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PRONAC 2511867Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Montagem e circulação do espetáculo teatral “ Culto a Deusa Sapatona”

CICLORAMAAH EDTECH LTDA
Solicitado
R$ 199,4 mil
Aprovado
R$ 199,4 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
BA
Município
Lauro de Freitas
Início
2026-02-02
Término
2026-09-15
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

Este projeto visa o desenvolvimento dramatúrgico e montagem do espetáculo ritual "Culto a Deusa Sapatona - O Evangelho da Deusa". A proposta é criar um "Sagrado Sapatão" através da releitura de deidades femininas sob uma ótica sapatona. Baseado na estrutura de rituais iniciáticos, a comunidade sapatona LGBT é convidada a participar de uma Oficina/Rito de Iniciação, que as levará a integrar o corpo cênico da peça. São ao todo 10 apresentações em Salvador.

Sinopse

O primeiro Evangelho da Deusa do Culto a Deusa Sapatona descreve a jornada de Lilith, a Grande Sacerdotisa, para resgatar outras mulheres presas no paraíso patriarcal, heterocêntrico, monogamico, maniqueista catolico, passando pelos "7 desafios do inferno". A narrativa principal segue Lilith, que se transforma em serpente e oferece o "fruto do conhecimento" às iniciadas. A história de Lilith é apresentada com base na mitologia suméria, onde ela é associada a Inanna, deusa do amor, erotismo e fertilidade, e sua paixão por Eva. Após a morte de Dumuzi, Lilith desce aos Infernos para resgatá-lo, enfrentando sete portais, cada um guardado por um demônio e associado a um planeta e uma virtude cardinal, conforme a alquimia e as interpretações de São Tomás de Aquino.Ao derrotar cada guardião, Lilith perde uma parte de sua armadura. No final do labirinto, "completamente nua", ela resgata Dumuzi (ou Tamuz, ou Osíris, em outras versões) das garras de Ereshkigal, simbolizando o ciclo anual das estações.Na nossa versão Lilith busca Salvar Eva e outras Deusas aprisionadas no paraíso/prisma catolico patriarcal como Diana, Afrodite, Oxum, Yemanjá, pois toda deusa antes de ser aprisionada no prisma maternidade, eram deusas que amavam outras deusas, eram e são por si só únicas e independentes.

Objetivos

Objetivo GeralCriar e apresentar um espetáculo de teatro ritual sapatão utilizando a figura da "Deusa Sapatona" como centro simbólico para ressignificar mitos patriarcais, propondo novas narrativas, refletindo e fortalecendo assim o seu imaginário simbólico, além de promover intercâmbios e oficinas formativas para integrar a comunidade LGBT na produção do espetáculo e criação de uma rede de artistas sapatonas lgbt.EspecificosRealizar doze apresentações do espetáculo Culto a Deusa Sapatona - O Evangelho da Deusa em Salvador/BA, atendendo até 1200 pessoas gratuitamente;Promover ciclo de oficinas de técnicas cênicas (figurino, cenografia, iluminação e som) em Salvador, atendendo vinte pessoas cada, totalizando 80 pessoasRealizar como Contrapartida Social, 2 apresentações seguida de bate-papo com equipe para 200 estudantes de instituições de ensino público baiano (maiores de 18 anos).

