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PRONAC 2511686Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Botos-de-Lahille: Cultura, Memória e Conservação no sul do Brasil

KAOSA
Solicitado
R$ 199,5 mil
Aprovado
R$ 199,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações de Educação Patrimonial
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
RS
Município
Rio Grande
Início
2026-02-01
Término
2028-12-31
Locais de realização (1)
Rio Grande Rio Grande do Sul

Resumo

O projeto integra cultura e conservação ambiental, tendo o boto-de-Lahille, que é patrimônio cultural natural da cidade do Rio Grande, como símbolo central. Busca valorizar saberes tradicionais e sensibilizar a população por meio da arte, educomunicação e valorização do turismo. Entre as ações estão: a criação e instalação de réplicas artísticas de botos em espaços públicos; pinturas de murais temáticas sobre oceanos, botos e cultura local; produção e divulgação de materiais audiovisuais educativos e artísticos; além de uma exposição fotográfica itinerante em escolas, centros culturais e espaços públicos.

Sinopse

O projeto propõe um conjunto de ações culturais e educativas que utilizam a arte como ferramenta de sensibilização ambiental, tendo como símbolo central o boto-de-Lahille (Tursiops gephyreus), espécie criticamente ameaçada e declarada Patrimônio Cultural Natural do Município de Rio Grande (Lei nº 8.820/2022). A proposta busca integrar ciência, saberes tradicionais e expressão artística, oferecendo ao público experiências culturais acessíveis, gratuitas e formativas.1. Réplicas ArtísticasSerão produzidas duas réplicas em escala real do boto-de-Lahille, confeccionadas pelo artista plástico Clair Colvara da Rosa, reconhecido pela precisão em reproduzir, em detalhes, a biodiversidade marinha. O artista já possui obras similares expostas no Museu Oceanográfico “Prof. Eliézer de C. Rios” (FURG), além de uma réplica do boto-de-Lahille instalada em espaço público na Praia do Cassino, considerada um importante marco cultural da cidade. As novas réplicas serão confeccionadas em fibra de vidro de alta resistência, com tamanho aproximado de 270 cm de comprimento, e receberão acabamento em pintura automotiva de proteção especial contra radiação UV, maresia e intempéries, garantindo maior durabilidade e conservação estética. Cada réplica será instalada sobre fixadores de aço inoxidável com 170 cm de altura, ancorados em uma base de concreto projetada para assegurar estabilidade estrutural. A base contará com espaço na porção frontal para a instalação de uma placa interpretativa com informações sobre a espécie, sua relevância cultural e a importância de sua conservação. Os locais de instalação serão definidos em conjunto com a Prefeitura Municipal do Rio Grande, tendo como parâmetro o fácil acesso para apreciação da obra. As placas terão layouts que conectem-se visualmente com todos elementos gráficos do projeto, como por exemplo materiais nas redes sociais e exposição fotográfica itinerante.2. Murais UrbanosOs murais serão executados por artistas de renome nacional e local. Serão produzidos dois murais em pontos estratégicos da cidade e quatro murais de pequeno porte em escolas municipais que vão receber a exposição fotográfica itinerante (ver abaixo), com temáticas voltadas aos oceanos, à biodiversidade marinha e à relação das comunidades tradicionais com o ambiente. Os tamanhos das obras serão definidos em conjunto com os artistas e de acordo com a disponibilidade dos espaços públicos destinados. No âmbito nacional, já está confirmado o artista Alexandre Huber, natural de Santos (SP), reconhecido por seu trabalho junto a organizações da sociedade civil na luta pela preservação das espécies marinhas. Em 2015, Huber recebeu a chancela internacional da Ocean Artists Society (EUA), sendo inserido no hall dos maiores artistas defensores dos oceanos no mundo. Seu trabalho é amplamente reconhecido pela capacidade de sensibilizar jovens e crianças por meio da arte e pela sua dedicação à causa ambiental. O artista local será selecionado a posteriori. Essa seleção garantirá a valorização da produção artística regional e a integração da comunidade local ao projeto.3. Exposição Fotográfica ItineranteA exposição fotográfica apresentará registros do acervo histórico-cultural e