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A fé e a devoção popular são elementos centrais da cultura brasileira, especialmente nas regiões de forte tradição católica. Em Minas Gerais, a religiosidade assume contornos históricos, artísticos e sociais que se entrelaçam com o próprio desenvolvimento de seus territórios. Um exemplo vivo dessa confluência é a Caminhada do Nosso Senhor do Bom Jesus, uma peregrinação realizada há décadas por moradores do município de Igarapé (MG) com destino ao Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO.A caminhada ocorre anualmente na semana que antecede a Semana Santa, reunindo dezenas de fiéis em um trajeto de fé, espiritualidade e resistência cultural. Apesar de sua importância simbólica e afetiva, a tradição carece de registro, salvaguarda, sistematização e visibilidade cultural, estando em risco de esvaziamento ao longo dos anos.Este projeto propõe levantar, historiar, registrar e estruturar essa Rota de Peregrinação, reconhecendo seu valor enquanto expressão do patrimônio imaterial mineiro e transformando-a em uma Rota Cultural-Religiosa de Interesse Público, com foco na preservação, transmissão e difusão dessa tradição popular.
OBJETIVO GERALValorizar, salvaguardar e difundir a tradicional caminhada de fé realizada por moradores de Igarapé (MG) até Congonhas (MG), por meio de pesquisa histórica, registro audiovisual, sinalização cultural, ações pedagógicas e atividades artístico-culturais ao longo da rota, transformando a peregrinação em um bem cultural reconhecido e acessível. OBJETIVOS ESPECÍFICOS.Realizar levantamento histórico, iconográfico e oral sobre a origem, desenvolvimento e características da Caminhada;.Desenvolver e distribuir um guia cultural da Rota, impresso e digital, com mapas, QR Codes, orações e trilhas sonoras;.Implantar sinalização cultural e interpretativa ao longo do trajeto;.Promover ações educativas nas escolas da região com oficinas e rodas de conversa sobre fé, patrimônio imaterial e cultura popular;.Articular a solicitação de registro da Rota como bem cultural imaterial junto aos órgãos municipais e estaduais de patrimônio;.Estimular a valorização da memória coletiva e o turismo de base comunitária vinculado à fé, à arte e à cultura.
A "Rota Caminhada do Nosso Senhor do Bom Jesus" representa um importante acervo vivo da cultura popular mineira, cuja força simbólica e espiritual se mantém ativa pela ação dos próprios moradores, especialmente da cidade de Igarapé. Trata-se de uma prática que articula fé, sacrifício, devoção e identidade, refletindo o modo de viver e crer de uma comunidade que resiste ao apagamento de suas tradições.Apesar de sua relevância, a Caminhada carece de reconhecimento institucional, estrutura cultural, sinalização e mecanismos de salvaguarda, o que compromete sua permanência a longo prazo. A ausência de registros formais, roteiros acessíveis e inserção em políticas de patrimônio tornam urgente a elaboração de um projeto que documente, valorize e compartilhe essa expressão do patrimônio imaterial.O projeto também contribui diretamente para o fortalecimento do turismo religioso e cultural em Minas Gerais, integrando cidades como Igarapé, Congonhas e outras localidades do trajeto em uma proposta de rota cultural viva. Ao mesmo tempo, propõe um diálogo com as escolas, os artistas locais, as paróquias e as comunidades envolvidas, promovendo educação patrimonial, participação social e acesso à cultura.Alinhado à Lei Federal de Incentivo à Cultura, o projeto atende aos objetivos de preservação do patrimônio imaterial, promoção do acesso à cultura e valorização das manifestações populares, conforme o Art. 1º e Art. 3º da Lei nº 8.313/91. Sua implementação permitirá a permanência de uma tradição histórica com novas ferramentas de difusão, linguagem e participação comunitária, assegurando sua continuidade para as próximas gerações
O projeto “Rota Caminhada do Nosso Senhor do Bom Jesus” assegura o compromisso com a inclusão e a acessibilidade plena, contemplando medidas de acessibilidade física e acessibilidade de conteúdo em todas as suas atividades presenciais e materiais produzidos.Acessibilidade FísicaDurante as ações culturais — como rodas de conversa, oficinas, atividades escolares, encontros de lançamento e a exposição itinerante — serão asseguradas condições de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Entre as medidas previstas estão:Realização das atividades em espaços públicos e privados com infraestrutura acessível, incluindo rampas, banheiros adaptados e sinalização tátil quando disponível;Identificação e sinalização de percursos alternativos da Rota para possível participação simbólica e segura de pessoas com mobilidade reduzida;Disponibilização de cadeiras, áreas de descanso e suporte voluntário durante os eventos com maior fluxo de público;Priorização de parcerias com instituições que possuam certificação de acessibilidade arquitetônica.Acessibilidade de ConteúdoTodos os materiais produzidos pelo projeto (exposição itinerante, guia cultural impresso e digital, materiais pedagógicos) serão adaptados com recursos de acessibilidade comunicacional, a fim de promover a compreensão ampla dos conteúdos pelas mais diversas audiências. Entre as ações previstas estão:Tradução dos principais textos e legendas do guia cultural e da exposição para Libras (via QR Code com vídeos acessíveis);Versão em áudio do guia cultural com informações históricas e religiosas para acesso por pessoas com deficiência visual;Transcrição em Braille dos conteúdos principais da exposição e orações presentes no guia impresso;Adaptação textual com uso de linguagem simples e acessível para facilitar a compreensão por públicos com diferentes níveis de letramento;Disponibilização digital do guia com compatibilidade para leitores de tela;Inclusão de elementos táteis (relevo, miniaturas ou maquetes em MDF/acetato) na exposição itinerante para visitas sensoriais.O projeto seguirá as diretrizes da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e das normas técnicas da ABNT NBR 9050 e 14273, reafirmando seu compromisso com a construção de uma cultura acessível, participativa e inclusiva.
