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O projeto Raízes Crespas propõe a valorização da cultura afro-brasileira por meio de uma série de oficinas artísticas e formativas que abrangem histórias em quadrinhos, capoeira, percussão, dança e expressão corporal, aliadas a palestras e rodas de conversa sobre o folclore, a culinária, as vestimentas e as tradições afrodescendentes. A iniciativa busca promover o reconhecimento da identidade negra e o fortalecimento do sentimento de pertencimento cultural, especialmente entre crianças e jovens de comunidades periféricas. Com atividades que unem arte, memória e educação, o projeto cria espaços de escuta, criação e diálogo entre gerações, estimulando a autoestima e o respeito à diversidade. "Raízes Crespas" é, assim, uma celebração da ancestralidade e um convite para que as novas gerações se reconectem com as matrizes africanas que compõem a pluralidade cultural brasileira.
Raízes Crespas será desenvolvido ao longo de 5 etapas em 2026, com 3 em Curitiba e as outras 2 em cidades da região metropolitana de Curitiba, oferecendo uma diversidade de produtos culturais e educativos, que contemplam oficinas, palestras, rodas de conversa, materiais impressos e apresentações artísticas. Cada produto foi planejado para proporcionar experiência direta, acessível e formativa, envolvendo públicos de diferentes idades, com foco na valorização da cultura afro-brasileira. A seguir, um resumo de cada produto e sua classificação etária: 1. Oficinas de Histórias em Quadrinhos (HQ) Resumo: Desenvolvimento de narrativas visuais inspiradas em histórias afro-brasileiras, ancestralidade e identidade cultural. Os participantes aprenderão técnicas de desenho, roteiro e criação de personagens. Classificação etária: 8 anos em diante 2. Oficinas de Fanzines Resumo: Cada criança é convidada a transformar ideias em pequenas revistas feitas à mão! Por meio de desenho, colagem e escrita criativa, os participantes aprendem a criar suas próprias histórias, personagens e universos visuais. A atividade estimula a imaginação, a leitura e o trabalho coletivo, valorizando a expressão pessoal e o prazer de inventar.Classificação etária: 8 anos em diante. 3. Oficinas de Capoeira Resumo: Aulas práticas de capoeira angola e contemporânea, integrando movimento, ritmo, canto e história da capoeira. O objetivo é promover saúde, coordenação motora e valorização da tradição afro-brasileira. Classificação etária: 8 anos em diante 4. Oficinas de Percussão Resumo: Introdução aos ritmos afro-brasileiros, como ijexá, samba de roda e maracatu. Os participantes aprenderão instrumentos, batidas e cantos tradicionais, compreendendo sua importância cultural e social. Classificação etária: 8 anos em diante 5. Oficinas de Danças Urbanas e Expressão Corporal Resumo: Exploração de movimentos inspirados em danças tradicionais africanas e afro-brasileiras, promovendo consciência corporal, expressão artística e integração coletiva. Classificação etária: 10 anos em diante 6. Oficina de Culinária Resumo: Neste encontro de sabores, essa Oficina convida o público a conhecer os sabores, histórias e tradições que formam a base da nossa gastronomia. Entre aromas e saberes, os participantes aprendem receitas típicas de matrizes africanas, explorando ingredientes, memórias e significados culturais. Cada prato é uma celebração da ancestralidade, da resistência e da partilha. Classificação etária: jovens e adultos 7. Oficina de Folclore Resumo: Ressoar e celebra as lendas, cantigas e brincadeiras que moldam nossa identidade cultural. Por meio de histórias, jogos, músicas e artes visuais, as crianças descobrem o valor das tradições afro-brasileiras e aprendem a reconhecer a diversidade do Brasil. Um espaço de imaginação, memória e convivência, onde o saber popular ganha novas formas e vozes. Classificação etária: Crianças e pré-adolescentes Formato: Atividades práticas, narrativas e musicais Objetivo: Preservar e reinventar o folclore brasileiro de modo lúdico e educativo8. Pérolas Negras Resumo: Encantos x Belezas = Mulher. E é aqui o espaço dessa celebração e descoberta dos pormenores femininos em sua diversidade. Inspirada na força e na harmonia facial das mulheres negras, a atividade propõe reflexões e práticas sobre estética, autocuidado, identidade e expressão. Cada encontro revela os pormenores que tornam singular o gesto, o olhar e o brilho de cada participante — verdadeiras pérolas que carregam histórias, ancestralidade e arte.Classificação etária: Mulheres de todas as idades. 