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PRONAC 2512653Autorizada a captação total dos recursosMecenato

“O Número da Sepultura”

36.825.822 CAROLINA GIGANTE PALUMA
Solicitado
R$ 259,5 mil
Aprovado
R$ 259,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2026-02-09
Término
2027-01-11
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

O projeto visa a montagem e produção do espetáculo teatral "O Número da Sepultura", inspirado no conto homônimo de Lima Barreto. A proposta realiza temporada de apresentações, debate e atividades de acessibilidade, promovendo a difusão da literatura nacional e a reflexão sobre questões sociais presentes na obra do autor. O espetáculo será desenvolvido a partir de pesquisa cênica que integra atuação, trilha sonora original e cenografia sustentável.

Sinopse

Produto: Espetáculo de Artes CênicasClassificação indicativa: 12 anos“O Número da Sepultura” é um espetáculo teatral de 60 minutos que realiza uma releitura do conto homônimo de Lima Barreto. A narrativa acompanha a vida de mulheres do subúrbio do Rio de Janeiro durante a 1ª República, refletindo sobre problemas estruturais de gênero, raça e desigualdade social que permanecem presentes no Brasil contemporâneo.A peça apresenta personagens femininas que enfrentam racismo, analfabetismo funcional, desmerecimento social e dependência financeira de figuras masculinas, além de discutir a romantização da mulher branca no casamento. A dramaturgia é construída a partir da interpretação da atriz Carol Gigante, que narra e encarna os personagens, aproximando o público das vivências individuais e coletivas dessas mulheres.A montagem conta com direção de Tatiana Henrique, cenários e figurinos de Carla Costa e trilha sonora original de Victor Paluma, com instrumentos tocados ao vivo como berimbau, tambor e caxixi, reforçando a brasilidade e a herança africana da narrativa. O cenário é composto em 50% por materiais reaproveitados, alinhando sustentabilidade à encenação. A produção do projeto é coordenada por Jane Santos, produtora cultural com 15 anos de experiência, responsável pela gestão técnico-financeira, planejamento logístico, contratação de equipe, acompanhamento de ensaios, montagem e execução da temporada. Jane garante a execução eficiente do projeto, articulando a equipe e parceiros, e contribuindo para a democratização do acesso ao espetáculo.O espetáculo inclui ações paralelas de democratização de acesso, como intérprete de Libras em uma sessão e debate com historiador, elenco e equipe técnica em um dia da temporada. A proposta visa estimular reflexões socioculturais sobre desigualdade de gênero, racismo, e valorização da literatura nacional, promovendo o encontro entre o público e obras literárias pouco exploradas de Lima Barreto.

