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PRONAC 2513401ArquivadoMecenato

Oficinas Musicais para Jovens e Adultos da Pequena África - Cultura, Educação e Folia, com o Cordão do Prata Preta

ASSOCIACAO CARNAVALESCA E CULTURAL CORDAO DO PRATA PRETA
Solicitado
R$ 748,2 mil
Aprovado
R$ 748,2 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2026-01-01
Término

Resumo

O projeto propõe a realização de oficinas gratuitas de formação musical voltadas a jovens e idosos moradores da Pequena África, no Rio de Janeiro. Serão oferecidas duas turmas de instrumentos de sopro (trombone, trompete, saxofones alto e tenor) para jovens em uma escola pública da região e duas turmas de musicoterapia para idosos, sendo uma de percussão e outra de iniciação musical com flauta doce, na sede do Cordão do Prata Preta. As aulas acontecerão semanalmente ao longo de um ano, com metodologia do Favela Brass, sob mentoria do fundador Tom Ashe, incluindo acompanhamento técnico, material didático e monitores formados pela iniciativa. O projeto culminará em apresentações públicas, promovendo o encontro entre gerações e a valorização da memória cultural do território. Serão produzidos vídeos e registros fotográficos para ampla difusão nas redes sociais, fortalecendo o papel do Prata Preta como agente de transformação social e guardião da tradição musical da Pequena África.

Sinopse

O projeto propõe uma ação cultural completa e inclusiva, articulando formação musical, integração intergeracional, valorização da memória histórica e democratização do acesso à cultura na Pequena África, território histórico do Rio de Janeiro marcado pela resistência e pela preservação da cultura afro-brasileira. O Cordão do Prata Preta, com mais de 20 anos de atuação na região, promove a retomada do espaço público, incentiva a circulação cultural e fomenta a criação artística, tendo consolidado um legado que une tradição, educação e impacto social.Oficinas de Instrumentos de Sopro – Jovens (12 a 18 anos) Serão oferecidas duas turmas de sopros, cada uma com 20 alunos, contemplando trompete, trombone, saxofone tenor e saxofone alto. As aulas utilizarão a metodologia do Favela Brass, com acompanhamento de monitores formados por ex-alunos da instituição e mentorias mensais de seu fundador, Tom Ashe. As oficinas visam desenvolver técnica instrumental, leitura musical, percepção rítmica e trabalho em conjunto, fortalecendo a tradição histórica do bloco e promovendo habilidades que contribuem para disciplina, autoestima e cidadania musical. Esta escolha de instrumentos complementa a formação em percussão previamente oferecida via Edital Viva Pequena África do BNDES, garantindo um aprendizado completo e progressivo para os jovens músicos. Classificação indicativa: Livre.Oficinas de Percussão – Idosos (60 anos ou mais) A percussão será utilizada como atividade intuitiva e acessível, estimulando coordenação motora, memória, concentração e socialização. Os idosos trabalharão com surdos, repiques, caixas, timbals e ganzás, desenvolvendo movimento físico, ritmo e interação musical, promovendo bem-estar físico e emocional. A prática percussiva permite maior mobilidade, fortalecimento muscular e melhora do equilíbrio, beneficiando diretamente a saúde da terceira idade. Classificação indicativa: Livre.Oficinas de Flauta Doce – Idosos (60 anos ou mais) A flauta doce será empregada como uma introdução simplificada à musicalização, permitindo aos participantes aprender escalas, leitura de partituras e percepção auditiva. Esta atividade estimula o cérebro, a memória, a atenção e a criatividade, ao mesmo tempo em que proporciona prazer estético e bem-estar emocional, reforçando a importância da música como ferramenta de saúde mental e socialização para a terceira idade. Classificação indicativa: Livre.Ensaios Abertos Durante o período de execução, serão realizados ensaios abertos, nos quais a comunidade poderá acompanhar o desenvolvimento dos alunos, interagir com professores e monitores e vivenciar a experiência musical em tempo real. Os ensaios funcionarão como espaços de troca cultural e social, aproximando os participantes do público e fortalecendo os vínculos comunitários. Classificação indicativa: Livre.Apresentações Públicas Intergeracionais Ao final de cada módulo, os jovens e idosos se reunirão em apresentações públicas intergeracionais, combinando sopros, percussão e flauta doce, evidenciando diálogo entre gerações e diversidade musical. O repertório incluirá músicas brasileiras, samba, carnaval, jazz e fanfarras inspiradas em Nova Orleans, promovendo aprendizado cultural amplo e enriquecendo a experiência estética do público. As apresentações terão transmissão online, com legendas e audiodescrição, garantindo acesso amplo e inclusivo. Classificação indicativa: Livre.Registro Audiovisual e Materiais Didáticos Todo conteúdo gerado será documentado e disponibilizado, incluindo:Vídeos de aulas, ensaios e apresentações, com legendas e audiodescrição;Fotografias e registros multimídia para redes sociais e plataformas digitais;Apostilas, partituras e materiais didáticos em Braille, fontes ampliadas e formatos digitais compatíveis com leitores de tela.Estes produtos permitirão democratização do acesso à cultura, ampliação do impacto social e preservação do conhecimento adquirido durante as oficinas, consolidando legado pedagógico e cultural para a comunidade e para o público externo.Impacto Social e Cultural O projeto fortalece a identidade cultural da Pequena África, resgata a memória histórica do território e promove educação musical acessível, engajamento intergeracional, inclusão social e valorização de pessoas idosas como portadoras de saberes. Ao combinar formação técnica, lazer, saúde e socialização, a iniciativa contribui para desenvolvimento integral dos participantes, promovendo cidadania, autoestima e protagonismo cultural.Em síntese, trata-se de um projeto que articula educação musical, inclusão, integração intergeracional e valorização territorial, com ampla democratização de acesso, garantindo que jovens, idosos e comunidade em geral participem ativamente da cultura da Pequena África, perpetuando a história e as tradições do Cordão do Prata Preta e consolidando seu papel como agente de transformação social e cultural.