9. Palestras Temáticas Resumo: Apresentações teóricas e dialogadas sobre folclore, vestimentas, culinária, religiosidade e tradições afro-brasileiras. Visa contextualizar culturalmente as práticas artísticas desenvolvidas nas oficinas. Classificação etária: Livre, recomendada para 12 anos em diante 10. Rodas de Conversa Resumo: Espaços de diálogo e reflexão sobre identidade, ancestralidade, diversidade e empoderamento feminino. O objetivo é estimular a troca de experiências entre participantes, mestres e artistas. Classificação etária: 12 anos em diante 11. Exposição Memorial Vivo Resumo: Mostra com fotos, vestimentas, objetos, etc sobre as famílias e suas origens afro-brasileiras.Resultados A) Zines e Materiais Impressos Resumo: Produção de pequenos livros e folhetos ilustrados, com HQs, relatos das oficinas e conteúdos educativos sobre cultura afro-brasileira. Distribuição gratuita em escolas, bibliotecas e online. Classificação etária: 10 anos em diante B) Encontros de Capoeira e Percussão Resumo: Apresentações abertas à comunidade, integrando música, dança e roda de capoeira. Objetivo de compartilhar resultados das oficinas e promover a fruição coletiva da cultura afro-brasileira. Classificação etária: Livre, recomendada para 8 anos em diante C) Mostra Coletiva Final Resumo: Exposição dos trabalhos produzidos nas oficinas, apresentações de dança, capoeira e percussão, além de leitura e distribuição dos zines. Objetiva difundir o conhecimento e celebrar a ancestralidade afro-brasileira. Classificação etária: Livre Todos os produtos serão planejados com acessibilidade física e de conteúdo, incluindo intérpretes de Libras, audiodescrição, materiais em Braille e legendas descritivas, garantindo participação plena de pessoas com deficiência. A soma dessas ações permite que o Raízes Crespas se configure como um projeto completo de difusão cultural, educação e valorização da ancestralidade, com alcance efetivo e inclusivo.
Objetivos gerais 1. Promover o reconhecimento e a valorização da cultura afro-brasileira, reafirmando sua importância na formação da identidade cultural do Brasil. 2. Fortalecer o sentimento de pertencimento étnico-racial, especialmente entre crianças e jovens de comunidades periféricas. 3. Estimular a conscientização sobre a diversidade e o respeito às diferenças, combatendo o racismo e os preconceitos por meio da arte e da educação. 4. Criar espaços de aprendizado, diálogo e criação coletiva, que incentivem a troca de saberes e experiências entre gerações. 5. Fomentar o protagonismo cultural e social da população negra, destacando seus artistas, mestres e saberes tradicionais. 6. Integrar linguagens artísticas e expressões populares, como HQ, capoeira, percussão e culinária, para difundir valores e tradições afrodescendentes. 7. Despertar o interesse e o orgulho pelas raízes africanas, fortalecendo a autoestima e a identidade cultural dos participantes. 8. Contribuir para uma sociedade mais justa, plural e antirracista, por meio da educação cultural e do reconhecimento da herança africana no Brasil.Objetivos específicos5 etapas Ações por etapas:1. Realizar 8 oficinas artísticas e formativas, abrangendo temas como histórias em quadrinhos, capoeira, percussão, dança afro, expressão corporal e artes visuais, etc com participação gratuita. 2. Oferecer 2 palestras educativas sobre folclore, culinária, religiosidade, vestimentas e outras manifestações da cultura afro-brasileira. 3. Promover 2 rodas de conversa comunitárias, voltadas ao diálogo sobre identidade, ancestralidade e valorização da população negra. 4. Produzir e distribuir 200 zines e materiais gráficos, com ilustrações, textos e relatos criados nas oficinas, divulgando o conteúdo desenvolvido pelos participantes. 5. Realizar 2 apresentações públicas: uma com o grupo de capoeira feminina As Marias e a outra com os grupos formados nas oficinas de capoeira e percussão, abertas à comunidade local. 6. Organizar 1 mostra coletiva final, reunindo os trabalhos artísticos e audiovisuais produzidos durante o projeto, com visitação gratuita. 7. Registrar todas as atividades em fotos, vídeos e relatórios, para divulgação em redes sociais e prestação de contas. 8. Atender diretamente cerca de 150 participantes, entre crianças, jovens e adultos, de forma inclusiva e participativa, garantindo o acesso à arte e à cultura afro-brasileira.
