Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 2511655Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Trans Cineclube 3º Edição

VIBERIO PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 93,4 mil
Aprovado
R$ 93,4 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Difusão de acerv e conteúdo AV diver meios/suporte
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Festival, bienal, festa ou Feira
Ano
25

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2026-03-01
Término
2026-11-30
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

O Trans Cineclube é uma iniciativa da Vibe Rio Produções dedicada à valorização das narrativas e protagonismos trans no audiovisual brasileiro. O projeto realizará 6 sessões cineclubistas no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), no Rio de Janeiro, cada uma composta por exibição de 3 curtas-metragens seguidos de 3 apresentações artísticas de música, teatro, poesia ou dança. As sessões, sempre gratuitas e abertas ao público, incluem debates com realizadores e convidades, promovendo diálogo, reflexão e visibilidade para a comunidade travesti e transexual. Ao final, será produzido um catálogo digital (PDF/E-book) reunindo filmes, artistas e registros das atividades. Com equipe majoritariamente composta por pessoas trans, o projeto reafirma seu compromisso com a inclusão, a representatividade e a promoção da diversidade no campo cultural brasileiro.

Sinopse

O Trans Cineclube é uma experiência cultural e educativa que une cinema, performance e debate para promover a representatividade trans no audiovisual brasileiro. Em seis sessões cineclubistas realizadas no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), o público terá acesso gratuito à exibição de três curtas-metragens por encontro, totalizando 18 obras que abordam, de forma sensível e potente, as vivências, desafios e conquistas das pessoas travestis e transexuais no Brasil.Cada sessão é acompanhada por três apresentações artísticas — nas linguagens de música, teatro, poesia e dança — realizadas por artistas trans convidados, que ampliam o diálogo entre cinema e performance, transformando o espaço em um território de afeto, resistência e celebração da diversidade.Após as exibições, o público participa de debates e rodas de conversa com realizadores, curadores e convidados, promovendo reflexão crítica sobre as obras e sobre temas como identidade, direitos humanos, gênero e cidadania.Ao final do ciclo, será produzido um catálogo digital (PDF/E-book) reunindo os filmes, artistas e reflexões dessa edição, disponibilizado gratuitamente no site da Vibe Rio Produções.O Trans Cineclube propõe-se como um espaço de escuta, acolhimento e formação de público, consolidando-se como referência de difusão cultural e valorização do protagonismo trans no cinema brasileiro contemporâneo.Classificação indicativa: 16 anos (por conter temáticas sociais e de identidade de gênero).