Objetivos

Objetivo GeralO projeto tem como objetivo geral promover a formação musical e o fortalecimento dos vínculos comunitários no território da Pequena África, região histórica e simbólica da cidade do Rio de Janeiro, por meio da realização de oficinas gratuitas de instrumentos de sopro, flauta doce e percussão voltadas a jovens e idosos. Busca-se, com isso, fomentar o acesso à educação musical de qualidade, estimular a inclusão sociocultural, valorizar o patrimônio imaterial local e consolidar o Cordão do Prata Preta como agente de transformação social e de preservação da memória afro-brasileira.A iniciativa visa integrar diferentes gerações em torno da música, favorecendo o diálogo entre jovens e idosos, o reconhecimento dos saberes tradicionais e a formação de novas gerações de músicos e foliões conscientes da importância cultural e simbólica do território que habitam. O projeto propõe-se, portanto, a contribuir para a continuidade da tradição das rodas, blocos e bandas populares da região portuária, fortalecendo o sentimento de pertencimento e identidade coletiva, ao mesmo tempo em que amplia oportunidades de formação e expressão artística. Objetivos Específicos1. Formação musical para jovens da Pequena ÁfricaRealizar duas turmas de oficinas de instrumentos de sopro (trompete, trombone, sax tenor e sax alto) voltadas a 40 jovens (2 turmas de 20) entre 13 e 21 anos, moradores da região.As aulas serão ministradas semanalmente durante 12 meses, em escola pública parceira do território, com acompanhamento técnico e pedagógico especializado.Utilizar a metodologia consolidada do Favela Brass, que há mais de uma década forma músicos em comunidades cariocas, promovendo aprendizado coletivo, disciplina e desenvolvimento de competências artísticas e socioemocionais.2. Atividades de musicoterapia e iniciação musical para idososImplementar duas turmas de oficinas voltadas a idosos, sendo uma de percussão e outra de iniciação musical com flauta doce, atendendo 40 pessoas idosas ao longo de um ano.As atividades acontecerão na sede do Cordão do Prata Preta, com foco na socialização, no bem-estar físico e emocional e no resgate da autoestima por meio da prática musical.A metodologia será adaptada para o público idoso, enfatizando o ritmo, a escuta, a coordenação e o prazer do fazer musical coletivo, sempre em ambiente acolhedor e inclusivo.3. Acompanhamento técnico e qualificação pedagógicaContratar o educador Tom Ashe, fundador do Favela Brass, como consultor técnico e mentor pedagógico do projeto, garantindo a aplicação e adequação da metodologia às turmas de jovens e idosos.Realizar reuniões mensais de acompanhamento com o consultor, voltadas ao aprimoramento didático dos professores e monitores, à avaliação dos resultados e ao fortalecimento do modelo pedagógico.Disponibilizar o material didático e metodologia completa do Favela Brass para uso nas oficinas, assegurando a qualidade e a coerência da formação.4. Inserção de jovens monitores e multiplicadoresContratar ex-alunos do Favela Brass como monitores das turmas, fortalecendo a rede de jovens educadores e garantindo a continuidade da metodologia em novos territórios.Promover o intercâmbio de experiências entre monitores e alunos, incentivando a troca entre gerações e a inspiração por trajetórias de sucesso que surgiram em contextos semelhantes.5. Produção de apresentações públicas e atividades intergeracionaisRealizar apresentações públicas de encerramento, reunindo as quatro turmas do projeto (sopros, flauta doce e percussão) em performances conjuntas, abertas à comunidade.Promover a integração entre jovens e idosos nos ensaios e apresentações, criando uma ponte simbólica e afetiva entre gerações, fortalecendo laços comunitários e o senso de pertencimento ao território.As apresentações terão caráter celebrativo e educativo, difundindo a riqueza musical da Pequena África e valorizando os participantes como protagonistas de um movimento de transformação social.6. Comunicação, registro e difusãoRealizar a documentação audiovisual de todo o processo (aulas, ensaios, apresentações e depoimentos), gerando um acervo de vídeos e fotografias que serão divulgados continuamente nas redes sociais do Cordão do Prata Preta.Criar conteúdos de divulgação que destaquem a importância do projeto e da cultura da Pequena África, ampliando o alcance e a visibilidade das ações, e contribuindo para a formação de público e o fortalecimento da imagem do território como polo cultural.7. Valorização da memória e da cultura localConectar as atividades musicais à história da Pequena África, abordando em sala temas ligados às origens do samba, às tradições afro-brasileiras e à importância dos mestres e griôs do território.Estimular nos participantes o orgulho pela herança cultural local, a consciência histórica e o protagonismo na continuidade dessas tradições.Consolidar o Cordão do Prata Preta como espaço de formação, convivência e valorização da cultura popular, ampliando seu papel para além das atividades festivas e carnavalescas.8. Sustentabilidade e legadoEstruturar uma base pedagógica e operacional que permita a continuidade das oficinas após o período do projeto, formando um núcleo de educadores e multiplicadores locais.Criar oportunidades para que os alunos e monitores integrem futuramente as atividades musicais do Cordão do Prata Preta, fortalecendo o ciclo de aprendizado e atuação comunitária.Contribuir para a construção de políticas culturais duradouras na região portuária, valorizando a arte como ferramenta de cidadania e inclusão social.

