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PRONAC 2513786Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Quintal da Erê Joana

NICOLLY LARA MARINELLI
Solicitado
R$ 499,9 mil
Aprovado
R$ 499,9 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Capoeira: Apresentação de Dança ou Ação Educativa
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Povos de Terreiro
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Extrema
Início
2026-01-20
Término
2026-12-31
Locais de realização (1)
Extrema Minas Gerais

Resumo

Casa de Cambinda apresenta Quintal da Ere Joana" é um projeto afroreferenciado baseado na Pedagogia de Terreiro, que promove atividades artísticas, culturais e educativas voltadas à valorização da Orixalidade e das sabedorias ancestrais. As ações incluem oficinas de capoeira, dança, música, culinária ritual, contação de histórias, cerâmica, bordado, ervas e rodas de conversa, fortalecendo a cultura tradicional afro-brasileira.

Sinopse

“Quintal da Erê Joana” é uma proposta artístico-cultural afroreferenciada, concebida a partir dos fundamentos da Pedagogia de Terreiro, das sabedorias ancestrais e da Orixalidade como caminho de formação humana, espiritual e estética. Trata-se de um espaço-tempo de vivência e experimentação, onde o saber ancestral se manifesta por meio da arte, da oralidade, da dança, da música, da culinária e das práticas rituais, reafirmando a cultura de terreiro como território de aprendizado, resistência e encantamento.O projeto nasce do chão sagrado da Casa de Cambinda, lugar de acolhimento, convivência e celebração da ancestralidade afro-brasileira. Seu quintal é espaço simbólico e real de convivência comunitária, onde corpo, natureza e espiritualidade se entrelaçam. É nesse quintal que o saber dos ancestrais ecoa nas vozes dos griôs, nas cantigas de capoeira, no som dos atabaques e nos gestos das mãos que cozinham, pintam, modelam e semeiam memórias. Cada encontro é um ato de reexistência, de retomada e de afirmação das raízes negras e tradicionais que moldam a identidade cultural brasileira.A proposta se estrutura em oficinas, vivências, celebrações e registros que valorizam a arte como ferramenta de educação, cura e fortalecimento comunitário. As oficinas semanais acontecem em torno das linguagens da capoeira, da arte e da culinária afro-brasileira, integrando corpo, ritmo e ancestralidade. A cada dia da semana, a energia de um Orixá inspira as ações e os conteúdos das atividades, conduzindo os participantes a compreenderem o mundo através da cosmologia afro-brasileira.Às segundas-feiras, o aprendizado se dá na circularidade de Exu, senhor dos caminhos e da comunicação — momento de abrir os trabalhos, contar Itans, brincar o xirê e aprender sobre a importância do movimento, da troca e da palavra. Às terças-feiras, os ensinamentos de Ogum orientam as oficinas com o ferro e as cores azuis, na confecção de objetos e na preparação da feijoada ritual. Às quartas, é o dia do casal do dendê, Xangô e Oyá, quando se brinca de cozinhar o acarajé, cortar o quiabo e compreender a força do fogo e do vento que equilibram justiça e transformação.Às quintas, Oxóssi e Oxum abrem o caminho da fartura, da mata e das águas doces. Brincadeiras com milho, flores e folhas convidam à observação da natureza e à reflexão sobre prosperidade e equilíbrio. Às sextas, o branco domina o terreiro com Oxalá e Yemanjá, em momentos de serenidade, pureza e gratidão. As atividades se estendem a contações de histórias, cantos e brincadeiras livres, permitindo que o aprendizado flua de maneira orgânica, lúdica e afetiva.As vivências culturais complementam o processo formativo com rodas de conversa, banhos de ervas, oficinas de cerâmica e bordado, e trocas intergeracionais que aproximam crianças, jovens e idosos. São momentos de partilha e escuta, em que o saber circula de forma horizontal, valorizando a experiência de vida e o conhecimento dos mais velhos como guias da formação comunitária. Nesses encontros, os cuidados ancestrais se tornam prática educativa, espiritual e política — cuidar do corpo, da terra, das plantas e uns dos outros como gesto de resistência e continuidade.O calendário ritual do projeto inclui giras quinzenais e xirês mensais, abertos à comunidade, nos quais a música, o canto, a dança e o tambor se tornam pontes entre o visível e o invisível. Esses encontros são expressões de fé, arte e memória coletiva, que reafirmam o terreiro como espaço de acolhimento, cura e pertencimento. Cada gira e cada xirê fortalecem o vínculo entre o território, a ancestralidade e as novas gerações, promovendo o reconhecimento da cultura afro-brasileira como pilar da formação social e simbólica do país.Além das ações presenciais, o projeto prevê o registro e difusão de suas atividades, respeitando a ética e a sacralidade das tradições. Os registros fotográficos e audiovisuais serão realizados de forma sensível, priorizando a documentação dos processos pedagógicos e artísticos. O material servirá para memória institucional da Casa de Cambinda e também como instrumento de difusão cultural, garantindo que as experiências vividas possam inspirar outras comunidades e escolas a reconhecerem o valor da Pedagogia de Terreiro como metodologia de ensino e cidadania.A proposta reafirma a importância de reconhecer os terreiros como centros de cultura e educação popular, legítimos espaços de produção de conhecimento e de valorização da diversidade. Por meio das atividades artísticas, formativas e rituais, o projeto promove inclusão, autoestima, pertencimento e fortalecimento comunitário, contribuindo para o enfrentamento do racismo e para a valorização das identidades negras e tradicionais.Assim, “Quintal da Ere Joana” é um ato de afirmação cultural e política, um território simbólico de resistência e aprendizado que integra arte, espiritualidade, ancestralidade e educação. Em um país plural como o Brasil, a proposta se alinha aos princípios da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet) e do Decreto nº 11.453/2023, ao promover a diversidade cultural, estimular a expressão de comunidades tradicionais e fortalecer a memória viva dos povos que compõem a nação.

