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Realizar a exposição Terremoto Lunar do artista cearense Arivânio Alves nas cidades de Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro, com duração de 3 meses em cada cidade.
A exposição "Terremoto lunar" apresenta um recorte inédito de pinturas, desenhos, esculturas e fotografias do artista indígena Arivanio, também conhecido pelo nome ancestral de “Puluca Kixelô Kariri”. A exposição convida o público a adentrar no universo singular de Arivanio: um mundo habitado por cachorras, luas, pássaros, urubus, carcaças, paisagens telúricas, cactos, vegetações sertanejas, sóis gráficos, cinismos pictóricos e ironias políticas.Nas obras de Arivanio, a personagem da cachorra é uma metáfora do sertanejo sofrido. Ela é um recurso figurativo para abordar questões autobiográficas e políticas. As suas composições de cores vibrantes e contrastes intensos expressam as dinâmicas políticas de um Brasil marcado por desigualdades e resistências. As obras de Arivanio ressignificam micro-histórias cotidianas, fundindo o sensível e o crítico, e evocam questões sobre hierarquias sociais, justiça e pertencimento. Por isso, a exposição vai além de uma experiência estética, e se torna uma provocação à transformação social. A exposição será dividida em três núcleos: 1) Autoficções políticas; 2) Ancestralidade Kixelô Kariri; e 3) Mitologias críticas. O primeiro núcleo “Autoficções políticas” apresentará pinturas e desenhos que abordam a autobiografia queer e sertaneja de Arivanio em uma perspectiva ficcional e política. Nesse núcleo, as composições com a personagem da cachorra narram micro-histórias da realidade do sertão em cruzamento com o cenário político da sociedade brasileira, marcado por desigualdades, mas também por resistências. Já o segundo núcleo “Ancestralidade Kixelô Kariri” discutirá a ancestralidade indígena do artista. Para isso, Arivanio resgata o saber ancestral do Toá, que é um pigmento natural desenvolvido por uma técnica indígena Kixelô Kariri, para ser o material de composições figurativas de paisagens e culturas ancestrais. Além das pinturas em Toá, o núcleo apresentará fotografias que registram o transe performático do artista ao incorporar uma entidade mística e sagrada da espiritualidade Kixelô Kariri. Por fim, o terceiro núcleo “Mitologias críticas” apresentará pinturas, desenhos e esculturas que figuram profecias e mitologias para abordar o nosso momento político atual, marcado por crises climáticas, geopolíticas e pela devastação das camadas da sociedade e da natureza. As obras desse núcleo carregam forte cinismo pictórico em seus gestos poéticos experimentais e uma densa carga de ironia política, mesclando o saber cearense do humor com crítica social.
1) Produto EXPOSIÇÃO DE ARTES: Realizar a exposição Terremoto Lunar do artista cearense Arivânio Alves nas cidades de Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro, com duração de 3 meses em cada cidade.2) CONTRAPARTIDA SOCIAL: Rodas de Conversa com o artista e o curador da exposição + distribuição gratuita de catálogo impresso e virtual.
O Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais possibilita a realização do projeto, por fomentar a produção artística e cultural. Neste sentido, o projeto apresentado dialoga com as finalidades previstas no Art. 1° tais como: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. No tocante aos objetivos do Art. 3º destacamos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
- Exposição com 30 obras do artista Arivânio Alves A ser realizada em museu de acesso público e gratuito. - Minidocumentário do projeto Com até 10 minutos de duração a ser disponibilizados no youtube com legendagem. - Catálogo em ebook e impresso para distribuição gratuita durante a exposição Catálogo impresso em papel couche, 21 × 29.7 cm. 1500 exemplares.
● Audiodescrição das obras em QR Codes; ● Braille do texto curatorial; ● Vídeo em Libras do texto curatorial; ● Interpretação em Libras durante as atividades educativas de ativação da exposição; ● Peça tátil para pessoas com deficiência visual; ● Acessibilidade física no local da exposição, incluindo rampas de acesso e assentos para quem necessita; ● Comunicação visual em fonte ampliada e alto contraste; ● Legendagem dos vídeos para pessoas surdas e ensurdecidas; ● Medidas de acessibilidade digital nos conteúdos online, com linguagem simples, legendas, transcrição textual e contraste de cores.
