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Os Brasis de Darcy _ Biografias de um Brasil em Extinção é um documentário (até 70 min) que registra, em seis biomas brasileiros, pessoas e paisagens sonoras ameaçadas, articulando entrevista-encontro, cartografia sentimental e etnografia sonora.Produtos desta proposta: filme finalizado (master 4K, DCP 2K, depósito em LTO-9), 12 exibições gratuitas com rodas de conversa (mín. 1 por bioma) e plataforma com PDF pedagógico e recortes do acervo (sons/imagens) para uso educacional não comercial.Acessibilidade desta fase: Closed Caption no filme e linguagem simples nos materiais.Objetivo: sensibilizar o público para a ideia "biomas em risco = biografias em risco", criando um acervo estruturante para desdobramentos futuros (exposição itinerante e obras cênicas, fora deste orçamento).
Os Brasis de Darcy – Biografias de um Brasil em Extinção (documentário)Sinopse (obra principal)Um Brasil em seis paisagens vitais: Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Pampa, Caatinga e Amazônia. O filme acompanha personagens-protagonistas de cada bioma — guardiões da água, quebradeiras de coco, ribeirinhos, pescadores artesanais, benzedeiras, quilombolas, brigadistas, mulheres da farinha, povos da floresta — que revelam como a emergência climática atravessa trabalho, fé, saúde, memória e futuro. Com a entrevista como encontro (à maneira de Eduardo Coutinho) e a cartografia sentimental (Suely Rolnik), a câmera escuta vozes, objetos, gestos e paisagens sonoras (rios, vento nas folhas, cantos de ofício), compondo uma dramaturgia documental que afirma: quando um bioma morre, morre também uma forma de ver e habitar o mundo.Duração: até 70 min (master 4K; DCP 2K; áudio 5.1/2.0) Formato: documentário de criação (busca ativa + etnografia sonora) Classificação indicativa sugerida: 12 anos (temas sensíveis: luto, desastre ambiental; sem violência gráfica) Acessibilidade – fase de produção e circulação inicial: Closed Caption; materiais em linguagem simples. (Libras/AD planejadas para a difusão, mediante captação complementar.) Eixos de observação por bioma (marcos narrativos)Cerrado: água subterrânea, nascentes e manejo do fogo; fé popular e fitoterapias; sons de estiagem e rebrota.Mata Atlântica: mineração/rompimentos, justiça hídrica, rituais de luto e restauração.Pantanal: fogo como linguagem de perda; saúde respiratória; resistência ribeirinha e brigadas.Pampa: enchentes/ciclones, erosão/assoreamento, monoculturas e redes de proteção.Caatinga: desertificação, tecnologias sociais de água (cisternas), agroecologia, calor extremo.Amazônia: desmatamento/degradação, rios voadores, garimpo/mercúrio, saúde indígena, sociobiodiversidade. Produtos/ações desta proposta (sinopses breves)1) Exibições públicas gratuitas (12 sessões com mediação)Conteúdo: projeção do documentário seguida de roda de conversa com mediação inclusiva (1 integrante da equipe + 1 mediador(a) local). Objetivo: devolutiva aos territórios filmados e formação de público em equipamentos culturais/comunitários. Acessibilidade: CC no filme; linguagem simples nos convites; sinalização básica de acessibilidade e assentos reservados. Público-alvo: comunidades locais, estudantes, educadores, agentes culturais e ambientais.2) Rodas de conversa (atividade educativa vinculada às sessões)Conteúdo: perguntas-guia simples sobre bioma, memória e futuro; registro de impressões (formulário curto). Objetivo: mediação do conteúdo para compreensão crítica e escuta comunitária. Duração: 30–50 min após a exibição. Acessibilidade: linguagem simples; tempo de fala compartilhado.3) Guia Pedagógico (PDF aberto) – plataforma do projetoConteúdo: sinopse estendida, glossário, referências, propostas de conversa/atividade por bioma (uso educacional não comercial). Objetivo: apoiar professores, mediadores culturais e coletivos comunitários a trabalhar o filme em sala de aula e cineclubes. Acessibilidade: versão em linguagem simples; arquivo acessível (tags, ordem de leitura).4) Biblioteca de sons e imagens (recortes de acervo educativo)Conteúdo: trechos curtos de paisagens sonoras (rio, vento, cantos de ofício, ferramentas, silêncio pós-desastre) e micro-clipes de paisagens/gestos (com metadados). Objetivo: sensibilização, educação ambiental e memória sonora dos biomas. Licença: uso educacional não comercial, com termos de uso publicados na plataforma.5) Teaser (60–90s) e press kit bilíngue (PT/EN)Conteúdo: resumo audiovisual para divulgação e dossiê com ficha técnica, sinopse, fotos (stills), eixos por bioma e notas de acessibilidade. Objetivo: comunicação com público, educadores, curadores e imprensa.Observações éticas e de proteção de dados (aplicáveis ao conjunto)TCLE/FPIC: consentimento livre, prévio e informado (com opção de anonimização e consentimento renovável).LGPD: coleta mínima; finalidade determinada; guarda segura; descarte no prazo; controle de acesso ao bruto.Temas sensíveis: possibilidade de pausa/retirada sem constrangimento; referência a serviços locais quando necessário.Nota sobre desdobramentos (fora deste orçamento)O acervo estruturado pelo filme fundamentará a futura exposição itinerante e obras cênicas por bioma, ampliando circulação, formação e memória — sem constituir produto desta proposta.
