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Realizar o projeto CHARLOTTE, que resgata e celebra a trajetória da "Companhia da Memória", dando continuidade ao seu atual projeto de pesquisa artístico, "Pentalogia do Feminino", que teve seus trabalhos iniciados em 2017, e que prevê a pesquisa e a criação de cinco obras com temas autônomos, todos eles transpassados pela perspectiva do feminino. "Charlotte" é a peça que encerra esse conjunto e a única que ainda não foi realizada.
VIDA? OU TEATRO?Oriunda de uma abastada família judia de Berlim, a pintora Charlotte Salomon nasceu em 1917. Filha única, a artista enfrentou a primeira tragédia de sua vida aos 8 anos, quando sua mãe cometeu suicídio, sem saber que seu próprio nome, Charlotte, era homenagem a outra suicida, sua tia materna, que tirou a própria vida no fim da adolescência. Uma criança solitária e introspectiva, a jovem passou a se interessar pela pintura desde cedo. Estudante da Academia de Belas Artes de Berlim, ela fugiu da cidade em janeiro de 1939, dois meses depois da fatídica Noite dos Cristais.No exílio no Sul da França, durante um período de 18 meses, até ser enviada para o campo de concentração de Auschwitz — onde seria assassinada em 1943, aos 26 anos e grávida — a pintora produziu a monumental obra que marcaria sua carreira: “Vida? Ou teatro?”, uma série autobiográfica composta de mais de mil e trezentos guaches e aquarelas, dos quais ela selecionou mais de setecentos para compor a obra final.VIDAO trágico como condição da existência é fundamental para adentrar em “Vida? Ou Teatro?” de Charlotte Salomon. “Uma mentira para triunfar sobre essa realidade, essa ‘verdade’, isto é, para viver…” escreve Nietzsche em “O nascimento da tragédia”. E segue: “A vida deve infundir confiança”, “o homem tem que ser mentiroso, já por natureza, precisa mais do que nunca ser artista.”Charlotte nasceu numa família onde os gritos da morte ressoam nas paredes do útero e de suas ancestrais. Uma família de mulheres suicidas. Uma sina? Sua avó materna, sua tia (por parte de mãe) e sua mãe, viriam a se suicidar. Charlotte ainda é uma criança quando sua mãe, que não se conforma com a morte da irmã inseparável, leva a filha a sucessivos “passeios” ao cemitério onde, na lápide de túmulos, Charlotte aprende a ler. A atmosfera mórbida de um cemitério passa a ser para Charlotte, tão frugal quanto a de um parque. Nesse período, sua mãe sofre de crises de depressão constantes e logo comete suicídio. Mais uma vez, Charlotte se vê no cemitério, agora diante do túmulo da própria mãe. No entanto, a mãe depressiva, antes de se suicidar promete a ela que a enviaria uma carta quando chegasse ao céu. Charlotte encontra consolo para sua dor na promessa da mãe e após sua morte espera muito tempo pela chegada da carta. Um dia o pai diz a ela “A verdade": os mortos não se comunicam com os vivos. A carta nunca chegaria. Neste dia a pequena Charlotte se sente profundamente traída pela mãe. Nasce a artista."A arte e nada mais que a arte! Ela é a grande possibilitadora da vida, como única força superior contraposta a toda vontade de negação.”— Friedrich NietzscheNa vida de Charlotte Salomon, seu processo de formação coincidiu com a ascensão do nazismo: à época da chegada de Hitler ao poder, ela tinha 16 anos. Junto a uma realidade que lhe negava cada vez mais a existência, culminando com seu assassinato numa câmara de gás em Auschwitz em 1943, a história de sua família materna era de uma reiterada afirmação da morte — uma longa linha de suicídios, predominantemente femininos, dos quais o suicídio da mãe, da tia e da avó foram apenas os exemplos mais próximos. Sendo esse o palco de sua existência, Charlotte promove, por meio da criação, o resgate e a afirmação da vida, dando, simultaneamente, uma resposta à história de sua família e ao tempo em que lhe coube viver.Pensar a obra de Charlotte Salomon no contexto de 2024 nos obriga a confrontar processos de aniquilação individuais e coletivos perpetrados pela nossa sociedade atual. Numa sociedade fraturada pelo ódio, ressentimento, desejo de poder, fobia e violência contra a população lgbtqiapn+, pelo racismo, pela aporofobia, pelo capacitismo, pela gordofobia, pelo preconceito contra as pessoas da terceira idade e contra portadores de necessidades especiais, e com o franco crescimento de movimentos ultradireitas, fascistas, neonazistas, vemos a criação deste trabalho — analogamente à obra de Charlotte Salomon — como uma possibilidade de respostas, de busca de pontos, senão de coincidência, ao menos de contato, de busca de novas maneiras de coexistir e de dar um passo em direção ao tratamento de feridas profundas.
