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PRONAC 2512233Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Edição e publicação do livro ‘Diagnóstico Sociocultural, Econômico e Ambiental do Quilombo de Mangueira

AGENCIA FACILITADORA PARA INVESTIMENTOS CULTURAIS
Solicitado
R$ 211,1 mil
Aprovado
R$ 211,1 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Classificação

Área
—
Segmento
Livro/Obra Refer impres/eletrôni valor Art/Lit/Hum
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Açoes de incentivo à leitura
Ano
25

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2026-01-01
Término

Resumo

Edição, publicação e distribuição gratuitas do livro impresso e do e-book (EPUB3) "Diagnóstico Sociocultural, Econômico e Ambiental do Quilombo de Mangueira".

Sinopse

A presente obra desenvolve uma análise interdisciplinar e orientada por evidências sobre o Quilombo de Mangueira, reconhecido território cultural do Rio de Janeiro, articulando dimensões histórica, territorial, sociocultural, econômica e ambiental. Com base em séries históricas oficiais (Censos Demográficos, registros administrativos, painéis municipais) e em fontes primárias e secundárias (acervos institucionais, cartografia histórica, legislação e documentação técnica), a publicação integra memória coletiva, economia criativa e práticas comunitárias de autogestão a um modelo de desenvolvimento sustentável fundamentado em dados comparáveis no tempo e no espaço. O foco recai na produção de informação qualificada para planejamento público, gestão territorial e valorização de identidades locais em áreas urbanas populares. Bem como, apresentação dos resultados de pesquisas conduzidas pela própria instituição em parceria com o Time Enactus da UERJ e da Associação Ambiental Mangueira Sustentávl junto com a população do território. A publicação será estruturada em sete capítulos analíticos, acompanhados de anexos técnicos e documentais (mapas, séries estatísticas, bases legais e registros fotográficos), garantindo rastreabilidade metodológica e reprodutibilidade das análises:I. Histórico e Formação Territorial. Reconstrói, em chave historiográfica, o processo de ocupação do Morro de Mangueira desde o século XIX, cotejando fontes cartográficas, registros fundiários e relatórios técnicos com a memória social. Analisa o papel do sistema telegráfico, das antigas fábricas e da consolidação da Estação Primeira de Mangueira como operador territorial de coesão simbólica, discutindo ciclos migratórios, arranjos de moradia, políticas de controle e integração urbana e sua incidência sobre o tecido social.II. Dimensão Ambiental e Sustentabilidade. Examina condições ambientais e urbanas com base em diagnósticos técnicos e séries de risco geotécnico, manejo de resíduos, áreas verdes e infraestrutura de serviços urbanos, articulando indicadores comparáveis e estudos de caso locais. Discute como práticas comunitárias e a economia criativa podem operar como vetores de educação ambiental, reaproveitamento de materiais e regeneração socioambiental.III. Cultura, Memória e Identidade. Analisa, em perspectiva histórica e documental, a rede institucional de memória popular — Centro de Memória da Mangueira (1998), Museu do Samba (2001), CIEP Nação Mangueirense (2013), MuCéu – Museu a Céu Aberto de Mangueira (2023) e Centro de Memória Comunitário (2025) —, discutindo acervos, curadorias e mediações como instrumentos de patrimônio cultural e direito à memória, e sua interface com políticas de salvaguarda do patrimônio imaterial bem como de estimulo a pesquisas e ao turismo de base cultural.IV. Práticas Culturais e Coesão Social. Investiga, com dados e fontes orais/documentais, como o carnaval e demais manifestações populares produzem capital social, pertencimento e coesão simbólica. Examina efeitos de intervenções estatais (ordenamento urbano, remoções, projetos habitacionais/urbanísticos, requalificações) sobre circuitos culturais e modos de vida, mapeando continuidade, ruptura e ressignificação das práticas.V. Potencialidades Econômicas e Produtivas. Apresenta a estrutura produtiva local (com destaque para Polo Automotivo e Polo Gastronômico), a cadeia criativa do carnaval e experiências de economia solidária, com ênfase em séries de ocupação e renda quando disponíveis e em casos de inovação social (como o EcoModa). Discute gargalos de crédito, qualificação e formalização e aponta arranjos produtivos com potencial de geração de trabalho e renda.VI. Patrimônio e Monumentos Históricos. Levanta marcos simbólicos, monumentos e equipamentos culturais, avaliando estado de conservação, usos sociais e potenciais de valorização patrimonial. Propõe diretrizes técnicas para sinalização interpretativa, rotas de memória e integração com políticas de turismo cultural e educação patrimonial.VII. Dados Demográficos e Socioeconômicos. Interpreta os resultados do Censo 2022 e de painéis municipais (como o Índice de Progresso Social por bairros), organizando séries históricas e indicadores sintéticos (perfil populacional, raça/cor, escolarização, mercado de trabalho, renda, habitação, saneamento) e discutindo desigualdades intraurbanas e tendências temporais. Converte os achados em insumos operacionais para desenho, monitoramento e avaliação de políticas públicas e ações comunitárias.Os anexos técnicos apresentam: (a) mapas georreferenciados e séries cartográficas históricas; (b) legislação urbanística e de proteção (incluindo Áreas de Especial Interesse Social e dispositivos de preservação cultural); (c) registros fotográficos com metadados; (d) tabelas detalhadas de infraestrutura e serviços; e (e) levantamento fundiário sintético, compondo um acervo documental verificável e replicável sobre o território.O conteúdo é apresentado em linguagem técnica e acessível, integrando textos analíticos, gráficos, tabelas, mapas e registros visuais, com metodologia explicitada, referências e notas técnicas. As versões livro impresso e e-book acessível (EPUB3) asseguram acessibilidade editorial (estrutura semântica, descrição de imagens, contraste e navegação compatível com leitores de tela) e democratização do conhecimento.A relevância da obra para a cultura brasileira reside em sua contribuição evidência-informada à preservação da memória urbana, ao aperfeiçoamento de políticas de cultura e sustentabilidade em territórios populares e à oferta de uma referência metodológica nacional para pesquisas, programas de urbanização participativa e iniciativas de economia solidária e criativa em comunidades tradicionais e favelizadas, reconhecidas como centros de produção artística e cultural.Classificação indicativa: Livre.