Objetivos

Objetivo Geral Promover a visibilidade, a valorização e o protagonismo de pessoas travestis e transexuais no campo do audiovisual brasileiro, utilizando o cinema como ferramenta de educação, reflexão e transformação social. O Trans Cineclube busca fortalecer o acesso à cultura, ampliar o debate sobre diversidade e direitos humanos e estimular a produção e difusão de obras realizadas por pessoas trans, contribuindo para o combate à transfobia e para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.Objetivos EspecíficosRealizar 6 sessões cineclubistas presenciais no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), no Rio de Janeiro, com entrada gratuita e abertas ao público em geral.Cada sessão exibirá 3 curtas-metragens brasileiros que retratem, de forma sensível e respeitosa, as vivências, experiências e desafios enfrentados pela comunidade travesti e transexual.Total de 18 curtas-metragens exibidos ao longo do projeto.Selecionar e apresentar 18 artistas trans (3 por sessão) em performances de música, teatro, poesia ou dança, valorizando a diversidade estética e cultural da comunidade.As apresentações artísticas funcionarão como espaços de expressão e empoderamento, ampliando a representatividade trans nas artes cênicas e performáticas.Realizar 6 debates e rodas de conversa após as sessões, com participação de cineastas, artistas, pesquisadores e lideranças do movimento trans.Cada debate buscará promover o diálogo entre o público e os realizadores, estimulando a reflexão crítica sobre as temáticas abordadas nos filmes.As discussões serão registradas em foto e vídeo, compondo o acervo documental do projeto.Produzir um Catálogo Digital (PDF/E-book) reunindo as obras exibidas, artistas participantes, curadoria, depoimentos e textos críticos sobre os temas abordados.O material será disponibilizado gratuitamente online, ampliando o alcance do projeto e garantindo memória e difusão das produções apresentadas.Garantir acessibilidade e inclusão em todas as etapas do projeto:Espaço físico acessível (CCJF);Tradução de LIBRAS;Ações de capacitação e acolhimento para a equipe e o público com deficiência;Atendimento psicológico gratuito aos participantes trans, como prática de cuidado e permanência.Fortalecer a empregabilidade e a representatividade trans no setor cultural, com prioridade de contratação de pessoas travestis, transexuais, negras e com deficiência em cargos técnicos, artísticos e de produção.Garantir que, no mínimo, 70% da equipe contratada pertença a grupos de inclusão social, principalmente pessoas trans.Ampliar o acesso cultural e a formação de público, garantindo:Sessões gratuitas com pipoca e refrigerante para todo o público;Divulgação em redes sociais, mídia local e parcerias com coletivos e instituições LGBTQIA+;Incentivo à participação de pessoas trans oriundas de comunidades periféricas, com oferta de ajuda de custo para transporte.Documentar e divulgar as atividades realizadas, por meio de registro audiovisual e fotográfico, produzindo conteúdo informativo para redes sociais e plataformas digitais da Vibe Rio Produções, ampliando a visibilidade do projeto e dos artistas participantes.Consolidar o Trans Cineclube como um espaço permanente de referência cultural e educacional, estimulando novas edições e parcerias institucionais que fortaleçam o protagonismo trans no audiovisual brasileiro.