científico do Projeto Botos da Lagoa dos Patos, que desde 1974 realiza o monitoramento da população de botos-de-Lahille e dos ecossistemas costeiros da região. Esse acervo, consolidado ao longo de décadas e reconhecido nacional e internacionalmente, servirá de base para a seleção de imagens que retratam os botos-de-Lahille em seu ambiente natural, a paisagem costeira e a interação das comunidades locais com o mar. Com caráter itinerante, a mostra percorrerá quatro escolas públicas do município de Rio Grande, permanecendo em média dez dias em cada instituição, o que garantirá tempo adequado para a visitação por diferentes turmas e pela comunidade do entorno. Além disso, ficará em cartaz por 30 dias no Museu Oceanográfico “Prof. Eliézer de C. Rios”, ampliando ainda mais o alcance e a visibilidade da iniciativa.Em 2023, o município de Rio Grande passou a integrar a Rede Brasileira pela Cultura Oceânica, ocasião em que 58 escolas municipais foram cadastradas na rede. Nesse contexto, a itinerância da exposição será articulada com a Secretaria Municipal de Educação, priorizando escolas cadastradas como Escolas Azuis e, preferencialmente, aquelas que atendem alunos oriundos de comunidades tradicionais. A curadoria da exposição combinará rigor científico e apelo estético, permitindo ao público reconhecer a beleza e a fragilidade da biodiversidade marinha, bem como refletir sobre os desafios da conservação. Durante as aberturas da exposição fotográfica itinerante, serão realizadas rodas de conversa com caráter dialógico, participativo e educativo, promovendo a troca de saberes e reflexões sobre cultura, identidade, meio ambiente e conservação. Nessas rodas, serão apresentados os trabalhos desenvolvidos pelo Projeto Botos da Lagoa dos Patos e pelo Museu Oceanográfico “Prof. Eliézer de C. Rios”, com destaque para a conservação dos botos-de-Lahille, os ecossistemas costeiros associados e as práticas socioculturais das comunidades tradicionais da região. Também serão apresentados os processos criativos do trabalho artístico e cultural previsto neste projeto, evidenciando como arte e ciência podem se integrar em prol da conservação e da valorização da identidade local.Para apoiar a compreensão e estimular a participação do público, serão utilizados materiais visuais impressos em PVC, que facilitarão a representação gráfica dos conteúdos abordados. Após as apresentações iniciais, o espaço será aberto para interação direta com o público, permitindo perguntas, comentários e contribuições das comunidades envolvidas.Como ação complementar, após cada roda de conversa, o artista local selecionado pelo projeto realizará a pintura de um mural de pequeno porte nas escolas visitadas, representando os botos-de-Lahille e os oceanos. Essa iniciativa deixará um legado cultural permanente nas instituições de ensino, fortalecendo a identidade marítima local e promovendo a aproximação das comunidades escolares com a arte e a conservação.5. Materiais para mídias sociaisSerão produzidos vídeos curtos, de caráter educativo e cultural, voltados para divulgação em mídias sociais e plataformas digitais. Cada vídeo terá duração aproximada de 2 minutos e abordará diferentes aspectos relacionados ao projeto, à importância do boto-de-Lahille e à relação histórica da população local com o ambiente costeiro e marinho. A linguagem adotada será acessível, visualmente atrativa e adequada para diferentes públicos, com foco especial em jovens. Os vídeos contarão com legendas e recursos visuais que favorecem a acessibilidade. Todo o conteúdo será disponibilizado gratuitamente nas plataformas digitais da Kaosa, Projeto Botos da Lagoa dos Patos, e de parceiros institucionais, como o Museu Oceanográfico “Prof. Eliézer de C. Rios” e escolas vinculadas à Rede Brasileira pela Cultura Oceânica. Dessa forma, o alcance do projeto será ampliado para além do território de execução presencial, permitindo sua difusão em âmbito regional, nacional e até internacional. Os vídeos também funcionarão como material de apoio para professores e educadores, que poderão utilizá-los em sala de aula como recurso didático complementar, reforçando o caráter educativo, participativo e transformador do projeto. Todos os produtos do projeto possuem caráter educativo e cultural, sendo indicados para público livre (todas as idades).

