Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O projeto irá realizar a circulação do espetáculo teatral Chico Rei, do escritor Walmir Ayala, em municípios dos estados do Pará e do Maranhão. Como contrapartidas sociais serão oferecidas por cidade uma oficina teatral, palestra de ensino antirracista e uma roda de debate sobre história e cultura afro-brasileira nas escolas públicas, arrecadação de alimentos não perecíveis, além de ação ambiental com plantio de árvores nas cidades contempladas pela itinerância.
A dramaturgia da peça "Chico Rei" se baseia na história de um rei africano capturado e escravizado no Brasil. Escrita por Walmir Ayala, a peça explora temas como resistência, identidade cultural, e luta pela liberdade, combinando elementos históricos e culturais afro-brasileiros com uma narrativa emocionalmente poderosa. A adaptação para o projeto Circuito Brasil de Teatro Épico Negro mantém a fidelidade ao texto original, incorporando elementos contemporâneos para ressoar com o público atual.Estrutura Narrativa: A peça é dividida em atos que exploram diferentes fases da vida de Chico Rei, desde sua captura até sua liderança na comunidade escrava no Brasil. Galanga, conhecido como Chico Rei, foi um rei do Congo que foi capturado e trazido como escravo para o Brasil no século XVIII. Trabalhando nas minas de ouro de Vila Rica, ele conseguiu comprar sua liberdade e a de muitos outros escravizados, utilizando o ouro que escondia. Chico Rei é uma figura emblemática de resistência e liderança, simbolizando a luta pela liberdade e a resiliência do povo afro-brasileiro. Sua história é celebrada em diversas tradições populares, especialmente em Minas Gerais, onde sua memória continua viva. Assim como Chica da Silva, uma história de superação, uma ex-escravizada que ganhou destaque no Brasil colonial devido à sua ascensão social. Ao está trabalhando nas Minas Chico Reiencontra muito ouro conseguindo sua alforria e a de outros escravizados. A angustia dele era por querer voltar a África e levar todo seu povo. Ao longo da peça, Chico Rei expressa sua angústia e desejo de retornar à África com seu povo. Esse tema é intensificado pela presença simbólica da Morte, que representa seu destino e legado. A peça culmina com a celebração da resistência de Chico Rei, sua coroação simbólica e o impacto de suas ações na história afro-brasileira.
Objetivo Geral:Realizar o projeto em municípios dos estados do Pará e Maranhão.Objetivos Específicos:1. Realizar 04 (quatro) apresentações da peça Chico Rei;2. Realizar 04 (quatro) oficinas teatrais;3. Selecionar educandos para compor a figuração do elenco da peça;4. Realizar 04 (quatro) palestras de ensino antirracista com roda de conversa;5. Realizar 04 (quatro) palestras ambientais mais ações de plantio de árvores para alunos de escola pública:6. Arrecadar alimentos não perecíveis em cada cidade para doação.Será realizada uma contrapartida por cidade, totalizando 4 de cada em todo projeto.