Justificativa

O Trans Cineclube, iniciativa da Vibe Rio Produções, justifica plenamente o uso do Mecanismo de Incentivo Fiscal à Cultura por se tratar de um projeto de relevante interesse público, voltado à formação de público, difusão do audiovisual nacional e promoção da diversidade e dos direitos humanos. A proposta atua diretamente na democratização do acesso à cultura, na valorização da produção artística brasileira e no fortalecimento da cidadania cultural de grupos historicamente marginalizados — em especial, pessoas travestis e transexuais.A execução do projeto depende de aporte financeiro para garantir sua viabilidade técnica, artística e social, incluindo custos de produção, estrutura de exibição, acessibilidade, comunicação, registro audiovisual e remuneração justa de artistas e técnicos. O uso da Lei de Incentivo à Cultura é, portanto, essencial para assegurar gratuidade ao público, acessibilidade plena e contratação digna de profissionais trans, fatores que dificilmente seriam viáveis apenas com recursos próprios ou patrocínios diretos, dada a natureza não comercial do projeto.1. Enquadramento nos incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91O projeto se enquadra, especialmente, nos seguintes incisos:Inciso I _ "A preservação e difusão do patrimônio cultural brasileiro."O Trans Cineclube preserva e difunde o patrimônio imaterial do audiovisual nacional, com foco nas produções que refletem a pluralidade das identidades brasileiras, contribuindo para o registro e valorização das narrativas trans, que são parte integrante do patrimônio cultural contemporâneo do país.Inciso II _ "A produção cultural e artística."O projeto incentiva a produção e a circulação de obras audiovisuais, apresentações artísticas e performances de artistas trans, fortalecendo a cadeia produtiva cultural e impulsionando a inclusão de novos agentes criativos no setor.Inciso III _ "A formação artística e cultural."O caráter formativo está presente nas rodas de conversa, debates e ações educativas promovidas em cada sessão, que ampliam o repertório crítico do público e fomentam a reflexão sobre diversidade, direitos humanos e representatividade no cinema brasileiro.Inciso IV _ "A difusão de bens, produções ou serviços culturais."As sete sessões, o catálogo digital e as ações de divulgação ampliam o acesso do público às obras audiovisuais brasileiras, garantindo circulação gratuita e equitativa dos conteúdos culturais.Inciso VI _ "O estímulo à produção cultural e artística, nacional e regional."Ao priorizar obras e artistas trans brasileiros, o projeto estimula a produção regional e descentralizada, fortalecendo o cenário audiovisual independente e comprometido com pautas sociais e identitárias. 2. Objetivos alcançados conforme o Art. 3º da Lei nº 8.313/91O Trans Cineclube contribui para o cumprimento de diversos objetivos previstos no artigo 3º da Lei Rouanet:I _ Estimular a produção e a difusão cultural e artística.As sete sessões públicas, com 18 curtas-metragens e 18 apresentações artísticas, expandem o acesso à produção nacional e fortalecem a visibilidade de novos realizadores e intérpretes.II _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira.A iniciativa reconhece as pessoas trans e travestis como parte integrante da diversidade cultural brasileira, assegurando espaço legítimo para suas expressões artísticas e narrativas de vida.III _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores.A curadoria e a produção do catálogo digital evidenciam o papel das pessoas trans como criadoras e protagonistas de suas próprias histórias, em diálogo com o público e com o campo artístico.IV _ Contribuir para a formação cultural do público e o desenvolvimento da sensibilidade artística.Os debates e rodas de conversa ampliam a capacidade de análise crítica dos espectadores, promovendo educação estética e conscientização sobre diversidade e direitos humanos.V _ Promover a universalização do acesso aos bens e serviços culturais.As sessões gratuitas, com acessibilidade física, comunicacional e atitudinal, garantem que o público trans, pessoas com deficiência e moradores de comunidades periféricas tenham acesso à arte e à reflexão social.VI _ Fomentar a descentralização das atividades culturais, apoiando produções locais e regionais.A atuação do projeto no Rio de Janeiro, com artistas e técnicos locais, promove a circulação e valorização da cultura produzida por coletivos independentes, fortalecendo redes regionais de criação.VII _ Valorizar a diversidade cultural e promover a inclusão social.A equipe majoritariamente trans, negra e com deficiência demonstra o compromisso do projeto com a inclusão efetiva e o combate à desigualdade no mercado cultural.3. Fundamentação do uso do Mecanismo de Incentivo FiscalO mecanismo da Lei Rouanet é imprescindível para garantir a sustentabilidade econômica e o impacto social do Trans Cineclube, viabilizando:A gratuidade das sessões e o acesso democrático à cultura;A contratação justa de artistas e técnicos trans, contribuindo para a geração de renda e autonomia dessa população;A implementação de recursos de acessibilidade, fundamentais para a participação plena de pessoas com deficiência;A produção e difusão de um catálogo digital, ampliando o legado cultural do projeto;A documentação audiovisual das atividades, promovendo registro e memória da produção trans no Brasil.Trata-se de um projeto de relevância social, artística e educativa, que dialoga diretamente com os princípios constitucionais da dignidade humana, da igualdade e da valorização da cultura nacional (art. 215 e 216 da Constituição Federal). Por meio da Lei de Incentivo à Cultura, o Trans Cineclube poderá seguir sua missão de transformar o cinema em ferramenta de reconhecimento, educação e inclusão, fortalecendo a pluralidade cultural e os direitos da população trans no Brasil.