Objetivos

Objetivo GeralValorizar os saberes tradicionais e promover a conservação da natureza por meio de expressões artísticas e ações culturais que tenham o boto-de-Lahille como símbolo central, reforçando seu papel como patrimônio cultural natural da cidade do Rio Grande.Objetivos Específicos1. Produzir e instalar de 3 réplicas artísticas do boto-de-Lahille em espaços públicos, elaborada por um artista local.2. Criar três murais temáticos, em diferentes pontos da cidade, representando oceanos, botos e saberes tradicionais3. Produzir e divulgar mídias educativas e artísticas sobre a relação entre comunidades e botos.4. Organizar quatro exposições fotográficas itinerantes em escolas, centros culturais ou espaços públicos.

Justificativa

Em um contexto de crescentes ameaças à biodiversidade, à transmissão intergeracional de saberes e à visibilidade das culturas tradicionais, torna-se fundamental investir em iniciativas que promovam o diálogo entre a arte, a ciência e os territórios. A cultura, quando aliada à conservação ambiental, potencializa a sensibilização da sociedade e amplia os canais de participação cidadã.O boto-de-Lahille, além de sua relevância ecológica como predador de topo em ecossistemas costeiros e estuarinos, representa um elo entre a biodiversidade e a identidade local. No município de Rio Grande, onde foi reconhecido oficialmente como patrimônio cultural natural, esse animal carismático funciona como espécie-bandeira, capaz de mobilizar afetos e engajamento comunitário em prol da conservação ambiental. Sua imagem está profundamente associada à memória coletiva, ao modo de vida das comunidades pesqueiras e ao imaginário popular, o que o torna um símbolo potente para iniciativas culturais.Ao apostar na arte como linguagem acessível e mobilizadora, o projeto propõe valorizar saberes tradicionais, incentivar artistas locais e difundir mensagens de conservação ambiental em formatos inovadores e inclusivos. Trata-se de uma proposta que une dimensões simbólicas, estéticas e socioambientais, alinhada às finalidades da Lei de Incentivo à Cultura, especialmente no que se refere à valorização do patrimônio cultural imaterial, ao apoio a artistas locais e à democratização do acesso à cultura em espaços públicos de grande circulação.O projeto atenderá diretamente aos seguintes incisos no Art. 1º da Lei nº 8.313/91:I. contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;_ o projeto contribui para democratizar o acesso à cultura, ao levar murais, esculturas e exposições fotográficas a espaços públicos, gratuitos e de ampla circulação.II. promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; _ O projeto contará com a participação de músicos locais e as exposições fotográficas itinerantes têm potencial para estimular o despertar artístico na comunidade. Além disso, os temas abordados nos murais, réplicas e mídias produzidas estão diretamente relacionados à cultura local, valorizando recursos humanos e conteúdos regionais. III. apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;_ o projeto apoia, valoriza e difunde manifestações culturais relacionadas à identidade local e aos saberes tradicionais, promovendo o reconhecimento de seus criadores e fortalecendo a cultura regional.V. salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira _ Por meio das ações culturais propostas, o projeto celebra e fortalece a relação da comunidade com seus saberes tradicionais, com o ambiente costeiro e com o boto-de-Lahille, símbolo vivo do patrimônio cultural natural de Rio Grande.VI. preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; _ O projeto contribui para a preservação do patrimônio cultural e histórico ao reforçar o reconhecimento do boto-de-Lahille como patrimônio cultural natural do município de Rio Grande. IX. priorizar o produto cultural originário do País _ a proposta se fundamenta em elementos culturais e ambientais inteiramente brasileiros: artistas locais, saberes tradicionais, práticas culturais regionais e espécies da biodiversidade nacional. A seguir, os produtos culturais do projeto e sua vinculação aos objetivos previstos no no Art. 3º da Lei nº 8.313/91: 1. Réplicas artísticas dos botos em espaços públicosArt. 3º, II, c) _ realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore. A instalação das réplicas, criadas por um artista local, constitui uma forma de exposição pública permanente, promovendo a arte em diálogo direto com o espaço urbano.Art. 3º, III, d) _ proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.As réplicas e murais materializam o patrimônio natural e cultural do município, valorizando o boto-de-Lahille e perpetuam expressões culturais profundamente ligadas à memória do território e às tradições das comunidades costeiras. 2. Pinturas murais temáticas sobre oceanos, botos e saberes tradicionaisArt. 3º, II, c) _ realização de exposições e festivais de arte. Os murais constituem manifestações artísticas públicas de grande impacto visual e educativo, funcionando como exposições permanentes a céu aberto.Art. 3º, III, d) _ proteção das tradições populares e valorização de expressões culturais urbanas como o muralismo. Ao incorporar temas ligados ao patrimônio cultural e ambiental, os murais reforçam a continuidade de tradições artísticas populares, ao mesmo tempo em que atualizam sua linguagem. 4. Exposição fotográfica itinerante em escolas, centros culturais e espaços públicosArt. 3º, II, c) _ realização de exposições. A mostra itinerante democratiza o acesso a bens culturais, levando arte e reflexão ambiental para escolas, centros culturais e locais de grande circulação popular.Art. 3º, IV, a) _ distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. A gratuidade da exposição garante o acesso universal, cumprindo a função social da cultura como direito de todos.A utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais é fundamental para a execução deste projeto, pois viabiliza financeiramente ações que:- democratizam o acesso à cultura;- fortalecem a produção artística regional;- protegem bens imateriais e tradições populares;- promovem o diálogo entre cultura e conservação ambiental.Assim, trata-se de uma proposta plenamente alinhada às finalidades do Art. 1º e aos objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/91, consolidando-se como iniciativa de relevância cultural, social e ambiental para a valorização do patrimônio brasileiro.

