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PRONAC 2513060Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Rumpilezzinho - Laboratório Musical para Jovens

INSTITUTO RUMPILEZZ
Solicitado
R$ 684,9 mil
Aprovado
R$ 684,9 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2026-01-05
Término
2026-12-07
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

O projeto "Rumpilezzinho - Laboratório Musical para Jovens" propõe um programa de formação musical baseado no Método Universo Percussivo Baiano (UPB), criado pelo educador e maestro Letieres Leite. A iniciativa reúne aulas regulares, encontros com mestras e mestres da cultura baiana e uma mostra de encerramento com as turmas participantes e o Coletivo Rumpilezzinho. As atividades integram prática instrumental, criação coletiva e formação docente, articulando ensino, experimentação e valorização das matrizes musicais afro-baianas.

Sinopse

PRODUTO – CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (Música) CursoO laboratório musical para jovens é um programa gratuito de formação musical destinado a jovens de 15 a 25 anos, estruturado nos fundamentos estético-pedagógicos do Universo Percussivo Baiano (UPB) e na Roda Bantu como tecnologia social de aprendizagem, diálogo e memória. A proposta articula prática instrumental, percepção, harmonia e improvisação com princípios da musicologia decolonial, evidenciando o legado das matrizes afro-baianas para a música brasileira. Com atuação integrada de docentes de música e história, a formação promove escuta ativa, consciência rítmica corporal, repertórios do Atlântico Negro, pesquisa em grupo e criação autoral. Trata-se de uma escola de experimentação musical, onde o fazer artístico é compreendido como produção de conhecimento e afirmação identitária. O programa prioriza estudantes da rede pública e jovens em vulnerabilidade social, garantindo acessibilidade comunicacional e metodológica. Classificação indicativa: Livre.Aulas Abertas (Aula Magna + Aulas Temáticas) Atividades formativas públicas que integram educação, arte e território, oferecendo contato direto com os conceitos do UPB e com mestres(as) da cultura popular e música baiana. A Aula Magna inaugura o ciclo, introduzindo valores simbólicos e musicais da pesquisa de Letieres Leite, enquanto as Aulas Temáticas aprofundam repertórios, claves e oralidades afro-diaspóricas, destacando o papel das matriz cultural baiana na formação da identidade musical brasileira. Essas aulas funcionam como círculos de conhecimento, nos quais dimensões técnicas, históricas e socioemocionais se entrelaçam, estimulando pertencimento e respeito às diferenças. Acesso gratuito com recursos de acessibilidade e transmissão digital. Classificação indicativa: Livre.PRODUTO – APRESENTAÇÃO MUSICAL (Mostra Pública de Encerramento) Espetáculo gratuito que materializa a pesquisa artística desenvolvida durante o Laboratório Musical de Jovens, apresentando repertório autoral e arranjos elaborados pelos(as) estudantes. A proposta expressa uma leitura contemporânea das tradições musicais afro-baianas, valorizando formações instrumentais híbridas (bandas, sopros, cordas, guitarra baiana e percussões) e evidenciando a centralidade do ritmo como vetor de criação. A mostra reafirma a música como linguagem coletiva e como ato de reconstrução de memória, ampliando o acesso do público às estéticas produzidas por juventudes negras do território. Classificação indicativa: Livre.