Objetivo Geral Realizar e difundir um documentário acessível que, por meio de expedição audiovisual com busca ativa em seis biomas (Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Pampa, Caatinga e Amazônia), produza memória social, educação ambiental e sensibilização pública sobre a emergência climática — entendendo que biomas em risco = biografias de um Brasil em extinção. A obra articula a entrevista como encontro (Eduardo Coutinho), a cartografia sentimental (Suely Rolnik) e procedimentos da psicologia comunitária (escuta qualificada, atenção flutuante, manejo de temas sensíveis) para transformar dados e conflitos em narrativas antropológicas que reconhecem povos da floresta, ribeirinhos, pescadores artesanais, seringueiros, quebradeiras de coco babaçu, quilombolas, benzedeiras, mulheres da farinha e outros grupos como sujeitos de saber. O filme será também acervo estruturante do ciclo Os Brasis de Darcy _ Biografias de um Brasil em Extinção, base para futura exposição itinerante e obras cênicas por bioma (desdobramentos fora deste orçamento).Objetivos Específicos1) Pesquisa, busca ativa, cartografia sentimental e captaçãoImplementar busca ativa (mapeamento em rede + amostragem "bola de neve" + cartografia social) em 6 biomas, assegurando diversidade territorial, geracional, de gênero e étnico-racial.Conduzir até 5 entrevistas por bioma (≤ 30 no total), priorizando 1 protagonista por bioma (personagem-chave que sintetize tensões, memórias e invenções locais).Registrar até 10 horas de material bruto por bioma (≤ 60 h no total), incluindo etnografia sonora (rios, vento nas folhas, cantos de trabalho, rezas, fauna, máquinas, silêncio pós-desastre).Produzir 6 cadernos de campo (1/bioma) com sínteses socioambientais, sanitárias e cartografia sentimental (mapas afetivos, percursos comentados, elicitação por objetos/sons) e protocolos éticos (TCLE/FPIC, manejo de temas sensíveis, LGPD).2) Produção do filme e materiais derivados (acervo e acesso público)Finalizar 1 documentário com duração de até 70 minutos (master 4K; DCP — Digital Cinema Package, padrão internacional para exibição em cinema, em 2K; áudio 5.1/2.0).Garantir, nesta fase, legendas/closed caption e versão em linguagem simples nas peças de comunicação; Libras e Audiodescrição serão previstas em plano escalonado para a fase de difusão (condicionadas à captação complementar), preservando as medidas mínimas de acessibilidade desta etapa.Disponibilizar teaser (60_90 s), press kit bilíngue (PT/EN) e pacote de stills.Publicar guia pedagógico (PDF aberto, hospedado na plataforma do projeto para download) com trajetos de mediação por bioma, glossário, referências e propostas de conversa.Disponibilizar, na plataforma, recortes do acervo para uso educativo sem fins comerciais: biblioteca de sons (vento nas folhas, água em diferentes regimes, cantos de ofício, risos, ferramentas), estante de imagens (micro-clips de paisagens, gestos de trabalho, objetos rituais), com metadados e termos de uso.Realizar depósito legal da matriz de preservação em LTO-9 — Linear Tape-Open (fita profissional de longa duração) e DCP/HD conforme a janela de exibição; manter metadados padronizados e política 3-2-1 de backup.3) Eixos de observação por bioma (marcos da busca ativa)Cerrado — aquíferos e nascentes; manejo tradicional do fogo vs. incêndios extremos; conflitos por água; fitoterapias e benzeções; paisagens sonoras em transformação.Mata Atlântica — mineração, rompimentos e justiça hídrica; deslocamentos forçados; restauração florestal; rituais de luto e reinvenção comunitária.Pantanal — regime do fogo; impactos sobre fauna/flora e economias ribeirinhas; brigadas locais; saúde respiratória em temporadas de fumaça.Pampa — enchentes/ciclones e adaptação climática; erosão/assoreamento; monoculturas; racismo ambiental urbano; redes de proteção civil.Caatinga — desertificação e escassez hídrica; tecnologias sociais (cisternas, barraginhas); agroecologia e bancos comunitários de sementes; migração sazonal; espiritualidades do semiárido; estresse térmico e saúde.Amazônia — desmatamento/degradação; rios voadores; garimpo/mercúrio; saúde indígena; cadeias da sociobiodiversidade (castanha, açaí, pesca); vigilância territorial e FPIC (consentimento livre, prévio e informado).4) Devolutiva pública e circulação inicial (democratização do acesso)Realizar 12 exibições gratuitas mediadas (mín. 1 por bioma, com retorno aos territórios filmados) para devolução do material finalizado às comunidades, com rodas de conversa no lugar de oficinas e possibilidade de convidar especialistas (educação, saúde, meio ambiente, direitos culturais) quando pertinente.Registrar as rodas (ata simples, fotos, síntese de temas emergentes) e publicar, na plataforma, um relato acessível de cada encontro.Manter reserva de 20% de assentos para público prioritário e garantir mediação inclusiva; prever transporte local quando necessário e viável.5) Acessibilidade e comunicação (ajustada à fase de produção)Coordenação/consultoria de acessibilidade: desenho das medidas compatíveis com a fase de produção e plano escalonado para difusão (Libras/AD após captação complementar).Entregas mínimas desta fase: Closed Caption no filme, linguagem simples nas peças e na plataforma, sinalização de acessibilidade nas sessões e descrição de imagens nas publicações digitais.Sessões de baixo estímulo quando possível (luz/áudio moderados); transporte para PcD/idosos quando houver viabilidade local.6) Avaliação, impacto e finalidade do acervo (compatível com a fase)Foco qualitativo: coletar, nas 12 exibições, relatos breves e fichas de impressão sobre: compreensão do bioma como modo de existir, pertinência das vozes locais e efeitos de sensibilização ("o que mudou no meu olhar?").Métricas de plataforma: acessos/tempo médio de navegação/downloads do PDF e da biblioteca de sons/imagens; mapa de origens geográficas.Relatório sintético único consolidando devolutivas, aprendizados metodológicos e inventário/indexação do acervo (vídeo/áudio/transcrições/stills) como base para futura exposição itinerante e obras cênicas (fora deste orçamento).Ênfase de finalidade: mais que volume numérico, esta etapa visa sensibilizar — fazer reconhecer que quando morre um bioma, também se perde uma forma humana de ver e habitar o mundo.7) Ética, direitos e proteção de dados (itens inevitáveis)TCLE/FPIC: uso de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (para pessoas em geral) e de Free, Prior and Informed Consent _ Consentimento Livre, Prévio e Informado (para povos e comunidades tradicionais), com possibilidade de anonimização a pedido.Manejo de temas sensíveis: condução ética de conteúdos potencialmente traumáticos (luto, violência, perdas), com escuta qualificada, pausas, consentimento renovável e referenciamento a serviços locais de saúde/assistência quando necessário.LGPD: política de Lei Geral de Proteção de Dados — coleta mínima, finalidade determinada, guarda segura, prazos de retenção e descarte, controle de acesso ao acervo bruto e uso educativo sem fins comerciais conforme termos de uso.Comprovação: master com Closed Caption; DCP para exibição em sala e LTO-9 para preservação; 6 cadernos de campo; guia pedagógico (PDF aberto na plataforma); registro das 12 exibições e rodas de conversa; métricas da plataforma; inventário/indexação do acervo com metadados; evidências de TCLE/FPIC, LGPD e manejo de temas sensíveis.