Justificativa

O presente projeto justifica-se pela necessidade de promover o acesso gratuito à formação musical e à fruição cultural para públicos tradicionalmente excluídos, especialmente jovens e idosos residentes da Pequena África, território de relevante importância histórica, social e cultural da cidade do Rio de Janeiro. Esta região, berço de expressões culturais afro-brasileiras e da tradição do samba, possui grande potencial educativo e simbólico, mas ainda carece de iniciativas estruturadas que proporcionem aprendizado musical formal, atividades intergeracionais e oportunidades de expressão artística de qualidade. O Cordão do Prata Preta, com mais de 20 anos de atuação na região, reconhece essa lacuna e propõe, por meio deste projeto, iniciar uma atuação direta de formação cultural e social, fortalecendo os vínculos comunitários e valorizando a memória do território.O uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei 8.313/91 torna-se indispensável para a viabilização desta iniciativa. A captação de recursos por meio da Lei Rouanet permitirá a contratação de professores e monitores qualificados, aquisição de instrumentos e materiais didáticos, desenvolvimento de metodologia pedagógica estruturada, realização de oficinas e apresentações públicas, bem como a produção de registros audiovisuais para divulgação contínua nas redes sociais. Sem esse incentivo, seria inviável atingir a qualidade, a amplitude e os resultados propostos, especialmente considerando a abrangência intergeracional e o caráter de inclusão social do projeto.O projeto está plenamente alinhado aos incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91, da seguinte forma:Inciso I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais:Ao oferecer oficinas gratuitas para jovens e idosos da Pequena África, o projeto promove acesso igualitário à formação musical, rompendo barreiras sociais e econômicas e garantindo o exercício do direito à cultura.Inciso II - Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais:Situado na Pequena África, valoriza saberes e práticas locais, conectando moradores à produção artística e cultural do território e estimulando a produção cultural regional de forma contínua.Inciso III - Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores:As oficinas formam novos músicos e multiplicadores, fortalecendo a tradição do Cordão do Prata Preta e difusão de práticas musicais afro-brasileiras e carnavalescas.Inciso IV - Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional:O projeto preserva e valoriza a cultura afro-brasileira, o samba, as fanfarras e o jazz, contribuindo para a diversidade cultural e pluralismo do país.Inciso V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira:Ao integrar jovens e idosos em atividades musicais coletivas, o projeto garante a continuidade de práticas culturais tradicionais e estimula novos modos de criação musical e social.Inciso VI - Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro:Valoriza a memória cultural da Pequena África e do Cordão do Prata Preta, fortalecendo o patrimônio imaterial por meio de oficinas, apresentações e registros documentais.Inciso VII - Desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações:O projeto inclui estudo de repertório internacional, destacando jazz e fanfarras de Nova Orleans, promovendo interculturalidade e compreensão histórica da música mundial.Inciso VIII - Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória:As apresentações públicas, registros audiovisuais e difusão em redes sociais ampliam o alcance do conhecimento cultural produzido, conectando tradições locais à cultura global.Inciso IX - Priorizar o produto cultural originário do País:O projeto valoriza repertório brasileiro, especialmente música popular, samba, cultura de carnaval e práticas instrumentais da Pequena África, fortalecendo a produção cultural nacional.No que se refere aos objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91, o projeto contribui de forma direta e mensurável para:I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante instalação e manutenção de cursos de caráter cultural e artístico:As oficinas oferecem aprendizado contínuo em instrumentos de sopro, percussão e flauta doce para 80 participantes durante 12 meses, com aulas semanais e acompanhamento pedagógico especializado, estimulando a capacitação, inclusão e desenvolvimento artístico.II - Fomento à produção cultural e artística, mediante produção de espetáculos de música e realização de eventos culturais:As apresentações de encerramento e eventos públicos promovem circulação da produção cultural, fortalecendo agentes e multiplicadores dentro da comunidade.III - Preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico:Ao registrar e difundir o processo das oficinas e das apresentações, o projeto contribui para a preservação da memória cultural da Pequena África e da tradição musical brasileira.IV - Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais:As atividades formativas, os encontros intergeracionais e os registros audiovisuais ampliam a compreensão sobre patrimônio cultural, música e história do território.V - Apoio a outras atividades culturais e artísticas relevantes:A integração de jovens e idosos, a formação de multiplicadores e a conexão com repertório internacional geram efeitos sociais, educativos e culturais que extrapolam a prática musical, promovendo inclusão social e fortalecimento comunitário.Além disso, o projeto promove impacto social e educativo profundo, estimulando integração intergeracional, compartilhamento de saberes, valorização da memória cultural e formação de novos protagonistas culturais. Os idosos participam como portadores de memória e experiência, fortalecendo autoestima e bem-estar, enquanto os jovens desenvolvem habilidades musicais, cidadania cultural e protagonismo social.O projeto ainda contribui para legado sustentável, estruturando núcleo de monitores e futuros músicos do Cordão do Prata Preta, garantindo continuidade da tradição musical e difusão cultural da Pequena África, consolidando o território como polo educativo, cultural e social.Portanto, o uso da Lei Rouanet é fundamental para a realização desta iniciativa, garantindo oficinas de qualidade, integração intergeracional, preservação da memória cultural, circulação do conhecimento e ampla visibilidade das produções, em total consonância com os incisos I a IX do Art. 1º e os objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91, gerando impacto cultural, social e educativo de alto alcance territorial, nacional e internacional. Justificativa da escolha de instrumentos:A opção por instrumentos de sopro para os jovens se dá em função de uma decisão baseada na trajetória do Cordão do Prata Preta e em recursos previamente captados. Através do Edital Viva Pequena África do BNDES, já foram financiadas oficinas de percussão para jovens no ano de 2026, garantindo o acesso a esse segmento instrumental. Assim, a ampliação para sopros permite diversificar a formação musical, alinhando-se à estrutura do bloco, cuja tradição histórica se concentra em sopros e percussão.Para os idosos, a escolha considera tanto aspectos pedagógicos quanto de saúde e bem-estar. A percussão é mais intuitiva e de fácil manuseio, permitindo maior movimentação física, o que contribui para a melhora da coordenação motora, equilíbrio e condicionamento físico. Já a flauta doce funciona como uma introdução simplificada à musicalização, permitindo o estudo de escalas, leitura de partituras e desenvolvimento cognitivo. A prática da flauta estimula memória, atenção e percepção auditiva, promovendo benefícios significativos para a saúde mental e emocional, ao mesmo tempo em que proporciona prazer e engajamento social, reforçando a importância da atividade musical para o bem-estar da terceira idade.

