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PRONAC 2512777Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Vagabunda

ASSOCIACAO BR-116
Solicitado
R$ 999,8 mil
Aprovado
R$ 999,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2026-01-08
Término
2028-12-31
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

A VAGABUNDA é uma adaptação para teatro do romance de mesmo nome da escritora e atriz francesa Sidonie-Gabrielle Colette (1873_1954), com a Cia.BR116 - Teatrofilme. A peça resultante da adaptção de Marilene Felinto e Marcos Renaux mescla o enredo original do texto literário e a biografia de Colette com a realidade brasileira do século 21 no que diz respeito às dificuldades enfrentadas ainda hoje pelas mulheres brasileiras para alcançar igualdade de gênero no país em várias instâncias: da autonomia econômica, ao empoderamento político, das diferenças salariais em relação aos homens à violência patriarcal e machista de que são vítimas.

Sinopse

A peça resultante da adaptção de Marilene Felinto e Marcos Renaux mescla o enredo original do texto literário e a biografia de Colette com a realidade brasileira do século 21 no que diz respeito às dificuldades enfrentadas ainda hoje pelas mulheres brasileiras para alcançar igualdade de gênero no país em várias instâncias: da autonomia econômica, ao empoderamento político, das diferenças salariais em relação aos homens à violência patriarcal e machista de que são vítimas.A peça explora também, paralelamente, a segunda temática constitutiva do romance A Vagabunda, qual seja: uma leitura do teatro dentro do teatro, apontando para questões como a precarização das condições de trabalho dos artistas de teatro na Paris da época e no Brasil de hoje. Nesse sentido, e considerando o contexto brasileiro, a peça remete à discussão sobre a desvalorização simbólica do trabalho artístico, especificamente em teatro, em termos de insegurança financeira dos artistas, falta de incentivo e políticas públicas contínuas, dificuldade de acesso a espaços e pouca circulação nacional, entre outros aspectos.

Objetivos

Objetivo GeralA proponente pretende realizar a adaptação para teatro do romance A Vagabunda, de Sidonie-Gabrielle Colette, com tradução de Marilene Felinto, com a companhia BR116 - Teatrofilme.Objetivo específicoProduto - Espetáculo de Artes Cênicas - A principal ação do projeto consiste na temporada de 20 sessões do espetáculo Vagabunda na cidade de São Paulo, com duração de 1 hora e 20 minutos, atingindo 6.200 beneficiários.Produto - Contrapartida social - Será realizada uma conversa aberta e gratuita com o público dentro do formato de ensaio, antes de uma das sessões. O público acompanha de perto como se dá a preparação de elenco e equipe técnica antes da abertura das cortinas, podendo observar o funcionamento da máquina do teatro.

Justificativa

A Cia.BR116 - Teatrofilme completa 15 anos de atuação e dentro da sua trajetória tornou-se uma companhia de teatro formadora de conhecimento, unidade de produção, de informação e cultura, voltada às artes cênicas. Este projeto justifica-se por dar continuidade às atividades que vêm sendo realizadas pela Cia.BR116 e atende aos seguintes incisos do artigo 1º da Lei Rouanet: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;V - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Quanto às finalidades do art. 3º, atende-se as que se encontram abaixo:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. A cultura tem sido considerada um dos mais importantes e estratégicos pilares para o desenvolvimento econômico e social de um país. Nas atividades que estão previstas para o projeto Vagabunda, a Cia.BR116 - Teatrofilme busca a universalização da cultura, transpondo o dogma de necessidade assistencial e alcançando os patamares de formação de capital humano, ampliação da capacidade de escolhas e formação social, sem deixar de lado a experiência artística que, por si só, arrebata, contagia, dignifica, civiliza e transforma.

Especificação técnica

Espetáculo teatral com cerca de 1h20, com elenco de 2 atrizes e 2 atores, trilha sonora e figurino e cenário a serem construídos. A contrapartida é feita atrvés de um ensaio aberto da propria obra a fim de demonstrar na prática a criação artístcica.

Acessibilidade

Estão previstas acessibilidade no projeto em cada cidade, sendo garantida da seguinte forma:Produto - Espetáculo de Artes CênicasDeficiência física - acessibilidade física em todos os espaços que receber o projeto;Deficiência visual - Audiodescrição em todas as sessões de Vagabunda;Deficiência auditiva - Tradução em Libras e monitores de apoio em pelo menos uma sessão de Vagabunda durante a temporada;Espectro autista - Monitores especializados para receber, auxliar e orientar quando houver necessidade para melhor fruição da obra.Produto - Contrapartida socialDeficiência física - acessibilidade física em todos os espaços que receber o projeto;Deficiência visual - Audiodescrição em todas as sessões de Vagabunda;Deficiência auditiva - Tradução em Libras e monitores de apoio em pelo menos uma sessão de Vagabunda durante a temporada;Espectro autista - Monitores especializados para receber, auxliar e orientar quando houver necessidade para melhor fruição da obra.

Democratização do acesso

Todas as atividades do projeto terão entrada gratuita ou ingressos a preços populares (até R$ 50), reafirmando nosso compromisso com o acesso democrático à cultura.Com o intuito de garantir acesso a arte para todos, esse projeto destinará os ingressos da seguinte forma, nos termos do art. 46 da IN 23/2025:I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado;II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo;III - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; eIV - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta.Nos termos do art. 47 da IN 23/2025, a proponente realizará medida de ampliação de acesso consistente em realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, sendo ela um ensaio aberto seguido de debate. Em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social das cidades, esse projeto irá buscar formas de atingir grupos de jovens em vulnerabilidade social que se interessem por arte e queiram estar em nossas atividades.

