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A Cantata para Geraldo Filme _ Memórias Negras do Samba Paulista homenageia o maior expoente do samba paulista, transpondo sua obra para o universo da música de concerto de forma heterárquica, em diálogo com o samba rural, o samba de bumbo e o samba paulista. O projeto articula três eixos: a estreia da Cantata em 8 apresentações; 3 rodas de samba em homenagem a Geraldo Filme e seus contemporâneos; e ciclos formativos com griots contemporâneos, guardiões da memória viva do samba. Inspirado no conceito da Ocupação Cultural Jeholu e na formulação de Beatriz Nascimento sobre o quilombo urbano, o projeto ocupará salas de concerto e territórios simbólicos da cultura negra em São Paulo, com todas as atividades gratuitas e acessíveis.
Produto 1 – Pesquisa Inédita sobre os Sambas de Geraldo Filme e suas Matrizes CulturaisA pesquisa tem como objetivo mapear, registrar e sistematizar as matrizes culturais que fundamentam a obra de Geraldo Filme, um dos principais expoentes do samba paulista. O estudo reunirá cerca de 15 registros musicais e históricos sobre o samba rural, o samba de bumbo e o samba paulistano, destacando suas origens afro-brasileiras, tradições comunitárias e transformações urbanas. Conduzido por musicólogos, historiadores e sambistas, o trabalho articulará fontes orais, registros fonográficos e documentos históricos, consolidando uma metodologia de valorização da memória e das sonoridades negras paulistas. O material servirá como base conceitual para os arranjos da Cantata e será disponibilizado em formato digital, integrado ao Anuário Cultural do projeto. Produto 2 – Desenvolvimento de Arranjos e Obra Integral “Cantata para Geraldo Filme”O produto compreende a criação de quatro arranjos inéditos e de uma obra integral – Cantata para Geraldo Filme –, que traduz a trajetória do compositor para a linguagem da música de concerto. A obra integrará elementos do samba rural, do samba de bumbo e do samba paulistano à estrutura coral e orquestral de forma heterárquica, sem hierarquizar tradições eruditas e populares. Escrita para orquestra de câmara, coro, solistas e percussão afro-brasileira, explorará timbres, polirritmias e expressões vocais do samba paulista. O processo criativo reunirá artistas e pesquisadores negros, garantindo autenticidade estética e representatividade. O resultado afirmará o samba como patrimônio vivo e linguagem sinfônica afro-brasileira. Produto 3 – Espetáculo Musical “Cantata para Geraldo Filme”Tipo: concerto cênico-musical | Classificação: livre A Cantata para Geraldo Filme é uma obra inédita que transpõe sambas e narrativas do compositor para o universo sinfônico, em diálogo com o samba rural, o samba de bumbo e o samba paulistano. Estruturada em quatro movimentos, une coro, orquestra, solistas e mestres sambistas, mesclando o erudito e o popular sem hierarquias. A dramaturgia musical aborda ancestralidade, território, trabalho e resistência negra em São Paulo, com arranjos inéditos e referências a clássicos como Batuque de Pirapora e Silêncio no Bixiga. O espetáculo assume formato de concerto cênico, com projeções audiovisuais e narração contextual, sob direção artística inspirada nas cantatas barrocas reinterpretadas sob perspectiva afrocentrada.Locais de Apresentação:São Paulo 1Local: Sesc Pompeia (SP)Apresentações: 2 Capacidade: 774Público: 1548São Paulo 2 Local: Theatro São PedroApresentações: 2Capacidade: 636Público: 1272São Paulo 3 Local: Complexo Theatro Municipal de São Paulo (Sala do Conservatório ou Sala Principal)Apresentações: 1Capacidade: 400Público: 400Campinas Local: Teatro de Arena da UnicampApresentações: 1Capacidade: 450Público: 450Ribeirão Preto Local: Theatro Pedro IIApresentações: 1Capacidade: 1000Público: 1000Mogi das Cruzes 1 206 206Local:Theatro VasquesApresentações: 1Capacidade: 206Público: 206Total 8 apresentações / público estimado: 4876Produto 4 – Rodas de Samba “Geraldo Filme Vivo”Tipo: performance comunitária | Classificação: livre As Rodas de Samba são encontros musicais realizados em parceria com coletivos e escolas tradicionais (Lavapés, Vai-Vai, entre outras). Celebram Geraldo Filme e sambistas contemporâneos, com repertórios autorais e tradicionais. Cada roda contará com mestres do samba de bumbo, intérpretes e grupos percussivos negros, reunindo cerca de 300 participantes por evento. As ações serão gratuitas e acessíveis (Libras, audiodescrição, espaços adaptados). Mais que apresentações, as rodas são dispositivos de memória e partilha de saberes, fortalecendo o samba como expressão viva da cultura afro-paulista. Produto 5 – Ciclos Formativos “Memórias Negras do Samba Paulista”Tipo: seminário/encontro | Classificação: livre Três encontros formativos com cerca de 100 participantes cada, reunindo artistas, pesquisadores e comunicadores da cultura negra como Cláudia Alexandre, Rafael Pinto e Moisés da Rocha. Os temas incluem:Geraldo Filme e a Formação do Samba Paulista;Samba, Negritude e Resistência Cultural;Territórios Negros, Memória e Música de Concerto. Os encontros terão formato de rodas de conversa e oficinas, articulando teoria e prática sob metodologia de educação popular e escuta coletiva. A ação reforça o protagonismo afro-brasileiro e o reconhecimento do samba como patrimônio imaterial, aliando formação artística e cidadã. Produto 6 – Ensaios Abertos e Oficinas Paralelas de Música, Canto e PercussãoTipo: ação formativa | Classificação: livre Serão realizadas 15 ações formativas com ensaios abertos e oficinas de canto coral e percussão afro-brasileira, conduzidas por músicos da orquestra, do coro e mestres sambistas convidados. Cada atividade