OBJETIVOS GERAISO projeto CHARLOTTE tem como objetivo geral realizar o processo de pesquisa, criação e encenação do espetáculo-protótipo Charlotte, última parte da Pentalogia do Feminino, concebida pela Companhia a partir da obra "Vida ou Teatro?" de Charlotte Salomon. A proposta busca aprofundar o diálogo entre arte e memória, investigando a criação artística em contextos de violência, opressão e genocídio, e promovendo reflexões sobre o papel do feminino na resistência e na transformação social.Além de dar continuidade ao percurso de pesquisa e depuração de linguagem da Companhia, o projeto visa estimular a formação e o pensamento crítico, através da realização de oficinas práticas e encontros teóricos que integrem artistas, pesquisadores, estagiários e público em geral. Também objetiva democratizar o acesso à criação teatral contemporânea, promovendo apresentações em regiões diversas da cidade de São Paulo e fortalecendo o teatro enquanto espaço de encontro, escuta e reflexão política e estética.Registrar e difundir o processo artístico-pedagógico por meio de documentação audiovisual dos encontros, ensaios e apresentações, compondo um acervo digital que integrará a comemoração dos 18 anos da Companhia, fortalecendo sua memória institucional e legado artístico. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:Realizar o processo de pesquisa e formação prática por meio de 04 (quatro) oficinas: Estruturas Lúdicas e Situacionais, Performance, Viewpoints e Trabalho Corporal para a Cena, destinadas a 24 oficineiros (entre participantes e ouvintes), ao longo de dois meses, como base metodológica para o processo criativo do espetáculo.Desenvolver a criação da dramaturgia e da encenação de Charlotte, ao longo de 03 (três) meses de ensaios, com a participação de 12 atores-criadores, 2 diretores e equipe técnica-artística composta por dramaturga, cenógrafo, figurinista, compositor, sonoplasta, iluminador e artista audiovisual.Oferecer 06 (seis) vagas de estágio supervisionado, nas áreas de direção, dramaturgia, direção de arte, iluminação e sonoplastia, priorizando candidatos de regiões periféricas e grupos minoritários (mulheres, afrodescendentes, indígenas, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e terceira idade).Promover 05 (cinco) Encontros Teóricos com Especialistas, abertos ao público e transmitidos online, sobre temas como genocídios históricos e contemporâneos, racismo estrutural, estética da existência (Michel Foucault), e o legado artístico de Charlotte Salomon, ampliando o caráter reflexivo do projeto, com o intuito de alcançar um público estimado de 3.000 pessoas.Deslocar o processo criativo para a região leste da cidade de São Paulo, sediando-o na Casa do Povo, instituição historicamente ligada à resistência cultural, fortalecendo a descentralização e o diálogo com a comunidade judaica e o público local.Realizar uma Mostra de Processo com 12 (doze) apresentações públicas do espetáculo-protótipo Charlotte, com ingressos a preços populares (R$ 60,00 inteira, R$ 30,00 meia entrada e R$ 20,00 inteira do ingresso popular e R$ 10,00, meia entrada do ingresso popular), distribuídas entre Casa do Povo (Bom Retiro), Tendal da Lapa (zona oeste) e Cia Paidéia de Teatro (Santo Amaro), assegurando a circulação e o acesso em diferentes regiões da cidade.As apresentações do espetáculo-protótipo "Charlotte" totalizarão 12 (doze) sessões, distribuídas em três diferentes regiões da cidade de São Paulo, de modo a garantir a descentralização e a democratização do acesso ao público.Na Zona Leste, as apresentações ocorrerão na Casa do Povo, localizada no bairro do Bom Retiro, espaço simbólico pela sua ligação histórica com a comunidade judaica, diretamente associada à obra de Charlotte Salomon. Serão realizadas 4 (quatro) apresentações neste local.Na Zona Oeste, o espetáculo será apresentado no Tendal da Lapa, espaço público de referência em artes cênicas e projetos de formação, também com 4 (quatro) apresentações.Na Zona Sul, as apresentações acontecerão na Cia. Paidéia de Teatro, no bairro