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PRONAC 251338Autorizada a captação total dos recursosMecenato

I Festival Nacional Avante, Maria Felipa!

MJ DAMASIO PASSOS PRODUCOES
Solicitado
R$ 1,36 mi
Aprovado
R$ 1,36 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Festival, bienal, festa ou Feira
Ano
25

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2025-04-07
Término
2027-03-22
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

O Festival Nacional "Avante, Maria Felipa!" é um evento de grande importância temática e cultural, destacando-se pelo seu compromisso com afirmação das culturas negras e indígenas. Idealizado por Bárbara Carine e Maju Passos, duas mulheres negras e mães solos de Salvador, o festival integra uma programação diversificada que contempla arte, cultura, gastronomia, empreendedorismo e atividades educativas, todas com enfoque na arte-educação antirracista. Por meio de cada produto cultural, como o Palco Awê, Palco Griô, Jardim dos Erês com "A Turma da Maria Felipa", a Cozinha Ancestral e Feira de Empreendedorismo Afroindígena, o festival beneficia o público com uma experiência enriquecedora que fortalece o sentimento de pertencimento. O resultado é uma celebração cultural que não apenas entretém, mas também educa e empodera, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária!

Sinopse

Descendente de africanos que foram sequestrados do Sudão para serem escravizados no Brasil, negra e trabalhadora braçal, Maria Felipa foi uma importante heroína e líder quilombola na Bahia. Baseada em seu legado, a Escola Maria Felipa foi idealizada por Bárbara Carine, que buscava a educação afro-brasileira para sua filha. Anos depois, Maju Passos se torna a segunda sócia da escola, fortalecendo ainda mais a sua atuação. Nesse contexto, surge o Festival “Avante, Maria Felipa!”, dirigido por Bárbara Carine e Maju Passos, duas mulheres negras e mães solos, nascidas e residentes em Salvador. O objetivo do Festival é de reunir pessoas em diferentes faixa-etárias, entrelaçando arte, cultura, educação, gastronomia e empreendedorismo em uma programação que acontece durante o dia todo, pensada para as diversas formas de famílias. O Festival aquilomba artistas locais e nacionais no intuito de apresentar uma cultura negra e indígena em articulação com a perspectiva de educação afroreferenciada, que a Escola Maria Felipa adota. O I Festival Nacional "Avante, Maria Felipa!" destaca a importância de celebrar e afirmar as culturas negras e indígenas, proporcionando mais um espaço inclusivo e antirracista no ecossistema da cultura nacional. O evento oferece uma programação rica e diversificada, que inclui música, dança, teatro e gastronomia, beneficiando o público com uma experiência cultural enriquecedora, e especialmente acolhedor às crianças. Além disso, o festival fortalece o sentimento de pertencimento e identidade da sociedade brasileira, majoritariamente composta por pessoas negras e indígenas, promovendo uma sociedade mais justa e igualitária. Para tanto, o Festival acontecerá sob cinco produtos culturais: 1. Palco Awê; 2. Palco Griô; 3. Jardim dos Erês com “A Turma da Maria Felipa”; 4. Cozinha ancestral; 5. Feira de Empreendedorismo Afroindígena; 6. Bate papos e Oficinas (contrapartida social). O I Festival Nacional "Avante, Maria Felipa!" atrai um público diversificado e interessado em celebrar e afirmar as culturas negras e indígenas. Este perfil de público inclui famílias formadas por pessoas com diferentes identidades étnico-racial, de gênero, orientações sexuais, PcDs, entre outras que valorizam um ambiente inclusivo e antirracista. Pessoas de todas as idades, especialmente aquelas que se identificam com as causas afro-brasileiras e indígenas, são atraídas pela rica programação que entrelaça arte, cultura, gastronomia e empreendedorismo. Educadores, artistas, e ativistas sociais também encontram no festival um espaço de troca e aprendizado sobre educação afroreferenciada e resistência cultural. Além disso, o evento é acolhedor para crianças, oferecendo atividades divertidas e antirracistas, atraindo pais e responsáveis que buscam uma formação cultural inclusiva para os pequenos.

