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O projeto AYURI KAWA _ Tempos Manaós consiste na montagem e circulação de um espetáculo teatral solo escrito, dirigido e interpretado por Adanilo, artista indígena da etnia Munduruku. A obra revisita a trajetória de Ayuri Kawa (Ajuricaba), líder do povo Manaó, conectando memória ancestral e resistência contemporânea. Será produzido uma montagem do espetáculo e serão realizadas 5 sessões gratuitas de apresentações em Manaus e outros estados brasileiros.
Em um mundo pós-apocalíptico coberto de lama, onde toda vida humana foi extinta, Ayuri Kawa, espírito de um guerreiro amazônico ressurge de uma pintura afundada para contar sua história. Entre o barro e a memória, ele revive o genocídio de seu povo durante a invasão portuguesa e reflete sobre o destino da humanidade e da floresta. Interpretado e escrito por Adanilo, artista indígena da etnia Munduruku, o espetáculo conecta a resistência de Ayuri Kawa (Ajuricaba) à experiência de um indígena urbano na periferia de Manaus, num ritual cênico que mistura corpo, palavra, som e ancestralidade.
Objetivo GeralProduzir e circular o espetáculo teatral "AYURI KAWA - Tempos Manaós", conectando ancestralidade, arte e resistência indígena contemporânea.Objetivos EspecíficosMontar e estrear o espetáculo em Manaus.Realizar circulação por outros estados brasileiros com palco italiano.Promover pelo menos 5 apresentações gratuitas, ampliando o acesso do público ao teatro indígena.Valorizar e difundir a memória e resistência dos povos originários da Amazônia.Fomentar o protagonismo indígena nas artes cênicas, estimulando o diálogo entre tradição e contemporaneidade.Sensibilizar o público para questões ambientais e sociais por meio da linguagem poética do teatro.
O projeto AYURI KAWA _ Tempos Manaós justifica-se pela relevância artística, social e simbólica de promover um espetáculo teatral que resgata, por meio da arte indígena contemporânea, a memória de Ayuri Kawa (Ajuricaba), líder histórico do povo Manaó, conectando sua resistência no século XVIII às realidades atuais dos povos originários que vivem em contextos urbanos, especialmente na Amazônia.Trata-se de uma obra de forte caráter decolonial e poético-político, escrita, dirigida e interpretada por Adanilo, artista indígena da etnia Munduruku, que propõe um teatro amazônico, corporal e ritualístico, capaz de romper com as representações eurocêntricas e afirmar o protagonismo indígena nas artes cênicas brasileiras.O uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet) é imprescindível porque se trata de uma iniciativa de alto valor cultural e simbólico, mas de baixa viabilidade comercial, cuja sustentabilidade depende do apoio via incentivo fiscal. O espetáculo propõe circulação em diferentes estados brasileiros, em teatros de palco italiano, com apresentações gratuitas e preços populares, o que amplia o acesso e garante a democratização da cultura, mas inviabiliza o retorno financeiro direto. Assim, o incentivo fiscal é o instrumento adequado para permitir que o projeto alcance seus objetivos socioculturais sem comprometer sua integridade artística.De acordo com o Art. 1º da Lei nº 8.313/91, o projeto se enquadra nos seguintes incisos:Inciso I _ estímulo à produção, promoção e difusão de bens culturais;Inciso II _ proteção e valorização da diversidade cultural e regional;Inciso IV _ apoio a manifestações culturais de caráter educativo e de difusão do conhecimento;Inciso V _ fomento à produção cultural regional e ao surgimento de novos valores artísticos.Esses incisos são atendidos integralmente, pois "AYURI KAWA _ Tempos Manaós" promove uma obra teatral de relevância nacional, concebida na Amazônia, que fortalece a diversidade cultural brasileira e dá visibilidade a novas narrativas e artistas indígenas.Em relação ao Art. 3º da Lei nº 8.313/91, o projeto contribui para o alcance dos seguintes objetivos:Inciso I _ contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, uma vez que prevê exibições gratuitas e acessíveis ao público de baixa renda;Inciso II _ valorizar a diversidade étnica e regional, promovendo a cultura indígena amazônica sob uma ótica contemporânea;Inciso IV _ apoiar e difundir as manifestações culturais que expressem a identidade nacional;Inciso V _ priorizar o apoio a projetos culturais que contribuam para a formação do indivíduo e o desenvolvimento da sociedade.O espetáculo constitui uma ação concreta de valorização das identidades indígenas e amazônicas, representando um gesto de reparação simbólica e de resistência artística. Inspirado em pensadores como Ailton Krenak e Davi Kopenawa, o projeto reflete sobre o colapso ambiental e social como consequência da ruptura entre humanidade e natureza, propondo o teatro como espaço de reencantamento e escuta do mundo.A realização de "AYURI KAWA _ Tempos Manaós" com recursos da Lei Rouanet permitirá a produção de uma obra singular, que alia pesquisa histórica, corpo performativo e elementos da cultura ancestral amazônica, com cenografia e trilha sonora originais, valorizando profissionais da região Norte e fortalecendo a economia criativa local.Além disso, o projeto prevê ações de contrapartida social com cinco apresentações gratuitas e debates abertos ao público, reforçando o compromisso com a democratização da arte e o acesso à cultura em territórios historicamente marginalizados.Portanto, o uso do mecanismo de incentivo é necessário, legítimo e coerente com os princípios da Lei Rouanet, viabilizando um projeto que, sem esse apoio, dificilmente encontraria financiamento no mercado tradicional, mas que representa um importante gesto cultural de resistência, memória e valorização da diversidade brasileira.