Problema público. O Brasil vive erosão socioambiental em seis biomas — Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Pampa, Caatinga e Amazônia. A perda ecológica implica apagamento cultural: quando um bioma colapsa, desaparecem rituais, ofícios, línguas, paisagens sonoras e modos de existir. Há interesse público em registrar, preservar e difundir esse patrimônio imaterial, articulando ciência, memória e direitos culturais.Solução cultural proposta. Os Brasis de Darcy _ Biografias de um Brasil em Extinção é um documentário acessível com circulação gratuita e acervo educativo aberto (PDF em plataforma do projeto e recortes sonoro-visuais para uso não comercial). O método combina busca ativa e escuta qualificada — a entrevista como encontro (Eduardo Coutinho), a cartografia sentimental (Suely Rolnik) e procedimentos da psicologia comunitária (atenção flutuante, manejo de temas sensíveis, consentimento renovável) — para traduzir dados complexos em narrativas antropológicas compreensíveis. Reconhece povos da floresta, ribeirinhos, pescadores artesanais, seringueiros, quebradeiras de coco babaçu, quilombolas, benzedeiras e mulheres da farinha como sujeitos de saber.Por que a Lei 8.313/1991 é o instrumento adequado.Direitos culturais e acesso. O filme e seus derivados são bens de alto interesse público e baixo apelo comercial; demandam fruição gratuita e materiais abertos. O incentivo fiscal garante acesso universal sem perda de qualidade técnica ou de preservação.Regionalização e proteção do pluralismo. A produção é multi-regional, com filmagens em múltiplos municípios de cada bioma, busca ativa de protagonistas locais e devolutivas nos territórios filmados (12 exibições gratuitas com rodas de conversa). Valorizam-se recursos humanos e conteúdos locais e protegem-se expressões de grupos formadores da sociedade brasileira.Acessibilidade, ética e preservação. O mecanismo cobre custos inadiáveis:Acessibilidade escalonada (entregas desta fase: Closed Caption no filme e linguagem simples nas peças/plataforma; Libras e Audiodescrição previstas para a difusão, mediante captação complementar);Depósito legal e preservação (DCP _ Digital Cinema Package, padrão de exibição em salas; LTO-9 _ Linear Tape-Open, fita profissional de longa duração);Conformidade ética e de dados (TCLE/FPIC, LGPD e manejo de temas sensíveis). Esses itens dificilmente são absorvidos pelo mercado, mas são essenciais para perenidade, acesso e integridade do acervo.Efeito multiplicador (legado). O filme organiza e indexa material que funcionará como acervo estruturante para exposição itinerante e obras cênicas por bioma (desdobramentos fora deste orçamento), ampliando formação de público, educação e memória no médio prazo.Frase de guarda (viabilidade). Sem o incentivo, acessibilidade, preservação, devolutiva territorial e acervo educativo não teriam cobertura; com a Lei, alinha-se interesse privado à finalidade pública sem sacrificar qualidade, acesso e perenidade.Conformidade com a Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet)De acordo com o Art. 1º da Lei 8.313/91, o projeto se enquadra nos incisos I, II, IV e VIII, da seguinte forma:I — Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais. • Realiza 12 exibições gratuitas (mín. 1 por bioma) com mediação e reserva de assentos para públicos prioritários; disponibiliza PDF pedagógico aberto e acervo sonoro/visual em plataforma pública para uso educativo não comercial.II — Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais. • Filma em seis biomas e múltiplos municípios; adota busca ativa com seleção de protagonistas locais; faz devolutivas nos territórios filmados; envolve profissionais regionais quando pertinente.IV — Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional. • Registra e difunde saberes, ofícios, rituais e paisagens sonoras de povos e comunidades (p. ex., povos da floresta, ribeirinhos, pescadores artesanais, seringueiros, quebradeiras de coco babaçu, quilombolas, benzedeiras, mulheres da farinha), com TCLE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido)/FPIC (Consentimento Livre, Prévio e Informado) e respeito à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).VIII — Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. • Entrega filme acessível (nesta fase: Closed Caption e linguagem simples), acervo indexado (vídeo/áudio/stills/transcrições) e depósito legal em DCP (padrão de cinema) e LTO-9 (fita de preservação de longa duração).Objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91 a serem alcançados com o projeto:II, "c" — Realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore. • Esta fase financia o documentário e sua circulação gratuita (sessões com rodas de conversa). O acervo resultante fundamenta exposição itinerante e obras cênicas por bioma em etapa posterior (fora deste orçamento), em coerência com a finalidade do inciso.IV, "a" — Distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. • Distribui gratuitamente o acesso às 12 sessões (com reserva de assentos para públicos prioritários).IV, "b" — Atividades de caráter educativo e informativo sobre arte e cultura. • Realiza rodas de conversa nas exibições; publica PDF pedagógico e biblioteca de sons/imagens em plataforma pública para uso educativo não comercial.