Objetivos

O projeto se enquadra nas finalidades da Lei nº 8.313/1991 (Lei Federal de Incentivo à Cultura), especialmente nos dispositivos que tratam da formação, inclusão, descentralização cultural e democratização do acesso à cultura, conforme os artigos a seguir: Art. 1º _ São objetivos do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac): I _ Contribuir para a promoção e difusão da cultura brasileira e para a formação de recursos humanos na área da cultura; II _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e do pluralismo nacional; III _ Garantir a todo o pleno exercício dos direitos culturais; IV _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira; V _ Estimular a produção e difusão de bens e serviços culturais de valor formador e informador de conhecimento, identidade e memória; VII _ Apoiar, valorizar e difundir as manifestações culturais afro-brasileiras e dos povos indígenas. Arte. 3º _ São específicas da política cultural nacional: II _ Estimular a produção cultural e artística independente; IV _ Apoiar, por meio de incentivos, a produção cultural e artística nacional, regional e local; V _ Garantir a todo o pleno exercício dos direitos culturais; IX _ Possibilitar o acesso às fontes da cultura nacional, de forma democrática; X _ Preservar a memória e a identidade cultural brasileira; Alínea "c" do inciso II _ estimular a formação e aperfeiçoamento de recursos humanos na área da cultura, por meio de cursos, workshops e capacitações. Em consonância com esses dispositivos, o projeto Rumpilezzinho - Laboratório Musical para Jovens visa: - promover a formação cultural e aperfeiçoamento de recursos humanos na música; - garantir gratuidade integral, inclusão e acessibilidade; - valorizar e difundir expressões culturais afro-brasileiras; - estimular a produção cultural independente e regionalizada; - garantir o acesso democrático e descentralizado à cultura nos espaços públicos; - fortalecer a formação continuada e a rede de educadores(as) do Método UPB. Objetivo Geral Democratizar e ampliar o acesso à música instrumental de matriz africana, por meio da formação gratuita de jovens músicos(as), garantindo a continuidade e difusão do legado artístico e pedagógico de Letieres Leite através do Método Universo Percussivo Baiano (UPB). Objetivos Específicos Produto - CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (Música) Curso - Laboratório Musical de Jovens - Realizar 02 turmas do curso de formação musical - Formar 25 estudantes em cada turma, totalizando 50 jovens músicos(as) com frequência mínima de 75%.- Oferecer 36 aulas por turma, com 3h de duração por aula, totalizando 108h de formação por turma em 06 meses. - Oferecer 72 aulas no total do Projeto (considerando 02 turmas), com 216h formativas no total. - Assegurar 100% de gratuidade em todas as atividades, incluindo materiais pedagógicos. - Aplicar reserva de vagas conforme Leis 10.639/03 e 11.645/08, garantindo: 30% de vagas para pessoas negras; 15% vagas para pessoas com deficiência; 10% vagas para pessoas indígenas; 10% vagas para pessoas quilombolas; 5% vagas para pessoas trans, travestis e não binárias. - Assegurar intérprete de Libras e/ou monitoramento acessível sempre que necessário. Oficinas - Formação Pedagógica - Realizar 04 encontros de planejamento e formação docente ao longo de 03 meses, envolvendo professores(as) e multiplicadores(as) do Programa. - Capacitar 10 educadores(as)garantidos(as) ao UPB. - Produzir 01 plano pedagógico acessível, orientado pelas diretrizes metodológicas do Programa. - Fortalecer a rede formativa e garantir a continuidade metodológica do Programa. - Assegurar intérprete de Libras e/ou monitoramento acessível sempre que necessário. Aulas Abertas ao Público - Realizar 03 aulas públicas gratuitas, sendo: -- 01 aula magna inaugural (02h), alcançando 200 pessoas presencialmente -- 02 aulas temáticas com mestres(as) da cultura baiana (02h cada), com 250 pessoas por aula - Promover a transmissão ao vivo da aula inaugural, alcançando cerca de 500 pessoas on-line - Assegurar acessibilidade e inclusão em 100% das aulas abertas (com Libras e/ou recursos acessíveis quando necessário) - Alcançar público total estimado de 920 pessoas, somando participação presencial + on-line - Registrar e disponibilizar digitalmente o conteúdo das aulas como material formativo complementar - Envolver no mínimo 03 mestres(as) da cultura popular como educadores(as) nas atividades Produto - APRESENTAÇÃO MUSICAL - Realizar 01 apresentação pública de encerramento, com duração média de 02h30, apresentando autoral. - Realizar 01 apresentação musical gratuita com entrada franca ao público. - Alcançar público estimado de 400 pessoas no evento presencial. - Envolver diretamente no mínimo 60 profissionais, incluindo estudantes, docentes e equipe técnica. - Garantir a difusão pública dos resultados artístico-formativos do Programa.