de Santo Amaro, local reconhecido pela programação voltada à formação e à acessibilidade, igualmente com 4 (quatro) apresentações.A Casa do Povo possui capacidade média de 100 lugares, resultando em aproximadamente 400 espectadores nas quatro sessões previstas. O Tendal da Lapa comporta cerca de 120 lugares, totalizando aproximadamente 480 espectadores nas quatro apresentações. A Cia. Paidéia de Teatro conta com 150 lugares, o que equivale a um público aproximado de 600 pessoas nas quatro sessões programadas.Desse modo, estima-se um público presencial total de aproximadamente 1.480 pessoas ao longo de todas as apresentações.CONTRAPARTIDA DE FORMAÇÃO:Realizar uma palestra gratuita voltada a 500 participantes, entre alunos e professores da rede pública de ensino da cidade de São Paulo, com o tema "A Arte e o Feminino como Força de Transformação Social". A atividade tem como propósito promover uma reflexão sobre o papel da arte, da mulher e da sensibilidade na construção de uma sociedade mais justa, empática e plural, abordando a contribuição das artistas e pensadoras que transformaram paradigmas culturais ao longo da história.
ENQUADRAMENTO LEGAL _ LEI Nº 8.313/1991 (LEI ROUANET)O projeto CHARLOTTE PENTALOGIA DO FEMININO - 18 ANOS DA COMPANHIA DA MEMÓRIA enquadra-se nas finalidades da Lei Rouanet, especialmente nos seguintes incisos do Art. 1º:Inciso II _ "Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores."Inciso III _ "Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional."Inciso IV _ "Prover os meios para que a produção, a difusão e o acesso aos bens e serviços culturais se realizem em todo o território nacional."Inciso VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memóriaE atende aos objetivos do Art 3º nos incisos e alíneas abaixo:Inciso II - fomento à produção cultural e artística, mediante; c- realizações de espetáculos de artes cênicas;O projeto CHARLOTTE _ PENTALOGIA DO FEMININO - 18 ANOS DA COMPANHIA DA MEMÓRIA, surge como continuidade de um percurso artístico-pedagógico de 18 anos, sustentado pela pesquisa contínua sobre a presença feminina na história, na arte e na sociedade. A montagem de Charlotte, inspirada na obra "Vida ou Teatro?" de Charlotte Salomon, constitui o fechamento de um ciclo iniciado pela Companhia (a Pentalogia do Feminino) e propõe um mergulho profundo nas relações entre criação artística, resistência e memória em tempos de autoritarismo e intolerância.A necessidade de realização deste projeto está diretamente relacionada ao momento histórico e político atual, marcado pelo avanço do extremismo, pela violência contra minorias e pela tentativa de silenciamento de vozes dissidentes. A obra de Charlotte Salomon, criada em meio à ascensão do nazismo, ressoa de forma poderosa na contemporaneidade como um testemunho da força transformadora da arte diante da barbárie. Assim, a produção de Charlotte é não apenas um ato de criação estética, mas também um gesto ético e político de resistência, reafirmando o papel do teatro como espaço de reflexão, memória e empatia.Do ponto de vista artístico, a pesquisa proposta oferece à Companhia a oportunidade de aprofundar e aprimorar sua metodologia de criação, investigando novas possibilidades de linguagem cênica por meio de oficinas, laboratórios e ensaios, com base em técnicas como o Sistema de Stanislavski, Viewpoints, Performance e Trabalho Corporal para a Cena. Essas ações visam fortalecer o núcleo criativo da Companhia e possibilitar a formação prática de novos artistas e estagiários, sobretudo oriundos de grupos sociais minoritários e regiões periféricas, ampliando o alcance social do projeto.A proposta também se justifica pela importância da descentralização territorial e simbólica da arte. O deslocamento do processo criativo para o Bom Retiro, região historicamente marcada pela presença judaica e pela diversidade cultural, representa um gesto de aproximação com a comunidade e de democratização do acesso. Além disso, as apresentações em diferentes zonas da cidade (leste, oeste e sul) reafirmam o compromisso da Companhia com a circulação, a acessibilidade e a ampliação de público.Por fim, a realização de Charlotte coincide com a comemoração dos 18 anos da Companhia da Memória, momento propício para revisitar sua trajetória, consolidar sua identidade estética e celebrar sua contribuição ao teatro brasileiro contemporâneo. Através desta proposta, a Companhia busca não apenas produzir um espetáculo, mas reafirmar sua missão de formar, refletir e transformar valores que sustentam o fazer artístico como bem cultural essencial à sociedade.