Importância e legado ecossistêmico do projeto(o projeto como bioma: um organismo vivo que conecta expedição, filme, exposição e cena)Há projetos que registram um mundo e há projetos que criam um mundo de relações. Os Brasis de Darcy – Biografias de um Brasil em Extinção pertence a esta segunda ordem. Ele não é apenas um filme sobre biomas; é, ele próprio, um bioma cultural — um ecossistema de práticas que liga expedição, documentário, acervo e desdobramentos expositivos e cênicos. Como todo bioma, vive de interdependências: entre territórios e vozes, entre ciência e rito, entre dor e invenção. Registrar esse processo é preservar não só imagens e sons, mas o circuito de reciprocidades que o torna possível.1. Antropologia da interdependênciaEm campo, não colhemos “depoimentos”; compartilhamos encontros. A entrevista deixa de ser coleta e passa a ser co-presença, onde um mundo fala por sua gente, sua língua, seus objetos, seus silêncios. A cartografia sentimental nos permite mapear afetos e vínculos — o caminho de uma água, o trabalho de uma mão, o canto que organiza um amanhecer. Assim, o filme não “representa” comunidades; restitui a elas a dignidade de sujeitos de saber. O resultado é um arquivo vivo: uma memória que respira e pode ser reativada em roda de conversa, aula, mostra, ensaio de cena.2. O projeto como bioma (ciclo de circulação do vivo)Expedição: escuta e registro de modos de existir — técnicas, rituais, palavras, paisagens sonoras — que conectam pessoas e território.Documentário: nó central do ecossistema, em que as linhas de voz, gesto e som são tramadas numa dramaturgia de mundos.Acervo estruturante: organização, indexação e acesso educativo (sons/imagens/guia), permitindo que escolas, cineclubes e coletivos reativem os materiais.Exposição itinerante e espetáculos por bioma (desdobramentos futuros): a imagem volta ao espaço público e ao palco, como corpo simbólico que pensa o país por seus climas e línguas de terra.Cada etapa nutre as demais. A expedição dá lastro ao filme; o filme dá forma ao acervo; o acervo oferece matéria à cena e à exposição; a cena devolve sentido ao território, e o território reabre perguntas à pesquisa. Este ciclo de retroalimentação é o que chamamos aqui de bioma cultural.3. Justiça climática é justiça simbólicaNo colapso ambiental, desmoronam economias, mas também léxicos, metáforas, ritmos. Defender biomas é defender formas de imaginação. Nossa contribuição é estético-política: construir narrativas compreensíveis que convertam a escala do desastre em escuta situada, sem perder a espessura das vidas. O filme opera como ponte de inteligibilidade entre quem vive o impacto e quem decide políticas; entre quem mede o clima e quem reza a chuva.4. O país que fala por seus biomasO Brasil não é uma abstração; é uma polifonia de zonas de vida. Registrar Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Pampa, Caatinga e Amazônia não é compor um inventário exótico, mas restituir ao país a gramática de sua diversidade — povos da floresta e ribeirinhos; quebradeiras de coco e mulheres da farinha; quilombolas, benzedeiras, brigadistas, pescadores. Cada voz é linguagem de cuidado. Cada ofício é tecnologia ambiental. Cada canto é métrica de tempo ecológico.5. Pesquisa-criação: método que vira política públicaA escolha por busca ativa, consentimento renovável e devolutiva comunitária transforma método em ética de política cultural: não basta filmar — é preciso voltar. As 12 sessões gratuitas com rodas de conversa reconstituem o contrato de confiança e fazem do público coautor do sentido. O acervo aberto (uso educacional não comercial) permite que professores e agentes culturais sigam multiplicando o alcance do projeto, muito além da janela do cinema.6. A cena como laboratório do sensívelOs futuros espetáculos por bioma (fora deste orçamento) e a exposição não são “adaptações” do filme, mas movimentos do mesmo organismo. O palco e a sala expositiva trabalham corpo, objeto e tempo de outro modo, criando rituais contemporâneos que reencenam a experiência de campo: o vento nas folhas que atravessa o teatro, a água que se ouve antes de se ver, a palavra que se aprende por vizinhança e não por dicionário. Este trânsito entre linguagens é a resiliência do bioma cultural.7. Urgência e esperançaEstamos próximos de pontos de não retorno ecológicos e simbólicos. Há urgência, mas não fatalismo. O projeto aposta na esperança trabalhada: ações concretas de preservação de memória, educação ambiental e formação de público, para que a sociedade reconheça em tempo que “quando um bioma morre, também morre uma forma humana de ver e habitar o mundo”.8. O que o registro garante (para hoje e para depois)Prova de existência: imagens/sons que preservam léxicos, objetos, cantos de trabalho e rituais em risco.Ferramenta pedagógica: materiais abertos que transformam espectadores em mediadores.Infraestrutura simbólica: acervo estruturante para exposições e cena, mantendo continuidade e cuidado com as comunidades.Política de cultura como política de clima: o direito ao acesso, à memória e à interpretação do próprio território.Não filmamos “sobre” os biomas; filmamos com eles — pensando com suas águas, seus ventos, seus silêncios. O que se chama aqui de produto é, na verdade, um organismo relacional que respira nas telas, nas escolas, nas rodas, nos palcos. Se um bioma é a casa do vivo, este projeto é a casa dos sentidos que ainda podem nos manter vivos.
