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PRONAC 2512801Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Casa do Norte - 20 anos do Grupo Clariô de Teatro

NANA & NUNA PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 1,04 mi
Aprovado
R$ 1,04 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Manutenção de grupos e coletivos artístico-culturais e corpos artístico-culturais estáveis
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
Taboão da Serra
Início
2026-07-23
Término
2027-07-23
Locais de realização (2)
São Paulo São PauloTaboão da Serra São Paulo

Resumo

O projeto marca as duas décadas de resistência e atuação do Grupo Clariô de Teatro, a partir da montagem e circulação do seu novo espetáculo: Casa do Norte. A trama é ambientada em uma Casa do Norte que a noite se transforma em um bar "risca-faca". O enredo se desenrola como um mistério de desaparecimento, onde um tiroteio interrompe abruptamente a festa. Esta narrativa de crime e mistério, cheia de humor e tragédia, é uma metáfora direta e pungente sobre o "assassinato" dos espaços culturais e a luta pela permanência contra a gentrificação e a especulação imobiliária.Focado na democratização do acesso, o projeto prevê 24 apresentações (16 na sede e 8 na capital), garantindo ingressos gratuitos e populares e acessibilidade por meio de Libras e Audiodescrição. A obra não só reafirma o legado de 20 anos do Clariô, mas também visa a defesa e manutenção legal do Espaço Clariô, transformando a arte em uma ação concreta de proteção do território cultural periférico.

Sinopse

A dramaturgia se ancora numa Casa do Norte, uma construção fictícia que simboliza o Espaço Clariô, sede do grupo e um dos equipamentos culturais mais importantes da cidade. Durante o dia, a Casa do Norte é ponto de comércio, convivência e tradição que carrega a história de migrantes nordestinos em São Paulo. À noite, ela se transforma numa Casa Noturna, um bar "risca-faca", lugar de festa e celebração popular. É nesse cenário que se abre a trama: um tiroteio abrupto interrompe uma noite de festa, gerando caos, um blackout que simboliza mais que uma simples falta de luz, e um inquérito que atravessa as paredes e a história desse lugar. O texto se estrutura como uma investigação que se desenrola na manhã seguinte, quando sete personagens, entre funcionários e clientes, tentam desvendar o mistério do tiroteio. Houve um assassinato, mas o corpo sumiu. Todos são suspeitos e a culpa muda de colo a cada fala em meio a pistas contraditórias, segredos, lembranças e sarcasmo. A trama é uma metáfora sobre o "assassinato" dos espaços culturais, ameaçados pela gentrificação e pela especulação. Relevância Cultural e HistóricaO Grupo Clariô de Teatro completa 20 anos de pesquisa popular e teatro periférico em Taboão da Serra/SP, consolidando-se como um dos mais importantes equipamentos culturais da região (Espaço Clariô). A montagem de Casa do Norte é uma celebração e reafirmação desta história de resistência, dando voz à luta por territórios culturais em meio ao descaso institucional e à especulação imobiliária. O projeto é crucial para salvaguardar e difundir o legado artístico do grupo. Relevância Artística e EstéticaA obra, escrita por Jhonny Salaberg (em 4ª parceria com a diretora Naruna Costa), propõe uma estética singular baseada no melodrama popular e na cultura Brega.Linguagem: O espetáculo utilizará o emocionalismo excessivo, o exagero estético e a mistura entre o cômico e o trágico para refletir sobre a sobrevivência de um povo que recria a realidade imposta pelo sistema colonial.Temática: A trama utiliza a metáfora de um assassinato simbólico dentro da "Casa do Norte" para denunciar o "assassinato" dos espaços culturais, como o próprio Espaço Clariô, ameaçado pela gentrificação. Contribuição Social e FormativaO projeto ressalta a potência do teatro como espaço de luta, pertencimento e transformação social. Ao ancorar-se na oralidade coloquial e na tradição nordestina, promove o reconhecimento da cultura migrante e periférica, e contribui para a democratização do acesso à cultura na periferia de São Paulo.Concepção de Dramaturgia "Casa do Norte nasce do convite do Grupo Clariô de Teatro, um coletivo de pesquisa popular e teatro periférico de Taboão da Serra/SP, que há 20 anos constrói uma poética singular, alimentada pela tradição nordestina, pelas narrativas marginais e pela oralidade coloquial. A dramaturgia se ancora numa Casa do Norte, uma construção fictícia que simboliza o Espaço Clariô, sede do grupo e um dos equipamentos culturais mais importantes da cidade.Durante o dia, a Casa do Norte é ponto de comércio, convivência e tradição que carrega a história de migrantes nordestinos em São Paulo. À noite, ela se transforma numa Casa Noturna, um bar "risca-faca", lugar de festa e celebração popular. É nesse cenário que se abre a trama: um tiroteio abrupto interrompe uma noite de festa, gerando caos, um blackout que simboliza mais que uma simples falta de luz e um inquérito que atravessa as paredes e a história desse lugar. O texto se estrutura como uma investigação que se desenrola na manhã seguinte, quando sete personagens, entre funcionários e clientes, tentam desvendar o mistério do tiroteio. Houve um assassinato, mas o corpo sumiu. Todos são suspeitos e a culpa muda de colo a cada fala em meio a pistas contraditórias, segredos, lembranças e sarcasmo. A trama é uma metáfora sobre o “assassinato” dos espaços culturais, ameaçados pela gentrificação e pela especulação.O melodrama popular é a linguagem que conduz o enredo, buscando o excesso e a ironia no modo de falar e ser dos personagens. O texto propõe uma estética híbrida que dialoga com o suspense, o humor ácido, o erotismo e o deboche. A dramaturgia irá buscar a potência da oralidade e do Brega, para compor uma cena que seja, ao mesmo tempo, popular, crítica e afetuosa. O espetáculo se torna, assim, um ato de resistência e um grito de amor aos espaços que se recusam a morrer."

