Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Histórico inicial = baseline (situação atual no momento da primeira ingest). Próximas mudanças de status serão capturadas automaticamente a cada nova sincronização SALIC.
O projeto propõe a produção do curta-metragem de ficção "O Último Santuário" (aproximadamente 15 minutos), uma obra que entrelaça drama social e elementos de fantasia. O filme narra a jornada de Rita, uma mulher parda de 35 anos, e seu filho, Ari, de 10 anos, que fogem da violência doméstica e buscam refúgio na casa da avó, uma benzedeira, no interior. A narrativa explora temas de violência, trauma e a busca por cura, utilizando a jornada física da fuga e a imersão de Ari em um jogo de celular para simbolizar a travessia e a reconstrução do vínculo familiar.Como produtos secundários e em cumprimento à contrapartida social, o projeto realizará 5 exibições gratuitas do curta-metragem em escolas públicas e ministrará 2 oficinas de 4 horas cada sobre o tema "Narrativas Inclusivas: Contando a Própria História". Tais ações visam a democratização do acesso à cultura e o fomento à reflexão sobre temas sociais urgentes, bem como a promoção de ferramentas de expressão para jovens.
O curta-metragem de ficção Último santuário acompanha a jornada intensa de mãe e filho, Rita e Ari, em busca de segurança, fugindo da violência doméstica e encontrando refúgio no sítio da avó benzedeira, Santa. O filme, que combina a dura realidade urbana com a fantasia da animação, revela a resiliência das personagens e a busca por um lugar de pertencimento. Por meio de uma narrativa sensível, o filme aborda temas complexos como a violência, a desconexão social e a importância da cura geracional, mostrando como o afeto, a coletividade e os saberes ancestrais se tornam ferramentas poderosas de superação e transformação. "Último santuário" mergulha nas histórias de quem precisa reescrever seu destino, inspirando a juventude a questionar as barreiras do individualismo e a restaurar os laços familiares e com a natureza. A classificação indicativa etária do curta-metragem é 10 anos. A oficina "Narrativas inclusivas: Contando a própria história" visa desmistificar o processo de criação audiovisual, capacitando os participantes, especialmente jovens de grupos minoritários, a desenvolverem suas próprias histórias com originalidade e competência.
Objetivo GeralProduzir o curta-metragem de ficção "O Último Santuário" (aprox. 15 minutos), que articula drama social e animação, para sensibilizar o público sobre a violência doméstica, o trauma e o poder da ancestralidade e da solidariedade na superação, promovendo o acesso e a reflexão cultural por meio de exibições e atividades educativas.Objetivos Específicos- Concretizar a Produção Audiovisual: Realizar todas as etapas de produção e pós-produção do curta-metragem "O Último Santuário" com excelência técnica e artística, incluindo as sequências em animação, garantindo a finalização de uma obra cinematográfica original.- Garantir a Democratização e o Acesso: Promover, como contrapartida social, 5 exibições gratuitas do filme em escolas públicas, visando ampliar o acesso de estudantes e da comunidade escolar à produção audiovisual e aos debates propostos pela obra.- Fomentar a Expressão e a Cidadania Cultural: Realizar 2 oficinas de 4 horas cada sobre "Narrativas Inclusivas: Contando a Própria História", estimulando a reflexão crítica e oferecendo ferramentas para que os participantes, especialmente jovens, desenvolvam suas próprias narrativas.- Realizar a produção da obra cinematográfica com filmagens em locações no Ceará e produção de sequências animadas, integrando atuação real e animação para retratar a jornada física e emocional da personagem Rita e seu filho Ari em fuga da violência doméstica.- Produzir as versões acessíveis do curta-metragem, incluindo Legendas para surdos e ensurdecidos (LSE), Janela de Libras e Audiodescrição, garantindo acessibilidade plena a pessoas com deficiência auditiva e visual.
