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O projeto realizará a montagem inédita e a circulação gratuita do espetáculo "Quem me escreveu fui eu", que aborda o analfabetismo no Brasil com foco nas desigualdades que afetam a população negra, além da impressão e distribuição gratuita de uma cartilha mediadora.
O espetáculo de artes cênicas "Quem me escreveu fui eu" criado pelo Núcleo Traços Fortes, grupo teatral e produtora cultural da cidade de Tuabtaé/SP formado integralmente por artistas negros e que pesquisam a cena teatral negra contemporânea, conversa com a realidade da população brasileira analfabeta. Um diálogo entre atores e plateia no intuito de estimular um olhar mais atento à estrutura violenta que limita corpos analfabetos a uma condição de enorme vulnerabilidade social, aprofundando a discussão para as camadas ético-raciais da problemática, já que que taxa de analfabetismo entre a população negra brasileira é mais do que o dobro da registrada entre população branca. Ao mesmo tempo, o espetáculo promove a legitimação das diferentes vivências linguísticas e possibilidades de leituras e escritas do mundo.Trata-se de um movimento que tem como objetivo caminhar ao encontro da compreensão da diversidade linguística. De um futuro onde a palavra deixe de carregar consigo opressões limitantes. A cartilha mediadora tem como propósito ampliar a experiência do público para além da peça assistida, promovendo reflexões e diálogos sobre o analfabetismo no Brasil, tema central do espetáculo. Por meio de textos, provocações e atividades, a cartilha busca aprofundar essa discussão, aproximando o público das raízes estruturais do problema e de suas repercussões no presente.Por meio de textos, provocações e atividades, a cartilha busca aprofundar essa discussão, aproximando o público das raízes estruturais do problema e de suas repercussões no presente.
Objetivo GeralRealizar projeto voltado para promover debate e reflexão sobre uma problemática ainda presente em nosso país e, muitas vezes, invisibilizada: o analfabetismo. Por meio de uma montagem e uma circulação de um espetáculo teatral, o projeto irá fomentar a discussão sobre essa realidade com especial atenção ao recorte racial, considerando que a população negra é a mais afetada por essa condição. O projeto irá impactar de forma gratuita a população de diferentes cidades do Estado de São Paulo, entre estudantes da rede pública de ensino e público geral.Objetivo específico- Realizar 8 apresentações gratuitas do espetáculo "Quem me escreveu fui eu", abertas ao público, em 4 cidades do estado de São Paulo, estimando 800 pessoas impactadas.- Realizar 4 apresentações gratuitas do espetáculo "Quem me escreveu fui eu", para estudantes da rede pública de ensino, em 4 cidades do estado de São Paulo, estimando 670 alunos impactados.- Produzir 1.000 cartilhas mediadoras e distribuí-las gratuitamente, ampliando o acesso, o diálogo e a fruição sobre o tema.