Especificação técnica

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO PRODUTOO projeto Trans Cineclube é composto por um conjunto de ações culturais complementares — sessões cineclubistas, apresentações artísticas, debates e um catálogo digital — que se articulam como instrumentos de formação de público, difusão audiovisual e valorização do protagonismo trans no campo das artes.1. Sessões CineclubistasQuantidade: 6 sessões Local: Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), Rio de Janeiro Formato: Presencial, com entrada gratuita Duração média por sessão: 2h30 Composição de cada sessão:Exibição de 3 curtas-metragens (duração média de 10 a 20 minutos cada, totalizando até 60 minutos de exibição);3 apresentações artísticas (música, teatro, poesia ou dança – cerca de 30 minutos no total);Debate e roda de conversa (aproximadamente 60 minutos) com participação de realizadores, curadores e público.Equipamentos utilizados: kit multimídia (projetor de alta resolução, caixa de som, microfones, notebook e telão). Acessibilidade: intérprete de Libras e espaço com acessibilidade física (rampas e banheiros adaptados). Classificação indicativa: 16 anos.2. Apresentações ArtísticasQuantidade: 18 apresentações (3 por sessão) Linguagens contempladas: música, teatro, poesia e dança. Duração média: 10 a 15 minutos por performance. Formato: Apresentações ao vivo, com som ambiente e iluminação cênica simples, priorizando o protagonismo artístico trans. Objetivo: valorizar artistas trans locais e promover a pluralidade estética e política dessas expressões. Material técnico básico: microfone sem fio, caixa de som, pedestal, projetor e iluminação frontal. Acessibilidade: intérprete de Libras e mediação acessível durante o evento.3. Debates e Rodas de ConversaQuantidade: 6 encontros (um por sessão) Duração média: 60 minutos Formato: Conversa mediada entre público, realizadores e curadores. Temas: cinema trans, direitos humanos, representatividade, memória e cidadania. Objetivo pedagógico: promover o diálogo entre artistas, realizadores e público, estimulando a escuta ativa e o pensamento crítico sobre as produções apresentadas. Registro: gravação em vídeo e foto para documentação e divulgação.4. Catálogo Digital (PDF/E-book)Formato: digital – PDF interativo e versão acessível (áudio e texto compatível com leitores de tela). Paginação estimada: 40 a 60 páginas. Conteúdo:Apresentação institucional do projeto;Curadoria e ficha técnica;Sinopses dos 18 curtas exibidos;Perfis dos 18 artistas participantes;Textos críticos e reflexões dos debates;Registro fotográfico das sessões. Distribuição: gratuita via site oficial da Vibe Rio Produções e redes sociais. Acessibilidade: versão em áudio narrado e descrição textual das imagens. 5. Projeto Pedagógico e EducativoO Trans Cineclube adota uma metodologia participativa e formativa, transformando o ato de assistir a um filme em uma experiência educativa e social. Eixos pedagógicos:Educação audiovisual — estimula a leitura crítica de filmes e o conhecimento sobre produção independente brasileira;Formação cidadã — promove debates sobre diversidade, gênero e direitos humanos;Educação sensível — utiliza a arte como ferramenta de empatia, acolhimento e transformação social;Cultura e pertencimento — valoriza a memória e as trajetórias das pessoas trans e travestis como parte do patrimônio cultural brasileiro.Recursos didáticos: exibição audiovisual, mediação dialogada, performance artística, material digital (catálogo), registros fotográficos e vídeos documentais.Público-alvo: pessoas trans e travestis, comunidade LGBTQIA+, estudantes, artistas e público em geral interessado em arte, cultura e direitos humanos.Duração total do projeto: aproximadamente 9 meses (2 meses de pré-produção, 6 meses de execução e 1 meses de pós-produção).