DEMOCRATIZAÇÃO DE ACESSOO projeto “Rota Caminhada do Nosso Senhor do Bom Jesus” está comprometido com a universalização do acesso à cultura, especialmente nas comunidades diretamente envolvidas na peregrinação e nos territórios vizinhos. Todas as ações serão gratuitas e pensadas para garantir ampla participação popular, formação cultural e acesso digital acessível.Acesso Gratuito e ParticipativoTodas as atividades do projeto — oficinas, rodas de conversa, caminhadas simbólicas, encontros formativos e ações comunitárias — serão inteiramente gratuitas, abertas ao público e realizadas em espaços acessíveis;O Guia Cultural da Rota será distribuído gratuitamente a escolas, igrejas, centros culturais, bibliotecas comunitárias e grupos religiosos dos municípios participantes;A versão digital do guia será disponibilizada em formato PDF gratuito, com recursos de acessibilidade, para download em sites institucionais e redes sociais do projeto e dos parceiros.Oficinas Culturais e Ações EducativasSerão realizadas oficinas paralelas em escolas públicas e centros comunitários, com foco na educação patrimonial, memória coletiva, religiosidade popular e cartografia afetiva;As atividades serão conduzidas por artistas, educadores e agentes culturais locais, promovendo formação e valorização das culturas de base comunitária;Essas oficinas estimularão a apropriação simbólica da Rota por crianças e jovens, fortalecendo a identidade local e o sentimento de pertencimento.Difusão Digital e Acessibilidade OnlineO conteúdo do Guia Cultural será adaptado para leitura por leitores de tela, com versão em áudio e em linguagem simples, garantindo acessibilidade para pessoas com deficiência visual e dificuldades de leitura;O projeto prevê a criação de QR Codes impressos nos materiais físicos que redirecionem o público a conteúdos extras digitais (orações, mapas interativos, trilhas sonoras, depoimentos);As rodas de conversa e oficinas selecionadas serão transmitidas ao vivo ou gravadas, promovendo o acesso remoto por pessoas de outras cidades, estados ou em situação de mobilidade reduzida.
CCoordenador GeralResponsável pela coordenação estratégica, administrativa e cultural do projeto. Acompanha todas as etapas, articula parcerias e garante o cumprimento dos objetivos.Profissional com experiência em gestão cultural, projetos comunitários ou patrimônio imaterial.Produtor ExecutivoResponsável pelo planejamento operacional, logística, cronograma, pagamentos e prestação de contas.Profissional com experiência em produção cultural e execução de projetos incentivados.Pesquisador de CampoConduz entrevistas, coleta relatos, fotos, documentos e dados históricos. Organiza o dossiê da tradição local.Historiador, antropólogo, educador ou agente cultural com experiência em pesquisa de campo e cultura popular.Designer GráficoCriação visual do Guia da Rota, materiais educativos e recursos digitais acessíveis.Profissional com domínio de ferramentas de design e sensibilidade cultural.Revisor e RedatorResponsável pela produção textual dos materiais (guias, materiais educativos, conteúdos institucionais), revisão gramatical e adaptação em linguagem acessível.Jornalista - redator cultural ou escritor com experiência editorial.Educador CulturalFacilita as oficinas e rodas de conversa, conecta o conteúdo à realidade das escolas e comunidades.Pedagogo, professor de artes ou arte-educador com atuação em projetos sociais e educativos.Consultor em AcessibilidadeGarante a produção de materiais em formatos acessíveis (Libras, Braille, audiodescrição).Profissional ou instituição com atuação em acessibilidade cultural.Comunicador/Responsável pela DifusãoCoordena a comunicação do projeto, atualiza redes sociais, organiza a distribuição digital dos produtos.Comunicador, produtor de conteúdo ou gestor de mídias digitais com experiência em cultura.Auxiliar de ProduçãoApoia a equipe nas atividades logísticas, atendimento ao público e montagem de ações presenciais.Jovem ou profissional da própria comunidade envolvida no projeto. APOIO INSTITUCIONAL (não remunerado via projeto)Paróquia de Igarapé / Paróquia de CongonhasEscolas públicas municipais e estaduais da regiãoPrefeituras e Secretarias Municipais de Cultura e EducaçãoInstituições religiosas e associações comunitárias locais
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.