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Venus Calling é um curta-metragem de ficção científica que integra o universo transmídia TheOdyssey®. Inspirado em música original da artista TheWinter®, o filme combina estética de HQ e live action para contar uma narrativa espacial envolvente e experimental. A obra será finalizada com trilha sonora autoral, sonoplastia imersiva e efeitos visuais inovadores, reforçando a fusão entre música e cinema. O projeto prevê sua inscrição e exibição em festivais nacionais e internacionais, ampliando a difusão da produção audiovisual independente brasileira e fortalecendo a presença do país em circuitos criativos de destaque. Além de obra audiovisual, o curta contribui para a consolidação de um projeto artístico mais amplo, que conecta literatura, música, podcast e animação em uma proposta cultural integrada e inovadora.
Venus Calling é um curta-metragem de aproximadamente 15 minutos que inaugura a transposição audiovisual do universo transmídia TheOdyssey®, projeto que articula literatura, música, quadrinhos, podcasts, shows audiovisuais e experiências imersivas em uma narrativa de longo fôlego. A obra nasceu a partir da faixa homônima da artista TheWinter®, cuja trilha sonora original será desconstruída e transformada em paisagens sonoras experimentais, estabelecendo um diálogo direto entre música e imagem. O curta se apresenta como um marco conceitual: uma prova de conceito em animação e live action, destinada a consolidar a expansão da saga para o cinema e a televisão, mostrando a força da produção brasileira de animação no cenário internacional. A narrativa acompanha Allie O., protagonista enigmática que vive uma missão espacial aparentemente rotineira, mas que aos poucos se revela parte de um complexo experimento científico. Inicialmente apresentada em linguagem de HQ animada, Allie O. se move em um ambiente híbrido, que mistura estética de quadrinhos, cenários futuristas e atmosferas oníricas. A trama então atravessa uma transição marcada por efeitos especiais e pela inserção de animação em 3D, até culminar em uma verdadeira space opera em live action, filmada em estúdio e em locações naturais no sertão da Bahia. O resultado é uma experiência estética imersiva, que leva o espectador de um plano gráfico e bidimensional para um universo tridimensional pulsante, materializando o sonho da personagem em carne, osso e cenário real. No decorrer da história, Allie O. enfrenta dilemas existenciais e sinais contraditórios de sua missão, levantando questionamentos sobre a natureza da realidade em que está inserida. Ao seu redor orbitam figuras centrais da saga TheOdyssey®: Sir Albert, schnauzer de inteligência artificial que funciona como conselheiro e estrategista; Callidus, general que supervisiona a consciência da protagonista; Terry, engenheiro responsável pela nave espacial; Droskone, a IA em forma de mosca-drone que narra fragmentos em terceira pessoa; e a sombra onipresente de Nole K., magnata visionário e criador do sistema psychoplex, tecnologia que conecta mente, memória e simulação. Esses personagens não apenas ampliam a complexidade da narrativa, mas também reforçam sua inserção em um arco maior, que se estende por livros, músicas e séries já em desenvolvimento. Durante a missão, a nave comandada por Allie O. sofre um grave acidente ao colidir com um meteoro composto por lixo espacial, herança da degradação humana em órbita. O impacto desvia o curso da tripulação, que acredita ter retornado à Terra. As imagens áridas e quentes do sertão da Bahia simbolizam essa ilusão de reencontro com o planeta natal. Aos poucos, porém, a protagonista percebe que não está em casa, mas em um território desconhecido e hostil, com atmosferas lilases, crateras fumegantes e gases tóxicos. A descoberta de que se encontram em outro planeta — Vênus — transforma a narrativa em um jogo entre percepção e realidade, memória e simulação, sobrevivência e renascimento. A linguagem estética de Venus Calling explora a potência do hibridismo: começa como uma HQ animada em 2D, evoca o imaginário das histórias em quadrinhos com cores vibrantes e traços expressivos, migra para a tridimensionalidade digital por meio da animação 3D, e finalmente se materializa em live action, com cenários futuristas construídos em estúdio (nave espacial, crateras borbulhantes, paisagem árida artificial) e externas filmadas no sertão da Bahia. Essa travessia visual reflete a jornada interna de Allie O., que transita entre simulação e realidade, sonho e consciência, ficção e experiência concreta. A trilha sonora, elemento-chave do projeto, será decomposta, reprocessada e recombinada em forma de sonoplastia, reforçando a imersão sensorial e a originalidade da obra. Do ponto de vista temático, o curta se alinha às discussões contemporâneas mais urgentes. Questões como o impacto da tecnologia na vida humana, os limites éticos da ciência, a exploração espacial e a busca por novos destinos para a humanidade permeiam a narrativa. Ao mesmo tempo, a obra traz reflexões sobre identidade, memória e controle da consciência, em uma atmosfera de suspense psicológico que dialoga com grandes referências da ficção científica mundial, mas sob uma perspectiva autoral brasileira. Venus Calling não se limita a entreter: provoca reflexão sobre o futuro coletivo, sobre o papel do indivíduo em meio à aceleração tecnológica e sobre os dilemas de uma humanidade que pode estar prestes a perder sua própria essência. Com duração total estimada de 8 meses de