O projeto Raízes Crespas nasce da necessidade de fortalecer e difundir as expressões artísticas, culturais e históricas de matriz afro-brasileira, reconhecendo a importância fundamental da população negra na formação da identidade nacional. Em um país cuja herança africana é uma das bases mais sólidas da cultura popular — presente na música, na culinária, na religiosidade, na linguagem e na estética — ainda se observa uma sub-representação das narrativas negras nos espaços institucionais de cultura e educação. Assim, "Raízes Crespas" propõe-se como um instrumento de reparação simbólica e de valorização da ancestralidade, promovendo ações que unem arte, conhecimento e empoderamento. A escolha por oficinas de artes integradas — como histórias em quadrinhos, capoeira, percussão, dança, expressão corporal e artes visuais — parte da compreensão de que a arte é uma linguagem acessível, potente e transformadora. Através dela, crianças, jovens e adultos podem expressar suas vivências e memórias, reconstruindo a imagem da população afrodescendente a partir de uma perspectiva afirmativa. As palestras e rodas de conversa sobre folclore, culinária, vestimentas e tradições afro-brasileiras complementam o percurso educativo, permitindo o diálogo entre gerações, o compartilhamento de saberes e o resgate de práticas muitas vezes marginalizadas. Em um contexto social ainda marcado por desigualdades raciais e pela ausência de representatividade, é essencial criar espaços de formação crítica e criativa. "Raízes Crespas" propõe um ambiente acolhedor, voltado ao fortalecimento da autoestima e da identidade negra, combatendo o racismo estrutural através da arte e da educação. Acredita-se que o contato direto com as manifestações afro-brasileiras estimula o reconhecimento da diversidade e o respeito às diferenças, ao mesmo tempo em que desperta o interesse pelo patrimônio cultural imaterial do Brasil. Outro aspecto relevante é o impacto comunitário do projeto. As atividades serão desenvolvidas em espaços culturais e comunitários acessíveis, priorizando a participação de jovens de territórios periféricos. Essa escolha busca democratizar o acesso às linguagens artísticas e promover novas oportunidades de aprendizado e protagonismo social. As oficinas, conduzidas por mestres de capoeira, artistas plásticos, percussionistas e educadores afrodescendentes, reforçam o caráter coletivo e colaborativo da proposta, estimulando a criação de redes de fortalecimento cultural. O nome "Raízes Crespas" simboliza o orgulho e a beleza da herança africana, evocando tanto a força das raízes históricas quanto a diversidade dos cabelos crespos — um dos símbolos mais expressivos da identidade negra. Essa metáfora traduz a intenção do projeto de celebrar as origens, confrontar estigmas e reconstruir imaginários através do conhecimento e da arte. Por fim, o projeto busca contribuir para a formação de uma sociedade mais justa, plural e consciente de sua própria história, em consonância com os princípios da Lei Rouanet, que estimula o fomento à cultura e à diversidade brasileira. "Raízes Crespas" pretende deixar como legado não apenas produções artísticas e apresentações, mas também experiências de pertencimento, respeito e valorização da cultura afro-brasileira, que possam ecoar nas trajetórias pessoais e coletivas de seus participantes.
