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Este projeto prevê a montagem de No Lombo do Hipogrifo, um espetáculo inédito de dança contemporânea, feito a partir do capítulo O Delírio, de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (obra de domínio público), seguidas de 6 apresentações. O projeto conta ainda com 6 meses de pesquisa e formação em Lisboa, Portugal, ações educativas e a publicação de caderno de artista do espetáculo.
“No Lombo do Hipogrifo” é um espetáculo de dança contemporânea que coreografa o devaneio como um estado de suspensão entre o corpo, o tempo e o espaço. Inspirado no célebre capítulo 7 de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis — no qual o narrador, em delírio, cavalga um hipogrifo pelos espaços infinitos e pelas origens do mundo —, o projeto transforma essa travessia imaginária em uma investigação cênica sobre o corpo como território de invenção, ancestralidade e conhecimento.A dramaturgia propõe uma experiência não linear, uma viagem entre tempos e mundos em que as fronteiras entre o real e o onírico se dissolvem. Nesse espaço de suspensão, os corpos dos intérpretes se tornam matéria poética — fluxos de pensamento, fragmentos de memória, forças em trânsito. São corpos que não apenas representam, mas pensam e criam: corpos que deliram, lembram, resistem e reinventam modos de existir.A cena é construída como uma atmosfera viva e mutável, em que cada gesto é uma abertura para o invisível, e cada movimento, um ato de escuta do indizível. O corpo, em sua potência, emerge como o eixo que conecta os mundos sensíveis e simbólicos, humanos e não humanos, imaginários e históricos.A pesquisa parte da ideia de que o corpo é arquivo e linguagem, um território político e afetivo que carrega saberes não hegemônicos — memórias subterrâneas, experiências coletivas e epistemologias que escapam à lógica racional. Nesse sentido, o espetáculo propõe um deslocamento do olhar sobre o conhecimento: se a modernidade fez do pensamento uma abstração, “No Lombo do Hipogrifo” devolve o pensar ao corpo, devolve o saber ao gesto.Entre a gravidade e o voo, entre o esquecimento e a lembrança, a peça convida o público a experimentar a vertigem do desconhecido. É um convite para pensar com o corpo — e, como o hipogrifo machadiano, voar sobre as ruínas de um mundo que já não sustenta os corpos, para inventar novos modos de vida possíveis.
Objetivo GeralRealizar um projeto de formação, pesquisa e criação em dança contemporânea que una literatura, filosofia e corpo, promovendo intercâmbio internacional e fortalecendo a presença de artistas periféricas, negras e LGBTQIAPN+ nos circuitos culturais locais e globais.Objetivos Específicos- Participar do PACAP _ Programa Avançado em Criação nas Artes Performativas PACAP (Lisboa), sob curadoria de Marcelo Evelin, que conta com aulas de nomes renomados da dança contemporâNea, tais como Christine Greiner, André Lepecki e Eleonora Fabião. O PACAP tem 6 meses de duração. (VIDE CARTAS DE ACEITE E CRONOGRAMA ANEXOS).- Realizar pesquisa teórico-prática em torno de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, articulando corpo, delírio e tempo (VIDE DOSSIÊ ANEXO).- Montar o espetáculo No Lombo do Hipogrifo, com 3 intérpretes-criadoras.- Realizar 6 apresentações gratuitas em espaços culturais do Distrito Federal, todas seguidas de bate-papo entre artistas e público.- Conduzir 2 mediações educativas para alunos de escolas públicas (VIDE PROGRAMA DE MEDIAÇÃO ANEXO).- Oferecer 1 oficina gratuita ("Corpo em Suspensão") para artistas e educadores locais (VIDE PLANO DE OFICINA ANEXO).- Produzir e publicar 1 Caderno de Artista em formato digital, com registros e reflexões sobre o processo de criação.- Promover visibilidade e valorização de artistas periféricas e negras em contextos nacionais e internacionais.- Garantir acessibilidade e democratização do acesso às atividades do projeto.