Justificativa

O Culto a Deusa Sapatona Nasceu em 2024 como desdobramento da pesquisa de Mariana Passos sobre o imaginário simbólico da comunidade sapatona através do seu Podcast/Videocast Cine FurtaCor, onde se busca trazer à luz a riqueza do imaginário simbólico da comunidade sapatona e sua cultura, promovendo um espaço de visibilização, celebração e reflexão. O "Culto à Deusa Sapatona" propõe retirar a identidade sapatona da invisibilidade e marginalização, elevando-a a uma dimensão espiritual e inspiradora. Ao criar uma Deidade Sapatona e transmitir sua mensagem, o projeto busca a consagração dessas vivências e corpos, trazendo-os ao centro da narrativa cultural, onde possam ser celebrados em vez de silenciados.O Evangelho da DeusaO termo "evangelho" vem do grego "euangélion" (εὐαγγέλιον), que significa "boa notícia" ou "mensagem de salvação". Na tradição cristã, representa a mensagem de salvação revelada pela vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Fora do contexto religioso, "evangelho" também pode simbolizar qualquer mensagem transformadora que inspire esperança e mudança positiva.O projeto "Evangelho Segundo a Deusa" propõe a dramatização de uma narrativa épica e ritualística que mergulha na mitologia da Deusa Sapatona, uma divindade que representa e inspira a comunidade sapatona. Antes de iniciar a construção dramatúrgica do Evangelho da Deusa - Livro Um, o projeto exige um processo profundo de pesquisa e criação da cosmovisão e mitologia dessa deidade. Esse processo inicial é essencial para dar consistência e complexidade ao universo simbólico, permitindo que a Deusa Sapatona se torne um ponto central de identificação e inspiração para a comunidade.A primeira fase do projeto será, portanto, dedicada à continuidade da construção dessa cosmovisão única e de uma mitologia própria para a Deusa Sapatona, iniciada nos ritos iniciáticos. Essa fase será de dois meses e incluirá pesquisa, criação e articulação dos símbolos, histórias e ritos que formarão a base cultural e espiritual do "Evangelho". Com essa fundação estabelecida, a segunda fase se concentra na dramatização do Evangelho da Deusa - Livro Um, que apresentará ao público a narrativa inaugural desse universo mítico, com cenas e rituais que refletirão a jornada de identidade, pertencimento e elevação espiritual da comunidade. Importante destacar que no Rito de Celebração apresentamos e celebramos a Deusa Sapatona, no Evangelho focamos na sua jornada enquanto Deidade, construindo suas possíveis passagens, parábolas e mensagens de salvação para a comunidade."O Culto à Deusa Sapatona" busca um resgate da prática do Teatro Ritual para a cena teatral contemporânea pós pandêmica, abordando e celebrando a identidade sapatona, propondo uma reflexão de um "Sagrado" Sapatão - em contraponto com as atuais vertentes espiritualistas como Sagrado Feminino e Sagrado Masculino.Podemos dizer que a Pandemia do Covid-19 nos fez perder a linha, nos lançou em uma realidade digital absurda, e que ainda estamos elaborando e entendendo o trauma coletivo vivenciado. Assim, essa proposta propõe uma retomada dos primeiros teatros, o teatro ritual, dionisiaco, ditirâmbico, orgiástico; para lembrarmos de onde partimos, entender onde estamos agora, para propor assim novos caminhos. E propor a partir da perspectiva, vivência e experiência da identidade sapatona.Em um contexto onde narrativas LGBTQIA+ ainda são frequentemente marginalizadas ou estereotipadas, o Culto a Deusa Sapatona oferece uma representação autêntica e empoderada de relacionamentos e identidades de sexualidades dissidentes. Ao colocar estas experiências no centro da narrativa, o espetáculo contribui para a visibilidade e normalização de vivências frequentemente sub representadas na arte e na mídia popular.Em um momento em que questões de gênero e sexualidade estão no centro de muitos debates sociais e políticos, este projeto oferece uma plataforma artística para explorar estas questões de maneira profunda e nuançada, desafiando ativamente normas estabelecidas de gênero, sexualidade e espiritualidade, promovendo uma reflexão crítica sobre estruturas sociais e culturais dominantes. Isso é particularmente importante em um contexto onde o conservadorismo e a intolerância muitas vezes ameaçam os direitos e a liberdade de expressão de comunidades marginalizadas.O desejo de criar uma mitologia alternativa centrada na "Deusa Sapatona", é de disputar narrativas e o imaginário simbólico da comunidade sapatona, propondo não apenas possíveis futuros, mas também possíveis passados, esta abordagem não apenas cria novas possibilidades narrativas, mas também desafia o público a repensar as histórias que consideramos "clássicas" ou "universais". Ao adentrar o território da espiritualidade e da performatividade teatral, o Culto à Deusa Sapatona permite uma imersão profunda em rituais que não apenas evoca a ancestralidade, mas também projetam um futuro onde essas histórias ocupem o centro da cena cultural, contribuindo para uma sociedade mais diversa, inclusiva e justa.Busca-se também através do intercâmbio com os grupos cênicos Kingaral (SP) e Femitheatre (Coreia do Sul) conhecer e compartilhar outras perspectivas de construção da arte sapatona em territórios diversos, estimulando o debate sobre a identidade sapatona, a troca de fazeres entre artistas sapatonas, fortalecimento de rede e celebração da Deusa Sapatona . A equipe é majoritariamente formada por mulheres e pessoas Sapatonas, quem assina a dramaturgia é Mariana Passos (fundadora do Cine Furta-cor), e Leticia Bianchi (Mestra em Artes Cênicas pela UFBA, ganhadora do Prêmio Braskem de Teatro - Categoria Revelação com a peça sapatona "Eudemonia"), a Direção Musical fica por conta de Sanara Rocha (Doutoranda no Pós Cultura- UFBA), e a visualidade (figurino e adereços) quem assina é Anthea Xavier (Integrante do grupo de pesquisa " Núcleo de Traje de Cena, Indumentária e Tecnologia" - ECA USP, da Rede de Museologia Kilombola, e do coletivo MODATIVISMO ); o desenho de luz é de Maria Carla, a cenografia e direção ainda está por ser decidida. Além do espetáculo, serão ofertadas um ciclo de oficinas técnicas da cena (cenografia, figurino, iluminação cênica e som para cena) de forma gratuitas para a comunidade, ministradas pelas respectivas atuantes em suas áreas