Justificativa

O Rumpilezzinho atua para reintegrar ao ensino musical brasileiro as heranças culturais afro-brasileiras, historicamente marginalizadas por modelos eurocêntricos, promovendo o reconhecimento e a valorização da contribuição negro-diaspórica para a formação da música brasileira.. Desde 2014, o Programa já formou mais de 500 jovens - em sua maioria negros(as) em situação de vulnerabilidade social -, ampliando perspectivas profissionais e fortalecendo identidades culturais. Trata-se de um projeto 100% gratuito, com acessibilidade garantida, ações afirmativas e ampla democratização de acesso. O projeto se enquadra na Lei nº 8.313/1991 por atender diretamente às especificamente do PRONAC descritas no Art. 1º, ao promover e estimular a regionalização da produção cultural (inciso II) e ao apoiar, valorizar e difundir manifestações culturais e seus criadores (inciso III), garantindo o pleno exercício dos direitos culturais por meio do acesso gratuito e da inclusão social.Da mesma forma, alcança os propósitos do Art. 3º da Lei, conforme descrito abaixo, vinculando cada objetivo às ações deste projeto: I _ Incentivo à formação artística e culturalO cerne do Programa é a qualificação de jovens músicos(as), contribuindo para seu desenvolvimento artístico, criativo e profissional. Para isso, prevê a realização de cursos e aulas abertas de caráter cultural e artístico em instituição sem fins lucrativos, adotando o Método Universo Percussivo Baiano (UPB), concebido por Letieres Leite - que articula técnica instrumental, prática coletiva, oralidade, corpo, história da música negro-diaspórica, pesquisa e tecnologias sociais. Essa abordagem transversal amplia referências culturais, fortalece identidades e reconhece as matrizes afro-brasileiras como base formativa da música nacional. A proposta também estimula a participação de artistas locais e regionais em atividades educativas e práticas musicais abertas à comunidade, contribuindo para a circulação de saberes tradicionalmente marginalizados no ensino formal. II - Fomento à produção cultural e artística e à difusão de seus bensO Programa estimula a criação artística ao incentivar a produção de repertório original e de arranjos desenvolvidos pelos(as) estudantes durante o processo formativo. A apresentação pública de encerramento, aberta à comunidade, assegura a difusão dos resultados artístico-formativos, ampliando a visibilidade dos(as) jovens e fortalecendo sua inserção no circuito cultural. Além disso, as aulas públicas temáticas, com transmissão online, ampliam o alcance dos bens culturais gerados. III - Preservação e difusão do patrimônio cultural brasileiroAo tomar a musicalidade afro-baiana como matriz estruturante do ensino, o Programa preserva e transmite práticas musicais integrantes do patrimônio imaterial brasileiro, em especial aquelas originadas das culturas afro-diaspóricas. A sistematização pedagógica do Método UPB transforma em conteúdo formativo conhecimentos historicamente transmitidos pela oralidade, garantindo sua multiplicação. Dessa forma, o projeto contribui para a preservação e difusão de valores culturais fundamentais para formação da cultura brasileira. V - Ampliação do acesso à fruição e à produção culturalTodas as atividades são integralmente gratuitas e, sempre que possível, distribuídas em formatos presenciais e digitais, ampliando a participação de públicos diversos e garantindo fruição cultural a quem muitas vezes encontra barreiras de acesso. Ao possibilitar que jovens participem tanto como produtores quanto como público, o Programa promove equidade e democratização do exercício do direito à cultura. VI - Promoção da acessibilidade e das ações afirmativasA implementação de critérios inclusivos - como reserva de vagas para pessoas negras, indígenas, quilombolas, trans, travestis e pessoas com deficiência -, somada a estratégias de acessibilidade comunicacional e metodológica, assegura que diferentes sujeitos possam usufruir plenamente das atividades. Assim, o projeto corrige desigualdades históricas e garante o exercício do direito à cultura especialmente à jovens negros(as). XV - Integração entre cultura e educaçãoO Programa constitui um espaço de fortalecimento e autonomia para jovens músicos(as) e profissionais, ao integrar fundamentos da educação musical europeia com práticas e saberes das matrizes afro-baianas e afro-brasileiras, reconhecendo o protagonismo destas na formação da música brasileira. Ao articular ensino, pesquisa, criação e difusão, estabelece a cultura e a educação como dimensões complementares do desenvolvimento artístico e social. A proposta promove pensamento crítico, valoriza a memória cultural e favorece novas trajetórias profissionais no campo da música, contribuindo para o exercício da cidadania e o aperfeiçoamento de políticas educacionais e culturais alinhadas à diversidade do país.Dessa forma, o projeto cumpre integralmente as diretrizes da Lei de Incentivo à Cultura, ao promover a formação artística de jovens músicos(as), produzir e difundir bens culturais acessíveis, preservar e valorizar patrimônios musicais afro-brasileiros, assegurar o acesso universal por meio de ações afirmativas e acessibilidade, e integrar cultura e educação como vetores de desenvolvimento social. Considerando a gratuidade das atividades, o perfil do público prioritário e a necessidade de garantir qualidade pedagógica e alcance inclusivo, o incentivo fiscal configura-se como a alternativa mais estratégica para viabilizar e sustentar esta iniciativa.