Objetivos

OBJETIVO GERALPublicar e difundir o livro "Diagnóstico Sociocultural, Econômico e Ambiental do Quilombo de Mangueira", consolidando dados e análises sobre essas dimensões do território, de modo a disponibilizar uma ferramenta de planejamento comunitário e subsidiar políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à economia criativa. OBJETIVOS ESPECÍFICOSI. Produto LIVRO IMPRESSO. Editar, revisar, diagramar e imprimir 1.000 exemplares do livro em formato A4, colorido, com distribuição gratuita integral a instituições públicas, comunitárias e culturais, conforme Plano de Distribuição.II. Produto E-BOOK ACESSÍVEL (EPUB3). Produzir e disponibilizar a versão digital acessível (EPUB3 reflowable) do conteúdo integral do diagnóstico, com sumário navegável, landmarks, descrição de imagens, metadados completos e validação no epubcheck; disponibilizar online gratuitamente por 24 meses, estabelecendo meta mínima de 2.000 downloads.III. Produto IDENTIDADE VISUAL E PROJETO GRÁFICO. Elaborar 1 projeto gráfico completo da publicação (capa, miolo e folhas de estilo) e 1 pacote de elementos visuais composto por até 12 infográficos e até 8 mapas autorais, além de tratamento de até 30 fotografias, prontos para impressão e para a versão digital.IV. Produto DISTRIBUIÇÃO. Realizar a distribuição gratuita de 1.000 exemplares impressos a, no mínimo, 150 instituições (escolas públicas, bibliotecas, universidades, centros culturais e organizações comunitárias), priorizando o Quilombo de Mangueira e territórios de perfil socioeconômico semelhante; publicar e manter página de download gratuito do e-book (EPUB3) durante 24 meses.V. Produto COMUNICAÇÃO E ACESSIBILIDADE DIGITAL. Desenvolver e executar plano de comunicação acessível para divulgação do livro e do e-book, incluindo 1 release, 1 kit de imprensa, 10 peças digitais (cards e stories) com texto alternativo e contraste adequado, e 1 página web com boas práticas de acessibilidade (WCAG AA), garantindo a informação clara sobre gratuidade e formas de acesso.