Especificações técnicas do produto(escopo desta fase: filme + materiais de circulação inicial + acervo educativo aberto)1) Obra principal — DocumentárioTítulo: Os Brasis de Darcy – Biografias de um Brasil em ExtinçãoGênero/Forma: documentário de criação (busca ativa, entrevista como encontro, cartografia sentimental, etnografia sonora)Duração final: até 70 minutosClassificação indicativa sugerida: 12 anos (temas sensíveis: luto e desastres ambientais; sem violência gráfica)1.1 Masterização e formatosMaster mezzanine: Apple ProRes 422 HQ, 4K UHD (3840×2160), 24 fps, 10-bit, espaço de cor Rec.709; áudio 5.1 (stems L/R/C/LFE/LS/RS) + 2.0 (Lt/Rt).Master de preservação (imagem+som): container MOV (ProRes 422 HQ 4K) + pacote de stems WAV 48 kHz/24-bit.Exibição em cinema (DCP): 2K FLAT (1998×1080), 24 fps, cor XYZ, áudio 5.1 (compatível 2.0). Sem KDM.Exibição alternativa (não DCP, quando o local não dispor): arquivo H.264/H.265 1080p 24 fps, bitrate 20–35 Mbps, áudio 2.0.1.2 Acessibilidade (entregas desta fase)Closed Caption (CC) embutido/sidecar (SRT e MXF/SMPTE para DCP).Linguagem simples nas peças e na plataforma.Planejado para difusão (captação complementar): Libras (janela), Audiodescrição (AD) e SDH revisada.1.3 Conformidades técnicas e de dadosÁudio: padrão 48 kHz/24-bit, referência -20 dBFS, loudness alvo -23 LUFS ±1 para mix 2.0 destinada a web/TV pública.Imagem: conformidade de níveis (legal range), flicker e flash test (acessibilidade).Backups: política 3-2-1 (3 cópias, 2 mídias, 1 off-site), com checksums SHA-256 e manifest.2) Depósito legal e preservaçãoConforme exigências para audiovisual:DCP (Digital Cinema Package) em disco CRU DX115 ou HD externo, com structure SMPTE, CPL única, sem KDM.LTO-9 (Linear Tape-Open, fita de dados profissional) com:Master 4K (ProRes 422 HQ), stems de áudio, DCP 2K, teaser master, press kit e documentação técnica (relatórios, manifest, checksums).Um projeto por suporte, sem mistura com outros projetos.Leia-me (README.txt) com mapa de diretórios e instruções de restauração.3) Materiais de comunicaçãoTeaser: 60–90 s, 1080p 24 fps, H.264 (20–35 Mbps), áudio 2.0; com CC.Stills/Fotografias: 15–30 imagens, mín. 4000 px no maior lado, 300 dpi, formato TIFF e JPEG, com legendas e créditos IPTC.Press kit bilíngue (PT/EN): 8–12 páginas, PDF (≤ 10 MB), incluindo sinopse, ficha técnica, biografias resumidas, eixos por bioma, notas de acessibilidade e contatos.4) Acervo educativo aberto (plataforma do projeto)4.1 Guia Pedagógico (PDF acessível)Paginação: até 48 páginas.Estrutura sugerida:Apresentação e objetivos de aprendizagem;Seis seções por bioma (contexto, mapas afetivos, glossário, referências);Atividades guiadas (3 por bioma, 15–30 min), com perguntas-gatilho e sugestões de mediação;Bibliografia/Filmografia e links;Créditos e licença.Acessibilidade do arquivo: PDF/A-2u com tags semânticos, ordem de leitura, texto alternativo em imagens e hiperlinks descritivos.Linguagem: versão em linguagem simples.Licença de uso: educacional não comercial (Creative Commons CC BY-NC ou equivalente definida pela proponente).4.2 Biblioteca de sons e imagens (recortes educativos)Áudio (paisagens sonoras): até 60 faixas (média 10 por bioma), WAV 48 kHz/24-bit, duração 10–60 s; nomes padronizados e metadados (bioma, localidade, data, descrição, créditos e restrições de uso).Microclipes de vídeo: até 60 clipes (média 10 por bioma), MP4 H.264 1080p 24 fps, 10–30 s, com watermark discreto e aviso de licença educacional.Metadados e indexação: planilha CSV e JSON com campos: id, tipo, bioma, município/UF, descrição, palavras-chave, data, crédito, licença, observações éticas (TCLE/FPIC).Termos de uso: página dedicada com licença não comercial, créditos obrigatórios e contatos para pedidos especiais.4.3 Plataforma/WebsiteAcessibilidade digital: referência WCAG 2.1 AA (contraste, navegação por teclado, headings, alt em imagens).Arquitetura: páginas para sinopse, biomas, agenda de sessões, downloads (PDF/sons/imagens), relatos acessíveis e contato.Arquivo e integridade: os downloads possuem checksums (SHA-256) publicados; política de dados pessoais em conformidade com LGPD (coleta mínima, finalidade, guarda e descarte).5) Democratização — sessões presenciais (especificações de exibição)Salas com DCP: reprodução 2K 24 fps com áudio 5.1; sem KDM; ingest com antecedência mínima de 48 h ou conforme regra do equipamento.Espaços sem DCP (alternativo): projeção 1080p (H.264) por media player ou notebook dedicado (HDMI/SDI), com áudio 2.0; projetor ≥ 6.000 lúmens recomendado (ou conforme disponibilidade local).Som direto/ambiente: controle de volume com picos abaixo de 95 dB SPL e aviso prévio de transições intensas (baixo estímulo quando necessário).Acessibilidade mínima em sessão: CC disponível, sinalização básica (pictogramas) e assentos reservados; anúncios em linguagem simples no início da sessão.Rodas de conversa: 30–50 min; co-mediação (equipe + representante local); fichas de impressão curtas (papel/QR) opcionais.6) Projeto pedagógico — princípios e usoObjetivo pedagógico: sensibilizar para a noção de que “biomas em risco = biografias em risco”, articulando clima, saúde, cultura e memória.Públicos-alvo: ensino fundamental II, ensino médio, EJA, universidades, redes socioambientais, cineclubes e equipamentos culturais.Competências transversais: letramento científico e midiático; empatia e escuta ativa; cultura e território; cidadania e meio ambiente.Metodologia: atividades breves (15–30 min) com perguntas-gatilho, mapas afetivos, escutas guiadas e produção de microrelatos (texto/áudio), respeitando