Acessibilidade

O Trans Cineclube tem como um de seus pilares a garantia do acesso universal à cultura. A acessibilidade é tratada não apenas como obrigação legal, mas como compromisso ético e político de inclusão. Todas as atividades do projeto — sessões cineclubistas, debates e apresentações artísticas — serão planejadas e executadas para que pessoas com deficiência física, auditiva, visual e intelectual possam participar plenamente, de forma autônoma, segura e acolhedora. 1. ACESSIBILIDADE FÍSICAAs sete sessões do Trans Cineclube serão realizadas no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), no centro do Rio de Janeiro, espaço reconhecido por sua infraestrutura acessível e adequação às normas de acessibilidade da ABNT (NBR 9050).As medidas de acessibilidade física contemplam:Acesso sem barreiras arquitetônicas: todas as entradas, corredores e áreas de circulação possuem rampas e elevadores, garantindo mobilidade para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.Banheiros adaptados: o CCJF conta com banheiros acessíveis em todos os andares, com barras de apoio e sinalização adequada.Assentos reservados: nas sessões, haverá lugares prioritários para pessoas com deficiência, idosos e gestantes.Pisos táteis e sinalização em braille: o prédio dispõe de sinalização tátil e direcional que facilita o deslocamento de pessoas com deficiência visual.Equipe capacitada: a equipe de recepção será treinada para auxiliar o público com diferentes necessidades de locomoção e comunicação, oferecendo atendimento humanizado e orientado às boas práticas de acessibilidade.Transporte e apoio: serão oferecidas informações e auxílio logístico a pessoas trans e com deficiência oriundas de comunidades periféricas, incluindo ajuda de custo para deslocamento, reforçando a democratização do acesso. 2. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDOO projeto adota um conjunto de estratégias para garantir que o conteúdo dos filmes, debates e apresentações seja plenamente compreensível a todas as pessoas, independentemente de limitações sensoriais.As medidas incluem:Interpretação em Libras: todas as sessões e debates contarão com intérprete de Libras no palco, garantindo a participação de pessoas surdas durante as falas, performances e discussões.Materiais acessíveis: o catálogo digital (PDF/E-book) será produzido em formato acessível, com texto compatível com leitores de tela, tipografia ampliada e descrição textual das imagens.Capacitação da equipe: todos os profissionais envolvidos receberão formação em acessibilidade atitudinal e comunicacional, conduzida por Roberta Holiday (Roberta da Silva), consultora negra, LGBT e pessoa com deficiência, especializada em inclusão cultural. Essa formação garantirá que o atendimento e a comunicação com o público sejam pautados pelo respeito e pela empatia. 3. ACESSIBILIDADE ATITUDINAL E SOCIALO Trans Cineclube entende a acessibilidade como um conceito ampliado, que envolve acolhimento, empatia e respeito à diversidade humana. Assim, o projeto adota ações permanentes que fortalecem a inclusão social:Empregabilidade inclusiva: parte da equipe técnica e de produção será composta por pessoas com deficiência, travestis e transexuais, assegurando protagonismo e oportunidade de trabalho digno.Acolhimento psicológico: será mantido um serviço de escuta e acompanhamento psicológico gratuito voltado ao público trans e aos artistas participantes, reconhecendo a importância da saúde mental como dimensão fundamental da acessibilidade cultural. Será o terceiro ano que executamos esta atividade.Comunicação inclusiva: todas as divulgações utilizarão linguagem não discriminatória e representações visuais diversas, reforçando o compromisso do projeto com a equidade de gênero, raça e identidade. 4. RESULTADOS ESPERADOSCom essas medidas, o Trans Cineclube garantirá que:Todas as pessoas com deficiência possam acessar, compreender e participar das atividades de forma autônoma;O espaço físico e simbólico do cineclube se consolide como ambiente seguro, acessível e plural;A diversidade cultural brasileira seja efetivamente representada não apenas nos filmes exibidos, mas também nas práticas de produção, mediação e acolhimento;A experiência cultural seja ampliada, transformando o ato de assistir a um filme em uma vivência sensorial, educativa e socialmente transformadora. Em síntese, o plano de acessibilidade do Trans Cineclube garante que o direito de acesso à cultura — previsto no artigo 215 da Constituição Federal e reforçado pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) — seja plenamente cumprido. O projeto reafirma seu papel como modelo de inclusão e representatividade, assegurando que todas as pessoas, com ou sem deficiência, possam viver a arte, compreender seu conteúdo e compartilhar de sua potência transformadora.