O projeto "Quem me escreveu fui eu" aborda temáticas fundamentais, mas ainda invisíveis para uma parcela significativa da população brasileira: o analfabetismo e o preconceito linguístico que afetam, principalmente, corpos de pessoas negras, pardas, indígenas e/ou quilombolas. Em 2022, 11,4 milhões de brasileiros de 15 anos ou mais de idade, o equivalente a 7% da população nessa faixa etária, não sabiam ler e escrever um bilhete simples (de acordo com a matéria "Analfabetismo atinge mais negros, indígenas e nordestinos." do portal IstoÉ) sendo que taxa de analfabetismo entre a população negra é mais do que o dobro da registrada entre população branca (de acordo com a matéria "Censo 2022: taxa de analfabetismo entre pretos e pardos é mais que o dobro da registrada entre brancos." do portal O Globo). Debater artisticamente, através de um espetáculo de teatro inédito, pautas que aprofundam a reflexão sobre a exclusão de pessoas analfabetas no Brasil é propor encontros que estimulam nos cidadãos um olhar mais atento à estrutura violenta que limita corpos analfabetos a uma condição de enorme vulnerabilidade social. Ao mesmo tempo, o projeto promove a legitimação das diferentes vivências linguísticas e possibilidades de leituras e escritas do mundo. Com quatro artistas negros em cena (de vivências, de experiências e realidades distintas) será possível construir colaborativamente uma dramaturgia épica/narrativa que retrate a realidade da população brasileira analfabeta, dando ênfase aos contextos étnicos raciais que afetam a vida de não só uma, como de diversas pessoas negras, pardas, indígenas e quilombolas que são negadas do direito de ler e escrever e consequentemente tornam-se invisibilizadas diante da grande camada social alfabetizada. Na tentativa de construir um debate abrangente, o espetáculo aborda dramaturgicamente temas como: racismo, exclusão social, leituras de mundo, xenofobia, aporofobia, acesso à educação e o preconceito linguístico.‘Quem me escreveu fui eu’ propõe, através do encontro artístico, um debate, porque acredita-se que debater e refletir é a estrada para um futuro com menos violências e discriminações.Além de montagem e circulação do espetáculo "Quem me escreveu fui eu" o projeto prevê a impressão e distribuição gratuita de 1.500 exemplares de uma cartilha mediadora com o objetivo de ampliar o debate sobre o tema para além do conteúdo artístico. Por meio de textos, provocações e atividades, ela estimula a continuidade do debate e a construção coletiva de saberes, fortalecendo o vínculo entre arte, educação e pensamento crítico. Assim, a cartilha torna-se uma ferramenta de mediação cultural que convida o público a pensar sobre as desigualdades históricas, e ainda marcam o acesso à leitura e à escrita.Dentre os incisos do artigo 1º da Lei 8.313/91 a proposta se enquadra em: l - "contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais" - pois todas as atividades do projeto serão ofertadas gratuitamente para a população de diferentes cidades, especialmente aos estudantes da rede pública de ensino do estado de São Paulo Inciso lll - "apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;" - já que o projeto propõe uma circulação de um espetáculo teatral criado por diversos artistas e suas singularidades, que terão seus trabalhos divulgados e acessados por diferentes pessoas. Inciso IV - "proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;" uma vez que o espetáculo será realizado por um grupo teatral do interior de São Paulo, constituído por artistas negros e que resistem em implementar o teatro de grupo no país. Para o cumprimento dessas finalidades, o projeto atende aos seguintes objetivos, de acordo com a referida lei, em seu artigo 3º: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; - o projeto prevê realizações de espetáculos de artes cênicas. IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
A proposta de etapa de trabalho do projeto foi planejada para ser executada em um período de 12 meses, tempo considerado adequado para o desenvolvimento e a realização de todas as ações previstas. No entanto, o período total de realização apresentado é de 36 meses, a fim de garantir flexibilidade para a captação de recursos necessários à execução integral do projeto. Essa ampliação de prazo permite que a produção tenha tempo hábil para mobilizar parcerias, patrocinadores e demais apoios, assegurando a viabilidade e a qualidade das etapas previstas.Declaramos, para os devidos fins, que a empresa Traços Fortes Produções LTDA é uma sociedade empresária com fins lucrativos, conforme consta em seu Contrato Social registrado na Junta Comercial do Estado de SP. Informamos que não possuímos diretoria, ata de eleição ou termo de posse de dirigentes, confome solicitado no item 2.4 do anexo ll, uma vez que esse tipo de estrutura é aplicável apenas a entidades sem fins lucrativos, nas quais há eleição formal de diretoria.Na nossa empresa, a administração e a representação legal são exercidas diretamente pelos sócios, conforme previsto no Contrato Social.
