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PRONAC 2513511Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Projeto Ocupação Boitatá 3ª edição - Arte Educação Ambiental

45.568.526 ANTONIO FERNANDO AZEVEDO SANTOS FILHO
Solicitado
R$ 105,1 mil
Aprovado
R$ 105,1 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos educativos, incluindo cursos, oficinas e outras atividades pedagógicas
Ano
25

Localização e período

UF principal
PE
Município
Recife
Início
2026-03-01
Término
2027-03-31
Locais de realização (1)
Recife Pernambuco

Resumo

O Projeto Ocupação Boitatá 3ª edição - Arte Educação Ambiental propõe a continuidade de uma série de intervenções de formação cultural e ambiental envolvendo Arte e Meio Ambiente, realizada de maneira exitosa durante a execução da primeira e segunda edição do projeto, que contou com o apoio do SIC (Sistema de Incentivo à Cultura) da cidade do Recife. Nesta terceira edição, pretendemos desdobrar projetos e atividades com foco na Arte Educação Ambiental, uma modalidade de ensino transdisciplinar que agrega as artes visuais, música e ciências da natureza, com foco em conscientização climática, desenvolvimento de ações de responsabilidade socioambiental e aplicação de conceitos de sustentabilidade e cidadania. O projeto propõe a oferta de 12 (doze) oficinas teórico-práticas distribuídas em 4 (quatro) módulos temáticos que serão ministrados por dois arte/educadores em articulação com a educadora de ciências e ecologia.

Sinopse

O Projeto Ocupação Boitatá 3ª edição - Arte Educação Ambiental propõe a continuidade de uma série de intervenções de formação cultural e ambiental envolvendo Arte e Meio Ambiente, realizada de maneira exitosa durante a execução da primeira e segunda edição do projeto, que contou com o apoio do SIC (Sistema de Incentivo à Cultura) da cidade do Recife. Nesta terceira edição, pretendemos desdobrar projetos e atividades com foco na Arte Educação Ambiental, uma modalidade de ensino transdisciplinar que agrega as artes visuais, música e ciências da natureza, com foco em conscientização climática, desenvolvimento de ações de responsabilidade socioambiental e aplicação de conceitos de sustentabilidade e cidadania.O projeto propõe a oferta de 12 oficinas teórico-práticas distribuídas em 4 módulos temáticos que serão ministrados por dois arte/educadores em articulação com a educadora de educação ambiental. A realização das ações do projeto contará com a parceria da Escola Municipal Rozemar de Macedo Lima, situada no bairro de Casa Amarela e que colabora com o Ateliê Boitatá desde a primeira edição do projeto. Teremos algumas ações previstas para serem realizadas nas dependências da Escola, como a construção coletiva de uma horta comunitária e também uma vivência artística e ecológica para a comunidade escolar com a presença de artistas, educadores e ativistas do meio ambiente, sensibilizando e refletindo a relação entre arte, cidade e a natureza.Além das atividades no Ateliê Boitatá e na Escola Municipal Rozemar de Macedo Lima, também estão previstas 02 (duas) aulas de campo, com o passeio de barco pelo Rio Capibaribe e a visita à praia do Pina a fim de visitar e conhecer o trabalho da colônia de pescadores Z-1 e recolher resíduos plásticos que servirão de base para produção do objeto artístico final. Ao final do projeto, está previsto a realização Mostra de Artivismo Boitatá no Centro Comunitário da Paz - Compaz Governador Eduardo Campos e na abertura da exposição, as crianças e jovens terão a oportunidade de apresentar para a comunidade escolar e familiar o trabalho de composição musical dialogando com a instalção artística revelando os percursos de aprendizagem das crianças. A mostra trará a exibição dos trabalhos expressivos, a Enciclopédia Marinha Infantil do Boitatá e material de audiovisual produzido durante as oficinas. Todas as Oficinas serão abertas ao público de maneira gratuita, sendo realizadas ao longo do segundo semestre de 2026, no Ateliê Boitatá, localizado no Bairro de Casa Amarela, um dos mais populares e populosos do Recife. Espaço Autônomo de Arte gerenciado pela arte/educadora e arteterapeuta Camila Falcão e pelo artista visual, produtor cultural e também arte/educador, Nando Zevê, o ateliê se caracteriza como espaço de educação não-formal e mira na população desse território como público prioritário de suas ações. Para a divulgação das atividades apresentadas neste projeto será utilizado o perfil do Ateliê Boitatá no Instagram, com postagens patrocinadas direcionadas ao público alvo com interesse em Artes Visuais e Ciências da Natureza. Também serão encaminhados convites para o grupo de Whatsapp das famílias do Fundamental I, público alvo do projeto, por intermédio da gestão da Escola Municipal Rozemar de Macedo Lima, como nas edições anterioresDetalhamos, a seguir, as atividades propostas:a) Oficinas: conduzidas por arte/educadores e educadora da área de ciências da natureza, busca ampliar as aprendizagens significativas, os repertórios imagéticos, vocabulários e consciência socioambiental e cultural. *Módulo 1: Recife e as águas (36 Horas) Oficina de Cartografia;Oficina de Práticas Sustentáveis;Oficina de Colagem; *Módulo 2: Rio Capibaribe (33 Horas) Oficina Desenho de Observação; Oficina Pigmentos Naturais; Oficina de Musicalização Movimento Mangue Beat; *Módulo 3: Oceano Atlântico (33 Horas) Oficina Oceanografia; Oficina de Pinhole; Oficina de Instrumentos Musicais; *Módulo 4: Sustentabilidade (36 Horas) Oficina Papel Machê;Oficina Composição Musical; Oficina de Técnica Mista; b) Horta Comunitária: ação realizada em parceria com a Escola Municipal Rozemar de Macedo Lima situada no bairro de Casa Amarela, conta com a construção coletiva de 01 (uma) horta comunitária para plantar as mudas germinadas na oficina de práticas sustentáveis.c)Mostra de Artivismo Boitatá: apresentação expositiva do percurso de ensino-aprendizagem das crianças e jovens para a comunidade escolar e familiar com apresentação musical e exibição dos trabalhos expressivos selecionados.

