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A presente proposta visa a realização dos espetáculos EDDY e DESERTO, da POLIFÔNICA CIA. Além dos sucessos de público e crítica no Rio de Janeiro, esse projeto conta ainda com a realização de uma palestra como contrapartida social e bate-papos após as sessões.
EDDY: A peça gira em torno de um episódio real vivido pelo autor, representado aqui por João Côrtes, no Natal de 2012, em Paris. Após um jantar com amigos, ao voltar para casa, Édouard é abordado por um jovem de origem argelina, Redá, personagem de Igor Fortunato, e, então, seguem para o apartamento do escritor. Mas, após uma noite de amor, na manhã seguinte, Édouard é violentado por este homem e quase assassinado. O episódio traumático, elaborado na obra “História da violência”, dá início a uma jornada reflexiva e de elaboração a respeito das estruturas sociais que viabilizam a produção, a reprodução e a circulação da violência em nossas sociedades. Um ano após o terrível episódio, após lidar com uma série de procedimentos médicos, policiais e jurídicos relacionados ao caso, Édouard inicia uma viagem de retorno à sua cidade natal, hospeda-se na casa da sua irmã, Clara, vivida por Julia Lund, e é a partir deste reencontro que inicia-se um jogo de relatos, de narrativas e de representações que reconstituem e investigam o ocorrido naquela noite, em que vêm à tona uma pluralidade de questionamentos e de reflexões acerca do machismo, do racismo e da homofobia enraizadas na nossa sociedade. Ao longo do espetáculo, a narrativa de “História da violência” também é atravessada por trechos de “O fim de Eddy” e culmina na recriação de fragmentos de “Mudar: método”, obra em que Édouard reconta sua trajetória de emancipação social e intelectual, desde a saída da sua cidade natal, Hallencourt, até a sua chegada e estabelecimento em Paris. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------DESERTO: DESERTO é a primeira encenação brasileira baseada na obra e nas memórias do premiadíssimo escritor chileno Roberto Bolaño (1953-2003), considerado o maior autor latino-americano da virada do século XXI. Com direção e dramaturgia original de Luiz Felipe Reis e atuação de Renato Livera. Espetáculo indicado aos prêmios APTR e Shell — Melhor Direção, Dramaturgia e Ator protagonista —, DESERTO apresenta uma fascinante experiência multilinguagem, que articula o teatro com a literatura, a poesia, a música e instalações de vídeo a fim de celebrar e manter vivo o legado artístico de um dos mais reconhecidos escritores da História da América Latina.Em cena, Renato Livera se aproxima da figura do escritor, emprestando corpo e voz às suas palavras, extraídas de obras emblemáticas como “A universidade desconhecida”, “2666”, “O gaúcho insofrível”, “Entre parêntesis” e “Bolaño por si mesmo”. O espetáculo aborda, sobretudo, os últimos anos de vida do escritor, em que Bolaño se dedicava à conclusão de sua obra-prima final, “2666”, ao mesmo tempo em que repassa sua impressionante jornada de vida, desde a sua saída do Chile aos 15 anos, suas aventuras no México e pelas Américas nos anos 1970 até se fixar na Espanha, de 1977 em diante.DESERTO recria em cena os rastros dessa aventura, compartilhando com o público uma série de reflexões autobiográficas e artísticas de Bolaño — sua relação com a escrita e com a poesia, com a História social e política da América Latina, seu espírito inconformado com as injustiças, com a violência humana e com as opressões do machismo e do sistema capitalista. Propondo um jogo de atravessamentos entre a arte e a vida do escritor, DESERTO olha para Bolaño e para seu compromisso com o fazer literário a fim de questionar qual o lugar da poesia e dos poetas em meio à violência do mundo contemporâneo.
Objetivo Geral: Realizar uma temporada de dois meses, em São Paulo, dos espetáculos EDDY e DESERTO, da POLIFÔNICA CIA., gerando reflexões através de obras que foram sucesso de pública e crítica no Rio de Janeiro.Objetivos específicos:Realizar 24 sessões do espetáculo EDDY e 24 sessões de DESERTO, totalizando 48 sessões em São Paulo (produto principal);Realizar 2 sessões com intérprete de Libras para cada espetáculo, totalizando 4 sessões;Realizar 2 palestras gratuitas para alunos de escolas públicas;
O projeto EDDY e DESERTO em SÃO PAULO propõe a realização conjunta de duas obras que aprofundam a pesquisa estética e conceitual da companhia Polifônica, dedicada à investigação de uma Polifonia Cênica, linguagem teatral que estabelece relações horizontais entre diferentes formas de arte, como teatro, literatura, música, vídeo e artes visuais.Tanto EDDY _ violência & metamorfose quanto DESERTO materializam essa pesquisa a partir de perspectivas complementares: enquanto EDDY revisita a obra autobiográfica de Édouard Louis para discutir as marcas da homofobia, da violência de classe e da reconstrução do sujeito através da arte, DESERTO propõe uma experiência multilinguagem e sensorial, que tensiona os limites entre teatro, instalação e performance. Juntas, as duas montagens consolidam um percurso de experimentação cênica que se ancora na memória, na escuta e na reflexão sobre as opressões que atravessam o corpo e a sociedade contemporânea.A realização do projeto em São Paulo representa um passo importante na difusão do trabalho da companhia e no fortalecimento de uma cena teatral que valoriza a pesquisa, o risco e a criação coletiva. Ao proporcionar o encontro do público paulista com essas obras, amplia-se o debate sobre arte, política e sensibilidade, estimulando a formação de novos olhares e o diálogo entre diferentes públicos.Devido à complexidade técnica das duas produções o projeto só pode ser viabilizado com recursos incentivados, não sendo possível sua realização com recursos próprios. O apoio institucional é, portanto, essencial para garantir a continuidade dessa pesquisa artística e para consolidar o compromisso da companhia com um teatro plural, sensível e transformador.A presente proposta aplica os seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Ainda, se enquadra no Art. 3º da mesma: II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore.