Estratégia de execução

A Kaosa é uma organização da sociedade civil fundada em 2007 em Rio Grande (RS), que atua na integração entre conservação ambiental, ciência e cultura. Ao longo de quase duas décadas, a ONG se consolidou como referência na criação de projetos que unem educação ambiental e valorização cultural, fortalecendo a identidade das comunidades costeiras e estuarinas. Entre suas iniciativas, destacam-se o projeto Ecotimes, que transformou a educação ambiental em ação cultural e de economia criativa, promovendo a inserção de grupos de artesãs no mercado; a série audiovisual Ecologicamente, distribuída em escolas e instituições como ferramenta cultural e pedagógica; e o curso Monitores do Taim, que capacitou moradores locais para valorizar o patrimônio natural e histórico da região.A Kaosa também teve papel ativo na aprovação da lei que reconheceu o boto-de-Lahille como Patrimônio Cultural Natural de Rio Grande, reforçando o elo entre biodiversidade e identidade cultural. Em eventos como o Junho Sustentável e a Feira do Livro de Rio Grande, a instituição levou oficinas, exposições e atividades que conectam arte, ciência e saberes tradicionais, aproximando a comunidade da conservação marinha. Projetos como Arte, Ciência e Comunidade – que prevê a instalação de esculturas em espaço público – simbolizam essa missão de transformar a cultura em ferramenta de sensibilização e pertencimento.Com mais de 20 projetos realizados no Brasil e em outros países da América do Sul, e reconhecida internacionalmente com o Whitley Award em 2021, a Kaosa demonstra que a cultura é um caminho essencial para mobilizar pessoas e criar vínculos duradouros em prol da conservação e do uso sustentável dos oceanos.