Justificativa

Atuando no território desde 1988, a ÁFRICA _ Agência Facilitadora para Investimentos Culturais _ desenvolve ações em um dos territórios com maior proporção de população autodeclarada negra no Rio de Janeiro (cerca de 80%, Censo 2022 do IBGE). A Mangueira afirma-se como um Quilombo Urbano de Resistência Cultural. Sua singularidade histórica deriva da força de sua cultura e da preservação de expressões como o samba de terreiro, o samba-enredo e o partido-alto, vivificadas pela Estação Primeira de Mangueira, pelo Museu do Samba e pelas rodas de samba que acontecem na comunidade, bem como pelas Folias de Reis e outras guardas tradicionais reconhecidas pelos órgãos de tutela do patrimônio imaterial. Nesse ecossistema cultural, memória, criação e sociabilidade se imbricam, definindo um território de alta relevância simbólica para o Brasil.Sob a lente do Índice de Progresso Social (IPS) da Prefeitura, que mensura o desenvolvimento humano em três dimensões _ necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades _, a Mangueira registra 58,5 pontos no ciclo 2022, abaixo da média dos bairros do Rio de Janeiro (64,34 pontos). O que coloca o bairro numa incomoda posição de 136 de 155. No componente Acesso ao Conhecimento Básico, as disparidades entre bairros vizinhos tornam-se evidentes: enquanto o Maracanã apresenta 43,1 pontos em Proficiência em Português (SAEB/INEP, 2021), a Mangueira alcança 20,3 pontos, indicando desafios concretos para a melhoria do letramento e da aprendizagem no território.Em paralelo aos desafios sociais evidenciados pelo IPS, a Mangueira abriga um tecido vivo de economia solidária e criativa. O EcoModa Mangueira constitui caso paradigmático: entre 2012 e 2018, articulou formação técnica em costura e modelagem, reuso de materiais e geração de renda para costureiras e artesãs locais, estruturando um polo criativo alimentado tanto pela cadeia do carnaval (reciclagem de materiais e saberes ligados a fantasias e alegorias) quanto por práticas de upcycling na moda. Estudos acadêmicos analisam o EcoModa como inovação social e vetor de inserção produtiva no bairro, além de registrarem um primeiro mapeamento de iniciativas de promoção do empreendedorismo criativo.Esse panorama é reforçado por mapeamentos setoriais e registros colaborativos, como os do Dicionário de Favelas Marielle Franco, que sistematizam experiências de economia criativa enquanto tecnologia social na Mangueira, destacando arranjos produtivos locais, circulação de saberes e a potência das redes comunitárias para a geração de trabalho e renda com base em cultura, memória e sustentabilidade. Esses insumos, elaborados em diálogo com moradoras e moradores, oferecem repertório metodológico e empírico que legitima a integração entre diagnóstico técnico e planejamento participativo.Nesse sentido, a ÁFRICA, em parceria com a Associação Ambiental Mangueira Sustentável e o Time Enactus/UERJ, realizou pesquisa no Quilombo de Mangueira _ compreendendo o bairro da Mangueira e áreas adjacentes em Benfica, São Cristóvão e São Francisco Xavier que, embora oficialmente classificadas como outros bairros, são social, cultural e historicamente reconhecidas pelos moradores como parte do território mangueirense. Sob coordenação do historiador, pesquisador e gestor cultural Pablo Brandão, foram mapeados ofícios e empreendimentos desenvolvidos por moradores _ crocheteiras, bordadeiras, cozinheiras, cabeleireiras, maquiadoras, passistas, ritmistas, cantores, produtores culturais, entre outros _ compondo um retrato da vitalidade criativa local, articulado a dados sociais e a uma análise histórica que confere consistência às evidências reunidas.Diante desse quadro, a edição, publicação e distribuição gratuitas do livro impresso e do e-book acessível (EPUB3) "Diagnóstico Sociocultural, Econômico e Ambiental do Quilombo de Mangueira" cumprem dupla função pública. Por um lado, sistematizam evidências sobre desigualdades e potencialidades, alinhadas aos painéis oficiais do município e às metodologias do IPS, oferecendo base informacional qualificada para decisões de políticas culturais, educacionais, ambientais e de desenvolvimento local. Por outro, valorizam práticas e saberes da população mangueirense, registrando experiências de economia solidária _ como o EcoModa _ e outras iniciativas do território que articulam sustentabilidade, memória e trabalho artesanal. Ao optar por formatos acessíveis _ com critérios de legibilidade no impresso e conformidade de acessibilidade digital no EPUB3 (navegação semântica, descrição de imagens e compatibilidade com leitores de tela) _ e por gratuidade integral, o projeto materializa os princípios de democratização do acesso e difusão do conhecimento previstos nos arts. 215 e 216 da Constituição Federal e nas finalidades da Lei nº 8.313/1991.A proposta ancora-se, ainda, na trajetória continuada da ÁFRICA na Mangueira, desde 1988, por meio de iniciativas estruturantes de empreendedorismo comunitário e economia criativa _ como o Projeto Favela Cria, o Projeto Mangueira, Samba e Paz e o MuCéu _ Museu a Céu Aberto de Mangueira. O diagnóstico editorial oferecerá insumos técnicos e narrativos para qualificar e integrar esses esforços, orientando formação, geração de renda, salvaguarda do patrimônio cultural e gestão territorial com metas e indicadores mensuráveis. Ao reunir dados, análises e recomendações em linguagem técnica e acessível, a obra se converte em ferramenta prática de planejamento comunitário, fortalecendo a economia criativa local e subsidiando políticas públicas orientadas por evidências.