Objetivos

Geral: Fortalecer a visibilidade e circulação das culturas afro-brasileiras e originárias de todas as regiões do Brasil, com foco nas culturas locais produzidas em territórios situados no Norte, Nordeste e Centro-oeste do país. Específicos: PRODUTOS 1. PRODUTO PALCO AWÊ: Promover apresentações musicais artístico-educativas com artistas convidadas/os e selecionadas/os, com foco nas culturas locais produzidas em territórios situados no Norte, Nordeste e Centro-oeste do país; 2. PRODUTO PALCO GRIÔ: Promover apresentações artístico-educativas em multilinguagens, como dança, teatro, performance e circo, com artistas convidadas/os e selecionadas/os, com foco nas culturas locais produzidas em territórios situados no Norte, Nordeste e Centro-oeste do país; 3. PRODUTO JARDIM DOS ERÊS: Promover espaços seguros e afetivos para todas as crianças durante toda a programação e especialmente o espaço coletivo cultural especializado na infância com "A turma da Maria Felipa", ; 4. PRODUTO COZINHA ANCESTRAL: Favorecer o reconhecimento das culinárias afro-brasileiras e originárias como patrimônio cultural por meio dos pratos regionais servidos pela cozinha ancestral; 5. FEIRA AFROINDIGENA: promover geração de renda e visibilidade para mulheres negras e indígenas empreendedoras no setor da economia criativa e/ou escritores de literatura negros e indígenas na Afrotenda. 6. CONTRAPARTIDA SOCIAL: Democratizar o acesso a saberes culturais ancestrais por meio de bate-papos e oficinas com artistas, produtores culturais e gestores culturais negros e indígenas, aberto ao público geral.

Justificativa

O "I Festival Nacional Avante, Maria Felipa!" propõe-se a fortalecer a visibilidade e circulação das culturas afro-brasileiras e indígenas originárias do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, promovendo o encontro de saberes e expressões culturais que compõem o pluralismo nacional. Dada a natureza e os objetivos do festival, a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais é essencial para viabilizar seu financiamento e assegurar o cumprimento dos princípios e objetivos fundamentais da Lei 8313/91, em especial aqueles estabelecidos nos artigos 1º e 3º, que orientam o apoio a manifestações culturais essenciais para a identidade e diversidade do Brasil. O projeto responde diretamente a vários incisos do Artigo 1º da Lei de Incentivo à Cultura, destacando-se: Inciso II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais: O festival coloca em destaque as produções culturais de artistas e comunidades tradicionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, promovendo uma regionalização que fortalece o pertencimento e a valorização dos recursos locais. No palco Griô, apresentações artísticas em dança, teatro, e performances de cunho educativo trarão expressões culturais típicas das regiões de origem dos artistas.Inciso III _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores: Por meio de apresentações no palco Awê e rodas de conversas, o festival visa ampliar o conhecimento público sobre as manifestações culturais afro-brasileiras e indígenas, fornecendo um palco para criadores locais.Inciso IV _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional: As atividades culturais e artísticas do festival visam preservar e divulgar o patrimônio cultural imaterial das culturas afro-brasileiras e indígenas, que são essenciais para a formação da identidade nacional.Inciso V _ Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira: As oficinas e espaços de troca promovidos no evento oferecem um ambiente de transmissão de saberes culturais ancestrais, assegurando que tradições afro-brasileiras e indígenas continuem vivas e adaptadas às novas gerações.Inciso VIII _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória: O festival buscará difundir conhecimentos sobre tradições afro-brasileiras e indígenas, tanto por meio das performances e bate-papos com artistas e mestres da cultura popular, como pelo registro e disseminação dos eventos.Inciso IX _ Priorizar o produto cultural originário do País: O festival foca exclusivamente em produções artísticas e culturais nacionais, destacando a cultura brasileira em sua diversidade étnica e regional. Além disso, o projeto contribui para a realização de diversos objetivos do Artigo 3º da Lei 8313/91, incluindo: Inciso II, alínea "c" _ Fomento à produção cultural e artística, mediante realização de festivais de arte: O festival promoverá apresentações artísticas e festivais de várias linguagens (música, artes cênicas, folclore), que são fundamentais para o fortalecimento do cenário artístico e a acessibilidade cultural.Inciso III, alínea "d" _ Preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, com proteção do folclore e tradições populares nacionais: Com espaços dedicados a rodas de conversa e oficinas sobre cultura afro-brasileira e indígena, o festival também contribui para a preservação e valorização dessas tradições.Inciso IV, alínea "a" _ Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, com distribuição gratuita de ingressos para estudantes e professores de instituições públicas: O projeto contemplará ações de inclusão, promovendo a distribuição de ingressos gratuitos para estudantes e professores, incentivando o acesso à cultura.Inciso V, alínea "c" _ Apoio a outras atividades culturais e artísticas: Por meio de espaços inclusivos como o Jardim dos Erês e a Cozinha Ancestral, o projeto também cria ambientes de acolhimento que são fundamentais para a construção de espaços culturais diversificados e acessíveis. Por que a Lei de Incentivo à Cultura?A Lei de Incentivo à Cultura é o mecanismo mais adequado para o financiamento do "I Festival Nacional Avante, Maria Felipa!" porque se alinha com a missão do projeto de fomentar, difundir e valorizar as manifestações culturais afro-brasileiras e indígenas, além de democratizar o acesso a essas manifestações. O apoio da Lei é essencial para viabilizar a produção de um evento que exige uma infraestrutura de qualidade, compensação justa para os artistas e a implementação de medidas de acessibilidade, especialmente em um contexto de grande complexidade e diversidade cultural. O financiamento pelo mecanismo de incentivo garante, além disso, uma abrangência maior para o festival, permitindo que o impacto social, cultural e econômico se amplie e beneficie diretamente as comunidades e artistas locais, e de modo indireto, o público em geral. Assim, o "I Festival Nacional Avante, Maria Felipa!" torna-se uma referência para a promoção de uma cultura acessível, inclusiva e representativa.

