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O projeto viabiliza a montagem e circulação do espetáculo teatral "A Filha Única", adaptação do romance de Guadalupe Nettel, finalista do Booker Prize International 2023. A obra aborda, com sensibilidade e profundidade, os dilemas da mulher contemporânea diante da maternidade e das expectativas sociais, em uma montagem de grande relevância artística e social.
O espetáculo “A Filha Única” é uma adaptação do aclamado romance da escritora mexicana Guadalupe Nettel, finalista do Prêmio Booker Prize International 2023 e celebrado pela ganhadora do Nobel de Literatura de 2022, Annie Ernaux. Sucesso de público no Brasil e no mundo, a obra chega aos palcos para aprofundar, com sensibilidade e honestidade, uma questão que acompanha muitas mulheres: “ser ou não ser mãe?”Em um tempo em que os papéis sociais estão sendo revistos, “A Filha Única” lança luz sobre os conflitos que surgem quando a mulher contemporânea precisa repensar expectativas herdadas — entre elas, a maternidade. Não se trata apenas de decidir ter ou não filhos, mas de lidar com os significados culturais, afetivos e morais atribuídos a essa escolha. O espetáculo acompanha três personagens — Laura, Alina e Doris — em caminhos distintos, mas profundamente entrelaçados pela experiência de maternar ou rejeitar a maternidade.Laura opta pela laqueadura, convicta de que não quer filhos. Alina sonha em ser mãe e passa por tratamentos para engravidar, até descobrir que sua filha não se desenvolveu como o esperado. Doris cria sozinha o filho pequeno em uma relação desafiadora com a sua própria solidão. Através dessas trajetórias, o espetáculo propõe uma desconstrução da romantização da maternidade e abre espaço para a escuta de histórias muitas vezes silenciadas: mulheres que não se sentem chamadas à maternidade, mães que enfrentam realidades não idealizadas, filhas que carregam a memória — e a ferida — de suas próprias mães.A força da peça está em abordar essas vivências com leveza, sem heroísmo nem julgamento. Ao falar sobre a pluralidade dos vínculos familiares, o espetáculo amplia o entendimento sobre o que é cuidado, sobre quem materna quem, e como o amor pode surgir em configurações não convencionais.
Objetivos GeraisO projeto viabiliza a montagem e circulação do espetáculo teatral "A Filha Única", adaptação do romance homônimo da escritora mexicana Guadalupe Nettel, finalista do Booker Prize International 2023. Trata-se de um drama contemporâneo de grande reconhecimento internacional, que aborda com sensibilidade e profundidade os dilemas da mulher moderna diante da maternidade e das expectativas sociais que cercam esse papel.A partir das trajetórias de três personagens _ Laura, Alina e Doris _ o espetáculo propõe uma reflexão sobre autonomia, afeto, liberdade de escolha e as diferentes formas de maternar. Com texto potente e linguagem acessível, a obra questiona estereótipos e amplia o debate sobre os vínculos familiares e as novas configurações de cuidado. O espetáculo aposta na potência do afeto, do humor sutil e da empatia como caminhos para alcançar uma plateia ampla e diversa.A Filha Única foi pensado para dialogar com diferentes públicos — mulheres e homens, jovens e adultos, de diferentes classes sociais, raças e histórias. Porque os dilemas que atravessam o feminino, ainda que não sejam vividos da mesma forma, tocam a todos.No palco, estarão Fernanda Nobre e Nathalia Dill, duas atrizes profundamente reconhecidas pelo público brasileiro. Fernanda tem mais de 30 anos de carreira, com trabalhos marcantes na televisão, no cinema e no teatro. Nos últimos anos, consolidou também sua atuação como pesquisadora feminista, com uma investigação sobre como o amor, a beleza e a maternidade operam como dispositivos de controle sobre as mulheres. Já Nathalia Dill, também com sólida trajetória em grandes produções da TV, uma atriz que foi protagonista em diversas produções da TV Globo, sempre com forte conexão emocional com o público.A presença dessas duas atrizes — carismáticas, comprometidas e com grande alcance popular — é um diferencial