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O projeto propõe a adaptação teatral do folhetim A Mulher que Amou Demais, publicado em 1949 por Nelson Rodrigues sob o pseudônimo Myrna. A encenação, com direção de Luis Carlos Nem, atuação de Cecília Hoeltz, Verônica Rocha e Rodolfo Mesquita, Direção Musical de Aldo Medeiros, Dramaturgia de Ivan Fernandes e Produção de Gabriel Garcia, recria o clima de urgência e suspense do Folhetim, explorando a linguagem coloquial e a tensão emocional características do autor. O espetáculo articula interpretação e manipulação de bonecos, trazendo à cena um "Nelson-boneco" que datilografa e interage com os personagens, simbolizando o processo de criação do escritor. Duas atrizes e um ator se revezam entre personagens e manipulação, integrando música e atmosfera da Era de Ouro do Rádio. A montagem propõe um diálogo poético entre realidade e ficção, refletindo sobre autoria, identidade e o universo sentimental de Nelson Rodrigues.
Em 24 horas decisivas, na véspera do seu casamento, Lúcia, uma jovem de 18 anos, se vê tomada por um amor avassalador e inesperado, uma paixão voluptuosa por um desconhecido que, depois, se revela um velho amigo de seu noivo. Nesta adaptação teatral do Folhetim A MULHER QUE AMOU DEMAIS de Nelson Rodrigues, escrito na década de 40 e assinado sob o pseudônimo de Myrna, atores e um boneco que representa o próprio autor, criam um universo cênico lúdico, intenso, entre melodrama, humor e reflexões sobre sentimentos, moralidade, escolhas e a experiência feminina.
1. Objetivo geral: *Realizar a adaptação teatral do folhetim de Nelson Rodrigues, trazendo à cena sua narrativa intensa e melodramática, em diálogo com o público contemporâneo. 2. Objetivos específicos: *Desenvolver uma encenação que combine atuação e manipulação de bonecos, integrando linguagem cênica e musical. *Explorar a presença do autor em cena, através do "Nelson-boneco", refletindo sobre autoria, criação e identidade. *Recriar a atmosfera da Era de Ouro do Rádio, integrando músicas, sonoplastia e objetos de cena que remetam ao período. *Proporcionar ao público uma experiência teatral imersiva e poética, estimulando reflexão sobre relações humanas, amor e desejo. O projeto visa realizar a adaptação teatral do folhetim A Mulher que Amou Demais, de Nelson Rodrigues, apresentando sua narrativa intensa e melodramática ao público contemporâneo. Propõe-se explorar a presença do autor em cena por meio do "Nelson-boneco", refletindo sobre criação e identidade, e articular atuação, manipulação de bonecos e música, recriando a atmosfera da Era de Ouro do Rádio. A montagem enfatiza a experiência da mulher diante de amores, desejos e escolhas, promovendo reflexão sobre sentimentos, papéis sociais e relações humanas, oferecendo ao público uma experiência cênica poética, imersiva e crítica.
A adaptação de A Mulher que Amou Demais busca ressignificar o olhar sobre o universo feminino e sentimental retratado por Nelson Rodrigues, um autor que, sob o pseudônimo de Myrna (antes já tinha assinado outros como Susana Flag), deu voz às angústias e desejos de inúmeras mulheres da década de 1940. Revisitar essa obra é também revisitar um tempo em que o amor, o ciúme, o desejo e a culpa eram atravessados por moralidade, normas sociais rígidas, como o papel da mulher no casamento, a subserviência ao patriarcado, temas que permanecem atualíssimos.A proposta se justifica pelo potencial poético e crítico do material original, que dialoga diretamente com questões contemporâneas de gênero, afetividade e representação feminina. Além disso, a presença do boneco de Nelson em cena, manipulando e sendo manipulado, amplia o campo simbólico da dramaturgia, criando uma metalinguagem teatral que evidencia e questiona o próprio papel do autor diante de sua obra.O projeto se insere no desejo de aproximar o público da linguagem do Folhetim e do Melodrama, gêneros que marcaram profundamente o imaginário popular brasileiro, e de valorizar a força teatral da busca pelos atores por uma representação crível das narrativas de Nelson Rodrigues, além dos textos dramatúrgicos, em sua forma original de prosa jornalística, reafirmando sua potência como um incansável observador da natureza humana e um dos mais importantes escritores brasileiros. Para tal, o enquadramento na Lei Rouanet e a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais são de fundamental importância para o respaldo junto à captação dos recursos necessários a realização da obra.
