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Este projeto propõe a implantação de uma oficina de percussão em uma comunidade de vulnerabilidade social em Sete Lagoas/MG. Serão oferecidas aulas gratuitas de percepção e prática musical a cerca de 120 adolescentes, entre 12 e 20 anos, ao longo de 11 meses, além de três apresentações gratuitas em locais públicos da cidade.
OFICINAS:Voltadas para adolescentes de 12 a 20 anos.Os alunos das oficinas vão passar por uma série de vivências percussivas, com aulas de percepção e prática musical, conforme consta o plano de trabalho nas Especificações Técnicas do Produto.Assim, as aulas tem projeto pedagógico definido. APRESENTAÇÕES:As três apresentações previstas no projeto serão gratuitas e classificação livre.Os locais e datas serão definidos ao longo da execução do projeto, mas acontecerão em espaços públicos, como praças, escolas públicas, centros culturais.Será definido um repertório com clássicos da Axé Music, com ênfase nos toques afros.
OBJETIVO GERALEste projeto propõe realizar oficinas gratuitas de percussão a adolescentes em um território periférico e de vulnerabilidade social a ser escolhido na cidade de Sete Lagoas, contribuindo para o seu desenvolvimento sociocultural. O ritmo escolhido para as oficinas é o Axé Music, por incluir vários ritmos afro-brasileiros e colaborar com o reconhecimento da identidade da cultura negra, maioria da população nesses territórios periféricos das cidades. As aulas serão realizadas no contra turno escolar, de forma contribuir para a ocupação do tempo ocioso desses adolescentes atendidos.O projeto ainda vai proporcionar aos alunos o acesso à cultura, como um direito fundamental de cidadania, de forma auxiliar a formação de cidadãos mais críticos e conscientes.As oficinas são ligadas ao Bloco Axé Saudade, que tem suas atividades desde 2022. O grupo realiza apresentações e ensaios abertos ao público ao longo de todo ano, principalmente no período de pré e carnaval. Assim, as oficinas já nascem com o respaldo de um bloco, em que os alunos poderão integrar após o período de aulas. Conforme o Art. 2o da Instrução Normativa MINC Nº23, de 05 de fevereiro de 2025:"Os programas, projetos e ações culturais devem atender (...), pelo menos, a um dos objetivos indicados no art. 3o da Lei no 8.313, de 1991".Considerando o "Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, o projeto cultural em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderá o seguinte objetivo:"Este projeto inclui os objetivos listados no Art. 3o:I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; OBJETIVOS ESPECÍFICOS:- Realizar oficinas gratuitas em instrumentos de percussão, ao longo de 11 meses para 120 jovens de 12 a 20 anos de uma comunidade periférica e vulnerabilidade social de Sete Lagoas/MG;- Realizar três apresentações gratuitas dos alunos em espaços públicos, como praças, escolas, centros culturais na cidade de Sete Lagoas, como resultado da oficina;- Oferecer 352h de aulas de percepção e prática musical ao longo de 11 meses.
O projeto Axé que transforma justifica-se por seus múltiplos impactos, que vão além do ensino musical, atuando como um agente catalisador de mudanças positivas.Conforme critérios da Lei 8.313, este projeto se justifica, pois:I - contribui para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promove e estimula a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoia, valoriza e difundi o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - protege as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguarda a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimula a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - prioriza o produto cultural originário do País. Sua relevância também está alicerçada nos seguintes pilares:· Fortalecimento da Identidade e Autoestima: A percussão afro conecta os participantes diretamente com suas raízes culturais e históricas. Ao aprender sobre a origem dos ritmos (como o samba de roda, o maracatu, o ijexá ou o afoxé), os jovens ressignificam sua percepção sobre a cultura negra, combatendo o racismo estrutural e construindo uma autoimagem positiva e orgulhosa.· Inclusão Social e Cidadania: O projeto cria um espaço de convivência comunitária segura e inclusiva, onde valores como respeito, cooperação e disciplina são constantemente exercitados. A prática em grupo (a "roda de batuque") ensina que o sucesso coletivo depende da contribuição de cada indivíduo, uma poderosa metáfora para o exercício da cidadania.· Desenvolvimento de Habilidades Socioemocionais: A percussão exige concentração, disciplina, coordenação motora, trabalho em equipe e persistência. O processo de aprendizagem de um ritmo complexo e a necessidade de sincronia com o grupo desenvolvem paciência, resiliência e a capacidade de ouvir _ habilidades fundamentais para a vida pessoal e profissional.· Prevenção à Violência e Ocupação do Tempo Ocioso: Oferecer uma atividade cultural atraente, gratuita e de qualidade no turno inverso ao escolar é uma estratégia eficaz para afastar crianças e jovens de situações de risco. O projeto se torna um ponto de referência positivo, canalizando a energia e a curiosidade dessa faixa etária para uma prática produtiva e saudável.· Educação Patrimonial e Cultural: O projeto atua como um guardião da cultura popular, garantindo que saberes tradicionais não se percam entre as gerações mais jovens. Ele educa os participantes e a comunidade como um todo sobre a importância e o valor da cultura afro-brasileira.· Geração de Renda e Economia Criativa (Perspectiva de Futuro): O projeto pode identificar e formar talentos, criando oportunidades de geração de renda através de apresentações públicas, workshops e a potencial formação de um bloco ou grupo cultural que possa se apresentar em eventos locais. Portanto, o projeto "Axé que transforma _ o som que muda vidas" não se limita a ensinar a tocar tambores. Ele é uma estratégia de intervenção social inteligente e sensível, que utiliza a cultura como eixo central para promover educação, cidadania, pertencimento e resgate da dignidade. Ao investir na potência criativa da juventude da comunidade, o projeto que planta semente para um futuro mais justo, harmonioso e culturalmente rico, onde o som dos tambores ecoa como um hino de resistência, alegria e esperança.