Especificação técnica

PRODUTO – CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (Música)Formato: Laboratório de experimentação musical - aulas práticas presenciais Carga horária: 108h por turma | 36 aulas | 3h cada Quantidade: 2 turmas (Alpha e Beta) - total de 50 estudantes Público: jovens músicos(as) 15 a 25 anos Classificação: LivreCondução pedagógica:- Docentes de música (2 por turma)- Docente de História (1 por turma)- Multiplicadores(as) e monitores(as) egressos(as) do ProgramaMetodologia aplicada:- Princípios do Método UPB (Universo Percussivo Baiano)- Roda Bantu como recurso político-pedagógico e tecnologia social- Multidisciplinaridade: técnica instrumental, harmonia, percepção e improvisação integradas à história e práticas do Atlântico Negro- Aprendizagem por pesquisa, prática coletiva e criação autoralEstrutura técnica das aulas:- Sala equipada: instrumentos de percussão afro-baiana, bateria, sopros, guitarras, violão, baixo, cordas, teclado- Sonorização para prática coletiva + recursos audiovisuais de apoio- Mobiliário acessível + materiais didáticos em formato acessível (digital e impresso)Organização modular:Módulo 1 - Fundamentos do método UPB e Roda Bantu (2 meses)Módulo 2 - Prática intermediária e criação experimental (2 meses)Módulo 3 - Preparação para mostra pública (2 meses)Avaliação processual durante o percurso formativo. AULAS ABERTAS (Aula Magna + Aulas Temáticas)Formato: Aulas-espetáculo com prática musical e contextualização teórico-cultural Duração: 2h cada Quantidade: 3 edições (1 Magna + 2 Temáticas) Público: comunidade em geral (estudantes, educadores, artistas) Classificação: LivreConcepção técnica:- Demonstrações musicais com banda completa- Mediação com docentes e mestres(as) da cultura baiana- Telão para projeção pedagógica (relação ritmo-corpo-clave)- Espaços com palco e sonorização básicaRecursos de acessibilidade:- Interpretação em Libras- Locução acessível de abertura- QR Code com conteúdo digital acessível- Finalidade: difusão pública dos fundamentos do UPB e integração comunitária.PRODUTO – APRESENTAÇÃO MUSICAL (Mostra Pública de Encerramento)Formato: Espetáculo instrumental ao vivo Duração: 2h30 Classificação: LivreConteúdo artístico:- Repertório desenvolvido nas aulas- Processos de criação coletiva e arranjos originais- Direção musical da equipe pedagógica- Participação do Coletivo RumpilezzinhoFormações instrumentais previstas:- Banda base, percussões afro-baianas, sopros, cordas, guitarra baianaInfraestrutura de palco:- PA, monitoramento, microfonação completa e mesa digital- Roadie e técnico de som