Especificações Técnicas do Produto:Montagem teatral com duração aproximada de 90 minutos, com elenco de 2 atrizes e 1 ator e um manipulador, que se revezam entre personagens e manipulação do boneco “Nelson-boneco”, inspirado uma caricatura do autor. Cenário minimalista, divisão de planos. Para o boneco, um pequeno escritório com máquina de escrever, vitrola antiga, cabideiro, cinzeiro, no centro do palco, o espaço cênico onde se desenrolam as ações, permitindo integração entre boneco e atores, com elementos móveis e multifuncionais. Figurinos e adereços evocam personagens e época, incluindo vestido vermelho de Myrna, café, cigarros... Iluminação planejada para criar atmosferas diversas, recortes de luz destacando os planos, sublinhando a tensão dramática e os momentos poéticos. Som e música integrados à cena pelo som da vitrola girando, trilha sonora e voz do autor, narrativa, em off, integrados aos sons das teclas da máquina de escrever. Registro audiovisual das apresentações para arquivo e divulgação.
O projeto prevê ações que garantam o acesso de todos os públicos, com atenção especial às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. As apresentações serão realizadas em espaços que possuam estrutura física acessível, com rampas, banheiros adaptados e assentos reservados.Serão elaborados materiais de divulgação digitais acessíveis, com descrição de imagens e legendas em vídeos. Sempre que possível, as sessões contarão com intérprete de Libras e roteiro de audiodescrição.Além disso, o trabalho cênico, que integra atores e manipulação de bonecos, busca dialogar com diferentes formas de percepção sensorial, ampliando a experiência artística e favorecendo a inclusão. A proposta reafirma o compromisso da equipe com a democratização do acesso à cultura e a valorização da diversidade humana.
O projeto visa garantir o acesso democrático à obra, promovendo apresentações com ingressos a preços populares e sessões gratuitas em espaços culturais de fácil acesso ao público. A montagem busca alcançar diferentes faixas etárias e perfis sociais, priorizando ações de formação de plateia e encontros com o público após as apresentações, estimulando o diálogo sobre a obra de Nelson Rodrigues e o papel da mulher em sua dramaturgia.Serão disponibilizados materiais de divulgação online e nas redes sociais, ampliando o alcance do espetáculo para públicos de diferentes regiões. A proposta reafirma o compromisso da equipe em levar o teatro a novos públicos e fortalecer a presença da arte em espaços públicos e comunitários.
