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O projeto visa criar e manter uma orquestra profissional em Juiz de Fora, com 36 músicos remunerados, para realizar 07 repertórios e cerca de 21 concertos em 2026, abrangendo repertórios sinfônicos, de câmara, operísticos e brasileiros, como a ópera Uma Noite no Castelo de Henrique Alves de Mesquita. Inclui a compra de instrumentos (tímpano e contrabaixo acústico) e materiais (cadeiras, estantes, luminárias), ensaios regulares e parcerias com espaços culturais locais. Serão produzidos registros audiovisuais dos concertos, disponibilizados gratuitamente online, com destaque para o registro em áudio da ópera, a ser distribuído em plataformas como Spotify. O projeto também criará uma identidade visual, institucionalizará a orquestra como associação e promoverá ações educativas para formação de público e circulação cultural em Juiz de Fora e região.
Todos os concertos do projeto serão de música erudita buscando valorizar os compositores brasileiros, bem como realizar também uma viagem pela música mundia.Todos os concertos serão gratuitos, onde o projeto dsenvolverá 07 repertórios no ano de 2026. Pretende-se através do trabalho de prospecção e produção cultural, criar uma agenda de concertos para o ano de 2026. Onde pretende-se realizar cerca de 21 apresentações, promovendo parcerias com teatros, espaços publicos e igrejas da cidade de Juiz de Fora.Um dos concertos que já está definido é o da ópera Uma noite no Castelo. Cujo o enredo e a sinopse seguem abaixo:A obra Uma Noite no Castelo pertence ao gênero opéra-comique. O compositor a escreveu se baseando no libreto do dramaturgo francês, Paul de Kock (1794-1871), e teve sua estreia em 30 de maio de 1870 no Teatro Lírico Francês, antigo Teatro Alcazar. A opéra-comique é um gênero de ópera francesa que combina trechos cantados com diálogos falados. Surgiu no século XVIII e, apesar do nome, nem sempre tem temática cômica. Diferencia-se da grand opéra por ser mais leve e acessível, tanto em enredo quanto em estrutura musical. Algumas das obras mais famosas do gênero incluem Carmen (1875), de Georges Bizet, e La fille du régiment (1840), de Gaetano Donizetti.A sinopse do enredo da ópera é:Um jovem Conde, que vivia esbanjando sua fortuna em Paris com mulheres e bebida, raramente visitava sua aldeia em Sénange. Certo dia, ele e seu fiel criado Dubois decidem viajar até lá para cumprir o último desejo de sua falecida mãe: pagar o dote do casamento de Colette, uma bela aldeã querida pela Condessa.No entanto, algo sai errado. Jerôme, o verdadeiro marido de Colette, não está presente quando a convocação para o casal comparecer ao castelo chega. Assim, Mathurine, mãe de Colette e administradora das terras do Conde, coloca Alain, primo de Colette, para fingir ser o marido.Os aldeões chegam ao castelo e, surpreendentemente, conseguem enganar o Conde com a farsa. Mas o inesperado acontece: Jerôme, o ciumento marido de Colette, retorna e aceita se passar por seu primo para receber o dote.O clímax da história ocorre quando Dubois ouve uma conversa entre o verdadeiro casal e, confundido, acredita que Colette está traindo Alain com Jerôme. Ele então convence o Conde, que já estava se apaixonando por Colette, a vingar a suposta traição.De madrugada, com as luzes todas apagadas, o Conde, fingindo ser Jerôme, se encontra com Colette e a beija. Nesse exato momento, Jerôme chega e ao ver a cena, faz um escândalo que acorda todos no castelo.No final, toda a verdade é revelada ao Conde, que se diverte com a situação e perdoa a todos. A história termina com uma grande celebração repleta de alegria!O espetáculo é dividido em 10 movimentos, sendo o primeiro instrumental, a abertura e outros 09 cantados, intercalados pela atuação dos atores/cantores, o coro e os atores.1. Overtoure (abertura);2. Air (ária);3. Couplets (versos);4. Chœur (coro);5. Quatuor (quarteto);6. Duo;7. Couplets;8. bis - Melodrame (melodrama);9. Duo et Trio;10. Final.