Objetivos

OBJETIVO GERAL:Realizar a montagem e temporada inédita do espetáculo teatral "O Número da Sepultura", inspirado no conto homônimo de Lima Barreto, promovendo a difusão da literatura brasileira e o estímulo à reflexão sobre a desigualdade de gênero, o racismo, e a valorização de narrativas periféricas no contexto contemporâneo. O projeto tem como finalidade fortalecer a cadeia produtiva do teatro nacional, incentivar a equidade racial e de gênero na cena artística e ampliar o acesso do público a produções culturais de relevância social e literária. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:· Espetáculo de Artes Cênicas:Montar e produzir o espetáculo teatral "O Número da Sepultura", com 16 apresentações ao público, cada uma com 60 minutos de duração, realizadas em teatro de médio porte com infraestrutura acessível, garantindo apresentações inclusivas com intérprete de Libras em sessões selecionadas. · Debate Pós-espetáculo:Realizar 1 debate público após as apresentações, com a presença de integrantes da equipe técnica e artística, além de convidados especialistas, como um historiador, para discutir as temáticas da obra e aproximar o público dos processos de criação e reflexão social propostos pelo espetáculo. Trilha Sonora Original:Produzir e executar trilha sonora inédita composta por instrumentos de origem africana, como berimbau, tambor e caxixi, interpretada ao vivo durante as apresentações, contribuindo para a construção de uma estética sonora que dialogue com a herança cultural afro-brasileira e fortaleça a identidade nacional. · Cenografia Sustentável:Construir o cenário utilizando 50% de materiais reaproveitados (plástico, papelão, papel, madeira proveniente de descarte, sobras de marcenaria ou reaproveitamento de estruturas já existentes, restos de construções, pallets, móveis antigos e outros resíduos sólidos), promovendo uma prática de sustentabilidade na criação teatral e conscientizando o público sobre o reaproveitamento de materiais no campo artístico. · Ações de Acessibilidade: Implementar medidas de acessibilidade física e de conteúdo, garantindo o acesso de pessoas com deficiência ao espaço e à experiência cênica. As ações incluem: tradução em Libras, legenda descritiva, e adequações de locomoção no espaço físico (rampas e banheiros acessíveis). · Formação e Democratização de Acesso: Viabilizar ensaios abertos voltados a estudantes de escolas públicas e grupos culturais, promovendo o contato com o processo de criação teatral e incentivando o aprendizado artístico. · Contratação de Equipe Técnica e Artística Diversificada: Garantir que mais de 50% da ficha técnica seja composta por profissionais mulheres, pretos, LGBTQIAPN+, indígenas, PCD’s e periféricos em funções de liderança (direção, atuação, cenografia, figurino, iluminação, música e tradução em Libras,), promovendo práticas de equidade e representatividade na produção cultural. · Difusão da Obra de Lima Barreto: Incentivar o reconhecimento e valorização da literatura brasileira por meio da adaptação de um conto pouco difundido de Lima Barreto, aproximando o público de uma narrativa que reflete criticamente o Brasil do século XIX e suas permanências no século XXI. · Documentação e Prestação de Contas: Registrar e sistematizar todas as etapas do projeto, desde a montagem até a execução das apresentações e ações formativas, garantindo a comprovação das entregas previstas e a transparência nos resultados alcançados.