No Brasil e no mundo, a cultura negra ainda é frequentemente marginalizada, enfrentando preconceitos e atitudes racistas que se perpetuam desde a infância. De acordo com dados do IBGE (2024), cerca de 85% das pessoas negras afirmam já ter sofrido discriminação racial. Esse comportamento, muitas vezes visto como "brincadeira", reforça estigmas e violências simbólicas contra características naturais da população negra, como o cabelo crespo, o nariz largo, os lábios grandes e a cor da pele.Diante dessa péssima realidade, torna-se urgente promover ações que fortaleçam a conscientização e o combate ao racismo, valorizando a cultura e a identidade negra. O projeto "Circuito Brasil de Teatro Épico Negro" foi criado com esse propósito, buscando unir arte, educação e cidadania em um projeto itinerante por diferentes cidades brasileiras.O projeto conta com palestras antirracistas em escolas públicas, abordando temas como igualdade racial, respeito às diferenças e combate ao preconceito; e também com palestra ambiental, voltada à discussão de questões como emissão de carbono, preservação da natureza além de ação de plantio de árvores. O projeto também conta com campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis, destinados a ONGs locais.Para contribuir mais ainda com a educação, e cada cidade será realizada uma oficina teatral com carga horária de 20 horas. Ao final, serão selecionados educandos da oficina para integrar o elenco de figurantes da montagem do espetáculo "Chico Rei", de Walmir Ayala, que será apresentado em teatro local.Resumindo, o projeto busca promover educação antirracista, consciência ambiental e inclusão social, utilizando o teatro como instrumento de diálogo entre comunidades e erradicação de preconceitos. O projeto também se enquadra nos incisos I, II, III, IV, V, VIII e IX, do Art. 1º da Lei nº 8.313/1991 (Pronac), conforme detalhado abaixo:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - estimular a presença da cultura brasileira nos meios de comunicação de massa;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.O projeto também atende ao Art. 3° da Lei 8.313/1991, nos seguintes incisos e alíneas:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização espetáculos de artes cênicas.IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
Apresentação da Entidade:O Inst-Ton – Instituto Cultural Terra Fértil, por meio da Companhia de Teatro Maria Clara Machado, iniciou suas atividades em 1992 na cidade de Parauapebas, Estado do Pará, sendo registrado em cartório em 1995. Ao longo de sua trajetória, realizou diversas apresentações teatrais, oficinas de teatro, workshops, mostras de teatro, autos de Natal e da Paixão de Cristo, além de participar de festivais em Belém e em outras cidades do Pará e estados vizinhos. Também realizou apresentações em escolas e eventos educacionais e sociais, firmando parcerias com outros grupos e companhias para a realização de grandes espetáculos públicos.A Companhia atua na formação de atores e atrizes e na direção teatral. Por meio de leis de incentivo à cultura, como Paulo Gustavo, Aldir Blanc e Rouanet, desenvolvemos projetos que incluem oficinas e apresentações teatrais em áreas urbanas e rurais, levando arte e cultura a diversas comunidades. Historicamente, oferecemos à sociedade obras consagradas da literatura brasileira e bíblica.O Teatro da Paixão de Cristo, realizado ao ar livre, acontece há 27 anos em Parauapebas, com grande público e consolidando-se como evento tradicional na cidade. Em 2025, alcançamos aproximadamente 13 mil espectadores em duas apresentações, além de transmissões ao vivo, envolvendo 114 profissionais, entre atores, figurantes, iluminadores, costureiras, artistas plásticos, soldadores, pintores, seguranças, eletricistas, dançarinos, cantores e diretor de teatro.Originalmente realizado na Igreja Católica, o espetáculo, dirigido por Tonico Ferreira, consolidou-se como teatro bíblico e passou a atender, atualmente, católicos, evangélicos e público em geral, sendo aberto a todas as idades e promovendo fé, amor, paz e fraternidade. O evento atrai multidões, incluindo visitantes de cidades vizinhas, contribuindo para a valorização da cultura local e tornando Parauapebas referência cultural e destino turístico durante este período do ano.
As atividades do projeto exigirão deslocamentos da equipe técnica, produção e artística do projeto. Estes participantes poderão vir a necessitar fazer o uso de passagens terretestres que podem ser feitas de trem ou ônibus.• Especificação do espetáculo:Serão 4 (quatro) apresentações do espetáculo em quatro cidades: (Marabá-PA, São Luis-MA, Açailândia-MA e Imperatriz-MA).A apresentação tem duração aproximada 1h a 1h30. Figurino:O figurino é projetado para refletir a autenticidade histórica e cultural da época retratada na peça. Inspirado por trajes tradicionais africanos e vestimentas da época da escravatura no Brasil, os figurinos são elaborados com atenção aos detalhes e significados culturais. O personagem principal usa uma composição relembra as festas de Reisado dele como rei e também com traços demonstrando a riqueza da região. A rainha e a princesa usam vestes com a significância dos seus poderios da época. Vila Rica, a cidade de forma dinâmica mostra a cidade. A morte entra com a foice e com uma veste preta • Materiais: Uso de tecidos naturais, como algodão e linho, em cores vibrantes para os trajes africanos e tons mais sóbrios para os trajes dos escravos no Brasil.• Acessórios: Utilização de acessórios como coroas, capa, colares e braceletes que representem a nobreza de Chico Rei e sua conexão com suas raízes africanas.Cenário:O cenário da peça "Chico Rei" é fundamental para transportar o público para os distintos ambientes e épocas que compõem a narrativa. Ele é projetado para ser dinâmico e evocativo, utilizando elementos simbólicos e históricos que enriquecem a experiência visual e emocional da peça. São duas estruturas, a ao fundo, representa as construções de antiga Vila Rica e Santa Ifigênia, recriando a atmosfera do Brasil colonial. A estrutura na parte frontal do palco representa o palácio de Chico Rei, este espaço é crucial para mostrar a transição de Chico Rei de um líder africano para um escravizado no Brasil. Esta estrutura inclui tronos, tapeçarias ricas em detalhes africanos
O espaço da apresentação está adequado para receber todos os públicos, contemplando critérios de inclusão e acessibilidade.acessibilidade física (arquitetônica):- Banheiros adaptados;- Rampas;- Rotas acessíveis;- Iluminação adequada.Acessibilidade de conteúdo (comunicacional):- Língua Brasileira de Sinais - Libras;- Linguagem simples (em materiais impressos e digitais);- Legendas em vídeos e postagens do projeto;- Audiodescrição.As medidas de acessibilidade se encontram em todas as ações culturais, sociais e ambientais do projeto.