O projeto "No Lombo do Hipogrifo" propõe a criação e circulação de um espetáculo de dança contemporânea inspirado no capítulo 7 do romance "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, articulando corpo, literatura e filosofia em uma pesquisa que coreografa o devaneio como estado de suspensão entre o tempo, o espaço e o pensamento. O trabalho, idealizado por três artistas brasileiras — periféricas, LGBTQIAPN+, sendo duas delas negras —, se insere em uma perspectiva de valorização da diversidade e da democratização do acesso à formação e à criação artística. O projeto abrange formação internacional no PACAP _ Programa Avançado em Criação nas Artes Performativas, em Lisboa (Portugal), e a realização de seis apresentações em Brasília, duas mediações para escolas públicas, uma oficina formativa intitulada "Corpo em Suspensão" e a publicação digital de um "Caderno de Artista", reunindo registros e reflexões do processo criativo.A proposta justifica-se por seu potencial artístico, formativo e sociopolítico, por fortalecer a presença de artistas periféricas brasileiras em circuitos culturais locais e internacionais, e por atualizar criticamente o legado literário de Machado de Assis — autor negro e fundador da literatura moderna brasileira — através de uma linguagem cênica contemporânea e inclusiva. O projeto também responde às diretrizes da Lei nº 8.313/91, enquadrando-se em diversos incisos do Art. 1º, ao mesmo tempo em que realiza os objetivos do Art. 3º, promovendo a valorização da cultura, a inclusão social, a formação artística e o intercâmbio cultural.Enquadramento no Art. 1º da Lei nº 8.313/91Inciso I _ Incentivar e valorizar as manifestações culturais, individuais e coletivas. O projeto valoriza a produção autoral em dança contemporânea e performance, incentivando a criação coletiva de artistas brasileiras que representam grupos minoritários e reafirmam a pluralidade de identidades presentes na cultura nacional.Inciso II _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus criadores. A proposta amplia a representatividade de artistas negras, periféricas e LGBTQIAPN+, promovendo a diversidade e a equidade de oportunidades dentro dos circuitos de arte e formação, fortalecendo a visibilidade de criadoras historicamente marginalizadas.Inciso III _ Proteger as expressões dos grupos formadores da sociedade brasileira. A pesquisa reconhece a contribuição histórica de mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ para as artes e para o pensamento crítico no Brasil, integrando seus corpos e vozes como parte legítima do imaginário cultural brasileiro.Inciso IV _ Apoiar a difusão e o intercâmbio de bens culturais. A formação das artistas no PACAP, em Lisboa, e a circulação do espetáculo em Brasília estabelecem um fluxo de trocas culturais e profissionais entre o Brasil e Portugal, fortalecendo a presença da cultura brasileira no exterior e o retorno formativo ao território de origem.Inciso V _ Apoiar a preservação do patrimônio cultural material e imaterial. Ao revisitar a obra de Machado de Assis, o projeto contribui para a preservação e reinterpretação do patrimônio literário brasileiro, propondo novas leituras e abordagens cênicas que ressignificam a herança de um autor central da cultura nacional sob uma ótica contemporânea e decolonial.Atendimento aos Objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/91I _ Contribuir para a formação cultural da população brasileira. O projeto realiza ações formativas abertas ao público, como a oficina "Corpo em Suspensão", duas mediações para estudantes de escolas públicas e a publicação digital gratuita do "Caderno de Artista", promovendo o acesso a conteúdos educativos sobre corpo, arte e literatura.II _ Estimular a produção cultural independente. As artistas proponentes possuem trajetórias vinculadas à criação independente e à atuação em contextos periféricos. O projeto fortalece a autonomia de artistas fora dos grandes centros, incentivando práticas de autogestão e a sustentabilidade da produção cultural autônoma.III _ Garantir a todos os cidadãos o pleno exercício dos direitos culturais. Com apresentações acessíveis, mediações gratuitas e materiais digitais com audiodescrição e Libras, o projeto assegura o direito de acesso e fruição cultural, em conformidade com o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).IV _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização dos recursos humanos e conteúdos locais. As apresentações ocorrerão em Brasília/DF, priorizando a contratação de profissionais locais, fortalecendo o circuito artístico do Distrito Federal e contribuindo para a descentralização do acesso aos bens culturais.V _ Apoiar a formação e o aperfeiçoamento de recursos humanos em cultura. A participação das artistas no PACAP _ Programa Avançado em Criação nas Artes Performativas, sob curadoria de Marcelo Evelin e com aulas de nomes como Christine Greiner, André Lepecki e Eleonora Fabião, promove qualificação técnica, conceitual e intercultural das participantes, com retorno formativo ao Brasil.VI _ Apoiar estudos e pesquisas voltados para o desenvolvimento cultural brasileiro. O projeto tem caráter investigativo e interdisciplinar, unindo filosofia, literatura e práticas corporais. O processo criativo, fundamentado em autores como Foucault e Deleuze, amplia o pensamento sobre o corpo e a subjetividade contemporânea, contribuindo para a pesquisa em artes e humanidades.VII _ Promover a integração cultural com outros países. Ao realizar parte do processo formativo em Lisboa, o projeto cria pontes culturais entre o Brasil e Portugal, fortalecendo a presença da dança e da performance brasileiras no circuito internacional das artes.VIII _ Preservar e difundir o patrimônio cultural brasileiro. A montagem reafirma o legado literário e filosófico de Machado de Assis como patrimônio da cultura brasileira, propondo uma atualização poética que conecta passado e presente, tradição e experimentação, palavra e corpo.ConclusãoPortanto, o projeto "No Lombo do Hipogrifo" cumpre integralmente os propósitos da Lei de Incentivo à Cultura, ao promover a valorização da arte contemporânea brasileira, a inclusão de artistas periféricas e LGBTQIAPN+, o fortalecimento da formação e da pesquisa, e a difusão de um patrimônio cultural reinterpretado de modo inovador e inclusivo. Sua execução representa um investimento concreto na diversidade, na democratização da cultura e na projeção da arte brasileira em diálogo com o mundo, contribuindo para a construção de uma sociedade mais plural, sensível e sustentável.O uso do mecanismo de incentivo fiscal é imprescindível para viabilizar uma ação de formação internacional e circulação nacional de alto nível, proporcionar acesso gratuito ao público e investir em práticas de acessibilidade e democratização. Com isso, o projeto assume papel transformador no campo da cultura brasileira, reafirmando que a arte contemporânea é campo de resistência, imaginação e potência coletiva.
1. Curso PACAP – Programa Avançado em Artes Cênicas (Lisboa, Portugal)Descrição: Participação das três artistas proponentes no PACAP – Programa Avançado em Artes Cênicas, promovido pelo Fórum Dança, em Lisboa, Portugal, com duração de seis meses. O programa constitui a etapa de pesquisa e formação do projeto, oferecendo imersão teórica e prática em processos criativos contemporâneos. Especificações:· Duração: 6 meses (24 semanas)· Local: Fórum Dança, Lisboa, Portugal· Curadoria e tutoria: Marcelo Evelin· Corpo docente: Christine Greiner, André Lepecki, Eleonora Fabião e outros artistas convidados.· Formato: aulas teóricas, oficinas práticas, seminários e mentorias individuais.· Resultados: desenvolvimento conceitual, metodológico e poético para a montagem do espetáculo.2. Apresentações PúblicasDescrição: Realização de 6 apresentações públicas do espetáculo “No Lombo do Hipogrifo” no Distrito Federal, em espaços culturais acessíveis, com entrada gratuita. Especificações:· Total de apresentações: 6 sessões· Duração: 60 minutos cada apresentação· Recursos técnicos: sistema de som, iluminação cênica, projeção.· Acessibilidade: intérprete de Libras, audiodescrição e assentos reservados para PCDs.· Ações de democratização: 20% dos ingressos destinados à distribuição gratuita para escolas públicas e projetos sociais.3. Mediações do EspetáculoDescrição: Realização de 2 mediações culturais voltadas a estudantes de escolas públicas do DF, com foco em sensibilização para a linguagem da dança contemporânea, explicação dos processos criativos e diálogo sobre a obra de Machado de Assis. Especificações:· Total: 2 mediações· Duração: 90 minutos cada· Público: estudantes do ensino médio e fundamental (até 40 alunos por sessão)· Recursos: equipe de mediação cultural, intérprete de Libras, transporte escolar gratuito e material didático digital.