Estratégia de execução

O projeto "I Festival Nacional Avante, Maria Felipa!"foi proposto inicialmente pela proponente pessoa física Maria Julia Passos CPF 019.918.275-20, Pronac 2416300. Diante da dificuldade de captação como PF, decidimos serir a orientação do MinC e estamos refazendo a proposta com o CNPJ da mesma proponete, agora como MJ Produções (Pessoa Jurídica).

Especificação técnica

1. Palco Awê (música cantada): Do termo de origem Patxohã, do povo Pataxó, “Awê” quer dizer canto, música e expressão espiritual. Sob a curadoria da jornalista Renata Novaes, este palco contará com 8 apresentações de música cantada com artistas negros e indígenas, sendo 3 de artistas/bandas nacionais convidadas/os (cachê de até 15 mil reais) e 5 de artistas/bandas selecionadas/os (cachê fixo de 3.000,00 reais). Em média, teremos cerca de 40 min para cada artista/banda. O local tem a capacidade para acomodar até 4.300 mil pessoas na plateia e arquibancada. Estimamos a lotação de 4.800 pessoas (com artistas e produção). Da seleção de artistas: Edital e curadoria para convidados e selecionados. Principios do edital: arte regional local, autodeclarado negro ou indígena. No caso de bandas ou grupos culturais com mais de um componente, pelo menos 50% precisa ser composto por pessoas auto declaradas negras ou indígenas e pelo menos 50% composto por mulheres ou pessoas transexuais. 2. Palco Griô (multilinguagens): Na África Ocidental, o griot – ou griô, como o termo se popularizou na língua portuguesa – são aquelas pessoas capazes de transmitir adiante o conhecimento sobre a cultura, os conhecimentos, os mitos e as histórias do seu povo. Sob a curadoria da bailarina Janahina Cavalcante, este palco contará com 5 apresentações artístico-educativas em diversas linguagens, como dança, teatro, performance e circo, com artistas negros e indígenas. Neste palco, contaremos com 2 apresentações de artistas/grupos culturais nacionais convidadas/os (cachê de até 15 mil reais) e 3 de artistas/grupos culturais selecionadas/os (cachê fixo de 3.000,00 reais). Em média, teremos cerca de 25 min para cada artista/grupo cultural. Da seleção de artistas: Edital e curadoria para convidados e selecionados. Principios do edital: arte regional local, autodeclarado negro ou indígena. No caso de bandas ou grupos culturais com mais de um componente, pelo menos 50% precisa ser composto por pessoas auto declaradas negras ou indígenas e pelo menos 50% composto por mulheres ou pessoas transexuais. 3. Jardim dos Erês e “A Turma da Maria Felipa”: O Espaço contará com a prática pedagógica da Escola Afro-Brasileira Maria Felipa, que está voltada para uma rotina diária que garante momentos de cuidados, brincadeiras e aprendizagens, orientadas de forma integrada, e também o desenvolvimento crítico da realidade social alinhados com a concepção de criança e educação antirracistas. Sob a curadoria da Escola Maria Felipa, o espaço erê A Turma da Maria Felipa, se propõe a promover o acolhimento infantil, inclusivo para todas as crianças, incluindo autistas e com deficiência. 4. Cozinha ancestral: Sob a Curadoria de Jorge Washington, este espaço será uma celebração de saberes e sabores ancestrais, no qual serão servidos a nossa Feijoada de Axé e petiscos. Isso tudo com a encantadora culinária performática do nosso Afrochefe! 5. Feira de Afroempreendedorismo Afroindígena: com inscrição prévia, serão disponibilizados até 30 standes para empreendedoras/es negras/os e indígenas, buscando fortalecer a economia criativa destes segmentos de microempreendedores individuais, formalizados ou não. Pelo menos, 70% das vagas serão destinadas a mulheres, priorizando pessoas trans, mães solos, moradoras de periferias e PCDs. 6. Bate papos e Oficinas: Como contrapartida social, realizaremos capacitação e partilha de saberes entre artistas locais, artistas convidados, produtores culturais, fazedores da cultura, gestores e público, buscando pensar as múltiplas Cenas Culturais locais, saberes ancestrais e a promoção de territórios criativos, inclusivos e antirracistas.

Acessibilidade

1. Zonas de Calma: espaço sensorial designados no evento com menos ruído e iluminação suave, podendo ser ajustável para minimizar desconforto, sobretudo voltado para o público de pessoas autistas e acompanhantes; 2. Espaço para público prioritário em geral e acompanhantes: PcDs, idosos e pessoas grávidas; 3. Preparação e Informação Antecipada com Tour Virtual nas redes sociais, facilitando a identificação da localização e dos espaços destinados a cada produto cultural; 4. Sinalização inclusiva e Guias Visuais, como mapas e cronogramas detalhados com antecedência, ajudando os visitantes a se familiarizarem com o local e o evento, além de sinalizações em braile e libras. 5. Pessoal Treinado para acolhimento e atendimento adequado ao público promovendo Diversidade, Inclusão e Pertencimento, com foco às necessidades e sensibilidades do público PcD, incluindo técnicas de comunicação eficazes; 6. Programação Inclusiva, contendo 10 horas de programação ininterrupta, com sessões tranquilas de 9h às 19h, todas acompanhadas por um time de intérpretes de LIBRAS, que estará presente em todos os espaços nos quais ocorrerão cada produto cultural; 7. Otimização das iniciativas de inclusão arquitetônica do local, como: rampas, banheiros exclusivos para pessoas com deficiência e piso tátil para pessoas cegas e/ou com baixa visão.