Através dessas ações, o projeto CHARLOTTE – PENTALOGIA DO FEMININO - COMPANHIA DA MEMÓRIA, aprofunda sobretudo quatro linhas de pesquisa e criação da Companhia:— A pesquisa de metodologias que envolvem os campos da atuação e da direção-pedagógica (direção dos atores), tendo como linha central dessa pesquisa, a continuidade da pesquisa do Sistema Stanislávski, metodologia estudada pela Companhia como um sistema aberto e em transformação, que se nutre de diversas áreas de conhecimento, tais como filosofia, ciências, antropologia, e que tem por meta a criação de um processo vivo e a pesquisa de uma cena que reflita o princípio e o conceito stanislavskiano da Arte como a Experiência do Vivo. Além desta metodologia, também em Charlotte investigaremos outras metodologias e treinamentos para a arte do ator e do diretor-pedagogo, como a Performance, o Viewpoints e o Trabalho Corporal para a Cena, que interseccionados com a metodologia stanislavskiana, prometem abrir, transpor e revelar de forma cênica, o conteúdo artístico seminal da obra “Vida ou Teatro?” de Charlotte Salomon. Essa pesquisa terá a condução de (04) quatro especialistas em metodologias da atuação-criadora, Miriam Rinaldi (Viewpoints), Ruy Cortez (Stanislavski – Estruturas Situacionais e Lúdicas), Elisa Ohtake (Performance) e Ondina Clais (Trabalho Corporal para a Cena). Contará também com a participação de 12 (onze) atores-criadores e artistas-pesquisadores: Aretha Sadick, Céllia Nascimento, Cleyton Nascimento, Conrado Costa, Giovanni Venturinni, João Vasco, Lucia Bronstein, Mafalda Pequenino, Marcelo Bacchin, Miriam Rinaldi, Ondina Clais e Walter Breda. 24 (vinte e quatro) oficineiros terão acesso e acompanharão a pesquisa metodológica, seja como ouvintes ou participantes— A pesquisa dos meios de criação da dramaturgia brasileira contemporânea e da encenação, com a criação do texto inédito “Charlotte”, pela dramaturga Dione Carlos e a pesquisa de uma encenação transdisciplinar, que intersecciona artes visuais, teatro, música, dança e performance, e que se realiza através da criação da encenação do espetáculo-protótipo Charlotte, dirigido por Elisa Ohtake e Ruy Cortez. Além da presença da dramaturga, encenadores e atores-criadores, esse processo de pesquisa de 03 (quatro) meses de ensaios, contará com a presença de 07 (sete) artistas-criadores, que provocarão o processo de criação, sendo eles, 01 (um) cenógrafo - André Cortez, 01 (um) iluminador - Wagner Pinto, 01 (um) figurinista - Fabio Namatame, 01 (uma) sonoplasta Aline Meyer, 01 (um) compositor original - Phil Sommervell, 01 (um) aderecista - Cesar Rezende (à confirmar) e 01 (um) artista audiovisual - Ale Catan. Acompanharão também todo esse processo, 06 (seis) estagiários nas áreas de dramaturgia, direção, direção de arte, iluminação, sonoplastia e audiovisual. O processo de pesquisa contará também com a instrumentalização conceitual de 05 (cinco) Encontros com Especialistas Teóricos sobre o tema da pesquisa, com toda a equipe criativa e abertos aos 24 (vinte e quatro) oficineiros, aos 06 (seis) estagiários e para o público em geral.— A valorização do Teatro pela difusão, através do evento virtual de comemoração dos 18 anos da Companhia da Memória, do conhecimento gerado nesta e em outras pesquisas e ações artísticas da Companhia, seja pelo compartilhamento de todo o material que documenta sua trajetória, quanto da divulgação e comunicação das ações reflexivas e expositivas deste projeto, como os Encontros com Teóricos e a Mostra de Processo.II.