Objetivos

O objetivo geral do projeto é a concepção, criação, montagem e realização da temporada do novo espetáculo teatral do Grupo Clariô de Teatro, Casa do Norte, marcando e celebrando as duas décadas (20 anos) de trajetória, resistência e atuação do grupo no cenário do teatro periférico.Objetivos Específicos (Baseados na Criação, Acesso e Impacto) 1. Criação Artística e Pesquisa:Finalizar a Dramaturgia: Concluir a escrita da dramaturgia, integrando a pesquisa de linguagem do Melodrama Popular e da Estética Brega para construir a narrativa do mistério na "Casa do Norte".Conceber a Montagem: Desenvolver e executar o projeto de encenação, cenografia, figurino, iluminação e trilha sonora original que suporte a metáfora da resistência cultural contra a especulação imobiliária.Celebrar o Legado: Produzir uma obra que sirva de celebração e reflexão sobre os 20 anos de trajetória e resistência do Grupo Clariô no teatro periférico.2. Acesso e Circulação:Realizar Temporada Estendida: Apresentar o espetáculo em uma temporada de 24 sessões, priorizando a sede do grupo (16 apresentações no Espaço Clariô, em Taboão da Serra/SP) para fortalecer o equipamento cultural local.Garantir Acessibilidade Comunicacional: Oferecer 02 (duas) sessões com recurso de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e 02 (duas) sessões com recurso de Audiodescrição para garantir a inclusão de pessoas com deficiência sensorial.Promover Ingresso Popular e Gratuito: Distribuir no mínimo 20% dos ingressos gratuitamente para estudantes e grupos sociais, especialmente da periferia de Taboão da Serra, por meio de parcerias com escolas e ONGs, e estipular o valor remanescente como popular.Promover o Diálogo Pós-Espetáculo: Realizar 04 (quatro) debates públicos ("bate-papos") após sessões selecionadas, com a equipe artística e convidados, para aprofundar a discussão sobre os temas abordados, o melodrama brega e a luta por territórios culturais.3. Impacto Social e Institucional:Mobilizar a Defesa do Espaço: Utilizar a notoriedade e a temática do espetáculo para realizar uma ação concreta de defesa e manutenção legal do Espaço Clariô contra as ameaças de gentrificação.Articular Reconhecimento: Promover o diálogo com o poder público e a sociedade civil para buscar o reconhecimento e a proteção institucional do Espaço Clariô como um Ponto de Cultura ou similar, garantindo sua função social e cultural no território.

