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O Prêmio Afrontart de Arte Contemporânea é uma iniciativa que visa reconhecer e homenagear artistas e profissionais negros e indígenas das artes visuais contemporâneas brasileiras. Realizado pela empresa baiana Afrontart - Quilombo Digital de Artes, tem o propósito de fortalecer artistas em diferentes estágios de carreira, celebrando e honrando trabalhos e trajetórias no mercado de artes visuais brasileiras e internacionais. A premiação tem o intuito de criar um espaço de reconhecimento e legitimação de trajetórias nas artes visuais afro e indígena brasileiras contemporâneas e reforçar o elo entre os membros desta comunidade. A iniciativa visa contemplar não só artistas, mas também profissionais, projetos e instituições que se destacaram durante o ano em 20 categorias.
PRÊMIO O Prêmio Afrontart de Arte Contemporânea é uma iniciativa que visa reconhecer e homenagear artistas e profissionais negros e indígenas das artes visuais contemporâneas brasileiras em 20 categorias.PUBLICAÇÃO - ARTES VISUAIS500 unidades de Catálogo/Anuário físico contendo todos os indicados do ano, perfil dos artistas e obras/séries relacionadas ao prêmio, textos curatoriais e críticos de pensadores da contemporaneidade; distribuído em formato físico para convidados, indicados, membros envolvidos no prêmio, instituições públicas e privadas que atuam nas artes visuais. Distribuição/disponibilização gratuita em formato digital.CONTRAPARTIDAS SOCIAISCatálogo digital disponibilizado gratuitamente para download como acervo documental público.Transmissão ao vivo do evento de premiação em plataforma digital, aberto ao público.
A iniciativa visa contribuir com a reparação da história da arte brasileira através do reconhecimento de artistas, profissionais, projetos e instituições; e o resgate e preservação da memória e ancestralidade dos artistas e agentes que contribuíram para as artes ao longo de sua história. - Valorizar trajetórias de artistas e profissionais negros e indígenas;- Fortalecer carreiras de agentes criadores e promotores da arte contemporânea;- Ampliar redes a partir do encontro de diferentes agentes do mercado como galeristas, curadores, críticos, instituições e plataformas digitais;- Valorizar a diversidade a partir do reconhecimento e relevância das narrativas negras e indígenas como parte central da produção de arte visual brasileira contemporânea;- Contribuir para a construção democrática, descentralizada e decolonial do mercado das artes;- Registrar a história da arte contemporânea a partir de um viés decolonial;- Premiar pelo menos 20 iniciativas, artistas e profissionais por suas trajetórias;- Desenvolver banco de dados a partir das indicações da comissão do Prêmio;
O Prêmio Afrontart de Arte Contemporânea nasce da urgência em reparar historicamente as estruturas que moldaram a arte sob uma ótica eurocêntrica, excludente e hierarquizada. A história da arte, contada majoritariamente a partir do olhar do colonizador, silenciou e apagou a produção de centenas de artistas negros, indígenas, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, que, apesar de fundamentais para a construção da identidade cultural brasileira, foram sistematicamente invisibilizados.Inspirado nos conceitos de tempo espiralar e afrografias da memória, formulados por Leda Maria Martins, o Prêmio compreende a arte como campo de inscrição de saberes ancestrais, em que passado, presente e futuro coexistem em movimento contínuo de criação. A produção artística, assim, é entendida como performance viva da memória — o corpo do artista se torna tela e território de resistência, reescrevendo narrativas e reinscrevendo presenças que foram apagadas.O mercado de arte contemporânea ainda reproduz dinâmicas coloniais e concentradoras, restringindo o acesso à informação, ao investimento e à circulação de obras. Em contrapartida, observa-se um crescente movimento de afirmação de narrativas identitárias e de reconhecimento da potência criativa desses grupos nas indústrias culturais e na sociedade. Esse contexto revela a necessidade de criar mecanismos que não apenas reconheçam, mas também valorizem e institucionalizem suas produções.O Prêmio propõe-se como instrumento de democratização e reconhecimento, fortalecendo trajetórias artísticas diversas e plurais, sobretudo de regiões historicamente marginalizadas, como o Norte e o Nordeste do país. Ao celebrar artistas que expandem as fronteiras da arte brasileira a partir de perspectivas decoloniais, o projeto contribui para reescrever a história das artes visuais sob uma ótica justa, múltipla e representativa da verdadeira complexidade cultural do Brasil.Essa perspectiva decolonial é também atravessada pela cosmopolítica de Ailton Krenak, que nos convida, como o beija-flor, a criar pequenos espaços de maravilhamento e transformação diante da lógica devastadora da sociedade da mercadoria. E ecoa as reflexões de Davi Kopenawa, para quem o sonho não é individual, mas coletivo — um princípio que orienta este Prêmio como espaço de sonho partilhado, capaz de gerar alegria, reconhecimento e pertencimento a muitos.O projeto propõe-se, portanto, a celebrar e fortalecer artistas que reinventam o tempo e o mundo, expandindo o imaginário da arte brasileira a partir de outras epistemologias e modos de existir. Ao premiar essas trajetórias, o Prêmio reafirma o compromisso de recontar a história das artes visuais brasileiras sob um olhar plural, espiralar e decolonial — onde memória, corpo e ancestralidade se entrelaçam para criar futuros mais justos e diversos. Assim, mais do que premiar obras, a iniciativa reafirma o compromisso com a construção de um ecossistema artístico equitativo, em que o reconhecimento simbólico e material da diversidade seja fundamento e motor de transformação social.
