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PRONAC 2512485Autorizada a captação total dos recursosMecenato

SAPOS E AFOGADOS – FORMAÇÃO

SAPOS E AFOGADOS PRODUCOES LTDA
Solicitado
R$ 971,8 mil
Aprovado
R$ 971,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2026-02-01
Término
2027-01-31
Locais de realização (1)
Belo Horizonte Minas Gerais

Resumo

O projeto "Sapos e Afogados - Formação" tem como objetivo fomentar os processos formativos desenvolvidos pelo e para o grupo de teatro "Sapos e Afogados", coletivo sediado em Belo Horizonte/MG cuja prática se destaca pela articulação entre arte, subjetividade e saúde mental. A proposta contempla um conjunto de ações educativas e artísticas, como oficinas, laboratórios cênicos, rodas de conversa, práticas de criação coletiva e intercâmbios com artistas convidados. Atuando com a presença ativa de pessoas em sofrimento mental em seus processos criativos, o grupo afirma uma pedagogia da cena inclusiva e provocadora, que desafia os modelos tradicionais de normalidade e promove a escuta sensível e o cuidado como fundamentos da criação. Espaço contínuo de formação, acolhimento, experimentação e partilha de saberes, promovendo acesso, diversidade e pensamento crítico no campo teatral. Obs.: No campo "Outras Informações", inserimos todo o texto de defesa contra o arquivamento anterior.