PRODUTO PRINCIPAL: PEÇA TEATRAL Acessibilidade física: as apresentações serão realizadas em locais (teatros) que propiciem acesso fácil para portadores de deficiência física, idosos e gestantes, além de estrutura de banheiros adaptados. Acessibilidade para deficientes visuais: será promovida 1 sessão da peça com audiodescrição na cidade de São Paulo. Acessibilidade para deficientes auditivos: haverá um intérprete de libras para deficientes auditivos em uma das sessões da peça na cidade de São Paulo. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: haverá um assistente de produção para prestar auxílio para este público e seus familiares. PRODUTO SECUNDÁRIO: PALESTRA Acessibilidade Física: rampas, corrimões, banheiros adaptados, espaço para cadeirantes. Acessibilidade para Deficientes Visuais: Este produto já é acessível aos deficientes visuais por tratar-se de uma palestra oral e gravada. Acessibilidade para Deficientes Auditivos: Haverá um Intérprete de libras durante a palestra. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: haverá um assistente de produção para prestar auxílio para este público e seus familiares.
O critério utilizado para doação e venda dos ingressos cumprirá o estabelecido no artigo 46, da Instrução Normativa 23, de 5 de fevereiro de 2025:I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado;II - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto;III - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino;IV - 20% dos ingressos serão vendidos ao preço promocional de R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia);Realização de um ensaio aberto para um público de 200 alunos de escolas públicas e/ou pessoas de grupos minoritários ou comunidades em vulnerabilidade social, tais como pessoas negras, povos indígenas, comunidades quilombolas, povos e comunidades tradicionais, populações nômades, pessoas em situação de rua, pessoas LGBTQIAPN+, , diversos tipos de ONGs de apoio social, cultural, educacional, associações de bairros, entre outros tipos de Instituições que tenham interesse, beneficiários do Bolsa Família e inscritos no CadÚnico;Conforme inciso II, do artigo 49, da Instrução Normativa 23, de 5 de fevereiro de 2025, o proponente realizará uma palestra gratuita para 500 alunos e/ou professores de escolas e universidades públicas, sobre a história do teatro no Brasil e no mundo e o papel da arte na construção de valores éticos e de empatia.