Justificativa

O Grupo Clariô de Teatro completa 20 anos de pesquisa popular e teatro periférico em Taboão da Serra/SP, consolidando-se como um dos mais importantes equipamentos culturais da região, o Espaço Clariô de Teatro. O projeto Casa do Norte - 20 anos do Grupo Clariô de Teatro é uma celebração e reafirmação desta história de resistência, dando voz à luta por territórios culturais em meio a ausência de políticas culturais. O projeto é crucial para salvaguardar e difundir o legado artístico e social do grupo, alinhando-se diretamente aos princípios das leis de incentivo a cultura.O espetáculo celebra os 20 anos de atuação ininterrupta do Grupo Clariô de Teatro, um dos mais importantes coletivos de teatro de grupo das periferias que compõe a região metropolitana de São Paulo. A execução deste projeto, é um investimento na criação não apenas de uma nova obra, mas na consolidação e na memória de um equipamento cultural (Espaço Clariô) que é vital para a formação e a identidade cultural do território de Taboão da Serra e região.A obra tem um tema de fundo urgente e socialmente relevante: a luta contra a especulação imobiliária e a gentrificação que ameaçam espaços culturais independentes, representados pela metáfora da "Casa do Norte". O projeto transforma a criação artística em uma ferramenta de mobilização e defesa, destinando esforços para a manutenção e defesa legal do Espaço Clariô, garantindo a permanência do grupo em sua comunidade de origem.O projeto possui um plano robusto de democratização, com foco no público da periferia, frequentemente excluído do acesso aos grandes centros culturais.A temporada de 24 apresentações (com a maioria na sede em Taboão da Serra) garante o acesso regionalizado;A distribuição de no mínimo 20% de ingressos gratuitos e o preço popular combatem a barreira econômica;A inclusão de Libras e Audiodescrição garante a acessibilidade comunicacional, promovendo uma cultura verdadeiramente inclusiva e atendendo a pessoas com deficiência;A realização de debates pós-sessão com convidados fomenta o pensamento crítico e aprofunda o diálogo sobre a realidade cultural e social retratada.A escolha pelo Melodrama Popular e a Estética Brega demonstra uma pesquisa estética inovadora que resgata e celebra a oralidade e a cultura popular nordestina, conferindo originalidade à montagem. O projeto contribui, assim, para a diversificação da produção teatral brasileira e para a valorização de linguagens artísticas fora do eixo hegemônico.Em suma, o apoio ao projeto é um investimento estratégico na resistência cultural periférica, na inclusão social e na consolidação de um legado de 20 anos que utiliza a arte como um poderoso agente de transformação e resistência no território.