Sinopse

Produto: Curso/Oficina/Capacitação (Produto Principal): PROJETO GIRINO: O Projeto Girino é uma ação de acolhimento, formação e criação artística voltada a pessoas com ou em sofrimento mental, promovida pelo grupo Sapos e Afogados, de Belo Horizonte (MG). O projeto nasce da trajetória do grupo, reconhecido por sua atuação pioneira na interface entre arte, saúde mental e inclusão social, desenvolvendo, desde sua fundação, um trabalho continuado junto à rede pública de saúde mental, em diálogo com os Centros de Referência em Saúde Mental (CERSAMs) e outras instituições culturais da cidade.A proposta teve início em 2011, a partir da experiência de intercâmbio com a companhia italiana Accademia della Follia, referência internacional no trabalho com artistas com histórico de sofrimento psíquico. Inspirado por essa vivência, o grupo Sapos e Afogados criou o Projeto Girino como um espaço de experimentação, convivência e iniciação teatral, no qual pessoas em acompanhamento na rede pública de saúde mental são acolhidas como estagiários de criação — os “Girinos” — em um processo de formação artística que valoriza a singularidade de cada corpo e a potência expressiva da diferença.Durante o estágio, os participantes mergulham no cotidiano do grupo, participando de oficinas, ensaios, jogos teatrais e atividades de formação estética e corporal, vivenciando o processo criativo como espaço de escuta, pertencimento e transformação. Ao final desse percurso, cada Girino pode vir a integrar o elenco do Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados, ampliando o coletivo e fortalecendo sua missão de promover o encontro entre arte e cuidado.Desde sua criação, o projeto já acolheu cerca de trinta participantes, dos quais cinco se tornaram integrantes permanentes do grupo e três permanecem em processo de estágio. Para esta nova edição, prevista para o segundo semestre de 2026, serão abertas dez vagas para novos estagiários, que participarão de dois meses de imersão junto ao grupo. O objetivo é garantir a continuidade dessa prática que articula arte, saúde e cidadania, reafirmando o teatro como espaço de invenção, convivência e vida.SALA ABERTA: A Sala Aberta é uma ação de compartilhamento e imersão no processo criativo do grupo Sapos e Afogados, conduzida por Juliana Saúde, fundadora e diretora artística do coletivo. A atividade propõe o encontro entre arte, clínica e experiência teatral como campo de pesquisa e formação. Voltada a atores, atrizes, diretores(as), psicólogos, terapeutas ocupacionais e agentes da saúde mental, a ação convida os participantes a vivenciarem práticas e metodologias desenvolvidas pelo grupo ao longo de sua trajetória, em diálogo com a rede pública de saúde mental. Realizada no primeiro semestre de 2026, com duração de dois meses, a Sala Aberta acolherá até 30 participantes, promovendo o intercâmbio de saberes e o fortalecimento da arte como espaço de escuta, criação e cuidado coletivo.PROJETO CASA BREVE: Realizado pela primeira vez em 2011, CASA BREVE é uma mostra de cenas, performances, shows, fotografias e artes visuais criada pelo grupo Sapos e Afogados. Sua primeira edição ocorreu em uma casa desocupada no bairro Floresta, em Belo Horizonte, transformada em território de experimentação e convivência artística. Durante 30 dias, o grupo habitou o espaço com criações como “Pré-babélica”, “Tríade”, “Travessia do Mar Vermelho”, “Hoje são meus mistérios gozosos, meus surtos psicóticos” e “Chá com Elizabeth / Visita da Diva”. O que nasceu como locação para um curta tornou-se uma potente residência criativa. Nesta nova edição, CASA BREVE propõe uma nova ocupação, retomando o formato de mostra e abrindo-se novamente à cidade com cenas, performances, shows, fotografias e artes visuais, prevendo um público aproximado de 1.000 pessoas em diálogo direto com o território urbano e a comunidade.CONCURSO PSICOFOTOGRÁFICO PERFORMÁTICO – LOUCA DA LAJE: O Concurso Psicofotográfico Performático – Louca da Laje, criado pelo grupo Sapos e Afogados, propõe um concurso de beleza nada convencional, em que o protagonismo está na singularidade e na potência expressiva de cada mulher. A ação reúne atrizes, médicas, psicanalistas, artistas e mulheres em sofrimento mental em um encontro cênico-fotográfico que questiona os padrões de beleza e os efeitos sociais e clínicos sobre o corpo feminino. Cada participante realiza uma performance autoral, construída em processo colaborativo com o grupo, sendo registrada por fotógrafos convidados. As imagens resultantes serão expostas nos perfis do Instagram do grupo e do projeto, alcançando cerca de 3.000 pessoas, ampliando o debate sobre corpo, estética e diferença. O evento afirma a arte como espaço de liberdade, escuta e reconfiguração dos olhares sobre a mulher e a loucura.Produto: Contrapartidas Sociais:SAPO ESCOLA: O Sapo Escola é uma ação formativa do grupo Sapos e Afogados que leva às escolas públicas reflexões sobre a loucura, o sofrimento mental e as múltiplas formas de cuidado na contemporaneidade. Por meio de encontros com crianças e adolescentes, o projeto estimula o diálogo sobre cidadania, respeito e os direitos das pessoas em sofrimento psíquico, propondo uma escuta sensível sobre o que é “ser diferente”. Em cada escola, os alunos produzem redações respondendo à pergunta “O que é a loucura?”, e essas produções são posteriormente lidas e comentadas pelos atores do grupo, promovendo o encontro e a troca simbólica entre estudantes e artistas. Nesta edição, a atividade acontecerá em duas escolas da rede pública, atendendo quatro turmas de até 30 alunos (em cada escola), e busca ampliar o convívio e desmistificar o portador de sofrimento mental como alguém perigoso, reafirmando a arte como instrumento de educação, empatia e inclusão social.