Raízes Crespas será desenvolvido ao longo de 5 etapas durante o ano de 2026, 3 em Curitiba e as outras 2 em cidades da região metropolitana de Curitiba, com ações que integram arte, educação e cultura afro-brasileira. Cada produto cultural e formativo do projeto foi planejado com um projeto pedagógico estruturado, materiais acessíveis e métodos participativos, assegurando qualidade técnica e inclusão social. 1. Oficinas de Histórias em Quadrinhos (HQ) Duração: 6 horas por oficina, em 5 edições (uma por etapa). Carga horária total: 30 horas. Material: papel A4, canetas nanquim, lápis, marcadores, pranchetas e zines em branco para finalização. Metodologia: práticas de desenho, roteiro e narrativa visual com ênfase na valorização da identidade afro-brasileira e representatividade negra. Projeto pedagógico: introdução à linguagem dos quadrinhos, exercícios de criação de personagens afro-brasileiros e produção coletiva de zines temáticos. Produto final: zines ilustrados e HQs coletivas para distribuição gratuita. 2. Oficinas de Capoeira( Com O Grupo de Capoeira Marias ) Duração: 6 horas por oficina, em 5 edições. Carga horária total: 30 horas. Material: instrumentos de capoeira (berimbau, atabaque, pandeiro), lenços e cordas. Metodologia: vivência prática e histórica da capoeira angola e contemporânea, com enfoque na musicalidade, no respeito e na ancestralidade. Projeto pedagógico: iniciação aos movimentos, cantos e instrumentos, explorando valores de solidariedade, disciplina e resistência cultural. Produto final: roda de capoeira comunitária e apresentações públicas. 3. Oficinas de Percussão Afro-Brasileira Duração: 6 horas por oficina, em 5 edições. Carga horária total: 30 horas. Material: tambores, agogôs, xequerês, alfaias e instrumentos recicláveis. Metodologia: ensino coletivo dos ritmos tradicionais afro-brasileiros, com ênfase na escuta, ritmo e cooperação. Projeto pedagógico: construção do conhecimento musical a partir de referências culturais africanas e afro-brasileiras. Produto final: formação de um grupo percussivo comunitário com apresentações abertas. 4. Oficinas de Dança Afro e Expressão Corporal ( Com O Grupo Ori Gem Dance ) Duração: 6 horas por oficina, em 5 edições. Carga horária total: 30 horas. Material: roupas leves, tecidos africanos, som e instrumentos de percussão de apoio. Metodologia: exercícios de improvisação e estudo dos movimentos ligados às danças tradicionais africanas e afro-latinas. Projeto pedagógico: redescoberta do corpo como símbolo de identidade e resistência; integração entre música e movimento. Produto final: performance coreográfica apresentada na mostra final. 5. Palestras Temáticas Duração: 1h30 cada, total de 5 palestras. Carga horária total: 7h30min. Temas: folclore afro-brasileiro, vestimentas, religiosidade, culinária, história e identidade negra. Material: projetor multimídia, slides, cartilhas, material impresso. Metodologia: exposições dialogadas com mestres, professores e artistas convidados, seguidas de debates abertos. Projeto pedagógico: promoção da reflexão crítica sobre a presença africana na cultura brasileira. 6. Rodas de Conversa Duração: 1h30 cada, total de 5 encontros.Carga horária total: 7h30min. Material: roda com instrumentos, microfone, som ambiente e café coletivo. Metodologia: diálogo horizontal e participativo, promovendo a troca de saberes entre artistas, educadores e comunidade. Projeto pedagógico: fortalecimento da escuta, valorização da oralidade e reconhecimento de narrativas locais.7. Oficinas de Folclore Afro-Brasileiro Duração: 1h30 cada oficina, total de 5 edições. Carga horária total: 7h30min. Material: tecidos, máscaras, instrumentos musicais e recursos audiovisuais. Projeto pedagógico: introdução aos mitos, lendas e manifestações afro-brasileiras, como Iemanjá, Exu, Saci e Negrinho do Pastoreio, explorando suas origens e sincretismos. Metodologia: jogos, contação de histórias, dramatizações e criação de figurinos inspirados em personagens do folclore. Produto final: apresentação artística dos participantes e material didático ilustrado em formato de zine. Classificação etária: livre, com foco em público infantojuvenil e familiar. 