Estratégia de execução

O projeto “Diagnóstico Sociocultural, Econômico e Ambiental do Quilombo de Mangueira” articula pesquisa científica, produção editorial e difusão cultural de base comunitária. Reúne dados oficiais, séries históricas e análises socioterritoriais, em diálogo com fontes documentais e registros de memória. A metodologia é participativa, construída com escutas a moradores, lideranças e instituições culturais, em colaboração técnica com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).Trata-se de iniciativa multidimensional e replicável, que sistematiza a experiência da Mangueira como território criativo e sustentável e oferece insumos técnicos para gestores públicos, pesquisadores, organizações da sociedade civil e agentes culturais, contribuindo para políticas de cultura, sustentabilidade e desenvolvimento local.Do ponto de vista técnico, o projeto adota padrões de acessibilidade e sustentabilidade: impressão em papel reciclado/certificado e versão digital em EPUB3 acessível, com distribuição gratuita e permanente em formato aberto. A governança contempla planejamento, monitoramento e prestação de contas conforme a legislação.A equipe executora reúne profissionais com atuação comprovada em cultura, memória social, museologia, economia criativa e design editorial. A proponente, ÁFRICA – Agência Facilitadora para Investimentos Culturais, possui experiência em gestão de projetos financiados por mecanismos públicos, com histórico de execução, monitoramento e prestação de contas em conformidade com as exigências legais.Pelo seu caráter documental e pedagógico, o projeto reforça a valorização das expressões culturais de matriz popular e afro-brasileira, promove a leitura como instrumento de emancipação e democratiza o acesso ao conhecimento. Ao resgatar e sistematizar a história e a identidade do Quilombo de Mangueira, o livro fortalece pertencimento, autoestima coletiva e cidadania em um território central para a cultura brasileira.Em síntese, a proposta combina rigor técnico, relevância sociocultural e inovação metodológica, configurando uma ação exemplar de integração entre cultura, educação, memória e desenvolvimento sustentável, com impacto local e projeção nacional.

Especificação técnica

LIVRO IMPRESSOFormato: A4 (21 × 29,7 cm), verticalPáginas: ~150Encadernação: brochura (lombada quadrada)Capa: papel 180 g/m², colorida, com verniz no títuloMiolo: papel offset 90 g/m², coloridoSustentabilidade: papéis reciclados/certificados e tintas à base de águaAcessibilidade (impresso): fonte legível (mín. 12 pt), bom contraste e entrelinha ~1,5 E-BOOKFormato: EPUB3 (reflowable)Recursos: sumário navegável, títulos marcados, imagens com descrição, compatível com leitores de tela (NVDA/VoiceOver)Validação: arquivo testado e aprovado em verificador (epubcheck)Distribuição: download gratuito no site do projeto e em plataformas públicas ACESSIBILIDADE E SUSTENTABILIDADEAcessibilidade: impresso com legibilidade reforçada; e-book com navegação simples e descrição de imagensSustentabilidade: materiais reciclados/certificados e gráfica com boas práticas ambientais