importante. Elas emprestam não apenas sua potência cênica, mas também suas trajetórias e credibilidades para dar corpo e voz a essas histórias. A escolha de uma linguagem acessível, humana e próxima do cotidiano visa justamente aproximar o público e ampliar o impacto do espetáculo.A Filha Única não é apenas uma adaptação de um livro de sucesso. É uma experiência teatral pensada para fazer o público se reconhecer, se emocionar e, quem sabe, sair da sala com novas perguntas. Porque o que está em jogo aqui não é apenas a maternidade, mas o direito de cada mulher em viver sua própria história — com liberdade, escuta e dignidade.Objetivos específicosRealizar a montagem e circulação do espetáculo teatral "A filha única", com 27 apresentações divididas da seguinte forma:- uma temporada em São Paulo com 12 apresentações;- uma temporada no Rio de Janeiro com 12 apresentações;- e 03 apresentações em Salvador
O espetáculo "A Filha Única" propõe uma reflexão sensível e necessária sobre a maternidade e os papéis atribuídos às mulheres na sociedade contemporânea. Em um momento em que as discussões sobre gênero, liberdade e autonomia ganham força, a obra se destaca por tratar de temas universais a partir de um olhar profundamente humano, acessível e acolhedor.Adaptado do romance da escritora mexicana Guadalupe Nettel, finalista do Booker Prize International 2023, o espetáculo amplia o alcance de uma narrativa literária premiada, trazendo-a para o contexto brasileiro por meio da potência cênica de Fernanda Nobre e Nathalia Dill. A montagem evidencia a relevância da dramaturgia feminina e valoriza a presença de mulheres em posições de criação, protagonismo e pensamento crítico dentro das artes cênicas.A realização deste projeto contribui para o fortalecimento da produção teatral nacional e para a democratização do acesso à cultura, ao promover a circulação por diferentes cidades brasileiras e oferecer ao público uma experiência artística de qualidade, que provoca empatia, identificação e diálogo intergeracional. "A Filha Única" é, portanto, uma iniciativa artística com importante dimensão social, por estimular reflexões sobre a liberdade de escolha, os vínculos familiares e as múltiplas formas de afeto que compõem a vida contemporânea.Realizando uma nova montagem no Brasil e sua circulação pelo país, o projeto colabora para a difusão de um grande texto da dramaturgia mundial, com equipe inteiramente brasileira e realização em duas regiões do país.O diferencial de A Filha ÚnicaMontar A Filha Única é oferecer ao público um espetáculo que não apenas emociona, mas também provoca e amplia a consciência coletiva sobre a experiência feminina. Seu diferencial está na delicadeza com que toca temas profundos — maternidade, autonomia, culpa, amizade, família — sem cair em estereótipos ou fórmulas prontas. É uma narrativa que se ancora na realidade de muitas mulheres, mas raramente encontra espaço na cultura popular com tamanha escuta, empatia e profundidade.Num cenário teatral ainda muito marcado por protagonismos masculinos e histórias centradas na lógica do herói clássico, A Filha Única propõe uma outra dramaturgia: feita de escuta, de atravessamentos afetivos e de subjetividades múltiplas. Ao dar visibilidade a dilemas íntimos e coletivos da mulher contemporânea, o espetáculo cria um espaço de identificação e pertencimento para o público — especialmente para as mulheres que vivem hoje os conflitos entre liberdade e expectativa, desejo e tradição.Além disso, é uma obra que dialoga diretamente com os debates atuais que a torna altamente conectada com as pautas que atravessam a sociedade hoje. Um espetáculo como este é, portanto, mais do que entretenimento: é um gesto cultural com potência de transformação, capaz de fomentar conversas urgentes dentro e fora do teatro. O projeto atende ao Artigo 1o da Lei 8313/91 em seus incisos:III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Da mesma forma, o projeto atende ao Artigo 3o da mesma lei em seu inciso:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
Espetáculo teatral com cerca de xx minutos de duração.