Informações sobre carga horária e valores do Arte EducadorPara cálculo do valore final, levou em consideração:Valor hora da oficina - R$125,00Serão 8h/aula por semana, em um total de 32h mensais.Assim, valor final: R$4.000,00LISTA DE INSTRUMENTO E SEUS VALORES PARA AQUISIÇÃO DAS OFICINAS:Surdo de primeira - 4 unidadesValor unitário: R$504,00Valor final: R$2.016,00Surdo de segunda - 5 unidadesValor unitário: R$464,00Valor final: R$2.320,00Surdo de terceira - 5 unidadesValor unitário: 417,00Valor final: 2.085,00Caixas de guerra - 6 unidadesValor unitário: R$403,00Valor final: R$2.418,00Repinique de 10" - 4 unidadesValor unitário: R$353,00Valor final: 1.412,00Timbal - 3 unidadesValor unitário: R$821,00Valor final: R$2.436,00Bacurinha - 3 unidadesValor unitário: R$310,00Valor final: R$930,00Baquetas surdo - 14 unidadesValor unitário: R$50,00Valor final: R$700,00Baquetas repinique - 6 unidadesValor unitário: R$30,00Valor final: R$180,00Talabarte - 27 unidadesValor unitário: R$75,00Valor final: R$2.025,00Baquetas caixa - 6 unidadesValor unitário: R$24,00Valor final: R$144,00Suporte timbal - 3 unidadesValor unitário: R$430,00Falor final: R$1.290,00Valor total: R$17.956,00
A oficina vai seguir conforme evolução dos alunos. Para isso, serão utilizadas diversas dinâmicas e exercícios nas aulas.Serão utilizados:1) Dinâmicas em grupo, visando o envolvimento de todos com o grupo e a oficina. O descobrimento de sons que o nosso corpo possa vir a produzir (ritmo corporal) onde ao mesmo tempo a coordenação motora já estará sendo trabalhada.2) Em um segundo instante, o descobrimento de sons que o nosso corpo possa vir a produzir (ritmo corporal) onde ao mesmo tempo a coordenação motora já estará sendo trabalhada.3) As técnicas de baquetas e de mãos vindo acompanhadas pelo estudo, aprendizado e leitura das figuras geométricas, que foram desenvolvidas pelo grupo UAKTI, onde as crianças conseguem contar e ler com mais facilidade o mundo vasto da percussão.4) Uma iniciação musical com técnicas de baquetas, pulsação rítmica, trabalhos com dinâmicas coletivas com o intuito de trabalhar um bom relacionamento em grupo.5) Trabalhar o resgate de ritmos antigos, que fez muito sucesso no passado com isso já estaremos desenvolvendo as técnicas percussivas. A criação de ritmos novos, com certeza virá à tônica, os trabalhos em grupo desenvolvendo o protagonismo e autonomia.6) Ao longo de toda a oficina, oportunizar o contato com materiais recicláveis que tenham um bom som percussivo para fazermos comparações com instrumentos industrializados, ao mesmo tempo trabalhando e aguçando a educação auditiva, e com isso tentar atingir outro olhar para o nosso lixo e valorizar o nosso potencial de criação. Conhecer novos instrumentos, a sua origem, técnica de baquetas e figuras geométricas. Olhar também a possibilidade de trazer outros grupos ou levar os educandos para uma apreciação de arte nesta área.