Especificação técnica

Concepção de Encenação "Três atrizes, 4 atores e uma musicista irão compor o elenco de CASA DO NORTE, que terá uma concepção baseada na linguagem do melodrama popular, que ressalta o emocionalismo excessivo, geografado entre o cômico e o trágico com pitadas de suspense. De uma forma mais popular, o “Brega” irá reger a temperatura da cena que, recheada de exageros estéticos, pretende celebrar os 20 anos de trajetória do Grupo Clariô de Teatro. A Casa do Norte será o abrigo das memórias do Clariô, o lugar onde a comunidade encontra os resquícios do passado, degustados de maneira intensa, como se pudesse ser capaz de devolver o tempo das pequenas alegrias da vida. Com um ar debochado, pretendemos criar um ambiente que funda elenco e espectador num mesmo “lugar”, fazendo com que o jogo da cena crie a experiência de uma plenária popular onde os assuntos possam ser debatidos e refletidos sem distanciamento. Com o uso de recursos utilizados ao longo dos anos pelo Grupo Clariô, a ideia é fazer com que alguns elementos cênicos possam rememorar outros espetáculos do grupo, como fantasmas de uma história que não acabou. Mas tudo cabendo no dia a dia das personagens. Um cotidiano ressaltado. Exagerado. Grande. Que irá expor, não de forma estereotipada e sim “alegrista”, os modos de sobrevivência de um povo, que não se adapta à precariedade e sim, reforma, transforma e recria a realidade imposta pelo sistema colonial em que vive. Um povo que inventa as armas de sua luta a cada dia. Desde à palavra falada, ao cenário, passando pela luz e música – tão presente nos espetáculos do grupo – tudo refletirá a urgência pela vida. Sem anestesia. Sem diplomacia. O excesso estará impresso em cada gesto das personagens, que farão qualquer coisa por mais um dia de vida neste lugar. Como um grito que acorda a cidade ou um tapa que desperta o sujeito da paralização. Mas tudo com afeto e muito brilho." Concepção de Figurino "Direção de arte e figurino inspirados no “brega poético” — um elogio ao excesso, à ironia e à potência estética da periferia afro-indígena nordestina que se enfeita para existir. O figurino de Purriba do Lagêdo nasce do encontro entre o melodrama popular e a ancestralidade afro-indígena nordestina. É um território onde o brega é realeza, o exagero é poesia e o brilho é sobrevivência. Cada peça de roupa carrega o gesto de quem se enfeita para resistir, para ser visto, para existir no meio do caos. Neste universo de bar risca-faca, de suor e purpurina, o figurino não busca o refinamento — ele revela a beleza inventada a partir da falta, o luxo que se ergue do improviso, a dignidade bordada em retalho. Entre o tecido acetinado e o algodão cru, entre o paetê e a palha, pulsa a estética de um Brasil que brilha sobre o cansaço, que ri da própria dor e transforma precariedade em espetáculo. As personagens habitam uma fronteira entre o real e o performático — todas parecem sempre prestes a subir ao palco, mesmo quando varrem o chão, servem uma bebida ou cantam um amor impossível. O figurino é o corpo expandido: ritual, festa e denúncia. É a costura de memórias afro-indígenas, das cores da feira, das festas de terreiro e da moda da periferia. Maquiagem e Cabelo: Maquiagem visível, mesmo nos homens — rímel, brilho labial, base marcada. Grafismos corporais inspirados em tradições afro-indígenas nordestinas: linhas, pontos, manchas, cores terrosas. Cabelos com gel, laquê, lenços, presilhas, turbantes, cocares de palha, flores artificiais. Suor e purpurina convivendo no mesmo rosto. Conceito visual final: 'Um cabaré popular onde o luxo é inventado com o que sobrou — e com o que se lembra.' O figurino não disfarça o desgaste: ele o celebra." Concepção Musical "A trilha sonora de Casa do Norte será o sangue quente do espetáculo — uma mistura de brega, emoção, memória