Justificativa

O tema central da obra é a desigualdade de gênero e a forma como Lima Barreto retrata o subúrbio carioca do século XIX, evidenciando as relações sociais e raciais desse contexto. As personagens femininas representam uma rede de solidariedade entre mulheres, construída dentro dos limites impostos por uma sociedade patriarcal. A protagonista, Zilda, é uma mulher branca da pequena burguesia, sem autonomia financeira, enquanto as outras figuras femininas — a vizinha, que compartilha desafios semelhantes, e a cozinheira, que simboliza a condição da mulher preta no período — revelam as múltiplas camadas de opressão de gênero e raça presentes na obra.Dessa forma, a proposta "O Número da Sepultura" justifica-se pela relevância cultural, educacional e social que possui ao promover a montagem e temporada de um espetáculo teatral inédito, baseado em um conto de Lima Barreto — autor fundamental da literatura brasileira, cuja obra ainda carece de difusão e reconhecimento. O projeto se insere na perspectiva de valorização da cultura nacional e de fortalecimento das artes cênicas contemporâneas, ao mesmo tempo em que propõe uma reflexão crítica sobre temas estruturais como a desigualdade de gênero, o racismo, e o apagamento histórico de autores na formação da identidade cultural brasileira.O uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto na Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), torna-se essencial para garantir a viabilização financeira de uma proposta de relevância pública e caráter não comercial, cuja execução demanda recursos para montagem cênica, contratação de equipe técnica e artística, locação de espaço, produção de figurino, cenário, trilha sonora original e tradução em Libras. O incentivo fiscal viabiliza a democratização do acesso à cultura e assegura condições de produção dignas para artistas e técnicos independentes, fortalecendo o setor cultural e ampliando o alcance de um espetáculo comprometido com diversidade, sustentabilidade e memória literária.O projeto se enquadra nos incisos I, II, III e IV do Art. 1º da Lei nº 8.313/91, conforme fundamentação a seguir:Inciso I _ "Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais." O espetáculo oferece acesso democrático à cultura, especialmente ao levar ao palco um texto literário brasileiro de domínio público, reinterpretado sob uma ótica contemporânea e inclusiva. As apresentações no Teatro Glauce Rocha, no Centro do Rio de Janeiro e o debate previsto após o espetáculo estimulam o diálogo cultural e a formação de público, permitindo que diferentes camadas sociais possam usufruir de uma obra que provoca reflexão crítica sobre a sociedade brasileira.Inciso II _ "Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais." A proposta valoriza a produção artística do Rio de Janeiro e dá protagonismo a profissionais mulheres, pretos, indígenas, PCD’S, LGBTQIAPN+ e periféricos, em funções de liderança criativa, contribuindo para a descentralização e diversificação da cadeia produtiva teatral.Inciso III _ "Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores."O projeto difunde a obra de Lima Barreto, autor de relevância histórica e literária, ao mesmo tempo em que apoia a criação contemporânea de artistas brasileiros comprometidos com a representação da cultura popular e das identidades afro-brasileiras.Inciso IV _ "Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional."A encenação propõe o resgate da herança africana na música e na corporalidade da cena, utiliza instrumentos tradicionais como o berimbau e o caxixi e dá voz a mulheres pretas e periféricas, reafirmando a pluralidade da cultura brasileira e sua importância na formação social do país.Além disso, "O Número da Sepultura" atende diretamente aos objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/91, especialmente nos seguintes pontos:Art. 3º, inciso II _ Fomento à produção cultural e artística, alínea (c): "Realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore." O projeto se materializa na realização de um espetáculo de artes cênicas, com temporada composta por 16 apresentações, contribuindo para o fortalecimento da produção teatral independente e a manutenção de espaços culturais ativos no Rio de Janeiro.Art. 3º, inciso IV _ Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, alínea (b): "Levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos."A montagem é resultado de uma pesquisa cênica e literária de 4 anos sobre a obra de Lima Barreto, conduzida pela atriz Carol Gigante e pela diretora Tatiana Henrique. A peça se torna, assim, um desdobramento artístico de uma investigação teórico-prática, que traduz para a cena a linguagem e as problemáticas sociais do autor.O incentivo cultural, portanto, não apenas financia a produção artística, mas também potencializa a função social da arte como ferramenta de educação, crítica e transformação. A ausência de patrocínio público inviabilizaria a execução de um projeto com esta dimensão, que envolve uma equipe diversa e um processo de criação comprometido com a equidade racial, de gênero e ambiental.A Lei de Incentivo à Cultura é, neste caso, o mecanismo adequado para assegurar que o espetáculo alcance sua finalidade: promover o acesso à literatura nacional através do teatro, estimular a reflexão sobre temas urgentes da sociedade brasileira e fortalecer a produção artística que se pauta na inclusão e na sustentabilidade. A realização de "O Número da Sepultura" com apoio da Lei 8.313/91 reafirma o papel da arte como instrumento de memória, representatividade e democratização cultural, garantindo que obras como a de Lima Barreto continuem a dialogar com o público contemporâneo.

