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Realização de 02 meses de temporada do espetáculo teatral Veneno, da dramaturga holandesa Lot Vekemas, com direção de Eric Lenate. Estrelada por Cléo De Páris e Alexandre Galindo — indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator em 2025, a montagem, que também foi indicada ao Prêmio Arcanjo de Melhor Teatro Drama em 2025, acompanha um casal que se reencontra dez anos após a morte do filho, refletindo sobre o luto de forma intensa e sensível.
Uma carta anuncia que o filho de um casal precisará ser removido do cemitério onde fora enterrado, pois há veneno naquele solo. Um encontro entre esse casal, dez anos depois, escancara as dores de um luto ainda presente. O maravilhoso diálogo entrelaça o sofrimento de duas pessoas que perderam um filho, a si mesmas e uma a outra. Além de tocante e pungente o espetáculo proporciona que momentos cômicos brilhem até mesmo nas tragédias mais profundas.
OBJETIVO GERAL:Realizar uma temporada do espetáculo VENENO, da dramaturga holandesa Lot Vekemans com direção de Eric Lenate, na cidade do Rio de Janeiro.OBJETIVO ESPECÍFICO:- Realizar uma temporada com, no mínimo, 20 apresentações na cidade do Rio de Janeiro.- Oportunizar para os espectadores da cidade do Rio de Janeiro o contato com um texto inédito no Brasil, da autora Holandesa mais encenada internacionalmente, Lot Vekemans.- Oferecer o espetáculo para uma plateia média de 60 espectadores em 20 apresentações.- Proporcionar ao público uma oportunidade de observar e analisar suas próprias experiências de perda e luto, através da encenação do espetáculo - um mecanismo de elaboração da perda e do luto, através da experiência teatral, e também através da realização de uma palestra com a participação da equipe do espetáculo e o público presente, abordando a temática, a pesquisa e a criação da peça.- Oferecer um ensaio aberto seguido de uma palestra sobre o processo de criação do espetáculo.
O Ser Humano expressa o luto de maneiras diferentes. Há diversas formas e rituais para isso. Mas na experiência humana, isso não difere muito. A dor da perda nos torna iguais em qualquer parte do mundo. Todos nós já perdemos ou perderemos alguém, e essa empatia é o primeiro mérito desse texto. Olhar para as duas faces de uma mesma história e ser capaz de compreender dois opostos, nos prende à trama que só é revelada aos poucos. O público, ao estar completamente envolvido pelas personagens, têm a possibilidade de traçar um paralelo com sua própria vida e autoanalisar suas atitudes frente ao luto. A temática do espetáculo é importante pois aborda, através de um drama pessoal, uma parte da vida que é inevitável para qualquer espectador. Falar sobre questões tão delicadas, ajuda na compreensão dos sentimentos para assim conseguir achar uma melhor forma de encarar o pesar. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;No tocante ao Artigo 3º da Lei 8313/91, atende ao inscisos:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres.IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
O espetáculo: Espetáculo Teatral, para público adulto. Recomendação etária 14 anos. Duração aproximada de 90 minutos. 20 apresentações com um público presente de 60 expectadores.
Acessibilidade física: Realização da proposta em salas de apresentações capacitadas para receber pessoas com deficiência física, observando algumas medidas no espaço, como a existência de rampas de acesso e elevadores, banheiros e plateia adaptados para esse público.Acessibilidade para deficientes auditivos: uma sessão inclusiva com tradução simultânea em Libras.
- 01 ensaio aberto seguido de palestra sobre o processo de criação do espetáculo, de forma garatuita para até 60 espectadores;- até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado;- até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto;- mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino;- mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem R$ 50,00 (cinquenta reais).- meia-entrada assegurada para estudantes em, no mínimo, 40% (quarenta por cento) do quantitativo total dos ingressos comercializados, conforme o art. 1º, § 10 da Lei nº 12.933, de 26 de dezembro de 2013;- meia-entrada assegurada para idosos em todos os ingressos comercializados, conforme o art. 23 da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003; e- meia-entrada para acesso a eventos artístico-culturais a estudantes, jovens de baixa renda portadores da Identidade Jovem (ID Jovem) e pessoas com deficiência, em todos os ingressos comercializados, conforme o do Decreto nº 8.537, de 5 de outubro de 2015.
