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PRONAC 2512581Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Livro Aida Boal

INSTITUTO CULTURA EM MOVIMENTO
Solicitado
R$ 485,5 mil
Aprovado
R$ 485,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Livro/Obra Refer impres/eletrôni valor Art/Lit/Hum
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2026-02-16
Término
2027-07-30
Locais de realização (2)
Rio de Janeiro Rio de JaneiroSão Paulo São Paulo

Resumo

O projeto prevê a pesquisa, elaboração de conteúdo e publicação de um livro que aborda a trajetória criativa e profissional de Aída Boal, arquiteta e designer carioca atuante entre as décadas de 1950 e 2000.O livro terá uma tiragem de 1.750 exemplares do livro, sendo 175 exemplares vendidos a preço popular, 700 exemplares para distribuição gratuita e 875 para venda regular.O público-alvo inclui profissionais e estudantes de design, arquitetura, artes visuais, história da arte e público interessado em cultura e patrimônio modernista.A publicação destaca a atuação das mulheres no campo do design e da arquitetura e propõe contextualizar a trajetória de Aída Boal no panorama mais amplo do design nacional, enriquecendo a compreensão do público sobre o papel feminino na formação dessa narrativa histórica. O livro representa um compromisso significativo na preservação e evolução da história do design modernista brasileiro.

Sinopse

O projeto propõe a pesquisa, elaboração de conteúdo e publicação de um livro sobre a trajetória criativa e profissional de Aída Boal, arquiteta e designer carioca atuante entre as décadas de 1950 e 2000. A obra contribuirá significativamente para a preservação da história do design brasileiro, destacando o papel de uma mulher cuja atuação foi expressiva, mas pouco reconhecida. Ao recuperar sua trajetória, o livro amplia a compreensão sobre o design nacional e promove a valorização da contribuição feminina em um campo historicamente marcado pela invisibilidade de gênero.

Objetivos

Objetivo Geral:Viabilizar a elaboração, produção e distribuição de um livro sobre a trajetória de Aída Boal, destacando sua contribuição ao design e à arquitetura brasileiros.Retratar a trajetória marcante de Aída Boal, reconhecida arquiteta e designer carioca cuja atuação se estendeu das décadas de 1950 até os anos 2000.Aída teve um percurso único, mas, de certa forma, também típico para uma mulher de sua época. Formou-se como arquiteta na Universidade do Brasil, tendo coincidentemente como colega de turma o designer Sergio Rodrigues, posteriormente um dos mais reconhecidos do período. Foi atuante, ganhou concursos importantes, como para desenhar os portões do Maracanã e para projetar unidades modulares de postos de saúde na Amazônia, e teve um cargo público como arquiteta no INAMPS.Atuou nos anos 1960 e 70, quando montou uma marcenaria na casa de veraneio da família e criou uma admirável coleção de peças de mobiliário. Algumas dessas criações vieram a ser conhecidas pelo público apenas no final dos anos 1980, quando passaram a ser comercializadas em algumas lojas do Rio de Janeiro. Curiosamente, num período que uma nova geração passava a chamar atenção por seu mobiliário em madeira, com nomes como Cláudia Moreira Salles e Carlos Motta, todos produzindo em um regime tímido de autoprodução, com pequenos parceiros comerciais.O design de Aída precisou esperar uma geração para ser reconhecido publicamente. Sua produção não se profissionalizou antes possivelmente porque ela cumpria uma jornada de trabalho/dedicação familiar que tornava essa relação profissional não prioritária. O livro será uma oportunidade para tratar questões de gênero no mercado de trabalho e na economia criativa relacionada à arquitetura e ao design ao longo do período de atuação de Aída.O livro, portanto, além de valorizar a figura de Aída Boal, será uma ferramenta de reflexão sobre gênero, mercado de trabalho e economia criativa no contexto do design moderno brasileiro, beneficiando tanto o meio acadêmico quanto o público interessado em arte, arquitetura e cultura material. Objetivo específico:1. Elaboração, produção e distribuição de 1.750 exemplares do livro, sendo 175 exemplares vendidos a preço popular e 700 exemplares para distribuição gratuita Formato 21 cm x 25,5 cmCapa dura com laminação fosca200 páginas coloridas em papel couche 150g 2. Realização de duas palestra gratuitas.