Objetivos

Objetivo Geral:O Projeto Ocupação Boitatá- 3ª edição tem por objetivo promover ações artístico-pedagógicas por meio de 12 oficinas para promover a consciência socioambiental e o desenvolvimento integral de crianças de escolas públicas do bairro de Casa Amarela, por meio de uma jornada interdisciplinar que integra as Ciências Naturais, a Geografia, as Artes e a Cultura Popular, articulado aos saberes dos territórios e considerando o protagonismo dos estudantes, a fim de investigar e valorizar os ecossistemas aquáticos de Recife. 2.2 Objetivos Específicos:Execução de 12 (oficinas) com um total de 309 (trezentos e nove) horas aula teórico-prática com abordagem transdisciplinar entre artes visuais, ciências da natureza, música e permacultura de acordo com seus planos de curso/oficina para 02 turmas de 12 alunos a partir dos 06 anos;Construção coletiva da horta comunitária na Escola Municipal Rozemar de Macedo Lima situada no Bairro de Casa Amarela - Recife;Realizar 02 (duas) aulas de campo para promover consciência ambiental, corresponsabilidade, protagonismo e ação cidadã aos participantes do projeto;Mapear o contexto sociocultural e geográfico das crianças, apresentando a cartografia de Recife para apropriação do território e elaboração de uma Cartografia Afetiva.Aplicar práticas sustentáveis urbanas (Horta comunitária, compostagem) e desenvolver a consciência sobre o consumo e a gestão de resíduos (plástico e papel);Reutilizar resíduos para a construção de objetos funcionais (caixas, instrumentos, câmeras) e artísticos (esculturas de papel machê e instalação final), focando na redução do impacto residual;Investigar a fauna e flora dos ecossistemas do rio Capibaribe e do Oceano Atlântico, abordando os temas de crise climática e poluição. Conhecer a composição da água (química, física e espiritual) e a composição do solo (pigmentação de terras e vegetais), unindo ciência, arte e geografia.Desenvolver habilidades do método científico (observação, criação de hipóteses e análise de dados) por meio da construção de maquetes, extração de pigmentos e aulas de campo;Dominar técnicas de Desenho de Observação, Colagem e Fotografia Pinhole para produzir registros para a Enciclopédia Marinha Infantil do Boitatá.

