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O projeto tem por objetivo a realização da EXPEDIÇÃO "Os Brasis de Darcy - Biomas em Extinção", com a coordenação artística do REC Instituto, e visa ao desenvolvimento de uma pesquisa de campo sobre os biomas brasileiros em perigo de extinção, analisando tragédias ambientais ocorridas em cada bioma e suas consequências para as comunidades e as culturas locais. A documentação do processo contará com a coleta de materiais e o registro audiovisual de aspectos humanos e naturais de cada região visitada. Após o processo de pesquisa e coleta, será realizada uma EXPOSIÇÃO imersiva, abordando a degradação ambiental em vista das mudanças climáticas e da ação humana em suas relações com a preservação e valorização da diversidade cultural brasileira. A exposição ocorrerá no estado de São Paulo e Goiás, durante 7 dias em cada região. O projeto também dará origem a novas montagens da série "Os Brasis de Darcy", iniciada pelo espetáculo "Republikkk ou Encruzilhada Não é Beco" do grupo Teatro Gueroba
EXPOSIÇÃO imersiva, abordando a degradação ambiental em vista das mudanças climáticas e da ação humana em suas relações com a preservação e valorização da diversidade cultural brasileira.
Objetivo Geral:Os Brasis de Darcy é um projeto realizado em parceria com o REC Instituto (Sede em São Paulo) e o Teatro Gueroba (Sede no interior de Goiás), e será conduzido por artistas-pesquisadores que, com um olhar sensível e distinto, explorarão os biomas brasileiros, destacando nuances e sensibilidades muitas vezes ignoradas por análises técnicas.Esses artistas investigarão as crises ecológicas e humanitárias que afetam esses territórios, revelando aspectos simbólicos e subjetivos. A pesquisa será realizada nas seis diferentes regiões do país que abriga cada bioma, conectando o público a essas realidades através da visão única do artista, e resultará em uma exposição em duas capitais do país, Goiânia-GO e São Paulo-SP.Objetivos Específicos:Realizar pesquisa de campo no Cerrado, na cidade de Ouvidor - GO.Realizar pesquisa de campo no Pampa, na cidade de Porto Alegre - RS.Realizar pesquisa de campo na Mata Atlântica, na cidade de Mariana - MG.Realizar pesquisa de campo no Pantanal, na cidade de Corumbá - MS.Realizar pesquisa de campo na Amazônia, na cidade de Manaus - AM.Realizar pesquisa de campo na Caatinga, na cidade de Canudos - BA.Realizar uma exposição no estado de Goiás e o a outra no estado de São Paulo, com ingressos gratuitos e 1 responsável de acessibilidade durante todos os 7 dias de realização.Realizar 4 rodas de conversa na exposição, sendo uma delas com Intérprete de LIBRAS;Oferecer seis ônibus e kit lanche, com um intérprete de LIBRAS em cada ônibus, para estudantes de escolas públicas e/ou projetos sociais que visitarão a exposição.
A Expedição "Os Brasis de Darcy - Biomas em Extinção" é um projeto do REC Instituto e do Teatro Gueroba, que visa pesquisar e documentar os biomas brasileiros em perigo de extinção, analisando as tragédias ambientais e suas repercussões nas comunidades locais.Inspirado pelo legado do antropólogo Darcy Ribeiro, o nome reflete sua visão crítica sobre a diversidade do Brasil e a profunda interconexão entre os povos, suas culturas e os territórios que habitam. Darcy defendia um Brasil múltiplo, formado por vários "Brasis", com riquezas naturais e culturais diversas.Ao homenageá-lo, o projeto busca destacar essa multiplicidade e mostrar como o desaparecimento dos biomas implica perdas ambientais, culturais, sociais e históricas. A proposta é evoluir para uma exposição imersiva que abordará essas questões de maneira profunda, conectando o público às complexidades e urgências da preservação dos biomas e das comunidades que os habitam.Dessa forma, "Os Brasis de Darcy" amplia o escopo do espetáculo inaugural "REPUBLIKKK" do grupo Teatro Gueroba, que tratou da crise da pandemia em Manaus, para explorar as crises ambientais que afetam diversas regiões do Brasil e suas populações.O projeto não só conecta as reflexões de Darcy Ribeiro sobre a interdependência entre cultura e território, como também propõe uma formação contínua sobre o valor cultural e artístico dos biomas e das comunidades que ali vivem. Ao abordar a diversidade cultural e as formas de resistência, o projeto se apresenta como um apelo humanista — uma oportunidade de aprendizado e conscientização sobre a riqueza cultural e a importância da preservação