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O 2º Festival Guriatã reunirá mestres, grupos, coletivos e comunidades tradicionais do Nordeste para celebrar e salvaguardar os Cocos, as Cirandas e as Mazurcas, manifestações reconhecidas como patrimônio cultural imaterial, protegidos pelo IPHAN. A edição 2026 será realizada em João Pessoa e Conde/PB, com seis dias de programação gratuita, incluindo apresentações artísticas, feira de economia criativa, oficinas, rodas de conversa e a produção de um média-metragem documental. As manifestações culturais do Coco, da Ciranda e da Mazurca constituem um patrimônio imaterial fundamental para a identidade do Nordeste e do Brasil. Mais do que expressões artísticas, elas representam modos de vida, saberes ancestrais e práticas comunitárias transmitidas oralmente de geração em geração. Carregam memórias de resistência de povos petos, originários e populares que, por meio da dança, do canto e da coletividade, preservaram histórias, afetos e valores como bens coletivos.
O 2º Festival Guriatã – Encontro de Cocos, Cirandas e Mazurcas do Nordeste é uma celebração viva das culturas populares e tradicionais que fazem pulsar o território nordestino. Durante seis dias de programação gratuita, as cidades de João Pessoa e Conde/PB se transformam em um grande terreiro de encontros entre mestres, mestras, grupos e comunidades tradicionais de até nove estados nordestinos. A proposta une arte, educação, acessibilidade e sustentabilidade, promovendo atividades formativas, apresentações artísticas, feira de economia criativa, mostra gastronômica, rodas de conversa e produções audiovisuais. O festival integra tradição e contemporaneidade, fortalecendo redes comunitárias e assegurando a transmissão intergeracional de saberes, com acessibilidade plena (Libras, audiodescrição, legendagem e sinalização tátil). É um evento de caráter educativo, comunitário e intergeracional. Classificação indicativa: Livre.Espetáculo de Artes Cênicas – Danças Populares Afrooriginárias (Produto Principal)O Espetáculo de Artes Cênicas – Danças Populares Afrooriginárias é o eixo central do Festival Guriatã 2026 e se apresenta como um grande mosaico coreográfico e ritualístico que celebra a ancestralidade africana e indígena presente nas tradições nordestinas. Concebido a partir de processos colaborativos entre mestres populares, artistas contemporâneos e comunidades tradicionais, o espetáculo transforma o palco em território de memória viva, onde corpo, ritmo e canto se entrelaçam como expressões de resistência, espiritualidade e pertencimento.As danças populares afrooriginárias — como o Coco, a Ciranda e a Mazurca — são reinterpretadas em cena com respeito às suas matrizes e liberdade criativa, revelando o diálogo entre tradição e contemporaneidade. Cada movimento torna-se gesto de cura, continuidade e afirmação identitária, reafirmando o corpo coletivo como arquivo histórico e instrumento de transformação cultural.O espetáculo propõe uma experiência sensorial e imersiva, com música ao vivo, figurinos inspirados em simbologias afroindígenas e ambientação cênica construída com elementos da natureza.A dramaturgia, de caráter coral e comunitário, atravessa o toque dos tambores, a roda coletiva, a dança e a palavra — conectando oralidade e gesto sagrado.Classificação indicativa: Livre Duração: 90 minutos Linguagem: Dança, teatro popular e performance ritual Temas centrais: Ancestralidade, corporeidade, memória, resistência e celebração da vidaO Espetáculo de Artes Cênicas – Danças Populares Afrooriginárias é, portanto, a síntese estética e espiritual do Festival Guriatã — uma manifestação que transcende o entretenimento e se afirma como ato político, educativo e poético de salvaguarda da cultura imaterial nordestina.Demais Produtos Culturais:1. Espetáculos de Artes CEnicas – Corpo Festivo Apresentações de grupos indígenas, mestres de tradição, artistas populares e manifestações coletivas de Coco, Ciranda e Mazurca. A curadoria destaca o protagonismo de guardiões culturais de comunidades