Especificação técnica

Formato: Espetáculo de Teatro RitualDuração: Aproximadamente 90 a 100 minutosElenco: 5 Atrizes e 2 Instrumentistas (músicos ao vivo)Público-alvo: Maiores de 18 anosEspaços de Apresentação Preferenciais: Teatros de pequeno e médio porte, espaços culturais alternativos, galerias, ou locais adaptados que permitam uma atmosfera intimista e imersiva.

Acessibilidade

Apresentações:Acessibilidade Física: os locais escolhidos para receber as apresentações terão rampas de acesso, elevadores, banheiros adaptados, assentos para obesos e idosos, prioridade de entrada. Deficientes Auditivos: todo o espetáculo contará com intérprete de libras e audiodescrição.Oficinas:Reserva de vagas de 10% para pessoas PCD e tradução de LIBRAS e/ou audiodescrição conforme necessidade.

Democratização do acesso

200 (20%) ingresso gratuito para estudantes de insituições de ensino publica100 (10%) patrocinadores100 (10%) divulgação600 (60%) ingressos vendidos a R$ 40,00/20,00 (inteira e meia praticamente)Bolsa de estágio para participantes da oficina convidados a integrar a equipe técnica do espetáculoTodo o ciclo de oficina será gratuitoalém disso constará no plano de divulgação entrevistas curtas para as redes sociais com equipe técnica apresentando seus input para a proposta cenica, e contarão com tradução em libras