Estratégia de execução

Fundado em 2004, o Cordão do Prata Preta homenageia Horácio José da Silva, líder da Revolta da Vacina e símbolo da resistência negra, na luta contra o racismo e pela dignidade do povo. Com atuação na Praça da Harmonia, no território histórico da Pequena África, trabalha há mais de 20 anos na preservação e difusão das manifestações culturais afro-brasileiras, transformando rua e praça em palco. Sua programação regular anual inclui o Arraiá do Prata Preta (anualmente desde 2013), o desfile de carnaval (entre outros desfiles ao longo do ano, desde 2005) e as rodas do Samba Honesto (que ocorrem mensalmente desde 2013). Todas as ações são gratuitas e abertas ao público, reunindo moradores, visitantes e turistas, gerando oportunidades de trabalho e renda para moradores e comerciantes da região, além de promover intercâmbio cultural e circulação de saberes. Ao longo de sua trajetória, o Cordão do Prata Preta recebeu importantes reconhecimentos, como o Prêmio Serpentina de Ouro (O Globo, 2014), o Prêmio Profissionais da Música (2019), duas Moções de Reconhecimento da Câmara Municipal (2023), o título de Ponto de Cultura pelo MinC (2024) e a certificação da Rede Carioca de Rodas de Samba. Integra também o programa Rodas de Samba da Pequena África, promovido pelo Instituto Pretos Novos, tendo sido tombado pelo IPHAN como patrimônio cultural da cidade. Tem parcerias estratégicas com instituições culturais e movimentos sociais, como IPN, MUHCAB e Ocupa Carnaval, entre outros, ampliando o alcance e impacto das ações. Valoriza e promove o protagonismo de artistas negros, mulheres, pessoas LGBTQIAPN+, reafirmando o compromisso com a diversidade, a inclusão e a equidade. Referência na revitalização da região portuária do Rio, contribuiu para reinserir a Praça da Harmonia no circuito cultural da cidade, fortalecendo a Pequena África como território cultural vivo. Há 20 anos mantém viva a herança cultural afro-brasileira e transforma o espaço público em lugar de cultura e resistência.