popular e desejo. A música não é pano de fundo: é personagem viva, voz coletiva, comentário político, gargalhada debochada e gemidos de prazer. É o que faz o bar girar, o corpo suar e o público se reconhecer naquele território de festa, crime e ferida. Inspirada nas sonoridades de Gabi Amarantos e Reginaldo Rossi, a trilha assume o protagonismo da cena, conduzindo o público por um território onde o amor e a dor, o riso e o choro, o sagrado e o profano, o erótico e o trágico se misturam sem pudor. Se o espetáculo nasce do melodrama popular, é o brega quem dita o compasso do coração — ora cantado ao vivo, ora ecoando de uma jukebox que vibra como um oráculo de neon. Linguagem e Atmosfera: A música segue a estética do melodrama popular, onde tudo é grande, intenso e sentido. Do brega romântico ao tecnobrega, do forró eletrônico ao pagode de sofrência, do funk ao coro ritual, o espetáculo se move entre o trágico e o cômico, o suspense e o erótico — sempre embalado por canções que fazem o coração bater mais forte. O som é exagero levado a sério: teclado antigo que chora e ri, sanfona que agoniza, beats eletrônicos que pulsam como coração acelerado. Síntese poética: 'Na Casa do Norte, a música é reza e deboche. É microfone com eco e coração batendo no ritmo do teclado. É crime, desejo e dança. É corpo migrante cantando pra não esquecer de onde veio. É brega como filosofia de vida.'" Concepção de Iluminação "A iluminação desta peça nasce do desejo de celebrar o excesso, o brilho e o afeto que atravessam os vinte anos do grupo Clariô de Teatro. O espaço cênico é uma casa do norte, viva e contraditória: de dia, um local comercial e afetivo para muitas pessoas que residem nas periferias; à noite, bar de encontros e encantarias. É nesse território híbrido, entre o cotidiano e o sonho, que a luz constrói sua dramaturgia revelando um mundo onde o brega é beleza, e o exagero é emoção. O espetáculo começa em uma festa prestes a ser revelada. As luzes cotidianas começam a ir embora enquanto as luzes do famoso bar "risca faca" aos poucos vão se revelando, brilham e piscam, como se o próprio espaço comemorasse. Com tons de roxos, vermelhos e âmbares se sobrepõem em camadas, misturando calor e lembrança. Fitas de LED e fios de fada serpenteiam pelo cenário nas garrafas, nas paredes, nas bordas do balcão enfeitando o bar de um jeito brega e amoroso. A jukebox pulsa em lampejos coloridos como um coração elétrico, o globo espelhado multiplica memórias, e a bola de luz maluca projeta fragmentos, embaralhando o tempo. Tudo vibra, como se o espaço respirasse junto. No chão, com luzes introduzidas no cenário, a composição luminosa se faz presente, fazendo com que o solo respirasse junto. Esse pulsar lembra que, apesar do tempo e das transformações, o grupo pisa em solo sagrado: o chão da criação, da resistência, da partilha. Com o passar das cenas, o bar da noite começa a se desfazer, voltando a ser a casa do norte que amanhece com a grande dúvida do que ocorreu na noite anterior, tempos divididos por um Blackout sons de tiro e ambulância. O brilho da festa começa a desbotar, as luzes piscantes se apagam aos poucos, e as cores saturadas se diluem em tons âmbar, branco quente e cto. A luz se torna mais pessoal, mais íntima como se cada foco guardasse uma história. O excesso dá lugar ao silêncio, e a dúvida. Nas cenas finais, as lembranças se projetam nas paredes: fragmentos de rostos, palavras, objetos, tempos que insistem em permanecer. Essas projeções são como fantasmas luminosos, conversando com a casa, com o bar e com os corpos em cena. A iluminação assume então um papel de narradora silenciosa, conduzindo o público para dentro do coração do grupo e das encantarias da memória. E quando tudo parece se apagar, resta um último feixe de luz tênue, uma vela a chama que insiste..."

Acessibilidade

Plano de Acessibilidade e Democratização CulturalO projeto Casa do Norte - 20 anos do Grupo Clariô de Teatro está empenhado em cumprir integralmente as exigências legais de acessibilidade e democratização da Lei Rouanet, garantindo a inclusão e o acesso amplo ao espetáculo.1. Acessibilidade ComunicacionalSerão oferecidas sessões com recursos de comunicação que atendem pessoas com deficiência auditiva e visual, conforme detalhado abaixo:Linguagem Brasileira de Sinais (Libras): Realização de 02 (duas) sessões que contarão com a presença de um Intérprete de Libras.Audiodescrição: Realização de 02 (duas) sessões com o recurso de Audiodescrição, que narra elementos visuais da peça para o público com deficiência visual.(Nota: O orçamento prevê R$ 2.500,00 para cada um desses serviços, totalizando R$ 5.000,00 para acessibilidade comunicacional).2. Acessibilidade FísicaOs locais de circulação do espetáculo será selecionado priorizando espaços que atendam integralmente às normas técnicas de acessibilidade física, incluindo:Acesso e Circulação: Garantia de rampas de acesso, elevadores (se necessário) e corredores com largura adequada para a circulação de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.Sanitários Acessíveis: Disponibilização de banheiros adaptados para pessoas com deficiência (PCD).Assentos Reservados: Reserva de lugares específicos e bem localizados para cadeirantes, pessoas com deficiência e seus acompanhantes.Sinalização Tátil e Visual: Uso de sinalização visual clara e, sempre que possível, tátil para orientação de pessoas com deficiência visual ao longo do percurso.

Democratização do acesso

Assegurar o acesso do público periférico e estudantil, alinhado à temática e ao território de atuação do Grupo Clariô. Circulação e Acesso Territorial: Local Principal (Sede do Grupo): A maior parte da temporada será realizada no Espaço Clariô (Taboão da Serra/SP), garantindo o acesso do público da periferia da região metropolitana e fortalecendo o equipamento cultural local. Circulação em São Paulo: Serão buscados espaços parceiros na cidade de São Paulo (como centros culturais ou teatros municipais) que possuam forte atuação e fácil acesso via transporte público em áreas historicamente com menor oferta cultural. Política de Gratuidades e Distribuição (20% dos Ingressos):No mínimo 20% dos ingressos de cada sessão da temporada serão distribuídos gratuitamente (Gratuidade Integral). Critérios de Distribuição: Esta distribuição será direcionada prioritariamente a: Estudantes da rede pública (municipal e estadual) da região de Taboão da Serra e zona sul da cidade de São Paulo, com foco em escolas de ensino médio;Grupos sociais organizados (ONGs, associações de bairro, coletivos de arte) que atuam com pautas como moradia, cultura periférica e direitos humanos; Moradores de baixa renda da vizinhança imediata do Espaço Clariô. Mecanismo de Parceria: Serão formalizadas parcerias (via termo de compromisso) com três (3) escolas públicas e duas (2) Organizações Não Governamentais (ONGs) da região para a gestão, promoção e entrega transparente dos ingressos sociais;Política de Preços Acessíveis (80% dos Ingressos): Ingresso Popular: O valor do ingresso remanescente (80% da lotação) será fixado a um preço máximo de R$ 20,00 (vinte reais) a inteira, promovendo um acesso de baixo custo ao público geral e da comunidade. Meia-Entrada: Aplicação rigorosa da meia-entrada conforme legislação vigente (estudantes, idosos, professores da rede pública, etc.). Cota Patrocinador: Reserva de 10% da lotação para ações promocionais ou sociais do Patrocinador/Apoiador. Ações de Formação e Debate: Promover a reflexão e o diálogo após a experiência cênica, criando um ambiente de pertencimento e troca: Debates Públicos (Pós-Espetáculo): Realização de 04 (quatro) debates abertos ao público ("bate-papos") imediatamente após sessões específicas, como forma de aprofundamento temático e acolhimento. Foco Temático Detalhado: O debate terá três eixos principais de discussão: Estética do Melodrama Brega: Discussão sobre o uso do melodrama como ferramenta política na arte periférica. Tradição, Migração e Cultura Nordestina: Análise da temática migratória e de como a cultura da "Casa do Norte" se manifesta no espaço urbano. Luta por Territórios Culturais: Foco principal na discussão da defesa de espaços culturais de resistência como o Espaço Clariô diante da especulação imobiliária, articulando arte e ativismo social. Participantes: Contarão com a participação de membros do Grupo Clariô (elenco, direção, dramaturgia) e convidados externos de relevância na área (pesquisadores, ativistas, lideranças comunitárias). Distribuição, Comercialização e Democratização de Produtos: Circulação Futura do Espetáculo (Produto Principal): O projeto buscará ativamente, após a temporada incentivada, a inserção do espetáculo em festivais, mostras e editais de circulação (como PROAC, SESC e Funarte), com prioridade para apresentação em regiões periféricas e cidades do interior que historicamente não são contempladas por grandes produções, garantindo a longevidade e o acesso em novas praças. Merchandising e Sustentabilidade: A comercialização de subprodutos (como camisetas, canecas ou material gráfico) será realizada a preços acessíveis, com parte da receita destinada ao "Fundo de Resistência" para custeio da aquisição do Espaço Clariô, conforme previsto no plano de sustentabilidade do projeto.

Ficha técnica

Ficha Técnica ResumidaDramaturgia: Jhonny SalabergAtor, dramaturgo e bailarino, Jhonny Salaberg, nascido em Guaianases, zona leste de São Paulo. O ator possui formação na Escola Livre de Teatro de Santo André (SP). Já integrou diversas companhias teatrais de São Paulo, como os coletivos Estopô Balaio, Bonde e Cia. Clandestina. Ele é um dos fundadores e integrantes da Carcaça de Poéticas Negras, coletivo artístico com pesquisa na criação cênico-racial, onde exercitou a escrita dramatúrgica com as obras Mato cheio – fuga degenerada e Buraquinhos ou O vento é inimigo do picumã, que aborda o genocídio da população jovem, negra e periférica.Este último texto foi o vencedor da IV Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos, do Centro Cultural São Paulo. O primeiro lugar no prêmio concretizou o nome de Salaberg como o primeiro dramaturgo negro a receber a titulação na mostra.É fundador e articulador do Fórum Preto, movimento de pessoas de pretas que visa discutir o lugar do negro, dentro e fora das instituições de ensino.Em sua obra publicada pela Cobogó é possível verificar que o autor a todo tempo fala do ser negro e coloca-se como protagonista de suas histórias. Também é visível que ele traz o negro periférico como centro da sua contação, a violência sofrida por este é o tema principal, trazendo também a vulnerabilidade que o individuou preto possui na nossa sociedade contemporânea. Concepção de Encenação e Direção: Naruna CostaSua atuação se caracteriza pela valorização poética das periferias paulistanas e da presença negra no cenário cultural. Ao longo de mais de duas décadas, Naruna se firma no mundo artístico brasileiro graças ao impacto político e estético de seus trabalhos em teatro, televisão, cinema e música. Seus trabalhos ilustram a resistência à opressão social e os abismos econômicos do país.Formada na EAD - Escola de Arte Dramática ECA/USP/2009, Naruna é Co-fundadora do Espaço Clariô de Teatro, em Taboão da Serra e do premiado Grupo Clariô de Teatro, referência da militância negra de cultura periférica de SP, também lidera o grupo de pesquisa de música urbana de raiz popular: "Clarianas", com três discos gravados: "Giradêra”/2012, “ Quebra Quebranto”/2019 e “Xirê”/2023.No audiovisual tem bastante destaque, participando de novelas, filmes e séries de muita relevância no cenário audiviusual brasileiro, como a novela BELEZA FATAL (HBO-Max), um fenômeno da teledraturgia recente, escrita por Raphael Montes e TODAS AS FLORES (Globoplay) primeira novela de streaming nacional, escrita por João Emanuel Carneiro. Ela também protagoniza a série IRMANDADE da plataforma de streaming NETFLIX, onde vive Cristina, e que rendeu duas temporadas e o longa que será o primeiro Spin-Off brasileiro, produzido pela plataforma, com lançamento previsto para 2026. Recentemente, a atriz e também diretora, foi indicada ao PREMIO SHELL de Melhor direção teatral, pelo espetáculo PARTO PAVILHÃO. Ela recebeu o PREMIO SHELL na categoria MÚSICA, pela direção musical do espetáculo “BOI MANSINHO E a Santa Cruz do Deserto” do Grupo Clariô em 2025 e também se destacou com o PREMIO APCA/2018’, na categoria MELHOR DIREÇÃO, pela montagem do espetáculo “BURAQUINHOS - ou - O Vento é inimigo do Picumã” de Jonny Sallaberg, se tornando a primeira diretora negra a receber o prêmio, desde sua criação em 1956. Naruna também foi premiada na categoria Melhor Atriz, em 2020 por sua atuação no filme TORO de Eduardo Felistoque no VI FBCI Festival Brasileiro de Cinema Itinerante.Como diretora no teatro, além do espetáculo BURAQUINHOS, Naruna também assina a direção do espetáculos do Grupo Clariô de Teatro: SEVERINA DA MORTE À VIDA de Will Damas/2015 e o premiado BOI MANSINHO E A SANTA CRUZ DO DESERTO ( co-dramaturgia com Alan Mendonça/2022) e (co-direçao com Cleydson Catarina). Também assina a direção da peça TÁ PRA VENCER, sucesso de Jhonny Salaberg, com quem celebra a terceira parceria; além de ainda assinar a pesquisa de formação da turma 73 da Escola de Arte Dramática“: ATERRADÁ.Elenco: Três atrizes, quatro atores e uma musicista (Total: 8 artistas em cena)Concepção de Figurino: Martinha SoaresMartinha Soares é atriz, figurinista e integrante do Grupo Clariô, cujo o mais recente espetáculo é “Boi Mansinho e Santa Cruz do Deserto”, texto do cearense Alan Mendonça direção de Naruna Costa e Cleydson Catarina, que ficou em cartaz no Sesc Pompéia. Também trabalha com outras cias, protagonizou o espetáculo “Cavalos Pretos São Imensos”, texto premiado de Barbara Esmenia com direção de Thaís Dias.É diretora do espetáculo infantil juvenil “Preto Kuami – Caminhos para identidade do Grupo Abre Caminhos”.Cantadeira do grupo musical Clarianas com dois álbuns gravados “Girandêra” e “Quebra Quebranto”.É arte educadora de teatro da EMIA Chácara do Jockey.Concepção Musical: Naloana LimaNaloana Lima é atriz de teatro e cinema, arte educadora, pesquisadora e diretora teatral. Integrante cofundadora do Grupo Clariô de Teatro (2005), atua nos espetáculos “Hospital da Gente”, “Urubu Come Carniça e Voa” (2011), “Severina da Morte à Vida”(2015) e “Boi mansinho e a Santa Cruz do Deserto” (2022). No cinema atuou nos longas-metragens “A Sombra do Pai” “As Boas Maneiras” e “Trabalhar Cansa”. É integrante cofundadora do Grupo Clarianas de Música (2012) cantando nos álbuns “Girandeira” (2012) e “Quebra Quebranto” (2019), também canta e compõe o mais recente singlo do grupo chamado “Garimpo Yanomami”. Atualmente Naloana Lima é mestranda em Humanidades, Direitos e outras Legitimidades no Programa de Pós-Graduação do DIVERSITAS/ FFLCH/USP.Concepção de Iluminação: ZerlôProdução Executiva: Washington Gabriel (Nana e Nuna Produções)Ator, Diretor, Palhaço, Arte educador e Produtor Executivo – Integrante do Grupo Clariô de Teatro, onde exerce as funçõesartísticas e também de Produtor Executivo. Dentre seus trabalhos estãoFORA DO TRILHO com o grupo Fora do Trilho , YEBO , SUBTERRANEO eGARIMPO com o Grupo Gumboot Dance Brasil , URUBU COME CARNIÇA E VOA GARIMPOSEVERINA DA MORTE A VIDA e o premiado BOIMANSINHO E A SANTA CRUZ DO DESERTO com o Grupo Clariô de Teatro. Indicado ao PREMIO SHELL 2024

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.