quilombolas, indígenas e rurais. Duração: 6 dias de programação / 3 a 4 horas diárias Classificação: Livre2. Mostra Gastronômica e Feira de Artesanato – Feira Criativa Guriatã Feira integrada à programação do festival, com exposição e comercialização de produtos artesanais, culinária tradicional e objetos simbólicos de comunidades locais. A atividade fomenta a economia criativa, o empreendedorismo comunitário e incentiva práticas sustentáveis e de comércio justo. Duração: 6 dias Classificação: Livre3. Oficinas Formativas – Sementes Guriatã Oficinas práticas de dança, culinária, artesanato indígena e economia criativa, conduzidas por mestres e educadores populares. Promovem aprendizado intergeracional e troca de saberes em ambiente comunitário. Duração: 12 oficinas / 3 horas cada Classificação: Livre4. Seminários e Rodas de Conversa – Saberes e Resistências Encontros presenciais e híbridos sobre patrimônio imaterial, direitos culturais, sustentabilidade e acessibilidade. Reúnem mestres, pesquisadores e gestores públicos em um ambiente de diálogo e reflexão. Duração: 4 encontros / 2 horas cada Classificação: Livre5. Performance Ritual – Toré Potiguara Ato coletivo de celebração espiritual conduzido por mestres e mestras Potiguara, reafirmando ancestralidade, pertencimento e força coletiva. Realizada como abertura simbólica do festival, representa o encontro entre tradição e resistência. Duração: 1 hora Classificação: Livre6. Documentário Audiovisual – Raízes Documentadas Registro do processo e das manifestações artísticas do festival, com depoimentos de mestres, artistas e cenas das apresentações. O filme contará com Libras, audiodescrição e legendagem bilíngue, e será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais. Duração: 60 minutos Classificação: Livre7. Catálogo Digital Bilíngue – Memória Viva Guriatã Publicação digital acessível (PDF, audiolivro e versão em Braille), com textos, fotografias, entrevistas e registros artísticos. Funciona como ferramenta de memória, difusão e pesquisa, conectando tradição, educação e preservação do patrimônio imaterial. Paginação: 80 páginas Classificação: Livre
Objetivo GeralValorizar, difundir e salvaguardar o coco, a ciranda e a mazurca como expressões culturais nordestinas, promovendo o intercâmbio entre mestres, grupos e comunidades tradicionais e assegurando sua continuidade como patrimônio cultural imaterial do Brasil.Objetivos EspecíficosRealizar a 2ª edição do Festival Guriatã em 2026, com 6 dias de programação gratuita em João Pessoa e Conde/PB.Apresentar ao público 27 grupos e mestres representantes de até 9 estados do Nordeste.Promover pelo menos 12 oficinas formativas e 6 rodas de conversa temáticas sobre salvaguarda e patrimonialização.Produzir um média-metragem documental (20 min) com recursos de acessibilidade (Libras, audiodescrição e legendagem).Publicar um catálogo digital bilíngue (PT/EN) com histórico, registros fotográficos e entrevistas.Organizar a 1ª Feira de Economia Criativa e Gastronomia Tradicional, com participação de comunidades quilombolas, indígenas e rurais.Garantir acessibilidade plena em todas as atividades (intérpretes de Libras, audiodescrição, legendagem, sinalização tátil, infraestrutura adaptada).Fomentar o turismo cultural e a circulação de saberes, articulando a participação de pelo menos 10 comunidades tradicionais da Paraíba e estados vizinhos.Promover ações de sustentabilidade socioambiental no festival, com coleta seletiva, incentivo ao transporte coletivo e redução de resíduos.Avaliar os impactos culturais, sociais e econômicos do festival, sistematizando os resultados em relatório final público.Estimular a geração de renda local por meio da participação de pelo menos 30 empreendedores(as), artesãos(ãs) e produtores(as) culturais na Feira de Economia Criativa e Gastronomia Tradicional.Capacitar agentes culturais e comunitários em práticas de economia criativa, por meio de 3 oficinas específicas voltadas a gestão cultural, empreendedorismo comunitário e comercialização justa de produtos e saberes tradicionais.