Objetivos

OBJETIVO GERAL:Fomentar e consolidar os processos de formação, pesquisa e experimentação cênica do grupo Sapos e Afogados, ampliando o acesso de artistas e interessados em práticas colaborativas no campo das artes da cena, com atenção especial às experiências de pessoas em sofrimento mental e à valorização da diferença como força criativa e política.OBJETIVOS ESPECÍFICOS:Produto: Curso/Oficina/Capacitação - Artes Cênicas (produto principal):- Realizar um ciclo formativo anual com oficinas, encontros e laboratórios de criação cênica que integrem participantes com e sem vivências relacionadas ao sofrimento mental, promovendo a convivência, o cuidado e a escuta como práticas de criação;- Convidar artistas/formadores de diferentes linguagens para intercâmbios pedagógicos que dialoguem com a diversidade psíquica e com abordagens inclusivas nas artes da cena;- Produzir e compartilhar materiais pedagógicos e registros dos processos, contribuindo para a circulação de saberes e práticas que afirmem novas possibilidades de criação e convivência;- Promover ações gratuitas voltadas à comunidade local, a artistas em formação e a pessoas em sofrimento mental interessadas em processos criativos;- Estimular o pensamento crítico sobre criação artística, saúde mental, subjetividade e os diferentes modos de existir e se expressar no mundo.Produto: Contrapartida Social:PROPOSTA DE MEDIAÇÃO CULTURAL - COM ESTUDANTES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO.- Promover encontros formativos entre artistas do grupo Sapos e Afogados e estudantes da rede pública, estimulando o diálogo sobre saúde mental, diferença e cidadania;- Estimular a reflexão crítica sobre o conceito de "loucura" e as representações sociais do sofrimento mental, a partir da escuta e da produção de textos pelos próprios alunos;- Valorizar o papel da arte e do teatro como ferramentas de mediação cultural e educação sensível, aproximando o universo artístico da realidade escolar;- Desenvolver atividades participativas que possibilitem aos alunos expressar percepções, sentimentos e imaginários sobre a loucura e o cuidado, fortalecendo a empatia e o respeito à diversidade humana;- Desmistificar o portador de sofrimento mental como alguém perigoso ou incapaz, promovendo a inclusão e o combate ao estigma através do convívio simbólico com os artistas do grupo;- Fortalecer o vínculo entre cultura e educação, criando pontes entre o teatro, a saúde mental e o ambiente escolar como espaços de construção de saberes compartilhados;- Capacitar professores e mediadores escolares para a continuidade de ações de sensibilização sobre saúde mental, incentivando o uso da arte como recurso pedagógico;- Alcançar aproximadamente 240 alunos (quatro turmas de até 30 alunos em duas escolas da rede pública), garantindo o acesso gratuito às atividades e o envolvimento das comunidades escolares.Este projeto se alinha, portanto, aos seguintes incisos do Art. 3º do Decreto 11.453:I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão;II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira;III - viabilizar a expressão cultural de todas as regiões do País e a sua difusão em escala nacional;V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais;VI - fomentar atividades culturais afirmativas para a promoção da cidadania cultural, da acessibilidade às atividades artísticas e da diversidade cultural;VII - desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivos locais, nos diversos segmentos culturais;IX - apoiar as atividades culturais de caráter inovador ou experimental;XV - apoiar o desenvolvimento de ações que integrem cultura e educação;XVII - apoiar outros projetos e atividades culturais considerados relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura.