terá duração média de três horas e envolverá cerca de 50 participantes, entre estudantes da rede pública, educadores, jovens músicos e integrantes de coletivos culturais e quilombolas. Conteúdo: – Estrutura e composição da Cantata; – Fundamentos rítmicos do samba rural e do samba de bumbo; – Práticas vocais coletivas e canto coral; – Percussão, corpo e expressão; – Performance e pedagogia da escuta, inspiradas na Ocupação Cultural Jeholu. Os ensaios abertos permitirão acompanhar o processo criativo, aproximando o público do repertório e da montagem orquestral. A metodologia é participativa e experiencial, baseada em escuta coletiva e partilha de saberes. Todas as atividades terão acessibilidade integral (Libras, audiodescrição, materiais em braille e fonte ampliada). Produto 7 – Série Audiovisual “Cantata: Memórias do Samba Paulista”Tipo: série documental (8 episódios) | Classificação: livre A série documental registra os bastidores da Cantata, a pesquisa e as ações formativas do projeto. Cada episódio (5 a 10 minutos) abordará um tema:A história de Geraldo Filme;Samba rural e samba de bumbo;Processo de composição e arranjos;Preparação de coro e orquestra;Rodas de samba;Ciclos formativos;Acessibilidade e diversidade;Estreia e legado do projeto. Os episódios serão disponibilizados gratuitamente no YouTube e no site institucional, com legendas, tradução em Libras e audiodescrição, conforme as normas de acessibilidade do Ministério da Cultura. Produto 8 – Anuário Cultural “Cantata para Geraldo Filme – Memórias Negras do Samba Paulista”Publicação impressa e digital bilíngue (português e inglês), com tiragem de 1.000 exemplares e 3.000 downloads gratuitos. O Anuário Cultural reunirá o legado artístico e formativo do projeto, com versão acessível (PDF narrado, audiodescrição e fonte ampliada). Eixos de conteúdo:Memória e trajetória – vida e obra de Geraldo Filme e a genealogia do samba paulista;Processo criativo – registros de ensaios, partituras, depoimentos e bastidores;Ciclos Formativos e Rodas de Samba – síntese das ações educativas e comunitárias;Reflexões críticas e visuais – artigos, entrevistas e ensaios fotográficos sobre a integração entre música popular e sinfônica. O anuário terá design inspirado na estética do samba paulista, com QR Codes para conteúdos audiovisuais. Mais que catálogo, será um documento de memória e reparação histórica, valorizando o protagonismo negro nas artes e oferecendo material pedagógico a escolas, universidades e coletivos culturais, ampliando o acesso à memória afro-paulista e fortalecendo a historiografia do samba.
Objetivo GeralValorizar e difundir a obra e a trajetória de Geraldo Filme como patrimônio cultural afro-brasileiro, por meio da criação e circulação da Cantata para Geraldo Filme e de ações integradas que unem música de concerto, rodas de samba e ciclos formativos. O projeto propõe a transposição da obra de Geraldo Filme para o universo da música de concerto de forma heterárquica, sem hierarquizar a tradição sinfônica em relação à musicalidade negra, evidenciando as características próprias do samba rural paulista, do samba de bumbo e do samba paulista. Além disso, busca resgatar, registrar e exaltar nomes e personagens fundamentais da história do samba paulista, em diálogo com espaços de concerto sinfônico e territórios representativos da cultura negra no Estado de São Paulo.Objetivos Específicos1. Realizar 1 (uma) pesquisa inédita sobre os sambas de Geraldo Filme e suas matrizes culturais — samba rural paulista, samba de bumbo e samba paulistano — sistematizando ao menos 15 registros musicais e históricos que servirão como base conceitual e estética para os arranjos e composições da Cantata. 2. Desenvolver 4 (quatro) arranjos inéditos e 1 (uma) obra integral _ a Cantata para Geraldo Filme _, integrando elementos do samba rural e do samba de bumbo à linguagem da música de concerto, de modo a preservar e valorizar as sonoridades populares afro-paulistas no contexto orquestral e coral. 3. Estrear a Cantata inédita em 8 (oito) apresentações públicas, distribuídas entre salas de concerto sinfônico e espaços simbólicos da cultura negra paulista (como o Museu Afro Brasil, quadras de escolas de samba e teatros do interior), alcançando público estimado de 4.800 pessoas. 4. Promover 3 (cinco) Rodas de Samba integradas aos ciclos formativos e aos concertos, em homenagem a Geraldo Filme e a compositores/as contemporâneos/as, visando resgatar e registrar a memória do samba paulista e valorizar 20 artistas e mestres do gênero. 5. Realizar 3 (três) ciclos formativos presenciais (integrados às rodas de Samba), com participação mínima de 100 pessoas por encontro, compostos por rodas de conversa com personalidades do movimento negro e pesquisadores da obra de Geraldo Filme (como Rafael Pinto, Cláudia Alexandre e Moisés da Rocha), reconhecendo-os como griôs contemporâneos da cultura afro-paulista.6. Promover 3 (três) ações formativas e de democratização do acesso por meio da realização de ensaios abertos e oficinas paralelas de música, canto coral e percussão afro-brasileira, aproximando o público do processo criativo da Cantata para Geraldo Filme. 7. Assegurar a participação integral de artistas negros/as na execução do projeto — contemplando 100% do elenco (coro, solistas, instrumentistas, sambistas e pesquisadores) —, garantindo representatividade e protagonismo afro-brasileiro nas etapas de criação, performance e mediação cultural. 8. Produzir 1 série audiovisual com 6 episódios curtos (de 10 a 15 minutos), registrando bastidores, ensaios, depoimentos de artistas, griots, músicos e pesquisadores envolvidos na Cantata para Geraldo Filme.9. Produzir e distribuir 1 Anuário Cultural "Cantata para Geraldo Filme", em formato impresso e digital, sistematizando os conteúdos artísticos, pedagógicos e históricos do projeto, com ampla distribuição gratuita e acessibilidade universal. 10. Garantir acessibilidade plena em 100% das atividades (concertos, rodas e ciclos formativos), oferecendo tradução em Libras, audiodescrição, legendas, rampas e materiais em braille, assegurando o acesso de pessoas com deficiência aos conteúdos e espaços do projeto. 11. Fortalecer a circulação cultural e a democratização do acesso à música de concerto, promovendo a integração de tradições negras e populares aos espaços sinfônicos, ampliando o público participante e consolidando novas rotas culturais periféricas e quilombolas no estado de São Paulo.