As culturas populares do Nordeste brasileiro, em especial o coco, a ciranda e a mazurca, são expressões de profunda riqueza estética, simbólica e social, carregando saberes transmitidos de geração em geração por meio da oralidade, da vivência comunitária e do corpo como instrumento de memória. Essas manifestações, reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial e, no caso da mazurca, em risco de desaparecimento, constituem um acervo vivo que guarda histórias de resistência, ancestralidade e identidade coletiva.O Festival Guriatã _ Encontro de Cocos, Cirandas e Mazurcas do Nordeste dá continuidade a um trabalho iniciado na edição de 2024/2025, que promoveu a reunião de mestres, mestras e grupos tradicionais de oito estados nordestinos. A experiência evidenciou não apenas a relevância cultural dessas expressões, mas também o impacto social, econômico e simbólico que um evento desse porte pode gerar nas comunidades envolvidas e no público participante.A nova edição de 2026 parte da convicção de que a salvaguarda de bens culturais imateriais exige continuidade, visibilidade e condições dignas de produção e circulação. Mais do que preservar formas artísticas, trata-se de garantir o protagonismo de seus guardiões — em sua maioria pessoas pretas, originárias, quilombolas, agricultores e pescadores — que, apesar de origem humilde, mantêm vivas práticas culturais centenárias.O festival se afirma como ação estratégica diante da industrialização da cultura, que tende a marginalizar expressões comunitárias e tradicionais. Ao oferecer estrutura profissional, cachês justos, ampla divulgação e registro audiovisual acessível, o projeto rompe barreiras de visibilidade e aproxima essas manifestações de públicos amplos e diversos.A escolha da Paraíba — João Pessoa e Conde como sede é tanto logística quanto simbólica: a região é epicentro de políticas públicas de valorização do coco, ciranda e mazurca, com proximidade de aldeias originárias, quilombos e comunidades tradicionais, fortalecendo o festival como espaço de intercâmbio cultural, fortalecimento comunitário e turismo de base cultural e sustentável.O Festival Guriatã vai além de apresentações artísticas: propõe rodas de conversa, oficinas, feira de economia criativa e produção de um média-metragem documental acessível, compondo um mosaico que conecta memória e futuro, tradição e inovação. As práticas de acessibilidade e democratização de acesso — como intérpretes de Libras, audiodescrição, legendagem e comunicação inclusiva — asseguram um evento verdadeiramente plural.Investir nesse encontro é investir na preservação ativa da cultura. É oferecer às gerações atuais e futuras a possibilidade de experienciar, aprender e se inspirar em tradições que são, ao mesmo tempo, testemunhos históricos e pulsos vivos da identidade nordestina. O Festival Guriatã se apresenta como um ato de resistência, celebração e continuidade de um legado que canta, dança e conta a história de um povo.ENQUADRAMENTO LEGAL — LEI Nº 8.313/91Enquadramento Legal _ Art. 1º da Lei RouanetO projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91:Inciso I _ Incentivo à formação artística e cultural, por meio da realização de oficinas formativas, rodas de conversa e capacitações em economia criativa.Inciso II _ Fomento à produção cultural e artística nacional, mediante a realização de apresentações artísticas de 27 grupos e mestres populares.Inciso III _ Proteção e preservação do patrimônio cultural brasileiro, com ações de salvaguarda e difusão do coco, ciranda e mazurca, reconhecidos como patrimônio imaterial.Inciso V _ Apoio a projetos que visem à produção de bens culturais de caráter inovador, como o média-metragem documental acessível e o catálogo bilíngue.Convergência com os Objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91O Festival Guriatã atende aos seguintes objetivos do Art. 3º:Inciso I _ Estimular a produção, difusão e circulação de bens culturais de valor universal, com programação gratuita e acessível em João Pessoa e Conde/PB.Inciso II _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira, ao dar visibilidade a mestres de origem popular, negra e indígena.Inciso III _ Garantir a continuidade das práticas culturais e a transmissão intergeracional de saberes.Inciso V _ Ampliar o acesso da população às fontes da cultura nacional, com estratégias de democratização e acessibilidade.Inciso VII _ Valorizar a diversidade cultural regional, difundindo o patrimônio imaterial nordestino.Inciso IX _ Estimular o desenvolvimento da economia da cultura, por meio da Feira de Economia Criativa e Gastronomia Tradicional.Assim, a utilização da Lei de Incentivo à Cultura é necessária e estratégica para garantir que o Festival Guriatã cumpra seu papel social e cultural. O mecanismo viabiliza infraestrutura, acessibilidade e registro audiovisual, ampliando o alcance e a sustentabilidade de expressões ameaçadas pela invisibilidade.Em síntese: A Lei 8.313/91 permite que este projeto realize sua missão de valorizar o patrimônio cultural imaterial do Brasil, fortalecer redes comunitárias e impulsionar a economia criativa regional, promovendo um encontro plural