Democratização do acesso

O projeto possui ações voltadas especialmente para pessoas com deficiência, pessoas negras, quilombolas, mulheres, povos indígenas, LGBTQIAP+, e/ou em situação de vulnerabilidade. Ações 1. A liderança estratégica do projeto é 100% gerida por mulheres negras e mães; 2. Toda a proposta conceitual e operacional do projeto visa contribuir para uma cultura antirracista e fortalecer o pertencimento social de grupos subrrepresentados, sobretudo, crianças, negros, indígenas, mães, mulheres, PcDs, LGBTQIAP+ e 50+; 3. Nossa cadeia de valor visa priorizar contratação de pessoas negras e indígenas, sendo o nosso time de produção majoritariamente composto por pessoas negras, mulheres e LGBTQIAP+; 4. A seleção de artistas independentes e convidados é realizada exclusivamente para pessoas autodeclaradas negras e indígenas; 5. 30% dos ingressos serão distribuídos gratuitamente; 6. Os demais ingressos serão vendidos a valor popular, custando menos que 3% do salário mínimo vigente no ano de realização do Festival; 7. As Oficinas serão totalmente abertas ao público, com inscrição prévia e visam contemplar perspectivas afroindígenas, visando promover mais justiça e equidade para população negra, indígena, mulheres e mães.

