leite e a websérie Raros. Autora do livro História e Geografia do Espírito Santo em parceria com o geógrafo Adriano Perrone (9 edições) e, em outubro de 2025, lançou na Feira Internacional de Literatura Capixaba (FLINC) e na FAFI (Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música), o livro de História do Espírito Santo (revisto e ampliado), com destaque para os povos originários, as comunidades quilombolas e a capital Vitória. Em 2025, fez a produção executiva do Projeto Origens (Arte-Muralista), na rua Manuel Costa, com 3 artistas que usaram técnicas de graffiti, realismo e pop arte. Função no projeto: Curadora e professora/oficineira EDSON FERREIRA - Ator, cineasta e roteirista brasileiro Membro da Comissão do Oscar® 2025, possui mais de duas décadas de trajetória no audiovisual. É reconhecido como a primeira pessoa negra a dirigir um longa de ficção no Espírito Santo (Entreturnos, 2014). Dirigiu também Areia (2026) e A Serena Onda que o Mar me Trouxe (2023), além de curtas, séries e videoclipes pela sua produtora Filmes da Ilha. Atualmente, está em desenvolvimento do longa Uasi. Como ator, participou de mais de trinta produções, dentre elas Areia (2026), Retorno (2024), A Mesa no Deserto (2017) e Cidinha dá Jeito (2019). Função no projeto: Curador e Painelista LARA PICALLO - Atriz (DRT 2464/ES), produtora, comunicadora e apresentadora Possui formação no curso "Apresentador de TV e Web" na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), além de diversos cursos livres e profissionalizantes em atuação. Ao longo da vida profissional, acumulou experiência em diversos meios: teatro, televisão, internet e publicidade. Atualmente, está produzindo e atuando na websérie "Feliz Natal", que será distribuída na Amazon Prime e Claro TV, e na montagem da peça "A Mãe é a Peça", que tem estreia marcada para dezembro de 2025. Função no projeto: Apresentadora do Festival ELO COMUNICAÇÃO - Assessoria de Comunicação Integrada Agência de Comunicação Integrada com 15 anos de atuação no mercado, sob a direção da jornalista Vanessa Cardoso. A Elo se destaca por atuar de forma a proporcionar a melhor experiência com os veículos de comunicação, tanto os tradicionais (rádio, TV e impressos) quanto as mídias digitais e alternativas. A agência atua com assessoria de imprensa, relações públicas, ações de marketing e gerenciamento de redes sociais, tendo entre seus clientes a Faculdade Novo Milênio, UVV e Coroa Refrigerantes. Em 2025, foi responsável pela assessoria de imprensa do 8° Festival de Cinema de Santa Teresa, obtendo ótimos resultados de divulgação espontânea na mídia local. Função no projeto: Assessoria de Imprensa e Mídias Sociais
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.