Informações Complementares*O 2º Festival Guriatã – Encontro de Cocos, Cirandas e Mazurcas do Nordeste representa a consolidação de uma política cultural de base comunitária, nascida da própria organização social de mestres, mestras e grupos tradicionais da Paraíba e do Nordeste. A proposta reafirma o princípio de salvaguarda viva do patrimônio imaterial, atuando como plataforma de continuidade, visibilidade e circulação das tradições populares afroindígenas.O festival foi desenhado a partir de um processo participativo de curadoria coletiva, garantindo a representatividade de comunidades quilombolas, indígenas e rurais em todas as etapas — da concepção à execução. Essa metodologia assegura a autoria compartilhada do projeto e o protagonismo dos guardiões da cultura popular como agentes de decisão e criadores de seus próprios territórios simbólicos.Além de seu valor artístico e formativo, o Festival Guriatã se destaca por adotar práticas de acessibilidade e sustentabilidade como eixos estruturais. A programação prevê intérpretes de Libras, audiodescrição, legendagem bilíngue, materiais em Braille e infraestrutura física adaptada, garantindo inclusão plena do público. Paralelamente, adota-se uma política de sustentabilidade baseada em economia circular, uso de materiais ecológicos e incentivo ao transporte coletivo, reforçando o compromisso ambiental do projeto.A proposta também tem forte dimensão educativa e intergeracional, articulando mestres anciãos, jovens aprendizes e educadores populares em um processo de transmissão contínua de saberes. As oficinas Sementes Guriatã e os seminários Saberes e Resistências operam como espaços pedagógicos de emancipação, onde arte, memória e cidadania se encontram.O impacto socioeconômico e simbólico do festival se estende além dos seis dias de programação. A circulação de artistas, a feira criativa, o registro audiovisual e o catálogo digital asseguram a difusão permanente dos conteúdos, ampliando o alcance do projeto em plataformas digitais e redes culturais. O projeto ainda contribui para o fortalecimento do turismo de base cultural, valorizando os territórios e gerando renda direta para empreendedores locais e comunidades tradicionais.Por sua abordagem transversal — integrando arte, educação, memória, acessibilidade, economia criativa e sustentabilidade —, o Festival Guriatã 2026 configura-se como uma ação de relevância pública e continuidade cultural, alinhada aos princípios da Lei 8.313/91 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4, 5, 8, 10, 11 e 16). Trata-se de um projeto exemplar de gestão colaborativa e impacto sociocultural, que transforma o encontro entre povos e saberes em uma experiência coletiva de aprendizado, pertencimento e celebração da diversidade.Bibliografia Referencial – Festival Guriatã 2026 ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Territórios e territorialidades: processos de resistência e reexistência. Manaus: UEA Edições, 2010.ANDRADE, Mário de. Dança dramática do Brasil. São Paulo: Martins Fontes, 2002.BARBOSA, Ana Paula. Corpo, ancestralidade e dança afro-brasileira: memórias e ensinamentos. Salvador: EDUFBA, 2017.BISPO DOS SANTOS, Antônio. Colonização, Quilombos e Resistências. Brasília: INCTI, 2020.BOFF, Leonardo. Sustentabilidade: o que é e o que não é. Petrópolis: Vozes, 2012.BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação popular. São Paulo: Brasiliense, 2006.BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é folclore. São Paulo: Brasiliense, 2009.BRASIL. Lei nº 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. 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Festival Garapirá – Raízes Documentadas e Corpo Festivo. Paraíba: Zé Silva Produções, 2025.GONÇALVES, José Reginaldo Santos. Antropologia dos objetos: coleções, museus e patrimônios. Rio de Janeiro: Garamond, 2007.IPHAN. Dossiê do Patrimônio Imaterial: Registro do Coco como Patrimônio Cultural do Brasil. Brasília: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2019.KOSHIBA, Luiz. Educação e cultura popular no Brasil: movimentos e desafios contemporâneos. São Paulo: Cortez, 2014.KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.LEFF, Enrique. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade e complexidade. Petrópolis: Vozes, 2010.LODY, Raul. Cultura popular e afro-brasileira: símbolos, mitos e ritos. Rio de Janeiro: Pallas, 2011.MOURA, Roberto. Tia Ciata e a Pequena África no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Funarte, 1995.NASCIMENTO, Abdias do. O Quilombismo: documentos de uma militância pan-africanista. 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1. Espetáculo de Artes Cênicas – Danças Populares Afrooriginárias (Produto Principal)Paginação: Roteiro e concepção cênica com até 20 páginas, incluindo partituras coreográficas, notas musicais, falas e indicações de luz e som. Duração: 90 minutos por sessão. Material: Palco montado com estrutura modular, iluminação cênica com foco direcional, som profissional com microfones de lapela e ambiente, figurinos inspirados em simbologias afroindígenas, adereços rituais (tamancos, saias, maracás, tecidos e sementes), instrumentos de percussão (zabumba, pandeiro, ganzá, alfaia e tambor de tronco). Projeto Pedagógico: O espetáculo é desenvolvido a partir de processos colaborativos com mestres populares e comunidades tradicionais, integrando corpo, canto e oralidade como instrumentos de aprendizagem. O processo criativo é acompanhado por oficinas internas de dança e pesquisa de movimento, com registros audiovisuais e reflexões sobre corporeidade, ancestralidade e resistência.2. Espetáculos de Artes Cênicas – Corpo FestivoPaginação: Roteiro técnico e curatorial de até 15 páginas com programação, fichas dos grupos e roteiro de apresentações. Duração: 6 dias consecutivos de programação, com 3 a 4 horas de espetáculo por dia. Material: Estrutura de palco, sonorização, iluminação, backline para apresentações musicais e figurinos tradicionais de cada grupo. Projeto Pedagógico: As apresentações integram mestres, artistas e comunidades de diferentes estados do Nordeste, promovendo o intercâmbio de linguagens e saberes entre gerações, fortalecendo a salvaguarda e o reconhecimento público das tradições populares afroindígenas.3. Mostra Gastronômica e Feira de Artesanato – Feira Criativa GuriatãPaginação: Catálogo de 30 páginas contendo biografias de expositores(as), receitas tradicionais e fotografias dos produtos. Duração: 6 dias de funcionamento contínuo durante o festival. Material: 30 estandes modulares de madeira ecológica, balcões de exposição, utensílios de cozinha, expositores, sinalização acessível, lonas, mesas e cadeiras. Projeto Pedagógico: A mostra articula saberes culinários e artesanais como práticas de memória e identidade. A curadoria prioriza a participação de mulheres, comunidades quilombolas e povos indígenas, incentivando práticas de sustentabilidade, consumo consciente e economia solidária.4. Oficinas Formativas – Sementes GuriatãPaginação: Apostilas com até 10 páginas por módulo, incluindo textos, imagens e exercícios práticos (dança, culinária e artesanato). Duração: 12 oficinas com carga horária de 3 horas cada. Material: Instrumentos tradicionais, insumos gastronômicos, matérias-primas naturais (palha, argila, sementes e tintas vegetais), materiais didáticos impressos e digitais. Projeto Pedagógico: As oficinas seguem metodologia participativa e oral, baseada na pedagogia dos saberes comunitários. Cada oficina é conduzida por mestres e educadores populares, promovendo aprendizado intergeracional e práticas coletivas de criação.5. Seminários e Rodas de Conversa – Saberes e ResistênciasPaginação: Material didático de até 20 páginas, com artigos, glossário, bibliografia e registro das falas principais. Duração: 4 encontros de 2 horas cada. Material: Projetor multimídia, sonorização, gravação audiovisual, mesa de som, telão, microfones e estrutura para acessibilidade (Libras e audiodescrição). Projeto Pedagógico: Os encontros promovem debates sobre patrimônio imaterial, direitos culturais, acessibilidade e sustentabilidade. A metodologia privilegia a escuta ativa e a mediação horizontal, valorizando a produção de conhecimento coletivo e a inclusão de mestres da tradição oral como formadores.6. Performance Ritual – Toré PotiguaraPaginação: Roteiro de 5 páginas com contextualização histórica, indicações de canto e movimentos rituais. Duração: 1 hora. Material: Maracás, cocares, saias, colares de sementes, fogueira simbólica, pintura corporal, tecidos e elementos naturais (terra, folhas e conchas). Projeto Pedagógico: Ritual conduzido por mestres e mestras Potiguara como vivência espiritual e pedagógica. O Toré é apresentado como prática de