Ficha técnica

1. DIREÇÃO Bárbara Carine é uma mulher negra, mãe, escritora, palestrante, professora efetiva da Universidade Federal da Bahia e idealizadora da primeira escola afrobrasileira do país, a Escola Maria Felipa. Graduada em filosofia e em química, com mestrado e doutorado em ensino de química pela UFBA, Bárbara transversaliza pela encruzilhada da educação, pesquisa, artes, cultura e afroempreendedorismo, sendo fundamentalmente referenciada pelos saberes e fazeres africanos e afrodiaspóricos. Nos anos de 2021 e 2022, foi finalista do Prêmio Jabuti e, em 2021, recebeu o Prêmio Maria Felipa, da Câmara Municipal de Salvador. Entre suas obras publicadas, destacam-se: “Querido estudante negro” (2024), “Como ser um educador antirracista: Para familiares e professores” (2023), considerados best sellers nacionais em educação. Maju Passos é uma mulher negra, mãe, artista educadora formada em dança pela Universidade Federal da Bahia, especialista em produção cultural e economia criativa pela Fundação Getúlio Vargas / RJ e mestranda em dança. Atua nos campos da arte, educação e cultura como professora de dança, performer, produtora e empresária. É gestora cultural na Mazurca Produções desde 2006 e sócia/gestora da Escola Maria Felipa desde 2020. Entre suas produções mais recentes, destaca-se o espetáculo solo “Dona de si”, tendo como inspiração o itan “Oyá transforma-se em Búfalo” do livro “Mitologia dos Orixás”, do autor Reginaldo Prandi, e o livro “Tornar-se negra”, de Neusa Santos Souza. “Dona de Si” é acima de tudo sobre caminho de empoderamento percorrido por Maju Passos após a maternidade para reconhecer-se e livrar-se das estruturas sociais violentas do machismo associada ao racismo. 2. CURADORIAS 2.1 Renata Novaes - Palco Awê Jornalista, curadora musical e de conhecimento, diretora de conteúdo audiovisual, atualmente líder do edital Entra Na Roda da cantora Iza, produtora artística na Som Livre(artista Luthuly). Curadora e jurada na academia do Prêmio Multishow 23, curadora na ação de inclusão de pessoas negras no Festival Rock The Mountain 23. Umas das fundadoras do primeiro coletivo negro da Globo - Diáspora - Ativista, na busca da construção de novas narrativas de acesso às minorias políticas sociais em espaços de poder. Atualmente Curadora Musical no Festival Rio2C e Diretora geral e artística do projeto Warner Inspira. 2.2 Janahina Cavalcante - Palco Griô Jananinha é uma artista cearense residente na Bahia há 20 anos, com vasta experiência na dança. É Mestra em Dança pelo PPG Dança-UFBA (2021), possui especialização em Dança (2010) e graduação em Dança (2009) e Pedagogia (2018) pela mesma instituição. Iniciou sua trajetória na Escola de Ballet Goretti Quintela em Fortaleza, atuando posteriormente na Cia. Vata. Em Salvador, integrou o Núcleo Viladança como bailarina-intérprete e assistente de produção. Foi coordenadora pedagógica do Curso Técnico em Dança da FUNCEB e Professora/Tutora da Licenciatura em Dança da UFBA. Jananinha participou de diversos eventos e festivais de dança no Brasil e no exterior, sendo reconhecida por sua contribuição significativa para a dança. Atualmente, é Professora/Tutora Online da Licenciatura em Dança-UFBA 2.3 Escola Maria Felipa – Jardim dos Erês “A Turma da Maria Felipa” É a primeira escola afro-brasileira do país (com registro em uma Secretaria de Educação) e tem como missão contribuir na formação humana por meio do complexo social escolar, lutando