Objetivos

OBJETIVO GERALPromover o fortalecimento das identidades afro-brasileiras e tradicionais de terreiro por meio da arte, da educação e da ancestralidade, estimulando a expressão cultural, o pertencimento e a valorização das práticas comunitárias e sagradas que integram a Pedagogia de Terreiro.Fundamentação legal (Decreto nº 11.453/2023):DECRETO Nº 11.453, DE 23 DE MARÇO DE 2023Art. 2º A utilização dos mecanismos de fomento cultural visa à implementação: I - do Programa Nacional de Apoio à Cultura - Pronac, de que trata a Lei nº 8.313, de 1991; Art. 3º Os mecanismos de fomento cultural contribuirão para:II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira;Pois o projeto valoriza e dá visibilidade às práticas culturais afro-brasileiras e de matriz africana, reafirmando sua importância no contexto plural da cultura nacional.VIII - fomentar o desenvolvimento de atividades artísticas e culturais pelos povos indígenas e pelas comunidades tradicionais brasileiras;Pois o projeto é oriundo de uma comunidade tradicional de terreiro, promovendo suas práticas, saberes e linguagens como patrimônio cultural vivo.OBJETIVOS ESPECÍFICOS A) ProdutoOFICINASRealizar oficinas semanais de capoeira (3x por semana) integrando corpo, ritmo e ancestralidade.Desenvolver oficinas de arte e culinária afro-brasileira com temáticas voltadas aos Orixás (Ogum, Xangô, Oyá, Oxóssi, Oxum, Obaluaiê, Yemanjá, entre outros).Estimular a formação artística e cultural de crianças, jovens e famílias da comunidade a partir dos princípios da Pedagogia de Terreiro.B) ProdutoVIVÊNCIA Promover vivências culturais e contações de histórias sobre Itans, mitos e narrativas ancestrais.Oferecer atividades de cuidado ancestral (banhos de ervas, cerâmica, bordado, rodas de conversa e trocas intergeracionais).C) ProdutoMANUTENÇÂO DAS AÇÕES Realizar giras quinzenais e xirês mensais, abertos à comunidade, fortalecendo a vivência cultural e espiritual coletiva.D)ProdutoREGISTRORegistrar e difundir os resultados por meio de materiais visuais e relatórios, assegurando a memória e continuidade das práticas.

