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Desenvolvimento de livro sobre o Setor de Diversões Sul (Conic), como patrimônio cultural, parte integrante do Conjunto Urbanístico de Brasília e fundamental para a formação da identidade brasiliense.
Livro sobre o Setor de Diversões Sul (Conic), que reunirá informações sobre seu projeto, configuração física, histórico de ocupação, práticas, agentes e eventos, com o propósito de ampliar o conhecimento público e estimular novas percepções sobre o principal centro comercial e cultural da cidade.
Objetivo geral:- Desenvolver uma pesquisa multidisciplinar e uma publicação inédita sobre o Setor de Diversões Sul (Conic), reunindo informações sobre seu projeto, configuração física, histórico de ocupação, práticas, agentes e eventos, com o propósito de ampliar o conhecimento público e estimular novas percepções sobre o principal centro comercial e cultural da cidade. A iniciativa envolve atualização da produção acadêmica dos autores, pesquisa documental e iconográfica em acervos públicos e privados, produção de material textual inédito, análise morfológica e espacial, modelagem digital e produção gráfica, além da colaboração com fotógrafos importantes da cidade.Objetivos específicos:- Produzir um livro inédito com textos e fotos e disponibilizá-la online para livre acesso, com audiodescrição. Estima-se 300 acessos mensais na Base de Dados de Livros de Fotografia.- Produzir 500 cópias do livro e distribui-las gratuitamente.- Realizar, como medida de ampliação do acesso, um seminário de divulgação dos principais resultados, com interpretação em Libras. Estima-se a participação de 30 pessoas.
O SDS é um espaço fundamental para a compreensão das dimensões simbólicas, sociais e espaciais de Brasília. Concebido por Lúcio Costa em 1957 como o "Coração da Cidade", integrava o projeto modernista com cinemas, teatros, cafés e galerias. Com o passar do tempo, foi estigmatizado e associado à marginalidade, em contraste com a imagem oficial da capital planejada. Apesar disso, o Conic se tornou um espaço de resistência e convivência de grupos historicamente excluídos, como artistas de rua, LGBTQIA+, religiosos de matriz africana, trabalhadores informais e ativistas.Essa ambiguidade entre o projeto original e os usos sociais reais reflete as tensões entre o espaço concebido e o espaço vivido, conforme a teoria de Henri Lefebvre. Para autores como Holston e Nunes, o Conic representa tanto uma falha do urbanismo modernista quanto um espaço dinâmico e subversivo, onde se manifestam formas plurais de apropriação cultural. Trata-se de um microcosmo urbano onde se sobrepõem disputas simbólicas, políticas e fundiárias, práticas populares e estratégias de resistência. Este projeto propõe uma abordagem transdisciplinar que reúne pesquisa documental, iconográfica, histórica e visual, resultando em uma publicação de referência sobre o Conic como patrimônio cultural vivo. A iniciativa conta com uma equipe capacitada, liderada por José Kizam e Rogério Rezende, cuja pesquisa é referência principal no estudo do Conic. Trata-se de uma publicação que exige pluralidade de olhares, essencial para documentar o Conic, território de relevância histórica ainda pouco registrado. A colaboração entre pesquisadores, fotógrafos e instituições da cidade, como ArPDF, FBT, UnB e Traços, culmina em uma publicação acessível e em seminário, ampliando o debate sobre memória, direito à cidade e valorização dos espaços.O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8.313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;O projeto tem por finalidade, dentre as elencadas no Artigo 3º da Lei 8.313/91:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore.
Sinopse em anexo.
Acessibilidade física: Realização do seminário final aberto ao público na UnB, dispondo de banheiros PNE, rampas de acesso, corrimãos, pisos táteis e todas as medidas necessárias para o pleno uso de pessoas com deficiência física e/ou com mobilidade reduzida. Haverá reserva de assentos preferenciais.Acessibilidade comunicacional: Interpretação em Libras para a realização do seminário aberto ao público na UnB. Audiodescrição da publicação, que permite a apreciação de pessoas com deficiência visual à obra, por meio de narração dos elementos da publicação.Acessibilidade para PCD visual: Utilização da descrição em todas as postagens do projeto, popularmente difundida nas redes como #PraCegoVer ou #PraTodosVerem, que permite que o conteúdo da mesma atinja pessoas com deficiência visual. Todas as postagens terão descrição de imagem em texto alternativo. Autodescrição dos palestrantes durante o seminário aberto ao público na UnB. Audiodescrição da publicação.