cura e conexão ancestral, valorizando o sagrado e o coletivo como dimensões fundamentais da educação tradicional.7. Documentário Audiovisual – Raízes DocumentadasPaginação: Roteiro e storyboard de 25 páginas, incluindo cronologia de gravação, planos de captação e transcrição de entrevistas. Duração: 60 minutos. Material: Câmeras profissionais, microfones direcionais, drones, ilha de edição, softwares de montagem e pós-produção, legendagem bilíngue e versão em Libras. Projeto Pedagógico: O documentário atua como ferramenta de registro e difusão dos saberes comunitários. Adota abordagem etnográfica e colaborativa, garantindo o protagonismo dos mestres e comunidades nas narrativas, reforçando a importância do audiovisual como instrumento de salvaguarda e educação cultural.8. Catálogo Digital Bilíngue – Memória Viva GuriatãPaginação: 80 páginas em formato digital (PDF acessível, audiolivro e versão em Braille). Duração: Publicação pós-festival, com distribuição gratuita. Material: Design gráfico, fotografias profissionais, ilustrações, diagramação bilíngue (português/inglês), gravação de audiodescrição e locução para versão em áudio. Projeto Pedagógico: O catálogo é estruturado como um registro vivo e pedagógico, reunindo entrevistas, artigos, depoimentos e registros fotográficos. Valoriza a memória coletiva, o acesso inclusivo e a difusão de práticas culturais como forma de aprendizagem e valorização patrimonial.Síntese Técnica e Pedagógica: Cada produto do Festival Guriatã 2026 foi concebido como dispositivo de formação e difusão cultural, articulando saberes tradicionais, práticas contemporâneas e políticas de acessibilidade. A integração entre arte, educação e comunidade assegura que o festival funcione não apenas como evento, mas como plataforma pedagógica viva, de transmissão intergeracional e fortalecimento das identidades afroindígenas e nordestinas.
Acessibilidade FísicaO festival garantirá plena acessibilidade ao espaço físico de realização, contemplando:· Instalação de rampas de acesso e áreas de circulação adaptadas.· Disponibilização de banheiros acessíveis para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.· Implementação de sinalização tátil e visual para facilitar a orientação de pessoas cegas ou com baixa visão.· Criação de espaços reservados para cadeirantes e público com mobilidade reduzida junto às áreas de apresentações.· Disponibilização de área de descanso sensorial, destinada a pessoas neurodivergentes.Acessibilidade de ConteúdoTodas as atividades do festival contarão com medidas para ampliar a compreensão e a participação plena do público: · Intérpretes de Libras em 100% da programação artística e formativa.· Audiodescrição para espetáculos, exibições audiovisuais e visitas guiadas.· Legendagem descritiva bilíngue (PT/EN) para o média-metragem documental e materiais de divulgação digital.· Materiais em Braille e fonte ampliada, assegurando o acesso de pessoas cegas e com baixa visão.· Visitas sensoriais guiadas em áreas específicas do evento, para promover experiências táteis, sonoras e multissensoriais.· Produção de conteúdo digital inclusivo, com descrição de imagens, contraste adequado e linguagem simples.
O Festival Guriatã 2026 será totalmente gratuito, assegurando que toda a comunidade, em especial povos indígenas, populações periféricas e grupos historicamente excluídos, tenham acesso às atividades propostas.Distribuição e Comercialização dos Produtos· Catálogo digital interativo disponibilizado gratuitamente no site do projeto e em redes sociais, contendo textos, imagens e registros audiovisuais acessíveis.· Mídia documental (vídeo e fotos) compartilhada em plataformas online de acesso público, sem custos de visualização.· Relatórios e memoriais do projeto disponibilizados em formato digital aberto (PDF acessível).· Não haverá comercialização de ingressos ou barreiras de cobrança para participação do público. Medidas de Ampliação de Acesso· Ensaios abertos ao público realizados em escolas, praças e espaços comunitários, ampliando o alcance educativo do festival.· Oficinas paralelas de música, dança e artesanato, com participação livre e certificação gratuita, valorizando a formação cultural e a economia criativa do território.· Transmissão ao vivo pela internet de momentos-chave do festival (abertura, rodas de saberes, apresentações), garantindo acesso remoto para públicos fora da região.· Exibições itinerantes em aldeias e comunidades vizinhas, democratizando o acesso a diferentes territórios.· Parcerias com rádios comunitárias e mídias locais, ampliando a difusão das ações do festival e fortalecendo a comunicação popular.