Justificativa

O projeto "Casa de Cambinda apresenta Quintal da Ere Joana" é uma iniciativa afro referenciada que tem como base a Pedagogia de Terreiro, orientada pelos princípios da Orixalidade e das sabedorias ancestrais. Propõe um espaço de convivência, aprendizado e celebração das tradições afro-brasileiras, unindo arte, educação e espiritualidade. Através de oficinas regulares de capoeira, dança, música, culinária ritual, cerâmica, bordado, contação de histórias e cuidados ancestrais, o projeto busca fortalecer a identidade cultural e promover o acesso da comunidade às suas raízes.As atividades acontecem semanalmente e dialogam com a simbologia dos Orixás, estimulando a vivência da ancestralidade por meio da arte e da coletividade. Também integram o calendário do terreiro giras quinzenais e xirês mensais, abertos à comunidade, que reafirmam a tradição oral, os rituais e a memória dos ancestrais. Todas as ações são voltadas a crianças, jovens e famílias em contexto comunitário, ampliando o alcance social e formativo do projeto.A proposta justifica-se pela importância de garantir visibilidade, continuidade e salvaguarda das expressões culturais afro-brasileiras, reconhecidas como patrimônio imaterial do país. O incentivo da Lei Rouanet é fundamental para viabilizar o fortalecimento da cultura tradicional de terreiro e suas práticas formativas, contribuindo diretamente para os objetivos previstos no Art. 1º, incisos I e IV e no Art. 3º, incisos I, alíneas c e d, e III, alínea d, da Lei nº 8.313/91, bem como nos Art. 3º, incisos II e VIII, do Decreto nº 11.453/2023. Assim, o projeto se propõe como um instrumento de valorização da diversidade cultural brasileira e de promoção do direito à cultura como bem comum. Art. 1º da Lei 8.313/91: Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;Pois o projeto oferece oficinas e vivências gratuitas que ampliam o acesso da comunidade aos bens e práticas culturais afro-brasileiras.IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;Pois salvaguarda e fortalece as tradições de matriz africana, promovendo a continuidade das práticas culturais e religiosas de terreiro como patrimônio imaterial.Art. 3º da Lei 8.313/91: Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1º desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura;Pois o projeto oferece oficinas regulares de capoeira, dança, música, culinária e artes manuais, com enfoque educativo e formativo, contribuindo para o desenvolvimento artístico local.d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica ou em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos;Pois envolve mestres, griôs e artistas tradicionais locais, fortalecendo a rede comunitária e o intercâmbio de saberes com crianças e famílias da região.III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;Pois assegura a transmissão dos saberes e práticas ancestrais através da oralidade, da arte e das linguagens rituais, reafirmando o valor do patrimônio cultural afro-brasileiro.