Estratégia de execução

O projeto “O Número da Sepultura” tem como público-alvo principal mulheres adultas entre 30 e 50 anos, estudantes de Ensino Médio e profissionais das artes cênicas, contemplando também pessoas com deficiência, garantindo acessibilidade física, comunicacional e de conteúdo. 1 apresentação contará com intérprete de libras e audiodescrição, piso tátil e assistente de acessibilidade, garantindo inclusão de pessoas surdas, cegas, com mobilidade reduzida ou autistas (TEA). Beneficiários diretos:· Público estimado das apresentações: 204 lugares x 16 apresentações = 3.264 pessoas;· Ensaios abertos (contrapartida social): 5 ensaios com até 20 estudantes cada, totalizando 100 beneficiários;· Participantes de debate e atividade paralela: aproximadamente 200 pessoas;· A equipe artística e técnica, incluindo direção, elenco, músicos, produção, acessibilidade e assessoria, totalizando cerca de 20 profissionais diretamente envolvidos.Alimentação e Transporte: · O orçamento prevê transporte e alimentação para o deslocamento do elenco e equipe técnica para montagem e ensaios, bem como logística de equipamentos; · Não será oferecido transporte gratuito ao público, mas a infraestrutura do Teatro Glauce Rocha, já contempla acessibilidade física para pessoas com mobilidade reduzida. Destinação de bens permanentes:· Cenário, figurinos e objetos de cena desenvolvidos para o projeto terão serão reaproveitados em futuras produções teatrais ou atividades educativas;· Materiais didáticos e registros audiovisuais produzidos no projeto serão disponibilizados para consulta educativa, garantindo acesso continuado a estudantes e pesquisadores da área de artes cênicas.Esclarecimentos adicionais:· Todo o orçamento detalhado no projeto inclui cachês, equipe técnica, direitos autorais, figurino, cenografia, acessibilidade e documentação audiovisual, de forma transparente e compatível com a previsão de captação mínima exigida pelo SALIC;· A montagem da temporada está planejada para início em agosto de 2026 após homologação e liberação mínima de recursos, e término previsto para janeiro de 2027, garantindo seis meses de execução conforme planejamento técnico;· O projeto reforça o compromisso com a equidade racial e de gênero, destinando mais de 50% da equipe artística e técnica a Mulheres, pessoas pretas, indígenas, PCD’S, LGPTQIAPN+, alinhando-se às políticas de diversidade e inclusão no setor cultural;· Registros audiovisuais, fotos e relatórios de desempenho e participação do público serão produzidos para prestação de contas, documentação e futura difusão cultural, atendendo à legislação de incentivo e permitindo avaliação do impacto cultural e social do projeto.