O projeto visa a estruturação e manutenção de um grupo orquestral profissional na cidade de Juiz de Fora. O intuito do projeto é explorar as diversas vertentes da música de concerto, promovendo uma agenda de concertos no ano de 2026. Serão explorados repertórios sinfônicos, música de câmara, operísticos, classical crossover e música brasileira. A cidade de Juiz de Fora há anos é um berço de grandes músicos de orquestra, pois tem em sua tradição escolas voltadas ao estilo de música orquestral e de concerto como o Centro Cultural Pró-Música, hoje pertencente à Universidade Federal de Juiz de Fora, o Conservatório de Música Haidee França Americano e a Faculdade de Música (cursos de bacharelado e licenciatura) e mesmo orquestras, que ao longo dos anos vem sendo sustentada por voluntários _ como a Orquestra Sinfônica Pró-Música, a Orquestra Acadêmica da UFJF e a Orquestra Sinfônica Mário Vieira. Destaca-se também o Festival Internacional de Música Colonial e Música Antiga, um dos mais prestigiados do país, que ocorre anualmente, e está atualmente caminhando para sua para sua trigésima sexta edição, neste ano de 2025. Neste cenário, destacamos a presença de fortes instituições de formação de ensino e espaços para desenvolvimento de jovens talentos. No entanto, a cidade carece de um espaço onde os músicos possam atuar profissionalmente, com remuneração regular para desempenharem suas funções. Com isso objetivamos evitar a evasão de talentos da cidade e também criar uma agenda contínua e planejada de concertos para a cidade de Juiz de Fora. A cidade dispõe de teatros e espaços que comportam esse tipo de espetáculo sinfônico e de câmara _ como o Cine Theatro Central, o Teatro Paschoal Carlos Magno, o Teatro Solar, o Teatro do Museu de Arte Murilo Mendes, o Teatro do Museu Ferroviário, O Museu Mariano Procópio e diversas Igrejas e a Catedral da cidade que são reconhecidas historicamente na cidade por serem espaços públicos para esse tipo de espetáculo _ e mesmo espaços abertos que dispõem de palcos permanentes _ como a Praça Antônio Carlos e a Concha Acústica da Praça Cívica da Universidade Federal de Juiz de Fora. O que motiva essa iniciativa é a profissionalização de 36 músicos, que receberão mensalmente um salário para atuarem nas atividades do projeto ao longo de um ano. Neste sentido o projeto pretende contratar 12 violinistas, 04 violistas, 06 celistas, 01 contrabaxista, 02 flautistas, 01 oboísta, 02 clarinetistas, 01 fagote, 02 trompetista, 02 trompistas, 02 trombonista e 01 percussionista. O grande destaque deste grupo de músicos é o fato de todos possuírem cursos superiores e alguns até mesmo com pós-graduação na área de música. Onde esses vem atuando em sua maioria como professores de educação básica em escolas públicas, ensino regular de música em escolas da cidade, músicos contratados para eventos e cerimônias e grupos diversos da cidade. Contudo, nenhum deles é remunerado por suas atividades como músico de orquestra, dado que muitos atuam como voluntários nas orquestras existentes na cidade. A equipe técnica do projeto terá como regente e Diretor Artístico e Regente o Victor Cassemiro; Lizandra Romano como Coordenadora Artística; Thiago Menini como Produtor Cultural, Raquel Souza como Assistente de Produção e