A empresa proponente, representada por seu sócio Ruy Cortez, será responsável pela coordenação do projeto estando a frente das decisões gerenciais do projeto, sendo remunerada através das rubricas de coordenação do projeto e direção.RUY CORTEZ - COORDENADOR DO PROJETO E DIRETOR É diretor teatral, pedagogo, curador artístico e programador teatral. É sócio-fundador e diretor artístico da Companhia da Memória, foi sócio-fundador e diretor artístico-pedagógico do Centro Internacional de Teatro Ecum (CIT-Ecum) e atualmente é vice-presidente da Associação Amigos do TBC e do Teatro Brasileiro (AATBC). Suas direções mais recentes são O Jardim das Cerejeiras de Anton Tchekhov (2025), Punk Rock de Simon Stephens (2023-2018), As Três Irmãs e A Semente da Romã (2022), com texto e dramaturgia de Anton Tchekhov e Luís Alberto de Abreu (Prêmio APCA 2022 Especial de Direção e Prêmio SHELL 2022 de Melhor Direção), A Dócil (2021), adaptação audiovisual para a novela homônima de Fiódor Dostoiévski, A Semente da Romã, obra audiovisual com dramaturgia de Luís Alberto de Abreu (2020), contemplada com o prêmio Zé Renato da Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo, a obra audiovisual Desmontagem | As Três Irmãs e A Semente da Romã_minidoc.processo (2020), a obra audiovisual Desmontagem | As Três Irmãs e A Semente da Romã_minidoc.monólogos (2020), a obra audiovisual Katierina Ivânovna - K.I. de Fiódor Dostoiévski (2020), criada especialmente para o projeto SescEmCasa, Réquiem para o desejo, recriação de Alexandre Dal Farra (2018) para “Um bonde chamado desejo” de Tennessee Williams, K.I. (Katierina Ivânovna) de Fiódor Dostoiévski (2017), Karamázov (2014), trilogia teatral, foi criada a partir das obras “Uma história lamentável” e “Os irmãos Karamázov” de Dostoiévski, com dramaturgia de Luís Alberto de Abreu e Calixto de Inhamuns. Em 2014, foi curador artístico dos espetáculos; Repertório Shakespeare (composto dos espetáculos Macbeth e Medida por medida) e O testamento de Maria, todos com direção de Ron Daniels. Por seu trabalho como curador artístico da programação de espetáculos do Centro Internacional de Teatro Ecum (CIT-Ecum), foi indicado junto ao conselho gestor dessa instituição, ao Prêmio Shell de Teatro 2013 na categoria inovação, pela realização plural de seu projeto artístico-pedagógico. O CIT-Ecum entre outros projetos é correalizador das cinco primeiras edições da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp). Seus espetáculos receberam mais de quarenta nominações a prêmios como; Prêmio Zé Renato, Prêmio ProAc Produção e Circulação, Prêmio Myriam Muniz, Governador do Estado de São Paulo, APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), Shell, Aplauso Brasil, R7 Melhores do Teatro, Cooperativa Paulista de Teatro, Quem Acontece, Qualidade Brasil, Bravo.MARCELO BACCHIN - ATORAtor e cenógrafo de festas há 26 anos. Formado no Centro de Artes e Educação Célia Helena, onde realizou o Curso Técnico Profissionalizante, depois a Faculdade de Atuação e onde ainda cursou aulas na Pós Graduação em Direção e Atuação. Realizou ainda formação de ator em cinema na Academia Internacional de Cinema (AIC). Seus últimos trabalhos como ator são: “O Céu Fora Daquela Janela” de Lucy Kirkwood, com direção de Johana Albuquerque, “Volpone” de Ben Johnson, com direção de Bete Dorgam, “Tartufo” de Moliére, com direção de Simone Boer, “O Julgamento de Luculus” de Bertolt Brecht, com direção de Fernando Nitsch, “Solilóquios” de William Shakespeare, com direção de Gabriel Miziara, “A Morta” de Oswald de Andrade, com direção de Joana Dória. Integrou uma série de treinamentos de ator: “Laboratório Dois