Democratização do acesso

O Trans Cineclube, iniciativa da Vibe Rio Produções, tem como princípio fundamental a democratização do acesso à cultura, assegurando que pessoas de diferentes origens, classes sociais, identidades e condições físicas possam participar plenamente das atividades. A proposta foi concebida como uma ação pública, gratuita e inclusiva, estruturada para eliminar barreiras econômicas, comunicacionais e atitudinais que historicamente afastam a população trans, travesti e periférica dos espaços culturais tradicionais.1. Distribuição e Comercialização dos Produtos CulturaisTodas as atividades do projeto serão gratuitas e de acesso livre, não havendo qualquer forma de cobrança, inscrição paga ou comercialização de ingressos. As sete sessões cineclubistas serão abertas ao público mediante inscrição prévia on-line e distribuição de senhas presenciais, respeitando a lotação do Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF).Os filmes exibidos, as performances artísticas e os debates terão entrada franca, e o público será acolhido com pipoca e refrigerante gratuitos, promovendo um ambiente de partilha, afeto e pertencimento.O Catálogo Digital (E-book/PDF), que reunirá todos os filmes, artistas, curadores e reflexões produzidas nesta edição, será disponibilizado de forma 100% gratuita no site oficial da Vibe Rio Produções (www.viberio.com.br) e em redes sociais, podendo ser baixado livremente por qualquer pessoa. O arquivo será produzido em formato acessível (texto compatível com leitores de tela e versão em áudio), permitindo ampla fruição.Não haverá qualquer tipo de venda, cessão onerosa ou limitação comercial dos produtos culturais do projeto. O Trans Cineclube atua com base no princípio de que a cultura é um direito humano e não um privilégio de mercado, e que a sustentabilidade do projeto se dá por meio do incentivo fiscal, parcerias institucionais e engajamento comunitário.2. Medidas de Ampliação de Acessoa) Sessões Gratuitas e Abertas ao Público As seis sessões acontecerão em espaço público e central, de fácil acesso por transporte coletivo e com acessibilidade física garantida. O local escolhido — o Centro Cultural da Justiça Federal — oferece estrutura inclusiva, ambiente seguro e visibilidade simbólica no circuito cultural da cidade do Rio de Janeiro.b) Ações de Inclusão e Apoio ao Público Vulnerabilizado Serão disponibilizadas ajudas de custo para transporte de pessoas trans e travestis oriundas de comunidades periféricas e regiões metropolitanas, garantindo que a condição econômica não seja um impedimento para a participação. Essa política afirmativa amplia a presença de públicos historicamente excluídos dos espaços culturais. Ação mantida com recursos de nossos parceiros Institucionais.c) Acessibilidade Plena O projeto garante acessibilidade física e comunicacional em todas as sessões, incluindo:Interpretação em LIBRAS nas exibições, debates e apresentações artísticas;Catálogo digital acessível;Equipe capacitada em acessibilidade atitudinal e atendimento a pessoas com deficiência, sob consultoria de Roberta Holiday.d) Comunicação Inclusiva e Acessível Toda a comunicação do projeto seguirá uma linguagem inclusiva e acolhedora, com materiais gráficos produzidos com contraste de cores adequado, fontes ampliadas e versões digitais acessíveis. A divulgação será realizada em múltiplas plataformas, garantindo amplo alcance e diálogo com diversos