Geraldo Filme de Sousa (1927_1995) é reconhecido como um dos maiores expoentes do samba paulista e um cronista da experiência negra na cidade de São Paulo. Nascido em São João da Boa Vista e criado na capital, foi apelidado de "Geraldão da Barra Funda" e "Tio Gê", tornando-se referência incontornável da cultura popular paulista. Desde a infância, quando ficou conhecido como o "Negrinho das Marmitas", absorveu os cantos de escravos transmitidos por sua avó e a vivência nos bairros negros da cidade, que moldaram sua formação musical e política.Sua trajetória está profundamente ligada a territórios históricos do samba em São Paulo, como o Largo da Banana, Bixiga, Barra Funda e Campos Elíseos, além de passagens marcantes pelas escolas de samba Lavapés, Paulistano da Glória, Unidos do Peruche e sua consagração na tradicional Vai-Vai.Mais do que compositor e intérprete, Geraldo Filme foi um intelectual popular e militante negro, que utilizou o samba como instrumento de denúncia do racismo, da marginalização das culturas afro-brasileiras. Ao mesmo tempo, exaltou a ancestralidade, a espiritualidade e a resistência das comunidades negras, consolidando uma identidade própria para o samba paulista, distinta da tradição carioca.Sua obra, que inclui clássicos como Batuque de Pirapora e Silêncio no Bixiga, permanece como patrimônio imaterial da cultura brasileira, reafirmando o samba como prática social, política e estética de resistência. Ao homenageá-lo com a Cantata para Geraldo Filme, o projeto reafirma a importância de inscrever sua memória no centro da cena cultural, como ato de reparação histórica e valorização da contribuição negra para cultura popular brasileira.O projeto Cantata para Geraldo Filme _ Memórias Negras do Samba Paulista propõe a criação, circulação e difusão de uma obra inédita de concerto dedicada à valorização da trajetória de Geraldo Filme, referência do samba paulistano e da luta antirracista no Brasil. A iniciativa busca transpor sua obra para o universo da música de concerto, integrando linguagens populares e sinfônicas de forma heterárquica, sem hierarquizar a musicalidade negra em relação à tradição erudita. A proposta valoriza o samba rural, o samba de bumbo e o samba paulista como matrizes formadoras da cultura afro-paulistana. Dessa forma, a Cantata integra um conjunto de ações interdependentes: pesquisa, criação de arranjos inéditos, concertos sinfônicos, rodas de samba, ciclos formativos e registro audiovisual, que resultam em produtos mensuráveis e comprováveis. Serão realizados 1 pesquisa sistematizando registros musicais de Geraldo Filme, 4 arranjos e 1 obra integral, 8 concertos públicos em salas de concerto e territórios simbólicos da cultura negra, 5 rodas de samba, 3 ciclos formativos com mestres e pesquisadores do movimento negro, além da produção de 1 série audiovisual e 1 anuário cultural distribuído gratuitamente em escolas, universidades e coletivos culturais. Todas as etapas contarão com 100 % de artistas negros/as e com acessibilidade plena (Libras, audiodescrição, legendas e materiais em braille). A utilização do Mecanismo de Incentivo Fiscal da Lei Rouanet é indispensável, pois o projeto demanda alto investimento técnico e artístico _ orquestra de câmara, coro, solistas, equipe de produção e acessibilidade _ inviável de ser viabilizado apenas por bilheteria. O apoio por renúncia fiscal possibilitará a gratuidade das apresentações, a remuneração digna da equipe artística, a circulação descentralizada por diferentes regiões de São Paulo e a distribuição gratuita dos produtos culturais, assegurando transparência, democratização do acesso e sustentabilidade financeira.O projeto enquadra-se nos incisos II, III e V do Art. 1º da Lei 8.313/91, por estimular a criação e difusão da música brasileira, proteger e valorizar expressões culturais afro-brasileiras e apoiar a difusão de bens culturais formadores da identidade nacional. Contribui também para os objetivos do Art. 3º, especialmente: I (facilitar o acesso da população à cultura), II (promover a regionalização e valorização de expressões locais), III (apoiar a criação artística nacional), IV (proteger as expressões dos grupos formadores da sociedade), VI (estimular bens culturais de caráter educativo) e IX (valorizar a diversidade cultural).Mais do que um espetáculo, a Cantata para Geraldo Filme constitui um ato de reparação histórica, inserindo a memória negra no centro da cena cultural e reafirmando o samba paulista como expressão de resistência, pertencimento e formação comunitária. Ao ocupar simultaneamente salas sinfônicas e territórios negros urbanos e quilombolas, o projeto amplia o acesso à produção cultural, fomenta o diálogo entre tradição e inovação e fortalece o compromisso do Estado com a diversidade e a inclusão cultural, em plena consonância com os princípios e finalidades da Lei Rouanet.