Das Medidas de Ampliação de Acesso: Art. 47. Em complemento às medidas de democratização de acesso, o proponente deverá prever a adoção das seguintes medidas de ampliação do acesso:IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das atividades de ensino, e de outras ações referentes ao produto principal;VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ações sociais/ambientais, palestras, culminãcias, oficinas, arrecadação de alimentos;VII - realizar ações culturais, sociais e ambientais voltadas ao público infantil ou infantojuvenil;X - realização do espetáculo sem cobrança de ingresso. Sem contar que as atividades e ações do projeto serão gratuitas.
ANTONIO FERREIRA SILVA – DIRETOR GERAL:Trabalha na área das artes desde 1987, em 1988 participou do 1º grupo de teatro formado em Parauapebas, “Filhos da Terra”, que era coordenado pelo professor Junior. Em seguida participou da criação da ASTEFOP (Associação Teatral e Folclórica de Parauapebas). Em 1992 liderando um grupo de jovens na escola, cria o grupo Cultural Terra Fértil, hoje é Instituto. Ator, diretor da companhia de teatro Maria Clara Machado, que inclusive realizou a 1º mostra de teatro de a Parauapebas. Dançarino, coreógrafo de danças folclóricas, artesão, arte-educador, professor de artes, pedagogo. Participação ativa na pastoral da Juventude nos anos 80, 90 e início de 2000. Foi diretor da casa da Cultura de Canaã dos Carajás. Ao lado de Souza Lobo dirigiu as aberturas de teatro e dança da FACIPA, aniversário da cidade e semana da Mulher nos anos 90 e 2000 em Parauapebas. Diretor da Paixão de Cristo, maior teatro aberto de Parauapebas, diretor do Auto de Nazaré, do Auto de São Sebastião, Auto de Natal e com mais de 20 peças teatrais no currículo. GABRIEL DOS SANTOS SOUZA - PRODUÇÃO EXECUTIVA: Músico, ator, produtor e gestor cultural, com ampla formação em produção e gestão cultural, política cultural, economia criativa, captação de recursos, com 3 anos de atuação no teatro e atualmente se graduando no segmento, e 10 anos na música. Atualmente, é dirigente (CEO) da empresa CNPJ 52.350.828/0001-73 (ARTEX PROJETOS) produtora dedicada ao projetos socioculturais e ambientais. Experiência com projetos da PNAB e lei Rouanet tanto em sua elaboração quanto em sua execução.JANAINA LOPES AMORIM - COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO:Doutoranda em Comunicação (UFPA), mestra em Comunicação (PPGCOM UFMA), especialista em Ascom e Graduada em Jornalismo (ambos pela UFMA). Tem experiência em comunicação pública e assessoria institucional. Atuou em projetos viabilizados pela Lei de Incentivo a Cultura, como Orquestra Vai à Praça, Marabá Jazz Festival e Nos Trilhos do Teatro, com circulação no Pará e Maranhão. Trabalhou na comunicação da Secretaria de Infraestrutura do Maranhão na Região Tocantina por mais de sete anos e foi produtora na Difusora Sul (SBT/Imperatriz).MARCUS DE ARRUDA MARINHO - DIRETOR DE ARTE:Jornalista formado pela UFMA, com experiência em design gráfico para mídias digitais e impressas. Atuou na ACII e em agências de comunicação, desenvolvendo projetos em diversas áreas. É mestrando em Comunicação (UFMA) e bolsista técnico na UEMASUL, com atuação em produção audiovisual e participação em projetos culturais pelas leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc. Domina ferramentas como Photoshop, Illustrator e InDesign. Será o Diretor de Artes do projeto.MARILENE DA SILVA PAZ – DIRETORA DE PRODUÇÃO:Iniciou