Especificação técnica

Espetáculo Teatral “O Número da Sepultura”Tipo de produto: Espetáculo de Artes CênicasDuração: 60 minutosClassificação indicativa: 12 anosNúmero de apresentações: 16 apresentações na temporada no Teatro 2 do Sesc TijucaCapacidade do teatro: 58 lugares por apresentação Descrição do conteúdo e temática: O espetáculo é uma releitura do conto homônimo de Lima Barreto, trazendo a narrativa de mulheres do subúrbio do Rio de Janeiro no período pós-abolição, abordando questões estruturais de gênero e raça e refletindo sobre suas manifestações no século XXI. A dramaturgia integra interpretação da atriz principal, narrando e vivendo os personagens, aliado a trilha sonora ao vivo e elementos cênicos sustentáveis.Recursos cênicos e figurino:· Cenário construído com 50% de materiais reaproveitados (papel, papelão, plásticos, canudinhos), reforçando proposta de sustentabilidade.· Figurino desenvolvido para reforçar a caracterização histórica e social das personagens, com atenção a diversidade étnica.· Iluminação e sonorização profissional do espaço, adaptadas para garantir conforto e acessibilidade do público.Trilha sonora:· Composição original de Victor Paluma, utilizando instrumentos ao vivo como berimbau, tambor e caxixi, resgatando elementos de herança africana na construção da identidade cultural.· O som será integralmente instrumental, sincronizado com a dramaturgia para complementar a narrativa.Projeto pedagógico e ações educativas paralelas:· Realização de 2 debates pós-apresentação com a participação de historiador, elenco e equipe técnica, abordando temáticas do espetáculo (racismo, desigualdade de gênero, literatura de Lima Barreto).· Disponibilização de intérprete de Libras em todas as apresentações.· Possibilidade de visita ao cenário e contato com elementos cênicos para grupos escolares, fomentando a relação com conteúdos curriculares de história, sociologia e literatura.· Distribuição de 10% das apresentações com caráter social e educativo (conforme IN 23/2025, Art. 47), contemplando escolas e grupos prioritários.Materiais utilizados:· Cenário: 50% reaproveitado, complementado por materiais convencionais.· Figurino: tecidos e acessórios que respeitam a estética histórica e diversidade étnica.· Sonorização: instrumentos acústicos (berimbau, tambor, caxixi) e sistema de áudio do Sesc.· Iluminação: projetores profissionais do teatro, com adequação a protocolos de acessibilidade sensorial (regulação de luz para pessoas com TEA).Acessibilidade:· Espaço físico adaptado pelo Sesc: rampas de acesso, elevadores, banheiros acessíveis.· Acessibilidade de conteúdo: intérprete de Libras, legendas quando necessárias, audiodescrição do cenário e dos elementos cênicos, visita prévia ao palco para pessoas cegas ou com baixa visão.· Acessibilidade sensorial: disponibilização de lugares em áreas de menor estímulo para pessoas com TEA, fones de proteção auditiva e iluminação amena.Profissionais envolvidos:· Atriz/Proponente: Carol Gigante – idealização e interpretação.· Direção: Tatiana Henrique – direção cênica e supervisão dramática.· Cenografia e Figurino: Carla Costa – projeto cênico e vestuário.· Direção Musical: Victor Paluma – composição e execução instrumental.· Coordenação de Produção: Jane Santos – gestão da produção, logística e interface com equipe técnica e espaço.· Produção de Palco: Responsável pelo planejamento e execução técnica do palco, montagem, iluminação, som, equipamentos cênicos, organização de ensaios e suporte durante apresentações.· Produção Executiva: Responsável pelo gerenciamento administrativo e operacional do projeto, coordenação da equipe técnica, comunicação com fornecedores e controle de execução do cronograma.· Gestor Financeiro/Contador: controle financeiro e prestação de contas.· Equipe técnica: iluminação, som, montagem e apoio de produção.· Intérprete de Libras: responsável pela tradução em Libras durante todas as apresentações e debates, garantindo acesso ao conteúdo para pessoas surdas.· Mediador de Acessibilidade: responsável por acompanhar o público com deficiência visual, auditiva, TEA ou mobilidade reduzida, organizando fluxo de entrada/saída, visitas sensoriais e atendimento às necessidades específicas de acessibilidade.