Produto 1 – Pesquisa Inédita sobre os Sambas de Geraldo Filme e suas Matrizes CulturaisA pesquisa terá duração de 3 meses, estruturada em levantamento bibliográfico, fonográfico e de campo, com entrevistas e registros orais de mestres sambistas, pesquisadores e comunidades ligadas ao samba rural paulista. O material coletado será sistematizado em relatório técnico de 60 a 80 páginas, incluindo partituras, transcrições e análises musicais. O projeto utiliza metodologia participativa, unindo historiadores, musicólogos e artistas populares. A edição final será publicada em formato digital acessível (PDF), com leitura de tela, legendas e audiodescrição. O resultado integrará o Anuário Cultural, servindo como base conceitual e pedagógica para os arranjos e para o ensino da história do samba paulista em escolas e instituições culturais. Produto 2 – Desenvolvimento de Arranjos e Obra Integral “Cantata para Geraldo Filme” Com duração estimada de 3 meses, este produto compreende a elaboração de 4 arranjos originais e a composição integral da Cantata para Geraldo Filme, escrita para coro, orquestra de câmara e percussão afro-brasileira. O processo envolverá ensaios técnicos, revisões de partitura e gravações de referência. Serão produzidos cadernos musicais de 80 a 100 páginas, incluindo partituras completas e guias de regência. O projeto adota metodologia colaborativa e pedagógica, integrando músicos e pesquisadores negros, com estudo das matrizes rítmicas do samba paulista e sua transposição para o universo sinfônico. O material será disponibilizado em versão impressa e digital acessível, servindo como instrumento educativo e referência para futuras montagens. Produto 3 – Espetáculo Musical “Cantata para Geraldo Filme” O espetáculo, com duração média de 90 minutos, contará com orquestra de câmara, coro, solistas e mestres sambistas. A montagem prevê 6 apresentações em salas de concerto e espaços simbólicos da cultura negra paulista, integrando projeções audiovisuais e narração. A concepção cênica e pedagógica valoriza a fusão entre o popular e o erudito, abordando ancestralidade, território e resistência negra. O material técnico inclui partituras, roteiros de cena, trilha e guia de palco. A produção será acessível, com Libras, audiodescrição, legendas e rampas de acesso. A ação formativa se estende aos ensaios abertos, permitindo que o público acompanhe o processo criativo, fortalecendo o caráter educativo e comunitário da obra.Locais Sesc Pompeia (SP) – 2 apresentações Capacidade: 774 Theatro São Pedro (SP) – 2 apresentaçõesCapacidade: 636 Complexo Theatro Municipal de São Paulo (Sl do Conservatório ou Sala Principal) – 1 apresentaçãoCapacidade: 400 a 1.500 lugares (dependendo da sala)Campinas / Teatro de Arena da Unicamp – 1 apresentaçãoCapacidade: 450 Ribeirão Preto / Theatro Pedro II – 1 apresentaçãoApresentações: 1Capacidade: 1000 Público: 1000Mogi das Cruzes / Theatro Vasques – 1 apresentaçãoCapacidade: 206 Total 8 apresentações / público estimado: 4876Produto 4 – Rodas de Samba “Geraldo Filme Vivo” Cada roda terá duração média de 2 horas, reunindo intérpretes, grupos de percussão e mestres sambistas, com participação estimada de 300 pessoas por evento. Serão realizadas 3 rodas de samba em parceria com coletivos e escolas tradicionais, como Lavapés e Vai-Vai. A estrutura técnica inclui palco, som, iluminação e registro audiovisual. As rodas seguem um projeto pedagógico vivencial, que integra canto, dança e oralidade como instrumentos de transmissão de saberes afro-brasileiros. Os encontros serão gratuitos e acessíveis, com intérprete de Libras, audiodescrição e materiais em braille. O material coletado (áudio, vídeo e fotografias) será incorporado ao acervo digital do projeto, servindo como referência de preservação da memória do samba paulista. Produto 5 – Ciclos Formativos “Memórias Negras do Samba Paulista” e Produto 6 – Ensaios Abertos e Oficinas Paralelas de Música, Canto Serão realizados 3 Ciclos Formativos