O financiamento por meio da Lei Rouanet mostra-se essencial para a realização do curta-metragem Último santuário, obra que alia relevância artística a um profundo impacto social. Sua execução demanda investimentos significativos, devido à complexidade técnica em especial a fusão entre live-action e animação e ao compromisso com a inclusão, materializado na produção integral de recursos de acessibilidade. O cenário audiovisual convencional costuma negligenciar narrativas fora do eixo mainstream, especialmente as oriundas de contextos periféricos e realizadas por equipes diversas. Nesse contexto, o incentivo fiscal surge como um instrumento equalizador fundamental, permitindo que vozes plurais e necessárias, como as representadas neste projeto, alcancem seu público. O Último Santuário enquadra-se adequadamente nos incisos do Artigo 1º da Lei nº 8.313/91. Pelo inciso I, caracteriza-se como produção cinematográfica destinada à exibição pública, enquadrando-se na previsão legal de "filmes, fitas de vídeo e congêneres". Quanto ao inciso II, a obra demonstra valor artístico e cultural inquestionável ao resgatar e conferir visibilidade a saberes ancestrais e filosofias indígenas, promovendo uma reflexão sobre a harmonia com a natureza em contraponto ao individualismo contemporâneo. Além do enquadramento legal formal, o projeto atende de modo exemplar aos objetivos do Artigo 3º da legislação. O estímulo à produção e difusão cultural regional está presente em sua natureza cearense, com temática e locações enraizadas no estado. A valorização de manifestações culturais e de seus criadores se concretiza ao dar voz a um diretor com vivência na realidade retratada e ao promover diversidade em sua equipe. A potencialização de espaços culturais ocorre por meio da ocupação de instituições educacionais para fins de exibição cultural, enquanto a contribuição para a preservação do acervo cultural nacional se materializa na criação de um bem cultural que documenta narrativas socialmente urgentes. O financiamento via Lei Rouanet consolida-se, portanto, como instrumento adequado para assegurar que este projeto cumpra sua missão de educar, incluir e transformar por meio da cultura, harmonizando de maneira coerente seus objetivos com os fins públicos estabelecidos na legislação cultural brasileira.
Visão do DiretorWagner Nogueira Mendes, como roteirista e diretor de Último santuário, vislumbra uma obra que transcende o entretenimento juvenil, buscando capturar a urgência da juventude periférica e a essência da cura geracional no Nordeste. O filme é fruto de suas raízes e da força das tradições populares que foram seu refúgio diante da vulnerabilidade social.Por meio de uma estética híbrida, sensível e contrastante, o filme se propõe a mergulhar na jornada de Rita e Ari, mesclando a dureza do cotidiano cearense (live-action) com o universo onírico e protetor da animação (refúgio virtual). A câmera se torna um instrumento de empatia, aproximando o público da realidade de quem precisa fugir e encontrar abrigo, descortinando o ciclo da violência e o apagamento dos saberes ancestrais.A linguagem visual dinâmica e envolvente utilizará a fusão de formatos para sublinhar a transformação interna dos personagens:O live-action explorará a diversidade das paisagens cearenses, transitando entre a frieza das "megaconstruções cinzentas" da metrópole e a acolhida do sítio da benzedeira, usando enquadramentos que, inicialmente, mostram os personagens pequenos e invisíveis, e que os fazem crescer à medida que recuperam a autonomia.A animação criará um mundo grandioso, encantador e metafórico (inspirado em jogos como ‘Journey’ e ‘Gris’), que acompanha a metamorfose psicológica de Ari, reforçando a ideia de que a realidade pode ser transformada pela imaginação e afeto.Para concretizar essa visão, serão empregadas diferentes técnicas de filmagem (câmera subjetiva, close-ups) e uma trilha sonora original e inspiradora que intensificará as emoções, acompanhando o ritmo da odisseia física e emocional. A edição criativa intercalará a ação real com as sequências animadas, mantendo o ritmo e o interesse do público juvenil.Temas AbordadosCura e superação de trauma da violência doméstica.Conflito e harmonia entre a realidade urbana e a coletividade do interior.Importância dos saberes ancestrais, da tradição popular e da benzeção como ferramentas de cura.Vulnerabilidade social e negligência à juventude periférica.Relações familiares, afeto e a força do vínculo materno/geracional.Reconexão com a natureza e o senso de pertencimento.Resiliência, coragem e a quebra de ciclos de violência. LocaçõesCenas de Fortaleza, evidenciando a frieza e a desigualdade social.O sítio da avó, mostrando o refúgio, a natureza e as práticas tradicionais.Espaços de transição, que marcam a jornada física e emocional de mãe e filho.Registro das sequências animadas em estúdio, com foco na fusão com o live-action.
O projeto Último santuário terá aproximadamente 15 minutos de duração.Qualidade de Imagem: Resolução: 4K (Ultra HD) para garantir alta definição e qualidade visual. Formato de Gravação: Digital, utilizando câmeras profissionais para captura de imagens de alta qualidade.Áudio: Formato de Gravação: som estéreo, com equipamentos de gravação de áudio de alta fidelidade.Acessibilidade: O filme contará integralmente com Audiodescrição (AD), Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE) e Janela de Libras.