Acessibilidade

O projeto “O Número da Sepultura” será realizado no Teatro Glauce Rocha, no Centro do Rio de Janeiro, espaço que dispõe de infraestrutura adequada e acessível, conforme o disposto nos arts. 42 a 44, 54, 63, 67 a 71, 73 e 102 da Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência), no art. 46 do Decreto nº 3.298/1999 e no Decreto nº 9.404/2018.As medidas de acessibilidade propostas contemplam os aspectos arquitetônico, comunicacional e de conteúdo, respeitando o princípio das adaptações razoáveis e garantindo a plena participação do público com deficiência, mobilidade reduzida ou idoso, sem ônus desproporcional para o projeto.1. Acessibilidade Física (Arquitetônica):O Teatro Glauce Rocha possui ampla acessibilidade física, contando com rampas de acesso, elevadores, corrimãos, banheiros adaptados e sinalização tátil em rotas principais. Esses recursos asseguram a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida, cadeirantes e idosos.Durante a temporada do espetáculo, será feita a reserva de assentos em áreas de fácil acesso, priorizando a circulação segura e confortável. A equipe de produção também garantirá o atendimento prioritário e o suporte de funcionários treinados para o acolhimento e condução de pessoas com deficiência. 2. Acessibilidade Comunicacional e de Conteúdo: O espetáculo contempla medidas de acessibilidade comunicacional, de modo a ampliar a compreensão e o acesso ao conteúdo artístico:· Intérprete de Libras em uma apresentação que será previamente divulgada, assegurando a participação de pessoas surdas ou com deficiência auditiva;· Legendagem descritiva (closed caption) em trechos audiovisuais ou gravações utilizadas no material de divulgação digital do projeto;· Material de divulgação acessível nas redes sociais e plataformas digitais, com descrição de imagens e vídeos legendados;· Debate pós-espetáculo com mediação inclusiva, priorizando o uso de linguagem simples para favorecer a compreensão de todos os públicos. 3. Ações complementares e de inclusão: Será realizado uma sessão com recursos de acessibilidade ampliada, incluindo intérprete de Libras e audiodescrição. Nessa data, o público será informado com antecedência por meio das redes sociais e do site do Teatro. A equipe de produção também buscará parceria com instituições e grupos de pessoas com deficiência da região para divulgar as sessões acessíveis, ampliando o alcance e garantindo a participação efetiva desses públicos.Além disso, o espetáculo propõe 1 debate aberto após uma apresentação, que contará com acessibilidade comunicacional e terá foco em discutir os temas centrais da obra — desigualdade de gênero, racismo, e representação social —, promovendo a democratização do pensamento crítico e da arte inclusiva. 4. Justificativa técnica e adequação às normas:Todas as medidas previstas se adequam às condições técnicas e arquitetônicas do Teatro Glauce Rocha, não acarretando ônus desproporcional ao projeto. A estrutura do local, somada aos recursos de acessibilidade comunicacional, garantirá a participação segura, autônoma e digna de pessoas com deficiência física, auditiva, visual e intelectual.