e 3 Oficinas Paralelas de Música, Canto Coral e Percussão Afro-Brasileira, articulando saberes populares e eruditos e promovendo o diálogo entre arte, ancestralidade e consciência racial. As atividades aproximam o público do processo criativo da Cantata para Geraldo Filme, estimulando reflexão crítica e engajamento antirracista. A programação contará ainda com 4 Ensaios Abertos, que permitirão ao público vivenciar o processo de criação musical e cênica.Carga horária total: 23h — sendo 6h de Ciclos Formativos, 15 turmas com 45 horas de ações formativas de Oficinas e 8h de Ensaios Abertos. Público-alvo: estudantes e educadores da rede pública, coletivos culturais periféricos, escolas de samba, grupos de capoeira e comunidades quilombolas. Estima-se a participação direta de 300 pessoas nos ciclos formativos, 750 pessoas nas oficinas paralelas e centenas de espectadores nos encontros e ensaios.Metodologia: fundamentada na Pedagogia da Performance e da Ancestralidade, inspirada na Ocupação Cultural Jeholu. – Oralidade e Diálogo: transmissão de saberes pelos Griots Contemporâneos (Rafael Pinto, Moisés da Rocha, Cláudia Alexandre, entre outros). – Prática e Performance: oficinas com vivências musicais integrando canto, percussão e corporalidade negra. – Mediação Cultural: ensaios abertos com conversa entre artistas e público. – Acessibilidade Universal: Libras, audiodescrição, braille e fonte ampliada em todo o conteúdo.Conteúdo: – Ciclos Formativos: memória viva do samba paulista, quilombo urbano e resistência negra. – Canto Coral: técnicas vocais afro-diaspóricas e repertório de Geraldo Filme. – Percussão Afro-Brasileira: ritmos do samba rural e do samba de bumbo. – Oficina de Música: arranjos da Cantata e diálogo entre o popular e o sinfônico.Materiais didáticos: vídeos e áudios de referência, Anuário Cultural, partituras e instrumentos de percussão, garantindo práticas acessíveis e inclusivas. Produto 7 – Série Audiovisual “Cantata: Memórias do Samba Paulista”A produção audiovisual abrangerá 4 transmissões online e 8 vídeos curtos de bastidores e entrevistas. As captações serão realizadas em 4K e entregues em Full HD, com áudio multipista, legendas, Libras e audiodescrição. As transmissões terão cerca de 90 a 120 minutos e registrarão 2 apresentações integrais da Cantata e 2 rodas de conversa com griots contemporâneos. Os vídeos curtos (3 a 5 min) trarão depoimentos e bastidores do processo criativo. Serão utilizadas 3 a 4 câmeras profissionais, gravadores multicanais e kits de LED bicolor, garantindo qualidade cinematográfica e acessibilidade plena. A pós-produção incluirá edição, colorização, mixagem profissional e inserção de recursos inclusivos. Todo o conteúdo será hospedado no YouTube e site institucional, sob licença Creative Commons, assegurando livre acesso e preservação do legado audiovisual do projeto.Produto 8 – Anuário Cultural “Cantata para Geraldo Filme – Memórias Negras O Anuário Cultural Cantata para Geraldo Filme – Memórias Negras do Samba Paulista reunirá partituras, textos críticos, entrevistas, fotos e registros das ações do projeto. Serão produzidos 1.000 exemplares impressos e 3.000 downloads gratuitos da versão digital acessível (PDF narrado, fonte ampliada e braille resumido). Com 120 a 160 páginas, formato 21x28 cm, o anuário adotará projeto gráfico inspirado na estética afro-brasileira, com design claro e educativo. A impressão será offset, em papel couchê fosco 115–150 g/m² (miolo) e couchê brilho 250–300 g/m² (capa), com laminação fosca e lombada quadrada (PUR) para maior durabilidade. A publicação será bilíngue e revisada por equipe editorial especializada. A versão impressa terá distribuição gratuita para escolas públicas, universidades, bibliotecas, pontos de cultura e centros de memória negra, acompanhada de carta de apresentação e QR Code para o acervo digital. O anuário funcionará como registro técnico, poético e pedagógico do legado de Geraldo Filme e da música afro-paulista.