Para as oficinas, a acessibilidade se dará por meio de:ACESSIBILIDADE FÍSICA: o local a ser escolhido para as oficinas, deverá ser observados requisitos de acessibilidade, como rampas de acesso, corrimões, banheiros adaptados, assentos para obesos e idosos. O espaço deverá ser todo preparado para oferecer acessibilidade física; DEFICIENTES AUDITIVOS: será disponibilizado intérprete de libras para alunos com deficiência auditiva.DEFICIENTES VISUAIS: será disponibilizada a audiodescrição. Nas apresentações musicais:ACESSIBILIDADE FÍSICA: as apresentações serão realizadas em espaços públicos. Desta forma, por lei, os locais deverão ter rampas, corrimões, banheiros acessíveis, assento para idosos e obesos.DEFICIENTES AUDITIVOS: teremos intérprete de libras nas apresentações.
Todas as ações previstas neste projeto são gratuitas e abertas ao público. Para as oficinas:- As aulas das oficinas serão gratuitas;- Conforme planilha, o projeto vai fornecer os instrumentos de percussão para os alunos durante as oficinas; Para as apresentações:- As apresentações serão gratuitas e abertas ao público. Serão realizadas em locais descentralizados, dando oportunidade e acesso à um maior número de pessoas que residem afastadas do centro da cidade e em territórios periféricos;- A programação das apresentações será amplamente divulgada nas redes sociais tanto do projeto quanto no perfil oficial do Bloco Axé Saudade, além de ser encaminhada para a imprensa local, com o objetivo de dar publicidade ao evento e atingir o maior número de pessoas.
MARCOS AVELLAR Coordenação Geral e proponente Graduado em Comunicação Social pela PUC-Minas em 2002 e Pós-Graduação em Processos Criativos pelo Instituto de Educação COntinuada (IEC - PUC) em 2008, está envolvido em produção cultural desde o ensino médio. Em 2010 foi fundador do Coletivo Colcheia, ligado à Rede Fora do Eixo. Através dele, foi produtor de eventos em Sete Lagoas, como o Festival Gramophone por três anos (de 2010 a 2011). Foi membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais por duas oportunidades, entre 2014 e 2016 e posteriormente de 2019 a 2021. No início de 2020 foi nomeado como Secretário Ajunto de Cultura, na Secretaria Municipal de Educação, Esportes e Cultura de Sete Lagoas. Foi responsável por conduzir o processo do município na primeira edição da Lei Aldir Blanc, no período de pandemia. É membro fundados da banda Congadar e em 2021 assumiu a gestão de projetos da Orquestra Jovem de Sete Lagoas. RODRIGO EDUARDO BARBOSACoordenação ArtísticaAtua na cultura há mais de 30 anos. Iniciou a trajetória como músico instrumentista de flauta e violão e em 1992 ingressou na Banda União dos Artistas em Sete Lagoas. Ao final dos anos 1990, como contrabaixista, integrou diversas bandas independentes. Graduado em Administração e Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Negócios e Gestão de Marketing, Rodrigo passou a utilizar sua experiência em gestão na produção e assessoria de artistas independentes. Trabalhou no Sebrae Minas por 9 anos, atuando em projetos voltados para a Economia Criativa e sendo responsável pela estruturação e interiorização do Programa da Música do Sebrae. Em 2021 passou a integrar o Conselho Municipal de Políiticas Culturais de Sete Lagoas e exerce o mandado de presidente desde 2023. Além de fundador do Bloco Axé Saudade, Rodrigo é o atual presidente da Liga Setelagoana de Blocos Carnavalescos, além de produtor e coordenador de projetos no Quarteirão Preto, evento voltado para incentivar o empreendedorismo negro. LEONARDO LIMAAete EducadorCom 22 anos de experiência em percussão brasileira, Leonardo Lima trabalha como arte educador há 19 anos. Frequentou diversos cursos de arte educação, principalmente em percussão, na Associação Querubins (BH), Umbiumbi e Formação Continuada no Instituto Ayrton Senna e Educação Musical no Grupo Uakti.Como arte educador é professor há 21 anos na Associação Querubins e há 10 anos na Associação Mineira para Educação SESI/SENAI. Além disso, atua profissionalmente como percussionista como freelancer em grupos como Baianas Ozadas, Tutucom Tacacá, Querubins, Karakuru, Bantuquerê, dentre outros.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.