Justificativa

Maria Cecilia Loschiavo dos Santos, professora titular de Design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU USP), autora do livro Móvel moderno no Brasil, em um de seus livros destaca de forma abrangente e detalhada a evolução do mobiliário brasileiro, delineando os principais impulsionadores e fases que marcaram sua transformação ao longo dos anos. A autora aborda a influência inicial do trabalho artesanal em madeira trazida pelos portugueses, que moldou o design e o mobiliário nas residências brasileiras. O período colonial, ainda ligado a essa tradição, foi marcado pela dependência de importação da Europa devido à falta de manufaturas e indústrias locais.A abolição tardia da escravidão e a ascensão do trabalhador assalariado na segunda metade do século XIX marcaram um ponto de virada, impulsionando o investimento em infraestrutura e modernização das cidades. Nesse contexto, o setor móvel teve uma participação significativa de marceneiros, pequenas fábricas e imigrantes europeus que trouxeram novas técnicas e desenvolvimento para atender às demandas crescentes de uma sociedade em transformação.O fortalecimento do Estado e a crescente demanda por mobiliário específico para construções públicas também contribuíram para mudanças no setor, desafiando as empresas a produzirem em grande volume, com preços competitivos e distribuição nacional. A pós-guerra trouxe uma nova preocupação com a adaptação do mobiliário às condições climáticas e materiais brasileiros, levando a experimentações e ao estabelecimento de um vocabulário formal mais adequado ao contexto nacional.A dialética entre a ideia de design e as práticas artesanais em madeira, oriundas dos indígenas nativos, dos negros, dos lusitanos e da mestiçagem de nosso povo, é característica marcante do móvel brasileiro do século XX. Neste período, observa-se a transformação do artista, marceneiro-artesão, e do arquiteto e o surgimento do designer. Assim, unindo técnica, capacitação da mão-de-obra e disponibilidade abundante de matéria-prima, consolidou-se uma tradição da produção do mobiliário em madeira, que emergiu com expressiva força durante todo o século XX. Esses fatores, aliados à qualidade da produção e à busca por uma identidade brasileira, tomaram o móvel brasileiro produzido neste século muito apreciado e um capítulo relevante na história do design moderno, alvo de nossa análise.O conceito de móvel com objetiva utilização que Aída Boal propõe atende-se não só ao determinante requisito da imprescindível boa funcionalidade, mas também ao da deleitável fruição estética, é coerente consequência da sua prática profissional da arquitetura, bem como da sua acurada sensibilidade de programadora visual e artista plástica talentosa. Tanto quanto concebe seus móveis com dimensões, formatos e pesos desde a previsão das suas amplas possibilidades de mobilidade e aproveitamento espaciais, Aída Boal também define suas materialidades, conformações e respectivos efeitos visuais considerando a correlação do rendimento estético com contingenciais composições ambientais.Com intuitiva desenvoltura, Aída Boal articula o movimento, a flexibilidade e a graciosidade das linhas curvas e sinuosas com a logicidade e a estabilidade do geometrismo das retas, quadrados, triângulos, círculos, ovais, originando uma essencial síntese de estilos em que transparecem sutís alusões à racional regularidade clássica, à emotiva organicidade barroca colonial, à ritmada plasticidade do "art-decô", conciso despojamento formal Bauhaus. A par com sua condição de produto próprio para satisfação trivial, o móvel é apreciado, admirado e encarecido como uma espécie de espetáculo, meio de estabelecer uma lúdica relação com a pessoa, que o torna quase uma parte da sua subjetividade.O projeto busca difundir esse legado da arquiteta e valorizar a presença das mulheres no design, promovendo o reconhecimento de sua relevância dentro do cenário do design modernista nacional.Nesse contexto está o trabalho da arquiteta e designer carioca Aída Boal, e a produção de um livro sobre sua trajetória se constituirá em uma importante contribuição à história do design brasileiro, tanto para o meio acadêmico quanto para o público leigo interessado no assunto. O enquadramento de nosso projeto na Lei 8313/91 é fundamental para a sua viabilidade pois um livro como esse, apesar de sua importância, não é comercialmente viável no mercado editorial brasileiro atual.O projeto se enquadra nos incisos I, III, V, VIII e IX do Art. 1º da Lei 8313/91 e alcançará os objetivos previstos no Art. 3º inciso III b).