Olhares em Perspectiva: Meyerhold e Stanislávski” com Maria Thaís, “Ler em Voz Alta” com Mika Lins, "Criação e Atuação para a Câmera" com Walter Rippel, "Intensivo de Atuação" com Lee Taylor, "Amar o Tempo" com Marcos de Andrade, "Monólogos para o audiovisual” com Adriana Pires e Daniel Lopes, "Da Idéia à Cena" com Malu Bazan e "Quando Acende a Camêra" com Eduardo Milewics. Treina continuamente com Lucia Gayotto, “Voz e Palavra”.JOÃO VASCO - ATOR É ator, cientista político e produtor. Em 2012, se formou como artista na Escola Nossa Senhora do Teatro, no curso profissionalizante de Preparação e Desenvolvimento do Ator. Em 2015, se formou como cientista político na Unirio. De 2011 a 2016, realizou diversos cursos nas artes cênicas, como ‘Teoria e Crítica Teatral’ com Daniele Avila Small, ‘Teatro Físico’ com Alain Alberganti, ‘Teatro Musical’ com Marcello Caridade, ‘Melodrama’ com Sérgio Módena, ´Processos Criativos’ com Marcio Abreu, entre outros. Integra a Companhia da Memória desde 2016, integrando como ator os seguintes trabalhos; As Três Irmãs e A Semente da Romã, díptico composto da obra clássica de Tchekhov e de um texto inédito de Luís Alberto de Abreu (2022), A Semente da Romã, obra audiovisual com dramaturgia de Luís Alberto de Abreu (2020), contemplada com o prêmio Zé Renato da Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo, a obra audiovisual Desmontagem | As Três Irmãs e A Semente da Romã_minidoc.processo (2020), a obra audiovisual Desmontagem | As Três Irmãs e A Semente da Romã_minidoc.monólogos (2020), Punk Rock, peça do inglês Simon Stephens (2018-2023), sendo também o revisor desta tradução. Em A Dócil (2021), adaptação audiovisual para a novela homônima de Fiódor Dostoiévski, foi assistente de direção, produziu Evocação de Patrícia Galvão, Pagu (2021) e em Réquiem para o Desejo de Alexandre Dal Farra (2018) foi assistente de projeto, quando, então, entra para o núcleo artístico da Companhia da Memória, como diretor associado. Como produtor residente da companhia produziu e participou como ator dos Estúdios de Atuação, nas oficinas de “Teatro Psicológico”, “Sistema Stanislávski para Atores” e “Análise Ativa”, todas ministradas por Marina Nogaeva Tenório, Ondina Clais, Ruy Cortez. Realizou as leituras dramáticas das peças “Inimigos de Classe” de Nigel Williams, “Essa Nossa Juventude” de Kenneth Lonergan e “O Dilema do Crocodilo” de Lourenço Mutarelli. Destaca-se outros trabalhos no teatro: em 2013, recebeu 2 indicações no festival “Grandes Autores” pela montagem que dirigiu e atuou: “A Mulher Sem Pecado” de Nelson Rodrigues, nas categorias ‘multimídia’ e ‘melhor ator protagonista’, pela interpretação do personagem Olegário dessa obra. Integrou o grupo Nós do Morro de 2011 a 2013, dirigido por Guti Fraga, realizando dois espetáculos, “Afro em Nós” com direção de Sérgio Henrique Gargamel e “Os amores de Shakespeare”, direção de Marcello Melo. ONDINA CLAIS - ATRIZÉ atriz, professora e também diretora artística da Companhia da Memória. Na Companhia, recentemente atuou em O Jardim das Cerejeiras (2025), As Três Irmãs e A Semente da Romã (2022), com texto e dramaturgia de Anton Tchekhov e Luís Alberto de Abreu (Prêmio APCA 2022 Especial e Prêmio SHELL 2022), Evocação de Patrícia Galvão -Pagu (out/2021), codirigiu A Dócil (2021), adaptação audiovisual para a novela homônima de Fiódor Dostoiévski, atuou em A Semente da Romã, obra audiovisual com dramaturgia de Luís Alberto de Abreu (2020), contemplada com o prêmio Zé Renato da Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo, a obra audiovisual Desmontagem | As Três Irmãs e A Semente da Romã_minidoc.processo (2020), a obra