Título do produto: AYURI KAWA – Tempos ManaósSegmento: Artes Cênicas – Teatro (monólogo)Formato: Espetáculo teatral solo com dramaturgia original e circulação em teatros de palco italiano.Classificação indicativa: 14 anosDuração: 60 minutos (aproximadamente)Idioma: Português (com elementos de línguas indígenas da Amazônia)
Sobre a acessibilidade FísicaAs apresentações do espetáculo AYURI KAWA – Tempos Manaós serão realizadas em teatros de palco italiano que disponham de infraestrutura acessível, incluindo:Rampas de acesso e banheiros adaptados para pessoas com mobilidade reduzida;Assentos reservados e sinalização acessível para pessoas com deficiência;Equipe de recepção capacitada para o atendimento a público com deficiência ou mobilidade limitada;Nos casos em que os locais não possuam todos os recursos estruturais necessários, a produção providenciará soluções temporárias e adaptáveis (como rampas modulares ou apoio humano especializado), assegurando o pleno acesso ao público. Sobre acessibilidade de ConteúdoO projeto também prevê ações de acessibilidade comunicacional e sensorial, garantindo a compreensão do espetáculo por diferentes públicos:Sessões com intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) durante apresentações e debates pós-espetáculo;Material de divulgação digital e impresso com linguagem acessível e contraste visual adequado;Audiodescrição disponível em pelo menos uma sessão gratuita, para pessoas com deficiência visual;Legendas descritivas em vídeos de divulgação online e registros audiovisuais;Visita sensorial guiada antes de uma das apresentações gratuitas, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão conheçam os elementos cênicos (texturas do barro, figurino, objetos de cena).Essas ações visam promover a inclusão efetiva e o direito de acesso à experiência artística integral, ampliando o alcance do projeto e reforçando o compromisso do espetáculo com a diversidade e a cidadania cultural.
Como forma de democratizar o acesso à cultura e atender aos princípios do Art. 3º da Lei nº 8.313/91, o projeto AYURI KAWA – Tempos Manaós oferecerá:5 apresentações gratuitas do espetáculo em Manaus e em cidades da circulação, destinadas a estudantes, comunidades indígenas, ribeirinhas e público de baixa renda.Debates e conversas pós-espetáculo conduzidas por Adanilo e membros da equipe, abordando teatro indígena, memória ancestral e meio ambiente.Distribuição gratuita de ingressos sociais a instituições de ensino, projetos socioculturais e coletivos artísticos locais.Registro audiovisual de trechos do espetáculo e disponibilização em plataformas digitais, ampliando o acesso remoto ao conteúdo artístico.
Adanilo - Texto, atuação, encenação, produtor executivo.Indígena, manauara, ator, dramaturgo e diretor de cinema e teatro. Atuou em Marighella, Eureka, Noites Alienígenas, O Último Azul, e nas séries Os Outros, Segunda Chamada, Dom e Cidade Invisível. Dirigiu os curtas Castanho, 521 Anos - Siia Ara, e peças de teatro como Bicho Doido e Primeiro Quarto. Fundou a Artrupe Produções e atualmente trabalha com o Teatro Galeroso, onde pesquisa artes cênicas e audiovisuais a partir de uma perspectiva amazônica decolonial. Escreveu o livro de dramaturgias “Dramaturgia galerosa” e “Bicho Doido”, atuou em diversos espetáculos de teatro. Dadado - Direção.Diretor, dramaturgo e ator. Mestre em Arte e Cultura Contemporânea pela UERJ, pesquisa performance, política, a cena e os corpos dissidentes. Dirige o Teatro de Extremos e experimenta linguagens híbridas entre o teatro e outros gêneros. Como artista da cena tem vasta experiência nacional e internacional, acumula diversas indicações a prêmios e acredita na transgressão pela palavra, no corpo como dissidência e exercita a “bixice” e o desbunde como formas militantes de existência. Viviane Palandi - Preparação de atorAtriz, preparadora de atrizes e atores, arte educadora, Mestranda pelo Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas - PPGHIC pela Universidade do Estado do Amazonas. Graduada em Licenciatura em Teatro pela ESAT-UEA (2019-2023) e Formação pela Escola Livre de Teatro (ELT) em Santo André/SP (2007-2010). Integrante do Diretório de Pesquisa TABIHUNI- Núcleo de Pesquisa e Experimentações das Teatralidades Contemporâneas e suas interfaces pedagógicas. Lu Maya - IluminaçãoLu Maya é atriz, diretora e iluminadora. Licenciada