produção, o curta será realizado em parceria com a Film-In, responsável pela produção executiva, com direção de animação de Marcos Magalhães, pioneiro do cinema de animação brasileiro, e design de personagens e concept art desenvolvidos pelo artista Sagui Gepetto. Essa articulação reúne experiência técnica, excelência artística e inovação estética, garantindo que a obra tenha qualidade compatível com os padrões internacionais de animação e efeitos visuais. Além de sua relevância artística, Venus Calling cumpre papel estratégico dentro do projeto transmídia TheOdyssey®: é a primeira obra audiovisual concebida como prova de conceito para uma série de animação de caráter global. Sua realização demonstrará a capacidade criativa e tecnológica da produção brasileira, fortalecendo a posição do país no campo da animação e abrindo portas para futuras coproduções internacionais. Essa dimensão de “obra-laboratório” amplia sua relevância cultural e institucional, fazendo do curta não apenas um produto final, mas também um passo fundamental para a consolidação de uma narrativa contínua e global. Por fim, vale destacar o compromisso do projeto com a acessibilidade e democratização do acesso. Além da previsão de versões com closed caption, audiodescrição e Libras, Venus Calling terá parte de sua distribuição gratuita, incluindo exibições em escolas, bibliotecas e cineclubes, assim como oficinas e debates com jovens criadores. O curta será também incorporado aos shows audiovisuais da banda TheWinter®, funcionando como cenário e atmosfera em apresentações ao vivo, o que amplia seu alcance e potencial de impacto cultural. Classificação indicativa: 12 anos.
Objetivo Geral Realizar a produção e finalização do curta-metragem Venus Calling, obra de ficção científica experimental que une cinema, música e artes visuais, com o objetivo de difundir a produção audiovisual independente brasileira em festivais nacionais e internacionais, ampliando o acesso da população a conteúdos culturais inovadores e fortalecendo a presença da arte brasileira no circuito global. Objetivos Específicos Roteiro e pré-produção Elaborar e finalizar o roteiro cinematográfico original de Venus Calling, inspirado na música homônima da artista TheWinter®, garantindo coerência com o universo transmídia TheOdyssey®. Desenvolver a identidade estética do curta, incluindo conceitos visuais baseados em HQ e referências de ficção científica. Realizar a seleção e contratação de equipe técnica e artística, contemplando profissionais de roteiro, direção, direção de arte, figurino, maquiagem, efeitos visuais e sonoros, fotografia e produção. Produção audiovisual Realizar as filmagens do curta em locações e estúdios previamente definidos, com duração prevista de 7 dias de gravação. Produzir figurinos, cenários e adereços específicos, alinhados à estética futurista e experimental proposta pelo projeto. Registrar making of em vídeo e fotografia, a ser disponibilizado posteriormente como material de difusão e prestação de contas. Pós-produção Editar o material audiovisual em ilhas de edição profissional, com duração estimada de 15 minutos para a obra finalizada. Desenvolver efeitos visuais e finalização em estética de HQ combinada com live action, criando um produto híbrido e inovador. Realizar a composição, mixagem e masterização da trilha sonora original, integrando a música de TheWinter® à narrativa. Elaborar sonoplastia experimental e espacialização sonora para intensificar a experiência imersiva do público. Inserir legendas em português e inglês, garantindo acessibilidade e circulação internacional. Difusão e exibição Inscrever o curta-metragem em no mínimo 30 festivais nacionais e internacionais de cinema e audiovisual, ampliando sua difusão. Realizar ao menos 2 exibições presenciais de lançamento em espaços culturais no Rio de Janeiro, com entrada gratuita. Disponibilizar o curta em plataformas digitais de streaming voltadas para cinema independente, após circuito de festivais. Produzir e distribuir material gráfico e digital de divulgação (cartazes, redes sociais, press release). Acessibilidade Disponibilizar versão com audiodescrição para pessoas com deficiência visual. Produzir versão com legendagem descritiva para pessoas com deficiência auditiva. Garantir a distribuição desses recursos em todas as exibições e plataformas digitais. Formação e impacto cultural Disponibilizar gratuitamente online o making of do curta, acompanhado de depoimentos de artistas e técnicos, sobre o processo criativo e tecnológico da obra. Realizar uma mesa-redonda virtual aberta ao público, com profissionais da equipe discutindo o processo de criação, produção independente e transmidialidade na cultura brasileira. Estimular a circulação do curta como parte do projeto transmídia TheOdyssey®, ampliando o alcance para públicos jovens, fãs de ficção científica e cultura pop, além de formar novas plateias para o audiovisual brasileiro. Mensuração e comprovação Entregar o curta-metragem finalizado com duração de aproximadamente 15 minutos. Registrar e comprovar a inscrição em no mínimo 30 festivais com comprovantes/documentos. Realizar pelo menos 2 exibições gratuitas presenciais com registro fotográfico, listas de presença e relatórios. Entregar 1 versão acessível em LIBRAS, 1 com legendas descritivas e 1 com audiodescrição. Publicar gratuitamente online 1 making of em vídeo e 1 mesa-redonda gravada. Produzir no mínimo 500 peças de material gráfico/digital para divulgação (entre cartazes, posts e releases).
A realização do curta-metragem Venus Calling demanda recursos financeiros significativos para garantir padrões técnicos, artísticos e de acessibilidade compatíveis com o circuito de festivais e exibições culturais. O projeto é uma obra de ficção científica inovadora, de caráter híbrido (live action + estética em HQ), que integra cinema, música e sonoplastia experimental, surgindo como desdobramento transmídia do universo narrativo TheOdyssey®. Contudo, por se tratar de uma produção audiovisual independente e experimental, de caráter artístico e cultural, sem fins comerciais diretos, sua viabilização no mercado tradicional enfrenta barreiras relacionadas à captação de recursos e retorno financeiro imediato. Dessa forma, torna-se indispensável a utilização do Mecanismo de Incentivo Fiscal previsto na Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet) como forma de financiar sua execução, assegurando tanto a qualidade técnica e estética da obra quanto a sua ampla difusão com caráter democrático e acessível. O mecanismo permitirá viabilizar desde a produção e finalização do filme, até sua difusão gratuita, exibições presenciais, participação em festivais nacionais e internacionais, além da produção de materiais acessíveis (legendagem descritiva, audiodescrição e LIBRAS), garantindo que o público com deficiência também seja contemplado. Enquadramento no Art. 1º da Lei 8.313/91 O projeto Venus Calling enquadra-se diretamente no disposto no Art. 1º da Lei Rouanet, em especial nos seguintes incisos: Inciso I _ Estímulo à produção, difusão e circulação de bens culturais e produtos artísticos: o curta-metragem será produzido e circulado em diferentes contextos (festivais, mostras, plataformas digitais e exibições presenciais gratuitas), ampliando o acesso do público a bens culturais contemporâneos. Inciso II _ Apoio a projetos culturais de natureza audiovisual: a proposta é um curta-metragem audiovisual com estética híbrida, envolvendo live action e elementos gráficos, produzido por equipe de profissionais da cultura e destinado à exibição pública. Inciso V _ Incentivo à inovação cultural: a obra utiliza recursos experimentais de sonoplastia, efeitos visuais e integração transmídia, propondo novos formatos de experiência audiovisual. Inciso VIII _ Preservação e estímulo à memória e à identidade cultural: o projeto contribui para o fortalecimento da identidade cultural contemporânea, apresentando narrativas brasileiras em diálogo com gêneros universais como a ficção científica, além de reforçar a presença do Brasil em festivais e mercados internacionais. Objetivos do Art. 3º a serem alcançados O projeto também responde a diversos objetivos previstos no Art. 3º da Lei Rouanet, destacando-se: Art. 3º, inciso I _ Estimular a produção cultural e artística: Venus Calling será uma produção inédita de curta-metragem, gerando emprego e renda para artistas e técnicos e movimentando a cadeia produtiva do setor audiovisual. Art. 3º, inciso II _ Promover a difusão de bens culturais: o filme terá ampla circulação, com inscrições em pelo menos 30 festivais nacionais e internacionais, além de 2 exibições gratuitas presenciais e disponibilização digital em plataformas acessíveis ao público. Art. 3º, inciso III _ Garantir o acesso da população às fontes da cultura nacional e internacional: ao dialogar com a linguagem universal da ficção científica e se inserir no circuito internacional de festivais, o curta possibilita que a produção cultural brasileira alcance novos públicos, ao mesmo tempo em que oferece ao público brasileiro acesso gratuito a uma obra de qualidade técnica e estética reconhecida. Art. 3º, inciso IV _ Apoiar prioritariamente projetos de relevante interesse cultural e social: o projeto se compromete com a acessibilidade por meio da produção de versões em LIBRAS, audiodescrição e legendagem descritiva, assegurando que pessoas com deficiência também possam usufruir integralmente da obra. Art. 3º, inciso V _ Valorizar a diversidade cultural brasileira: ainda que situado no gênero de ficção científica, o projeto nasce da cena independente do Rio de Janeiro e contribui para dar visibilidade a produções inovadoras fora do eixo comercial tradicional, representando uma faceta contemporânea da diversidade cultural nacional. Art. 3º, inciso VI _ Incentivar a inovação e experimentação artística: a proposta inova ao unir estética de HQ, narrativa audiovisual, música eletrônica e sonoplastia experimental, explorando a transmidialidade como forma de expressão artística. Conclusão Assim, a necessidade do uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais se justifica: Pela natureza não-comercial e experimental do curta-metragem, que dificulta sua viabilização exclusiva via mercado. Pelo seu impacto cultural e social, contemplando formação de plateia, acessibilidade, inovação estética e difusão internacional. Pelo enquadramento claro nos dispositivos da Lei 8.313/91 (Art. 1º e Art. 3º), garantindo que o projeto contribua diretamente para os objetivos da política nacional de fomento à cultura. O apoio via Lei Rouanet é, portanto, a única forma de garantir a plena realização e difusão democrática do curta-metragem Venus Calling, assegurando que seu alcance seja ampliado e que o público brasileiro possa usufruir de uma obra inovadora e acessível, fortalecendo a diversidade e a representatividade cultural do país.
O curta-metragem Venus Calling integra o universo transmídia TheOdyssey®, um projeto artístico e narrativo de longo prazo que se estende por diversas plataformas, linguagens e formatos. A iniciativa conecta literatura, música, audiovisual, podcasts, quadrinhos, shows audiovisuais e experiências imersivas, formando uma teia narrativa contínua que se expande desde a década de 1960 até projeções do futuro da humanidade. Essa abordagem inovadora insere o projeto na tradição das grandes narrativas globais e, ao mesmo tempo, reafirma o protagonismo da produção cultural brasileira no cenário internacional. A proposta transmídia já está em andamento: até o momento, foram lançadas músicas da artista TheWinter®, que compõem a trilha sonora oficial e funcionam como o alicerce emocional da obra. Também foi produzida uma audiossérie original (Space Wagon), lançada em formato de podcast, em português e inglês, que amplia a compreensão do universo narrativo, cria identificação com os personagens e estabelece um diálogo direto com o público por meio de plataformas digitais. Além disso, o projeto se estende ao campo literário com a publicação do livro Supernova – O Projeto que Mudou a Humanidade, primeira parte de uma saga que constrói o pano de fundo de todo o universo. Essas realizações demonstram a consistência do planejamento, a capacidade de execução da equipe e a força do projeto na articulação de diferentes frentes culturais. O curta-metragem Venus Calling surge nesse contexto como um marco decisivo: será a primeira prova de conceito audiovisual de todo o universo de TheOdyssey®. Trata-se de uma obra em animação que, além de dialogar com a trilha sonora já lançada, experimenta novas formas narrativas ao desconstruir a música e transformá-la em sonoplastia — técnica que integra som e imagem em uma experiência estética única. O curta terá também desdobramentos no palco, sendo incorporado ao show audiovisual da artista, em que a obra funcionará como cenário e atmosfera, ampliando seu alcance e garantindo a transversalidade entre linguagens artísticas. Mais do que uma produção isolada, Venus Calling é um passo fundamental para a consolidação de uma série de animação de caráter global. Sua realização irá demonstrar a viabilidade artística, técnica e tecnológica do projeto, fortalecendo a posição do audiovisual brasileiro em animação e mostrando sua capacidade de competir em um mercado cada vez mais internacionalizado. Nesse sentido, o curta cumpre a função estratégica de abrir caminhos para coproduções internacionais, circulação em festivais e negociações futuras em mercados de conteúdo. Outro aspecto relevante é a representatividade: Venus Calling é idealizado, roteirizado e produzido por uma artista mulher, o que fortalece a diversidade de vozes no audiovisual e contribui para ampliar a presença feminina em papéis de liderança criativa. O projeto se insere, assim, em um movimento de transformação do setor, abrindo espaço para perspectivas inovadoras e plurais. As ações de democratização e acessibilidade propostas também reforçam o compromisso com a difusão cultural ampla. Estão previstas exibições com ingressos populares, distribuição gratuita a escolas e bibliotecas, sessões acessíveis com audiodescrição, closed caption e Libras, além da realização de oficinas e debates que promovam reflexão crítica sobre o futuro da humanidade e o papel da ciência e da tecnologia na sociedade. Dessa forma, o impacto do projeto não se limita ao circuito comercial, mas reverbera em ações educativas, sociais e culturais que ampliam o alcance e a relevância da obra. Ao mesmo tempo em que valoriza a cultura nacional e promove a inclusão, Venus Calling se conecta com questões universais. O enredo aborda temas como sustentabilidade, exploração espacial, dilemas éticos da ciência e tensões entre humanidade e tecnologia — pautas que dialogam com desafios contemporâneos e futuros. Essa dimensão coloca o curta em sintonia com discussões globais e reforça seu potencial de atrair interesse de festivais, mostras e audiências internacionais. Por sua originalidade estética, caráter inovador e relevância estratégica, Venus Calling representa não apenas a continuidade de um projeto transmídia consistente, mas também um importante passo para consolidar a presença do cinema de animação brasileiro no cenário mundial. A obra reafirma o potencial criativo e artístico do país, ao mesmo tempo em que oferece ao público uma experiência única de imersão narrativa, sonora e visual.
Detalhamento Técnico dos Produtos: 1. Obra Audiovisual – Curta-metragem Venus Calling Duração: 15 minutos. Formato: híbrido (animação 2D, 3D e live action). Resolução: 4K Digital, formato final em DCP (para exibições em cinema), MOV e MP4 (para plataformas digitais). Captação: filmagens em estúdio (com cenários construídos) e externas no sertão da Bahia. Animação: HQ animada em 2D e modelagem em 3D (incluindo personagem animal – Sir Albert – e elementos visuais de transição entre simulação e realidade). Áudio: mixagem em 5.1, trilha sonora original derivada da música homônima da banda TheWinter®, reprocessada como sonoplastia. Classificação indicativa: 12 anos. Produto final: curta finalizado em diferentes versões – cópia para cinema (DCP), versão digital para streaming, versão com closed caption, versão com audiodescrição e versão com tradução em Libras. 2. Making Of Documental Duração: 10 minutos. Formato: vídeo documental digital (HD/4K), com entrevistas com equipe técnica, elenco, ilustradores e animadores. Conteúdo: registro de bastidores, depoimentos sobre o processo criativo, desafios técnicos e integrações artísticas entre música, quadrinhos, animação e live action. Objetivo: democratizar o acesso ao processo de criação, tornando o público parte da experiência e inspirando jovens realizadores. Produto final: disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais e em exibições educativas. 3. Materiais Gráficos e Educativos Folder impresso e digital: 8 páginas, formato A5, tiragem de 500 exemplares impressos e versão digital em PDF. Conteúdo: sinopse, ficha técnica, entrevistas, curiosidades sobre o processo criativo, timeline do projeto transmídia TheOdyssey®. Cartaz oficial: 2 versões em tamanho A2, impressas em papel couchê 180g, tiragem de 100 exemplares para divulgação em cineclubes, escolas e centros culturais. Release digital: versão em PDF, 2 páginas, distribuição para imprensa especializada. 4. Projeto Pedagógico e Formação de Público Rodas de conversa: encontros em escolas e centros culturais (duração: 1h30 cada), com até 50 participantes por sessão. Conteúdo: discussão sobre futuro, ficção científica e o papel da animação na construção de narrativas críticas. Oficinas de criação em narrativa transmídia: oficinas de 2 dias (4h cada), voltadas para jovens autores, totalizando 8 horas de carga horária por turma. Conteúdo: Introdução à narrativa transmídia. Criação de personagens híbridos (literatura, quadrinhos, audiovisual). Exercícios práticos de roteiro e storyboard. Debate sobre sustentabilidade e futuro da humanidade em obras artísticas. Material didático digital: apostila de 15 páginas em PDF, com exercícios, bibliografia e sugestões de continuidade criativa, disponibilizada gratuitamente para os participantes. 5. Acessibilidade Closed caption: legendagem descritiva completa para deficientes auditivos. Audiodescrição: narração adicional com descrição de imagens, ambientes e ações. Tradução em Libras: versão com intérprete inserido em tela. Legenda em inglês: para circulação internacional e difusão em festivais estrangeiros. 6. Distribuição e Circulação Exibições presenciais: sessões gratuitas em escolas públicas, bibliotecas e cineclubes; sessões a preço popular em centros culturais; circulação em festivais nacionais e internacionais. Exibições digitais: disponibilização em plataformas de streaming (gratuitas e comerciais), com cópia acessível em portal institucional do projeto. Circuito educativo: uso do curta e do making of em atividades de formação de público, oficinas e debates, como material pedagógico complementar. 7. Justificativa Técnica Geral O detalhamento dos produtos aqui descritos garante que Venus Calling ultrapasse o status de obra isolada e se torne um projeto cultural de impacto múltiplo: artístico, educacional e social. O curta será o produto principal, realizado com alto rigor técnico e estética inovadora, apoiado por materiais de registro e difusão que ampliam sua circulação. Os materiais gráficos e educativos dão suporte às ações pedagógicas, assegurando que o público tenha contato não apenas com o resultado final, mas também com os processos de criação e reflexão sobre o futuro da humanidade. O projeto pedagógico reforça a dimensão formativa do audiovisual, oferecendo ferramentas de compreensão crítica para estudantes e jovens criadores. As ações de acessibilidade asseguram a inclusão plena, cumprindo a legislação e indo além ao oferecer múltiplos formatos de acesso. Por fim, a distribuição equilibrada entre sessões gratuitas, populares e comerciais garante tanto o caráter democrático quanto a sustentabilidade e visibilidade do projeto em âmbito nacional e internacional.
Acessibilidade Física O projeto Venus Calling prevê a realização de exibições presenciais em espaços culturais que atendam aos requisitos de acessibilidade física, garantindo que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida possam participar integralmente da experiência. Para tanto, serão priorizados locais que contem com: Rampas de acesso e/ou elevadores, assegurando a locomoção de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Banheiros adaptados para pessoas com deficiência física. Assentos reservados para cadeirantes e acompanhantes, de acordo com a legislação vigente. Sinalização tátil e visual para facilitar a circulação de pessoas com deficiência visual e auditiva. Guias táteis no piso ou rotas acessíveis, quando disponíveis nos espaços parceiros, para favorecer a autonomia de pessoas com deficiência visual. Equipe treinada para receber o público, oferecendo auxílio e orientações específicas às pessoas com deficiência, assegurando um ambiente de acolhimento e inclusão. Essas medidas permitem que as sessões presenciais do curta-metragem sejam acessíveis em sua dimensão física, possibilitando que todos os públicos tenham igualdade de condições para acompanhar o evento. Acessibilidade de Conteúdo Além da adaptação dos espaços físicos, Venus Calling investirá na acessibilidade de conteúdo, ampliando a compreensão e a fruição da obra por pessoas com deficiência visual, auditiva e intelectual. As ações previstas incluem: Libras (Língua Brasileira de Sinais): todas as sessões presenciais contarão com tradução simultânea em Libras, possibilitando a plena compreensão por parte do público surdo. Nas versões digitais, haverá janelas de Libras incorporadas ao filme. Audiodescrição: será produzida uma versão do curta com recurso de audiodescrição, descrevendo imagens, cenários, expressões e transições visuais, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão compreendam integralmente a narrativa. Legendagem Descritiva: além das legendas em português e inglês, haverá legendagem descritiva que informa não apenas os diálogos, mas também elementos sonoros relevantes (como música, efeitos e atmosferas), assegurando acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva. Material em Braille: materiais institucionais e programações impressas relacionadas ao lançamento do curta terão versão em Braille, garantindo acesso à informação sobre o projeto e suas exibições. Visita Sensorial: antes das exibições presenciais, será oferecida uma visita sensorial voltada para pessoas com deficiência visual e intelectual, permitindo contato prévio com figurinos, adereços e trechos sonoros da obra, ampliando a experiência imersiva e a compreensão do conteúdo. Making of acessível: o vídeo de making of, disponibilizado online, terá versões com legendagem descritiva, Libras e audiodescrição, assegurando que a documentação do processo criativo seja acessível a todos os públicos. Compromisso com a Inclusão O conjunto dessas ações assegura que Venus Calling vá além da exibição tradicional de um produto audiovisual, tornando-se também um exemplo de inclusão cultural. A acessibilidade é aqui tratada como parte essencial do projeto, e não como ação complementar, reforçando o princípio de democratização do acesso à cultura. Tais medidas respondem às diretrizes da Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência) e alinham-se às políticas públicas de promoção da acessibilidade cultural, garantindo que diferentes grupos da população sejam contemplados. Resultados Esperados Com a implementação das ações de acessibilidade física e de conteúdo, o projeto objetiva: Atender plenamente pessoas com deficiência física, visual, auditiva e intelectual nas exibições presenciais. Disponibilizar versões acessíveis do curta em plataformas digitais, garantindo sua fruição universal. Servir como referência de boas práticas em acessibilidade para o setor audiovisual independente. Contribuir para a formação de plateias diversas, ampliando o alcance social do projeto.
O curta-metragem Venus Calling será distribuído e exibido de forma a garantir amplo acesso da população aos bens culturais gerados pelo projeto, priorizando a gratuidade e a inclusão social. Distribuição e Exibição O filme será inscrito em pelo menos 30 festivais de cinema nacionais e internacionais, o que garante visibilidade em circuitos especializados e contribui para consolidar a presença da produção audiovisual brasileira em espaços culturais de relevância. Serão realizadas 2 sessões presenciais de lançamento no Rio de Janeiro, em espaços culturais de acesso público, com entrada totalmente gratuita. Após o circuito de festivais, o curta será disponibilizado em plataformas digitais de streaming voltadas ao cinema independente, permitindo acesso democrático a um público ampliado, sem barreiras geográficas. A versão final também será disponibilizada em site oficial do projeto e redes sociais da produtora, em acesso gratuito, reforçando a difusão digital. Comercialização Por se tratar de um projeto de caráter cultural e não-comercial, não haverá venda de ingressos nem exploração comercial direta do curta-metragem. O objetivo é assegurar que o maior número de pessoas possa assistir gratuitamente à obra, seja em sessões presenciais, seja por meio de plataformas digitais. A eventual arrecadação obtida em festivais internacionais pagos (quando houver) será revertida exclusivamente para manutenção da circulação do projeto, sem fins lucrativos. Medidas Complementares de Ampliação do Acesso Além das exibições do filme, serão implementadas ações paralelas para ampliar o alcance social e formativo do projeto: Ensaio Aberto / Pré-estreia comentada Antes do lançamento oficial, será organizada uma sessão de ensaio aberto ou pré-estreia com debate, em espaço cultural acessível, com entrada gratuita. Nessa ocasião, público e profissionais da área poderão assistir a trechos do curta e participar de uma conversa com a equipe de criação, abordando aspectos artísticos, técnicos e temáticos da obra. Oficinas e Atividades Formativas Serão promovidas 2 oficinas gratuitas online voltadas a jovens estudantes e interessados em audiovisual, com foco em: Oficina 1: Narrativas Transmídia – explorando como música, HQ e cinema podem se integrar em um mesmo universo criativo. Oficina 2: Efeitos Visuais e Sonoros no Cinema Independente – práticas acessíveis de produção e sonoplastia experimental. Cada oficina terá capacidade para até 50 participantes, com emissão de certificado digital e gravação para acesso posterior. Transmissão pela Internet As oficinas e a mesa-redonda com a equipe serão transmitidas em tempo real por meio das redes sociais da produtora e disponibilizadas gratuitamente em seu canal digital. A gravação ficará disponível online, ampliando o alcance para públicos que não puderem participar ao vivo. Making of Acessível Será produzido e disponibilizado online um vídeo de making of do curta, acompanhado de recursos de acessibilidade (Libras, legendagem descritiva e audiodescrição). Esse material permitirá que o público conheça os bastidores e compreenda o processo criativo da obra, contribuindo para a formação de plateia e para a valorização da cadeia produtiva do audiovisual. Resultados Esperados Atendimento a um público estimado de 1.000 pessoas nas sessões presenciais gratuitas no Rio de Janeiro. Participação de aproximadamente 100 jovens e interessados nas oficinas online gratuitas. Alcance digital superior a 10.000 visualizações somadas entre curta, making of, oficinas e transmissões pela internet, ao longo de um ano de difusão. Inclusão plena de pessoas com deficiência, com recursos de acessibilidade em todas as exibições e conteúdos digitais. Consolidação de um modelo de circulação cultural que alia formação de público, inclusão e inovação estética.
Direção e Roteiro Priscila Winter – Artista transmídia, roteirista e produtora musical. Criadora do universo TheOdyssey® e fundadora da banda TheWinter®, atua como diretora e roteirista de Venus Calling. Responsável também pela produção executiva criativa, lidera a concepção artística da obra e a integração da narrativa ao projeto transmídia. Concept Art e Design de Personagens/Cenários Sagui Gepetto – Artista plástico, ilustrador e professor de desenho, reconhecido por sua versatilidade em diversas linguagens visuais, das caricaturas às pinturas a óleo. Figura atuante na cena cultural do Rio de Janeiro, também é tatuador e performer em eventos artísticos. Com forte presença no universo dos quadrinhos, Sagui desenvolveu a identidade estética e o design dos personagens do projeto TheOdyssey®, incluindo a obra Supernova – O Projeto que Mudou a Humanidade. Realizou exposições individuais e coletivas, colaborou com revistas independentes e participou de mostras de HQs que ressaltam sua habilidade em narrativas visuais. Em Venus Calling, é responsável pelo concept art, criação visual dos personagens e cenários, imprimindo sua assinatura autoral na fusão entre HQ animada e animação. Direção de Animação (2D/3D) Marcos Magalhães – Cineasta, animador e pesquisador, com mais de quatro décadas dedicadas ao cinema de animação brasileiro e internacional. Recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes com o curta Meow! (1981) e dirigiu Animando (1983) no National Film Board of Canada. É doutor em Design, professor da PUC-Rio e autor de mais de 20 filmes, incluindo DoiS (2002), realizado em Los Angeles com apoio da Guggenheim Fellowship, e As Novas Aventuras do Kaiser (2010), produzido com edital do BNDES. Criador do icônico “ratinho de massinha” do Castelo Rá-Tim-Bum (TV Cultura), assinou personagens para programas, clipes e filmes institucionais, além de atuar como jurado em festivais internacionais. É um dos fundadores e diretores do Anima Mundi, maior festival de animação da América Latina. Em Venus Calling, coordena a equipe de animação, integrando HQ animada, técnicas 2D/3D e efeitos digitais às filmagens em live action. Trilha Sonora Original / Produção Musical André Paixão (Nervoso) – Compositor, produtor e designer de áudio, com trajetória sólida na música, audiovisual e teatro. Ex-integrante das bandas Acabou La Tequila, Autoramas e Matanza, fundou o SuperStudio, onde desenvolve trilhas e sound design para diferentes mídias. No audiovisual, assinou trilhas para o longa Madame (Globo Filmes), a série Perrengue (MTV/Viacom) e o filme Jogo de Xadrez, indicado pela Academia Brasileira de Cinema. No teatro, criou músicas e paisagens sonoras para peças como Pterodátilos (dir. Felipe Hirsch, com Marco Nanini), Sade em Sodoma (dir. Ivan Sugahara) e Medea en Promenade (texto de Clara de Góes). Diretor musical de shows como As Histórias de Getúlio Côrtes, consolidou-se como referência em inovação sonora. Atualmente, é responsável pela trilha e design sonoro da audiossérie Space Wagon e assina a produção musical de Venus Calling, desconstruindo a faixa original da artista TheWinter® para transformá-la em paisagem imersiva.Lomiranda – Diretor Musical e Compositor Cursou Regência e Composição na UFMG e, desde 1979 radicado no Rio de Janeiro, acompanhou e gravou com artistas de renome como Alceu Valença, Ney Matogrosso, Luiz Caldas e Marina Lima. Atuou como arranjador e/ou tecladista em álbuns de nomes como Cassia Eller, Zélia Duncan, Gal Costa, Paula Toller, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Fábio Júnior, Sandy e Junior, Ivan Lins, Leila Pinheiro e Roberta Miranda. Na televisão, integrou por 26 anos o quadro de produtores musicais da TV Globo, criando e produzindo trilhas originais para programas como Sai de Baixo, Os Normais, Zorra, A Grande Família, Força Tarefa, Um Lugar ao Sol, Tá no Ar e Encontro. No cinema, assinou trilhas para Baile Perfumado, Os Normais – O Filme, Os Normais 2, A Grande Família: O Filme, Nas Ondas da Fé, 21 Mão na Cabeça e A Lista. Lançou quatro álbuns autorais, entre eles Rútila Máquina, Eletro Fluminas, Verdazul e Eletroalma. Em 2024, ampliou sua discografia com trabalhos em parceria com Ângela Ro Ro, Tatih Kohler e Luapsy. No projeto Venus Calling, será diretor musical, responsável pela trilha original e pela criação de paisagens sonoras que unirão a estética sci-fi e retrofuturista da obra à sensibilidade de sua experiência musical. Produtora Executora Film-In – Produtora audiovisual sediada no Rio de Janeiro, com portfólio que abrange cinema, publicidade, branded content e animação. Reconhecida pela criatividade e pela capacidade de adaptação a diferentes linguagens, a Film-In desenvolveu projetos para grandes marcas, videoclipes, curtas e séries, unindo inovação tecnológica e consistência narrativa. Em Venus Calling, é a responsável pela produção executiva, gestão técnica e logística, coordenando a execução no Rio de Janeiro e as filmagens externas no sertão da Bahia.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.