audiovisual Desmontagem | As Três Irmãs e A Semente da Romã_minidoc.monólogos (2020), Réquiem para o desejo (2018) de Alexandre Dal Farra e nas versões audiovisual e digital do monólogo Katierina Ivânovna - K.I. (2020/2018/2017) de Fiódor Dostoiévski. Ao lado de Ruy Cortez, co-dirigiu outras duas obras da Companhia, Punk Rock (2018-2023) de Simon Stephens e Coração na Bolsa (2012) de Marcus Leoni, além de ministrar uma série de workshops sobre o sistema de Stanislávski em instituições como: Oficina Cultural Oswald de Andrade, Centro Cultural Barco, Centro Compartilhado de Criação e Centro Internacional de Teatro Ecum. MARISTELA BUENO - PRESTAÇÃO DE CONTASProdutora, roteirista e advogada. Formada em Direito pela Universidade Paulista, em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante e pós-graduada em Direito do Entretenimento pela ESA – OAB/SP. Diretora da Pipoca Cultural, empresa que presta serviços de gestão de projetos incentivados nos segmentos de artes cênicas, visuais, humanidades e audiovisual, assessoria jurídica, produção executiva, criação de roteiros e produção de eventos culturais e corporativos. Iniciou sua carreira como produtora e roteirista em 2004. Entre 2007/2020 foi produtora executiva, roteirista e consultora jurídica da Escola de Atores Wolf Maya, trabalhando com os diretores Wolf Maya, Michael Rumam, Del Rangel, Mauro Batista Vedia, Eliana Fonseca, Renato Simões, Sérgio Ferrara, Marco Antônio Braz, Sandra Corveloni, Zé Henrique de Paula, Marco Antonio Pâmio, Ruy Cortez, Elias Andreatto, Kleber Montanheiro, Dan Rosseto, Kiko Marques e Hugo Coelho. Em 2021/22, trabalhou como produtora no Reality Masterchef edições 8 e 9, da TV Bandeirantes e produtora de conteúdo dos Realities “A Grande Conquista” edições e e 2, em 2023 e 2024 e “A Fazenda” edições 13, 14, 15, 16 e 17 (2021 a 2025), da Tv Record. Como gestora realizou os seguintes espetáculos: “Rock Show o Musical”, de Hudson Glauber – Direção Hudson Glauber – 2008 (Teatro Brigadeiro) “O Inspetor”, de Nikolai Gogol – Direção: Hudson Glauber – 2011 (Teatro Nair Bello). “A Dama do Mar”, de Henrik Ibsen– Direção: Sérgio Ferrara – 2012 (Teatro Nair Bello) “A Hora Perigosa”, de Clara Meirelles – Direção: Daniel Herz – 2014 (Teatro Fashion Mall - RJ) “O Semeador”, de Gabriel Chalita – Direção Hudson Glauber – 2015/2016 (Teatro MuBE) “A Serpente”, de Nelson Rodrigues – Direção Eric Lenate – 2017/2018 (Teatros Viradalata e FAAP) “Relaxa que é Sexo”, de Wolf Maya – Direção Wolf Maya – 2018 (Teatro Nair Bello) “Muito Louca”, de Gabriel Chalita – Direção Hudson Glauber – 2018 (Teatro Raul Cortez) “Irmãs Siamesas”, de José R Siqueira – Direção Sebastien B Michel – 2018 (Teatro Aliança Francesa) “Avesso”, de Daniel Torrieri Baldi – Direção Hudson Glauber – 2018/2019 (Teatro Nair Bello) “Irineu”, de Tiago Luchi – Direção Ricardo Grasson – 2024 (Teatro Marte Hall) “Funny Girl- A Garota Genial” – Direção Gustavo Barchilon – 2024 – (Teatro Porto Seguro) “O Papel de Parede Amarelo e Eu” – Direção Denise Stoklos e Alessandra Maestrini, - 2025 (Teatro FAAP) “O Palhaço Está Sem Graça” – Direção Hudson Glauber – 2025 (Teatro Nair Bello) “Dream Girls” – Direção Gustavo Barchilon – 2025 (Teatro Santander) É autora da peça teatral Biografia Não Autorizada (2013) e do premiado curta metragem Nóia - Um Dia No Limite (2015), com direção de Elder Fraga, o qual foi finalista em mais de 55 festivais brasileiros e internacionais, inclusive do Festival de Cannes, além de ganhar 30 prêmios, sendo premiada como melhor roteirista do I Festivou – Festival Audiovisual Independente Brasileiro.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.