A acessibilidade é tratada neste projeto como princípio estruturante e não como recurso complementar. Todas as ações da Cantata para Geraldo Filme – Memórias Negras do Samba Paulista serão planejadas e executadas de forma a garantir a plena participação de pessoas com deficiência, em conformidade com a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006, promulgada no Brasil pelo Decreto nº 6.949/2009), a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) e as normas técnicas da ABNT NBR 9050/2020.Acessibilidade FísicaSeleção de espaços que disponham de rampas de acesso, corrimãos, banheiros adaptados e sinalização tátil.Instalação de percursos acessíveis com piso tátil direcional e de alerta.Áreas reservadas para cadeirantes e acompanhantes, garantindo visibilidade e conforto.Articulação com serviços de transporte adaptado para facilitar o deslocamento de pessoas com mobilidade reduzida.Acessibilidade de ConteúdoIntérpretes de Libras em todos os eventos (ensaios abertos, espetáculos e ciclos formativos).Audiodescrição das cenas, figurinos e cenários durante os espetáculos.Legendas descritivas em tempo real em vídeos e apresentações.Materiais em braille e fonte ampliada (folders, programas, anuário cultural).Visitas sensoriais aos cenários, figurinos e instrumentos musicais, permitindo experiência tátil e imersiva.Linguagem simples e acessível em materiais de divulgação, garantindo compreensão por pessoas com deficiência intelectual.Acessibilidade DigitalDisponibilização de conteúdos online acessíveis, com alto contraste, textos alternativos em imagens, legendas em vídeos e compatibilidade com leitores de tela.Publicação do anuário em versão digital acessível (PDF com leitura de tela).Acessibilidade Atitudinal e MetodológicaCapacitação da equipe técnica e artística em práticas inclusivas, com oficinas de sensibilização.Adoção de metodologias inspiradas no Desenho Universal da Aprendizagem, garantindo que a experiência seja significativa para diferentes perfis de público.Alinhamento às políticas públicas de inclusão, reforçando o compromisso institucional com os direitos das pessoas com deficiência.Acessibilidade Programática e InstrumentalAdequação de instrumentos, equipamentos e materiais utilizados nas atividades artísticas para atender a diferentes necessidades.Inclusão de cláusulas de acessibilidade nos contratos de fornecedores e prestadores de serviço.Compromisso InclusivoA proposta reafirma que arte e cultura são direitos universais. Ao garantir acessibilidade física, de conteúdo, digital e metodológica, o projeto amplia o alcance de suas ações, assegura a participação de públicos diversos e reafirma a cultura afro-brasileira como patrimônio vivo e inclusivo.
O projeto Cantata para Geraldo Filme – Memórias Negras do Samba Paulista adota um conjunto estruturado de medidas de ampliação de acesso, que visam garantir a participação de públicos diversos e historicamente afastados dos circuitos hegemônicos da música de concerto. As ações cumprem as determinações do artigo 28 da IN MinC nº 01/2023, contemplando gratuidade, cotas sociais, ações educativas, acessibilidade universal e difusão gratuita de conteúdos culturais. 1. Eventos gratuitos e a preços simbólicosTodas as 8 apresentações públicas da Cantata serão gratuitas ou com ingressos simbólicos (valor máximo R$ 10,00), assegurando o acesso de públicos de baixa renda e a ocupação plena dos espaços. No mínimo 70 % dos concertos ocorrerão em equipamentos culturais de acesso gratuito da capital e do interior do Estado de São Paulo. Para os eventos realizados em teatros públicos, a política de bilheteria simbólica seguirá o parâmetro do SALIC: mínimo 80 % dos ingressos gratuitos. Além da gratuidade, a estratégia contempla sessões extras em espaços abertos (pátios culturais, quadras comunitárias e territórios quilombolas), garantindo que a Cantata chegue a públicos não habituados a frequentar salas sinfônicas. 2. Política de ingressos sociais e cotas afirmativasO projeto adota uma política de ingressos sociais, com cotas específicas destinadas a:-Estudantes e educadores da rede pública (30 % da lotação);-Coletivos culturais periféricos, escolas de samba e grupos de capoeira (20 %);-Comunidades quilombolas e tradicionais (10 %).A distribuição será coordenada com os financiadores e parceiros do projeto, associações culturais e organizações negras locais. Essa política assegura que o público beneficiário do projeto reflita a diversidade racial, territorial e geracional da cidade. Os ingressos sociais serão disponibilizados com cadastro nominal sempre sem custo para o participante. 3. Ensaios abertos e oficinas paralelas de música, canto e percussãoAntes das apresentações oficiais, serão realizados 4 ensaios abertos ao público, com entrada franca, permitindo o acompanhamento do processo artístico por estudantes, comunidades e agentes culturais. Esses encontros funcionarão também como ações formativas, articuladas às 3 oficinas paralelas de música, canto coral e percussão afro-brasileira, ministradas por integrantes da orquestra, do coro e mestres sambistas convidados. As oficinas terão carga horária de 3 horas cada. Espera-se a participação direta de 150 pessoas (entre jovens de escolas públicas e integrantes de coletivos culturais), consolidando um legado formativo e ampliando o acesso à educação musical. 