Baseado no Folhetim de Nelson Rodrigues (publicado no jornal Diário da Noite, 1949).Concepção e Direção: LUIS CARLOS NEMCom: CECÍLIA HOELTZ, VERÔNICA ROCHA e RODOLFO MESQUITA Produção: GABRIEL GARCIADramaturgia: IVAN FERNANDES Direção Musical: ALDO MEDEIROS Cenário: DODÔ GIOVANETTI Figurinos: KIKA DE MEDINA Iluminação: LUIS CARLOS NEM Preparação Corporal: TONI RODRIGUES Direção de Manipulação: LILIANE XAVIER Acessoria de Imprensa: DOBBS SCARPA Luis Carlos Nem é Mestre em Artes pela UNICAMP com graduação e Bacharelado em Direção Teatral na UNI-RIO. Trabalha como Diretor e Iluminador Teatral. Foi aluno da Escola Nacional de Circo onde conheceu e firmou parceria de trabalho com um dos maiores palhaços e Diretores brasileiros, Luiz Carlos Vasconcelos, o Palhaço Xuxu. Dirigiu em 2005 o espetáculo de Xuxu: “Silêncio Total! Vem chegando um palhaço...”, além de Iluminar o premiado “Vau da Sarapalha”. Em 2006 dirigiu em Campinas/SP “Quando as pernas fazem miserê”, uma homenagem ao mestre Pastinha da Capoeira de Angola. Com Direção do gaúcho Luiz Arthur Nunes, iluminou “Correio Sentimental de Nelson Rodrigues” e em 2001 “O Menino de Paixão de Ópera”, assim como o espetáculo “A vida como ela é...”.Cecilia Hoeltz é atriz e professora de teatro formada em Licenciatura em Artes Cênicas e Interpretação Teatral pela UNI-RIO. É professora regente de Artes Cênicas da Rede Municipal do Rio de Janeiro há 21 anos e tem como especialização a Arteterapia na Educação, cursada na Universidade Cândido Mendes. Foi professora de teatro para crianças na Escola de Atores Wolf Maya. Destaca como principais trabalhos no teatro sua participação como atriz no “Teatro do Saara”, na peça “Folhas de Vidro”, em “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, em “Malala - A menina que queria ir para a escola” e em “Relações - Peça quase romântica”, trabalho que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no XVI Festival de Teatro do Rio. Ainda no teatro, destaca sua parceria em trabalhos com Renato Carrera, Camilo Pellegrini, Fernando Maatz, Michel Blois, André Paes Leme e Ivan Sugahara, nomes importantes do teatro carioca. Rodolfo Mesquita é Bacharel em Artes Cênicas, Interpretação prla UNI-RIO Experiência Profissional. Participou da Oficina de Atores da Rede Globo em 1998. Com uma trajetória consolidada no teatro, acumula mais de duas décadas de experiência em palcos do Rio de Janeiro e São Paulo, trabalhando sob direção de nomes consagrados como Walter Lima Jr., Aderbal Freire-Filho, João Fonseca, Delson Antunes, Renato Carrera e André Paes Leme. Entre suas atuações mais recentes destacam-se os espetáculos Agora e na Hora (Teatro Fashion Mall e Teatro Folha/SP, 2017-2018), Quando ia me esquecendo de você (Teatro Ipanema, 2017), A Vida Dela (Sesc Copacabana, 2016) e Hipnose, uma tragicomédia carioca (Teatro Glauce Rocha, 2015). Ao longo da carreira, integrou montagens de textos de autores clássicos e contemporâneos como Nelson Rodrigues, Émile Zola, Molière, Pier Paolo Pasolini, Julia Spadaccini e Sergi Belbel, em produções apresentadas em importantes palcos — Sescs, CCJF, Teatro Laura Alvim, Teatro Gláucio Gil, entre outros. Gabriel Garcia- Ator, Pesquisador e Produtor Teatral.Bacharel em Teoria do Teatro pela UNIRIO (2010); e também no curso profissionalizante em Artes Cênicas, da Casa das artes de Laranjeiras -CAL. Diretor da produtora Ideias e Ideais Soluções Culturais contemplada com os editais: “Por detrás do Anjo Negro”(FOCA,2023); “Pedro, Pedro e o quadro - Pesquisa, Criação e Desenvolvimento”(Retomada Cultural, 2021) Memórias Técnicas com "Bastidores Projeto Shakespeare nas praças" e “Repensa Festival"(Lei Aldir Blanc 