consentimentos.Avaliação formativa: rubricas simples de compreensão/sensibilização; relatos de turma; registros fotográficos com autorização.7) Governança ética e de dados (aplicável a todos os produtos)TCLE/FPIC: guarda dos termos com vinculação a trechos/arquivos; opção de anonimização e consentimento renovável.LGPD: coleta mínima, finalidade explícita, acesso restrito ao bruto, criptografia em repouso/transporte, política de descarte com prazos.Temas sensíveis: possibilidade de pausa/retirada em atividades; referências a serviços locais quando necessário.8) Nomenclatura e organização de arquivosPadrão de nomes: OBD_BIOMA_MUN_UF_AAAAMMDD_TIPO_SEQ.ext (ex.: OBD_CERRADO_Pirenopolis_GO_20250612_AUDIO_003.wav).Estrutura de pastas: /01_MASTER/, /02_DCP/, /03_AUDIO_STEMS/, /04_TEASER/, /05_PRESSKIT/, /06_STILLS/, /07_PDF/, /08_EDU_RECORTES/, /09_METADATA/, /10_REPORTS/.Relatórios: ingest, conformidade técnica, checksums, logs de backup e guia de restauração (README).9) Limites e escopo desta faseEntregas obrigatórias: filme (master 4K, DCP 2K, LTO-9), CC, teaser, press kit, stills, Guia Pedagógico (PDF acessível), recortes educativos (sons/imagens) na plataforma, 12 sessões com roda de conversa e sinalização básica.Planejado para difusão (captação complementar): Libras, AD e SDH revisada; eventuais transmissões on-line ampliadas.Todos os itens foram dimensionados para execução auditável e compatíveis com a presente fase de orçamento, preservando qualidade técnica, acessibilidade mínima e legado educativo.
Para cumprir a IN 11/2024, em seu artigo Art. 27, serão oferecidas as seguintes medidas de acessibilidade:1) Acessibilidade Física (salas/equipamentos de terceiros)Seleção de locais: priorização de espaços que já possuam:Rotas acessíveis (rampas/plataformas; corrimãos; desníveis vencidos).Sanitário acessível e área reservada para cadeiras de rodas e acompanhantes.Sinalização tátil-visual e iluminação/contraste adequados nas circulações.Quando a gestão do imóvel não for do proponente (LBI, art. 42, §1º), eventuais insuficiências serão tratadas como adaptações razoáveis e registradas em ata, podendo ensejar mudança de local quando necessário.Operação das sessões:Reserva de assentos para públicos prioritários (PcD, idosos, mobilidade reduzida).Sinalização básica de acessibilidade na entrada e na sala (pictogramas de assentos reservados e sanitário acessível).Sessões de baixo estímulo e transporte local somente quando tecnicamente viáveis e conforme o local/agenda.2) Acessibilidade de Conteúdo (filme, mediação e materiais)Entregas mínimas desta fase (garantidas):Closed Caption (CC) no filme.Linguagem simples em convites/peças e na página/plataforma do projeto.Descrição breve de imagens nas publicações digitais essenciais.Mediação inclusiva nas rodas de conversa (introdução clara; tempo de fala compartilhado).Planejamento para difusão (fase seguinte, condicionada à captação):Libras (janela) e Audiodescrição (AD) do filme; legenda descritiva/SDH revisada. 3) Devolutiva comunitária acessível (sessões nos territórios filmados)Princípio ético: além de salas formais, realizaremos sessões de devolutiva nas comunidades registradas como estratégia de respeito e retorno simbólico. A realização observará TCLE/FPIC (consentimento livre, prévio e informado) e será pactuada com lideranças locais.Parâmetros mínimos em espaços não convencionais:Organização de rota livre e área reservada para cadeiras de rodas; sinalização temporária de circulação/saída.Registro de adaptação razoável quando inexistirem recursos arquitetônicos.Uso de estrutura itinerante (tela/projetor/som) quando necessário.Conteúdo e mediação:Exibição com CC, convites em linguagem simples e roda de conversa co-mediada por integrante da equipe e representante local.Disponibilização do PDF pedagógico em plataforma (download) e, quando for o caso, alternativa offline (pendrive/cartão) para uso educacional não comercial.4) Comunicação e Divulgação AcessíveisMateriais digitais com contraste adequado, textos alternativos e estrutura compatível a boas práticas de acessibilidade (WCAG 2.1 AA como referência).Divulgação das sessões com ícones de acessibilidade informando os recursos disponíveis em cada local.Canal simples de contato (e-mail/WhatsApp) para pedidos de acomodação razoável.5) Governança e ConformidadeCoordenação/consultoria de acessibilidade responsável por orientar a aplicação das medidas desta fase e validar o Relatório de Medidas de Acessibilidade.TCLE/FPIC e LGPD (coleta mínima, finalidade definida, guarda segura e descarte no prazo) aplicados à comunicação e às devolutivas.Manejo de temas sensíveis: possibilidade de pausa/retirada sem constrangimento e indicação de serviços locais quando necessário.6) Cronograma de implementação (IN 11/2024 – Art. 27)Imediato (esta fase): CC, linguagem simples, descrição breve de imagens e comunicação acessível; seleção de locais com rotas/assentos/sanitário acessível ou adaptação razoável registrada.Difusão (planejada, condicionada à captação): Libras, AD e SDH revisada.7) Resumo auditável (entregas mínimas desta fase)Filme com Closed Caption (CC).Linguagem simples nas peças e na página/plataforma do projeto.Sinalização básica de acessibilidade nas sessões e reserva de assentos para públicos prioritários.Checklist de acessibilidade do local e ata simples com registro de eventuais adaptações razoáveis.Relatório de Medidas de Acessibilidade – fase de produção e circulação inicial, indicando como planejamento (não obrigação desta fase) a etapa de difusão com Libras e Audiodescrição, mediante captação complementar.