Democratização do acesso

O projeto “O Número da Sepultura” tem como princípio a ampliação e democratização do acesso à cultura, garantindo que o público em geral, incluindo pessoas com deficiência, estudantes, educadores e comunidades periféricas, possa usufruir do produto cultural resultante da execução da proposta. As ações descritas abaixo visam assegurar o cumprimento do art. 47 da Instrução Normativa nº 23/2025, em especial os incisos III, V, VI e X, promovendo acesso gratuito, formação e difusão de conteúdo artístico e educativo, com a realização de oficinas paralelas e transmissão via internet. 1. Política de Ingressos e Distribuição GratuitaA temporada contará com 16 apresentações no Teatro Glauce Rocha, no Centro do Rio, sendo que 20% dos ingressos (art. 47, inciso I) serão destinados à distribuição gratuita com caráter social e educativo. Esses ingressos serão disponibilizados para:· Escolas públicas de Ensino Médio da rede estadual e municipal da cidade do Rio de Janeiro;· Centros de referência e ONGs de proteção à mulher, organizações e coletivos que atuam com mulheres negras, pessoas periféricas e jovens em vulnerabilidade social;· Instituições voltadas à inclusão de pessoas com deficiência.A distribuição será feita com apoio do setor socioeducativo do Teatro Glauce Rocha, garantindo o acesso gratuito a públicos prioritários e fortalecendo o caráter formativo e cidadão do projeto. 2. Encontros e Debate Pós-Espetáculo (Inciso V)Será realizada uma sessão com debate aberto ao público, após o término do espetáculo, com a presença da atriz Carol Gigante, da diretora Tatiana Henrique, de um historiador convidado e de membros da equipe técnica. Essas atividades têm caráter educativo e formativo, possibilitando a aproximação entre o público e o processo criativo da obra, e incentivando o debate sobre racismo estrutural, desigualdade de gênero e representatividade na arte e na literatura brasileira.O debate será gratuito e transmitido ao vivo nas redes sociais do projeto, com interpretação em Libras. 3. Ensaio Aberto e Atividade de Formação (Inciso V)Antes da estreia oficial, será realizado cinco ensaios abertos gratuito, destinado a estudantes de teatro, literatura e história. A atividade permitirá que o público conheça o processo de criação cênica e o diálogo entre a literatura de Lima Barreto e a encenação contemporânea, fortalecendo a dimensão pedagógica do projeto e estimulando a formação de novos públicos. Durante os ensaios abertos, haverá mediação acessível, com intérprete de Libras e espaço preparado para receber pessoas com mobilidade reduzida e oficina interativa. 4. Disponibilização Online de Conteúdo (Inciso III)O projeto também atenderá ao inciso III do art. 47, por meio da disponibilização na internet de registros audiovisuais de trechos do espetáculo e do debate. Os vídeos serão veiculados gratuitamente nas redes sociais do projeto e no canal do YouTube do Sesc, acompanhados de:· Legenda descritiva (closed caption);· Tradução em Libras;· Audiodescrição, garantindo o acesso a pessoas com deficiência auditiva e visual.Essas ações ampliam o alcance territorial da proposta, permitindo que o conteúdo alcance espectadores de diferentes regiões do país, democratizando o acesso à produção teatral e literária. 5. Ação Cultural Voltada a Estudantes (Inciso VI)Em parceria com escolas públicas do entorno do Centro do Rio, serão convidadas turmas do Ensino Médio para assistir às apresentações e participar de rodas de conversa sobre o conto de Lima Barreto e as temáticas abordadas no espetáculo. Serão oferecidos materiais de apoio pedagógico digitais, com textos introdutórios e sugestões de atividades em sala de aula, elaborados pela equipe artística e pedagógica do projeto.Essa iniciativa atende ao inciso VI da IN 23/2025, promovendo o acesso de crianças, adolescentes, jovens e educadores à arte e à literatura nacional. 6. Outras Medidas Complementares (Inciso X)Com base no inciso X do art. 47, o projeto propõe a realização de divulgação acessível e inclusiva, contemplando:· Conteúdos com tradução em Libras nas redes sociais;· Textos com leitura facilitada e contraste adequado para pessoas com baixa visão;· Parcerias com coletivos e instituições culturais voltadas à promoção da equidade racial e de gênero, ampliando o alcance social da proposta.· Arquivos compatíveis com leitores de tela, como o NVDA (gratuito), permitindo leitura por áudio ou linha braille eletrônica.· Além disso, as apresentações acessíveis serão amplamente divulgadas junto a organizações da sociedade civil e equipamentos públicos de cultura, favorecendo o acesso de públicos diversos. Todas as medidas propostas visam garantir o direito de acesso universal à arte e à cultura, conforme estabelecido nos arts. 215 e 216 da Constituição Federal, no art. 47 da IN 23/2025 e na Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão). Ao promover apresentações gratuitas, debate acessível e difusão digital, o projeto fortalece o caráter público da cultura e contribui para a formação crítica e cidadã dos espectadores, em especial de grupos sociais historicamente excluídos dos espaços de produção e fruição cultural.