Nome: José Hilton Adalberto da Silva Filho Função: Idealizador e Diretor Geral Mini Bio: Responsável pela concepção, direção e supervisão geral do projeto, articulando curadoria, produção e execução. Produtor cultural e articulador comunitário com trajetória voltada à valorização da cultura popular nordestina e das tradições do coco e da ciranda.Nome: Marilene Lourenço de Oliveira Função: Coordenação Geral Mini Bio: Idealizadora, produtora cultural e coordenadora do Coco de Roda Potiguara Flor de Laranjeira. Gênero feminino, pertencente a povos e comunidades tradicionais, residente em localidade de baixo IDH e inscrita no CadÚnico. Atua na articulação comunitária e na coordenação de grupos de tradição oral.Nome: Miguel Farias da Silva (Mestre Miguel) Função: Curadoria Artística Mini Bio: Produtor cultural e mestre do Coco de Roda Potiguara Flor de Laranjeira. Pertencente a povos e comunidades tradicionais e residente em localidade de baixo IDH. Dedica-se à preservação e transmissão dos saberes ancestrais da cultura Potiguara.Nome: Alzair da Costa Silva Função: Produção Executiva Mini Bio: Produtora cultural, pessoa preta e de gênero feminino, com experiência em gestão de projetos e produção em territórios periféricos e tradicionais. Atua na coordenação de equipes, logística e acompanhamento administrativo-financeiro.Nome: Eleusis Monteiro Fernandes de Carvalho Função: Assistente de Produção Mini Bio: Pessoa indígena transgênero, LGBTQIAPN+, de gênero feminino. Atua na articulação comunitária e na produção de projetos culturais em territórios indígenas Potiguara, com foco em inclusão e diversidade.Nome: Marilene Pereira dos Santos Função: Assistente de Produção Mini Bio: Gênero feminino, pertencente a povos e comunidades tradicionais, residente em localidade de baixo IDH e inscrita no CadÚnico. Colabora na organização e execução das atividades do festival, com experiência em mobilização local.Nome: Cleiton de Azevedo Silva Função: Assistente de Produção Mini Bio: Pertencente a povos e comunidades tradicionais, residente em localidade de baixo IDH. Atua em ações de base comunitária e apoio logístico às equipes de campo, contribuindo para a estruturação e fluidez da produção.Nome: Jailson dos Santos Aureliano Função: Assistente de Produção Mini Bio: Educador e integrante do Toré Ancião. Pertencente a povos e comunidades tradicionais e residente em localidade de baixo IDH. Atua em atividades de articulação cultural, apoio à montagem e mediação com mestres e grupos.Nome: Maria Barbosa da Silva Função: Articuladora Cultural Mini Bio: Anciã da Aldeia Laranjeira. Gênero feminino, idosa, pertencente a povos e comunidades tradicionais e residente em localidade de baixo IDH. Atua como guardiã da memória coletiva e referência no fortalecimento das práticas culturais locais.Nome: Cristina Ferreira da Silva Função: Agente Cultural Mini Bio: Articuladora da Aldeia Laranjeira e gestora da escola da aldeia. Pertencente a povos e comunidades tradicionais e residente em localidade de baixo IDH. Desenvolve ações educativas e culturais voltadas à valorização das tradições Potiguara.Nome: Josefa Matias da Conceição Função: Mestra Zabumbeira Mini Bio: Artesã e mestra zabumbeira da Aldeia Cumaru. Gênero feminino, idosa, pertencente a povos e comunidades tradicionais e residente em localidade de baixo IDH. Atua na preservação dos ritmos e práticas musicais tradicionais.Nome: Eliete de Oliveira Função: Mestra Zabumbeira Mini Bio: Articuladora cultural e anciã da Aldeia Tracoeira. Gênero feminino, idosa, pertencente a povos e comunidades tradicionais e residente em localidade de baixo IDH. Guardiã de saberes musicais e rituais, atua na transmissão intergeracional do coco e da mazurca.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.