Especificação técnica

O projeto contempla diversos produtos culturais, cada um estruturado com detalhamento técnico que garante qualidade pedagógica, artística e acessibilidade, permitindo mensuração e controle durante a execução. 1. Oficinas de Instrumentos de Sopro – Jovens (12 a 18 anos)Duração e periodicidade: 1 hora por aula, 1 vez por semana, ao longo de 9 meses.Número de turmas e alunos: 2 turmas de 20 alunos cada, distribuídas em trompete, trombone, saxofone tenor e saxofone alto (5 alunos por instrumento).Local: sede do Cordão do Prata Preta e espaços abertos na Pequena África.Material utilizado: trompetes, trombones, saxofones, estojos e acessórios, partituras, apostilas, fichas de acompanhamento individual, material digital complementar.Metodologia pedagógica: baseada no Favela Brass, incluindo exercícios de técnica instrumental, leitura de partituras, percepção auditiva, ritmo e ensaio coletivo. Monitoramento mensal do fundador do Favela Brass, Tom Ashe, com mentorias e ajustes metodológicos.Produto final: habilidades técnicas desenvolvidas, participação em apresentações intergeracionais, registro audiovisual das aulas e ensaios, material didático impresso e digital. 2. Oficinas de Percussão – Idosos (60 anos ou mais)Duração e periodicidade: 1 hora por aula, 1 vez por semana, ao longo de 9 meses.Número de turmas e alunos: 1 turma de 20 alunos, distribuída em surdos (8), repiques (3), caixas (3), timbals (2) e ganzás (4).Local: sede do Cordão do Prata Preta e espaços abertos na Pequena África.Material utilizado: instrumentos de percussão (surdos, repiques, caixas, timbals, ganzás), apostilas e partituras simplificadas, material didático digital.Metodologia pedagógica: prática intuitiva, exercícios rítmicos e de coordenação motora, estímulo à socialização, movimentos físicos e integração com outros instrumentos.Produto final: habilidades rítmicas, participação em apresentações públicas, registro audiovisual das aulas e ensaios, material didático acessível. 3. Oficinas de Flauta Doce – Idosos (60 anos ou mais)Duração e periodicidade: 1 hora por aula, 1 vez por semana, ao longo de 9 meses.Número de turmas e alunos: 1 turma de 20 alunos.Local: sede do Cordão do Prata Preta e espaços abertos na Pequena África.Material utilizado: flautas doces soprano, estojos, partituras simplificadas, apostilas com exercícios de escalas, leitura musical e percepção auditiva, material digital complementar.Metodologia pedagógica: introdução à musicalização, estudo de escalas e leitura de partituras, exercícios de percepção auditiva e memória musical, atividades lúdicas e sensoriais.Produto final: desenvolvimento cognitivo, percepção musical, participação em apresentações públicas, registro audiovisual, material didático digital e impresso. 4. Ensaios AbertosDuração e periodicidade: 2 horas por sessão, realizados uma vez por mês no segundo semestre, totalizando 6 ensaios.Local: sede do Cordão do Prata Preta e espaços abertos na Pequena África.Material utilizado: instrumentos de sopro, percussão, flauta doce, equipamento de som e microfones, cadeiras e suportes para público, câmera para registro audiovisual.Metodologia pedagógica: prática coletiva supervisionada por professores e monitores, interação com o público, demonstração de técnicas e repertório, troca intergeracional.Produto final: registro audiovisual das sessões, engajamento da comunidade, documentação pedagógica e artística. 5. Apresentações Públicas IntergeracionaisDuração e periodicidade: cada apresentação terá cerca de 2 horas, realizadas ao final de cada semestre, totalizando 2 apresentações por ano.Local: sede do Prata Preta e espaços públicos acessíveis na Pequena África.Material utilizado: instrumentos dos participantes, equipamentos de som, microfones, palco, iluminação, rampas e sinalização acessível, câmera para registro audiovisual.Metodologia pedagógica: integração de jovens e idosos, ensaios coletivos, apresentação de repertório que inclui músicas brasileiras, samba, carnaval, jazz e fanfarras de Nova Orleans, com acompanhamento de monitores e professores.Produto final: apresentações públicas gravadas e distribuídas online com legendas e audiodescrição, registro audiovisual completo, experiência intergeracional documentada e material de divulgação digital. 6. Registro Audiovisual e Material DidáticoDuração e periodicidade: registro contínuo durante todas as atividades.Material utilizado: câmeras de vídeo e fotografia, microfones, tripés, softwares de edição de vídeo.Metodologia pedagógica: documentação sistemática das aulas, ensaios e apresentações, organização de arquivos digitais, elaboração de tutoriais e materiais complementares para aprendizagem autônoma.Produto final: vídeos legendados e com audiodescrição, fotos documentais, arquivos digitais acessíveis para consulta futura, material de divulgação e preservação pedagógica.