ambiental para o futuro do país.Os Brasis de Darcy será conduzido por artistas-pesquisadores que, com um olhar sensível e distinto, explorarão os biomas brasileiros, destacando nuances e sensibilidades muitas vezes ignoradas por análises técnicas. Esses artistas investigarão as crises ecológicas e humanitárias que afetam esses territórios, revelando aspectos simbólicos e subjetivos. A pesquisa será realizada em seis regiões do país que contemplam seus respectivos biomas, conectando o público a essas realidades através da visão única do artista.CERRADO (Ouvidor - GO)Contexto: Conhecido como o "berço das águas", o Cerrado enfrenta desequilíbrios ecológicos causados por atividades produtivas e uso intensivo dos recursos naturais. A sede rural do Teatro Gueroba, em Ouvidor (GO), permite uma observação direta do bioma e inspira a ampliação da pesquisa para outros interiores do país.Atividades: Análise dos impactos das atividades produtivas na sustentabilidade e preservação hídrica e do solo. Coleta de registros e entrevistas com moradores para documentar as relações entre comunidades e meio ambiente.PAMPA (Porto Alegre - RS)Contexto: As enchentes recentes em Porto Alegre evidenciaram falhas no sistema de contenção e a vulnerabilidade das regiões ribeirinhas diante das mudanças climáticas e da infraestrutura precária.Atividades: Registro dos impactos das enchentes, análise das políticas de gestão hídrica e planejamento urbano, e documentação das respostas comunitárias aos desastres. MATA ATLÂNTICA (Mariana - MG)Contexto: O desmatamento e desastres como o rompimento da barragem em 2015 continuam afetando gravemente a biodiversidade e as comunidades do bioma.Atividades: Coleta de dados sobre degradação ambiental, entrevistas com especialistas e moradores, e documentação das consequências sociais e ecológicas. PANTANAL (Corumbá - MS)Contexto: As queimadas recorrentes em Corumbá comprometem a biodiversidade, a economia e as comunidades tradicionais que dependem do bioma.Atividades: Observação dos efeitos das queimadas, levantamento da fauna e flora afetadas e análise das políticas de conservação e resposta a desastres. AMAZÔNIA (Manaus - AM)Contexto: A Amazônia enfrenta pressões do garimpo, desmatamento e exploração de recursos, somadas às desigualdades urbanas e conflitos territoriais.Atividades: Mapeamento e entrevistas com lideranças indígenas, ribeirinhas e urbanas. Registro audiovisual e sonoro das práticas cotidianas, narrativas e impactos ambientais, destacando resistência, espiritualidade e relação simbólica com a natureza.CAATINGA (Canudos - BA)Contexto: Bioma de resistência e reinvenção, a Caatinga enfrenta desertificação e escassez de água. Em Canudos, história e natureza se entrelaçam em memórias de luta e fé.Atividades: Registros fotográficos e sonoros da paisagem, entrevistas com moradores e lideranças, documentação de práticas sustentáveis e visita a espaços de memória e resistência, como o Parque de Canudos e o Memorial Antônio Conselheiro.E por fim, haverá rodas de conversas durante a abertura da exposição como caráter formativo e educativo, que será também realizado em parceria com as escolas e/ou projetos sociais que forem de ônibus.Esse projeto é de grande valor cultural e artístico e de alto custo de realização, sendo possível sua viabilidade financeira apenas por meio do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais. Os recursos permitirão a contratação da equipe técnica e artística, bem como a logística necessária para execução.Assim, com profunda dedicação à pesquisa, manutenção e difusão dos trabalhos do REC Instituto e do Teatro Gueroba, será possível o planejamento artístico de longo prazo.Conformidade com a Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet)De acordo com os incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91, o projeto se enquadra nos incisos I, II, IV e VIII:I _ Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;IV _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;VIII _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.Objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91 a serem alcançados com o projeto:Conforme o inciso II, letra "c", referente à "realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore", e o inciso IV, letras "a" e "b", referentes à: "a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos", e "b) atividades de caráter educativo e informativo sobre arte e cultura".