· Produtos: registros fotográficos e relatórios pedagógicos.4. Oficina “Corpo em Suspensão”Descrição: Oficina prática de 3 horas voltada para artistas, estudantes de artes e público interessado, abordando fundamentos de práticas somáticas e experimentações em suspensão corporal como estratégia poética e performativa. Especificações:· Duração: 3 h· Total de participantes: 20 pessoas· Ministrantes: Déborah Alessandra e artistas do elenco· Conteúdos: práticas somáticas, improvisação, escuta corporal e criação em suspensão· Acessibilidade: intérprete de Libras e mediação acessível para pessoas com deficiência· Produtos: registros fotográficos e lista de presença para participantes.5. Publicação Digital – “Caderno de Artista: No Lombo do Hipogrifo”Descrição: Produção e publicação de um Caderno de Artista virtual, em formato digital interativo (PDF e e-book), reunindo textos, imagens, processos criativos, entrevistas, registros do PACAP e reflexões sobre o espetáculo. Especificações:· Formato: e-book interativo e PDF para download gratuito· Dimensões: 60 páginas ilustradas· Conteúdo: ensaios teóricos, imagens da criação, bastidores, registros da viagem a Lisboa e textos autorais das artistas· Acessibilidade: textos adaptados para aplicativos leitores de tela.· Distribuição: gratuita via site e redes sociais· Tiragem digital: ilimitada (disponível para acesso público)Equipamentos e Estrutura Geral· Estrutura de palco: 10m x 10m· Equipamentos de iluminação: 30 refletores LED, dimmer e mesa de controle· Equipamentos de som: sistema estéreo com 2 caixas amplificadas de 600W e microfone sem fio· Projeção: projetor de 5.000 lúmens· Capacidade mínima elétrica: 15kVA
Produto: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS – “No Lombo do Hipogrifo”a. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:i. Garantia de acesso universal aos espaços de apresentação, ensaio e mediação por meio de infraestrutura adaptada (rampas, corrimãos, sanitários acessíveis e sinalização direcional); ii. Reserva de assentos acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida, usuários de cadeira de rodas e idosos, com local de fácil acesso e saída; iii. Espaços reservados para acompanhantes e intérpretes, próximos ao público beneficiário; v. Treinamento da equipe técnica e de produção em protocolos de acolhimento e mobilidade acessível.b. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:Para pessoas com deficiência visual: i. Realizar 1 sessão com audiodescrição integral do espetáculo, contemplando descrição do espaço cênico, figurinos, movimentos coreográficos e atmosferas sonoras, com roteiro elaborado por profissional qualificado; ii. Visita guiada ao cenário: 30 minutos antes da apresentação, pessoas cegas e com baixa visão poderão explorar o espaço cênico por meio do toque, orientadas por audiodescritor(a); Para pessoas com deficiência auditiva: i. Realizar 1 sessão do espetáculo com intérpretes e tradutores de Libras;ii. Realizar Programa de Mediação em escola que atenda pessoas com deficiência auditiva e que conte em seu quadro de funcionários com intérprete de libras que acompanhe as atividades de mediação; iii. Materiais de divulgação acessíveis (vídeos e posts em redes sociais) com legendas; Para pessoas com deficiência intelectual, psicossocial e autistas (TEA): i. Cadeiras reservadas nas primeiras fileiras, em locais menos iluminados e com menor concentração de público; ii. Entrada prioritária (fast pass) para pessoas com TEA, pessoas com deficiência e seus acompanhantes, evitando aglomerações em filas.c. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NA COMUNICAÇÃO E DIVULGAÇÃO DO PROJETO:i. Produção de materiais gráficos e digitais acessíveis, em formatos compatíveis com leitores de tela; ii. Disponibilização de vídeos promocionais e institucionais com legendas, com texto alternativo de descrição da imagem e uso da hashtag #paratodosverem; iii. Inclusão de informações sobre acessibilidade em todos os canais de divulgação (sites, redes sociais, materiais impressos e virtuais); iv. Criação de Caderno de Artista digital em formatos compatíveis com leitores de tela; v. Capacitação da equipe de comunicação em linguagem inclusiva e comunicação acessível, assegurando o uso ético e representativo da diversidade corporal e identitária.
Em consonância com o disposto no Artigo 47 da Instrução Normativa nº 23/2025, este projeto adotará as seguintes medidas de ampliação de acesso:- Realização gratuita de 20% das atividades, incluindo as 6 apresentações, 2 mediações e 1 oficina.- O projeto oferecerá transporte gratuito para estudantes e pessoas com deficiência de escolas públicas do Distrito Federal que participarão das mediações artísticas do espetáculo “No Lombo do Hipogrifo”, garantindo o acesso a bens culturais a grupos que, historicamente, enfrentam barreiras geográficas e econômicas para a fruição artística.- Publicação digital gratuita do Caderno de Artista, com acesso livre online.- Por meio da Coordenação de Comunicação e Assessoria de Imprensa, o projeto fará parceria com emissoras públicas e comunitárias (como a TV Cultura e a TV Brasil Central) e com veículos de comunicação locais para a divulgação gratuita das ações, ampliando seu alcance e democratizando o acesso à arte contemporânea produzida por artistas periféricas e LGBTQIAPN+.- Além das seis apresentações do espetáculo, serão realizadas duas mediações cênicas gratuitas com estudantes de escolas públicas do Distrito Federal, com o objetivo de incentivar a formação de público e promover o contato de crianças e jovens com as linguagens da dança e do teatro contemporâneo.- Realizar uma oficina gratuita “Corpo em Suspensão”, voltada à experimentação física e poética do corpo em estado de suspensão, inspirada na pesquisa dramatúrgica do espetáculo. As ações terão foco em estudantes e artistas emergentes das regiões periféricas de Brasília.- Durante o curso de formação no PACAP – Programa Avançado em Criação nas Artes Performativas (Lisboa, Portugal), as três artistas participantes, todas periféricas, LGBTQIAPN+ e duas delas negras, receberão bolsas de formação custeadas pelo projeto, assegurando equidade de acesso à formação internacional e à inserção em redes globais de criação e pensamento em dança contemporânea. Essas ações configuram um programa robusto de democratização do acesso, que reafirma o compromisso do projeto com a inclusão social, a diversidade, a descentralização cultural e o direito universal à arte, conforme os princípios da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet).
DÉBORAH ALESSANDRA PRODUÇÕES LTDA atuará como Elaboradora de Projetos para captação, na Captação de Recursos e na função de Gestão Administrativa, que engloba o processo decisório, incluindo atividade técnico-financeira, propiciando o pleno desenvolvimento do projeto diante dos objetivos e prazos previstos. A DEBORAH ALESSANDRA PRODUÇÕES LTDA é uma empresa sediada em Brasília/DF que atua de forma abrangente no setor das artes, cultura, entretenimento e comunicação. Fundada e administrada por Déborah Alessandra Soares, apresenta diversificação em suas atividades, que englobam uma extensa gama de serviços, incluindo:· Produções artísticas e culturais;· Gestão de espaços culturais;· Produção de conteúdo audiovisual;· Serviços criativos e de apoio;· Educação e formação;· Organização de eventos;· Atividades editoriais e jornalísticas.Com atuação estratégica no mercado criativo e cultural, a DEBORAH ALESSANDRA PRODUÇÕES LTDA se destaca pelo compromisso com a excelência artística, inovação e profissionalismo, oferecendo soluções completas em produção, gestão e promoção de projetos culturais e eventos de impacto. Déborah Alessandra Soares – representante da DEBORAH ALESSANDRA PRODUÇÕES LTDA (Bailarina e Coordenadora Geral) Déborah Alessandra, artista LGBTQIAPN+, periférica residente no Varjão/DF, é atriz, bailarina, performer, coreógrafa, diretora e arte educadora. É graduada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília – UnB. Integrou o Laboratório de Performance e Teatro do Vazio (LPTV). É membro do Laboratório Ábaco de Pesquisas Interdisciplinares sobre Tecnologias e Educação (CNPq). Integra a Anti Status Quo Companhia de Dança (ASQ) e é colaboradora do grupo brasiliense Cia Viçeras. Em sua carreira apresentou-se em países como