(escopo desta fase: produção do filme + 12 exibições gratuitas com devolutiva e rodas de conversa)1) Política de distribuição e comercializaçãoGratuidade total: as 12 sessões presenciais previstas (mín. 1 por bioma) serão gratuitas, com reserva de 20% dos assentos para públicos prioritários (PcD, pessoas idosas, mobilidade reduzida e acompanhantes).Sem bilheteria/sem venda nesta fase: não haverá comercialização de ingressos nem exploração comercial do filme. A circulação ocorrerá em equipamentos públicos/comunitários (salas de cinema, auditórios, bibliotecas, escolas, centros culturais e espaços comunitários) e em devolutivas nos territórios filmados.Janela educativa: o PDF pedagógico e recortes do acervo (sons/imagens) estarão disponíveis na plataforma do projeto, para uso educacional não comercial, com termos de uso claros (licença educacional).Pós-projeto (referência, não escopo): negociações futuras com mostras, cineclubes, TVs públicas e circuitos de educação/cultura poderão ocorrer fora deste orçamento, preservando a gratuidade ou políticas de ingresso social quando aplicável.2) Estratégias de alcance territorial (regionalização)Devolutiva comunitária: retorno aos territórios filmados com sessões gratuitas e rodas de conversa co-mediadas por representantes locais (escolas, associações, coletivos, brigadas ambientais), respeitando TCLE/FPIC.Parcerias locais: articulação com secretarias municipais/estaduais de Cultura e Educação, universidades públicas, IFs, SESC/SESI, cineclubes e redes de bibliotecas para ampliar o raio de exibição e facilitar a logística das sessões.Calendário popular: priorização de horários acessíveis (fim de tarde/noite) e períodos de menor conflito com atividades laborais/comunitárias.3) Medidas de ampliação de acesso (IN 11/2024, Art. 30)Em atendimento ao Art. 30, adotaremos, nesta fase:Inciso V — atividades gratuitas paralelas: após cada sessão haverá roda de conversa gratuita (atividade educativa e informativa). Poderão ocorrer até 2 encontros “work-in-progress” (ensaio aberto) on-line ou presenciais, para educadores/gestores culturais, com trechos do filme e debate metodológico (quando tecnicamente viável).Inciso II — transporte gratuito ao público: oferecimento de transporte local gratuito para públicos prioritários (PcD, mobilidade reduzida e pessoas idosas, incluindo acompanhantes), quando tecnicamente viável e conforme o local/agenda, mediante parceria com órgãos públicos ou provedores locais.Observação: demais medidas do Art. 30 poderão ser consideradas na fase de difusão (fora desta etapa), conforme captação complementar e pertinência territorial.4) Acessibilidade de conteúdo e comunicação inclusiva (síntese)Filme com Closed Caption (CC) nesta fase.Linguagem simples nas peças, convites e na plataforma.Sinalização básica de acessibilidade nas sessões (pictogramas/assentos reservados/sanitários acessíveis).Divulgação clara: materiais com ícones de recursos disponíveis por local e canais de contato (e-mail/WhatsApp) para pedidos de acomodação razoável.Libras e Audiodescrição (AD): previstas para a fase de difusão, mediante captação complementar.5) Internet e acesso remotoPlataforma do projeto: disponibilização do PDF pedagógico (download) e de recortes do acervo (sons/imagens) com metadados e licença educacional não comercial.Conteúdo aberto e seguro: teasers, sinopses, press kit e relatos acessíveis das sessões; respeito à LGPD (coleta mínima, finalidade, guarda segura).Encontro on-line (opcional): até 1 sessão pública de apresentação do projeto (bate-papo com a equipe) para ampliar o alcance, quando tecnicamente viável.6) Critérios de seleção de sessões e públicoEquilíbrio territorial: priorização de múltiplos municípios por bioma, contemplando capitais e cidades do interior.Públicos prioritários: reserva de assentos e mediação inclusiva; divulgação com antecedência e canais ágeis para confirmação de apoios de acessibilidade (ex.: transporte local quando viável).Parcerias educativas: estímulo a presenças de professores, estudantes, agentes culturais e de saúde, com materiais de apoio (PDF) para uso posterior em sala de aula e ações comunitárias.7) Resumo auditável (entregas mínimas desta fase)Filme com Closed Caption (CC).Linguagem simples nas peças e na página/plataforma do projeto.Sinalização básica de acessibilidade nas sessões e reserva de assentos para públicos prioritários.Checklist de acessibilidade do local e ata simples com registro de eventuais adaptações razoáveis.Relatório de Democratização do Acesso consolidando: lista de sessões realizadas, públicos atendidos, rodas de conversa (síntese) e, quando aplicado, execução de transporte gratuito quando tecnicamente viável.