Espetáculo de artes cênicasComo produto princial do projeto pretende-se realizar monatgem e circulação com 16 apresentações do espetáculo "Quem me escreveu fui eu" que aborda o analfabetismo no Brasil, com um recorte sobre a população negra, destacando como a falta de acesso à educação é uma herança histórica do racismo estrutural. A obra propõe uma reflexão sensível e crítica sobre as vozes silenciadas pela exclusão educacional, reforçando a importância da alfabetização como direito básico e instrumento de liberdade.Etapa de montagem: - Criação de dramaturgia- Ensaios com atores, direção e preparadores - Criação de figurino- Criação de sonoplastia- Criação de cenário e adereços - Registros em foto e video das etapas de criação Etapa de circulação:- 12 apresentações com duração de aproximadamente 1h cada - A circulação pretente contemplar 4 cidades do estado de São Paulo- Todas as apresnetações contarão com interprete de Libras- Registros de foto e vídeo para as apresentaçõesCartilhaEtapa de criação:- Desenvolvimento do conteúdo pedagógico- Produção textual- Criação de ilustrações- Diagramação- Impressão de 1.000 unidadesTamanho A5, 10 páginasCapa: Supremo Duo Design, 250g, impresso 4 x 4 coresMiolo - Couchê matte, 115g, impresso 4 x 4 coresAcabamentos: laminação fosca, cola e costura
De acordo com os termos da Lei da Inclusão, nº 13.146, de 2015 e Decreto no 9.404, de 2018 e com a intenção deproporcionar o pleno exercício dos direitos culturais a pessoas com deficiência, o projeto irá garantir condições deacessibilidade com as seguintes ações:Espetáculo de artes cênicas:Acessibilidade Arquitetônica: As apresentações serão realizadas em teatros e/ou espaços culturais que possuem osequipamentos necessários para garantia de acesso a idosos, gestantes, pessoas com mobilidade reduzida e pessoas com deficiência, tais como rampas, banheiros equipados e assentos adaptados (item não gera custos em planilha orçamentária).Acessibilidade Comunicacional: > Todas as apresentações contarão com Interprete de Libras para garantir o acesso de pessoas com deficiência auditiva;> Por se tratar de um espetáculo de artes cênicas narrado, os deficientes visuais têm acesso garantido aoselementos sonoros. (item não gera custos em planilha orçamentária);> O espetáculo não restringe acesso a autistas e às pessoas com deficiência intelectual, física, psicossocial ou múltipla (item não gera custos em planilha orçamentária).Comunicação e divulgação acessíveis: > Parte dos materiais de divulgação, nas redes sociais, contarão com tradução em Libras garantindo o acesso de pessoas com deficiência auditiva aos materiais de divulgação das apresentações;> Também será contratada uma equipe especializada em comunicação em libras para realizar o envio e a divulgação dos materiais à comunidade surda;> Todos os materiais de divulgação do espetáculo contarão com ícones de acessibilidade, sinalizando que o espetáculo é acessível. (item não gera custos em planilha orçamentária).CartilhaAcessibilidade Arquitetônica: Por se tratar de material impresso, o produto não restringe acesso a idosos, gestantes, pessoas com mobilidade reduzida ou pessoas com deficiência física (item não gera custos, não consta em planilha orçamentária).Acessibilidade Comunicacional: > Por se tratar de material impresso, o produto não restringe acesso a autistas e às pessoas com deficiência intelectual, física, visual, psicossocial ou múltipla (item não gera custos em planilha orçamentária);> Para pessoas com deficiência visual, será disponibilizado no próprio material impresso link de pdf acessivel em qrcode, legível por softwares de acessibilidade. O pdf acessível também contará com gravação em áudio transcrevendo as possíveis imagens e ilustrações da cartilha.Comunicação e divulgação acessíveis: > Parte dos materiais de divulgação da distribuição gratuita da cartilha, nas redes sociais, contarão com tradução em Libras, garantindo o acesso de pessoas com deficiência auditiva aos materiais de divulgação da cartilha;> Também será contratada uma equipe especializada em consultoria de acessibildiade visual para realizar o envio e a divulgação dos materiais às pessoas com deficiência visual, garantindo o acesso de pessoas com deficiência visual aos materiais de divulgação da cartilha.