NÃO SE APLICA.
O projeto contém plano de acessibilidade, baseado nos termos dos arts. 42 a 44, 54, 63, 67 a 71, 73 e 102 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, do art. 46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018Acessibilidade Física: O local sugerido para a realização das apresentações de artes cênicas está equipado e adaptado para o acesso de pessoas com dificuldade de locomoção, como idosos, e também, pessoas com deficiência física. Acessibilidade de Conteúdo: As apresentações terão intérpretes de Libras para a inclusão de pessoas com deficiência auditiva.. Possibilidade de visita tátil ao espaço cênico, para contemplar pessoas com deficiência visual.Acessibilidade Atitudinal: Treinamento dos profissionais da equipe para melhor receberem o público de PcD.
Seguindo o Art. 47. da IN vigente, a presente proposta se compromete a:V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas. (1 bate-papo após sessão);VI - realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores. (3 palestras em escolas públicas - CONTRAPARTIDA SOCIAL).
JULIA LUND - ATRIZ E COORDENADORA GERAL (EMPRESA PROPONENTE): é atriz de teatro, cinema e TV, além decofundadora da Polifônica Cia., por onde idealizou e atuou naspeças “Estamos indo embora...” (2015), “Amor em dois atos”(2016, indicada ao Prêmio APTR de melhor atriz protagonista),“Galáxias” (2018), “Tudo que brilha no escuro” (2020, soloindicado ao Prêmio APTR de melhor espetáculo), “VISTA”(2023, indicada ao Prêmio Deus Ateu de melhor atriz), além de“O fim de Eddy – violência & metamorfose” (2025).Com dupla formação em artes dramáticas (UniverCidade eCAL), integrou a Cia. Teatro Autônomo, de Jefferson Miranda,entre 2005 e 2010, atuando nas peças “E agora nada é maisuma coisa só” (2005), “Nu de mim mesmo” (2008), “Série 21”(2010) e “Chove“ (2023). Atuou ainda, como atriz convidada,nos espetáculos “Beije minha lápide” (2015), com MarcoNanini, “A conferência dos pássaros” (2014), “Elefante” (2013),“A Gaivota” (2012), e “Ricardo III” (2012), com a RoyalShakespeare Company. Na TV Globo, fez as novelas “Caras ebocas” (2009), “Pega, pega” (2018), “A Dona do Pedaço”(2019) e “Cara e coragem” (2022-23). LUIZ FELIPE REIS - DIRETOR E DRMATURGO -é diretor teatral, dramaturgo, criadoraudiovisual e cofundador da Polifônica – Núcleo de Pesquisa eCriação Artística (www.polifonicacia.com). Também é curadorde artes cênicas (Festival Cena Brasil Internacional) e decinema (Aquarius), jornalista e crítico de teatro e de música(Jornal do Brasil, 2007-2010; O Globo, 2010-2018), além depesquisador nas áreas de Artes Performativas, EncenaçãoContemporânea e Questão Ambiental, com mestrado(PUC-Rio) em Literatura, Cultura e Contemporaneidade.Como diretor teatral, dramaturgo, criador audiovisual epesquisador, investiga procedimentos de criação artística apartir das noções de Polifonia, Polifonia Cênica e deContracenas ao Antropoceno. À frente da Polifônica, assinoutexto, direção e concepção sonora e visual das peças“Estamos indo embora...” (2015; indicada ao prêmio Shell deInovação), “Amor em dois atos” (2016; indicada ao prêmioCesgranrio de melhor direção, e prêmio APTR de melhor atrize ator), “Galáxias” (2018), além de “Tudo que brilha no escuro”(2020), indicado ao prêmio APTR de melhor criação; e “VISTA”(2023), obra baseada no romance “Vista Chinesa”, de TatianaSalem Levy, e vencedora do Prêmio Deus Ateu de Artes eTeatro 2023 (melhor espetáculo). Em 2024, assina a direção ea dramaturgia original de “DESERTO”, primeira criação teatralbrasileira inspirada nas obras e memórias do escritor chilenoRoberto Bolaño — indicado ao Prêmio APTR de melhordireção, dramaturgia e ator protagonista.MARCELO GRABOWSKY - DIRETOR E DRAMATURGO: é roteirista e diretor deCinema e de Teatro. Dirigiu o longa documentário“Testemunha 4” que explora o diálogo entre teatro e cinema(2011; Melhor Direção na III Semana dos Realizadores). Dirigiue roteirizou os curtas de