Acessibilidade

O projeto será desenvolvido priorizando acessibilidade universal, garantindo que todas as atividades, oficinas, apresentações e espaços de circulação sejam adequados a pessoas com diferentes tipos de deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo plena participação cultural, social e educativa. A ação contempla medidas de acessibilidade física e de conteúdo, garantindo que o público e os participantes do projeto tenham acesso completo e inclusivo às experiências oferecidas.1. Acessibilidade FísicaA sede do Cordão do Prata Preta e os locais destinados às apresentações e oficinas serão preparados para receber pessoas com mobilidade reduzida, incluindo cadeirantes, idosos, gestantes e pessoas com dificuldades de locomoção. Entre as medidas previstas estão:Rampas de acesso e corrimãos: todas as entradas e saídas da sede e dos espaços de apresentação terão rampas adequadas, com inclinação compatível com normas de acessibilidade e sinalização para orientação de pessoas com baixa visão.Banheiros acessíveis: a sede conta com banheiro adaptado, equipado com barras de apoio, espaço suficiente para circulação de cadeiras de rodas, sanitário e lavatório acessíveis, garantindo segurança e autonomia.Espaços de circulação internos e externos amplos: corredores, salas de aula, áreas de ensaio e palcos serão planejados para circulação livre de cadeirantes e pessoas com outros dispositivos de mobilidade.Assentos reservados e áreas de visualização privilegiada: durante apresentações públicas, serão disponibilizados espaços específicos para cadeirantes, acompanhados por áreas de fácil acesso e visão clara.Acompanhamento e equipe de apoio: haverá monitores treinados para auxiliar pessoas com mobilidade reduzida, garantir segurança e orientar sobre uso dos equipamentos e deslocamento nos espaços.Além da sede, os locais de apresentações externas também serão preparados seguindo os mesmos padrões, com rampas de acesso, banheiros acessíveis, e áreas reservadas para público com mobilidade reduzida.2. Acessibilidade de ConteúdoPara garantir que toda a programação seja compreensível e inclusiva, serão adotadas medidas de acessibilidade de conteúdo:Legendas descritivas e audiodescrição: vídeos produzidos para divulgação do projeto nas redes sociais e registros das apresentações contarão com legendas descritivas, tornando o conteúdo acessível a pessoas com deficiência auditiva ou visual.Material didático acessível: apostilas, partituras e outros materiais pedagógicos utilizados nas oficinas serão disponibilizados em versões adaptadas, incluindo impressão em Braille, fontes ampliadas e alto contraste, e, quando possível, versões digitais compatíveis com softwares de leitura de tela.Oficinas sensoriais e guiadas: será implementada uma abordagem sensorial nas oficinas, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão explorem instrumentos por meio do tato e do som, promovendo experiência inclusiva e participativa.Treinamento de monitores e equipe: toda a equipe do projeto passará por capacitação específica sobre inclusão e acessibilidade, contemplando atendimento a pessoas com deficiência física, auditiva, visual ou intelectual, comunicação inclusiva e protocolos de segurança.3. Estratégias Complementares e InovadorasPara maximizar a acessibilidade e tornar o projeto um exemplo de inclusão cultural, serão adotadas ainda as seguintes ações:Encontros intergeracionais inclusivos: jovens e idosos participarão de atividades conjuntas, promovendo empatia, troca de experiências e compreensão das necessidades de diferentes públicos.Comunicação visual clara: sinalização, roteiros e materiais informativos seguirão padrões de design inclusivo, com ícones universais, cores contrastantes e linguagem acessível, permitindo fácil compreensão por pessoas com deficiência cognitiva ou auditiva.Sensibilização do público: antes de apresentações e oficinas, haverá breve orientação sobre boas práticas de convivência e acessibilidade, garantindo que participantes sem deficiência contribuam para um ambiente inclusivo.Registro audiovisual inclusivo: todo conteúdo gerado pelo projeto será produzido pensando em acessibilidade, incluindo vídeos de ensaio, performances e entrevistas, ampliando a visibilidade e o impacto das ações para públicos diversos.Dessa forma, o projeto garante que todos os participantes e público externo tenham plena participação, independente de idade, condição física ou sensorial, promovendo inclusão social, equidade cultural e fortalecimento comunitário. A abordagem ampla e inovadora da acessibilidade, aliada à integração intergeracional, reforça o caráter educativo, social e transformador do projeto, alinhando-se aos critérios da Lei Rouanet e aos princípios de promoção de direitos culturais universais.