Acessibilidade

Produto – CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (Música)Laboratório Musical de Jovens + Oficinas de formação docente (atividade interna do produto)Acessibilidade Física- Local das aulas com entrada em nível e rota acessível desde o desembarque- Circulação interna adequada para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida- Mobiliário adaptado a diferentes necessidades físicas- Iluminação e contraste visual adequados às demandas pedagógicas- Sinalização tátil e/ou visual complementar quando houver indicação técnica- Apoio presencial para deslocamento e atendimento prioritário, sempre que necessárioAcessibilidade de Conteúdo- Coleta prévia de necessidades específicas no ato da inscrição- Intérprete de Libras conforme demanda das turmas- Atendimento especializado a participantes com TEA ou outras condições específicas- Materiais pedagógicos acessíveis: fonte adequada, contraste e textos alternativos (pensados para leitores de tela)- Legendas descritivas e Libras em vídeos formativos- Orientação inclusiva aos(às) educadores(as) na formação docenteProduto – Aulas Abertas (Aula Magna + Aulas Temáticas)Acessibilidade Física- Locais selecionados com rampas, elevadores ou plataformas quando necessário- Banheiros acessíveis e circulação livre de obstáculos- Sinalização visível e áreas reservadas para cadeirantes- Apoio presencial para acomodação do público com deficiênciaAcessibilidade de Conteúdo- Interpretação em Libras na abertura e mediações com o público- Locução inicial com informações sobre o espaço e o contexto da atividade- Transmissão digital com recursos de acessibilidade habilitados- Material de divulgação com contrastes adequados, descrição de imagens e legendas- Disponibilização posterior do conteúdo em formato acessívelPRODUTO – APRESENTAÇÃO MUSICAL (Mostra Pública de Encerramento)Acessibilidade Física- Seleção de espaço com rotas acessíveis desde o acesso público- Banheiros adaptados, rampas e portas adequadas a cadeiras de rodas- Áreas reservadas e identificadas para cadeirantes e acompanhantes- Equipe orientada para atendimento inclusivo no eventoAcessibilidade de Conteúdo- Locução introdutória com informações essenciais do espetáculo, direcionadas especialmente a pessoas cegas ou com baixa visão- Interpretação em Libras do texto institucional e de abertura- QR Code acessível direcionando a catálogo digital compatível com leitores de tela- Audiodescrição da disposição espacial- Sinalização acessível nos materiais de comunicação (descrição de imagens, contraste adequado, legendas descritivas)MEDIDAS TRANSVERSAIS- Designação de responsável técnico(a) pela acessibilidade- Briefings inclusivos com todas as equipes antes das atividades- Parcerias com instituições de referência em inclusão- Canal de atendimento para solicitações específicas de acessibilidade via whatsapp