Tudo será gratuito, visando facilitar para todos o acesso aos produtos, bens e serviços culturais produzidos, como prevê o exposto no Art. 46 da Instrução Normativa MINC nº 23 de 2025. Além disso, em atendimento à política de ampliação do acesso, adotaremos a medida prevista no inciso V do Art. 47 da Instrução Normativa MINC nº 23 de 2025, a saber:V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas.
José Kizam - Produtor Executivo e PesquisadorMestre em Linguística (UnB), na área de concentração Linguagem e Sociedade, e graduado em Letras - Língua Portuguesa e respectiva literatura. Membro do Laboratório de Estudos Críticos do Discurso (LabEC/UnB), pesquisou na dissertação, financiada pela FAP-DF, representações discursivas do Setor de Diversões Sul no Correio Braziliense (1960-1979). Foi professor no projeto de extensão “Leitura crítica e escrita para a universidade” e assistente na disciplina Estágio Supervisionado em Português. É autor de artigos sobre discurso e cidade, publicados em revistas internacionais, com apresentação no XV Congreso Internacional ALED, na Colômbia. Atuou como produtor executivo das exposições Natureza Urbana (CCBB Brasília) e História(s) da Arte Brasileira (CAIXA Cultural), além do projeto internacional Art Master Class (União Europeia). Produtor colaborador do Estúdio Empena e da Referência Galeria de Arte, integra o Instituto Vulica Brasil desde 2022. Liderou produções como Imagine Skate Tour (CCBB) e a 6ª edição do Festival Vulica Brasil (Petrobras), com intervenções no Setor Comercial Sul, Conic e SESI Lab. Foi palestrante e assistente de produção no Acorda, Conic! (FAC-DF) e coordenou projetos como 8½ Festa do Cinema Italiano e Jaguar Parade pela Arte em Curso.O proponente será responsável por toda a gestão do processo decisório do projeto, incluindo atividade técnico-financeira, para tal, receberá pelas rubricas de Produção Executiva e Pesquisa.Rogerio Rezende - PesquisadorArquiteto e Urbanista pela Universidade de Brasília - UnB (2011) e mestre em Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo na mesma instituição (2014). Sua dissertação, “Centro de Brasília: projeto e reconfiguração. O caso do Setor de Diversões Sul - Conic”, é o principal estudo sobre o Conic até o momento. Em 2019, iniciou o doutoramento na KU Leuven (Bélgica) no Departamento de Arquitetura e Sociedade, e em 2021 se tornou aluno do programa de doutorado da UnB em regime de cotutela - tendo como orientadoras as professoras Dra. Hilde Heynen e Dra. Luciana Saboia Fonseca Cruz. Sua tese de doutorado intitulada "The Center of Brasília: (re)defining the concept of urban centrality" propõe uma análise crítica da história, projeto e apropriações sociais em Brasília a partir das teorias decoloniais latinoamericanas. Foi docente nos cursos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP- Campus Brasília (2015-2017), UNIPLAN (2015), Centro Universitário UDF (2015- 2018) e, como professor voluntário no curso de engenharia civil no IFMG-Campus Piumhi (2021). Atualmente, é docente no Centro Universitário UDF (desde 2022). Desde de 2022, participa como pesquisador na fundação Al Fozan (Arábia Saudita) investigando as relações entre imigração e arquitetura islâmica na américa latina. Tem experiência como arquiteto e em atividades de pesquisa e ensino em História, Teoria e Crítica da Arquitetura e Urbanismo e colaboração na elaboração de projetos arquitetônicos e urbanísticos. É membro dos grupos de pesquisa Architecture, Interiority, Inhabitation - A2I (KU Leuven) e Topos - Paisagem, Projeto e Planejamento (PPG-FAU-UnB).Vitor Casemiro - Coordenação EditorialVitor Casemiro é um roteirista que fotografa. Desde 2010 pesquisando narrativas visuais, encontrou no fotolivro uma conexão entre fotografia e cinema. Atua como editor freelancer, e é membro da Havaiana Papers, plataforma de distribuição para publicações latino-americanas. Como editor publicou “Óris" (2023) de Bárbara Lissa e Maria Vaz, "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã" (2023) de Erick Peres, entre outros. Como autor publicou “Noites Desperdiçadas" (2018), destaque na convocatória de fotolivros do Festival Zum e "Shadow over Shadow" (2023), vencedor do Kassel Dummy Award (Alemanha), e vencedor da categoria Melhor Edição do Prêmio Internacional FELIFA (Argentina).Beatriz Matuck - Projeto gráficoBeatriz Matuck é arquiteta, com especialização em produção gráfica e gestão cultural. Desenvolve projeto gráfico de livros e atualmente colabora como Analista de Projetos Culturais para a equipe do Educativo do Instituto Moreira Salles. Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Associação Escola da Cidade (2013), trabalha como assistente de curadoria no Instituto Moreira Salles Paulista desde 2017 onde colaborou para algumas mostras como Corpo a Corpo (2018), Letizia Battaglia: Palermo (2019), Îles Flotanttes (2018) e a Madalena Schwartz: As Metamorfoses – Travestis e transformistas na São Paulo dos anos 70 (em cartaz) ao lado de curadores como Thyago Nogueira, Lorenzo Mammí, Samuel Titan Jr e Heloísa Espada. Foi responsável pelo projeto gráfico do livro “A restauração da cor do cinema silencioso no Brasil”, da Cinemateca Brasileira.Diego Bresani - FotógrafoDiego Bresani é fotógrafo e diretor de Teatro, graduado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília em 2006. Trabalha com fotografia profissionalmente desde 2001. Já teve retratos publicados em meios de comunicação como New York Times, The Guardian, Paris Match, Revista Cult, Revista GQ, Rolling Stones, entre outras. Estudou retrato em Grande Formato no ICP International Center of Photography em Nova York. Há anos vem se especializando e fazendo retratos. Em 2014 sua série “Ao Lado” foi a vencedora do V Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Sua série de retratos “Super-heróis das Superquadras” foi selecionado para o Situações Brasília 2014. No ano de 2015 fez sua primeira exposição individual - Tuer/Matar - em Brasília. No ano de 2016 fez uma grande exposição individual com curadoria de Matias Monteiro na Galeria Athos Bulcão em Brasília. A exposição intitulada – Respiro: retratos 01 – Reunia um recorte de mais de 180 retratos realizados ao longo de sua carreira de mais de 10 anos. Teve trabalhos selecionados nas duas últimas edições do Prêmio Transborda de Arte Contemporânea, prêmio mais importante de artes visuais de Brasília. Atualmente trabalha em Brasília. Sua pesquisa atual constitui uma experimentação com as fronteiras entre a fotografia documental e a encenação.Gustavo Minas - FotógrafoGustavo Minas nasceu em Cássia (MG) e atualmente vive em Brasília. Estudou fotografia com Carlos Moreira, Gueorgui Pinkhassov e Nikos Economopoulos. Em 2017, sua série "Rodoviária" venceu o Pictures of the Year Latin America na categoria "O Futuro das Cidades", e foi exposta no Pavilhão do Brasil da Bienal de Arquitetura de Veneza em 2021. Em 2023, seu projeto "Cidades Líquidas" foi um dos finalistas do Leica Oskar Barnack Award 2023. Tem dois livros publicados: "Maximum Shadow, Minimal Light" (2019) e "Liquid Cities" (2024).Zuleika de Souza - FotógrafaRepórter fotográfica desde 1982, fez trabalhos para grandes jornais e revistas brasileiras como Veja, Isto é, Senhor, Manchete, Ágil, O Globo, Folha de São Paulo, Cláudia e Vogue. Trabalhou no Jornal do Brasil e no BSB Brasil. No Correio Braziliense teve sua mais longa jornada: ali foi repórter fotográfica por 25 anos e criou a coluna Photo & Grafia. Nascida em Brasília tem um dialogo forte com a cidade.Toda sua vida morou em Brasília e nos seus 41 anos como fotógrafa se dedicou a documentar sua cidade, seu povo, seus artistas e seus personagens históricos. Exibiu seu trabalho em mais de uma dezena de exposições. Realizou cinco exposições individuais; uma delas, Chão de Flores, foi exibida no CCBB de Brasília e publicada como livro. Fotógrafa fortemente ligada ao urbanismo, à paisagem e à vida cotidiana de Brasília, Zuleika foge aos estereótipos encerrados numa perspectiva estritamente arquitetônica e monumental de sua singular cidade. Está à frente do ateliê de fotografia Plano Imaginário. Como curadora fez parte do Festival de Fotojornalismo de Brasília. Em 2021 começou com André Santangelo, Dalton Camargo e Nick ElMoor a editora Zebrinha livros que publica a ZL, revista sobre a fotografia brasiliense.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.