contra toda forma de colonialidade, de opressão e desvalorização social pautada em premissas discriminatórias de base racial, religiosa, de gênero, sexual, de classe e capacitistas. Todas as abordagens pedagógicas desenvolvidas no ambiente da escola são articuladas aos documentos oficiais do MEC, aos campos de aprendizagem e experiências estabelecidos na Base Nacional Comum Curricular, agrupando à perspectiva afro-brasileira elementos tanto da cultura africana quanto criados em diáspora no Brasil. Em 6 anos, a escola já formou mais de 5000 profissionais da área da educação em todo o país para as relações étnico-raciais. É uma instituição que disponibiliza 30% das vagas para um programa de bolsas e gera emprego e renda principalmente para mulheres negras, ocupantes da maioria dos cargos efetivos na escola. Entre as principais conquistas da Escola Maria Felipa estão o prêmio Educar 2022 nas categorias "melhor escola" e "gestão escolar”; o prêmio Eliza Gabriel, do Conselho estadual da condição feminina de São Paulo, em agosto de 2022; prêmio de aceleração de negócios 2022 concedido pela Meta e Feira Preta, sendo 1 dos 50 empreendimentos - entre 900 inscritos de todo o Brasil. Em 2019 ficou em segundo lugar no prêmio "Sim à igualdade Racial”. 2.4 Jorge Washington (Afrochefe) – Cozinha Ancestral Desde a adolescência, já contava com o aval dos amigos mais próximos e dos participantes dos eventos promovidos pelo Bando de Teatro Olodum, como a Feijoada do Vila para o seu tempero e talento na cozinha. A dedicação pela cozinha começou ainda na infância, quando Jorge já era o titular entre os irmãos para receber as notas para ir à feira comprar os ingredientes para ajuda sua mãe Georgina Rodrigues da Silva. Daí para pegar gosto foi fácil. Após a fase de compra dos materiais, ele foi paulatinamente alcançando outros cargos e ocupando a função de cortar temperos, tratar as carnes e, finalmente, aprender as formas e estratégias para deixar cada preparação mais saborosa. Entre os principais pratos preparados pelo afrochefe estão o Bacalhau martelo, galinha ao molho pardo, moqueca de feijão, xinxim de bofe, moqueca de miraguaia sem contar as criações ou adaptações, como maxixada de carne seca, moqueca de carne seca com mamão verde, fígado com maxixe e outros pratos. Com seu avental – claro, de tecido africano assim como a toque blanche (touca utilizada por chefes) – nosso afrochefe segue pautado sempre pela militância na causa negra harmonizando – mensalmente no Projeto Culinária Musical e nas suas apresentações da culinária afrobaiana - culinária, ancestralidade e afetos mensalmente nos encontros do Projeto Culinária Musical. 2.5 Fabio Pataxó (Fabio Vieira) - Curadoria Sociocultural GeralFábio Pataxó é vice-cacique da Aldeia Novos Guerreiros - Porto Seguro BA. Bacharel em Serviço Social, cozinheiro, fotógrafo, comunicador e ativista socioambiental, lidera as juventudes da aldeia junto a AJIP - Associação de Jovens Indígenas Pataxó, onde co-gerencia eventos e faz curadorias artísticas e socioculturais. Em 2024 Fábio representou o Brasil no evento Brazilian Week, em New York. Ainda em 2024 Esteve a frente da cozinha da Sapucaí, durante o carnaval junto a renomada chef, Morena Leite. Também Comunicador, ativista ambiental e Mediador artístico cultural, possui o título de “Mestre dos saberes em Porto Seguro”, tendo destaque em experiências de multilinguagens.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.