Democratização do acesso

A democratização do acesso é princípio estruturante do projeto Rumpilezzinho – Laboratório Musical para Jovens, assegurando que a música instrumental afro-baiana circule entre públicos diversos, especialmente aqueles historicamente afastados do acesso à formação artística. Todas as ações são 100% gratuitas, em consonância com os arts. 29 e 30 da Instrução Normativa MinC nº 11/2024, e direcionadas à promoção do direito à cultura como direito social.No PRODUTO — CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (Música), o processo seletivo prioriza jovens negros(as), indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, pessoas com deficiência e estudantes de escolas públicas, garantindo o ingresso e a permanência desses públicos em um percurso formativo qualificado. As aulas abertas buscam aproximar a comunidade do trabalho pedagógico e artístico desenvolvido, contribuindo para a circulação social dos saberes afro-diaspóricos. As AULAS ABERTAS também são de acesso livre, com comunicação acessível e divulgação direcionada a escolas públicas, coletivos culturais, rádios comunitárias e organizações sociais. A realização em diferentes espaços culturais da cidade, associada à transmissão digital, amplia a abrangência territorial e favorece a participação de pessoas que não podem se deslocar até os locais das atividades.No PRODUTO - APRESENTAÇÃO MUSICAL (Mostra Pública de Encerramento), serão reservados espaços e lugares para escolas públicas e comunidades parceiras, assegurando inclusão efetiva e a fruição pública dos resultados artístico-formativos. A mostra fortalece a formação de novas plateias e legitima estéticas e repertórios originados das matrizes afro-baianas no contexto da música instrumental brasileira produzida pela juventude negra.Como estratégia transversal, o projeto monitorará o perfil do público beneficiado e o alcance das ações de comunicação e acesso, permitindo ajustes contínuos e garantindo transparência na adesão às diretrizes de democratização cultural previstas na legislação vigente. Parcerias com equipamentos culturais públicos, instituições de ensino e organizações comunitárias ampliarão a difusão das atividades e o engajamento dos públicos prioritários.Assim, o Rumpilezzinho promove acesso equitativo à cultura e ao conhecimento, contribuindo para o exercício pleno dos direitos culturais, para a redução de barreiras históricas no acesso à música e para o fortalecimento de referências afro-baianas na produção cultural do país.