Impacto e Continuidade Criativa:A exposição "Os Brasis de Darcy – Biomas em Extinção" não se encerra no espaço expositivo, mas serve como manancial criativo para os artistas e pesquisadores desenvolverem as ideias dos próximos espetáculos da pentalogia. Cada espetáculo refletirá sobre as cicatrizes deixadas pela destruição ambiental e cultural no Brasil, abordando temas como a desertificação, o colapso de biomas e o desaparecimento de povos e saberes.O grupo teatral Teatro Gueroba, com direção artística do Instituto REC, com obras como "REPUBLIKKK", utiliza uma estética que mistura teatro documental e formas poéticas para explorar de forma contundente as crises políticas, sociais e ambientais do Brasil. O espetáculo, inspirado na tragédia da COVID-19 em Manaus e ambientado no Cerrado, faz uma crítica ao autoritarismo e ao descaso com a vida humana, revelando as feridas abertas pela pandemia e outras tragédias estruturais. Ao associar elementos como o fascismo e as políticas genocidas à realidade brasileira, o grupo provoca um diálogo urgente e transformador, assim como buscará fazer nas futuras criações que emergirão da expedição "Os Brasis de Darcy".Através do REC Instituto (com sede em São Paulo-SP) o projeto “Os Brasis de Darcy – Biografias de um Brasil em Extinção” com o propósito de criação de seis apresentações cênicas-documentais com o Teatro Gueroba (com sede em Ouvidor-GO), e ações formativas vinculadas à escuta de territórios em colapso, tem seu ponto de partida nesse projeto apresentado, com uma Exposição em São Paulo e Goiânia. Em cada um dos espetáculos que vão emergir após material da expedição, está presente a premissa central que move o projeto:“Quando um bioma morre, morre também uma forma de enxergar o mundo. Com a destruição de um território, desmoronam também seus saberes, suas espiritualidades, seus ritmos e modos de vida. É esse Brasil em risco — simbólico, ecológico e existencial — que o ciclo busca escutar e encenar” (Hercules Morais)Tetralogia - Os Brasis de Darcy – Biografias de um Brasil em Extinção(uma travessia estética por biomas, corpos e territórios ameaçados)1 - REPUBLIKKK – Encruzilhada Não é BecoCriado no Cerrado goiano, investiga o colapso sanitário da pandemia em Manaus e sua reverberação como tragédia nacional, atravessada por fé, luto e violência política. Um Brasil suspenso entre delírio religioso e devastação institucional.2 - SOTERRRA – A Última Árvore Antes da MinaInspirado na Mata Atlântica e nos territórios de Mariana e Brumadinho, reflete sobre especulação e apagamentos através da metáfora do soterramento de vidas, florestas e direitos. Um lamento sobre tudo que foi encoberto — e tudo que insiste em ressurgir.3 - FOGOPÁTRIAAA – O Fim Começa em Brasa FriaBaseado no Pantanal, o espetáculo explora o apagamento pelo fogo: os incêndios como linguagem da destruição silenciosa, a morte lenta da biodiversidade e a resistência que arde invisível. A chama que permanece mesmo quando tudo parece cinza.4 - AFOGADØØØS – A Cidade que o Rio EngoliuAmbientado no Pampa e em regiões marcadas por enchentes e afogamentos, investiga a relação entre memória, água, apagamento e racismo ambiental. Uma poética do desaparecimento onde a lama não leva apenas casas, mas também nomes, histórias e futuros.5 – RIOSVOADORESSS – Quando o Pulmão Perde o ArAmazônia como sistema respiratório GLOBAL: rios que sobem ao céu e viram vento, a chuva escrita no ar. Quando a floresta seca, os rios voadores perdem memória — e o país respira curto. Entre mito e ciência, o espetáculo convoca o corpo a ouvir a seiva, o canto dos povos e o rugido das serras: proteger a floresta é manter o mundo em pé.6 – ESTIOOO – Quanto tempo ainda tínhamos Da Caatinga, bioma de resistência, emerge a fenda: sede, calor extremo, desertificação como metáforas da secura afetiva e política do país. Sobrevive quem aprende a florescer no impossível. O espetáculo é travessia: mandacaru, pedra e oração — a beleza áspera que não dobra diante da falta e inventa água onde só havia poeira.
EXPEDIÇÃO- Imersão no Território e Coleta de Materiais:A expedição será realizada em regiões críticas dos biomas em extinção, onde os artistas-pesquisadores coletarão materiais naturais (folhas, troncos, resíduos) para compor a experiência sensorial. Serão gravados sons do vento, da água e dos elementos em degradação, criando uma paisagem sonora imersiva.- Documentação Audiovisual e Sonora:A equipe registrará as vivências das comunidades locais e os sons dos biomas, compondo o material central da futura instalação. Os registros permitirão que o público se conecte emocionalmente com as vozes e histórias das regiões afetadas. O som será espacializado, envolvendo os visitantes de forma contínua.- Articulação de Histórias Humanas e Ambientais: Depoimentos das comunidades serão integrados sensivelmente à instalação, revelando a ligação entre a degradação ambiental e a sobrevivência dos povos locais. O projeto dará voz às histórias que simbolizam a resistência cultural e social diante da extinção.EXPOSIÇÃOA exposição será interativa, proporcionando uma experiência acessível e inclusiva, onde o público poderá se conectar com a diversidade cultural e ambiental dos biomas brasileiros. Por meio da coleta de dados, entrevistas e histórias pessoais, a mostra revelará o impacto da degradação ambiental nas comunidades locais. Inspirada no formato do Museu da Pessoa, a exposição incluirá elementos naturais como grama e areia, além de gravações de sons do ar, fogo e água, criando uma imersão sensorial que permitirá aos visitantes ouvir as vozes e relatos daqueles que vivem essas realidades. Essa abordagem amplia o acesso à cultura e promove a inclusão ao dar espaço às narrativas de povos e comunidades diversas, contribuindo para a valorização de sua memória e identidade.Como será?Exposição Imersiva: "Os Brasis de Darcy – Biomas em Extinção"Descrição Geral:"Os Brasis de Darcy – Biomas em Extinção" é uma instalação imersiva que transporta o público para uma experiência sensorial dos biomas brasileiros ameaçados. Utilizando sons, materiais naturais e histórias humanas, a exposição cria uma jornada contínua e fluida, conectando os biomas em um ciclo de degradação e resistência. Objetivo:Criar uma experiência única que mescle sons, texturas e narrativas, representando a destruição dos biomas e as histórias de seus habitantes, levando o público a refletir sobre as consequências ecológicas e humanas dessa extinção.Conceito da Instalação:A sala única oferecerá um ambiente interconectado, onde elementos naturais, sons e narrativas pessoais se misturam sem divisões físicas. O público terá liberdade para explorar diferentes "pontos de imersão", mergulhando em uma experiência contínua de impacto sensorial e emocional.Estrutura da Sala Única:Ambiente Natural Contínuo:O chão será coberto com elementos texturais coletados dos biomas: folhas secas, areia, lama, resíduos carbonizados e troncos de árvores. Esses materiais naturais estarão distribuídos por toda a sala, em pequenas proporções, talvez, tubos de ensaio, onde os visitantes poderão caminhar e sentir a degradação de cada bioma sob seus pés, como arqueólogos.O espaço será dominado por uma paisagem visual de fundo infinito, que cria uma sensação de vastidão sem limites, sugerindo a perda irreparável dos biomas.Paisagem Sonora Unificada:A sala será envolvida por uma trilha sonora imersiva e contínua, projetada para preencher todo o ambiente. Os sons dos diferentes biomas se misturam e se sobrepõem, sem interrupção. Por exemplo:- O som do vento seco soprando no Cerrado,- O crepitar do fogo queimando no Pantanal,- A motosserra cortando árvores na Mata Atlântica,- O barulho da água das enchentes nos Pampas,- O canto distante dos pássaros, o som do fogo e o silêncio crescente da Amazônia.Além dos sons ambientais, a trilha sonora também incluirá cantos de povos indígenas e comunidades tradicionais que desaparecerão com o tempo, criando uma experiência sonora que retrata o desaparecimento gradual de culturas e vidas ligadas aos biomas.Esses sons serão coordenados de maneira imersiva, usando sistemas de áudio espacializados para criar a sensação de que os ruídos estão se aproximando e se afastando conforme o público se move pela sala. Histórias Pessoais em Áudio e Vídeo:Totens de som estarão espalhados pela sala, onde os visitantes poderão se aproximar para ouvir depoimentos de pessoas que vivem nos biomas em extinção. Esses depoimentos, inspirados no formato do Museu da Pessoa, contarão histórias de resistência, perda e luta pela preservação dos ecossistemas.Projeções em grandes paredes contínuas apresentarão imagens e vídeos das expedições realizadas nos biomas, misturando paisagens naturais e entrevistas com os habitantes locais. As imagens se fundirão com o ambiente físico da sala, criando uma continuidade entre o real e o representado.Espaço Sensorial de Transição:No centro da sala, haverá um grande espaço desertificado, representando o futuro desolador dos biomas. Este ambiente será vasto e minimalista, com uma sensação de vazio e aridez. Elementos como areia seca e resíduos representarão a morte da natureza.Nessa área central, serão apresentadas datas marcantes, como o alerta de que, em 46 anos, pesquisas indicam que o Pantanal poderá deixar de existir, levando com ele os povos e as culturas que dependem desse bioma. Projeções de dados científicos e previsões sobre o colapso dos biomas estarão em destaque, trazendo uma dimensão temporal e realista ao que está em jogo.O som será mais abafado, dominado pelo ruído de ventos em uma terra vazia e ressequida, onde a vida parece ter desaparecido. Esse espaço atua como uma pausa para reflexão, onde o visitante é confrontado com o futuro trágico da destruição ambiental.
Acessibilidade na Instalação "Os Brasis de Darcy – Biomas em Extinção"A exposição "Os Brasis de Darcy – Biomas em Extinção" será concebida com uma profunda preocupação em garantir a acessibilidade plena de todos os visitantes, criando uma experiência inclusiva e sensorial. Para isso, serão adotadas diversas medidas que atenderão às necessidades de pessoas com deficiências físicas, auditivas, visuais e intelectuais, proporcionando a cada visitante a oportunidade de se conectar com a instalação.Para cumprir a IN 11/2024, em seu artigo Art. 27, serão oferecidas as seguintes medidas de acessibilidade:1. Acessibilidade Física:- O ambiente da instalação será pensado para permitir a circulação de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. O piso texturizado, composto por elementos naturais como folhas secas, areia e troncos de árvores, será distribuído para que não crie obstáculos físicos. Lugares reservados na roda de conversa.2. Acessibilidade Visual:- A instalação terá sempre uma pessoa que fará a explicação dos elementos sensoriais, como texturas e sons, permitindo que pessoas com deficiência visual compreendam o contexto da exposição.- Também informando pessoas portadoras de deficiência visual as descrições detalhadas das paisagens visuais, dos depoimentos e das projeções exibidas na instalação.- Em todos os 6 ônibus que levará alunos de escola pública e/ou projeto social haverá 1 Interprete de LIBRAS, assim como nas rodas de conversa;3. Acessibilidade Auditiva:- A paisagem sonora imersiva será complementada por legendas em tempo real para pessoas com deficiência auditiva, garantindo que possam acompanhar as narrações e sons de forma inclusiva.- Totens de som com depoimentos das comunidades locais contarão com transcrições em texto.4. Acessibilidade Cognitiva e Intelectual:- A exposição incluirá conteúdos explicativos em linguagem simples, para garantir que pessoas com deficiência intelectual possam compreender e participar plenamente da experiência.- Haverá mediadores preparados para orientar visitas em pequenos grupos, oferecendo explicações simplificadas e dinâmicas sobre as temáticas abordadas, facilitando a interação com os elementos sensoriais e conceituais da instalação.- Os dados científicos e previsões exibidos na área central, como os alertas sobre o futuro dos biomas, também serão apresentados de forma acessível, permitindo que as informações sejam compreendidas por todos.5. Experiência Sensorial Inclusiva:- A instalação terá uma abordagem multissensorial, com ênfase no tato, audição e olfato, garantindo que visitantes com diferentes necessidades possam vivenciar a exposição de forma completa.- A sobreposição de sons dos biomas e as texturas dos materiais coletados serão exploradas para criar uma experiência rica e inclusiva, que conecta os visitantes à realidade dos biomas em extinção, independentemente de suas capacidades sensoriais.- A interação com os sons espaciais e depoimentos dos povos tradicionais, junto com a sensação tátil dos materiais, permitirá que todos os visitantes se envolvam com a exposição de maneira significativa.
A exposição será de maneira gratuita para todos os públicos. Haverá parcerias com escolas públicas de Goiás e/ou São Paulo para levarem estudantes nesse evento, oferecendo transporte gratuito (6 ônibus) e kit lanche e intérprete de LIBRAS. Ainda contará com rodas de conversa abertas ao público durante o evento, onde serão explicados o processo de criação e montagem da exposição.Cumprindo assim a medida V e II da IN 11/2024, Art.30: II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos, incluindo os seus acompanhantes;
HERCULES MORAIS: DIRETOR GERAL DA EXPOSIÇÃO, dramaturgo, filósofo e diretor artístico. Será responsável por articular as reflexões filosóficas e poéticas, interpretando as conexões entre as crises ecológicas e humanitárias e a experiência humana nas regiões exploradas. O material coletado visa inspirar e fundamentar a criação de novos projetos de encenação, ampliando o impacto artístico e reflexivo sobre as questões ambientais e culturais abordadas.IVANA THAIS: DIRETORA DE PRODUÇÃO e artista. É membra fundadora do Teatro Gueroba, grupo de artistas pesquisadores sediado na cidade de Ouvidor, que tem o espetáculo teatral Republikkk em seu histórico. Cientista social de formação (UFCAT), mobiliza recursos, parcerias institucionais e articulação comunitária. Atuará como ponte com as comunidades locais, investigando as dimensões sociais e culturais, estabelecendo diálogos com os habitantes e revelando histórias e experiências que conectam os povos aos biomas em risco. Além disso, será responsável pela gestão de produção, coordenando aspectos logísticos e organizacionais da expedição.CLISSIA MORAIS: DIRETORA DE ARTE, atuou em filmes dirigidos por Hector Babenco, Fernando Meirelles, Fábio Barreto e Karim Aïnouz, além de produções premiadas como Ensaio Sobre a Cegueira, Meu Amigo Hindu e Desmundo. É referência na criação de objetos e cenários para teatro, cinema, óperas e exposições de grande porte.Como diretora de arte da exposição, conceberá a ambientação estética e sensorial do espaço, integrando materiais, sons, luzes e elementos naturais para criar uma experiência imersiva. Será responsável por garantir que cada detalhe traduza visualmente a poética e a urgência ambiental do projeto. JOAQUIM CASTRO: CAPTAÇÃO VISUAL, diretor de documentários como Máquina do Desejo (sobre o Teatro Oficina), Dominguinhos e Partido, tem obras exibidas em festivais como IDFA – International Documentary Film Festival Amsterdam (Holanda), É Tudo Verdade (Brasil), In-Edit (Espanha, Chile, Brasil) e Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Atuou como roteirista, montador e diretor de fotografia em filmes sobre nomes centrais da cultura brasileira, como Jards Macalé, Luiz Melodia e Léa Freire.Na Expedição será o captador visual, garantindo que as imagens transmitam a estética e a narrativa visual desejadas. Ele cuidará do enquadramento, iluminação e estilo das filmagens, capturando os biomas, depoimentos de pessoas e das expressões das comunidades retratadas.RENATO NAVARRO: DIRETOR DE CAPTAÇÃO DE ÁUDIO, mestre em Artes e compositor residente do Instituto, é responsável pela criação das paisagens sonoras do REC. Assina trilhas para teatro, cinema e séries do Canal Brasil. Foi premiado por trilhas como Virgens (LABRFF – Los Angeles, EUA) e Alfredo Não Gosta de Despedidas (Mix Brasil), e atuou em projetos com a Cia. de Teatro Heliópolis (Prêmio Shell – Música), Coletivo Negro e Teatro da Pombagira.No projeto, Renato será responsável pela captação de áudio de alta qualidade, garantindo a clareza e profundidade dos sons ambientes e depoimentos. Sua experiência em som contribuirá para capturar as nuances auditivas dos biomas e das comunidades locais, proporcionando uma experiência sensorial rica e autêntica que reforça a narrativa audiovisual do projeto.DUCERRADO PRODUÇÕES: PRODUTORA, cultural e artística dedicada à criação, difusão e gestão de projetos nas áreas de teatro, audiovisual, artes integradas e formação artística. É responsável por toda parte de produção do Teatro Gueroba. A empresa atua na interseção entre arte, pesquisa e etnografia, desenvolvendo ações que valorizam os saberes tradicionais, a diversidade cultural e ambiental, trabalhando pela sua preservação e por uma manifestação sensível e poética dos seres. REC INSTITUTO: DIREÇÃO ARTÍSTICA, uma plataforma transdisciplinar dedicada à criação, formação e difusão de práticas artísticas que integram arte, saúde e território. Atua por meio de espetáculos, exposições, documentários, oficinas, palestras e programas formativos, com foco em temas urgentes da contemporaneidade e impacto social. Será responsável pela direção artística do projeto, direcionando entrevistas, formas de articulação artísticas e poéticas da obra.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.