4. Transmissões online e acessibilidade digitalParte das apresentações e das rodas de conversa será transmitida ao vivo pelas redes sociais e canais institucionais, ampliando o alcance territorial e garantindo acesso remoto a públicos de outras regiões do país. Estão previstas 4 transmissões online integrais (duas apresentações e duas rodas de conversa) e 8 vídeos curtos de bastidores e entrevistas com artistas e pesquisadores. Todo o conteúdo audiovisual contará com legendas em português, tradução em Libras e audiodescrição. O material será hospedado em plataforma gratuita (YouTube e site institucional) sob licença aberta Creative Commons, permitindo uso educativo.Com isso, estima-se atingir pelo menos 20 mil visualizações nas plataformas digitais, ampliando o alcance do projeto para públicos que não têm acesso físico aos espaços culturais. 5. Distribuição gratuita do Anuário CulturalO projeto resultará na produção de 1 Anuário Cultural impresso e digital, contendo partituras, textos críticos, entrevistas e registros das ações (concertos, rodas e oficinas). Serão produzidos 1 000 exemplares impressos e 3 000 downloads gratuitos do arquivo digital. A distribuição será feita gratuitamente a escolas públicas, universidades, bibliotecas, coletivos culturais, pontos de cultura e centros de memória negra. Cada local receberá um kit acompanhado de carta de apresentação e QR Code para acesso ao acervo digital completo. O anuário também será disponibilizado em versão acessível (PDF narrado, fonte ampliada e braille resumido), assegurando que pessoas com deficiência possam fruir integralmente do conteúdo. 6. Ações de acessibilidade universalO projeto assegura acessibilidade plena em 100 % das atividades, conforme diretrizes do Decreto nº 5.296/2004 e da Lei 13.146/2015. Serão contratados:-Intérpretes de Libras e audiodescritores;-Produção de legendas em português para vídeos e transmissões;-Materiais gráficos em braille (folders, programa do concerto e resumo curatorial);-Rampas e rotas acessíveis em todos os locais parceiros;-Equipe de acolhimento e orientação treinada para público com deficiência.Essas ações asseguram a participação de pessoas com deficiência auditiva, visual, motora e intelectual, promovendo igualdade de condições na fruição artística. 7. Circulação descentralizada e territorializaçãoA circulação da Cantata prioriza espaços de relevância simbólica para a cultura negra paulista. Serão contempladas localidades como Bixiga, Barra Funda, Peruche e Lavapés. Essa descentralização permite atingir públicos fora do circuito central e potencializa o diálogo entre patrimônio imaterial e música de concerto. Em cada território haverá parcerias com coletivos locais para mediação cultural e oficinas comunitárias. 8. Comunicação inclusiva e engajamento de públicosA comunicação do projeto será pautada pela linguagem inclusiva e acessível, com identidade visual clara, versões audiodescritas e tradução dos materiais de divulgação. As campanhas de mídia priorizarão rádios comunitárias, redes sociais, veículos da imprensa negra e portais educativos, ampliando o alcance para públicos diversos. Serão produzidos materiais bilíngues (português e inglês) para ampliar a difusão em redes internacionais de música e cultura afro-diaspórica. 9. Monitoramento e avaliação do acessoSerá implementado um sistema de monitoramento de público, com registro de participação presencial e virtual, controle de cotas sociais e relatórios de acessibilidade. Os dados coletados (gênero, faixa etária, localidade e condição de gratuidade) subsidiarão a prestação de contas e futuras políticas de democratização cultural.O objetivo é garantir que pelo menos 60 % dos beneficiários diretos sejam oriundos de escolas públicas, coletivos culturais periféricos e comunidades negras tradicionais. Esses indicadores serão validados por meio de listas de presença, registros audiovisuais e relatórios técnicos anexados ao SALIC. 10. Convergência com os princípios da Lei RouanetAs medidas de ampliação de acesso materializam os princípios da Lei 8.313/91, especialmente os incisos I, II, III e IX do Art. 3º, que tratam da democratização do acesso à cultura, da regionalização das ações e da valorização da diversidade cultural. Ao garantir gratuidade, cotas afirmativas, acessibilidade universal e difusão digital aberta, o projeto assegura que o investimento público por renúncia fiscal reverta em benefício social direto e em formação cidadã.
Todas as etapas do projeto Cantata para Geraldo Filme – Memórias Negras do Samba Paulista, incluindo a coordenação geral, execução técnico-artística, gestão administrativa, financeira e de comunicação, serão integralmente realizadas pela Galeria Pedra Preta, produtora cultural responsável pela concepção e gestão executiva da iniciativa. A Galeria atuará como proponente e gestora de todas as fases do projeto — da pré-produção à pós-produção — assegurando a articulação entre equipe técnica, artistas, fornecedores e parceiros institucionais. Caberá à Galeria Pedra Preta a coordenação do processo decisório e o acompanhamento técnico-financeiro, com controle orçamentário, contratações, prestações de contas e interlocução com o Ministério da Cultura via plataforma SALIC. Sua equipe (abaixo descrita), especializada em projetos culturais de música e memória afro-brasileira, garantirá a execução qualificada, a transparência e a aderência às normas legais e aos princípios de diversidade e inclusão que fundamentam o projetoFelipe Brito – Direção Artística Jornalista, doutorando em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades (Diversitas/USP) e mestre em Políticas Públicas (UMC). Baba Ẹgbẹ do Ilê Odẹ Maroketu Àṣẹ Ọba, atua na articulação entre arte, política e ancestralidade. Foi coordenador de articulação