Ficha técnica

Mariana Passos (dramaturga e atriz) - Atriz e produtora cultural apaixonada pelo universo da cinemática lesbosáfica. Formada em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia desde 2014, trabalhando como atriz, iluminadora e produtora com ícones do teatro baiano, incluindo nomes como Hebe Alves, Fernando Gueirreiro, Aldri Anunciação, Gil Vicente Tavares, Eduardo Tudela e Harildo Déda. Desde 2018 tem se dedicado a estudar e explorar as nuances e narrativas das produções cinematográficas que retratam a vivência sapatão. Sua paixão pela sétima arte e sua busca por uma representação autêntica a levaram a criar o grupo Sapatude no WhatsApp, e que junto a mais algumas integrantes viria a fundar em 2021 o Cine FurtaCorSANARA ROCHA (Sonoplastia e percursão) é feminista preta, pesquisadora, artista interdisciplinar, e curadora independente sediada na cidade de Salvador, no Brasil. É Mestre em cultura e sociedade pelo Programa Multidisciplinar de Pós-graduação em Cultura e Sociedade na UFBA; é bacharel em artes cênicas pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia e habilitada à direção teatral (2011). Atualmente é doutoranda do Programa de Pós Graduação em Cultura e Sociedade na UFBA. Desenvolve uma pesquisa poética intitulada “Narrativas Fósseis” que investiga a presença feminina nos tambores sagrados afro religiosos como rastro-resíduo de práticas femininas ancestrais, bem como as práticas percussivas femininas africanas e afro-diaspóricas como mote estético-poético. Em sua prática artística costuma lançar mão de diferentes disciplinas e linguagens, sendo a performance sonora, a literatura e as visualidades três pilares fundamentais para as suas obras que debatem temas sociais tais como questões de raça e racismo e os seus atravessamentos com as discussões de gênero e sexualidades no Brasil, colonialidade/ modernidade e decolonialidade e os conflitos existentes entre práticas tradicionais afro-brasileiras, poéticas especulativas pretas e memória. No campo das artes sonoras vem se apoiando nas poéticas percussivas e em experimentações eletrônicas com pedais de performances vocais no sentido de: compor ostinatos melódicos que culminam em polifonias, mixar timbres com a sua voz e as vozes de diferentes materialidades percussivas e experimentar diferentes formas de escrever narrativas por meio do som. É Coordenadora e Diretora de Criação da Plataforma Interdisciplinar de criação e intercâmbio entre artistas negras e indígenas latino americanas, Futurismos Ladino Amefricanas ou Futurismos L.A.Leticia Bianchi (Diretora teatral e dramaturga). Letícia Bianchi é mestra pelo PPGAC - UFBA e pesquisa questões de gênero no teatro. Em 2017 recebeu o prêmio Braskem de teatro na categoria revelação pela direção do espetáculo EUDEMONIA - em memória a uma peça não encenada. Atualmente desenvolve o trabalho como dramaturga em parceria com grupos de Salvador.Anthea Xavier (visualidade da cena)- mulher preta, pansexual e cria do subúrbio Carioca. Designer de moda, figurinista, artista visual, técnica em conservação e restauro tendo como área de atuação indumentárias e têxteis. Graduanda em Museologia pela UFBA. Integrante do grupo de pesquisa " Núcleo de Traje de Cena, Indumentária e Tecnologia" - ECA USP. Integrante da Rede de Museologia Kilombola. Integrante do coletivo MODATIVISMO. Pesquisadora de Indumentárias religiosas de matrizes africanas e seus encruzilhamentos cênicos, de trajes de cena de Teatros Pretos, de metodos de conservação e documentação de trajes de cena, indumentárias e têxteis, principalmente em acervos especializados. Com experiência na área de patrimônio em readequação de reserva técnica, documentação museológica, pesquisa, conservação e restauro de obras bibliográficas, indumentária, tela, objetos em madeira. Atuante também como assistente de figurino, em longas-metragem e como Figurinista em projetos áudio-visuais de música, de publicidade, de teatro, longas metragem e dramaturgia seriada. Diretora criativa em projetos de moda. Diretora no documentário "Axós de Axé" - 2024 Diretora do documentário " O implacável abraço do Rio Almada" - 2024 Pesquisadora contemplada no Laboratório em moda afro diaspórica - Égbe 2023 Pesquisadora contemplada no Laboratório de criação artística individual em teatro - LACRI (FUNCEB - 2022/2023) Pesquisadora do projeto "Mulheres Lembradas por Salvador" - contemplado pelo prêmio Riachão 2022. Com interesse em representações visuais, identidade, comunicação de moda, vocabulário imagético, indumentária, traje de cena, narrativa, linguagem, semiótica, feminismo negro, gênero e magia.Alyssa Volpini - Produção Executiva. Artista Visual, Diretora de arte, Designer Multimídia e Produtora Cultural com Bacharelado em Artes Plásticas e Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (UnB). Especialização em Assessoria Técnica, Habitação e Direito à Cidade pela Universidade Federal da Bahia (PPGAU/FAUFBA). É cofundadora da Coletiva Feminista Arquitetas Invisíveis e hoje atua como assessora técnica popular em Salvador, junto a iniciativas que lutam por justiça social, reparação histórica e acesso a direitos básicos como moradia digna e o direito à cidade. Suas pesquisas perpassam temas vinculados à urbanismo, direito à cidade, lutas sociais e urbanas, cinema, memória e questões interseccionais de gênero, étnico-raciais e sexualidades.Mari Lemos- Coordenação de Produção- Com formação em Jornalismo, sua atuação se consolidou no cruzamento entre Impacto, Reputação, Cultura e Produção, com especialização em Curadoria de Conhecimento que agrega técnica às estratégias de Comunicação. Por uma década, coordenou estratégias de Reputação e Execução de Comunicação na Feira Preta, ecossistema de economia criativa negra, co-criando programas e desenvolvendo tecnologias sociais. Atua como produtora executiva do mini-doc “Por que preciso voltar à escola” para o YouTube e Obama Foundation, e colabora com formadores de opinião em diversas áreas. Experiência em projetos especiais de Comunicação e Educação Corporativa para grandes empresas, como Nestlé, Natura &Co e Google, e participou da primeira edição do "Festival M.A.N.A.".

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.