8. Oficinas de Culinária Afro-Brasileira Duração: 6 horas cada, em 5 edições ao longo do ano. Carga horária total: 30h. Material: ingredientes de base africana, utensílios de cozinha e apostilas com receitas e contextos históricos. Metodologia: prática culinária combinada com a explicação sobre as origens dos pratos e seus significados culturais. Projeto pedagógico: educação alimentar e cultural a partir das tradições afro-brasileiras. Produto final: degustação coletiva e publicação das receitas nos zines do projeto. 8. Zines e Materiais Impressos Paginação: 12 a 16 páginas por edição. Formato: A5, impressão em papel reciclado. Conteúdo: ilustrações, HQs, entrevistas, textos poéticos e registros das oficinas. Tiragem: 200 exemplares por etapa. Projeto editorial: diagramação acessível, fonte ampliada e versão digital com audiodescrição. Distribuição: gratuita em escolas, bibliotecas e online. 9. Encontros e Apresentações Especiais de Capoeira e Percussão Duração: 2 horas por encontro, total de 5 eventos públicos. Local: praças, centros culturais e espaços comunitários. Material: som, instrumentos e adereços tradicionais. Metodologia: apresentações interativas, com participação do público e demonstração dos resultados das oficinas. 10. Mostra Coletiva Duração: 2 dias de evento. Conteúdo: exposição de fotos dos familiares da própria comunidade, trabalhos visuais, apresentações de dança, capoeira, percussão e leitura dos zines. Material: painéis, suportes expositivos, som, iluminação e recursos de acessibilidade. Projeto curatorial: integrar todas as linguagens em um percurso sensorial e educativo, celebrando a diversidade e a ancestralidade afro-brasileira. Acessibilidade garantida em todos os produtos: intérprete de Libras, audiodescrição, legendas, materiais em Braille e versões digitais acessíveis. Com essa estrutura técnica e pedagógica, o Raízes Crespas assegura qualidade artística, inclusão social e impacto formativo duradouro, promovendo arte, cultura e pertencimento em todas as suas etapas.
O projeto cultural Raízes Crespas foi concebido com o compromisso de garantir acesso universal e igualitário às suas atividades, assegurando que todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, cognitivas ou sociais, possam participar, compreender e desfrutar plenamente das ações propostas. A acessibilidade é entendida aqui não apenas como uma exigência técnica, mas como um princípio ético e cultural, coerente com o propósito do projeto de promover a diversidade, a inclusão e o respeito às diferenças. No que se refere à Acessibilidade Física, o projeto será realizado em espaços culturais e comunitários com estrutura adaptada, garantindo circulação segura e autônoma para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Os locais de execução contarão com rampas de acesso, corrimãos, banheiros adaptados, portas largas e pisos nivelados, permitindo o deslocamento de cadeirantes e pessoas com muletas. Serão observadas também as condições de iluminação adequada e sinalização visual ampliada para pessoas com baixa visão. Quando possível, será instalada guia tátil no piso para orientação espacial, e o mobiliário utilizado nas oficinas será adaptado de modo a favorecer a participação de todos os públicos. Além disso, a equipe técnica será orientada para prestar apoio humanizado às pessoas com deficiência, idosos e gestantes, promovendo um ambiente de acolhimento e respeito. Quanto à Acessibilidade de Conteúdo, o projeto desenvolverá estratégias que ampliem a compreensão e fruição do conteúdo artístico e pedagógico por pessoas com deficiência sensorial e intelectual. Em todas as palestras, rodas de conversa e