HERCULES MORAIS: DIRETOR GERAL, fundador e diretor artístico do REC, é ator, diretor e pesquisador com trajetória marcada por rigor estético, pesquisa acadêmica e engajamento social. Formou-se no Centro de Pesquisa Teatral (CPT) com Antunes Filho, aprofundando o trabalho do ator como presença ritual. Atuou em 15 espetáculos e co-dirigiu seis, com destaque para prêmios como o da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) por Dom Quixote e o Prêmio Aplauso Brasil como Melhor Ator por Oliver Twist. Foi fundador e Diretor de Formação do Núcleo de Artes Cênicas (NAC) e coordenou o Programa Vocacional de São Paulo — maior programa público de formação em artes da América Latina — experiência que gerou sua pesquisa de mestrado pela USP. Atualmente, desenvolve doutorado com menção internacional pela Universidade de Oxford, investigando arte, memória e sentido de vida. No audiovisual, dirigiu os documentários LongeVIDAde e Queimar a Casa, que abordam escuta e valorização de grupos vulneráveis, exibidos em congressos e mostras no Brasil e no exterior.Será responsável por articular as reflexões filosóficas e poéticas, interpretando as conexões entre as crises ecológicas e humanitárias e a experiência humana nas regiões exploradas. O material coletado visa inspirar e fundamentar a criação de novos projetos de encenação, ampliando o impacto artístico e reflexivo sobre as questões ambientais e culturais abordadas.REC INSTITUTO: DIREÇÃO ARTÍSTICA, uma plataforma transdisciplinar dedicada à criação, formação e difusão de práticas artísticas que integram arte, saúde e território. Atua por meio de espetáculos, exposições, documentários, oficinas, palestras e programas formativos, com foco em temas urgentes da contemporaneidade e impacto social. Será responsável pela direção artística do projeto, direcionando entrevistas, formas de articulação artísticas e poéticas da obra.CLISSIA MORAIS: DIRETORA DE ARTE, atuou em filmes dirigidos por Hector Babenco, Fernando Meirelles, Fábio Barreto e Karim Aïnouz, além de produções premiadas como Ensaio Sobre a Cegueira, Meu Amigo Hindu e Desmundo. É referência na criação de objetos e cenários para teatro, cinema, óperas e exposições de grande porte. Como diretora de arte do documentário, conceberá a ambientação estética e sensorial do espaço, integrando materiais, sons, luzes e elementos naturais. Será responsável por garantir que cada detalhe traduza visualmente a poética e a urgência ambiental do projeto. JOAQUIM CASTRO: CAPTAÇÃO VISUAL, diretor de documentários como Máquina do Desejo (sobre o Teatro Oficina), Dominguinhos e Partido, tem obras exibidas em festivais como IDFA – International Documentary Film Festival Amsterdam (Holanda), É Tudo Verdade (Brasil), In-Edit (Espanha, Chile, Brasil) e Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Atuou como roteirista, montador e diretor de fotografia em filmes sobre nomes centrais da cultura brasileira, como Jards Macalé, Luiz Melodia e Léa Freire. Será o captador visual, garantindo que as imagens transmitam a estética e a narrativa visual desejadas. Ele cuidará do enquadramento, iluminação e estilo das filmagens, capturando os biomas, depoimentos de pessoas e das expressões das comunidades retratadas.ANGELA RIBEIRO: ROTEIRO, atriz e dramaturga paraense, formada pela EAD/USP, foi dirigida por Antunes Filho e recebeu o Prêmio Shell de Dramaturgia por Refluxo. Atuou em longas-metragens de Walter Salles, Afonso Poyart, Vicente Amorim e Flávia Castro, além de protagonizar produções independentes com ênfase no Norte do Brasil. Responsável por estruturar a narrativa do documentário, organizando os acontecimentos e falas para conduzir o espectador pela história. Atua na criação de roteiros, diálogos e conexões poéticas que traduzem a visão artística e temática da obra.RENATO NAVARRO: DIRETOR DE CAPTAÇÃO DE ÁUDIO, mestre em Artes e compositor residente do Instituto, é responsável pela criação das paisagens sonoras do REC. Assina trilhas para teatro, cinema e séries do Canal Brasil. Foi premiado por trilhas como Virgens (LABRFF – Los Angeles, EUA) e Alfredo Não Gosta de Despedidas (Mix Brasil), e atuou em projetos com a Cia. de Teatro Heliópolis (Prêmio Shell – Música), Coletivo Negro e Teatro da Pombagira.No projeto, Renato será responsável pela captação de áudio de alta qualidade, garantindo a clareza e profundidade dos sons ambientes e depoimentos. Sua experiência em som contribuirá para capturar as nuances auditivas dos biomas e das comunidades locais, proporcionando uma experiência sensorial rica e autêntica que reforça a narrativa audiovisual do projeto.IVANA THAIS: DIRETORA DE PRODUÇÃO, produtora cultural e artista. É membra fundadora do Teatro Gueroba, grupo de artistas pesquisadores sediado na cidade de Ouvidor, que tem o espetáculo teatral Republikkk em seu histórico. Cientista social de formação (UFCAT), mobiliza recursos, parcerias institucionais e articulação comunitária. Atuará como ponte com as comunidades locais, investigando as dimensões sociais e culturais, estabelecendo diálogos com os habitantes e revelando histórias e experiências que conectam os povos aos biomas em risco. Além disso, será responsável pela gestão de produção, coordenando aspectos logísticos e organizacionais da expedição.DUCERRADO PRODUÇÕES: PRODUÇÃO, uma produtora cultural e artística dedicada à criação, difusão e gestão de projetos nas áreas de teatro, audiovisual, artes integradas e formação artística. É responsável por toda parte de produção do Teatro Gueroba. A empresa atua na interseção entre arte, pesquisa e etnografia, desenvolvendo ações que valorizam os saberes tradicionais, a diversidade cultural e ambiental, trabalhando pela sua preservação e por uma manifestação sensível e poética dos seres.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.