FICHA TÉCNICATEXTO: Lot VekemansTRADUÇÃO: Mariângela GuimarãesDIREÇÃO: Eric LenateELENCO: Cléo De Páris e Alexandre GalindoFIGURINOS: Fabiano MennaCENÁRIO, LUZ E PROGRAMAÇÃO VISUAL: Eric LenateDESENHO SONORO: L. P. DanielDIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Alexandre GalindoFOTOS: Leekyung KimVÍDEOS: Gatú FilmesREALIZAÇÃO: Teatro Estúdio em parceria com: Sociedade LíquidaLot VekemansNascida em 1965, escreve peças, romances e roteiros, além de trabalhar como preparadora de roteiros para cineastas e dramaturgos profissionais. Como dramaturga, ela é uma estrela internacional. Sua obra foi traduzida para vinte e dois idiomas e encenada em mais de trinta e cinco países. Isso a torna a dramaturga holandesa mais encenada no exterior. Sua obra recebeu diversos prêmios. Ela recebeu o Taalunie Toneelschrijfprijs por Gif (Veneno) , o Van der Viesprijs por Truckstop e Zus Van (Irmã de) e o Ludwig Mülheims Theaterpreis por toda a sua obra alemã traduzida. Seu romance de estreia, "Um Vestido de Noiva de Varsóvia", foi indicado ao Prêmio Anton Wachter e foi traduzido para vários idiomas. Estudou Geografia Social e, posteriormente, frequentou a Writersschool Amsterdam, onde estudou teatro e não ficção. Seu trabalho tem sido elogiado pela combinação de linguagem simplificada, sem excessos, com uma profunda compreensão da psique humana, proporcionando ao espectador/leitor um vislumbre da alma de seus personagens.Eric LenateAtor, diretor e cenógrafo. Em 2005, ingressou no CPT – Centro de Pesquisa Teatral do SESC. Lá participou do Núcleo de Cenografia e atuou nas seguintes montagens de Antunes Filho: “O Canto de Gregório”, de Paulo Santoro; “A Pedra do Reino”, de Ariano Suassuna e “Senhora dos Afogados”, de Nelson Rodrigues. Ainda no CPT, estreou como diretor em 2008 com “O céu 5 minutos antes da tempestade”, de Silvia Gomez, nomeado para o prêmio Qualidade Brasil de melhor espetáculo. Em 2012, Lenate foi indicado ao prêmio Shell na antiga categoria especial “pela força performativa de seus experimentos”. “Vestido de Noiva”, trabalho que dirigiu em 2013, rendeu a Lenate o prêmio Aplauso Brasil 2013 de melhor arquitetura cênica. Por “Sit Down Drama”, em 2014, foi indicado ao prêmio Shell de melhor direção. Dirigiu também “Mantenha fora do alcance do bebê”, de Silvia Gomez; “Fim de Partida”, de Samuel Beckett, pelo qual foi indicado ao prêmio APCA de melhor ator, em 2016; e “Refluxo”, de Ângela Ribeiro, pelo qual Lenate recebeu o prêmio Shell 2017 de melhor cenário e foi indicado na categoria melhor direção. Dirigiu “Love, Love, Love”, de Mike Bartlett, em parceria com o Grupo 3 de Teatro e, por este trabalho, Lenate foi indicado aos prêmios APTR e Shell de 2017 de melhor direção, ambos no RJ. Este trabalho foi indicado, em 2018, ao prêmio APCA de melhor espetáculo.Em 2019, por sua atuação no solo “Testemunho Líquido”, dirigido por Erica Montanheiro, foi indicado ao prêmio APCA de melhor ator. Em 2022, estreou “Misery”, de Stephen King, que cumpriu temporadas em SP e RJ, e recebeu 5 indicações do Prêmio Bibi Ferreira 2022 – incluindo melhor peçla, direção e cenografia.Cléo De PárisIniciou sua carreira de atriz em Porto Alegre, na Cia das Índias. Ainda no Rio Grande Sul, trabalhou em diversas produções cinematográficas e ganhou um Kikito de melhor atriz no festival de cinema de Gramado. Fez parte, durante 15 anos, da Cia de Teatro Os Satyros, onde participou de importantes montagens, tendo se apresentado na Alemanha, na Suécia e em Cuba. É também formada em jornalismo e uma das fundadoras da SP Escola de Teatro, onde assumiu, por 16 anos, um cargo de coordenadora. Autora e idealizadora de Desamparos, espetáculo performativo