ficção “Cloro” (2014; New York FilmFestival, e Melhor Curta no Festival de Milão) e “FotosPrivadas”, filme com temática LGBTQIA+ (2021; MelhorRoteiro e Melhor Ator no Festival de Gramado). Em 2025coassina o roteiro do filme “Manas”, de Marianna Brennad, epreparara seu primeiro longa-metragem de ficção.No Teatro, dirigiu a peça “Fauna” (2017), junto com ErikaMader, e foi diretor assistente e de vídeo de “Amor em doisatos”, de L. F. Reis (2016).JOÃO CÔRTES - ATOR é ator, roteirista, cantor e instrumentistacom mais de 15 anos de atuação profissional no teatro, nocinema e na TV. Com formação teatral e musical, atuou emdiversos espetáculos teatrais e musicais, assim como realizoudiferentes projetos audiovisuais em cinema, TV e napublicidade.No teatro, atuou em quase duas dezenas de produções dosmais variados gêneros, da comédia ao musical, e em 2023idealizou e protagonizou o solo dramático “Invisível” (2023),pelo qual foi indicado ao Prêmio Fita de Melhor Ator. Comtexto de Moisés Bittencourt e direção de Fernando Gomes,“Invisível” aborda as complexidades de um relacionamentoabusivo entre dois homens e faz parte de uma pesquisacontínua do ator no que se refere a narrativas LGBTQIAPN+para o teatro e o audiovisual. Tal pesquisa se integra aoespetáculo “O fim de Eddy – violência & metamorfose”,protagonizado por João e baseado na obra do escritor francêsqueer Édouard Louis. IGOR FORTUNATO - ATOR: é ator de teatro, cinema e TV, além dedramaturgo e diretor teatral. Natural de Mossoró (RN), integroualguns dos mais importantes coletivos teatrais do Rio Grandedo Norte, como o Grupo Carmim e o Casa de Zoé. Com maisde uma dezena de espetáculos realizados, se destacou emobras como “A invenção do Nordeste” (2022-24), do Carmim,assim como em “Sinapse de Darwin” (2021) e “Meu Seridó”(2019), pelo qual ganhou o prêmio de melhor ator no TroféuCultura e melhor elenco no Prêmio Cenym. Em 2025 integra oelenco de “O fim de Eddy – violência & metamorfose”,idealizado pela Polifônica Cia. a partir da obra do escritorÉdouard Louis.No audiovisual, se destacou na novela “No rancho fundo”(2024, TV Globo), com direção de Alan Firterman. Também naGlobo, protagonizou o longa-metragem “A Fábrica de Sonhos”(2025), dirigido por Guel Arraes. Ainda no cinema, atuou noslongas “BORDÔ” (2012), dir. Wigna Ribeiro, “Sem retrato esem bilhete” (2016), dir. Babi Baracho, e o ainda inédito“Todos esses dias que sou estrangeiro”, dir. Eduardo Morotó,com estreia prevista pra 2026. RENATO LIVERA - ATOR: é natural de Goiânia e reside no Rio deJaneiro. Graduado em Artes Dramáticas, trabalha como ator,diretor e pesquisador em Teatro, TV e Cinema. Entre 2004 e2008 trabalhou como ator e pesquisador no Grupo Alice 118,com a diretora Ana Kfouri. Em 2007 fundou a Cia. Físico deTeatro, onde atuou, dirigiu e idealizou projetos premiadoscomo “Savana glacial” (2009, direção de Renato Carrera),“FÃ-CLUBE” (2012) e “Temporada de verão” (2014).Em 2017, idealizou e protagonizou o monólogo “Colônia”, comdireção de Vinícius Arneiro, pelo qual foi indicado ao prêmioAPCA e com o qual circulou por diversos festivais nacionais einternacionais. Em 2024 estreia o solo “Deserto”, com direçãode Luiz Felipe Reis, pelo qual recebe indicações aos prêmiosAPTR e Shell na categoria Melhor Ator.No audiovisual está no elenco da nova novela da Globoplay“Guerreiros do Sol”, prevista para 2025. Pode ser vistotambém em séries premiadas como “DOM” (Prime Video),“Um Contra Todos” (FOX Premium), “A Magia de Aruna(Disney Channel) e “Matches” (Warner Channel).No cinema, assinou a direção do curta-metragem de ficção“Acordes”, do curta documental “Território” e dolonga-metragem documentário “Vozes da Alvorada”.POLIFÔNICA - IDEALIZAÇÃO: é um núcleo de pesquisa e de criaçãoartística fundado em 2014, no Rio de Janeiro, pelo diretor,dramaturgo e pesquisador Luiz Felipe Reis e pela atriz,performer e pesquisadora Julia Lund.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.