Produto: Espetáculo de artes cênicasACESSIBILIDADE FÍSICA: O projeto será realizado em espaços que tenham medidas de acesso a pessoas com deficiência motora, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Os espaços selecionados para realização das apresentações serão aqueles que dispuserem de ferramentas como rampa e/ou elevador, banheiros adaptados, sinalização adequada, lugar reservado na plateia para cadeirantes, obesos e cães guia, estacionamento com vagas reservadas, entre outros. ACESSIBILIDADE para PcD AUDITIVOS: Teremos intérprete de LIBRAS diariamente .ACESSIBILIDADE para PcD VISUAIS: Será impresso um programa em braille com conteúdo sobre o espetáculo, que ficará disponível diariamente para consulta.ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Haverá treinamento da equipe para interagir de forma inclusiva e acolhedora, recebendo todos os públicos. Produto: Contrapartida socialACESSIBILIDADE FÍSICA: O local onde acontecerá a palestra e o bate papo terá ferramentas para viabilizar o acesso de cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e idosos (rampas, elevadores e barras laterais) e adaptação de espaços/equipamentos que facilitem o acesso para essas pessoas.ACESSIBILIDADE para PcD AUDITIVOS: Haverá tradução para libras na palestra e no bate-papo.ACESSIBILIDADE para PcD VISUAIS: Por se tratar de conteúdo oral, o produto é naturalmente acessível para deficientes visuais.ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Haverá treinamento da equipe para interagir de forma inclusiva e acolhedora, recebendo todos os públicos.
Conforme instrução normativa vigente, haverá distribuição gratuita de 10% do total de ingressos com caráter social, educativo ou de formação artística, atendendo especialmente a ONGs, escolas públicas e demais instituições de reconhecido trabalho social.Haverá ainda mínimo de 20% de ingressos comercializados ao preço máximo de R$ 50. Em atenção ao artigo 47 da IN 23/2025, realizaremos uma ação complementar, oferecendo um bate papo após o espetáculo nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.Em atenção ao artigo 49 da IN 23/2025, realizaremos uma palestra em São Paulo com objetivo de fomentar o interesse na profissionalização nas áreas técnicas do teatro. Com o tema “Técnicas de Sonorização e Iluminação para Eventos Culturais” , a palestra terá acesso 100% gratuito, com 500 vagas, 3h de duração e intérprete de Libras.
Nobre Produções - Proponente (responsável pela coordenação geral de todas as atividades)A Nobre Arte Produções foi criada com o propósito de representar e gerenciar a carreira da atriz Fernanda Nobre, atuando no agenciamento artístico, curadoria de projetos e planejamento de imagem. A produtora busca fortalecer a presença da artista em obras relevantes, além de desenvolver produções autorais que refletem sua trajetória e visão artística. Com atuação estratégica no campo das artes cênicas e do audiovisual, a empresa alia gestão, criatividade e sensibilidade na realização de projetos que dialogam com temas contemporâneos e com o público.Nathalia Dill Ao longo de quase duas décadas de carreira na televisão, no cinema e nos palcos, Nathalia Dill se firmou como um dos nomes mais consistentes da dramaturgia nacional. Seu primeiro grande destaque veio com a vilã Débora, em Malhação (2007), personagem que marcou sua estreia na TV Globo e conquistou o público. Desde então, protagonizou e assumiu papéis centrais em diversas novelas da emissora, como Família É Tudo (2024), A Dona do Pedaço (2019), Orgulho e Paixão (2018), Rock Story (2016), Liberdade, Liberdade (2016) e Paraíso (2009). Agora, integra o elenco da peça Três Mulheres Altas, de Edward Albee, em cartaz no Teatro Copacabana Palace, ao lado de Suely Franco e Deborah Evelyn.Na TV paga, participou da série Mandrake (2007), da HBO, indicada ao Emmy Internacional de Melhor Série Dramática, e da série Aline (2010), exibida na TV Globo. No cinema, acumula trabalhos em longas de diferentes gêneros, como Um Casal Inseparável (2021), de Sergio Goldenberg; Incompatível (2020), de Johnny Araújo; Talvez uma História de Amor (2018), de Rodrigo Bernardo; Por Trás do Céu (2017), de Caio Soh; e Paraísos Artificiais (2012), de Marcos Prado.Nos palcos, iniciou sua trajetória em 2005, com montagens como As Glórias de Nelson e Jogos na Hora da Sesta, dirigidas por Daniel Hertz e Michel Bercovitch. Em 2017, retornou ao teatro com a comédia Fulaninha e Dona Coisa e, atualmente, interpreta a personagem C na montagem inédita de Três Mulheres Altas, com direção de Fernando Philbert.Com uma carreira que transita entre a televisão, o cinema nacional e o teatro, Nathalia Dill é reconhecida pela entrega e sensibilidade com que constrói cada personagem. Além do trabalho artístico, também se envolve com pautas, mantendo uma presença ativa fora das telas.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.