PRÊMIOCategorias (20 prêmios): - Em memória - 1 artista para homenagem póstuma - Prêmio simbólico para familiar ou instituição que cuida do acervo do artista.- Artista do Ano - Artista Revelação- Destaque do Ano - Artista - Destaque do Ano - Profissional- Reconhecimento de trajetória - Artista Master- Artista por gênero - Pintura - Artista por gênero - Escultura - Artista por gênero - Fotografia - Artista por gênero - Performance - Artista por gênero - Digital - Artista por gênero - Interdisciplinar- Exposição ou Projeto do Ano - Individual - Exposição ou Projeto do Ano - Coletiva- Publicação, Catálogo ou Editorial do Ano - Curador(a) do Ano- Educador / Educativo do Ano / Mediação - Expografia / Direção Criativa- Voto Popular (Online) - artista- Instituição Aliada - Museus, Residências, Institutos, Centros Culturais, ProjetosCERIMÔNIA DE PREMIAÇÃODuração do evento (Cerimônia de Premiação) - 2hPúblico presencial - 500 pessoasExpectativa de público (transmissão) - 2.000 pessoas Premiação em dinheiro - R$ 230.000,00 (total para as 20 categorias)PUBLICAÇÃO - CATÁLOGO500 unidades de catálogo impresso / disponibilização em PDFdimensões - 21cm x 25,5cmquantidade de páginas - 200acabamento - capa dura, 4x4 cores, costura
1. Acessibilidade FísicaInfraestrutura adaptada: os espaços utilizados contarão com rampas de acesso, banheiros adaptados, sinalização tátil e pisos antiderrapantes.Apoio à locomoção: disponibilização de cadeiras de rodas de apoio e monitores para auxiliar participantes com mobilidade reduzida.2. Acessibilidade de ConteúdoTradução em Libras: intérprete de libras durante a exibição da cerimônia de premiação.Materiais acessíveis: formatos digitais compatíveis com leitores de tela e fontes ampliadas para baixa visão.Legenda descritiva: todos os vídeos e registros audiovisuais devem conter legendas descritivas.
O Prêmio Afrontart de Arte Contemporânea Brasileira foi concebido para ampliar o acesso às artes visuais contemporâneas em múltiplas dimensões — geográfica, simbólica, formativa e digital — priorizando artistas, públicos e territórios historicamente excluídos das dinâmicas institucionais e mercadológicas da arte.Como forma de ampliar o alcance territorial da iniciativa, será criada uma comissão técnica que se ocupará das indicações nas categorias e votação dos finalistas.Comissão de Indicação: Será composta por por 20 profissionais e membros de instituições públicas e privadas convidadas relevantes no mercado das artes; E por Embaixadores da sociedade civil compostos por profissionais da área, a partir de cadastro e aprovação prévia.Júri de Votação: Será composto por 05 profissionais convidados, renomados das artes visuais no Brasil e no exterior, que votarão nos indicados pelo comitê de indicação, em 19 categorias; Na categoria "votação popular” será decidida pelo grande público, convidado a votar nos finalistas desta categoria, por meio de voto online.O evento de premiação terá a cerimônia transmitida e disponibilizada online e gratuitamente ao público através de plataforma digital, permitindo a participação de públicos de outras regiões do país e do exterior. Todo o conteúdo será registrado e disponibilizado em ambiente virtual (site e redes sociais do projeto), com catálogo digital gratuito e recursos de acessibilidade (audiodescrição, legendas e Libras).