em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas e nos anos de 2021 à 2023 cursou Iluminação pela Escola de Teatro SP. Iniciou sua trajetória artística em 2013 no Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, atuando nos espetáculos Concerto de Natal: O Glorioso (2013) e Gotas de Chico (2014) pelo Grupo Experimental de Teatro – GET. Como atriz, integrou as produções Senti um Vazio (2015), Jogo do Bicho (2019) — projeto contemplado pelo edital de residência SESC AM — e Planos para caso o mundo não acabe (2022). No audiovisual, participou dos curtas Ruptura (2016), pela Artrupe Produções, e Senti um Vazio (2020), pelo Grupo Garagem.Como diretora e iluminadora, assina os espetáculos Ainda bem que não tivemos filhos (2019) e Mocinha (2019), além de ter atuado como assistente de direção em Filho de Maria (2021) e no espetáculo Levante (2022), de Eliana Monteiro, e como assistente de produção em Se eu fosse um Rato (2021).Na área de iluminação, realizou criações e operações de luz para Ainda bem que não tivemos filhos (2019), Mocinha (2019), Olha que Bonita Era (2022), O Pai de Qualquer Pátria (2023) e Flutuando (2025). Atualmente, integra o Grupo Garagem, desenvolvendo trabalhos em atuação, direção e iluminação, com foco em processos colaborativos e criações cênicas autorais. Ítalo Bruce - Produtor executivo, Produção Geral é produtor cultural, de teatro e audiovisual. Entre seus trabalhos, constam produções locais como o projeto CINESOLAR, o Festival de Cinema da Amazônia - Olhar do Norte, coordenação de cultura do Espaço Infante Cultural e outros. Seus projetos tiveram seleções em importantes festivais nacionais e internacionais. Foi produtor executivo no longa-metragem “Obeso Mórbido” (Fat Boy), de Diego Bauer. Está também como produtor no desenvolvimento do filme “Omágua Kambeba”, que será dirigido por Adanilo. Outros trabalhos marcam sua trajetória no audiovisual brasileiro, como: Enterrado no Quintal (Official Selection - Tehran International Short Film Festival; Mostra Tiradentes de Cinema) Terra Nova (Best Foreign Film - Istabul Film Awards, Finalist - Lulea Film International, Best Short Film on Panorama Internacional Coisa de Cinema) 521 years | SIA ARA (Mostra Tiradentes de Cinema) Castanho (Festival de Cinema de Gramado, Festival do Rio, KINOFÓRUM SP, Festival Guarnicê de Cinema, Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano). Karol Medeiros - Produção executiva, Dir. de produçãoKarol Medeiros é atriz amazonense. Começou sua carreira no teatro aos 14 anos em 2009 numa formação paralela no centro de Artes Ofícios Cláudio Santoro e com o Grupo experimental de teatro do Sesc - TESC. Bacharel em teatro pela universidade do Estado do Amazonas - UEA, foi apresentada na cena audiovisual através do curta-metragem “Terra Nova” de Diego Bauer, conquistando menção honrosa por sua atuação no 54º Festival do cinema brasileiro de Brasília. Hoje atua nos espetáculos “A Maravilhosa História do Sapo Tarô-Bequê”, dramaturgia de Márcio Souza e “Flecha Borboleta”, onde foi indicada como melhor atriz no XVIII Festival de Teatro da Amazônia, ambos os espetáculos produzidos pela Associação Arte e Fato. Também integra o elenco do longa “O Último Azul”, do diretor pernambucano Gabriel Mascaro, ganhador do prêmio Urso de Prata no 74º Festival Internacional de Cinema de Berlim. Direção arte: Adroaldo PereiraAdroaldo Pereira é figurinista, artista visual e produtor cultural manauara. Trabalha no setor cultural nas linguagens de artes visuais, teatro, dança e audiovisual desde os anos 1990. No teatro e dança desenvolveu figurino para os espetáculos da Cia Metamorfose e Índios.com. Assinou objetos de cena para editorial de moda da marca italiana Replay e para a revista Mag Magazine - SP (2007). No cinema participou como assistente de figurino na trilogia Tainá, longa metragem dos diretores Tânia Lamarca (1998), Mauro Lima (2004) e Roseane Svartman (2010). Assina o figurino do curta metragem “Raiz dos Males” (2008), “A Floresta de Jonatas” (2011) e “Antes o Tempo Não Acabava” (2015). Em 2017 a parceria continua no longa “Terra Negra dos Kawa”. Em 2018, assina o figurino para Ópera “Dessana, Dessana” durante o XXI Festival Amazonas de Ópera. Em 2021 fez produção de arte para a série “DOM” da Amazon Prime e em 2022 fez produção de arte para o longa metragem “Ricos de Amor 2” da Netflix.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.