Ficha técnica

Nome: Carolina Gigante Paluma (Proponente/Dirigente do Projeto)Função no projeto: Proponente, atriz e gestora geral do projetoAtividades no projeto:Carol Gigante será responsável pela gestão integral do projeto, incluindo a supervisão técnico-artística, administrativa e financeira. Suas atividades incluem:· Coordenação de toda a equipe artística e técnica;· Aprovação e acompanhamento de cronograma de ensaios e apresentações;· Gestão de orçamento e acompanhamento da execução financeira;· Supervisão da montagem de cenário, figurino e trilha sonora;· Garantia de cumprimento das medidas de acessibilidade, democratização do acesso e ações de ampliação de público;· Articulação com parceiros institucionais, imprensa e patrocinadores;· Participação direta na interpretação e encenação do espetáculo, conduzindo a narrativa e interpretando personagens. Currículo resumido:Carol Gigante é atriz e pesquisadora da adaptação de literatura brasileira para o teatro, com experiência de mais de 5 anos em montagens teatrais. Iniciou em 2021 a pesquisa sobre Lima Barreto com a realização do espetáculo Delírio (Fundação Cesgranrio) e a websérie Rio, pelos olhos de Lima Barreto (2023), patrocinada pela SECEC RJ. Mantém uma pesquisa contínua sobre performances com ênfase em autobiografias, dramaturgia contemporânea, e representatividade da mulher nas artes cênicas. Principais participantes da equipe artística e técnica: 1. Tatiana HenriqueFunção: DiretoraAtividades no projeto: Responsável pela direção artística do espetáculo, construção da dramaturgia a partir da interpretação do elenco, coordenação de ensaios e supervisão das encenações.Currículo resumido: Doutoranda em Teatro na UERJ, Tatiana investiga a dramaturgia baseada em memórias sensoriais do corpo e oralidade, aplicando metodologias que destacam saberes de origem africana na cena contemporânea.2. Carla Costa Função: Figurinista e cenógrafaAtividades no projeto: Concepção e confecção de figurinos e cenário, priorizando materiais reaproveitados. Coordena a montagem física do espaço cênico, incluindo iluminação e elementos de sustentação estética e funcional.Currículo resumido: Doutoranda em Teatro na UNIRIO, especialista em figurinos de personagens negros e vestimenta do século XIX, com experiência em pesquisa histórica aplicada à criação cênica.3. Victor PalumaFunção: Direção MusicalAtividades no projeto: Composição da trilha sonora original, execução de instrumentos ao vivo (berimbau, tambor, caxixi) e supervisão da integração musical com a dramaturgia.Currículo resumido: Músico e compositor com experiência em trilhas sonoras para teatro, especialista em percussão e instrumentos de origem africana. Atua na integração da música com performance cênica.4. Jane SantosFunção: Coordenadora de ProduçãoAtividades no projeto: Responsável pela coordenação executiva e produção cultural do projeto, incluindo logística, acompanhamento de cronograma, gestão da equipe técnica, interface com parceiros e fornecedores, supervisão de ensaios e apresentações, além de garantir o cumprimento das medidas de acessibilidade e democratização de acesso. Currículo resumido: Jane Santos é produtora cultural, bibliotecária, arte-educadora e biblioterapeuta, com 15 anos de experiência na área cultural. É gestora da Jane Produções, empresa dedicada à cultura e à ancestralidade, com atuação em projetos de artistas como Lúcia Tucuju e Eliane Potiguara. Criadora e produtora de projetos premiados como Biblioterapia: a literatura como instrumento terapêutico, Prêmio Arte Escola e Cultura Presente (SECEC/RJ), além de diversos projetos vencedores em editais culturais. Jane atua com foco na representatividade, equidade de gênero e valorização do trabalho de mulheres negras, promovendo ações culturais que fortalecem a comunidade artística e a pesquisa criativa.5. Intérprete de Libras (a definir)Função: Comunicação acessívelAtividades no projeto: Tradução simultânea em Libras durante apresentações e ensaios, garantindo acessibilidade do conteúdo para pessoas surdas.6. Equipe técnica complementar· Iluminador: planejamento e execução da luz cênica;· Operador de som: execução técnica de trilha sonora e sonoplastia; temos também os músicos que farão sonoplastias ao vivo· Produção executiva: gerenciamento administrativo e operacional do projeto, coordenação da equipe técnica, comunicação com fornecedores e controle de execução do cronograma.· Assistente de Produção: apoio a Coordenação de Produção e a Produção de Palco nas atividades logísticas e operacionais, auxiliando na organização de ensaios, montagem de cenário, distribuição de materiais, acompanhamento de equipe técnica e atendimento às demandas do projeto durante todas as fases de execução. · Gestor Financeiro (Contador): Responsável pela gestão financeira do projeto, controle orçamentário, emissão de notas fiscais, acompanhamento de pagamentos, e prestação de contas junto ao SALIC e órgãos reguladores.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.