O curta-metragem Último Santuário implementará medidas de acessibilidade para garantir o acesso universal ao conteúdo e aos eventos presenciais, com foco na inclusão de pessoas com deficiência (PCDs).Acessibilidade de conteúdo . Versão com legendas para surdos e ensurdecidos (LSE): Legendas descritivas que incluem a identificação de ruídos e trilha sonora.. Versão com audiodescrição (AD): Narração detalhada das informações visuais para pessoas com deficiência visual.. Versão com janela de libras: Janela com intérprete de Língua Brasileira de Sinais para pessoas surdas.. Sessões de Debate Inclusivas: Todas as rodas de conversa pós-exibição terão a presença de intérprete de Libras.. Materiais de Divulgação Online: Uso de descrição de imagens (texto alternativo) e vídeos com legendas e Libras. Acessibilidade física . Locais livres de barreiras: Todas as exibições públicas (escolas e instituições) serão realizadas em locais que atendam às normas de acessibilidade arquitetônica.. Assentos reservados: Reserva de assentos para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e do espectro autista, incluindo seus acompanhantes.. Sinalização: Implementação de sinalização tátil e visual clara nos espaços de exibição, conforme a necessidade do local, para facilitar a locomoção, como guias táteis.. Profissionais de Apoio: Presença de equipe de produção treinada para oferecer suporte na locomoção e orientação durante os eventos.
O curta-metragem Último santuário oferecerá acesso gratuito a todos os seus produtos, democratizando o acesso ao conteúdo audiovisual. Serão realizadas 5 exibições gratuitas, prioritariamente na cidade de Fortaleza e regiões vizinhas, para um público estimado de 1200 pessoas , buscando levar o filme para comunidades e instituições com menor acesso à produção cultural.Na ocasião, serão promovidos debates sobre temas centrais da obra como o enfrentamento à violência doméstica, a importância da reconexão familiar e dos saberes ancestrais com mediação de profissional de psicologia.O filme terá suas versões acessíveis (incluindo legenda LSE, audiodescrição e Janela de Libras).
Marco Domingos (Proponente, Captação de recursos e Coordenador geral)Graduado em Artes Cênicas pelo IFCE, é produtor executivo com experiência em produções audiovisuais e teatrais. Com trabalhos em séries, curtas e longas metragens, como "Alucinação" para o Canal Brasil e "Fortaleza Paraíso" de Janaína Marques. Marco possui expertise em gestão de projetos audiovisuais e também atuou como produtor executivo em projetos como "Caça.mata" e "Meu olhar em festa se fez feliz". Sua experiência em teatro inclui produções como "Magnopirol", "Chica da Silva" e "A Semente". Adicionalmente, Marco é gestor da Cartola Comunicação e consultor do Sebraetec, tendo habilidades em marketingWAGNER NOGUEIRA MENDES (Roteirista, Diretor e Professor)Especialista em Docência e Práticas de Artes Visuais e formado em Design de Animação. É roteirista, diretor, artista de storyboard e professor. Criou e corroteirizou 'Quem Matou João-ninguém?', história em quadrinhos indicada ao Troféu HQMIX. Realizou os storyboards dos premiados longas-metragens 'Pacarrete', de Allan Deberton, e ‘Motel Destino’, de Karim Aïnouz. Desenvolveu o projeto 'Filha de uma Mãe', selecionado no Laboratório de Cinema do Porto Iracema das Artes, e ‘Minino Jesus’, ambos projetos semifinalistas do FRAPA, o maior festival de roteiro da América Latina. Atuou como roteirista da série de animação 'Tempo Trem' (em produção), integrou a equipe de roteiro da série 'Se Avexe Não' (Netflix) e é roteirista/diretor do longa-metragem ‘Terra Natal’ (em pós-produção) e dos curtas-metragens 'Alienígena' e 'Kaira e o Temporal' (em pós-produção). Atualmente desenvolve outros longas-metragens autorais, como 'Minino Jesus', 'Filha de uma Mãe' e 'Sabiá Vermelho Sangue'. Atua, desde 2019, na coordenação dos cursos de cinema da Casa Amarela Eusélio Oliveira, equipamento cultural da Universidade Federal do Ceará.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.