Justificativa

O projeto "Sapos e Afogados _ Formação" propõe o fortalecimento e a continuidade das ações de formação artística e mediação cultural desenvolvidas pelo grupo Sapos e Afogados, coletivo atuante em Belo Horizonte desde 2002. Sua trajetória é marcada pela interseção entre criação cênica e saúde mental, por meio de um trabalho contínuo com pessoas em sofrimento psíquico, inicialmente vinculado aos Centros de Convivência e aos serviços da rede pública de saúde mental do município.O grupo nasceu da experiência da "Sapo Oficina", espaço de encontro entre arte e cuidado, onde a experimentação teatral se consolidou como ferramenta de escuta, convivência e afirmação de subjetividades. Com o tempo, esse núcleo se constituiu como coletivo autônomo de artistas e pesquisadores, ampliando sua atuação em diferentes linguagens — teatro, performance, fotografia, audiovisual, ações pedagógicas e publicações. Em todos esses campos, há um princípio comum: a convicção de que o sofrimento mental pode ser não apenas um tema, mas um modo legítimo e potente de criação, que deve ser acolhido e promovido no campo da cultura.Neste projeto, o grupo reúne e organiza suas principais ações formativas e artísticas em um programa integrado composto por cinco eixos complementares:- Projeto Girino: Acolhimento e formação de novos participantes com ou em sofrimento mental, em formato de estágio junto ao Núcleo de Criação e Pesquisa, fortalecendo a inclusão por meio da prática teatral;- Sala Aberta: Compartilhamento de processos criativos conduzido por Juliana Saúde, voltado a artistas, diretores, psicólogos e agentes de saúde, com o objetivo de difundir metodologias de criação desenvolvidas pelo grupo;- Casa Breve: Mostra de cenas, performances, shows, fotografias e artes visuais em uma nova ocupação urbana, com previsão de público de aproximadamente 1.000 pessoas, reafirmando a arte como presença viva na cidade;- Concurso Psicofotográfico Performático - Louca da Laje: Ação que reúne mulheres de diferentes contextos (artistas, profissionais da saúde e usuárias da rede de saúde mental) em performances e ensaios fotográficos que questionam padrões de beleza e normalidade; as imagens serão expostas nos perfis do grupo e do projeto no Instagram, com alcance estimado de 3.000 pessoas;- Sapo Escola: Atividade formativa em duas escolas da rede pública, com quatro turmas de até 30 alunos cada, promovendo reflexões sobre loucura, cidadania e respeito, por meio de redações e encontros com os artistas do grupo.Essas ações articulam formação, difusão e reflexão, integrando práticas artísticas e pedagógicas que reafirmam o teatro e a performance como instrumentos de escuta, pertencimento e transformação social. O grupo busca ressignificar os sentidos culturais da loucura, rompendo com estigmas e propondo uma abordagem ética e estética baseada no encontro e na diferença. Seus processos criativos partem das experiências subjetivas e dos delírios como linguagens expressivas, rompendo fronteiras entre arte e clínica, artista e paciente, normalidade e anormalidade.Em um contexto em que ainda persistem práticas manicomiais e a exclusão das pessoas em sofrimento mental, o trabalho do Sapos e Afogados constitui uma resistência poética e política, alinhada aos princípios do Movimento da Luta Antimanicomial. Mais do que produzir espetáculos, o grupo constrói uma comunidade de criação e escuta, em que cada sujeito pode exercer plenamente seu direito à expressão artística e à cidadania cultural.O fortalecimento deste núcleo é especialmente relevante diante da fragilidade das políticas públicas voltadas à cultura e à saúde mental. Espaços de escuta e criação coletiva são fundamentais para sustentar vínculos, promover autonomia e transformar a percepção social sobre a diferença. Investir neste projeto é reconhecer a arte como dispositivo de cuidado, formação e ruptura das estruturas de exclusão.Ao longo de mais de duas décadas, o grupo acumula ampla trajetória: espetáculos apresentados em diversos contextos, prêmios, participações em festivais, oficinas em escolas, universidades e centros culturais, além do lançamento do livro Submersa: 20 anos com Sapos e Afogados, que reúne imagens, relatos e reflexões sobre essa caminhada.Assim, o projeto "Sapos e Afogados _ Formação" se justifica não apenas como uma ação de formação artística, mas como uma estratégia de valorização de subjetividades historicamente marginalizadas, uma contribuição concreta aos debates sobre arte, saúde mental e direitos culturais — uma resposta política e poética às urgências do nosso tempo.Em consonância ao Art. 1º da Lei 8.313, este projeto visa:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Alinhado ao disposto no Art. 3º da Lei 8.313, configura-se como objetivo do projeto:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;II - fomento à produção cultural e artística, mediante:e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante:b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais;Dessa forma, compreende-se que este projeto se enquadra no Art. 18º da Lei 8.313, visto que seus objetivos contemplam o seguinte segmento cultural, conforme listagem apresentada no Anexo IV da IN 01/2023 e nos demais instrumentos reguladores, tais como a Medida Provisória nº 2.228-1, de 2001 e a IN 23/2025:I - ARTES CÊNICASe) teatro; (art. 18, § 3º, alínea a)