Democratização do acesso

O projeto prioriza a democratização do acesso à cultura e à música, garantindo que todas as atividades, oficinas, ensaios e apresentações sejam gratuitas e abertas ao público, sem qualquer tipo de cobrança, inscrição ou restrição econômica. A proposta visa contemplar a população residente da Pequena África, incluindo jovens e idosos, bem como o público geral interessado em música, cultura afro-brasileira, fanfarras e tradições carnavalescas, promovendo participação ampla e inclusão social.1. Distribuição e acesso aos produtos culturaisOs produtos gerados pelo projeto incluem:Oficinas de instrumentos de sopro para jovens;Oficinas de percussão e flauta doce para idosos;Apresentações públicas intergeracionais;Registros audiovisuais de aulas e performances;Materiais didáticos acessíveis (partituras, apostilas, vídeos legendados e em Braille).Todos esses produtos serão disponibilizados gratuitamente, tanto presencialmente quanto por meios digitais, ampliando o alcance da proposta. As apresentações públicas ocorrerão em locais acessíveis, incluindo a sede do Cordão do Prata Preta e espaços abertos na Pequena África, garantindo ampla visibilidade para moradores e visitantes.2. Oficinas e ensaios abertosPara estimular o acesso direto à formação musical, serão realizados 6 ensaios abertos ao público, permitindo que moradores da Pequena África acompanhem o processo pedagógico e criativo das oficinas, interagindo com professores, monitores e alunos. Os ensaios funcionarão como um espaço de aprendizagem, demonstração de técnicas instrumentais e troca de experiências intergeracionais, reforçando a importância do engajamento comunitário.3. Acesso digital e documentaçãoA democratização será potencializada por meio da produção de materiais digitais acessíveis, que incluirão:Vídeos com legendas disponibilizados em redes sociais;Registros das apresentações intergeracionais e dos ensaios abertosMaterial didático em Braille, fontes ampliadas e alto contraste, compatível com softwares de leitura de tela.Esses recursos permitirão que o aprendizado e a experiência cultural alcancem pessoas fora da Pequena África, ampliando a circulação da cultura local e nacional, promovendo visibilidade do Cordão do Prata Preta e do território como polo cultural.4. Inclusão intergeracional e territorialO projeto integra jovens e idosos, promovendo troca de saberes, experiências e memória cultural, fortalecendo vínculos comunitários. As apresentações públicas serão estruturadas para que todos tenham participação ativa, valorizando a experiência dos idosos como portadores de memória e a atuação dos jovens como protagonistas da continuidade cultural.Além disso, as ações do projeto contemplam território e comunidade, priorizando:Participação de moradores locais como professores, espectadores e voluntários;Ampliação do alcance do projeto para turistas e público externo interessado na cultura da Pequena África;Estímulo à formação de futuros multiplicadores culturais dentro da comunidade, garantindo legado e sustentabilidade.5. Estratégias adicionais para maximizar o acessoPara reforçar ainda mais a democratização, serão adotadas medidas complementares:Divulgação ampla em redes sociais, rádio, jornais locais e parcerias com instituições culturais da cidade;Realização de eventos em praças, ruas e espaços abertos, acessíveis a grandes públicos;Registro audiovisual profissional das oficinas e apresentações, com legendas;Criação de playlists e conteúdos online sobre repertório estudado, incluindo músicas brasileiras e internacionais, aproximando o público da diversidade cultural do projeto;Participação de ex-alunos do Favela Brass como monitores e mentores, criando ponte entre história, formação musical e inclusão social.6. Impacto social e cultural da democratização de acessoAs medidas propostas visam:Garantir que todos tenham acesso gratuito à formação musical e à fruição cultural, independentemente de condição socioeconômica ou idade;Fortalecer a identidade cultural da Pequena África, promovendo engajamento comunitário e valorização histórica;Propiciar experiências inclusivas e intergeracionais, estimulando respeito, cooperação e protagonismo;Ampliar a visibilidade do projeto em âmbito nacional e internacional, consolidando o Cordão do Prata Preta como referência em inclusão cultural e formação artística.Dessa forma, o projeto assegura que seus produtos culturais sejam amplamente acessíveis, gratuitos e de fácil fruição, promovendo participação ampla, integração social, valorização da memória histórica e formação de novos multiplicadores, em consonância com os princípios da Lei Rouanet e o compromisso com democratização do acesso à cultura.