Como democratização de acesso prevista pelo projeto, conforme o art. 46 da IN nº 23/2025 do Minc, o projeto irá:Oferecer todos os seus produtos integralmente de forma gratuita; Promover a participação gratuita de estudantes da rede pública de ensino do estado de São Paulo em 04 (quatro) apresentações do espetáculo de artes cênicas (cerca de 670 pessoas) com pagamento de transporte e alimentação pelo projeto, e também a distribuição gratuita e dirigida de 670 cartilhas para estudantes da rede pública de ensino do estado de São Paulo;Ambas ações citadas acima atendem o inciso III alínea a: mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino;Ademais, como forma de ampliação de acesso conforme o art. 47 da IN nº 23/2025 do Minc, o projeto irá:I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, além do previsto no art. 46, inciso III, totalizando 20% (vinte por cento);II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos, incluindo os seus acompanhantes;
Proponente: TRAÇOS FORTES PRODUÇÕES LTDA.O proponente será responsável pela gestão do projeto, atuando na acompanhamento de todas as etapas, na articulação entre as equipes envolvidas e na supervisão administrativa e operacional, assegurando o cumprimento dos objetivos e o bom andamento das atividades.A Traços Fortes Produções é uma produtora cultural com foco em produções teatrais e que representa o Núcleo Traços Fortes - grupo de teatro composto por artistas, educadores(as), produtores(as) e pesquisadores(as) negros(as) da cidade de Taubaté/SP, no Vale do Paraíba, que desde 2018 movimenta a cena cultural do interior paulista, criando espaços, gerando oportunidades e fortalecendo o protagonismo preto em obras teatrais.Produção executiva e Direção Artística: LUCAS SILVEIRAS A produção executiva será responsável por gerenciar a execução do projeto, tendo como principal objetivo assegurar a realização e a qualidade das atividades e produtos previstos. Suas atribuições incluem o planejamento e acompanhamento das etapas produtivas, a curadoria dos artistas locais em conjunto com o proponente, além da definição de agendas e da gestão de todas as equipes envolvidas, garantindo o bom andamento e a coerência das ações com as diretrizes do projeto.A direção artística será responsável pela concepção e acompanhamento estético e conceitual do projeto, assegurando a coerência entre as propostas cênicas e os objetivos artísticos estabelecidos. Atuará na orientação dos processos criativos, na definição de elementos visuais e dramatúrgicos e na integração das equipes envolvidas, garantindo a qualidade artística das apresentações e a fidelidade à linguagem e à identidade estética do Núcleo Traços Fortes.Lucas Silveiras é diretor teatral, produtor cultural, ator e educador. Licenciado em Teatro pela Universidade Estadual do Paraná (Curitiba/PR). Atualmente integra a equipe de produtores culturais dos projetos realizados em benefício ao Hospital Pequeno Príncipe (Curitiba/PR).Produção e Elenco: JOHN BRENNER e LETICIA DELGADOA produção será responsável pela execução operacional das ações do projeto, garantindo que todas as etapas sejam realizadas conforme o planejamento. Suas atribuições incluem o acompanhamento logístico das atividades, a organização de cronogramas, a contratação de serviços e a comunicação entre as equipes. Também atuará no suporte às demandas técnicas e administrativas, assegurando o bom funcionamento das apresentações e o cumprimento dos prazos e objetivos estabelecidos.O elenco será responsável pela realização das apresentações teatrais previstas no projeto, dando vida às obras por meio da interpretação cênica e da construção coletiva das narrativas. Suas funções incluem a participação nos ensaios, processos de preparação corporal e vocal, estudos de texto e criação de cenas, além da colaboração com a direção artística na manutenção da qualidade e coerência estética da montagem.John Brenner é ator, bailarino, produtor cultural e educador. Formado no curso técnico de teatro da E.M.A. Maestro Fêgo Camargo. Atualmente integra o Núcleo Traços Fortes como ator e produtor, além de fazer arte de outros grupos teatrais da cidade de Taubaté/SP.Letícia Delgado é atriz, percussionista e produtora cultural. Formada no curso técnico de teatro da E.M.A. Maestro Fêgo Camargo. Atualmente integra o Núcleo Traços Fortes como ator e produtora, além do coletivo de produção audiovisual Ahorta Filmes.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.