Ficha técnica

Fabricio Mota, coordenação geral, professor de HistóriaFabrício Mota é professor de História no Instituto Federal da Bahia desde 2007, músico autodidata desde a década de 90, atuando principalmente no baixo elétrico. Pesquisador, é doutorando em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia. Seu trabalho investiga fluxos musicais e político-culturais entre Caribe, América Latina e África. Atua também como diretor educacional do Instituto Rumpilezz coordenando as atividades do Laboratório musical de Jovens Rumpilezzinho. É músico e co-criador da banda IFÁ, cujo material sonoro é produzido a partir de pesquisas sobre História e música negras no atlântico. Como instrumentista já trabalhou com artistas como Luedji Luna, Mayra Andrade, Mano Brown, Zé Manoel, Ilê Aiyê, Margareth Menezes e Letieres Leite. Atua como educador dando entrevistas, palestras, participando de diálogos e produzindo textos sobre música negra no atlântico, diáspora, musicalidades e anti-racismo.Jordi Amorim (professor/ diretor artístico)Jordi Amorim (30) é guitarrista, baixista, arranjador, produtor e pesquisador baiano da nova geração. Autor do melhor arranjo do Festival da Educadora FM, da Bahia, em 2022 com a canção Descalçado (Rafael Ávila e Isa Meirelles), apresenta no currículo a produção de trabalhos de artistas como Ventura Profana, Iuna Falcão, Juliana Blumenschein e outros além de assinar arranjos para a Orkestra Rumpilezz, Daniela Mercury, Larissa Luz, Baco, Timbalada e outros artistas. Com seu trabalho autoral, já lançou três singles e um EP chamado Serendip que renderam participações em ações como Festival MOVE (2021), Festival de Jazz do Capão (2022) além de apresentações fora do país nas cidades de Mannheim, Baden-Württemberg (Alemanha) e Stavanger (Noruega). Aluno do maestro Letieres Leite no projeto Rumpilezzinho, Jordi tem ouvidos atentos à percussão afro-baiana e isso se expressa na sua forma de tocar, compor e arranjar. Além de arranjador e instrumentista, complementa sua atuação na música no ambiente acadêmico como pesquisador tendo alcançado o grau de mestre no programa de pós-graduação profissional em música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o PROMUS.Duda Almeida (coordenação pedagógica)Eduardo Toledo Almeida de Mendonça (Duda Almeida) é bacharel em Música Popular (habilitação em Composição e Arranjo) pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente, integra a comissão artística e colabora com a coordenação pedagógica do Coletivo Rumpilezzinho (Instituto Rumpilezz), focando na promoção da consciência crítica sobre o legado afro-diaspórico e na valorização da música afro-baiana. Desde 2014, dedica-se ao ensino do cavaquinho, atuando em escolas privadas de música e no curso de extensão universitária da Escola de Música da UFBA. Em 2019, fundou o Cavaco Afro, um projeto pedagógico que oferece cursos, aulas e mentorias de cavaquinho, online e presenciais. Em 2023, criou sua própria marca de cavaquinho, também chamada Cavaco Afro. Foi integrante da primeira turma do Laboratório Rumpilezzinho, idealizado pelo Maestro Letieres Leite no Instituto Rumpilezz, e, desde então, atua como multiplicador da metodologia Universo Percusivo Baiano (UPB). No universo do samba, tocou cavaquinho com importantes nomes da cena nacional, como Maria Rita, Riachão, Tião Carvalho, Aila Menezes e Dom Chicla (Conexão Negra). Participou, como cavaquinista, de eventos como o 21 Panorama Percussivo Mundial (PercPan, 2016), a XXXII Reunião do Programa Iberorquestras Juvenis (2025), além de turnês internacionais nos Estados Unidos e Canadá.Alana Costa (Coordenadora de pesquisa, acessibilidade e inclusão)Alana da Silva Costa é professora de música/arte, pesquisadora, violoncelista e cantora baiana. É graduada em licenciatura em Música, mestre em Música, na linha de pesquisa de Educação musical, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e especialista em Educação especial com ênfase em deficiência intelectual pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Atualmente, é instrutora de iniciação musical e formadora na área de educação musical para pessoas com deficiência no NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia), onde já atuou como monitora e musicista. Além disso, atua junto ao projeto Instituto Rumpilezz no desenvolvimento de ações artísticas, educacionais e sociais voltadas ao ensino de música e relações étnico-raciais. Também tem desenvolvido pesquisas acadêmicas voltadas para a educação musical acessível e as relações de gênero e raça.Rayra Mayara (professora/ multiplicadora de música)Rayra Mayara é multi instrumentista, cantora, compositora nascida em Aracaju e desde 2016 vive entre a Bahia e Sergipe. Mestranda em Música em Etnomusicologia na UFBA, tem vivências como oficineira, rodas de conversa com foco em música e gênero, e atualmente, atua como vocalista e cavaquinista no coletivo feminino