Acessibilidade

MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE FÍSICAO local de lançamento, distribuição e difusão do livro contará com condições adequadas de acessibilidade, incluindo: I. Rampas de acesso e circulação com inclinação conforme ABNT NBR 9050:2020, piso regular e espaços de manobra. II. Sanitários acessíveis com barras laterais, área de transferência e raio de giro para cadeirantes. III. Sinalização tátil no piso e sinalização visual em alto contraste nas áreas de entrada, circulação e serviços. IV. Reserva de assentos preferenciais para pessoas com mobilidade reduzida, pessoas idosas e acompanhantes de pessoas com deficiência. V. Atendimento prioritário e equipe sensibilizada/treinada para apoio à acessibilidade durante os eventos públicos do projeto.MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDOA proposta prevê recursos para garantir a compreensão e o acesso aos conteúdos editoriais por pessoas com deficiência visual, auditiva, intelectual e psicossocial: I. E-book acessível (EPUB3 reflowable), compatível com leitores de tela (NVDA, Dosvox e VoiceOver), com estrutura semântica, landmarks, sumário navegável, descrição alternativa de imagens e gráficos (alt text), metadados completos, uso adequado de ARIA e validação no epubcheck/ePUB Accessibility 1.1. II. Materiais de divulgação digitais acessíveis (cards, posts, convites e releases) com texto alternativo, ordem lógica de leitura, contraste adequado e linguagem clara. III. Legendas (closed captions) em vídeos/teasers e sinalização de acessibilidade nas peças informativas. IV. Distribuição prioritária de exemplares impressos em bibliotecas e instituições que disponham de infraestrutura acessível e serviços inclusivos (bibliotecas escolares e comunitárias), com indicação clara de acessibilidade nos pontos de acesso. IV. Evento público gratuito de lançamento com interpretação em Libras, assentos reservados e orientação de acolhimento para PcD na recepção.As medidas descritas estão em conformidade com a Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência) e com o Decreto nº 11.741/2023 (regulamenta a PNAB), observando os referenciais técnicos da ABNT NBR 9050:2020, das Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web – WCAG 2.1 AA e do padrão EPUB3 com ePUB Accessibility 1.1.

Democratização do acesso

Todos os exemplares do livro “Diagnóstico Sociocultural, Econômico e Ambiental do Quilombo de Mangueira” serão distribuídos gratuitamente, sem fins comerciais, em conformidade com a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/1991) e com as normas complementares do Ministério da Cultura sobre democratização do acesso e difusão de bens culturais. A distribuição contemplará escolas públicas, escolas de samba, universidades, bibliotecas comunitárias, centros culturais, organizações da sociedade civil, órgãos públicos e casas legislativas. Será assegurado o envio de um exemplar impresso para cada vereador, deputado estadual, deputado federal e senador do Estado do Rio de Janeiro, a fim de subsidiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à cultura, à sustentabilidade e ao desenvolvimento de territórios criativos.Serão igualmente contempladas as principais redações de veículos de comunicação — jornais, rádios, revistas, portais e emissoras de televisão —, além dos gestores públicos municipais, estaduais e federais de modo a garantir ampla divulgação e circulação do conteúdo junto à sociedade civil e às instituições governamentais.