Portugal, Espanha, Eslovênia, México, Sérvia, Suíça, Bngladesh e Estados Unidos. Foi laureada com alguns prêmios, o mais recente foi o Prêmio Dulcina de Moraes (2024) por sua relevante contribuição para a cultura do DF. Ava Scherdien (Bailarina)Ava Scherdien emerge como uma das figuras mais potentes e necessárias da arte brasileira atual, transitando com maestria entre as artes cênicas, a gestão cultural e o ativismo LGBTQIA+. Artista travesti com formação acadêmica sólida - incluindo mestrado em Artes Cênicas pela UnB e especialização em Gestão Cultural pelo MinC -, Ava construiu uma trajetória singular que desafia categorizações rígidas, fundindo teatro, performance, cultura popular e pesquisa acadêmica. Sua prática artística é profundamente marcada por um olhar decolonial e interseccional, que questiona estruturas de poder e celebra a diversidade em todas as suas dimensões. Fundadora do Coletivo de Teatro Enleio (2017) e criadora do aclamado Bloco do Amor - eleito Melhor Bloco de Carnaval do DF em 2024 tanto pelo júri técnico quanto pelo público -, Ava demonstra uma capacidade ímpar de articular criação artística sofisticada com intervenção política direta, transformando ruas e palcos em espaços de reinvenção do possível.Maria Ramalho (Bailarina)Maria Ramalho é atriz, bailarina e arte-educadora. Formada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), é pós-graduada em Dança e Educação Somática pelo Instituto Federal de Brasília (IFB) e atualmente cursa o Mestrado em Artes Cênicas na UnB. Em 2014, participou do programa educacional da ONG Urban Arts Partnership, em Nova York, ministrando aulas de teatro. De 2016 a 2018, atuou na Associação Pró-Educação Vivendo e Aprendendo, em Brasília. e integrou o elenco do espetáculo musical Salomônicas, dirigido por Hugo Rodas. Entre 2017 e 2018 integrou o Núcleo de Formação da Cia de Dança AntiStatusQuo. Em 2019 passou a compor o elenco da companhia, com a qual se apresentou em festivais nacionais e internacionais com o espetáculo De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica, e participou da obra remota Juntos e Separados (2020). Também integrou o curta Poderia me chamar adeus (FAC/2022) e a residência Rastros do EnDança (2022).Camila Torres (Coordenadora Editorial)Camila Torres é designer, educadora e artista. Seus trabalhos recentes incluem criação de material gráfico para os espetáculos “Escondida à Plena Vista” (2024) e “Isto Também Passará Antes que Eu Morra” (2023/24); direção de arte, operação de som e design da obra “Sopro, uma instalação coreográfica” (2022) – todos realizados com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal. Possui mestrado em Design pela Universidade de Brasília e é idealizadora do Lab Das Plantas (dasplantas.com), onde experimenta a interdisciplinaridade entre artedesign - educação em imersões em arte e natureza. Por sete anos foi professora de graduação em Design Gráfico no Centro Universitário IESB. Atuou como designer-pesquisadora e Coordenadora de Inovação do Nous Ecossistema, realiza doutoramento em Artes Visuais pela Universidade de Brasília e é professora do curso de Bacharelado em Design de Moda na Universidade Estadual do Goiás.Aline Cardoso (Produção Executiva)Aline Cardoso, agente cultural LGBTQIAPN+, é bacharel em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (2008). Especialista em Gestão e Processos Gerenciais. Vem há 16 anos trabalhando em gestão, produção, elaboração e consultoria de projetos culturais nas mais diferentes linguagens artísticas. Entre seus trabalhos de gestão e direção de produção, destacam-se: I Fórum da Cultura Digital Brasileira (2009), Desafios da Arte em Rede (2011), Plataforma Carioca de Artes Cênicas (2011), Cordel com a Corda Toda (2012, 2013 e 2017), I Festival Internacional de Arte e Tecnologia (2014), SENTIR – Mostra de Arte Sensorial e Inclusiva (2014 e 2017), Entre Cores e Utopias (2017 e 2019), Raízes Dançantes (2019) Bichos Dançantes (2022) Semana de Inovação e Tecnologia (2023).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.