Estratégia de execução

Inserimos abaixo o texto elaborado em defesa do desarquivamento do projeto, para que seja possível apreciar plenamente as múltiplas formas e potências com que esta iniciativa contribui para o desenvolvimento cultural do país. O projeto fortalece a criação artística de grupos diversos e amplia o olhar para a riqueza das diferenças que compõem a população brasileira, reafirmando a cultura como espaço de inclusão, expressão e cidadania.PEDIDO DE DESARQUIVAMENTO DO PROJETO“Sapos e Afogados – Formação”Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei nº 8.313/1991 e IN 23/2025 – Artigo 211. Introdução:Venho solicitar o desarquivamento do projeto Sapos e Afogados – Formação, arquivado sob a justificativa de que, conforme o Art. 21 da IN 23/2025, “em projetos sociais, educativos, ambientais, esportivos, de sustentabilidade ou similares, serão aprovados exclusivamente os custos relativos às atividades artísticas ou culturais”.Entretanto, o presente projeto não é um projeto social, educativo ou de saúde, mas sim um projeto de artes cênicas, cujo escopo, objetivos, metodologia, produtos e orçamentos estão integralmente estruturados como atividades artísticas, pedagógicas e criativas dentro do campo das Artes da Cena — conforme classificação expressa no Art. 18 da Lei 8.313/1991, no Anexo IV da IN 01/2023 e na IN 23/2025.Assim, o enquadramento aplicado ao arquivamento não corresponde à natureza do projeto.2. Fundamentação para o pedido de desarquivamento:2.1 O projeto é estritamente artístico e cultural:Todo o escopo do projeto se enquadra em Artes Cênicas – Teatro, conforme previsto:- Lei 8.313/1991 – Art. 18 e Anexo IV;- IN 01/2023 – Anexo IV;- IN 23/2025 – Dispositivos referentes ao segmento teatral.As atividades descritas — oficinas de criação, laboratórios cênicos, produção de cenas, performances, processos de formação teatral, apresentações públicas, desenvolvimento de materiais de pesquisa artística — são atividades típicas do fazer teatral e da formação artística profissional, sendo reconhecidas como tais nos instrumentos normativos do Ministério da Cultura.2.2 O projeto não se configura como projeto social:O Art. 21 da IN 23/2025 é aplicado única e exclusivamente quando:- o projeto tem como finalidade principal ações sociais, educativas, ambientais ou congêneres;- e não possui finalidade cultural ou artística como eixo estruturante.O projeto Sapos e Afogados – Formação não se enquadra nessas categorias porque:- a linguagem central é teatro, envolvendo processos de criação, direção, atuação, montagem, performance e mediação artística;- todos os produtos previstos são produtos culturais, não ações de saúde, assistência ou educação formal;- a participação de pessoas em sofrimento mental não transforma o projeto em ação social — trata-se de prática artística inclusiva, amplamente reconhecida e historicamente praticada no campo das artes da cena contemporâneas.A interação com escolas públicas, prevista como contrapartida cultural, também não constitui atividade social: trata-se de mediação artística, prevista e incentivada na própria legislação cultural, especialmente:- Art. 3º, incisos I, II, V, VI, XV e XVII – Decreto 11.453/2023;- Art. 1º e 3º – Lei 8.313/1991.Importante: A presença de dimensão pedagógica não desconfigura a natureza cultural do projeto, pois a formação em artes é contemplada expressamente no Art. 18 da Lei Rouanet.2.3 Todas as ações previstas têm natureza cultural e estão diretamente vinculadas à criação artística:Nenhuma atividade proposta representa:- atendimento psicossocial;- serviço clínico;- cuidado terapêutico;- política de saúde;- ação de assistência.Mesmo que entre as atividades de alguns dos profissionais da coordenação do grupo, exista a função de supervisão do acompanhamento clínico dos atores, estes profissionais NÃO estão realizando o cuidado clínico, estão acompanhando, pois o trabalho com pessoas com transtorno mental exige cuidado e atenção. Este é motivo de inclusão, não de exclusão dessas pessoas!A título de reflexão conceitual, se a política cultural brasileira pretende efetivamente contemplar a diversidade de corpos, subjetividades e modos de existência, é natural que projetos com participação de artistas neurodivergentes considerem condições específicas de trabalho. Isso não altera a natureza cultural do projeto, mas evidencia sua aderência às diretrizes de diversidade, acessibilidade e inclusão previstas na Lei 8.313/1991 e na IN 23/2025.Todos os itens orçamentários correspondem a:- remuneração de artistas, diretores, professores de teatro, fotógrafos etc.;- contratação de serviços culturais (registros audiovisuais, montagem de mostras, edição de materiais artísticos);- custos operacionais necessários para processos cênicos.Já no texto enviado inicialmente, fica evidente que as atividades classificadas como “Sapo Escola”, “Concurso Psicofotográfico Performático”, “Casa Breve” etc. são ações artísticas, cujos produtos são:- encenações;- performances;- exposições;- materiais de criação;- compartilhamentos de processo teatral.A articulação com a temática da saúde mental é conteúdo artístico e político, não uma ação de saúde.2.4 O projeto está devidamente alinhado aos objetivos culturais previstos na legislação:O projeto atende diretamente aos seguintes dispositivos:- Lei 8.313/1991 – Art. 1º e Art. 3º;- Decreto 11.453/2023 – Art. 3º;- Art. 18 – Setor Artes Cênicas;- IN 01/2023 – Anexo IV;- IN 23/2025 – Segmento Teatro. O próprio texto da justificativa — já apresentado no projeto — demonstra a aderência plena às finalidades culturais de:- formação artística;- criação e pesquisa em teatro;- difusão de práticas cênicas;- produção de obras e processos em artes da cena;- mediação e aproximação de públicos. Logo, o motivo do arquivamento não corresponde ao enquadramento legal adequado.3. Solicitação:Diante do exposto, venho solicitar o desarquivamento do projeto, considerando que:1) O projeto Sapos e Afogados – Formação é integralmente cultural e artístico, enquadrado no segmento Artes Cênicas – Teatro, conforme Anexo IV da IN 01/2023 e IN 23/2025.2) O Art. 21 da IN 23/2025 não se aplica ao caso, uma vez que o projeto não se configura como ação social, educativa geral ou de saúde, mas sim como projeto de formação, pesquisa e criação teatral.3) Todas as atividades, produtos e custos previstos são inerentes ao fazer artístico, atendendo rigorosamente às disposições da Lei 8.313/1991, do Decreto 11.453/2023 e da IN 23/2025.4) A análise do conteúdo justificativo e dos produtos demonstra que a temática da saúde mental é tratada como conteúdo estético, ético e político, não como objeto de intervenção assistencial — característica comum a diversos projetos contemporâneos de artes cênicas.5) A justificativa apresentada para o arquivamento evidencia, de forma sensível, a necessidade contínua de superação de estigmas relacionados à presença de artistas com experiências de sofrimento mental. A participação desses artistas não descaracteriza a natureza cultural do projeto; ao contrário, integra sua potência estética e política.6) O grupo “Sapos e Afogados” possui mais de vinte anos de atuação em Belo Horizonte/MG, com trajetória reconhecida no cenário teatral mineiro, nacional e internacional. Seu trabalho contribui de forma expressiva para desmistificar a loucura, promover a inclusão, e afirmar a criação artística como direito cultural de todos — sendo amplamente reconhecido como referência no tema.Solicita-se, portanto, a reconsideração do arquivamento e o regular prosseguimento da análise técnica, garantindo a apreciação adequada do projeto conforme sua verdadeira natureza cultural.

Especificação técnica

Não se aplica

Acessibilidade

Este projeto prevê a contratação de CONSULTOR DE ACESSIBILIDADES para a identificação e proposição de estratégias e medidas para a promoção da plena acessibilidade física e de conteúdo dos produtos culturais propostos para os mais diversos públicos.Nesse sentido, em atendimento ao disposto no Capítulo IV da IN 23/2025, este projeto prevê a adoção das seguintes medidas de acessibilidade:Produto: Curso/Oficina/Capacitação - Artes Cênicas (produto principal):Acessibilidade física: a escolha dos locais passará pela análise da consultoria em acessibilidade, que garantirá que o acesso físico a todos os espaços seja universal, com rampas, elevadores, corrimões etc. Também será destinado espaço reservado para pessoas com mobilidade reduzida, baixa visão, idosos e gestantes próximos ao espaço cênico nos eventos. Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva: Disponibilização de legendas closed caption (português) e/ou tradução em libras para conteúdos audiovisuais gerados pelo projeto (teaser e pequenos vídeos nas redes sociais). Disponibilização de intérprete de Libras para as apresentações artísticas e oficinas, quando possível. Acessibilidade para pessoas com deficiência visual: Utilização da #ParaTodosVerem nas publicações e postagens feitas nas redes sociais do projeto, possibilitando a leitura dos conteúdos imagéticos e textuais por aplicativos de apoio ao público com deficiência visual e baixa visão. Acessibilidade intelectual: Contratação de Consultoria em Acessibilidade, Equidade, Diversidade e Inclusão, a fim de orientar e capacitar as equipes para o acolhimento às pessoas com deficiência e neurodivergentes. Ao prevermos uma consultoria que pretende incluir o máximo de pessoas distintas no processo de fruição das atividades do projeto, contemplamos não somente a comunidade DEF, mas também diversos públicos muitas vezes negligenciados, tais como idosos, crianças, pessoas com pouca alfabetização etc. Disponibilização de abafadores de ruídos para pessoas dentro do espectro autista ou com sensibilidade auditiva (misofonia, hiperacusia ou fonofobia). Itens da planilha orçamentária: Medidas de acessibilidade fomentadas pela porcentagem destinada a CUSTOS DE DIVULGAÇÃO E ACESSIBILIDADE.Produto: Contrapartidas Sociais:Acessibilidade física: a escolha das escolas passará pela análise da consultoria em acessibilidade, que garantirá que o acesso físico a todos os espaços seja universal, com rampas, elevadores, corrimões etc. Acessibilidade para PCD auditivo: Disponibilização de legendas closed caption (português) e/ou tradução em libras para conteúdos audiovisuais gerados pelo projeto (teaser e pequenos vídeos nas redes sociais). Acessibilidade para PCD visual: Utilização da #ParaTodosVerem nas publicações e postagens feitas nas redes sociais do projeto, possibilitando a leitura dos conteúdos imagéticos e textuais por aplicativos de apoio ao público com deficiência visual e baixa visão. Itens da planilha orçamentária: Medidas de acessibilidade fomentadas pela porcentagem destinada a CUSTOS DE DIVULGAÇÃO E ACESSIBILIDADE.Divulgação acessível:Todos os materiais de divulgação (impressos ou digitais) conterão informações claras sobre as medidas de acessibilidade disponibilizadas em cada ação do projeto. As publicações feitas em redes sociais e plataformas digitais relacionadas ao projeto contarão com o recurso #ParaTodosVerem, que permite a leitura de conteúdos textuais por aplicativos de apoio a pessoas com deficiência visual.

Democratização do acesso

Todas as ações do projeto serão gratuitas. Dessa forma, entende-se que as medidas de ampliação de acesso aqui propostas estão em conformidade com o disposto nos Art. 46 e 47 da IN Nº 23, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2025.

Ficha técnica

COORDENAÇÃO GERAL: JULIANA SAÚDE BARRETOFORMAÇÃO PROFISSIONAL: - Graduação em Pedagogia - Universidade Estadual de Minas Gerais (FAE - UEMG) - 2005;- Habilitação como atriz profissional - Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado – 1999;- Curso de “Formação em Cinema” - Escola Oficina de Cinema – 2003;- Curso “Psicopatologia e psicanálise: o corpo e suas parcerias contemporâneas”. Projeto de Extensão do Centro de Estudos Galba Velloso e da Residência de Psiquiatria do Instituto Raul Soares (CEGV), em parceria com o departamento de psicopatologia da Psicologia/UFMG - 2014/2015;- Pesquisadora no projeto “Teatro e Saúde Mental – Corpos e Práticas”. Universidade de Bolonha (Itália) - 2015;- Formação em Kundalini Yoga para Adultos (nível I e II) e Crianças pela organização internacional 3HO – KRI;- Curso de Psicanálise "Dizem que sou louco" ministrada por Marcelo Veras 2025;- Seminário de Lições Introdutórias da Escola Brasileira de Psicanálise EBP 2024/2025.EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:- Formou-se como atriz profissional no Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado (CEFAR).- Como arte-educadora integrou o Núcleo Pedagógico do Galpão Cine Horto (NUP), desenvolveu oficinas e dirigiu o Centro Lúdico de Interação e Cultura (CLIC), além da atuação no Programa Miguilim da prefeitura de Belo Horizonte.- Desenvolveu diversos projetos em escolas até sua graduação como pedagoga, respondendo mais tarde pelos programas da Ação Educativa do Usiculturas - Usiminas.- Em 2002 idealizou e dirige ainda hoje o Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados formado por atores portadores de sofrimento mental, desenvolvendo trabalhos nas áreas teatral e audiovisual.- Coordenou o projeto “Tardes de Quintal” no Instituto Ouro Verde onde também respondeu pelas montagens teatrais da escola.- Atualmente é responsável pela coordenação do Teatro na Cádetra Nise da Silveira pela UFSJ.- Autora do Livro Submersa, 20 anos entre Sapos e Afogados pela Editora Javali.- Idealizadora da Plataforma Saúde em Cena com ações de formação continuada em Arte, Psicanálise e Saúde Mental. Fundadora da Ciranda Nacional de Teatro e Saúde Mental.COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO: REBECA VILELLAFORMAÇÃO PROFISSIONAL: - 2008 Bacharel em Teologia – Instituto Metodista Izabela Hendrix;- 2009 MBA em Marketing Digital – UNA 2009;- 2021 Bacharel em Psicologia – Universidade FUMEC. EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:Natural de Belo Horizonte, cursou Teologia, no Instituto Metodista Izabela Hendrix; Psicologia, na Universidade FUMEC; e MBA em Marketing Digital, no Centro Universitário UNA.Num movimento de práxis, aliou o desenvolvimento acadêmico à atuação no terceiro setor da economia, dirigindo o projeto social Aletheia por 6 anos, através do qual adolescentes em condição social vulnerável acessavam dispositivos culturais e educacionais. Vem desenvolvendo a escuta psicanalítica em consultório particular, enquanto se dedica à formação permanente em Psicanálise. Em paralelo à clínica, produz e apresenta o podcast “Vida louca Mente Sã”, onde recebe profissionais das mais diversas áreas de atuação para conversas descontraídas e bem fundamentadas, sobre o desenvolvimento cultural histórico e atual, a partir de pontos de vista variados: além da produção cultural, o da sociologia, psicologia, filosofia, medicina, tecnologia, meio-ambiente etc. É teóloga, psicóloga, psicanalista, palestrante e produtora e anfitriã de podcast.COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA: IONE LIMAFORMAÇÃO PROFISSIONAL: - Superior Completo - Direito;- Curso Técnico de Prótese Odontológica 1994.EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:- 1992 - 1994: Secretaria Estadual de Saúde de Belo Horizonte Cargo: Supervisora;- 1994 -1999: Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte Cargo: Supervisora;- 1999 - 2008: Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte / Faturamento Hospitalar Cargo: Coordenadora Administrativa III;- 2008 - 2012: Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte / Regulação Cargo: Coordenadora Administrativa III;- 2012 - 2022: Escritório de Advocacia. Cargo: Advogada;- 2022 - 2023: Escola Estadual Francisco Sales - IDFA Cargo: ATB – Assistênte Técnico da Educação Básica.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.