sua carreira artística em meados de 1992 em grupos de jovens da Igreja católica e nas escolas e em Grupos de Teatro. Hoje faz parte da diretoria do Instituto Cultural Terra Fértil, que tem desempenhados importantes projetos e culturais no Município de Parauapebas, com experiência em grandes montagens como: A Paixão de Cristo, Alto de Natal, Chico Rei, Nos Trilhos do Teatro (PRONAC: 244752) e etc.GABRIEL BOALL PAZ DA SILVA - DIRETOR MUSICAL: Gabriel começou sua vida profissional com música em 2016, como professor particular, em ONGS, Projetos sociais e no projeto CRAS da prefeitura municipal de Parauapebas. Atua em bandas de música desde 2012 e atualmente ocupa o cargo de professor da Escola Municipal de música Maestro Waldemar Henrique. É formado em licenciatura em música pelo Centro Universitário Claretiano e estudante de marketing e relações pessoais, competente em informática básica e avançada, bem como, em montagem e manutenção de computadores. Exerce ativamente trabalhos em edição e elaboração de textos, copys e design básico em criação e experimentação visual. AFONSO JOSÉ DA SILVA CAMARGO - CENÓGRAFO: Afonso Camargo, paraense natural de Santarém do Pará, nasceu em 1969, artista plástico fez suas primeira atividades artísticas junto ao atelier do seu pai, Pedro Fona em Santarém, depois partiu para o estado do Amazonas onde trabalhou como carnavalesco e aderecista nós bois : Garantido e Caprichoso, conquistando títulos dentro de sua área de atuação, as artes plásticas, recebeu convite para trabalhar como cenógrafo no Teatro Amazonas e restaurador, volta ao estado do Pará e em 1993, chega em Parauapebas onde desenvolve várias atividades no CAC, Centro de Atividades de Carajás e Docenorte Esporte Clube, a convite do governo de Parauapebas atua em projetos sociais voltados para criança e adolescente, foi o primeiro Coordenador de Cultura e depois Secretário de Cultura sempre atuante nas causas das artes e da cultura em nosso município, 2015 foi eleito mestre de cultura popular pelo governo do Pará através do projeto Seiva, ao longo de sua carreira Afonso Camargo Fona fez várias exposições presenciais e não presenciais no Brasil e exterior, uma delas de grande repercussão para carreira do artista na Itália foi uma obra de arte ,tela amazônica que decora até hoje a ante sala papal no Vaticano, atualmente o artista desenvolve trabalho artístico para o segmento governamental e empresarial do município e região, sempre com o foco nas arte e na cultura como ferramenta de transformação social e econômica, mantém em seu espaço cultura uma Galeria de Artes , uma Escola de artes Plásticas que futuramente Será o Instituto Afonso Camargo Fona de Arte e Cultura de Parauapebas. Será o Diretor de Cenografia do Projeto. GENIVANIA MENDES FEITOSA - ASSISTENTE SOCIAL: Genivânia é bacharel em Serviço Social e pós-graduanda em Comportamento Humano, Neurociência e Desenvolvimento Humano. Iniciou sua carreira na Prefeitura de Parauapebas (2022) e hoje atua como assistente social na associação APAE, onde coordena e executa projetos sociais, realiza atendimentos e visitas domiciliares, elabora relatórios técnicos e articula ações entre usuários, famílias e a equipe multidisciplinar, com foco na defesa dos direitos das pessoas com deficiência.NOTA: os demais profissionais/serviços para o desenvolvimento do projeto serão definidos quando o projeto captar o recurso.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.