Especificação técnica

1. Réplicas Artísticas- Quantidade: 2 réplicas em escala real.- Dimensões: aproximadamente 270 cm de comprimento.- Materiais: fibra de vidro de alta resistência, com pintura automotiva especial contra radiação UV, maresia e intempéries.- Fixação: estrutura em aço inoxidável de 170 cm de altura, ancorada em base de concreto com espaço frontal para instalação de placa interpretativa.- Placas interpretativas: uma por réplica, em PVC ou ACM, com textos bilíngues (português/inglês) e QR code para acesso digital a conteúdos complementares.- Duração: caráter permanente, instaladas em espaços urbanos de grande circulação definidos em conjunto com a Prefeitura.- Projeto pedagógico: utilizadas em visitas escolares e atividades educativas de turismo local como marcos culturais e ambientais.2. Murais Urbanos- Quantidade: 6 murais. • 2 murais de grande porte em espaços urbanos estratégicos. • 4 murais de pequeno porte em escolas municipais que receberão a exposição fotográfica itinerante.- Dimensões: • Grandes: entre 20 m² e 50 m². • Escolares: entre 5 m² e 15 m².- Materiais: tintas acrílicas e sprays de alta durabilidade, com acabamento em verniz impermeabilizante e proteção UV.- Execução: obras realizadas por artistas convidados de renome nacional e local. • Nacional: Alexandre Huber (Santos/SP), membro da Ocean Artists Society (EUA). • Local: seleção pública de artista com experiência comprovada em pintura mural.- Duração: caráter permanente (grandes murais) e educativo-comunitário (murais escolares).- Projeto pedagógico: murais escolares pintados após rodas de conversa, consolidando conteúdos debatidos e deixando legado artístico e cultural permanente nas instituições.3. Exposição Fotográfica Itinerante- Quantidade: 1 mostra com 15 fotografias.- Dimensões das obras: aproximadamente 60 x 90 cm, impressas em papéis fotográficos com laminação fosca anti-reflexo.- Estrutura expositiva: suportes de madeira desmontáveis, adequados para itinerância em escolas.- Itinerância: • 7 escolas públicas do município de Rio Grande (10 dias em cada escola). • Museu Oceanográfico “Prof. Eliézer de C. Rios” (30 dias).- Conteúdo: imagens do acervo histórico-científico do Projeto Botos da Lagoa dos Patos (1974–presente).- Projeto pedagógico: articulação com a Secretaria Municipal de Educação, priorizando Escolas Azuis e instituições com alunos de comunidades tradicionais.4. Rodas de Conversa- Quantidade: 5 encontros (4 em escolas + 1 no Museu Oceanográfico).- Duração: cerca de 2 horas cada.- Formato: apresentação de conteúdos seguida de debate aberto.- Materiais de apoio: painéis impressos em PVC, infográficos e projeções audiovisuais.- Conteúdo: conservação dos botos-de-Lahille, ecossistemas costeiros, práticas culturais tradicionais e processos artísticos do projeto.- Projeto pedagógico: atividade interdisciplinar (ciência, cultura e arte), conectada às exposições fotográficas e resultando em um mural escolar de pequeno porte em cada escola visitada.5. Mídias Sociais- Quantidade: produção de 5 vídeos curtos para veiculação em mídias sociais.- Duração: aprox. 2 minutos.- Formato: full HD (1920x1080), com legendas e recursos de acessibilidade.- Temas: 1. História e cultura local. 2. Ciência e conservação. 3. Saberes tradicionais. 4. Arte e identidade. 5. Educação e cidadania.- Distribuição: mídias sociais da Kaosa e de parceiros.