digital, que permaneceu em cartaz por nove meses durante a pandemia e lhe rendeu o Prêmio Arcanjo de Cultura, na categoria Teatro. Faz parte do elenco do espetáculo A mulher da van, com direção de Ricardo Grasson, que cumpriu temporada no ano passado e retornará no segundo semestre de 2025. Destaca, em seu trabalho de atriz, as montagens de Roberto Zucco, Inocência, A vida na Praça Roosevelt, A Filosofia na Alcova, Justine, Vestido de Noiva, Édipo na Praça e Liz (que teve estreia em Havana), todas dirigidas por Rodolfo Garcia Vásquez; e Ludwig e suas irmãs, dirigida por Eric Lenate.Alexandre GalindoAtor e produtor formado pela CAL – Casa das Artes de Laranjeiras, estreou profissionalmente em 2017, conciliando as duas funções, com o espetáculo A Festa de Aniversário, de Harold Pinter. A montagem, realizada no Teatro Poeira (RJ), fatura duas indicações ao Prêmio Cesgranrio de Teatro. Ainda em 2017, produziu duas montagens em teatros cariocas, Animal Doméstico, que abordava questões do universo feminino, e A Viagem do Capitão Tornado, adaptação do clássico cinematográfico de 1.990. Ainda no Rio, esteve no elenco de peças como, Crave ou Ânsia, Mostra A Tua Cara, A morte e a Donzela, Fábrica de Chocolate e o grande sucesso A Tropa, que ultrapassou as 200 apresentações, realizando temporadas por todo o Brasil. Na TV, fez a novela Cara e Coragem e as séries Sob Pressão, Dom e Crimes.Com. Em 2022 participou da peça Misery, em São Paulo, ao lado dos atores Mel Lisboa e Marcello Airoldi, com direção de Eric Lenate. Na capital paulista, funda, em 2023, o Teatro Estúdio, complexo artístico que inaugura a sua sala de espetáculos com a montagem de Álbum de Família, do dramaturgo Nelson Rodrigues, pela qual foi eleito o Melhor Ator do ano de 2024, pelo júri do blog especializado em cultura Arte8. Recentemente foi indicado ao Prêmio Shell/SP na categoria de melhor ator pelo espetáculo Veneno.L.P DanielÉ músico e trabalha profissionalmente como compositor e produtor musical desde 2009. Dentre seus principais trabalhos está sua produção de trilhas originais, sonoplastias e ambientações sonoras para Teatro. Destacam-se os trabalhos realizados para o Coletivo Portátil (PR), dirigido por Rafael Camargo, bem como a série de trabalhos realizados como integrante da Sociedade Líquida, dirigida por Eric Lenate, com quem colabora desde 2014. Trabalhos como Sit Down Drama, Fim de Partida, Mantenha Fora do Alcance do Bebê, A Serpente, Refluxo, Funâmbulas, Balada dos Enclausurados, Love Love Love (espetáculo pelo qual recebeu do Júri Técnico, o Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Trilha Sonora de 2019) e Misery, (pelo qual recebeu o prêmio Cenym 2022 de Melhor Sonoplastia ou Execução de Som). Também pela Sociedade Líquida, ministrou em 2018, pelo projeto Quasímodo, a Oficina: Conceituação, Processo Criativo e Produção de Trilhas Sonoras. Tem trabalhado também com outros diretores e diretoras como Lavínia Pannunzio nos espetáculos Unfaithful e A serpente; Leonardo Ventura em Elizabeth Costello; Ricardo Grasson em O Ovo de Ouro; entre vários outros. Atualmente, junto com a atriz e performer Martina Gallarza, através do núcleo criativo A Onça Pintada, tem produzido materiais voltados para videoarte, videoperformance e arte sonora. Parte desta produção foi instalada em abril de 2022 na Oficina Cultural Oswald de Andrade, através do 10º Prêmio Zé Renato. Integrando a Ocupação Pulmões, a qual apresentou entre outras obras o filme “Eu Só Preciso Viver Um Pouco Mais” com direção de Eduardo Ramos e a peça sonora “Vôo Intervisto”, com texto de Luci Collin e direção de Nadja Naira.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.