públicos:Site oficial da Vibe Rio Produções;Redes sociais (Instagram, YouTube, Facebook, Threads);Parcerias com coletivos culturais, ONGs LGBTQIA+, universidades e meios de comunicação comunitários;Mídias tradicionais e portais de cultura (revistas, blogs e rádios locais).e) Encontros Abertos e Mediações com o Público Após cada sessão, serão realizadas rodas de conversa e debates entre realizadores, artistas e público. Esses momentos funcionam como oficinas abertas de formação audiovisual e cidadania, possibilitando trocas de saberes e construção de pensamento crítico. O público poderá participar com perguntas e falas, fortalecendo o caráter educativo e participativo do projeto.f) Transmissão Online e Registros Digitais Para ampliar o alcance do projeto, os debates e apresentações serão gravados e posteriormente disponibilizados nas redes sociais e no canal de YouTube da Vibe Rio Produções, permitindo que pessoas de outras regiões do Brasil acompanhem o conteúdo. As gravações seguirão padrões de acessibilidade, com legenda e interpretação em Libras sempre que possível.g) Engajamento Educacional e Comunitário O projeto também atuará junto a coletivos trans e universidades por meio da divulgação de convites e ações de sensibilização, estimulando estudantes e grupos sociais a participarem das sessões. Essa estratégia cria pontes entre a produção cultural e o campo da educação, ampliando o alcance formativo do cineclube.3. Público-Alvo e Democratização EfetivaO público prioritário é composto por pessoas trans, travestis e LGBTQIA+, além de estudantes, educadores, artistas e pesquisadores interessados nas temáticas de gênero, diversidade e direitos humanos. Contudo, o acesso é universal — todas as pessoas são bem-vindas, sem restrição de identidade, origem, classe ou crença.O Trans Cineclube aposta na cultura como ferramenta de cidadania e diálogo, propondo uma experiência sensorial e reflexiva que aproxima diferentes realidades sociais. Ao unir cinema, arte e convivência comunitária, o projeto se consolida como espaço de escuta, aprendizado e empatia.4. Impactos Esperados na Democratização CulturalAmpliar o acesso da população trans e travesti a produções audiovisuais e artísticas que representem suas vivências;Formar novos públicos para o cinema brasileiro independente, estimulando a reflexão crítica e o protagonismo cultural;Fomentar a presença de pessoas trans no circuito cultural formal e fortalecer redes de artistas e produtores LGBTQIA+;Garantir que a arte e o audiovisual sejam instrumentos de transformação social, combate à discriminação e promoção de direitos humanos;Registrar e difundir as produções realizadas, assegurando memória e continuidade às ações do projeto. 5. SínteseO Trans Cineclube consolida-se como uma plataforma de acesso democrático e gratuito à cultura, com ações presenciais e digitais que garantem:Entrada franca em todas as sessões;Ajuda de custo ao público vulnerabilizado;Acessibilidade comunicacional e física integral;Registro e difusão online dos conteúdos;Catálogo digital gratuito e acessível;Valorização do protagonismo trans e periférico.Assim, o projeto responde plenamente às diretrizes da Lei de Incentivo à Cultura, assegurando que os bens culturais produzidos sejam de interesse público, livre acesso e impacto social real, consolidando o Trans Cineclube como um espaço de referência para a formação crítica, artística e cidadã no Brasil.