apresentações, haverá intérprete de Libras, garantindo o acesso à comunidade surda. Os materiais gráficos produzidos — como zines, cartazes e catálogos — incluirão versões em fonte ampliada e edições digitais acessíveis, compatíveis com leitores de tela. Será produzida também uma versão em Braille de um resumo do projeto, contendo informações sobre a proposta, as atividades e os horários, disponível nos espaços de realização. As atividades audiovisuais e as apresentações artísticas terão legendas descritivas e audiodescrição, tornando-as acessíveis a pessoas com deficiência auditiva e visual. Durante a mostra final e as oficinas de arte, será oferecida uma visita sensorial guiada, permitindo que o público com deficiência visual explore os materiais e produções por meio do toque e da escuta. As ações educativas serão adaptadas conforme as necessidades do grupo participante, com linguagem clara, visual pedagógico e acompanhamento individualizado quando necessário. O projeto prevê ainda a capacitação da equipe pedagógica e de produção para lidar com as diversas formas de acessibilidade, de modo que cada atividade seja planejada e executada de forma inclusiva. A acessibilidade, assim, não será apenas um recurso adicional, mas uma dimensão transversal de todo o processo — do planejamento à execução e à avaliação das ações. Dessa forma, o Raízes Crespas reafirma seu compromisso em tornar a arte e a cultura afro-brasileira acessíveis a todos, reconhecendo a pluralidade dos corpos, das vozes e das formas de percepção. O projeto entende que a inclusão é um ato de pertencimento coletivo, e que a verdadeira democratização cultural só se realiza quando todas as pessoas podem participar, compreender e se reconhecer nas expressões artísticas que constroem nossa sociedade.
Raízes Crespas tem como princípio fundamental a democratização do acesso à arte e à cultura afro-brasileira, garantindo que suas ações alcancem amplamente o público, especialmente em comunidades periféricas e contextos de vulnerabilidade social. Todas as oficinas, palestras, apresentações e rodas de conversa serão gratuitas e abertas à comunidade, sem qualquer custo de inscrição, assegurando a participação de pessoas de diferentes faixas etárias, origens e condições socioeconômicas. As atividades serão realizadas em espaços culturais e comunitários acessíveis, de fácil deslocamento e próximos aos locais de moradia dos participantes, o que fortalece o vínculo territorial e amplia o envolvimento da população local. Além disso, o projeto incentivará inscrições presenciais e digitais, facilitando o acesso para quem tem menor familiaridade com meios eletrônicos. Quanto à distribuição dos produtos culturais, os zines, cartilhas, registros audiovisuais e materiais gráficos produzidos nas oficinas serão distribuídos gratuitamente em escolas públicas, centros culturais, bibliotecas e associações de bairro. Uma versão digital desses materiais será disponibilizada em plataformas online e redes sociais, garantindo o acesso livre e permanente aos conteúdos educativos e artísticos. Para ampliar ainda mais o alcance, o projeto prevê a realização de ensaios abertos, nos quais a comunidade poderá acompanhar o processo criativo das oficinas de capoeira, percussão e dança afro, favorecendo a troca entre artistas e público. Serão também promovidas oficinas paralelas e interativas, com participação espontânea do público visitante durante a mostra final, estimulando o aprendizado coletivo. Além disso, algumas atividades — como palestras e apresentações culturais — serão transmitidas ao vivo pela internet. Dessa forma, o Raízes Crespas consolida-se como um projeto de formação e difusão cultural inclusiva, que não apenas oferece experiências artísticas de qualidade, mas também garante que seus resultados circulem livremente, contribuindo para a democratização efetiva da cultura e o fortalecimento das expressões afro-brasileiras.