Acessibilidade

Acessibilidade FísicaO proponente busca garantir que todos os espaços onde haverá instalação de réplicas artísticas, pinturas murais e exposição fotográfica itinerante — incluindo escolas, centros culturais e praças públicas — sejam acessíveis segundo as normativas vigentes. Buscaremos locais com a maior acessibilidade possível, tentando realizar os projetos em locais que possuem rampas de acesso, banheiros acessíveis e guias táteis. Além disso, a disposição das réplicas, murais e painéis buscará a altura apropriada para cadeirantes, garantindo visualização confortável.Durante a itinerância, a equipe do projeto se responsabiliza por verificar, em cada local, a manutenção dos equipamentos de acessibilidade e propor adaptações adicionais, conforme necessidade, sempre respeitando os limites orçamentários planejados.Acessibilidade de ConteúdoPara assegurar que os produtos culturais sejam fruíveis por todos os públicos, o projeto prevê:Intérprete de Libras nas inaugurações das exposições e em eventos de abertura;Legenda descritiva em todos os materiais audiovisuais, ampliando a clareza do conteúdo para pessoas com deficiência auditiva;O projeto também contará com um assistente de acessibilidade nos momentos presenciais, para auxiliar as pessoas presentes em demandas diversas de acessibilidade.Além disso, o projeto ficará atento a demandas emergentes de acessibilidade durante sua execução, comprometendo-se a implementar medidas complementares se forem necessárias, dentro do escopo e orçamento aprovado.

Democratização do acesso

O presente projeto foi concebido para assegurar ampla democratização do acesso aos seus produtos e resultados culturais, priorizando a gratuidade, a itinerância e a inclusão social. Todas as ações propostas têm caráter público e gratuito, em conformidade com os princípios do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), permitindo que diferentes públicos — especialmente comunidades escolares, populações periféricas e grupos com menor acesso a bens culturais — possam participar.Todos os produtos do projeto (réplicas artísticas, murais, vídeos educativos, exposição fotográfica itinerante) serão disponibilizados de forma totalmente gratuita ao público.Exposições públicas: as réplicas dos botos e murais serão instalados em espaços urbanos e de grande circulação, sem cobrança de ingresso. Exposição fotográfica itinerante: Será apresentada em escolas públicas, centros culturais, praças e outros espaços coletivos, permitindo acesso direto e gratuito às comunidades. A itinerância da exposição fotográfica permitirá a circulação do projeto em diferentes bairros e localidades do município de Rio Grande, com possibilidade de expansão para cidades vizinhas, garantindo maior abrangência territorial. A estratégia da itinerância democratiza o acesso, especialmente a públicos que não têm acesso frequente a museus e centros culturais formais. Rodas de conversa: realizadas durante a abertura das exposições, com a presença de artistas, pesquisadores e representantes de comunidades tradicionais, ampliando o debate cultural e ambiental.Materiais para mídias sociais: serão disponibilizados em plataformas digitais de livre acesso, sem cobrança, ampliando o alcance para além do território de execução presencial.Público-alvo prioritárioO projeto contempla especialmente públicos que tradicionalmente têm menor acesso a bens culturais, entre eles:estudantes e professores da rede pública de ensino;comunidades de pescadores e moradores de áreas costeiras;pessoas com deficiência (com recursos de acessibilidade física e de conteúdo já previstos no projeto);público em geral que circula por espaços públicos urbanos.As medidas de democratização garantem que o projeto vá além da mera apresentação artística, atuando como ferramenta de formação cultural, inclusão social e valorização comunitária. A combinação de gratuidade, itinerância, atividades paralelas e difusão digital assegura que a maior parte da população, independentemente de barreiras sociais, econômicas ou físicas, tenha oportunidade de acesso e participação.

Ficha técnica

A instituição proponente, ONG Kaosa, foi fundada em 2007. A instituição tem sólida experiência na gestão de projetos socioambientais e culturais, com histórico de execução de recursos de diferentes fontes nacionais (governamentais e não-governamentais) e internacionais. Atua com rigor técnico, transparência e responsabilidade, garantindo controle eficiente, relatórios claros e prestação de contas alinhada às exigências legais e contratuais, assegurando credibilidade e correta aplicação dos investimentos. Ao todo, a Kaosa já gerenciou e executou mais de 20 projetos de diferentes escopos e escalas, consolidando sua expertise na execução de iniciativas socioambientais. A expertise acumulada por sua equipe ao longo dos anos, em parceria com instituições nacionais e internacionais, confere à Kaosa uma grande capilaridade e impacto sociocultural, consolidando sua posição como uma referência na condução de projetos multidisciplinares voltados para a preservação dos ecossistemas e o desenvolvimento sustentável das comunidades. A Kaosa será a responsável pela concepção, coordenação, articulação institucional, gestão técnica, administrativa e financeira e execução do projeto em todas as fases, garantindo o alinhamento das atividades propostas aos objetivos culturais, educativos e sociais previstos. Pedro Friedrich FruetCoordenador GeralNatural de Porto Alegre, é biólogo, PhD em Oceanografia Biológica pela FURG, com mais de 20 anos de experiência em pesquisa, conservação e políticas públicas voltadas à biodiversidade marinha. Sócio fundador da Kaosa. Foi Secretário Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Rio Grande (2021–2024) e possui ampla experiência em gerenciamento e execução de projetos nacionais e internacionais. Atualmente é pesquisador associado da ONG Kaosa, coordenador voluntário do Laboratório de Mamíferos Marinhos do Museu Oceanográfico da FURG e também atua como fotógrafo de natureza, utilizando a fotografia como ferramenta de divulgação científica e sensibilização ambiental. Autor de mais de 30 artigos científicos, é delegado brasileiro em fóruns internacionais (IWC, CMS, IUCN) e vencedor do Whitley Award 2021, um dos mais importantes prêmios mundiais de conservação.Alice Rocha BaptistaCoordenação Administrativa e de ProduçãoAlice é formada em Gestão Hoteleira pela Castelli Escola Superior de Hotelaria, em Canela, Brasil (2005), e possui Mestrado em Gestão de Alimentos e Bebidas pelo Centro Superior de Hotelaria e Turismo, em Valência, Espanha (2007). Ela possui ampla experiência em gestão empresarial e, desde 2017, é responsável pela gestão financeira da KAOSA, supervisionando o planejamento estratégico, o desenvolvimento organizacional e as operações em geralAlexandre HuberProdução de MuraisArtista plástico e publicitário, realiza oficinas educacionais de arte, autor de oito livros infanto juvenis sobre a vida aquática, ilustrador de mais de 20 cartilhas dentro do tema em parcerias à grandes instituições . Muralista com mais de 100 obras espalhadas de norte a sul do país. Foi convidado a participar pela Ocean Artists Society, como um dos maiores artistas defensores dos Oceanos do mundo, membro da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) que avalia e conserva através de medidas e campanhas a preservação de tubarões e raias do planeta. Pela UNIFESP e UNESCO ( Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura ) declarado como Multiplicador da Cultura Oceânica.Clair Colvara da RosaProdução de RéplicasClair da Rosa Soares, natural de Pelotas (RS), é artista plástico especializado na criação de réplicas de animais marinhos em tamanho real e miniaturas. Suas obras são produzidas em fibra de vidro e resina, com pintura de alta durabilidade, que garante realismo e resistência mesmo em ambientes expositivos. Ao longo de sua trajetória, já realizou mais de 100 obras, consolidando-se como referência na união entre arte, ciência e conservação. Suas réplicas estão presentes em importantes instituições, como o Museu Oceanográfico da FURG, o Museu da PUCRS e o Projeto Tamar, aproximando o público da biodiversidade marinha e sensibilizando visitantes sobre a importância da sua preservação. Reconhecido pela fidelidade anatômica e estética de suas esculturas, Clair alia técnica e sensibilidade artística, criando peças que dialogam tanto com a educação ambiental quanto com a valorização cultural do patrimônio natural brasileiro.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.