Ficha técnica

Vinicius Reis Azevedo (Diretor Geral) = Vinicius Azevedo é cineasta e mestre em comunicação pela UFF-RJ, trabalha há 20 anos com audiovisual já tendo trabalhado como diretor de programas de TV, documentários, cobertura de eventos e publicidade. Codirigiu o longa-metragem Vingança em Família (2018), todo realizado no estado do Pará e é Diretor de Produção do longa "Uma Babá Gloriosa" (2024) da Imagem Filmes. Atua há 12 anos com didática de audiovisual tendo circulado mais de 20 municípios do estado do Rio com projetos de formação. Foi Superintende do Audiovisual da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro e Assessor Audiovisual da Fundação Museu da Imagem e do Som. Atualmente realiza com recursos da Lei Paulo Gustavo o projeto Trans Cineclube e o livro Guia da Cultura Trans.Charlotte Wescla Vasconcelos Braga (Coordenadora de Projeto e Curadora) = É atriz, pedagoga, pesquisadora, primeira pesquisadora Transexual a defender mestrado em comunicação pela UFF- RJ. Nasceu em Fortaleza, Ceará. É diretora do Fórum Estadual de Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro (www.forumttrj.com.br). Compõe o coletivo SERTRANSNEJAS de arte e cultura de pessoas Trans Nordestinas. Wescla Vasconcelos teve projeto aprovado em edital da Lei Aldir Blanc e executou como roteirista e diretora o filme "Transcinema" em 2021 (Projeto que discute a presença das mulheres trans no audiovisual brasileiro). É símbolo dos comerciais sobre Educação do Canal Futura(2022\2023), atriz convidada especial da série "Arcanjo Renegado". 2021. Atriz do clipe "Hoje Eu Decidi" do cantor nacional Marcelo Falcão. Atriz coadjuvante pela personagem Rikely do longa de ficção premiado por melhor filme no Festival do Rio em 2022, filme “Paloma”, do diretor Marcelo Gomes. Curadora do projeto Trans Cineclube, autora do livro Guia da Cultura Trans e apresentadora do Trava Aki. Manoela Thomas da Silva Menandro (Assistente de Produção) = Formada em organização de eventos pelo Senac RJ, a carioca Manoela Menandro é assistente administrativa, recepcionista, consultora de roteiros em diversidade e inclusão e produtora. Amante da sétima arte, Manu acredita que a arte é ferramenta de transformação tanto social, quanto política. Apesar de questionar incessantemente seu real papel no mundo, de uma coisa ela tem certeza: quer usar o seu corpo como agente de revolução por onde passa. Produtora trans dos projetos: Trans Cineclube (2024), Guia da Cultura Trans RJ (2024), 1º Encontro de Parlamentares Trans do Brasil (2024) e PodCast Trava Aki (2024). Profissional Trans.Roberta da Silva (Consultora de Acessibilidade) = Formada pelo Centro AfroCarioca de Cinema Zózimo Bulbul (2018) e pelo Programa de Formação EAV Parque Lage (2022). Altamente inspirada pela música, sua pesquisa artística tem como base as experiências de mulheres negras e o território urbano. Através da mesclas de técnicas com tintas acrílicas, látex e pigmentos deseja contar histórias para os espectadores de corpos em Diáspora em telas de algodão. Em 2021, expôs a obra “Amor de Criação”, da ArtRio, no Espaço da Rede NAMI; E participou da exposição coletiva “Quando Olho no Espelho”, curadoria da plataforma Artistas Latinas no Teatro Prudential. Em 2022, esteve presente na exposição coletiva “Um Defeito de Cor”, curadoria realizada por Ana Maria Gonçalves para o Museu de Arte de Rio, e participou da exposição coletiva “ Acessos" na Escola de Artes Parque Lage. Em 2023, integrou as Residências Artísticas da Zait Art e Elã - Escola Livre de Arte, da Bela Maré e com a exposição Pista, Ritmo e Fluxo - Bela Maré até 14 de out/23.Phillipa Mbundu Ribeiro da Silveira (Tradutora de LIBRAS) = Filipa Silveira é carioca e tem origem na zona oeste do Rio de Janeiro. Começou a aprender libras aos 13 anos na igreja batista e a partir daí começou a organizar projetos de cursos, oficinas e palestras em igrejas com temáticas de libras e inclusão de pessoas com deficiência na sua adolescência. Aos 17 anos começou a trabalhar como intérprete profissional e posteriormente abriu uma empresa com a qual presta serviços de tradução de libras. Realiza eventos acadêmicos, culturais, políticos e já traduziu materiais de outras naturezas. Atualmente Filipa está cursando bacharelado em letras-libras e também atua como consultora de acessibilidade em projetos culturais e sociais. Tradutora trans do projeto Trans Cineclube. Profissional Trans.Céu Pozzali (Psicóloga) = Psicóloga Clínica, com especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e quatro anos de experiência na prática clínica. Foca seus atendimentos e estudos em uma Psicologia afirmativa, voltada para pessoas LGBTQIAPN+, promovendo um espaço seguro e acolhedor. Além da atuação clínica, também trabalha com Diversidade e Inclusão na Fiotec/Fiocruz, contribuindo para a promoção de ambientes mais justos e respeitosos. Profissional Trans.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.