2021). Seus últimos trabalhos como produção foram: "Furacão" do Amok Teatro e "Para meu amigo Branco" com direção de Rodrigo França. Fez a direção de “Tá com medo de quê?” Ganhador melhor Texto original no Prêmio CBTIJ 2023 e “Uma Revolução Dos Bichos” que foi indicado ao Prêmio APTR como Melhor espetáculo e Melhor direção. Trabalha com as principais companhias de teatro do Rio de Janeiro como o Amok Teatro e a Cia Teatro Esplendor. Ivan Fernandes é dramaturgo e ator formado pela UniRio. Escreveu mais de quinzeespetáculos teatrais montados no Brasil e no exterior, entre eles “TremFantasma”, “Jumping Jack Flash”, “O Julgamento de Sócrates” e “Leonardo – O Pequeno GêniodaVinci”, que lhe deu os Prêmios Zilka Salaberry de Teatro Infantil, nas categorias melhor espetáculo, texto e direção. Fez parte do grupo de improvisação Teatro do Nada, umdosmais antigos do Rio de Janeiro. Ganhou a Bolsa de Criação Literária Funarte comoromance “Martins e Caetano: Quando o Teatro Começou a Ser Brasileiro”, publicadoem2012. Escreveu também o romance “As Folhas da Estrela”, lançado em 2021. Foi roteiristade quadrinhos da Turma da Monica e da série de animação Tromba Trem, exibida na TvCultura e no Cartoon Network. Aldo Medeiros é músico, compositor, poeta, escritor, professor e tradutor de alemão. Gravou os Cds independentes “Deixa eu te dar um toque” (2002) e "Sucessos inéditos" (2014). Publicou "Poemas que cansaram da gaveta" (2005) e escreveu e atuou no espetáculo "Ex-Atuais-Futuros" (2007). Atua como músico-compositor convidado do Clube da Cena, para o qual escreveu inúmeras canções (desde 2009), e do Teatro do Nada, com o qual trabalhou em "Rio de Histórias" (2016). Criou a trilha sonora para espetáculos d´O Teatro Tablado: O Beijo no Asfalto (2013), O Doente Imaginário (2014) e Dormindo com Bukowski (2015) – e também as trilhas de Bastidores (2019) da Cia. Muito Franca e Ana e a tal Felicidade (2021). Kika de Medina é Formada em Conservação e Restauração na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, 2023 e também em Artes Cênicas com habilidade em cenografia na UNIRIO em 1999. Seus principais trabalhos de figurino são: GRUPO CRIA, grupo musical. 2025. O HOMEM CORDIAL, direção Marcia Beatriz Bello, Teatro do Centro Cultural da Justiça Federal, Rio de Janeiro, 2024. PLUFT, O FANTASMINHA, direção Miguel Vellinho, Cia Pequod de Teatro de Animação. Prêmio Caneca é a Vovozinha de melhor figurino. PINÓQUIO, direção Miguel Vellinho, Cia Pequod de Teatro de Animação. Indicada para Prêmio CBTIJ de melhor figurino 2022 VAMOS AGUARDAR SÓ MAIS ESSA AURORA, direção Lúcio Mauro Filho, Teatro PetraGold. Liliane Xavier é Produtora cultural; artista; atriz animadora/bonequeira e restauradora. Atuação em diversas áreas da cultura e das artes, como o teatro, o cinema, a TV, a confecção e restauração de objetos, bonecos, cenários e de bens culturais do patrimônio histórico nacional. Representante Legal da Pequod Produções Artísticas Ltda, empresa representante da Cia PeQuod Teatro de Animação, companhia teatral carioca, que há 26 anos trabalha de forma contínua para a difusão do Teatro de Animação brasileiro. No grupo, além de atriz animadora, é responsável pela direção de produção e criação artística de projetos. Como atriz, atua, desde de 2003, em todos os espetáculos da PeQuod, participando de temporadas, turnês, festivais nacionais e internacionais. Com o espetáculo Fábrica de Nuvem, foi nominalmente indicada por Formas Animadas, no 8o Prêmio PRÊMIO CBTIJ DE TEATRO PARA CRIANÇAS – 2023, categoria pela qual também foi indicada, como companhia, junto à PeQuod e da qual saiu vencedora.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.