Afrontart - Quilombo Digital de Artes (Proponente) - A AFRONTART é uma empresa baiana de impacto social e inovação voltada ao fomento às Artes Preta e Indígena Brasileira. Desde 2020 vem construindo um espaço de referência para os artistas e profissionais negres, no que tange a circulação, comercialização de obras, criação, curadoria, formação e qualificação profissional e fortalecimento de comunidade. Um lugar de aquilombamento, articulação, resistência e inovação. Em 2021 foi acelerada pela Vale do Dendê de Tecnologia através do programa Google for Startups. Idealizou e realizou projetos como a exposição Indomináveis Presenças (2024-2025) que circulou pelos Centros Culturais do Banco do Brasil Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, recebeu mais de 50.000 visitantes, com patrocínio do Banco do Brasil; AFRO ART - Feira de Arte Negra e Indígena (2025) com patrocínio da Ambev; Salão de Arte Negra e Indígena SP (2025); as exposições individuais "Zamba" de Bruno Zambelli e "Qual o Pente que e penteia?" de Juh Almeida (2021/2022). Colaborou com projetos como o Festival Salvador Capital Afro (2023), realizado pela Prefeitura de Salvador, a qual desenvolveu o programa de articulação de Artes Visuais; e a direção de produção da exposição Terra de Gigantes (2022/2023) pelo Sesc SP.Luana Kayodè (Direção Geral) - Mulher, negra, oriunda da periferia de Salvador, radicada em São Paulo há 10 anos. Bacharela em Políticas e Gestão da Cultura pelo Bacharelado Interdisciplinar em Artes da Universidade Federal da Bahia; Especialização em Fotografia SENAC SP; Atua como Diretora Criativa, Curadora, Pesquisadora e é CEO-fundadora da AfrontArt – Quilombo Digital de Artes. Possui 20 anos de carreira na gestão e produção de arte e cultura em diversas áreas e linguagens, dos quais 8 anos dedicados como produtora e criativa em projetos audiovisuais nacionais e internacionais. Raína Biriba (Direção Executiva) - Produtora, Gestora e Empreendedora Cultural atua há 17 anos no mercado brasileiro. Graduada em Produção em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal da Bahia. É co-fundadora da Afrontart a qual realizou projetos como AFRO ART - Feira de Arte Negra e Indígena, circulação da exposição Indominável Presenças (CCBB DF, SP e RJ) e criação e articulação do programa de Artes Visuais do Festival Salvador Capital Afro da Prefeitura de Salvador; diretora estratégica da Plataforma Frequências Preciosas, voltada à difusão de cantoras negras e indígenas. Colaborou com nomes e projetos como Margareth Menezes, Festival Afropunk, Instituto Dragão do Mar, Rio2C, Banco do Nordeste e Prefeitura do Recife. Tem vasta experiência em produção e gestão de festivais, exposições, feiras, shows, bem como na operação de grandes eventos internacionais como Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e Copa do Mundo FIFA 2014.Hélio Menezes (Direção de Comissão) - É antropólogo, curador independente, crítico e pesquisador. Doutorando em Antropologia Social pela USP e Affiliated Scholar do BrazilLab (Princeton), foi Diretor Artístico do Museu Afro Brasil e curador da 35ª Bienal de São Paulo (2023). Atuou no Centro Cultural São Paulo como curador de Arte Contemporânea e Literatura. Curou exposições como Carolina Maria de Jesus: um Brasil para os brasileiros (IMS), Histórias Afro-Atlânticas (MASP/Instituto Tomie Ohtake) e Eu não sou uma mulher? (ITO). Seus textos integram catálogos de bienais e mostras nacionais e internacionais. Em 2021, foi listado pela ArtReview entre as 100 pessoas mais influentes da arte contemporânea.Pedro Ermel (Consultor de inteligência de mercado) - É Supervisor de Projetos do Instituto Arte na Escola/Fundação Iochpe (SP), responsável por ações de formação em arte contemporânea, arte-educação e mediação cultural em rede nacional. Atua na organização de cursos, eventos e publicações, e como docente de História da Arte e Desenho de Observação na Faculdade de Ensino Superior do Interior Paulista. Foi produtor executivo na Base7 Projetos Culturais (2019–2022), com destaque para exposições no CCBB, SESC e MAM-SP. Atuou como educador na Fundação Bienal de São Paulo (2011–2018). É pós-graduado em Museologia e em Gestão Cultural (em curso) e bacharel em Artes Visuais.Gil Alves (Direção artística Cerimônia de Premiação) - Soteropolitano, graduado em Produção Audiovisual e formado em dança pela Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Atuou como diretor artístico de shows de artistas/bandas como Harmonia do Samba e Encontro de Fenômenos e de espetáculos como Prêmio SIM à Igualdade Racial (2025), Prêmio YouTube Vozes Negras, a última edição do projeto Concha Negra, Festival Afropunk Bahia e o Afro Fashion Day (Salvador). Além disso, trabalha na concepção artística de produtos audiovisuais como o videoclipe “Adupé Obaluaê” (música do álbum 'Do Meu Coração Nu' de Zé Manoel), no qual foi roteirista, diretor e performer, recebeu prêmios em festivais no Brasil, Europa, África e EUA, os DVDs do Harmonia do Samba (2020 e 2021) e Afropunk Bahia Sessions (2021). Laynara Rafaela (Coordenação de Comunicação) - Laynara Rafaela é publicitária, roteirista e realizadora cinematográfica com mais de 10 anos de experiência em comunicação e mais de 5 anos no audiovisual. Atuou na coordenação de comunicação de exposições e no desenvolvimento de estratégias digitais para marcas e projetos culturais, unindo planejamento estratégico, criação e gestão de redes sociais. Possui experiência em mídia e produção, redação publicitária, copywriting, roteirização, direção e edição de vídeos.
Projeto paralisado porque o proponente está INADIMPLENTE junto ao Ministério da Cultura.