Tamara Medeiros como Coordenadora de Equipe e Preparadora Vocal. A presente proposta também é um projeto de estruturação. Neste sentido, pretende-se fazer a compra de materiais permanentes para o desenvolvimento do grupo orquestral. Principalmente, a compra de instrumentos de percussão como tímpano, xilofone, bumbo sinfônico e um contrabaixo acústico. Além de materiais de apoio como cadeiras e estantes de partitura. A agenda de concertos será feita em parceria com os espaços da cidade a partir do início da execução do projeto. Por vários dos espaços serem de administração pública, editais de ocupação são abertos com recorrência, o que facilita o acolhimento da agenda e a produção. A intenção do projeto é a de ocupar os espaços anteriormente citados durante todo o ano de 2026. Para isso vamos apresentar repertórios que levam em consideração a atuação conjunta de todos os músicos num só espetáculo, como também em subgrupos (como quartetos, octetos, formações de câmara, etc.) explorando a diversidade da música de concerto. A dinâmica inicial de ensaios será organizada da seguinte maneira: serão dois ensaios semanais, focados em ensaios de naipe de instrumentos e ensaios gerais. Cada ensaio terá duas horas de duração. Será realizado o ensaio de 07 repertórios para o ano de 2026, (03 concertos com grupo completo e 04 concertos de grupos de câmara).Cada um desses sete programas será registrado em audiovisual, criando um acervo digital do trabalho artístico da orquestra. As gravações serão editadas e disponibilizadas gratuitamente ao público por meio de plataformas online de vídeo, ampliando o alcance do projeto e garantindo acesso democrático ao conteúdo cultural produzido. O que também fortalecerá a comunicação institucional da orquestra, com a produção de materiais audiovisuais, a criação e implementação de uma identidade visual própria, compondo um portfólio artístico que servirá para divulgação em mídias digitais e para o fortalecimento da imagem da orquestra junto ao público e a possíveis patrocinadores.Em especial será realizada no ano de 2026 um registro oficial em áudio do concerto de abertura do projeto da ópera "Uma Noite no Castelo" de Henrique Alves de Mesquita, uma peça do repertório brasileiro que havia sido esquecida. Desta forma, será realizado um registro que se tornará a primeira referência em áudio da obra no Brasil, que será disponibilizada em livre acesso em plataformas como Spotify, Deezer, entre outros. Além de funcionar como um importante instrumento de divulgação institucional, esses materiais se tornarão ferramentas de formação de público, educação musical e valorização da produção sinfônica brasileira, numa ação afirmativa e, com foco, sobretudo, na formação de público e na aproximação entre jovens e a linguagem orquestral.Salientamos que é um dos objetivos centrais do projeto institucionalizar a orquestra como um CNPJ de uma associação, visando facilitar as ações do projeto, bem como alavancar as possibilidades de obtenção de recursos futuros por parte do projeto. A produção do projeto também buscará ampliar o alcance dessas apresentações por meio de parcerias com prefeituras, teatros públicos e particulares, promovendo assim, a circulação da orquestra em cidades vizinhas e estados próximos.
