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A exposição de artes visuais Sambaquis propõe um mergulho poético, estético e político na noção de acúmulo como potência criadora. Inspirada nas formações geológicas e arqueológicas erguidas por povos originários da costa atlântica do atual território brasileiro — os sambaquis —, esta mostra inscreve-se como uma metáfora viva da criação artística como processo de camadas: de tempo, de memória, de matéria e de gesto. Sob a curadoria de Danillo Barata e Paula Borghi, a exposição reúne obras de oito artistas contemporâneos cujas práticas artísticas atualizam e reinventam temporalidades, visualidades e corporalidades forjadas na fricção entre o presente e o passado, o individual e o coletivo, o visível e o invisível. A exposição ficará dois meses em exibição em Salvador, no Museu de Arte Moderna da Bahia e dois meses no Rio de Janeiro, no Centro Municipal de Artes Helio Oiticica.
não se aplica
Objetivo Geral Oportunizar ao público, de forma gratuita e presencial, a apreciação de um conjunto de cerca de 64 obras inéditas de oito artistas contemporâneos brasileiros em duas exposições temporárias com duração de 2 meses, cada.Objetivos Específicos 1. Realizar exposição de 64 obras inéditas dos artistas plásticos brasileiros Alberto Pitta, Eneida Sanches, Gustavo Moreno, Kaya Agari, Mayara Ferrão, Moara Tupinambá, Mônica Ventura e Roney George, no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, e no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, para um público de 5000 pessoas, em cada espaço por 2 meses em 2026. 2. Editar um catálogo da exposição, registrando as obras apresentadas e textos analíticos por especialistas, com 500 exemplares3. Criação de programas educativos com destinação para diferentes faixas etárias e públicos: 1. Conchinhas (0 a 7 anos) 2. Conchas (8 a 12 anos) 3. Búzio (13 a 100 anos) 4. Concha no ouvido
O sambaqui, na etimologia tupi, significa "monte de conchas". Contudo, é muito mais do que isso: é um sítio de habitação e ritual, um acervo de resíduos orgânicos e inorgânicos, um testemunho da presença humana em suas formas mais cotidianas e simbólicas. No Brasil, os sambaquis são distribuídos por toda a costa. Trata-se de um lugar de memória, onde a vida pulsa em suas marcas e rastros. Transposta para o campo da arte, essa imagem ganha novos contornos: os artistas reunidos neste projeto operam como escavadores do sensível, coletores de fragmentos, construtores de montes simbólicos que carregam as marcas de experiências ancestrais, coletivas e íntimas. São criadores que trabalham com o acúmulo — de pigmentos, símbolos, materiais, sons, gestos e afetos — como modo de existência e resistência.A metáfora dos moluscos que se fixam às pedras da costa e ali formam carapaças calcárias capazes de registrar níveis antigos do mar — amplia o campo simbólico da exposição. Tal como esses organismos, os artistas aqui reunidos acumulam matéria sensível, testemunham temporalidades e constroem arquivos vivos de experiências. As obras expostas são, assim, testemunhos de passagens, vestígios de presença, índices de corpos que resistem ao esquecimento e à diluição das memórias. Nelas, o gesto artístico é também gesto arqueológico, gesto político, gesto ritual.Mais do que uma imagem do tempo em camadas, Sambaquis afirma-se como manifesto contra o apagamento das histórias negras, indígenas, dissidentes e populares. É uma convocação à escuta dos resíduos, à leitura das superfícies, à valorização do que persiste. Trata-se de uma exposição que entende o acúmulo não como peso, mas como força: uma força que se imprime nos tecidos, que vibra nos corpos, que sussurra nos materiais, que nos devolve a potência de lembrar, de reimaginar, de reconstruir.O projeto Sambaquis é, em sua essência, uma convocação à escuta do tempo por este grupo de artistas, sob o olhar de dois curadores com trajetórias distintas e de lugares também diferentes sobre este tempo não linear, mas circular, estratificado, acumulado — como os montes de conchas e ossos à beira-mar, como as camadas de tinta sobre o tecido, como as marcas que carregamos em nós.O projeto atende ao interesse público nacional ao promover a reunião de artistas brasileiros de diversas partes do país em torno de um mesmo tema que irá produzir obras especificamente para uma exposição pública e de acesso gratuito, enquadrando-se nos seguintes dispositivos da Lei 8.313/91: Artigo 1º: incisos I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País; E ainda no Artigo 3º nos incisos II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
CatálogoFormato Aberto: 410x205 mmFechado: 205x205 mmCapa Dura Cola: HotMelt -Costurado Capa: (450x245)Impresso a 4x0 cores (ACMP).Papel Couche Fosco IMUNE 150 gr/m².Laminação Fosca na frente Reforço:Sem Impressão Papelão 1.320 gr/m².Corte/Vinco Guarda: Impresso a 4x4 cores (ACMPxACMP).Papel Couche Fosco IMUNE 170 gr/m².Laminação Fosca na frente,Vincado Miolo: 144 pags. Impresso a 4x4 cores (ACMPxACMP). Papel Couche Fosco IMUNE 150 gr/m².Acabamento: Shrink (1500)144 páginas500 unidades As obras que serão criadas ainda não tem especificações, mais detalhamento no anexo.
I - no aspecto arquitetônico: Em ambos os espaços previstos para a exposição há acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, através de rampas de acesso ou elevador (no caso do CMA Hélio Oiticica), tanto para as galerias quanto para banheiros.II - no aspecto comunicacional e de conteúdo do projeto: O projeto contará com medidas de acessibilidade atitudinal, através de um treinamento da equipe com especialista e contará com audiodescrição de ao menos 50% das obras da exposição, que estarão também sinalizadas com placas em braile, além das placas informacionais sobre as obras. O texto sobre a exposição, assim como uma descrição do ambiente estarão também audiodescritas. Haverá também uma versão em inglês do texto da exposição para o público estrangeiro. Haverá um programa de visita mediada específica para o público com deficiência visual, além de monitores treinados para atendimento dos diversos públicos com deficiência. Além disso, serão disponibilizadas visitas agendadas para pessoas com deficiência auditiva com intérpretes de libras. Os textos do programa estarão em fonte ampliada e com contraste e serão disponibilizados abafadores de ruídos nos locais. III - no aspecto de comunicação e divulgação acessíveis do projeto: O projeto irá fazer textos alternativos nas postagens em redes sociais, que irá incluir o símbolo de audiodescrição e acesso físico na divulgação das exposições. Além dos cards, haverão vídeos divulgados nas redes sociais que são mais acessíveis para alguns grupos.
O projeto é inteiramente gratuito e contará com ações de aproximação de públicos escolares, infantis e juvenis. Conforme artigo 47 da IN 23/2025, o projeto irá III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos;V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas;VI - realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores;
Fernanda Pimenta - CPF 01451578571 Função do projeto: Proponente e Produtora Executiva Alberto Pitta (Salvador, 1961) - CPF: 24849510515 Função do projeto: Artista Eneida Sanches (Salvador, 1962) - CPF: 22980873500 Função do projeto: Artista Gustavo Moreno (Salvador, 1969) - CPF Função do projeto: Artista Kaya Agari (Cuiabá, 1986) - CPF 01534870113 Função do projeto: Artista Mayara Ferrão (Salvador, 1993) - CPF Função do projeto: Artista Moara Tupinambá (Belém/Mairi, 1983) - CPF 74506307291 Função do projeto: Artista Mônica Ventura (São Paulo, 1985), CPF: 32728860874 Função do projeto: Artista Roney George (Itapetinga-BA, 1970) - CPF: 604.795.405-78 Função do projeto: Artista Danillo Barata - CPF 702.728.325-53 Função do projeto: Curador Paula Borghi - CPF 363.031.088-57 Função do projeto: Curador Curriculos em anexo
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.