Rodas de Conversa com curador e artista abertas ao público; Produção de conteúdo e visita guiada para internet; Atividades Educativas mediante agendamento para grupos e escolas; Transporte e lanche para alunos de escolas públics visitarem a exposição.
Produção Executiva FLAVIA MULUC Flávia Muluc (1982) é empreendedora social, pesquisadora e produtora cultural. Presidente do Instituto Ecocult atua na elaboração e execução de projetos de Cultura, Educação e Meio Ambiente. Escreve e dirige produções teatrais e audiovisuais. Graduada em Turismo (Unicuritiba), com especialização em Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento (UFPR) e Gestão Cultural (UFBA), possui mestrado e doutorado em Sociologia (UECE). Formada em Cinema Digital pela Cinemateca de Curitiba/MinC.Como curadora assina as exposições: Tic-Tac Sobe e Desce - Exposição com participação de 22 artistas do Ceará para o público infantil durante o Festival de Teatro Infantil - na Caixa Cultural de Fortaleza, realizada em parceria com a curadora Carolina Vieira - 2019; Um Atlas para Hélio Rôla - Exposição com mais de 300 obras do artista visual cearense ocupando todo o Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura- 2021; Chico da Silva e a Escola do Pirambu - Exposição com 148 obras realizada na Pinacoteca do Ceará em parceria com a Pinacoteca de São Paulo - 2023; Escola do Pirambu - Um legado de Chico da Silva realizada no Centro Cultural Belchior em Fortaleza -2024.No campo audiovisual é criadora do projeto Traços, Trajetos E Travessias – Artes Visuais No Ceará. Vol. 1, Série Documental contemplada na Chamada Pública BRDE/FSA (Prodav) 02/2016 - em produção. Assina o argumento e direção da Mini-série de tv Liga Do Natal, exibida em 2020 na afiliada Globo no Rio de Janeiro - Inter-Tv e Youtube. Assina o Roteiro e Direção do Documentário Hélio Rôla: Caminhos E Percursos - Média-Metragem 31' exibido no youtube e licenciado para a rede SESC. CuradoriaLUCAS DILACERDA Lucas Dilacerda é Curador e Crítico de Arte. É sócio da ABCA - Associação Brasileira de Críticos de Arte. Realizou mais de 30 curadorias, entre elas a Bienal Internacional do Sertão; "Se arar", na Pinacoteca do Ceará; "Reflorestamento", no Museu de Arte Contemporânea do Ceará; 75º Salão de Abril e diversas outras exposições coletivas e individuais. Ministrou mais de 60 cursos e 180 apresentações em diversas instituições de arte no Brasil. Possui mais de 30 textos, críticas de arte e artigos publicados. É autor do livro “Pensamento alienígena: a fabulação de novos mundos possíveis”. É coordenador da CAV - Curadoria em Artes Visuais; do LAC - Laboratório de Arte Contemporânea; e do LEFA - Laboratório de Estética e Filosofia da Arte. Graduado (Licenciatura e Bacharelado) em Filosofia, com ênfase em Estética e Filosofia da Arte, com distinção Summa Cum Laude, pela Universidade Federal do Ceará (UFC); Especialista em Arte e Filosofia Clínica, pelo Instituto Packter; Mestre em Filosofia, com ênfase em Estética e Filosofia da Arte, pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFC; Graduação em Artes Visuais, pela Universidade Estadual do Ceará; e Mestrado em Artes, pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da UFC. Coordenação Administrativa e FinanceiraPOLLYANA VIEIRA GUALBERTO Formada em Administração pela Faculdade Integrada do Ceará em 2006, desde lá tem trabalhado na coordenação de projetos, tendo trabalhado na Produção Executiva de grandes projetos como Agricultura Familiar - Fundação Konrad Adenauer (2005 a 2011), Dragão Fashion Brasil (2002 a 2023), Comunidades Criativas (2019 a 2023), Seminário Terrartesã - Mãos que Tecem o Ceará (2021), Comunidades Coloridas (2022), Festival ID Rio (2022 / 2023), Winds For Future Festival (2022/2023). No campo do audiovisual atuou como Produtora Executiva do projeto Diálogos Visuais - Artes e Artistas do Ceará, série de 10 episódios para Youtube e no Documentário Hélio Rôla: Caminhos E Percursos - Média-Metragem 31' exibido no youtube e licenciado para a rede SESC.
PROJETO ARQUIVADO.