O projeto visa a estruturação, manutenção e profissionalização de um grupo orquestral na cidade de Juiz de Fora e encontra na Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91) o instrumento adequado para sua realização. O mecanismo é essencial porque se trata de uma iniciativa de relevância artística e social, mas que, pela sua natureza e pelos custos envolvidos, não encontra sustentabilidade plena apenas por meio da bilheteria ou de outras formas diretas de comercialização. É um projeto que precisa de investimento inicial e de continuidade garantida, o que somente pode ser viabilizado por meio de incentivos fiscais e pelo engajamento da iniciativa privada no fomento à cultura.Portanto, a justificativa para o uso do mecanismo está no alinhamento do projeto com os princípios da Lei nº 8.313/91 no Artigo 1º, pois:De acordo com o inciso I, o projeto contribui para o desenvolvimento cultural da sociedade brasileira, assegurando a todos o pleno exercício dos direitos culturais;De acordo com o inciso II, o projeto promove e estimula a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;De acordo com o inciso III o projeto apoia a produção, difusão e circulação de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;De acordo com o inciso IV, o projeto prioriza o produto cultural originário do país, especialmente o produzido por novos valores e em estados e regiões de menor desenvolvimento relativo.O projeto da orquestra se enquadra nesses incisos de forma clara. Em primeiro lugar, ele contribui para o desenvolvimento cultural da sociedade (inciso I) ao garantir a presença de uma orquestra profissional em uma cidade com tradição no ensino e na formação musical, mas sem espaço consolidado para a atuação remunerada de músicos. A iniciativa também cumpre o objetivo de regionalização (inciso II), pois cria oportunidades para artistas locais permanecerem em Juiz de Fora e na Zona da Mata mineira, evitando a evasão de talentos que muitas vezes se veem obrigados a buscar oportunidades em capitais ou no exterior. Além disso, a proposta se insere na linha de produção, difusão e circulação de bens culturais de valor universal (inciso III), já que a música de concerto faz parte do patrimônio cultural da humanidade e o projeto garante sua presença regular, acessível e gratuita em diferentes espaços da cidade. Finalmente, há uma prioridade ao produto cultural brasileiro (inciso IV), com destaque para o concerto dedicado a compositores nacionais. No que se refere aos objetivos do Artigo 3º da Lei nº 8.313/91, o projeto também se alinha de maneira direta. O Artigo 3º estabelece que a Política Nacional de Cultura tem como objetivos, entre outros:De acordo com o inciso I, o projeto contribuir para facilitar a todos os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;De acordo com o inciso II, o projeto promove e estimula a regionalização da produção cultural e artística, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;De acordo com o inciso III, o projeto apoia, valoriza e difunde o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;De acordo com o inciso IV, o projeto preserva os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;De acordo com o inciso: estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;De acordo com o inciso IX, projeto possibilita, de modo permanente, a formação, o aperfeiçoamento e a especialização de quadros culturais;De acordo com o inciso X, o projeto propicia aos diferentes estratos sociais acesso às diversas formas de manifestação cultural do País e do mundo;De acordo com o inciso XI, o projeto incentiva a difusão cultural no exterior e o conhecimento da cultura estrangeira no Brasil;De acordo com o inciso XII, o projeto estimula a produção e difusão da cultura nacional e a preservação da identidade cultural.Ao listar esses objetivos à proposta, percebe-se que a presença de uma orquestra profissional de Juiz de Fora atua em todos os pontos destacados. O projeto facilita o acesso às fontes da cultura (inciso I) ao oferecer concertos gratuitos em espaços públicos, com transmissão digital, ampliando o alcance para além das fronteiras da cidade. Ele também valoriza recursos humanos locais (inciso II) ao contratar 36 músicos da região, reconhecidos por sua formação superior e trajetória acadêmica. Além disso, apoia e difunde manifestações culturais e seus criadores (inciso III), já que o repertório contempla tanto obras clássicas consagradas quanto peças de compositores brasileiros contemporâneos, garantindo espaço para novos talentos.O projeto ainda se conecta ao Inciso V, ao preservar e manter viva a tradição da música de concerto, que é patrimônio cultural imaterial e ao inciso VII, por difundir bens culturais de valor universal _ como o repertório sinfônico, camerístico e operístico _ que são fontes de conhecimento e memória. Outro aspecto fundamental é a formação e aperfeiçoamento de quadros culturais (inciso IX), já que os ensaios e a prática contínua dos músicos contribuem para a elevação da qualidade artística e para a formação de um corpo orquestral estável e profissional, além de criar oportunidades de aprendizado para jovens talentos que poderão se aproximar da orquestra em atividades educativas.O acesso da população a diferentes formas de expressão cultural (Inciso X) também é garantido, uma vez que os concertos temáticos e de classical crossover abrem espaço para diálogos com jazz, rock, trilhas sonoras e parcerias populares, atraindo novos públicos e diversificando experiências. Ademais, o incentivo à difusão da cultura nacional (inciso XII) se materializa na ênfase à música brasileira, tanto histórica quanto contemporânea, criando pontes entre a tradição e a inovação.Outro ponto relevante que reforça a necessidade do uso da Lei de Incentivo à Cultura é a dimensão estrutural do projeto. A aquisição de instrumentos de percussão, contrabaixo acústico, cadeiras e estantes, bem como a formalização da orquestra em uma associação com CNPJ próprio, são ações que só podem ser viabilizadas com recursos incentivados. Essas medidas asseguram a perenidade do grupo, fortalecendo-o institucionalmente e criando bases sólidas para a continuidade.Vale destacar que o impacto social e educativo é também uma justificativa para a utilização do mecanismo. A profissionalização dos músicos garante dignidade ao trabalho artístico, gera emprego qualificado e evita a precarização da prática orquestral. Além disso, o registro audiovisual e a disponibilização gratuita dos concertos em plataformas digitais democratizam o acesso, permitindo que estudantes, pesquisadores e o público em geral usufruam do conteúdo, independentemente de barreiras geográficas ou econômicas.