Especificação técnica

Especificações técnicas:Formato 21 cm x 25,5 cm;Capa dura com laminação fosca;200 páginas coloridas em papel couche 150g;1.750 exemplares.

Acessibilidade

1. Lançamento do livro em local com acessibilidade assegurada para pessoas com deficiência (PCD) motora ou de mobilidade;2. Audiodescrição digital disponivel;3. Interprete de LIBRAS em palestras de contrapartida social.

Democratização do acesso

1. Venda de 175 exemplares a preços populares e doação de 350 exemplares a instituições públicas, bibliotecas e universidades,2. Duas palestras gratuitas em espaços públicos, com intérprete de Libras e acessibilidade física.

Ficha técnica

1. Otavio NazarethCoordenação editorial e EdiçãoCarioca, produtor editorial formado pela ECO-UFRJ (1999), pós-graduado em Fotografia como Instrumento de Pesquisa nas Ciências Sociais (Universidade Cândido Mendes, 2001), sócio da Editora Olhares e responsável pela edição de mais de 150 livros nos últimos 15 anos, entre eles mais de 30 sobre arquitetura e design, com prêmios como Jabuti, Retratos da Leitura e Design MCB. 2. Daniel BritoProjeto gráficoDesigner, sócio da Editora Olhares e responsável pelo projeto gráfico de mais de 150 livros nos últimos 15 anos, entre eles mais de 30 sobre arquitetura e design, com prêmios como Jabuti, Retratos da Leitura e Design MCB. Autor também do design de outros produtos culturais como as exposições Pequenas Áfricas (IMS, 2023) e Aqui É o Fim do Mundo, de Jaime Lauriano (MAR, 2023).3. André NazarethFotografiaArquiteto de formação e um dos mais requisitados fotógrafos de arquitetura do mercado nacional. Tem seu trabalho publicado continuamente em veículos nacionais e internacionais e em livros de arte, arquitetura e design. Pela Editora Olhares, publicou os livros Móvel Moderno Brasileiro, que cataloga o design do período, e Artesãos da Sapucaí, sobre o processo de produção do carnaval do Rio de Janeiro. 4. Maria Cecilia Loschiavo dos SantosTextoPesquisadora de referência sobre o mobiliário moderno brasileiro, tendo se dedicado a pesquisas sobro o tema desde a década de 1970. É formada em filosofia e professora titular de Design da FAUUSP. Fez seu mestrado (1975) e doutorado (1993) em Estética, também na USP, tendo lecionado em diversas universidades e centros de pesquisa ao redor do mundo. Sua pesquisa também tem como foco outro aspecto da modernização: os moradores de rua.5. Amanda Palma de CarvalhoPesquisa Pesquisadora vinculada ao Programa de Pós-graduação da FAUUSP, com mestrado (2018) na área de Arquitetura e doutorado na área de Design, ambos sobre a obra de José Zanine Caldas, com orientação de Maria Cecília Loschiavo dos Santos. É diretora do curta Projetar e construir com madeira: o legado de José Zanine Caldas, 2018. Autora dos livros José Zanine Caldas (2019) e Bernardo Figueiredo – arquiteto e designer (2020), ambos pela Editora Olhares.6. Martina Benassi Inventário Acervo e PesquisaArquivista formada pela UNIRIO e pós-graduanda em Psicanálise, Arte e Literatura pelo Instituto ESPE. Atuou no Instituto Tunga, no Instituto Augusto Boal e no Ateliê Carlos Vergara, além de colaborar na edição dos escritos da psicanalista Maria Isabel Lins. Tem passagem pela Fundação Casa de Rui Barbosa e pelo Arquivo Nacional, com experiência em acervos culturais e pessoais. Atualmente, integra o Grupo de Pesquisa 'Acervos privados e pessoais: memórias, políticas e patrimônio'. 7. Luciana Boal MarinhoCoordenação GeralFormada em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1984). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Administração e Produção de Filmes. É sócia da MPC Filmes, foi vice-presidente do Instituto Cultura em Movimento e membro da diretoria do SICAV. Assinou a produção de 7 longas de ficção e de mais de 50 Documentários. Desde 2000 realiza em todo o Brasil o projeto Cinema em Movimento.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.