Ficha técnica

Associação BR116 (Proponente): A proponente será a única responsável pela administração e por todo o poder decisório do projeto. A proponente informa que no momento não é possível afirmar qual a rubrica que irá se remunerar. No entanto, poderá se remunerar por rubricas do projeto, se comprometendo desde já que apenas será remunerado pelos serviços prestados no Projeto.Os três integrantes principais da Cia.BR116 - teatrofilme são:Diretora, Bete Coelho - Formou-se artisticamente no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, em diversas áreas: teatro, música, canto lírico, ópera, violino, dança clássica e moderna. Em seguida, atuou em espetáculos com direção de Carmen Paternostro, na formação do grupo Pagu Teatro Dança. Em São Paulo, juntou-se ao Centro de Pesquisa Teatral - CPT, dirigido por Antunes Filho, integrando os elencos das remontagens de Macunaíma, da obra de Mário de Andrade, e de Nelson 2 Rodrigues; com o grupo também estreou Romeu e Julieta, de William Shakespeare, todas em 1984. Em 1986, atuou em Carmem Com Filtro, direção de Gerald Thomas, junto à Cia. Estável de Repertório - CER, de Antonio Fagundes. Com Eletra Com Creta, formou uma parceria artística com Gerald Thomas e Daniela Thomas, iniciando seus mais expressivos trabalhos, quase sempre como protagonista. No mesmo ano eles fundaram a Cia. de Ópera Seca. Nos anos seguintes, fora do grupo, atuou em Rancor, de Otavio Frias Filho, direção de Jayme Compri, em 1993; Pentesiléias, adaptação de Daniela Thomas para a obra de Kleist, em 1994; Os Reis do Iê-Iê-Iê, de Gerald Thomas, em 1997; Cacilda!, de José Celso Martinez Corrêa, em 1999. No mesmo ano dirige Iara Jamra em O Caderno Rosa de Lori Lamby, de Hilda Hilst, e atua em Pai, de Cristina Mutarelli, direção de Paulo Autran. Atuou em duas produções de Bob Wilson: A Dama do Mar e Garrincha. Em 2002, atua em Frankensteins, sob a direção de Jô Soares. Funda, em 2009, a Cia.BR116, tendo realizado os espetáculos Homem da Tarja Preta, O Terceiro Sinal, Cartas de Amor para Stalin, Antígona, A Melancolia de Pandora, Mãe Coragem, Molly — Bloom e os filmes Medeia por Consuelo de Castro e Gaivota.Diretor, Gabriel Fernandes é formado em cinema pela FAAP e trabalhou nas produtoras paulistas Cia. de Cinema e MovieArt. Dirigiu inúmeros filmes institucionais e promocionais. Por seis anos integrou a equipe de vídeo do Teatro Oficina Uzyna Uzona fazendo câmera ao vivo dentro das cenas, atuando, como dizia Zé Celso Martinez Corrêa, como câmera-ator. As imagens eram exibidas em monitores, grandes projeções e muitas vezes transmitidas ao vivo pela internet. Com o grupo viajou duas vezes para a Alemanha e circulou por todo o Brasil, capitais e interior; também dirigiu as gravações das peças Taniko e Os Sertões – O Homem II, que foram lançadas em DVD — primeiros lançamentos comerciais de seu trabalho como diretor de cinema. No caso do Os Sertões – O Homem II, também foi o editor do material gravado por 20 câmeras, resultando num filme de 340 minutos, que foi exibido no, hoje, Cine Marquise, em 2010. Seu ingresso no universo teatral foi motivado pela sua vontade de trabalhar com atores nas suas criações cinematográficas, inspirando-se em cineastas como Bergman, Fassbinder e Welles. Fundou em 2010 a Cia.BR116, companhia de teatro na qual dirige todos os trabalhos de vídeo, que se singularizou pela fusão das linguagens teatral e cinematográfica. No ano de 2021, lançou dois filmes como diretor, em parceria da atriz e diretora Bete Coelho. A saber: o média-metragem Medeia por Consuelo de Castro, versão do mito escrito pela dramaturga brasileira Consuelo de Castro, e o longa-metragem Gaivota, de Anton Tchekhov. Dois filmes de baixo orçamento, com linguagem, formato e estética distintas, realizados no período da pandemia, exibidos online e que tiveram ampla difusão, sendo assistidos em todos os estados do país e exterior, reconhecidos pelos principais veículos de comunicação, com matérias e críticas, e licenciados para plataformas de streaming e instituições culturais.Diretora de produção, Lindsay Castro Lima- Atriz e produtora cultural desde 2003, já trabalhou como produtora executiva no Festival de Teatro de Curitiba em 2014, 2018 e 2019. Participou do Programa Mommentum como delegada brasileira no Festival de Edimburgo, na Escócia a convite do British Council. Em 2019 realizou a produção local da estreia nacional do espetáculo As Comadres, com direção artística de Ariane Mnouchkine no Festival de Curitiba e sua temporada em São Paulo, sendo a coordenadora geral da sua turnê internacional nas cidades de Bordeuax, Mont-de-Marsan e Pa-ris, na célebre Cartoucherie. Foi curadora e produziu grandes projetos da Secretaria de Cultura de São Paulo como Jornada do Patrimônio, Aniversário da Cidade e Virada Cultural. Em 2020 assume a direção de produção da Cia. BR116 e produz os teatrofilmes Medeia por Consuelo de Castro e Gaivota, ambos com direção de Bete Coelho e Gabriel Fernandes, Molly Bloom, com direção de Daniela Thomas entre outros trabalhos da companhia. Foi diretora de produção do projeto “nós aqui, entre o céu e a terra" de Eleonora Fabião para a 34º Bienal de São Paulo.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.