política na Mandata Quilombo de Erica Malunguinho (ALESP, 2019–2023) e coordenou comunicação da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo (2013–2015). É idealizador e diretor geral da Ocupação Cultural Jeholu, movimento cultural e antirracista que integra arte e espiritualidade afro-brasileira. Dirigiu a websérie Ẹnití-Lànà – Aquele que abre o caminho, sobre Rafael Pinto, e a curadoria da série Centro em Concerto: Memórias Negras (Sesc Carmo, 2024). Atua também como roteirista, diretor cênico e diretor cultural da Escola Afroclimática Mãe Beata de Iemanjá. Luiz de Godoy – Direção Musical e Regência Maestro brasileiro-alemão, radicado em Hamburgo. Leciona regência orquestral na Hochschule für Musik und Theater e dirige o Hamburger Knabenchor desde 2021. Na Ópera Estatal de Hamburgo, regeu 55 apresentações em quatro temporadas, incluindo estreias de Frühlings Erwachen e Die Reise zum Mond. Em 2019, tornou-se o primeiro maestro negro brasileiro a reger uma orquestra estatal austríaca no Musikverein Golden Hall, em Viena, à frente da ORF Radio-Symphonieorchester Wien. É reconhecido por sua trajetória internacional e por promover diversidade e representatividade na música clássica. Ísis Cunha – Direção de Produção Gestora e produtora cultural, cantora lírica e poetisa. Graduada em Música (Canto Erudito) pela UNESP, com pós-graduação em Gestão de Projetos Culturais (CELACC/USP) e Gestão Cultural (Centro de Pesquisa e Formação do SESC). Atuou em produções no Theatro São Pedro, no Núcleo Universitário de Ópera (NUO), no Festival Fábrica de Óperas, e em festivais como FEMUSC, Trancoso e Manhattan Opera Studio (EUA). É Analista Artística Sênior do Theatro Municipal de São Paulo e diretora de produção da Ocupação Cultural Jeholu, com projetos premiados e fomentados por políticas públicas. Renato Aguessy – Direção de Ensino e Pesquisa Educador, historiador e pesquisador. Doutor e mestre em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades (USP), com especializações em Educação em Direitos Humanos (UFABC) e Gestão da Educação Pública (UNIFESP). Coordena Ensino e Pesquisa na Ocupação Cultural Jeholu e na Escola Afroclimática Mãe Beata de Yemanjá. Atua na formação de professores e educadores, com foco em Educação para as Relações Étnico-Raciais e pedagogias afro-brasileiras. Integra grupos de pesquisa DIVERSITAS/USP, GMEPAE/ECA/USP e Travessias (CNPq/UFPB). Ivano Fonseca – Coordenação Musical I Cantor lírico, produtor musical e educador. Graduado em Música pelo Instituto de Artes da UNESP e mestrando em Musicologia (UFRJ), na linha de História e Documentação da Música Brasileira e Ibero-Americana. Atuou sob regência de Rolf Beck, Roland Bader, Robert Göstl, Naomi Munakata e Marcos Thadeu. Foi Analista Artístico do Theatro São Pedro e é Técnico Musical na Ocupação Cultural Jeholu. Desenvolve pesquisas sobre musicalidades afro-brasileiras e performance vocal coletiva. Zanza Simião – Coordenação Musical II Percussionista, intérprete e compositora. Formada pela Universidade Livre de Música (ULM), com formação complementar com Marcos Suzano, Pedro Luiz e Paulo Campos. Fundadora dos grupos femininos Ninfas do Samba e TPM – Tocado por Mulheres, e da Comunidade Samba Delas – Herança de Ciata, primeiro espaço feminino de samba de São Paulo. Teve obras gravadas em Samba da Tenda (2009) e Samba da Toca (DVD). Atua em rodas e festivais, promovendo a valorização das mulheres no samba e nas tradições afro-brasileiras. Raul Torres – Responsável Financeiro e Administrativo Contador e gestor com mais de 15 anos de experiência em Organizações da Sociedade Civil. Presidente e Diretor Executivo do Instituto Incube e CEO da Torres Contabilidade e Gestão para o 3º Setor. Formado pela PUC-SP, especializou-se em gestão contábil e financeira de projetos culturais e sociais. Atua na estruturação de políticas de compliance, planejamento orçamentário e prestação de contas junto a órgãos públicos e mecanismos de fomento. Márcia Izzo – Assistente de Produção I Yalorixá e gestora cultural. Formada em Gestão para o Terceiro Setor e pós-graduada em Direitos Humanos e Movimentos Sociais. Atuou em instituições como Joinha Filmes, Hip Hop Mulher, Aliança Negra Posse e Ação Educativa. Foi integrante do Grupo Ilu Oba de Min e sambadeira do Samba de Roda Nega Duda. Trabalhou no Ministério da Cultura na implementação dos Pontos de Cultura e em grandes eventos como Virada Cultural SP e Encontros Paulistas de Hip Hop. Atua também com políticas públicas e redução de danos junto à população em vulnerabilidade social Cauã Oliveira de Moraes - Assistente de Produção IINascido em 6 de agosto de 1996, é músico, produtor cultural e assistente de direção musical, herdeiro de uma linhagem marcada pela ancestralidade afro-brasileira. Neto de Suzymara Juremi de Oliveira Barbosa e bisneto de Adamaris As Oliveira, uma das Iyalorixás mais antigas de São Paulo, cresceu entre os tambores e cânticos do Candomblé, aprendendo desde a infância os fundamentos rítmicos e espirituais da percussão afro-brasileira. Aos 14 anos, iniciou estudos formais sobre cultura africana e afro-brasileira e, aos 21, consolidou sua trajetória artística em espetáculos e projetos culturais. É Babalasé do Ilê Oluaye Omode Okurin Efan, músico e produtor do Coletivo Anhanga, diretor musical do Coletivo Obirin Asegun, produtor do Grupo Samba de Roda do Recôncavo e da Gumboot Dance Brasil. Atua também na QDM Produções e na Ocupação Cultural Jeholu, promovendo e difundindo expressões afro-brasileiras.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.