Ficha técnica

I. Atividade do Dirigente e da Instituição Proponente Instituição Proponente: Cordão do Prata PretaO Cordão do Prata Preta, realizará a gestão administrativa, financeira e a execução do projeto como um todo. A Associação cederá sua sede para a realização das oficinas de Musicoterapia para Idosos e atuará como agente de mobilização social e guardião da tradição cultural do território. O Prata Preta usará sua rede de articulação comunitária para garantir o engajamento dos moradores (jovens e idosos), a logística para as apresentações públicas e a ampla difusão dos resultados nas redes sociais, fortalecendo seu papel histórico na preservação da memória musical da Pequena África.Dirigente da Proponente: Fábio Pereira Leal (Presidente da Associação)Fábio Pereira Leal, morador da Gamboa há 42 anos e fundador/presidente do Cordão do Prata Preta, atuará como Coordenador Institucional e Articulação Comunitária. Sua atividade será essencial para o sucesso do projeto, pois:Representará legal e institucionalmente o projeto junto aos parceiros, à comunidade e ao Ministério da Cultura.Utilizará sua liderança e articulação comunitária de mais de duas décadas para garantir a adesão dos jovens e idosos, além de facilitar a ocupação dos espaços (sede do Prata Preta e escola pública).Supervisionará as apresentações públicas, aplicando sua metodologia de produção de eventos de rua e ocupações culturais de base comunitária, garantindo a integração dos alunos e a valorização da memória cultural do território.Garantirá a manutenção da relação de confiança e a comunicação efetiva entre a equipe técnica, os participantes e a comunidade local. II. Currículo Resumido dos Principais Participantes 1. Coordenação e Produção ExecutivaLucas Ramos: Coordenador do ProjetoAtuará como Coordenador do Projeto, trazendo mais de 20 anos de experiência como produtor cultural, engenheiro de áudio e músico percussionista. Sua sólida formação inclui Graduação em Produção Fonográfica, diploma internacional pela School of Audio Engineering (Bangcoc) e qualificações em empreendedorismo e negócios de impacto, essenciais para a gestão do projeto. Possui vasta experiência na elaboração de projetos para editais, coordenação de parcerias estratégicas e produção executiva de eventos culturais "Carnaval Nunca Acaba" e "Festival Pela Democracia". Sua qualificação se aprofunda na área pedagógica, tendo atuado por uma década como professor de produção musical e tecnologias de áudio no IATEC e na School of Audio Engineering em Bancoc (Tailândia).Miriam Generoso: Coordenadora PedagógicaAtuará como Coordenadora Pedagógica deste projeto, combinando sua sólida formação (Mestra em Justiça e Segurança, Especialista em Educação para Relações Étnico-Raciais) com uma profunda legitimidade territorial, sendo mulher negra, nascida e criada na Pequena África. Sua trajetória é marcada pela fundação e gestão de iniciativas comunitárias como a Casa Tayese e o Coletivo Mulheres Independentes da Providência (MIP), onde desenvolve metodologias focadas no pensamento crítico, acolhimento intergeracional e construção de narrativas identitárias. Sua expertise em liderança comunitária e articulação social é crucial para o sucesso pedagógico e logístico, assegurando o engajamento de jovens e idosos e a gestão eficaz dos monitores. Miriam Generoso garante que o projeto cumpra seu objetivo de encontro entre gerações e valorização da tradição musical, transformando o Cordão do Prata Preta em um agente de transformação social através da educação e da arte. Sua conexão intrínseca com a Pequena África confere ao projeto um diferencial autêntico e um impacto social profundamente enraizado.Ricardo Amaral da Silva: ProdutorAtuará como Produtor, sendo o responsável direto pela logística, infraestrutura e mobilização social do projeto. Morador do Morro da Providência há 33 anos, Ricardo possui um profundo conhecimento das dinâmicas territoriais da Pequena África, sendo um articulador cultural chave na região. Ele integra a equipe do Cordão do Prata Preta desde 2016, onde é o responsável pela montagem e desmontagem das estruturas, organização de fornecedores e gestão de equipamentos em todos os eventos, incluindo os complexos desfiles de carnaval. Sua expertise em produção local em territórios populares foi consolidada em grandes projetos, como sua atuação como produtor local da FLUP (Festa Literária das Periferias) em 2022. Além disso, Ricardo é um agente cultural ativo, integrando a equipe do espaço Arena Samol e sendo o criador da roda de samba Pagode da Viela, no Morro da Providência. Rosemberg Dos Santos Generoso: Assistente de ProduçãoAtuará como Assistente de Produção, oferecendo uma combinação única de profundo conhecimento territorial e expertise musical e logística. Morador da Gamboa há 23 anos e integrante do Cordão do Prata Preta há 18, ele já desempenha a função de assistente de produção nos eventos do bloco e do Samba Honesto, contribuindo diretamente para a articulação, logística e execução das atividades culturais na Praça da Harmonia, epicentro das ações do projeto. Seu enraizamento na comunidade e sua longa trajetória no Prata Preta são fundamentais para a mobilização local e o bom funcionamento das oficinas. Além de sua experiência em produção, Rosemberg é músico (trombonista), alinhando-se perfeitamente ao foco pedagógico do projeto.2. Corpo Docente e ConsultoriaTom Ashe: Consultor Pedagógico (Metodologia Favela Brass)Atuará como Consultor Pedagógico, garantindo a qualidade e a aplicação eficiente da metodologia Favela Brass nas oficinas de instrumentos de sopro para jovens. Trompetista e multi-instrumentista, Tom fundou o projeto Favela Brass em 2014, um programa de formação musical gratuita que, ao longo de 10 anos, formou centenas de jovens de favelas do Rio, utilizando um programa de estudos exclusivo com foco em música popular brasileira, jazz e repertório de fanfarras e blocos populares. Sua experiência como professor (incluindo na Escola Britânica) e sua formação em Administração (Universidade de Manchester) garantem a expertise pedagógica e a gestão necessárias para a mentoria do projeto.Thaís Bezerra: Professora (Musicoterapia - Percussão)Atuará como Professora, sendo responsável pela turma de musicoterapia com foco em percussão para idosos, um componente essencial do projeto. Sua qualificação acadêmica é notável: é Doutoranda em Educação Musical (UFRJ), Mestra em Ensino de Práticas Musicais (UNIRIO) e Especialista em ORFF Schulwerk (Califórnia, EUA), uma metodologia de ensino musical alinhada a práticas pedagógicas criativas. Sua expertise prática como Percussionista e Educadora Musical se soma à sua pesquisa, sendo autora do livro “Tá no Batuque: o Ensino de Instrumentos de Percussão para Bloco de Carnaval”, que valida sua metodologia própria no ensino da percussão. Como Maestrina de blocos de carnaval (Cofundadora e Maestrina do Multibloco e do Bloco da Terreirada), Thaís possui uma profunda vivência na cultura popular e na música de rua, essencial para a ambientação do projeto.Nayara Danielly Botelho Horn: Professora (Sopros e Iniciação Musical)Atuará como Professora, sendo essencial para as oficinas de instrumentos de sopro para jovens e a turma de iniciação musical com flauta doce para idosos, dada sua vasta experiência como multi-instrumentista (saxofone, flauta, trompete, entre outros). Sua qualificação acadêmica inclui Especialização em Instrumentos de Sopros pelo Conservatório de Tatuí e Mestrado em Música Popular Brasileira pelo CBM/RJ. Como Trans Feminina e Ativista LGBT, Nayara Danielly traz para o projeto um importante valor de diversidade e inclusão, enriquecendo o ambiente pedagógico e servindo como um modelo inspirador para jovens e idosos. Sua vasta experiência em diversos instrumentos e gêneros musicais a torna perfeitamente qualificada para aplicar a metodologia Favela Brass nos sopros e conduzir a iniciação musical com os idosos.

Providência

Projeto arquivado em razão da omissão do proponente na regularização da ocorrência: Perfil agência incompatível com tipo pessoa, o que impediu a abertura das contas e a continuidade processual. Eventual desarquivamento poderá ser solicitado em até 30 dias pelo email dfind.sefic@cultura.gov.br.

2026-12-31
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro