Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Montar o espetáculo Contra o Vento, de Laura Castro, uma reunião dos textos "Aos Nossos Filhos" e "Por que Não Cantando?", da mesma autora.No primeiro ato, Tania confronta a mãe, Vera, avisando que vai ter um filho por inseminação artificial e que é sua companheira quem está grávida. A mãe, mesmo sendo uma mulher progressista, tem dificuldades com a informação. No segundo ato, 15 anos mais tarde, é Tania quem é confrontada por seu filho, um jovem trans, que quer mudar o nome e inciar a hormonização.
ATO 1Vera é uma mulher de 60 anos, atualmente solteira, que teve três casamentos, doisdos quais com filhos e ajuda até hoje a criar também os enteados - filhos do últimomarido. Na juventude, fez parte da luta armada contra a ditadura no Brasil, o queresultou em 7 anos de exílio. Nesse período, teve sua filha Tânia no Chile, de onde teveque fugir após o golpe militar.Tânia tem 35 anos e vive um casamento que já vai completar 15 anos com outramulher. Faz dois anos que ela e sua companheira, Vanessa, decidiram ter filhos. Arealização desse sonho, no entanto, demandou uma intensa pesquisa de possibilidadesenvolvendo adoção, inseminação artificial com doador anônimo ou mesmo chamar umamigo para ser pai da criança. Por fim, fizeram a fertilização in vitro e é Vanessa quemestá grávida do primeiro filho do casal.TANIA chega a casa de Vera para contar da gravidez.ATO 2Tânia agora tem 50 anos.Está na menopausa. Sente fortes calores repentinos e tem estado muito cansada. Háuns anos, desde a separação com a Vanessa, luta contra as marcas do tempo: silicone,preenchimento facial, botox, preenchimento labial, plástica escultural, pilling na pele.Vanessa casou novamente com uma namorada alternativa e “maconheira”. Tânia nãodurou muito com as namoradas que teve e está buscando “alívio” na menopausa:chega dessa parte!Seu filho, Davi, tem 15 anos, prestes a fazer 16.Se assumiu uma criança trans aos 12 anos.As mães apoiaram com dificuldade. Ele via Tânia chorando pelos cantos e as vezesdizendo que era uma “dor de cabeça forte”. Vanessa, com a ajuda de Lia, a novanamorada, aceitou melhor um pouco. Davi sabe que Tânia tem raiva de Lia: “pareceque ela torcia por isso! Ela me odeia”.Davi transacionou em anos pandêmicos e a vida em casa foi intensa. Mãe Tânia errava(ainda erra, mas não tanto) o pronome todo tempo. Antes, quando ele disse que eranão binárie, ela disse que ele estava matando o português. Agora, aparentemente elematou a filha dela… como, se eu estou aqui, ele pensa. Mas vai em frente. Conseguiuvoltar a estudar em nova escola, já matriculado como o menino que é. Tem umanamorada, quer ser guitarrista. Está prestes a fazer 16 anos e dar os passos quesempre sonhou nessa transição: trocar o nome e o gênero na certidão. Iniciar ahormonização!
Objetivo GeralRealizar a montagem do espetáculo "Contra o Vento", de Laura Castro, que reúne os textos "Aos Nossos Filhos" e "Por que Não Cantando?", com o objetivo de realizar uma iniciativa cultural de profunda relevância social e política, conforme discriminado abaixo:Importância Cultural:Culturalmente, "Contra o Vento" se insere em um contexto de ampliação e diversificação das narrativas teatrais brasileiras. Ao abordar a complexidade das famílias LGBTQIAPN+, o espetáculo contribui para a desconstrução de estereótipos e para a representação de realidades muitas vezes invisibilizadas ou marginalizadas na grande mídia e nas artes. A arte, neste caso, funciona como um espelho e um catalisador para a compreensão e a aceitação da diversidade.A peça, ao explorar as dinâmicas familiares de Tânia, Vera e Davi, o filho trans de Tania, oferece ao público a oportunidade de se identificar com personagens e situações que refletem a pluralidade da sociedade contemporânea. Essa identificação é crucial para a formação de uma cultura mais inclusiva e empática. O teatro, como espaço de encontro e reflexão coletiva, permite que essas histórias sejam vivenciadas de forma intensa, gerando debates e transformando perspectivas.Além disso, a reunião de dois textos da mesma autora em um único espetáculo demonstra a riqueza e a profundidade da obra de Laura Castro, valorizando a dramaturgia nacional e a produção artística independente. A Lei Rouanet, ao apoiar projetos como este, fortalece a cadeia produtiva da cultura, gerando empregos para artistas, técnicos e produtores, e impulsionando a circulação de bens culturais de qualidade.Importância Sociopolítica:Do ponto de vista sociopolítico, "Contra o Vento" é uma ferramenta poderosa no combate ao preconceito e à discriminação contra as famílias LGBTQIAPN+. Em um cenário onde a intolerância ainda é uma realidade, o espetáculo assume um papel de resistência e educação.Os objetivos específicos da proposta _ realizar 32 apresentações com um mínimo de 100 ingressos por sessão e promover 8 debates _ reforçam o compromisso com o impacto social. As apresentações garantem um amplo alcance de público, levando a mensagem de inclusão a diversas comunidades. Os debates, por sua vez, criam um espaço para o diálogo aberto e aprofundado, permitindo que as questões levantadas pela peça sejam discutidas e compreendidas em um nível mais profundo. Esses debates são essenciais para a formação de uma consciência crítica e para a promoção de mudanças de atitude.A temática da peça _ a dificuldade de uma mãe progressista em aceitar a família da filha e, posteriormente, a jornada de um filho trans _ espelha os desafios enfrentados por muitas famílias na sociedade atual. Ao apresentar essas situações de forma sensível e realista, "Contra o Vento" humaniza as experiências LGBTQIAPN+, combatendo a desinformação e o estigma.O uso da Lei Rouanet para este projeto não é apenas um investimento em arte, mas um investimento em cidadania e direitos humanos. Ao apoiar a produção de conteúdo que promove a diversidade e o respeito, a lei cumpre seu papel de fomentar uma cultura que contribua para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A visibilidade e o reconhecimento das famílias LGBTQIAPN+ no palco teatral são atos políticos que afirmam a existência e a dignidade desses indivíduos e seus arranjos familiares.Em suma, "Contra o Vento" é mais do que um espetáculo teatral; é uma plataforma para a educação, o diálogo e a transformação social, tornando-o um projeto exemplar para ser beneficiado pela Lei Rouanet, dada sua inegável importância cultural e sociopolítica.
A Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura) é um mecanismo que visa fomentar a produção cultural no Brasil, permitindo que empresas e pessoas físicas destinem parte do imposto de renda devido para patrocinar projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura.A justificativa para o uso da Lei Rouanet na montagem do espetáculo "Contra o Vento", um espetáculo teatral que informa sobre famílias LGBT se baseia em diversos pontos:Fomento à Diversidade Cultural: A lei não impõe vedação para tipo ou estilo de arte. Projetos que abordam temas sociais relevantes, como a diversidade familiar e a representatividade LGBT, contribuem para a pluralidade cultural e para a reflexão sobre diferentes realidades na sociedade.Impacto Social e Transformador da Arte: A arte possui um poder transformador, capaz de questionar verdades e provocar o pensamento. Um espetáculo sobre famílias LGBT pode aumentar o poder e o alcance da arte, alcançando um número maior de pessoas e promovendo a inclusão e o respeito.Democratização do Acesso à Cultura: A Lei Rouanet busca garantir a democratização do acesso a bens culturais. Ao viabilizar a montagem de um espetáculo teatral, a lei permite que um público mais amplo tenha contato com a temática das famílias LGBT, promovendo o diálogo e a compreensão.Profissionalização do Setor Cultural: A consolidação da Lei Rouanet como ferramenta de captação de recursos promove a profissionalização do setor cultural, incentivando a criação de um mercado capacitado. Isso beneficia artistas, técnicos e produtores envolvidos na montagem do espetáculo.Incentivo Fiscal: Para os patrocinadores, a Lei Rouanet oferece o benefício do incentivo fiscal, permitindo o abatimento de valores no imposto de renda. Além disso, o patrocínio de projetos culturais pode melhorar o relacionamento com o público e o posicionamento da empresa no mercado.Em resumo, um projeto teatral sobre famílias LGBT, ao ser bem estruturado e demonstrar um impacto positivo para a sociedade, alinha-se aos objetivos da Lei Rouanet de fomentar a cultura, promover a diversidade, o impacto social da arte e a democratização do acesso cultural.
O mesmo texto terá montagem na França em 2026 com tradução de Tania Costa e Maria de Medeiros. As montagens pretendem criar intercambios criativos e debates online.
Peça teatral em 2 atos com aproximadamente 2h30 de duração.Debate semanal com aproximadamente 1h de duração.Oficinas de teatro para até 15 jovens LGBTQIAPN+ - oficina semanal , com 2h de duração, durante os 2 meses de temporadaWorkshops sobre diversidade e inclusão para educadores - 2 workshops, um por mês de temporada, com 3h de duração, para até 20 educadores, ministrada em parceria com o grupo Mães pela diversidade.Estágio em produção teatral para jovens trans - estágio em produção teatral para 1 adolescente trans durante todo o período de produção/execução do projeto
O espetáculo se dará em espaço acessível (rampas de acesso, cadeiras adaptadas, espaço para cadeirantes etc).O espetáculo terá: audiodescrição e tradução simultanea em libras
O espetáculo será trans-free: ou seja gratuito para a população transgénero. Além disto, os ingressos serão a preços populares (no máximo 40,00) e haverá debates semanais sempre gratuitos.O espetáculo também contará com ações formativas e educativas voltadas para a comunidade LGBTQIAPN+, tais como:- Oficinas de teatro para jovens LGBTQIAPN+- Workshops sobre diversidade e inclusão para educadores- Estágio em produção teatral para jovens trans
A Cria Produções (produtora proponente, realizadora cultural desde 2003) realizará a direção de produção, captação de recursos e prestação de contas do projeto.Autora: Laura CastroMINI BIOFormada como atriz pela CAL e mestre em artes da cena pela UNIRIO, Laura Castro é fundadora e curadora da Queerioca, primeiro centro de referência de arte e cultura do LGBTQIAPN+ da Rio de Janeiro e professora de artes cênicas da faculdade CAL.Entre seus principais trabalhos, Laura é roteirista, atriz, e produtora do longa "AOS NOSSOS FILHOS", dirigido por Maria de Medeiros (coprodução Brasil/França 2022), baseado em peça teatral homônima de sua autoria indicada ao prêmio APCA de melhor dramaturgia em 2013. Laura é também roteirista e co-diretora da série ARQUIS (HBO e HBO Max).Desenvolveu ainda as séries documentais Deixa Ela para o GNT e De Bike para o Canal Off e escreveu e dirigiu a parte brasileira do documentário Global Justice Now com direção geral do vencedor do Oscar Peter Webber (lançamento previsto para 2024)No momento, escreve e dirige o espetáculo de teatro "Por que não cantando?" continuação dramatúrgica de "Aos Nossos Filhos" cuja adaptação cinematográfica também está em curso novamente em parceria com Maria de Medeiros.Direção: Inez VianaInez Viana Duque é uma atriz e diretora teatral brasileira. Conhecida por sua versatilidade de atuação, em especial no teatro e na televisão, iniciou sua carreira na década de 1980. Viana recebeu indicações a vários prêmios, incluindo um Prêmio APCA, dois Prêmios Qualidade Brasil e três Prêmios Shell.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.