Justificativa

A preocupação crescente da sociedade com a crise climática têm levado instituições e coletivos da sociedade civil a pressionarem Estados por políticas públicas que criem planos de conscientização, mitigação e resiliência climática, especialmente em espaços de educação formal e não-formal por seu potencial formativo de crianças e jovens. A extensão e a magnitude da crise planetária, que inclui a emergência climática, o colapso da biodiversidade e a poluição generalizada, são uma ameaça urgente e sistêmica aos direitos das crianças ao redor do mundo. O relatório UNICEF de 2021, apontou que as crianças e os adolescentes já estão sendo impactados de forma desproporcional por mudanças nos ambientes em que vivem, devido à singularidade de seu metabolismo, à sua fisiologia e às suas necessidades de desenvolvimento. As consequências mais graves de mudanças na temperatura, na qualidade do ar e da água, afetarão o desenvolvimento, o bem-estar, o aprendizado e a saúde de crianças e adolescentes em todo o mundo. A situação assume contornos avassaladores em cidades como Recife, classificada como uma das capitais brasileiras mais vulneráveis às mudanças climáticas, ocupando a 16° posição de cidade mais vulnerável do mundo segundo o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU de 2022. Sua baixa altitude, alta densidade demográfica, desigualdade social, histórico de ocupação desordenada em áreas de morros e manguezais, criam um cenário de risco extremo. O Comentário Geral n°26 escrito pelo Comitê dos Direitos das Crianças na Convenção das Nações Unidas sublinha a necessidade das crianças serem preparadas para tomar ações, advogar e se proteger dos danos ambientais. Pela relevância da temática, propomos um projeto que sensibilize, provoque reflexão e promova atitudes coerentes com a realidade atual, criando escolhas mais conscientes e sustentáveis, colaborando com a formação de sujeitos mais resilientes, cooperativos e críticos, compondo uma cultura de enfrentamento climático. Nesse cenário podemos pensar que a arte e cultura se destacam como um importante elemento na construção das identidades, do sonho, do bem viver das populações e fator estruturante para o desenvolvimento de políticas que pretendam ser efetivamente sustentáveis. A arte acompanha os humanos e os auxilia na medida que revela seus desejos e visões, possibilitando por vias sensíveis, a compreensão coletiva da realidade multidimensional humana. Portanto, entendemos que intervenções em arte/educação podem ser um importante fator de engajamento na investigação, compreensão, reflexão e ação relacionado ao tema das mudanças climáticas, justiça social e preservação do meio-ambiente entre crianças e jovens e vetor fundamental para a construção do sonho de uma sociedade justa e eticamente envolvida nos direitos humanos e não-humanos.Por isso propomos oficinas e atividades que aproximem artefatos culturais, promovam vivências com materiais expressivos, estimulem a investigação científica e a produção crítica e criativa de trabalhos artísticos, utilizando metodologias ativas como meio de realização das oficinas. Como proposta transdisciplinar, iremos atravessar os conhecimentos de diferentes áreas como história, geografia, biologia, ecologia com arte e cultura a fim de promover uma compreensão mais unificada e holística do desafio apresentado, visando a formação de sujeitos autônomos, críticos e criativos. Recife é uma cidade de grande contribuição cultural em variadas cenas artísticas com artistas dialogando com a temática do território, natureza e cidade, e conhecer esses agentes culturais apoia, valoriza e difunde o conjunto das manifestações culturais de resistência e seus respectivos criadores. O projeto pretende mais uma vez atingir esses territórios alinhado com as diretrizes da Lei 8.313/1991 - Lei de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet - promovendo e estimulando a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais. As iniciativas oferecem meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais a fim de preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural, ambiental e histórico brasileiro.O Ateliê Boitatá é um Espaço Autônomo de Arte e Educação não-formal gerenciado pela arte/educadora e arteterapeuta Camila Falcão e pelo artista visual, produtor cultural e também arte/educador e capoeirista, Nando Zevê. Inaugurado em agosto de 2021 na Galeria Joana D’Arc no bairro do Pina no Recife, o Ateliê Boitatá vem proporcionando tanto para o público infantil como para o adulto, oficinas de arte, grupos de arteterapia, eventos de difusão do patrimônio ambiental e cultural, entre outras atividades, valorizando a produção artística e cultural do povo brasileiro. No primeiro semestre de 2023 o Ateliê Boitatá ampliou o seu alcance, transferindo a sua sede para um espaço maior no Bairro de Casa Amarela, realizando a primeira edição do projeto Ocupação Boitatá, aprovado no Edital do Sistema de Incentivo à Cultura, SIC 2023, da Fundação de Cultura da Cidade do Recife. Houve a oferta de oficinas gratuitas de artes voltadas para alunos da rede pública de ensino. O projeto Ocupação Boitatá teve a sua segunda edição realizada no primeiro semestre de 2025 celebrando o tema Arte Educação Ambiental, contando também com o incentivo do SIC. Foram realizadas oficinas somando um total de 464 (quatrocentos e sessenta e quatro) horas aula, bate-papos e uma mostra ao longo do segundo semestre de 2023 e primeiro semestre de 2024 e também ao longo do primeiro semestre de 2025, proporcionando a cerca de 36 (trinta e seis) pessoas entre crianças e jovens de bairros próximo ao de Casa Amarela acesso ao Ateliê com toda sua estrutura, e as práticas de Arte Educação. Em um dos processos avaliativos do projeto, formulários foram enviados para casa às crianças e famílias e foi ressalatdo nas respostas a qualidade didática das aulas, do ambiente natural do ateiê, da relevância dos conteúdos trabalhados e a construção dos vínculos entre educadores, território e crianças. Os conteúdos digitais criados para divulgar o projeto atingiram um total de 197.574 views no Instagram contabilizando a primeira edição e a segunda edição do projeto.Pensando na continuidade e no aprimoramento desse trabalho, o Ateliê Boitatá propõe o projeto Ocupação Boitatá 3ª edição - Arte Educação Ambiental que propõe uma ampliação de ações a serem realizadas ao longo do segundo semestre de 2026. A singularidade do projeto reside no formato que integra diferentes campos do conhecimento em prol da arte educação ambiental articulado aos agentes, territórios e artefatos culturais, proporcionando um trabalho de arte educação engajado, que garanta a promoção de alternativas de acessibilidade. Será oferecida tradução na Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS), e permitirá que a comunidade surda se informe e conheça tanto as comunicações feitas pelos materiais divulgados nas mídias sociais do Ateliê Boitatá, como as produções discursivas das crianças na apresentação da abertura da Mostra Artivismo Boitatá. Sua importância para o desenvolvimento da cadeia produtiva é significativa, já que para a sua realização envolverá no mínimo 14 profissionais, que participarão das suas diversas etapas (planejamento e articulação, produção, divulgação e difusão do conteúdo), cada profissional devidamente adequado à execuça~o dos serviços propostos de acordo com seu perfil e trajetória. Para promover a programação da ocupação e engajar seu público, parcerias com equipamentos sociais, culturais e educacionais terão papel importante, pois são parceiros que promovem a inclusa~o so´cio-cultural e a formaça~o de novos públicos.