Sambaiana (Salvador/BA), Samba de Moça Só (SE) além de atuações junto ao Instituto Rumpilezz (Salvador/BA), coletivo Mulheres no Samba (SE) e participações em diversos projetos.Amélia Zarife, assistente de coordenaçãoGraduanda em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) com formação técnica em Mecânica pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA). Desenvolve pesquisa na área de História Antiga e Estudos de Gênero, com foco nas concepções de gênero não-binárias na Antiguidade e contemporaneidade, investigando identidades dissidentes via perspectiva histórica comparativa. Possui experiência em pesquisa com fontes primárias e arquivos, tendo participado de projetos de iniciação científica sobre trabalho e trabalhadores de engenho no Recôncavo Baiano e pesquisa em arquivos para produtos artístico-culturais como o documentário "O Enigma da Energia Escura" (2021) e a exposição Constituinte do Brasil Possível (2024). Atualmente desenvolve projeto financiado pela FAPESB sobre identidades de gênero no Principado Romano e na atualidade, com ênfase nos eixos de Recepção do Passado, Gênero e Sexualidade, e Política. Tem participação ativa em eventos acadêmicos da área de História, com interesse particular em História Social, História Antiga e questões contemporâneas sobre raça, gênero e sexualidade.Emílio Mwana, produtor executivoA produção executiva será de Emílio Mwana, Formado em Gestão Pública, produtor cultural, fundou em 2010 a EMA Produções, que em 2022 passou a se chamar MWANA Produções. Atua como coordenador de projetos, agente artístico e produtor executivo. Desde 2007, organiza eventos culturais no Brasil e exterior, promovendo artistas baianos, brasileiros e internacionais, cujas composições demonstram identidade apurada e estética contemporânea. Entre os projetos contemplados destacam-se os trabalhos de Tiganá Santana aprovado no Programa Petrobras Cultural (2013) e no Edital Natura Musical (2014); o SONS DA ÁFRICA aprovado no Programa Caixa Cultural (2017 e 2018), o projeto de artes visuais em homenagem a Mestre Didi, contemplado no Edital da Sepromi (2019), foi coordenador geral do Festival Rumpilezz aprovado no Programa Petrobras Cultural (2021 e 2022). Integra atualmente a gestão diretiva do Instituto Rumpilezz e é Produtor do Quinteto Letieres Leite.Fabiana Marques, Coord. Núcleo de memória educacional Instituto RumpilezzFabiana Marques é produtora e gestora cultural nascida em Salvador (BA), mestranda no Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (UFBA) e especialista pelo Programa de Pós-Graduação em Políticas e Gestão Cultural (UFRB, 2021–2022). É membro e cofundadora do Instituto Rumpilezz, atuando como produtora e gestora em projetos como Orkestra Rumpilezz (2010–2016), Letieres Leite Quinteto (2009–2019) e Rumpilezzinho – Laboratório Musical de Jovens (2013–2017). No campo das ações pedagógicas e formativas, produziu os workshops “As Matrizes Africanas na Música Brasileira”, realizados em eventos nacionais e internacionais, e foi editora do livro “Laboratório Rumpilezzinho – Relatos de uma experiência”, de Letieres Leite (2019). Como produtora fonográfica, atuou em projetos de artistas como Ná Ozzetti, Zé Manoel, Sílvio Fraga, Mariene de Castro, Silva, Márcia Castro, Nando Reis, entre outros, em colaboração com o produtor musical e arranjador Letieres Leite. Atualmente, coordena o núcleo de Acervo e Memória do Instituto Rumpilezz, dedicando-se ao desenvolvimento e à captação de projetos voltados à educação, memória e difusão do legado de Letieres Leite e ao Universo Percussivo Baiano.Thayná Mallmann, Gestão financeiraThayná Mallmann é gestora e produtora cultural com 20 anos de experiência em gestão de projetos artísticos, culturais e educacionais. Graduada em Comunicação Social pela UFSM/RS, complementou sua formação com cursos em Gestão Cultural pelo SESC/SP e pelo Ministério da Cultura/DF, além de Gestão de Cidades e Empreendimentos Criativos pela UNC/ARG. Atua de forma independente, desenvolvendo iniciativas que valorizam a diversidade e o conhecimento em diferentes contextos sociais. Sua trajetória profissional inclui a gestão financeira do projeto de ações continuadas do Instituto Rumpilezz e dos projetos de publicação de livros do coletivo Sociedade da Prensa e da editora EdTóra (Salvador/BA); a produção executiva de projetos do Studio Musa Michelle Mattiuzzi (São Paulo/BR - Berlim/GER); a gestão do projeto de Residência Artística do ateliê Zona Fluxus (Salvador/BA); e consultorias para o Instituto Práticas Desobedientes (Cachoeira/BA) e para o Programa Semear: Gestão do Conhecimento em Zonas Semiáridas do Nordeste do Brasil (Salvador/BA). Integrou a equipe de criação da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia entre 2007 e 2011, onde trabalhou com foco em desenvolvimento territorial, participação social e fomento à cultura.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.