Estratégia de execução

Além das ações já mencionadas o projeto 'Quintal da Ere Joana' propõe a construção de um galpão cultural comunitário destinado à continuidade e fortalecimento das ações socioculturais afroreferenciadas desenvolvidas pela Casa de Cambinda. O espaço será referência para oficinas, vivências e celebrações fundamentadas na Pedagogia de Terreiro, com o propósito de garantir a permanência, acessibilidade e sustentabilidade das práticas culturais e espirituais da comunidade.A edificação será construída em terreno próprio, seguindo a planta anexa, com dimensões de 10,00 m de comprimento por 6,50 m de largura, totalizando aproximadamente 130 m² de área construída, divididos em dois pavimentos. Distribuição dos AmbientesPavimento Térreo (aprox. 65 m²)Salão Multiuso/Garagem (9,70 m x 5,65 m): espaço principal para atividades culturais, oficinas de capoeira, rodas de conversa, culinária afro-brasileira e encontros comunitários.Depósito (1,20 m x 2,10 m): área para armazenamento de instrumentos, materiais e equipamentos pedagógicos.Banheiro Social (1,55 m x 1,62 m): sanitário adaptado com ventilação e fácil acesso.Circulação e Escada de Acesso: ligando os dois pavimentos.Pavimento Superior (aprox. 65 m²)Dois Dormitórios (3,00 m x 3,00 m cada): destinados à hospedagem de mestres, artistas e facilitadores durante oficinas e residências culturais.Sala-Cozinha Integrada (3,70 m x 5,65 m): espaço de convivência, preparo de alimentos rituais e refeições coletivas.Banheiro (1,45 m x 2,10 m): para uso dos residentes e visitantes.Área de Serviço Coberta (2,70 m x 4,50 m): apoio logístico e funcional às atividades.A estrutura será adaptável, de uso misto, possibilitando a realização de atividades pedagógicas, rituais e formativas, além de servir como base para a gestão e administração da Casa de Cambinda.A construção do galpão tem por finalidade consolidar o Quintal da Ere Joana como espaço cultural permanente da região, ampliando o acesso da comunidade às atividades formativas, vivências de ancestralidade e expressões artísticas de matriz africana. A obra garantirá condições estruturais adequadas para o desenvolvimento contínuo das ações culturais, fortalecendo a identidade afro-brasileira, o pertencimento territorial e o protagonismo das comunidades tradicionais.O galpão abrigará:Oficinas regulares de capoeira, arte e culinária afro-brasileira;Vivências de cuidado ancestral e trocas intergeracionais;Encontros culturais, giras quinzenais e xirês mensais;Espaço de memória, registro e produção cultural. Memorial Descritivo da ConstruçãoFundaçãoFundação em blocos e sapatas de concreto armado, dimensionadas conforme estudo de solo.Baldrames executados com concreto estrutural e ferragens de ancoragem.EstruturaPilares e vigas em concreto armado;Lajes pré-moldadas ou maciças, conforme viabilidade técnica e econômica.Paredes e AlvenariaParedes em alvenaria de blocos cerâmicos;Revestimento com argamassa de cimento e acabamento com pintura acrílica lavável (interno) e textura impermeável (externo).CoberturaEstrutura metálica ou de madeira tratada, conforme especificação do projeto executivo;Telhas termoacústicas de fibrocimento ou metálicas, com inclinação mínima de 30%.Calhas e condutores de PVC para captação pluvial.Pisos e RevestimentosPiso cimentado ou cerâmico antiderrapante nas áreas internas;Piso rústico de alta resistência no salão térreo;Revestimentos cerâmicos em áreas molhadas (banheiros e cozinha).EsquadriasPortas e janelas de alumínio anodizado ou madeira tratada, com ventilação cruzada;Porta principal de acesso com vão livre para acessibilidade universal.Instalações Elétricas e HidrossanitáriasInstalações elétricas embutidas, com pontos de energia e iluminação conforme NBR 5410;Instalações hidráulicas e sanitárias em PVC e louças padrão econômico;Reservatório superior com capacidade mínima de 500 litros.AcessibilidadeEscada de acesso com corrimão e piso antiderrapante;Banheiro acessível no térreo;Portas com largura mínima de 80 cm;Circulação livre de obstáculos e áreas de manobra.Ventilação e IluminaçãoVentilação natural cruzada em todos os ambientes;Iluminação natural privilegiada por aberturas amplas e janelas basculantes;Iluminação elétrica reforçada em áreas de atividade coletiva.Acabamento Final e PaisagismoPintura ecológica em tons neutros e terrosos, integrando o espaço ao entorno natural;Pequeno jardim frontal com plantas sagradas e ervas medicinais de uso ritual;Espaço externo para convivência comunitária e brincadeiras livres. Com a construção do Galpão Cultural da Casa de Cambinda, as ações do Quintal da Ere Joana deixarão de ter caráter eventual para se tornarem permanentes e estruturadas, permitindo a ampliação do público atendido, o fortalecimento das atividades formativas e o estímulo à continuidade dos saberes tradicionais de matriz africana na região.

Especificação técnica

A) PRODUTO: OFICINASAs oficinas semanais serão o eixo central do projeto, promovendo experiências formativas e expressivas fundamentadas na Pedagogia de Terreiro e na Orixalidade.As atividades ocorrerão de forma contínua, envolvendo capoeira, arte e culinária afro-brasileira, voltadas a crianças, jovens e famílias da comunidade.Oficinas de Capoeira (3x por semana): práticas corporais e musicais que unem ritmo, ancestralidade e convivência comunitária, conduzidas por mestres e instrutores da Casa de Cambinda.Oficinas de Arte e Culinária Afro-brasileira (1x por semana): criação de peças artísticas, pinturas e culinária simbólica inspirada nos Orixás (Ogum, Xangô, Oyá, Oxóssi, Oxum, Obaluaiê, Yemanjá, entre outros), integrando saberes tradicionais e práticas educativas.Formação Artística e Cultural: os participantes serão estimulados a compreender a arte como instrumento de identidade, memória e expressão, desenvolvendo autonomia criativa e valorização das heranças culturais afro-brasileiras.As oficinas serão adaptadas às faixas etárias e níveis de experiência, garantindo a participação inclusiva e respeitosa de todos os públicos.B) PRODUTO: VIVÊNCIAAs vivências culturais propõem momentos de partilha e aprendizado coletivo, promovendo o encontro entre gerações e o fortalecimento das narrativas orais e dos cuidados ancestrais.Contação de Histórias e Itans: rodas conduzidas por griôs, mestres e Pretos Velhos, que narram mitos e histórias da tradição afro-brasileira, promovendo o reconhecimento da ancestralidade como fonte de sabedoria.Cuidados Ancestrais: oficinas de banho de ervas, cerâmica, bordado e rodas de conversa, que fortalecem o bem-estar físico, emocional e espiritual da comunidade.Trocas Intergeracionais: espaços de escuta e diálogo entre crianças, jovens e adultos, reforçando a transmissão de saberes e práticas tradicionais.Essas vivências ampliam o acesso à cultura de terreiro, fortalecem vínculos comunitários e reafirmam o valor da oralidade e da convivência como formas legítimas de aprendizado cultural.C) PRODUTO: MANUTENÇÃO DAS AÇÕESA manutenção das ações culturais compreende a realização das giras quinzenais e dos xirês mensais, momentos fundamentais para a preservação das tradições afro-brasileiras e para o fortalecimento espiritual e coletivo da comunidade.Giras Quinzenais: encontros abertos, conduzidos pela comunidade do terreiro, com música, cânticos, dança e celebrações voltadas aos ancestrais.Xirês Mensais: celebrações que reúnem os participantes das oficinas e vivências, promovendo a integração entre arte, espiritualidade e cultura popular.Essas ações mantêm viva a prática comunitária e ritualística da Casa de Cambinda, assegurando a continuidade das tradições e o fortalecimento do pertencimento cultural.D) PRODUTO: REGISTROO registro e difusão das ações serão realizados de forma sistemática, assegurando a memória, documentação e visibilidade das práticas desenvolvidas no projeto.Documentação Audiovisual e Fotográfica: registro dos processos, depoimentos e celebrações, respeitando as especificidades e os ritos da comunidade.Relatórios e Materiais Visuais: produção de relatórios descritivos e visuais que apresentarão os resultados obtidos, o impacto social e cultural das atividades e as práticas pedagógicas adotadas.Difusão: divulgação dos resultados em canais de comunicação da Casa de Cambinda e parceiros, ampliando o alcance e a valorização das práticas de terreiro enquanto patrimônio cultural imaterial.O registro tem caráter educativo e de salvaguarda, contribuindo para a continuidade das ações e o fortalecimento da memória ancestral do território.