Raízes Crespas contará com a coordenação do projeto de Yuna Rosa ( Proponente: Giane Ferreira da Rosa ) e uma equipe comprometida com a promoção da arte, da educação e da valorização da cultura afro-brasileira. As ações serão conduzidas sob a direção de Yuna Rosa, com a participação do grupo Ori Gem Dance, do Coletivo Marias, composto por mulheres capoeiristas e educadoras populares alémdeoutrosartistas. Cada integrante trará sua experiência artística e pedagógica, formando uma rede colaborativa que reforça o protagonismo negro e feminino na cena cultural. 1. Yuna Rosa – Direção e Coordenação Geral Artista-educadora, produtora cultural e pesquisadora das tradições afro-brasileiras, Yuna Rosa será responsável pela direção geral do projeto, coordenando a execução das atividades, a curadoria dos conteúdos e o diálogo entre os diferentes eixos formativos. Atuará também na mediação das rodas de conversa e na orientação pedagógica das oficinas, garantindo a coerência conceitual e metodológica do “Raízes Crespas”. Com mais de 15 anos de experiência em projetos socioculturais, Yuna já coordenou ações em escolas públicas, quilombos urbanos e centros culturais, com ênfase em arte-educação, diversidade e ancestralidade afro-brasileira. É formada em Artes Visuais, com especialização em Educação e Cultura Popular, e tem participação em coletivos de mulheres negras e movimentos de arte periférica. Sua atuação será essencial para integrar os aspectos artísticos, educativos e comunitários do projeto. 2. Grupo Ori Gem Dance – Oficinas de Dança Afro e Expressão Corporal O Ori Gem Dance é um grupo artístico formado por jovens dançarinos e educadores dedicados à difusão da dança afro-brasileira e das expressões corporais de matriz africana. Durante o projeto, o grupo realizará oficinas práticas de dança afro e expressão corporal em todas as 5 etapas, explorando gestos, ritmos e narrativas inspiradas nas tradições do candomblé, do samba de roda e das danças populares afro-latinas. Além das oficinas, o Ori Gem Dance fará apresentações demonstrativas e ensaios abertos, convidando o público a participar ativamente do processo criativo. O grupo também colaborará com a criação das performances que integrarão a mostra final do projeto, valorizando o corpo como veículo de memória e resistência. O Ori Gem Dance é reconhecido por sua pesquisa sobre corporeidade negra e por sua atuação em projetos culturais e educacionais. Seus integrantes já se apresentaram em festivais de cultura afro, eventos comunitários e instituições de ensino, desenvolvendo uma abordagem pedagógica inclusiva e acessível. 3. Coletivo Marias – Oficinas de Capoeira e Roda de Conversa Feminina O Coletivo As Marias é formado por mulheres capoeiristas, musicistas e pesquisadoras da cultura popular afro-brasileira. No “Raízes Crespas”, o grupo será responsável pelas oficinas de capoeira angola e capoeira contemporânea, realizadas de forma participativa, integrando música, canto, ritmo e movimento. As oficinas terão foco na capoeira como expressão cultural, educativa e de empoderamento feminino, explorando sua dimensão histórica e social. O coletivo também conduzirá uma roda de conversa especial sobre a mulher na cultura afro-brasileira, abordando temas como ancestralidade, corpo, resistência e liderança feminina. O objetivo é fortalecer o papel das mulheres negras nos espaços de cultura, inspirando novas gerações de artistas e educadoras. As Marias atuam há mais de dez anos em projetos sociais e culturais, realizando oficinas em escolas públicas, centros comunitários e eventos de capoeira. O grupo destaca-se por sua militância na valorização da mulher negra e pela busca de igualdade de gênero dentro das tradições afrodescendentes. 4. Equipe Técnica e Colaboradores Além das lideranças artísticas, o projeto contará com uma equipe técnica composta por: Produtor executivo: responsável pela logística, cronograma e prestação de contas; Educador de HQ e zines: artista visual que ministrará oficinas sobre ancestralidade e identidade negra através da linguagem dos quadrinhos; Instrutor de percussão afro-brasileira: músico responsável pelas oficinas de ritmos tradicionais, como ijexá, samba de roda e maracatu; Comunicadora social: encarregada da divulgação, cobertura fotográfica e audiovisual, além da gestão das redes sociais; Intérprete de Libras: assegurando acessibilidade em palestras e apresentações; Assistente pedagógico: que apoiará a adaptação dos conteúdos para públicos diversos. Cada membro da equipe atuará de forma integrada, garantindo qualidade técnica e coerência conceitual em todas as etapas do projeto. Assim, Yuna Rosa, o grupo Ori Gem Dance e o Coletivo As Marias formam o núcleo artístico-pedagógico do Raízes Crespas, unindo diferentes linguagens e saberes para celebrar a ancestralidade africana e promover o empoderamento cultural por meio da arte, da educação e do diálogo comunitário.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.