Pretende-se a realização de cerca de 21 concertos de música erudita a partir do ensaio de 07 repertórios. Cada concerto terá entre 1 hora a 1:30 de duração
O projeto prevê ações consistentes de acessibilidade em duas dimensões complementares: Acessibilidade Física e Acessibilidade de Conteúdo. Entende-se que a democratização do acesso à cultura passa não apenas pela gratuidade ou ampla difusão das atividades, mas também pela criação de condições reais para que pessoas com deficiência e mobilidade reduzida possam usufruir plenamente da programação.1 - Acessibilidade FísicaA programação do projeto acontecerá em espaços culturais da cidade de Juiz de Fora que já dispõem de infraestrutura mínima para acolher o público com mobilidade reduzida, como o Cine-Theatro Central, o Teatro Paschoal Carlos Magno, o Teatro Solar, o Museu de Arte Murilo Mendes, o Museu Mariano Procópio, o Museu Ferroviário, a Concha Acústica da UFJF e igrejas da cidade. Esses equipamentos oferecem rampas de acesso, banheiros adaptados e áreas reservadas para cadeirantes, atendendo às normas de acessibilidade vigentes.A equipe do projeto, em articulação com os gestores desses espaços, fará um mapeamento prévio das condições estruturais para garantir que todas as apresentações contem com:- Acessos adequados por rampas ou elevadores de plataforma, sempre que disponíveis;- Banheiros adaptados, devidamente sinalizados, para garantir autonomia ao público com deficiência ou mobilidade reduzida;- Sinalização visual clara em rotas de acesso, saídas de emergência e áreas comuns, de modo a facilitar a circulação;- Apoio de equipe treinada para recepção de pessoas com deficiência, garantindo acolhimento e orientação individualizada;- Áreas reservadas para cadeirantes e acompanhantes, com visibilidade adequada para o palco;- Guias táteis e piso podotátil, nos espaços que já os possuem, complementados por sinalização alternativa para deficientes visuais quando necessário.2- Acessibilidade de ConteúdoNo campo da acessibilidade de conteúdo, o projeto adotará um conjunto de estratégias que visam garantir a compreensão plena das apresentações musicais e da proposta cultural, ampliando o alcance das ações para pessoas com deficiência auditiva, visual e intelectual. Entre as medidas previstas estão:- Intérprete de Libras: todos os concertos da temporada contarão com tradução simultânea em Libras, realizada por profissionais especializados. Essa ação garante que pessoas surdas ou com deficiência auditiva tenham acesso às falas de mediação, às explicações de repertório e às falas institucionais realizadas no palco.- Legendas descritivas: os vídeos produzidos a partir das gravações dos concertos terão legendas descritivas, permitindo que o conteúdo esteja acessível para pessoas surdas e ensurdecidas que preferem a leitura. As legendas incluirão não apenas falas, mas também informações contextuais relevantes, como “aplausos”, “início do solo de violino” ou “transição de cena”.- Audiodescrição: para os concertos gravados em audiovisual, será preparada versão com audiodescrição, descrevendo aspectos visuais importantes, como a disposição dos músicos, os gestos do regente, os instrumentos utilizados e elementos cênicos. Essa medida assegura que pessoas cegas ou com baixa visão possam ter uma experiência mais completa da apresentação.- Visitas sensoriais: antes de alguns concertos, serão realizadas visitas guiadas e sensoriais ao palco e aos instrumentos, possibilitando que pessoas com deficiência visual ou intelectual explorem, por meio do tato e da escuta, os elementos que compõem a apresentação. Essa prática contribui para a ampliação da experiência estética e para a formação de público.- Mediação acessível: as falas de contextualização dos concertos serão adaptadas em linguagem simples, clara e objetiva, facilitando a compreensão de pessoas com deficiência intelectual, mas também beneficiando o público em geral.
O projeto foi concebido para garantir que a população tenha amplo e gratuito acesso às suas atividades. A principal forma de democratização será a distribuição gratuita dos ingressos para todos os concertos da temporada, realizados em espaços públicos e privados parceiros da cidade de Juiz de Fora. Essa distribuição será feita de maneira simples, por meio de retirada antecipada em pontos culturais da cidade (teatros, museus e centros comunitários) e também com cotas de ingressos reservadas para escolas públicas, universidades, projetos sociais e associações comunitárias. Dessa forma, busca-se contemplar tanto o público espontâneo quanto grupos organizados, promovendo a diversidade de frequentadores.Os concertos realizados em praças e espaços abertos não terão controle de ingressos, garantindo livre circulação e acesso irrestrito da população. O objetivo é ocupar locais simbólicos da cidade, ampliando a visibilidade da música de concerto e aproximando novos públicos dessa linguagem artística.Além dos concertos presenciais, todo o conteúdo artístico será registrado em audiovisual e disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais. Os vídeos serão publicados nas redes sociais oficiais do projeto e em canais de streaming de vídeo, assegurando o acesso permanente e descentralizado, sem barreiras geográficas. Essa estratégia amplia o público potencial, permitindo que pessoas de outras cidades e estados possam acompanhar a programação.Para promover a formação de público, serão realizadas ações de aproximação, como ensaios abertos, onde estudantes, idosos e integrantes de projetos sociais poderão acompanhar de perto a preparação da orquestra. Esses ensaios terão explicações didáticas do regente e da equipe artística, ajudando a contextualizar as obras e facilitando a compreensão da música de concerto.Outra medida será a oferta de oficinas paralelas voltadas para estudantes de música e jovens instrumentistas da região, com foco em práticas de naipe (cordas, sopros e percussão). As oficinas terão caráter formativo e gratuito, aproximando o público estudantil da prática profissional e fortalecendo a rede local de talentos.Também haverá a produção de materiais educativos digitais, como programas de concerto comentados, com linguagem acessível e inclusiva. Esses materiais serão distribuídos online em versão acessível para leitores de tela, garantindo que o conteúdo alcance diferentes perfis de público, incluindo pessoas com deficiência visual.Por fim, destaca-se que a divulgação do projeto será feita de forma ampla e inclusiva, utilizando meios digitais (redes sociais, site, newsletters), mídia local e parcerias com instituições de ensino e cultura. Essa multiplicidade de canais fortalece o acesso da comunidade ao calendário da temporada e incentiva a participação do público em todas as etapas do projeto.Em resumo, a democratização de acesso será garantida por meio da gratuidade das atividades, da descentralização dos espaços de apresentação, do uso de plataformas digitais, da realização de ensaios abertos, oficinas formativas e da produção de materiais educativos acessíveis. Com isso, o projeto assegura que a música de concerto, muitas vezes considerada restrita, esteja ao alcance de todos, sem barreiras sociais, econômicas ou geográficas.
Victor Cassemiro – Diretor Artístico e regenteNatural de Juiz de Fora (MG), Victor Cassemiro Leite é maestro, pianista, professor, pesquisador, editor e arranjador. Bacharel em Música pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e mestre pelo Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da UFRJ, iniciou sua trajetória regendo em 2013, ano de seu ingresso na universidade. Desde então, tem se destacado pela versatilidade artística e pelo compromisso com a democratização da música.É regente titular da Orquestra Sinfônica e da Camerata Pró-Música/UFJF, além de reger os corais Benedictus, São Mateus, Pró-Música/UFJF e Cesama. Atuou também como professor substituto no Departamento de Música da UFJF entre 2023 e 2025, contribuindo para a formação de novos músicos.À frente da Orquestra Pró-Música, criou séries de concertos que ampliam o acesso à música sinfônica — como Operando (concerto didático sobre ópera), Concertos para Crianças e Cantata de Natal — e projetos voltados à valorização da arte afro-brasileira. É idealizador do Encontro de Corais da Paróquia São Mateus e autor da edição crítica da ópera Uma Noite no Castelo, de Henrique Alves de Mesquita, fruto de sua pesquisa de mestrado.Com mais de uma década de atuação, Victor Cassemiro consolida-se como referência na difusão da arte, na formação musical e no resgate da memória da música brasileira.Lizandra Regina Campisse Romano – Coordenação artística Formação: Mestre em Artes, Urbanidades e Sustentabilidade pela Universidade Federal de São João Del Rei (2024); Licenciada pela Faculdade Mozertaum de São Paulo (2023); Bacharela em Violoncelo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2022); Técnica em Violoncelo pelo Conservatório Estadual de Música Haydée França Americano (2017); Bacharela em Artes Visuais pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2016); Bacharela em Artes e Design pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2022);Experiência: Violoncelista e chefe de naipe da Camerata Pró-Música (2007-2012); Violoncelista da Orquestra Sinfônica Pró Música (2009-2012); Violoncelista e chefe de naipe da Orquestra Sinfônica Mário Vieira (2010-2017); Violoncelista da Orquestra Acadêmica da UFJF; Violoncelista e Chefe de Naipe da Orquestra Sinfônica Pró-Música/UFJF (2017-atual); Violoncelista e chefe de naipe da Orquestra Sinfônica de Juiz de Fora (2025); Regente da Prática de Conjunto da Academia Pró-Música da Escola de Artes Pró-Música (2024-atual).Articuladora Cultura de percussão do Projeto Social Gente em Primeiro Lugar/FUNALFA (2017-2021); Professora de violoncelo do Projeto Social Acordes (2022-2024); Professora de violoncelo; ensino coletivo e musicalização do Projeto Social Som da Cidade do Instituto Unimed (2024-atual); Professora da rede de educação básica do estado de Minas Gerais (2024); Professora do Conservatório Estadual de Música Haydeé França Americano (2025); Professora bolsista do Ensino Coletivo da Escola de Aplicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (2024-atual). Thiago de Almeida Menini – Produção CulturalFormação: Doutor em Comunicação Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2023); Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2016); Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2011) e Técnico em Violino pelo Conservatório de Música Haideé França Americano (2009). Experiências - Violinista nas Orquestra Sinfônica Pró-Música (2019 – presente); Violinista na Orquestra Sinfônica Mário Vieira (2007 – 2014); Violinista na Orquestra da Violões do Conservatório de Música Haidee França Americano (2004 – 2006); Bolsista no setor de Difusão Cultural do Museu de Arte Murilo Mendes no projeto Musicamamm (2010 – 2011); Proponente do projeto “Do passado ao presente: a (re)construção da prática da música de concerto em Juiz de Fora” aprovado pela Lei Municipal de Cultura Murilo Mendes (2025) Participação na elaboração e gravação do Cd da Orquestra Sinfônica Mário Vieira através da Lei Municipal de Cultura Murilo Mendes (2011); Produtor do Cd da Banda “A Zagaia 10 anos +1” através da Lei Cultural Murilo Mendes (2015); Auxiliar na produção do Cd “Cantorias” do Coral da Universidade Federal de Juiz de Fora (2014) e Jornalista e produtor no Coletivo Avenida Independência – Música e Conteúdo (2015 – 2017). Raquel Souza Pereira – Assistente produçãoFormação: Violoncelo (Bacharelado pela Universidade Federal de Juiz de Fora – 2023) e em Educação Musical Básica (Licenciatura pela ETEP Escola Técnica Paulista – 2024). Em 2025, concluiu a pós-graduação em Linguagens, suas Tecnologias e Mundo do Trabalho pela Universidade Federal do Piauí.Experiências: A trajetória é marcada pela interseção entre música, educação e tecnologia. Em 2021, foi realizado o curso de Ciência da Computação de Harvard (CC50) por meio do programa Estudar Fora na Prática. Em 2023, houve aprofundamento em temáticas como “Educação e Tecnologia”, “Tecnologias Digitais: Ferramentas para Criatividade” e “Linguagens e suas Tecnologias”, todos pela plataforma AVAMEC. No mesmo período, foi concluído curso de extensão sobre pensamento computacional com Scratch pela USP e especialização em “Informática na Educação” pelo INCI (2024). Em 2025, a formação voltou-se à área da educação inclusiva, com aperfeiçoamentos em “Atendimento Educacional Especializado para o Estudante com Deficiência Intelectual” (UFAL), “O Ensino de Estudantes com Deficiência na Educação Inclusiva” (UFJF), “Gestão da Educação Inclusiva na Era do Acesso Digital” (UFJF) e em tecnologia assistiva (extensão pela UFRJ). Também houve participação em ação de extensão na UFMS sobre infraestrutura tecnológica no contexto pedagógico. Atualmente, exerce a função de professora de apoio em educação especial e inclusiva em música na Escola Nuvem de Algodão, sob coordenação do Professor Marcelo Castro, e atua como docente no Conservatório Estadual de Música Haidée França Americano. Paralelamente à docência, mantém intensa atividade como instrumentista. Atuou como violoncelista na Orquestra Acadêmica da UFJF por cinco anos e na Orquestra Mário Vieira. Atualmente integra a Orquestra Sinfônica de Juiz de Fora e a Orquestra Ars Brasilis. É também integrante do coletivo feminino Samba Flor de Samambaia, como violonista.Tamara Medeiros – Coordenação de equipe e preparadora vocalCantora lírica, regente e preparadora vocal, Tamara Medeiros é bacharel em Canto pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), possui formação pedagógica pelo Claretiano Centro Universitário e atualmente é mestranda no Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PROMUS/UFRJ).Foi preparadora vocal do Coral Pró-Música/UFJF e atualmente exerce a mesma função no Coral Cesama, também é regente do Coral Gavroche.Durante o período em que trabalhou no Centro Cultural Pró-música também foi responsável pelo arquivo de partituras e pela gestão da agenda do coral e da orquestra.Entre 2019 e 2023, lecionou Canto e Canto Coral no Conservatório Estadual de Música Haideè França Americano (CEMHFA).Sua trajetória artística inclui diversas participações como solista e integrante de óperas, concertos e projetos realizados em Juiz de Fora e no Rio de Janeiro, com destaque para o papel de Colette na ópera “Uma Noite no Castelo” e para apresentações junto à Orquestra Sinfônica Pró-Música. Tem atuado regularmente em eventos como o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, a série Música nas Igrejas e o projeto Operando.Com experiência em performance vocal e prática coral, Tamara dedica-se à formação musical e ao desenvolvimento de projetos voltados à difusão do repertório musical brasileiro.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.