Acessibilidade

O projeto reconhece o direito de todos os cidadãos ao acesso pleno às manifestações culturais, conforme o disposto na Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência) e nas diretrizes da Lei Rouanet. Assim, adota medidas de acessibilidade em todas as etapas de execução, garantindo participação, autonomia e respeito à diversidade.Acessibilidade Física e EstruturalAs oficinas e vivências serão realizadas em espaços da Casa de Cambinda, que dispõem de áreas planas e rampas de acesso, facilitando a circulação de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.Serão priorizados locais com banheiros acessíveis, áreas cobertas e ventiladas, permitindo conforto e segurança para todos os públicos.Durante atividades externas (como brincadeiras e vivências na natureza), haverá acompanhamento de monitores para apoio e condução segura das pessoas com deficiência.Acessibilidade ComunicacionalA equipe realizará mediação cultural acessível, utilizando linguagem simples, inclusiva e respeitosa, com ênfase na oralidade, gesto e ritmo, elementos já intrínsecos à Pedagogia de Terreiro.Sempre que possível, será oferecida interpretação em Libras em eventos de maior público, como giras, apresentações e encontros coletivos.As comunicações visuais e materiais informativos (banners, redes sociais e vídeos) utilizarão descrição textual e contrastes adequados, garantindo legibilidade e compreensão.Acessibilidade Atitudinal e SocialA equipe do projeto passará por sensibilização e orientação quanto ao atendimento inclusivo e respeito às diferenças.O Plano de Acessibilidade do projeto “Quintal da Ere Joana” busca garantir participação plena, equidade e respeito às diversidades nas práticas culturais afro-brasileiras. A proposta reafirma o direito à cultura como direito humano e instrumento de cidadania, alinhando-se à Lei nº 8.313/91, à Lei nº 13.146/15 e ao Decreto nº 11.453/23.

Democratização do acesso

Democratização de AcessoIN 01/22Art. 23 O Plano de Distribuição da proposta deve assegurar a democratização do acesso (Anexo I) aos produtos, bens, serviços e ações culturais produzidos, contendo:I - estimativa da quantidade de beneficiários, observados, em caso de geração de receita com a venda dos produtos culturais, os seguintes limites:a)_no mínimo de vinte por cento para distribuição gratuita com caráter social, educativo ou formação artística, sendo o proponente responsável pela disponibilização do transporte e em toda distribuição gratuita de ingresso na bilheteria deverá divulgar dia e hora marcados; Critérios de Seleção O acesso aos produtos será livre, sem cobrança de ingressos.Disponibilizaremos as informações de matricula (quando necessário) e agenda nos pontos públicos, como escolas, praças públicas, centros do CRAAS, casa de cultura e afins.Ampliação de Acesso:IN 01/22Art. 24. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso (Anexo I):II - disponibilizar na internet, redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, saraus, slam e de outros eventos de caráter presencial, acompanhado com libras e audiodescrição;

Ficha técnica

Nicolly Lara Marinelli - Iyalorixá da Casa de Cambinda, educadora do projeto, produtora artística, produtora executivahttps://www.instagram.com/nicollylara/Thaisa Viana - Produtora Culturalhttps://www.instagram.com/thaivfarias/Ariana Alves Duarte - Iyalorixá da Tenda de Umbanda Cacique Pena Vermelha - consultora e educadora popularhttps://www.instagram.com/makumbaaye?igsh=MnJ4dDM3c205NGMx Wescley Araújo - Babá da Tenda de Umbanda Cacique Pena Vermelha - consultor e educador musicalhttps://www.instagram.com/baba_wescley?igsh=MXRyNzFleTIwOHoxOQ==Nathalia Mendonça - educadora popularSandra Regina Alberti - Designer e mídias sociaishttps://www.instagram.com/kaiowasandrinha?igsh=Yml2dXVhcnk5ZnExNancy Alberti - cozinheira, responsável pela alimentação das criançashttps://www.instagram.com/nancy.rpa?igsh=MXV2dGRzdzZuMWgyeg==

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.