Estratégia de execução

MEMORIAL DESCRITIVO DA MOSTRA ARTIVISMO BOITATÁO evento Mostra Artivismo Boitatá representa a culminância do Projeto Ocupação Boitatá 3ª Edição, configurando-se como um momento de celebração e de socialização do conhecimento e das produções artísticas resultantes das 12 oficinas de Arte Educação Ambiental, revelando o percurso de aprendizagem dos integrantes do projeto à comunidade escolar e familiar convidada. O evento será realizado no COMPAZ – Governador Eduardo Campos, onde trará os projetos expressivos selecionados em conjunto pelas crianças e educadores, o Painel Coletivo de Cartografia Afetiva, o Catálogo artístico-científico de Pigmentos Naturais, a Enciclopédia Marinha Infantil do Boitatá, fotografias feitas pelo Pinhole, as esculturas de Papel Machê e a culminância da Instalação Artística de Técnica Mista que vai dialogar com a Composição Musical que funcionará também como cenário e narrativa visual. 1. FormatoA Mostra Artivismo Boitatá consiste em uma exposição coletiva dos trabalhos expressivos desenvolvidos pelas crianças ao longo do projeto que envolveu diversas modalidades da produção artística visual. Pretendemos apresentar cerca de 50 obras que estarão dispostas para serem visualizadas nas paredes de vidro da Biblioteca do Compaz. Outras obras poderão ser manuseadas pelo público e serão apresentadas sobre expositores móveis feitos de madeira. 2. Proposta curatorialA exposição será constituída dos projetos artísticos e científicos dos participantes produzidos ao longo de todo o projeto, a fim de proporcionar uma retrospectiva acerca dos conhecimentos construídos em todo processo de ensino-aprendizagem. Constará na Mostra Artivismo Boitatá o Painel Coletivo de Cartografia Afetiva, o Catálogo artístico-científico de Pigmentos Naturais, a Enciclopédia Marinha Infantil do Boitatá, fotografias feitas pelo Pinhole, as esculturas de Papel Machê e a culminância da Instalação Artística de Técnica Mista que vai dialogar com a Composição Musical e que funcionará também como cenário e narrativa visual.3. MontagemA Mostra será montada por uma equipe formada pelos Arte Educadores do projeto com o suporte da equipe de manutenção do Compaz. São construídos previamente nas dependências do Ateliê Boitatá dois (dois) expositores medindo aproximadamente 50cm x 50cm x 60cm de altura para receber obras em formato de catálogo, e também serão utilizados 3 expositores medindo cerca de 180cm x 120cm (Patrimônio do Ateliê Boitatá). As obras bidimensionais irão receber uma moldura simples feita artesanalmente de papelão paraná e serão fixadas tanto nos expositores como também ficarão suspensas fixadas no perfil de alumínio que dá suporte ao teto da biblioteca do Compaz utilizando fios de nylon e ganchos. 3.1. Instalação Artística.Também compondo a Mostra Artivismo Boitatá será realizada uma escultura interativa (instalação) contendo obras tridimensionais feitas de papel machê, fotografias, textos e também elementos naturais coletados durante a aula de campo na Praia do Pina. A escultura interativa (instalação) será fixada com fios de nylon nos perfis de alumínio que fazem parte da estrutura do forro do teto da Biblioteca do Compaz.4. Apresentação FinalA apresentação ao vivo é o ponto de convergência das oficinas de música e o momento de maior interação com o público. A apresentação consiste na apresentação da Composição Musical Coletiva, criada a partir dos temas do projeto e estruturada na linguagem da embolada. As crianças irão utilizar os Instrumentos Musicais construídos individual e coletivamente sendo conduzidas pelos arte educadores do projeto.

Especificação técnica

EMENTA DAS OFICINAS: (ver proposta detalhada em anexo)1. Oficina de Cartografia: Oficina de abertura para levantamento sociocultural dos estudantes como moradia, composição familiar e suas percepções e conhecimentos prévios sobre o território, crise climática e natureza. Apresentaremos a cartografia da cidade de forma interdisciplinar, localizando rios e canais próximos aos bairros de origem das crianças. Aprenderemos sobre o conceito de maré, movimentos e composição do elemento da água. Ampliaremos o repertório cultural dos participantes com histórias tradicionais sobre a água e montaremos um painel coletivo de cartografia afetiva de Recife.2. Oficina de Práticas Sustentáveis: Propõe pensar em ações sustentáveis em contexto urbano com a agricultura em pequenos espaços, seleção de resíduos (papel, plástico, metal) e compostagem orgânica. Iremos problematizar e refletir sobre consumo e produção e responsabilidade com resíduos. Montaremos um berçário de sementes para plantio futuro na horta comunitária na escola. Aprendizado sobre manejo da composteira e produção de adubo com minhocas. 3. Oficina de Colagem: Apresentação de colagens digitais usadas em mídias de ativismo ambiental internacional para a análise dos princípios de composição para entender como a imagem comunica discursos e valores. O objetivo é estimular a leitura crítica de imagens e a criação e difusão de mensagens. As crianças comporão uma narrativa visual artivista com a técnica da colagem, experimentando a comunicação visual consciente e ativa.4. Oficina Desenho de Observação: As crianças conhecerão as imagens da fauna e flora do Rio Capibaribe, observando a anatomia dos seres vivos, conhecendo seus contextos socioambientais e discutindo a preservação da biodiversidade. A oficina propõe sensibilizar o olhar, desenvolver a observação de detalhes, aprimorar a percepção visual e entender proporções, perspectiva e luz/sombra. O objetivo é aplicar a forma dentro de uma estrutura significativa (composição de elementos), criando uma imagem a partir da realidade. 5. Oficina de Pigmentos Naturais: A Oficina de Pigmentos Naturais e Geotinta abordará a composição do solo e a pigmentação de vegetais. As crianças farão experimentos científicos (infusão, cocção, maceração) para extrair pigmentos de vegetais (beterraba, cúrcuma, couve, café, etc.) e de terras de diferentes colorações. Inspiradas pela artista Marlene Almeida, elas serão estimuladas a recolher terra de seus territórios, aplicar o método de extração para registrar e comparar cores e assim, construir um catálogo artístico-científico para compor a Enciclopédia Marinha Infantil do Boitatá.6. Oficina de Musicalização Movimento Mangue Beat: A Oficina de Musicalização contextualizará o ecossistema do Mangue e sua relação com Recife, palco do movimento MangueBeat. Análise crítica da letra da música "A Cidade" do artista Chico Science para reflexão sobre justiça socioambiental. Observaremos a mistura de ritmos como o rock com embolada, para ampliar a diversidade cultural e o repertório da cultura popular. A intervenção musical visa estimular a criatividade, introduzir elementos básicos da música e desenvolver a consciência fonológica (ritmo, rima, melodia) para auxiliar no desenvolvimento da linguagem.7. Oficina de Pinhole: A oficina de Pinhole visa ampliar as possibilidades expressivas, unindo ciência e pesquisa poética. Consistirá na construção de uma câmera fotográfica analógica artesanal e no aprendizado de noções de fotografia e revelação química. Ensinaremos o funcionamento da câmara escura e os princípios da ótica, e a montagem da câmera com materiais simples/recicláveis como caixas e latas. As crianças praticarão a técnica no ateliê e, durante a aula de campo na Praia do Pina, fotografarão cenários e objetos para compor a Enciclopédia Marinha Infantil do Boitatá.8. Oficina de Oceanografia: A Oficina de Oceanografia visa localizar geograficamente o ecossistema aquático salgado de Recife, promovendo discussões sobre a importância dos oceanos na regulação do clima, o impacto da poluição e as mudanças climáticas. A oficina visa a pesquisa sobre fauna e flora marinha no litoral nordestino, focando no contexto socioambiental de Recife. Iremos construir um aquário para observação e análise de dados no ateliê para o desenvolvimento de uma Enciclopédia Marinha Infantil do Boitatá, reunindo dados, fotos e desenhos de observação. Faremos uma aula de campo à Praia do Pina para conhecer o trabalho da colônia de pescadores e marisqueiras da Z-1. Registro de informações com desenhos, fotos e anotações sobre solo, água, corais, espécies e a relação com a colônia. Ação socioambiental de coleta de resíduos na praia.9. Oficina de Instrumentos Musicais: A oficina de Instrumentos Musicais Naturais e Recicláveis integra música, artes visuais e ciência para a construção individual/coletiva de instrumentos. Utilizaremos materiais naturais e reaproveitados como latas, sementes, cabaças, madeiras, côco. O objetivo é estimular as variações sonoras (sementes/pedras) para ampliar o vocabulário musical dos participantes. A oficina combina a biografia de mestres da cultura popular (embolada) e a experimentação rítmica regional, promovendo consciência sonora, criatividade e redução de impacto residual.10. Oficina de Papel Machê: A oficina visa refletir sobre o impacto do consumo e dos descarte de resíduos plásticos e papel. Ao dimensionar o lixo seco acumulado, os materiais serão reutilizados. A oficina focará na construção de esculturas de papel machê onde os plásticos serão usados como estrutura (esqueleto), encapsulando as embalagens para eliminar o acúmulo residual. Os papéis serão transformados em massa de papel machê. As crianças construirão esculturas tridimensionais de seres vivos da fauna e flora das águas de Recife, inspiradas nos biomas locais.11. Oficina de Composição Musical: Oficina para integrar conhecimentos de musicalização e instrumentos, visando a criação de uma composição musical inspirada nos conteúdos do projeto. Utilização da estrutura da embolada e produção de rimas, colaborando com o desenvolvimento linguístico. A composição deve refletir o percurso de aprendizagem e o processo criativo dos participantes, de forma crítica, estimulando a improvisação. As crianças aprenderão a organizar sons (ritmo, melodia, harmonia e letra) para criar músicas que serão apresentadas no fechamento do projeto.12. Oficina Técnica Mista: Oficina de fechamento onde iremos fazer um levantamento e retrospectiva dos trabalhos expressivos selecionados de todas as oficinas para compor a exposição coletiva. A revisão visa possibilitar às crianças perceberem a construção da aprendizagem e de narrativas. Com base nas narrativas das crianças, será criada uma instalação artística no COMPAZ composto por mídias e materiais diversos, utilizando os objetos acumulados no projeto. O trabalho será integrado à apresentação musical, funcionando como instalação e cenário, proporcionando uma experiência estética que será apresentada à toda comunidade na abertura da Mostra Artivismo Boitatá. HORTA COMUNITÁRIA: Para encerrar os encontros, haverá a construção e montagem da Horta Comunitária na Escola Rozemar de Macedo Lima, como materiais reutilizados, onde as crianças irão manipular a terra para plantar utilizando o adubo da composteira e as mudas do berçário plantadas na oficina de Práticas Sustentáveis. Essa oficina visa chamar a atenção das crianças para o ciclo da vida vegetal e habilitar no manejo da agricultura urbana.Posteriormente, o projeto culminará na Mostra Artivismo Boitatá no COMPAZ Governador Eduardo Campos. No evento final, os participantes apresentarão a composição musical integrada ao objeto artístico de técnica mista, expondo trabalhos selecionados e o percurso de aprendizagem à comunidade escolar e familiar convidada.

Acessibilidade

AÇÕES DE ACESSIBILIDADEO Projeto Ocupação Boitatá 3ª Edição o fundamento do respeito às diferenças, a valorização das identidades buscando a integração e inclusão plena, implementando estratégias de adaptação nas dimensões arquitetônica, comunicacional e pedagógica.a) Acessibilidade Pedagógica e Metodológica A abordagem pedagógica do projeto foca nas metodologias ativas, que visa colaborar na participação mais democrática das práticas pedagógicas e busca atender à neurodiversidade e garantir o envolvimento e participação de todos.Serão reconhecidos os conhecimentos prévios, as hipóteses e a participação das crianças, entendendo que o direito à educação é para todos;Será utilizada linguagem clara e acessível em todas as instruções das oficinas, utilizando roteiros visuais/sequenciais das atividades para auxiliar na compreensão e organização dos conteúdos por todos; Serão disponibilizados materiais adaptados sob demanda, como tesouras adaptadas, lupas, materiais com alto contraste. Será garantida flexibilidade de tempo e formatos alternativos para a execução das atividades e trabalhos.O formulário de inscrição incluirá um campo para que as famílias informem sobre necessidades específicas (acompanhante, recursos adaptados, estratégias), permitindo o planejamento prévio e a mobilização de recursos.b. Acessibilidade Comunicacional (Divulgação e Conteúdo)Garantia do acesso à informação e aos conteúdos do projeto pelo público surdo:Tradução em LIBRAS (Presencial): Será fornecida tradução simultânea para LIBRAS durante o evento de abertura da Mostra de Artivismo no Compaz, atendendo ao público com deficiência auditiva.Acessibilidade Audiovisual: Serão garantidos os recursos de legendas e janelas de LIBRAS em 05 (cinco) conteúdos audiovisuais mais relevantes do projeto a serem divulgados no perfil do Instagram e exibidos na Mostra Artivismo Boitatá.Mobilização e Divulgação: As peças de divulgação incluirão a sinalética própria das estratégias de acessibilidade oferecidas. A divulgação será focada em entidades e organizações que congreguem o público com deficiência para garantir sua participação.c. Acessibilidade Atitudinal e Formação de EquipeO projeto investe na qualificação da equipe para promover um ambiente acolhedor e inclusivo:Formação Atitudinal: Será realizada, na pré-produção, uma palestra de formação em Acessibilidade Atitudinal para toda a equipe do projeto (coordenadores, arte-educadores e profissionais da comunicação), tomando como referência materiais de instituições renomadas como o Centro Cultural do Bom Jardim.d. Acessibilidade Arquitetônica e EstruturalAcessibilidade dos Espaços: Os locais de realização do projeto (Ateliê Boitatá, Escola Rozemar e Compaz) foram selecionados por não apresentarem barreiras físicas que comprometam a livre e autônoma circulação de pessoas com mobilidade reduzida e/ou cadeirantes.

Democratização do acesso

Todas as atividades do Projeto Ocupação Boitatá 3ª edição serão gratuitas. Ao todo serão ofertadas 24 vagas nas oficinas para crianças do Ensino Fundamental I, estudantes de escolas públicas do Recife, com foco no bairro de Casa Amarela e arredores. O projeto não prevê a comercialização de produtos ou cobrança de ingressos.Segue abaixo ações voltadas para a democratização do acesso:9.1. Superação de Barreiras Socioeconômicas e Geográficas:A gratuidade já é o principal pilar, mas é crucial garantir a permanência e a participação ativa, especialmente nas aulas de campo. Prevemos na planilha orçamentária, o custeio de alimentação (lanche) nos dias de oficina e também o transporte, e pagamento de ingressos do passeio de barco (aula de campo). Pensando na ampliação do acesso às ações do projeto, realizaremos a Mostra Artivismo Boitatá, atividade aberta ao público em geral e que será realizada no COMPAZ Governador Eduardo Campos, localizado no Alto Santa Terezinha, periferia da Região Metropolitana do Recife, onde estima-se um público de aproximadamente 300 pessoas visitando a Mostra.9.2. Ampliação e Diversificação da Divulgação no Território:Produção e distribuição de cartazes em locais estratégicos de grande circulação em Casa Amarela e bairros adjacentes, como feiras, mercados públicos, igrejas, centros de saúde e no próprio Compaz a fim de alcançar diretamente a população prioritária que reside no entorno e que pode não ter acesso às mídias digitais.Parcerias com Mídia Comunitária e Rádios: Estabelecer contato com rádios comunitárias e veículos de comunicação de bairro (se existirem) para divulgação de chamadas e entrevistas sobre a gratuidade e o impacto do projeto.Dia de Inscrição Presencial na Escola/Compaz: Abriremos um dia específico de inscrição presencial na Escola Rozemar, com apoio da gestão escolar, para auxiliar as famílias com dificuldade de acesso ou preenchimento de formulários online.9.3. Democratização do Conhecimento e do Legado: Para garantir que os resultados do projeto fiquem acessíveis à comunidade após o seu encerramento da Mostra Artivismo Boitatá no Compaz, criaremos uma exposição fotográfica e textual virtual (cartografia afetiva, fotos Pinhole, Roteiro Afetivo, catálogo de pigmentos) que será hospedada num perfil do Instagram funcionando como um catálogo digital de acesso livre.

Ficha técnica

EQUIPE PRINCIPAL:Nando Zevê - Coordenador Geral e Arte Educador. Nando Zevê é Artista Visual, Arte Educador e Produtor Cultural do Ateliê Boitatá. Graduado em Licenciatura em Artes Plásticas pela UFPE 2008, atualmente cursando a especialização EAD Gestão Cultural e Economia Criativa - PUC RIO. Atua no segmento das artes visuais desde 2005. Camila Brito Falcão - Coordenadora Pedagógica e Arte Educadora.Camila Falcão é Arte Educadora, Arteterapeuta e especialista em Infância e Educação Infantil pela Fundação Joaquim Nabuco - FUNDAJ. Atuou como arte educadora na rede particular durante 14 anos. Christinni Caselli Educadora de Ciências da Natureza e Ecologia. Christinni Caselli é Pesquisadora e Educadora na área de Ciências, graduada em Biologia pela UNESP e doutora em Ecologia pela UNICAMP. Atua na educação há 06 anos e é parceira do Ateliê Boitatá há 03 anos.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.