Ficha técnica

A ÁFRICA – Agência Facilitadora para Investimentos Culturais possui expertise consolidada na concepção, execução e prestação de contas de projetos sociais e culturais, acumulada ao longo de mais de três décadas de atuação contínua no Quilombo de Mangueira e em territórios populares do Rio de Janeiro. Desde 1988, integra cultura, educação, economia solidária e desenvolvimento comunitário, orientando suas ações por justiça racial, protagonismo social e valorização da identidade afro-brasileira.No campo social, destacam-se programas de formação cidadã, educação popular, empreendedorismo periférico, segurança alimentar e inclusão digital, além da Cozinha Comunitária Dona Zica, que distribui cerca de 1.500 refeições mensais e oferta capacitação em gastronomia. Na dimensão cultural, a ÁFRICA mantém iniciativas estruturantes como a Biblioteca Comunitária Neuma Gonçalves (inaugurada em 2019, com acervo superior a dois mil livros, polo de leitura e de difusão da produção literária negra e periférica), o CINE ÁFRICA, o MuCéu – Museu a Céu Aberto de Mangueira, oficinas de capoeira executadas através da gestão de emenda parlamentar e cursos profissionalizantes, consolidando-se como agente de difusão cultural e fortalecimento comunitário.Como produtora editorial, a ÁFRICA reúne experiência comprovada em elaboração, edição e publicação de livros, com destaque para o Almanaque do Movimento Negro Brasileiro (Lei Paulo Gustavo/SECEC-RJ, 2024), sob direção editorial da instituição e publicação pela Editora Multifoco, reunindo pesquisadores da UERJ e distribuição nacional. O histórico reafirma capacidade técnica em gestão editorial, curadoria de conteúdo e difusão de obras de relevância histórica e social.Essa trajetória demonstra domínio integral das etapas de planejamento, execução e prestação de contas de projetos complexos — da concepção à entrega de produtos culturais —, com práticas de transparência e governança e compromisso com a transformação social. Funções e Equipe TécnicaCoordenação Geral e Editorial – Pablo BrandãoHistoriador, pesquisador e gestor cultural (UERJ), com quase 20 anos de atuação em projetos culturais, ambientais e de economia criativa. Fundador da Feito, Criações!, da Associação Ambiental Mangueira Sustentável e dirigente da ÁFRICA. Experiência em gestão pública (Subsecretaria da Chefia de Gabinete da Prefeitura de Maricá, 2013–2015) e em gestão associativa (Vice-presidência Social e Financeira da Estação Primeira de Mangueira, 2013–2024). No projeto, responde pelo planejamento técnico, supervisão de edição, revisão e diagramação e pela articulação com a equipe.Gestão Institucional – Jéferson AlvesPresidente da ÁFRICA. Responsável pela governança administrativa, gestão documental e representação legal da entidade. Atuação de mais de 15 anos em projetos sociais e culturais voltados à inclusão, juventude e direitos humanos, com experiência em mobilização comunitária e gestão do terceiro setor.Design Editorial e Diagramação – Bruno MuratoriDesigner e diagramador com experiência em projeto gráfico de publicações impressas e digitais, identidade visual, concepção de capas e adequação de originais (print e digital), incluindo requisitos de acessibilidade editorial.Pesquisa, Patrimônio e Memória Social – Emanuele Rosa FerrazMestranda em Sociologia e Antropologia (PPGSA/UFRJ) e bacharela em Museologia (UNIRIO). Atuação em documentação, curadoria educativa, exposições e pesquisas em relações étnico-raciais, patrimônio cultural e museologia social. No projeto, realiza consultoria para análise e validação de conteúdos relativos à memória social, patrimônio e identidade cultural da Mangueira, assegurando coerência histórica e museológica. Consultoria em Empreendedorismo e Economia Criativa – Célia DominguesEmpreendedora social e presidente da AMEBRÁS – Associação de MulheresEmpreendedoras do Brasil. Benemérita e Diretora Comercial da Estação Primeira de Mangueira; Diretora de Qualificação e Empreendedorismo da FENASAMBA; Embaixadora do Turismo do RJ. No projeto, atua na validação comunitária, no mapeamento de iniciativas produtivas locais e no fortalecimento de redes de trabalho de mulheres empreendedoras.Revisão de Texto – Maiara Carvalho de MendonçaPedagoga (Centro Universitário Gama e Souza), graduanda em Artes Cênicas (CAL) e pós-graduanda em Responsabilidade Social e Terceiro Setor (UFRJ) e em Políticas Culturais de Base Comunitária. Responsável pela revisão ortográfica, gramatical e técnica, com foco em clareza comunicacional e conformidade editorial.Pesquisa e Inovação em Diversidade Cultural – Vinicius AlvesDoutorando em Direitos Humanos e Cidadania (UnB), Mestre em Estudos Feministas e Bacharel em Estudos de Gênero (UFBA). Dezessete anos de experiência na criação, gestão e prestação de contas de projetos sociais e culturais, com atuação em pesquisa aplicada, políticas públicas e consultoria em DE&I. No projeto, coordena frentes de pesquisa e análise de dados.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2026-12-31
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro