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PRONAC 2513858Autorizada a captação total dos recursosMecenato

400 ANOS DAS MISSÕES - PROGRAMAÇÃO CULTURAL, ARTÍSTICA E HISTÓRICA

FRANCISCO EMILIO MIRON ROLOFF
Solicitado
R$ 5,68 mi
Aprovado
R$ 5,68 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Eficiência de captação

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Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Datas comemorativas nacionais c/ calendários específicos: Natal, Ano Novo, Páscoa e Festas Populares
Ano
25

Localização e período

UF principal
RS
Município
Ijuí
Início
2026-01-01
Término
2027-02-20
Locais de realização (27)
Bossoroca Rio Grande do SulCaibaté Rio Grande do SulCerro Largo Rio Grande do SulDezesseis de Novembro Rio Grande do SulEntre-Ijuís Rio Grande do SulEugênio de Castro Rio Grande do SulGarruchos Rio Grande do SulGiruá Rio Grande do SulGuarani das Missões

Resumo

O Presente projeto, intitulado "400 ANOS DAS MISSÕES - PROJETO CULTURAL, ARTÍSTICO E HISTÓRICO", representa um marco de profundo significado para a cultura, a história e a identidade do sul do Brasil. Este projeto nasce com o propósito de reacender memórias ancestrais, valorizar o patrimônio imaterial que moldou gerações e abrir caminhos para o reconhecimento da sabedoria do povo guarani e da experiência missioneira como pilares vivos da formação do território existente muito antes da formação do Estado do Rio Grande do Sul.

Sinopse

Linha do tempo A história das Missões Jesuítico-Guarani no sul da América é uma travessia que une fé, cultura, resistência e uma profunda busca por dignidade. No alvorecer do século XVII, enquanto o continente era fatiado por tratados e conquistas, a Companhia de Jesus iniciava sua missão entre os povos indígenas da Bacia do Prata. A partir de 1609, com a fundação da Província Jesuítica do Paraguai, os padres jesuítas passaram a organizar os aldeamentos conhecidos como “reduções”, estruturas comunitárias que visavam tanto a evangelização quanto a proteção dos indígenas frente à escravidão imposta pelas frentes colonizadoras. Rubén Bareiro Saguier destaca esse modelo como um dos mais originais da história latino-americana, por propor uma convivência baseada na coletividade, no ensino e na produção cultural, respeitando a língua e a lógica simbólica dos povos guarani. Em 1626, os padres Roque González, Afonso Rodrigues e João de Castilho fundaram a redução de São Nicolau, às margens do rio Piratini. Esse marco representou o início da presença missioneira no território que viria a ser o atual Estado do Rio Grande do Sul. A proposta de vida comunitária, aliada à preservação da língua guarani e ao acolhimento espiritual, atraiu milhares de indígenas. Pouco tempo depois, em 1628, os três padres foram mortos na redução de Caaró por lideranças indígenas contrárias à presença cristã. O martírio desses homens, posteriormente canonizados, tornaria-se símbolo da dedicação dos jesuítas à missão sul-americana. Entre 1630 e 1680, mesmo diante das invasões bandeirantes e da destruição de diversas reduções, os missioneiros reorganizaram sua atuação, estabelecendo um novo ciclo de expansão. Recuaram para territórios mais protegidos, consolidando dezenas de novas reduções que passaram a formar um complexo de vida comunitária com surpreendente organização econômica, política e artística. A produção agrícola era planejada coletivamente, as decisões políticas passavam por assembleias, a alfabetização era ensinada em guarani, e os espaços comunitários abrigavam orquestras, escolas e oficinas de escultura. Darcy Ribeiro classificou esse sistema como um dos mais admiráveis esforços de construção de uma sociedade alternativa já realizados nas Américas. Foi entre 1682 e 1730 que se consolidaram os chamados Sete Povos das Missões no território gaúcho: São Nicolau, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São João Batista, São Luiz Gonzaga, São Francisco de Borja e Santo Ângelo Custódio. Esses núcleos contavam com uma impressionante infraestrutura de pedra, madeira e conhecimento coletivo. A igreja de São Miguel Arcanjo, concluída em 1706, tornou-se o símbolo mais expressivo dessa fusão entre o barroco europeu e a arte indígena. Com torres robustas, colunas talhadas e frontões detalhados, esse templo ainda hoje impressiona por sua monumentalidade. Manoel de Oliveira Figueiredo, ao estudar os registros das reduções, observa que a alfabetização nas Missões superava, em alguns casos, a média de leitura da Europa ibérica, e que os guaranis detinham domínio sobre práticas de saúde, música erudita, astronomia e organização agrícola. No entanto, em 1750, um novo e brusco ponto de inflexão marcaria a trajetória das Missões. O Tratado de Madri, assinado entre Portugal e Espanha, redesenhou as fronteiras coloniais e determinou que os Sete Povos passassem ao controle da Coroa Portuguesa. A condição era que os indígenas se retirassem de suas terras e atravessassem o rio Uruguai. A decisão gerou uma das mais emblemáticas resistências da história indígena sul-americana. Sob a liderança dos caciques Sepé Tiaraju e Nicolau Nheenguiru, os guaranis recusaram o deslocamento forçado e ergueram a defesa de suas comunidades. Foi nesse contexto que Sepé pronunciou a frase que ecoa até hoje com força e dignidade: “Esta terra tem dono”. A Guerra Guaranítica, entre 1754 e 1756, resultou em intensos combates entre os guaranis e as tropas luso-espanholas. Mesmo com preparo militar inferior, os indígenas resistiram com coragem e estratégia. Em fevereiro de 1756, Sepé Tiaraju foi morto em emboscada. Dias depois, na Batalha de Caiboaté, cerca de 1.500 guarani foram massacrados. Eduardo Galeano considera essa batalha um dos primeiros movimentos de libertação no continente americano, por defender a terra como expressão da alma coletiva. A derrota marcou o início do colapso das reduções no sul do Brasil. A situação agravou-se em 1767, com a expulsão da Companhia de Jesus dos domínios espanhóis por ordem do rei Carlos III. Sem os jesuítas, as reduções perderam seus mediadores, e muitos guarani foram escravizados, mortos ou forçados à dispersão. Alceu Amoroso Lima interpreta essa ruptura como o fim brutal de uma experiência cristã comunitária que ousou contrariar os interesses econômicos da colônia. Durante os séculos XIX e XX, o território missioneiro foi gradualmente silenciado na memória oficial. As ruínas das igrejas foram cobertas pelo mato, e a história das reduções desapareceu dos currículos escolares. Apenas no final do século XIX e ao longo do século XX, com o fortalecimento do movimento regionalista no Rio Grande do Sul, as Missões voltaram a despertar interesse. Pesquisadores como Teodoro Sampaio, Guido Mondin, Mário de Andrade, Moacyr Flores e Luciano Borges Ribeiro passaram a reconhecer a importância da experiência missioneira não apenas como curiosidade histórica, mas como um projeto social e cultural inovador, de grande valor civilizatório. Em 1983, a Igreja de São Miguel Arcanjo foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. O reconhecimento projetou as Missões no cenário internacional e impulsionou iniciativas de preservação, como a criação do Museu das Missões, com acervo reunido sob curadoria de Lúcio Costa. Este gesto marcou o início de uma nova era de valorização da herança missioneira, agora entendida como patrimônio de todos os povos. O futuro precisa ser construído no presente Dar visibilidade a esse legado significa restituir dignidade à memória guarani, reconhecer os valores de uma experiência social pioneira e recolocar o sul do Brasil no mapa das grandes narrativas da civilização humana. O projeto dos 400 anos das Missões Jesuítico-Guarani se insere nesse compromisso: o de iluminar uma história que não se encerra no passado, mas se projeta no presente e inspira o futuro. Este projeto busca retratar um panorama geral da origem das Missões na América Latina, a chegada dos jesuítas, o contato com os guaranis, a relação com Espanha e Portugal e o estilo de vida Guarani. Não se tem conhecimento de montagens atuais com embasamento histórico do “jeito de ser Missioneiro e a origem disso”, desta forma, o objetivo deste projeto será preencher esta lacuna, abordando o tema de forma simples com uma linguagem de fácil compreensão a aqueles que a prestigiarem. Diante da profundidade histórica, da complexidade simbólica e da permanência cultural das Missões Jesuítico-Guarani — conforme abordado ao longo deste projeto —, torna-se fundamental incorporar ações que articulem memória e sensibilidade, conhecimento e emoção. Neste sentido, desenvolve-se a formação humana pelo viés cultural, pois o acesso à arte e a cultura ampliam o conhecimento e tornam as pessoas mais sensíveis, além de tornar-se uma ferramenta de inserção social que por meio das experiências vividas vem sendo muito importante para o desenvolvimento da sociedade. Estas ações possibilitam acesso à cultura despertando o imaginário, a criticidade, a sensibilidade, a apreciação, o senso da estética das pessoas.

Objetivos

Objetivo Geral:Celebrar a Memória, o Legado, a Valorização e a Preservação do Patrimônio Material e Imaterial das Missões Jesuíticas-Guarani do Rio Grande do Sul, neste marco de 400 anos de história, através de uma vasta programação Cultural, Artística e Histórica, nos 27 municípios que compõem este o território, dentre eles o Município de São Miguel das Missões, Patrimônio Histórico da Humanidade. Objetivo Específico: Realizar programação Cultural e Artística, valorizando artistas regionais das áreas da música e do teatro, além de grupos musicais Guarani, nas seguintes localidades: 7 POVOS DAS MISSÕES (TERRITÓRIOS HISTÓRICOS NO RS)1 _ MUNICÍPIO DE SÃO NICOLAU (São Nicolau _ 1626)2 _ MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DAS MISSÕES (São Miguel Arcanjo _ 1632)3 _ MUNICÍPIO DE SÃO BORJA (São Francisco de Borja _ 16824 _ MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA (São Luiz Gonzaga _ 1687 e São Lourenço _ 1690)*5 _ MUNICÍPIO DE ENTRE-IJUÍS (São João Batista _ 1697)6 _ MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO (Santo Ângelo Custódio _ 1706)(* O território atual do Município de São Luiz Gonzaga abriga 2 localidades do histórico contexto dos 7 povos das Missões: São Luiz Gonzaga e São Lourenço Mártir) MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS DAS MISSÕES - AMM7 _ MUNICÍPIO DE BOSSOROCA8 _ MUNICÍPIO DE CAIBATÉ9 _ MUNICÍPIO DE CERRO LARGO10 _ MUNICÍPIO DE DEZESSEIS DE NOVEMBRO11 _ MUNICÍPIO DE EUGÊNIO DE CASTRO12 _ MUNICÍPIO DE GARRUCHOS13 _ MUNICÍPIO DE GIRUÁ14 _ MUNICÍPIO DE GUARANI DAS MISSÕES15 _ MUNICÍPIO DE ITACURUBI16 _ MUNICÍPIO DE MATO QUEIMADO17 _ MUNICÍPIO DE PIRAPÓ18 _ MUNICÍPIO DE PORTO XAVIER19 _ MUNICÍPIO DE ROLADOR20 _ MUNICÍPIO DE ROQUE GONZALES21 _ MUNICÍPIO DE SALVADOR DAS MISSÕES22 _ MUNICÍPIO DE SANTO ANTÔNIO DAS MISSÕES23 _ MUNICÍPIO DE SÃO PAULO DAS MISSÕES24 _ MUNICÍPIO DE SÃO PEDRO DO BUTIÁ25 _ MUNICÍPIO DE SETE DE SETEMBRO26 _ MUNICÍPIO DE UBIRETAMA27 _ MUNICÍPIO DE VITÓRIA DAS MISSÕES

Justificativa

A celebração dos 400 anos das Missões Jesuítico-Guarani representa um marco de profundo significado para a cultura, a história e a identidade do sul do Brasil. Este projeto nasce com o propósito de reacender memórias ancestrais, valorizar o patrimônio imaterial que moldou gerações e abrir caminhos para o reconhecimento da sabedoria guarani e da experiência missioneira como pilares vivos da formação do nosso território. Muito antes da chegada dos jesuítas, os guaranis já viviam de forma harmônica com a natureza, regidos por uma cosmovisão que enxergava na terra, nos rios e nos animais manifestações sagradas. A noção de "tekoá", lugar de ser, ia muito além do simples habitar: envolvia uma forma de viver, um pacto espiritual com o ambiente e a coletividade. A língua guarani foi preservada e oficializada nos registros missioneiros; a música indígena foi incorporada à liturgia cristã; a escultura e a arquitetura adaptaram os elementos tradicionais da arte guarani ao barroco europeu. Assim, nasceu uma estética missioneira própria _ síntese viva entre dois mundos. O lado cultural das populações originárias nunca se dissolveu por completo. Pelo contrário, segue presente no modo de falar, nas expressões artísticas, nas danças, nos nomes de rios, nos traços faciais da população e na espiritualidade sincrética de muitos sul-rio-grandenses. O território das Missões guarda ecos de um tempo em que a fé, a arte e o coletivo formaram uma teia de relações singulares. Esse passado ainda respira nos monumentos de pedra, nas danças, nos cantos, nas narrativas e no idioma que atravessa séculos. Ao propor uma programação cultural que une arte, espiritualidade, educação e memória, este projeto transforma o quadricentenário em uma ponte entre tempos — convidando as novas gerações a mergulharem nesse universo vibrante e, ao mesmo tempo, ferido. Essa celebração é também um gesto de reconhecimento. Reconhecimento da luta dos povos originários, da resistência cultural que sobrevive ao apagamento e da riqueza histórica que o mundo precisa redescobrir. É um momento para reunir comunidades, artistas, estudiosos, lideranças indígenas e o público em geral em torno de uma vivência profunda, sensível e transformadora. Ao longo das ações propostas, o projeto pretende iluminar o valor simbólico das Missões, provocar reflexões sobre sua herança e fortalecer o elo entre passado e presente. Uma oportunidade para aprender, sentir e celebrar uma história que continua viva — e que pertence a todos. A cultura guarani possui um sistema filosófico e religioso sofisticado, centrado no conceito de "Yvy marã ey" _ a "Terra sem Mal", lugar de justiça, harmonia e abundância que se busca espiritualmente. O antropólogo Eduardo Viveiros de Castro destaca que o modo de vida guarani "não é primitivismo, mas outra forma de civilização, regida por códigos éticos próprios e um profundo respeito pela natureza" (CASTRO, 2002, p. 78). Durante o período missioneiro, os guaranis preservaram sua língua, reconhecida pelos próprios jesuítas como essencial para o ensino da fé. Em 1639, a Carta Apostólica "Insuper universas", do Papa Urbano VIII, autorizou oficialmente o uso do guarani como língua litúrgica, o que, segundo Alden Kuhn, "foi um passo decisivo para a construção de uma identidade cultural híbrida, onde o indígena não desapareceu, mas passou a coexistir com os símbolos europeus" (KUHN, 2015, p. 112). As produções artísticas _ esculturas, música, arquitetura _ revelam essa simbiose. A orquestra missioneira de São Miguel Arcanjo, por exemplo, contava com instrumentos construídos pelos próprios indígenas, a partir de modelos trazidos da Europa, conforme descrito nos registros do Padre Sepp, em suas "Viagens ao Brasil": "Os índios tocavam com tanta perícia o violino e a harpa, que ultrapassavam em técnica muitos músicos alemães" (SEPP, 1732, apud MENESES, 1997, p. 203). No coração do continente sul-americano, entre os rios e as matas que hoje formam partes do Brasil, Paraguai e Argentina, floresceu uma das experiências sociais mais marcantes da história colonial: as Missões Jesuítico-Guarani. A partir de 1626, quando os primeiros padres da Companhia de Jesus chegaram à região, iniciou-se um processo de encontro — e construção — entre mundos. De um lado, os ideais religiosos e pedagógicos trazidos pelos jesuítas europeus; de outro, a cosmovisão profunda, rica e ancestral dos povos guaranis. Esse encontro gerou um modelo comunitário inédito. Surgiram as chamadas "reduções", aldeamentos organizados onde milhares de indígenas passaram a viver sob uma lógica de coletividade, trabalho partilhado, evangelização e intensa produção cultural. Durante cerca de 150 anos, entre as florestas missioneiras, se desenvolveu um sistema que mesclava espiritualidade, educação, agricultura avançada, organização política autônoma e uma expressiva atividade artística — especialmente na música, na escultura e na arquitetura. Ao todo, foram fundadas mais de 30 reduções, das quais sete se localizavam no atual território do Rio Grande do Sul. Nessas comunidades, a língua guarani era preservada como língua oficial, as decisões eram tomadas em assembleia, e a produção agrícola sustentava toda a população local, com excedentes destinados à troca com outros povoados. As oficinas de música e arte sacra formaram verdadeiras escolas de ofício, onde os indígenas não só aprendiam, como criavam, reinterpretando o cristianismo sob sua ótica e expressão simbólica. O sistema missioneiro encantou visitantes europeus, inquietou autoridades coloniais e provocou reações violentas por parte de interesses econômicos que viam nas reduções um obstáculo à escravização dos indígenas. Em 1756, com a assinatura do Tratado de Madri e a imposição da transferência dos Sete Povos das Missões para o controle português, iniciou-se uma série de conflitos que culminariam em um trágico episódio, marcando o declínio das reduções no sul do Brasil. Mas o fim físico das Missões não significou seu desaparecimento. Muito pelo contrário, o espírito missioneiro sobreviveu nos cânticos, nos rituais, nas palavras, nos modos de viver e na força das comunidades que até hoje habitam essa região. Resistiu ao tempo e ao apagamento. E nos convida, agora, quatro séculos depois, a rever essa história com um olhar mais justo, mais sensível e mais plural. O Projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91:I. contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II. promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III. apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV. proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V. salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI. preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VII. desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII. estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX. priorizar o produto cultural originário do País.O Projeto se enquadra nos seguintes objetivos do Art. 3º da norma acima citada:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;

Estratégia de execução

O projeto “400 Anos das Missões Jesuítico-Guarani” celebra um dos capítulos mais significativos da formação cultural, espiritual e histórica do sul do Brasil. A iniciativa propõe reacender a memória ancestral dos povos guarani e valorizar o legado das reduções jesuíticas, reconhecendo-as como experiências únicas de convivência, arte, fé e resistência.Mais do que uma comemoração, trata-se de um gesto de reconhecimento e reparação histórica. O projeto articula ações educativas, artísticas e patrimoniais que unem passado e presente, transformando o quadricentenário em um espaço de reflexão e celebração da diversidade cultural brasileira.Como eixo simbólico central, será instalado o Monumento Guarani-Missioneiro em 27 municípios das Missões, além de Brasília e Porto Alegre. Cada escultura representa o diálogo entre memória e presença, traduzindo visualmente a harmonia entre o legado jesuítico e a cosmovisão guarani — um encontro entre mundos que moldou nossa identidade.Inspirado em pensadores como Eduardo Viveiros de Castro, Néstor García Canclini e Pierre Nora, o projeto entende o patrimônio como processo vivo, instrumento de cidadania e poesia social. Assim, cada monumento se torna um lugar de memória, reativando vínculos culturais, promovendo pertencimento e fortalecendo o turismo, a economia criativa e o acesso democrático à cultura.“400 Anos das Missões Jesuítico-Guarani” é, acima de tudo, um convite à sensibilidade e à escuta. Uma celebração da Terra Sem Mal – ideal guarani de harmonia e justiça – e da força de um povo que segue presente, reafirmando sua história como parte essencial do futuro.

Especificação técnica

Todas as ações são espetáculos culturais que não necessitam de descrição ou resumo, porque se autodefinem, da mesma forma, não há classificação indicativa.As informações pertinentes de cada artista ou grupo, estão contidas na ficha técnica.

Acessibilidade

Buscando promover o acesso ao conteúdo do projeto, serão tomadas as seguintes medidas de acessibilidade:Acessibilidade FÍSICA: Para acesso a todas as dependências onde acontecerão as ações do projeto, cabe destacar que as estruturas gerais, de palco, camarins, espaço de público, circulação, entre outros, terão completa acessibilidade.Acessibilidade de CONTEÚDO: Para todas as programações estão sendo disponibilizados ingressos gratuitos. Desta forma, buscou-se a inclusão de intérpretes de libras para todas os atos formais, visando alcançar o público surdo, o qual representa uma boa parcela da população brasileira.Acessibilidade para PCD INTELECTUAIS: Para atender com plenitude esta área importante do projeto, serão inseridos no projeto, monitores treinados e capacitados para atendimento e acompanhamento. Da mesma forma, buscando a acessibilidade do público deficiente visual, buscou-se a inserção de apresentadores acostumados com este evento os quais seguirão uma roteirização adequada a este público.Todo conteúdo publicado em canais do YouTube oficiais do projeto terá tradução de intérpretes de libras.

Democratização do acesso

Todo acesso ao projeto será gratuiito, em todas as programações;Será auutorizada a gravação de toda a programação para a veiculação em emissoras públicas;A Programação adotará divulgação em meios de comunicação regionais, estaduais e nacionais; ALÉM DAS AÇÕES ACIMA CITADAS, O PROPONENTE ADOTARÁ AS SEGUINTES MEDIDAS DE DEMOCRATIZAÇÃO DE ACESSO:- disponibilizar na internet registros audiovisuais dos espetáculos, exposições, atividades de ensino e outros eventos de caráter presencial;- permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão;- realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas. Além das medidas acima descritas, cumprinDo o que emana a lei, a comissão central irá garantir as seguintes medidas constantes no Art. 56 da IN 2017:V - disponibilizar na internet registros audiovisuais dos espetáculos, exposições, atividades de ensino e outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 57;VI - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão;VII - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 57.

Ficha técnica

IMPACTO CULTURAL (Francisco Emilio Miron Roloff)Diretor Executivo/Produtor CulturalCom intensa participação em projetos culturais na região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul desde o ano de 2007, o Produtor Cultural Francisco Emílio Miron Roloff, através da IMPACTO CULTURAL, desenvolve atividades de assessoramento, consultoria, produção e execução de projetos culturais em todo o território gaúcho. Possui mais de 15 anos de atuação na área cultural. Formado em Marketing e Especializado em Projetos Culturais pelas leis de incentivo à cultura do Brasil. Membro da Comissão Gaúcha de Folclore; letrista com obras poéticas premiadas em Festivais musicais e poéticos no RS. Recentemente agraciado, a nível estadual, com a Medalha Mérito Cultural Lilian Argentina, por sua atuação como produtor cultural na última década, tendo se destacado pela idealização, produção e coordenação de importantes projetos na área do Folclore e também por estar à frente do reconhecimento do Município de Ijuí, como Capital Nacional e Mundial das Etnias. Recentemente recebeu a Medalha do Mérito desbravador da União das Etnias de Ijuí, pela sua atuação a nível Estadual e foi agraciado com uma placa de reconhecimento por relevantes serviços prestados à cultura, pelo Governador do Estado do Rio Grande do Sul, em Cerimônia no Palácio Piratini. Para a União das Etnias, especialmente, colaborou como Produtor Cultural na última década, com importante atuação cultural, além de ser o idealizador e produtor executivo desta linda Sede em que realizamos esta Assembleia, que se trata do maior complexo cultural financiado pela Lei de Incentivo à Cultura do Rio Grande do Sul - a Sede Cultural da União das Etnias de Ijuí. (portfólio detalhado anexo). FUNMISSÕESA FUNMISSÕES é uma fundação regional voltada ao desenvolvimento integrado da Região das Missões, atuando nas áreas de assistência social, cultura, preservação do patrimônio histórico, educação, saúde, segurança alimentar, meio ambiente e sustentabilidade. Também promove pesquisa científica, inovação tecnológica, modernização da gestão pública e difusão do conhecimento, além de incentivar a ética, a cidadania, os direitos humanos e atividades religiosas relacionadas à identidade missioneira. Sua finalidade inclui ainda o estímulo ao desenvolvimento econômico, social e cultural dos municípios da região, apoiando e executando projetos de interesse coletivo, especialmente nas áreas agrícola, industrial, de comércio, serviços e turismo. Para cumprir sua missão, a Fundação realiza estudos e diagnósticos regionais, elabora e executa projetos e programas de capacitação, presta suporte técnico aos municípios, fomenta a infraestrutura local e incentiva políticas públicas sustentáveis. A estrutura da FUNMISSÕES permite a criação de departamentos especializados com autonomia gerencial e financeira, operando por meio de convênios e parcerias com instituições públicas e privadas, em nível municipal, estadual, nacional ou internacional, garantindo assim uma atuação integrada e permanente em favor do desenvolvimento regional. DOUGLAS BARBOSADouglas é ator, diretor e produtor teatral, com uma atuação ampla e diversificada no cenário cultural. Possui formação acadêmica em Pedagogia e Mestrado em Comunicação e Indústria Criativa, o que fortalece sua atuação tanto artística quanto pedagógica. Já participou de projetos nas áreas de: Teatro adulto; Teatro infantil; Audiovisual; Produção cultural. Sua carreira envolve não apenas atuação em cena, mas também produção e realização de diferentes atividades artísticas, evidenciando uma trajetória multifacetada. Segundo sua própria apresentação, seu propósito é "espalhar arte, positividade e criatividade ao mundo"ELCIO CERATTI JUNIORContador, Coordenador Administrativo/FinanceiroIntegrante do movimento étnico de Ijuí, participa desde 1987 do Centro Cultural Austríaco, onde atuou como dançarino, passando mais tarde a coordenador cultural e coreógrafo. Esta vivência oportunizou também a experiência de dirigir a 1ª Tournée do deste grupo para a Áustria no Ano de 2010, que resultou em termo de cidades coirmãs entre Ijuí/Brasil e Langesensdorf/Áustria. Apresentou durante 6 anos o programa Aproximando Nações pela Rádio Repórter de Ijuí que trata exclusivamente de assuntos culturais. Atua desde o ano de 2017 na área de projetos culturais, prestando serviço de contabilidade direcionada a prestação de contas, controle de documentos, mobilização e agendamento de equipes, atuando diretamente na elaboração e execução dos projetos culturais. Com projetos de grande relevância para o município de Ijuí e outras cidades, vem ampliando seus conhecimentos e qualificando seus serviços. Atuou diretamente na execução de projetos como a Festa Nacional das Culturas Diversificadas (FENADI), Exposição Festa Internacional das Etnias (EXPOFEST IJUÍ), Festival Nativista Canto de Luz, Projeto Natal Vida de Ijuí, Feira de Negócios e da Indústria de Ijuí (FENII) e ultimamente atua em projetos de Obras Culturais, como é o caso da Construção da Sede Cultural da União das Etnias de Ijuí e Revitalização do Teatro Antônio Sepp de Santo Ângelo/RS. (portfólio detalhado anexo)LEONARDO DA SILVA TONIAZZOCoordenação de Comunicação Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Maria, possui uma trajetória versátil na comunicação, com atuação nas áreas de jornalismo impresso, digital, radiofônico e streaming. Com ênfase em cobertura cultural e esportiva, consolidou sua experiência profissional em veículos como o Jornal O Alto Uruguai, o Jornal da Manhã e é atuante no Grupo Sepé, veículos onde atuou como repórter, editor, diagramador e comunicador multimídia. Radialista e produtor de conteúdo para transmissões ao vivo, tem participação acentuada em coberturas de festivais nativistas e eventos esportivos, destacando-se pela habilidade em conectar públicos diversos por meio de narrativas voltadas à identidade regional. Como um agente͏ ͏cultural atuante em Ijuí contribuiu para a realização de projetos importantes como EXPOFEST Ijuí, Festival Nativista Canto de Luz e o projeto Natal Vida em Ijuí, reforçando seu compromisso com ͏valorizar a cultura local e fortalecer ͏a comunicação como uma ferramenta para preservar e celebrar as tradições. LUCAS SEGATTOProdutor cultural, é ator com registro profissional, diretor de teatro e aspirante a escritor. Natural de Santo Ângelo, é bacharel em Educação Física pela URI Santo Ângelo e está envolvido com a cultura e a arte desde muito jovem.Ainda criança, iniciou uma trajetória nas danças tradicionalistas e depois, pelo período de 10 anos, participou de um grupo de danças urbanas. Já em 2013 iniciou no teatro, sua atual profissão. Foi presidente da Associação Cultural e Artística Cidade dos Anjos (ACACIA) e participou de diversos espetáculos teatrais e audiovisuais na região e no Estado. Hoje é Conselheiro de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul ROGÉRIO PEPPEArtista de Santo Ângelo RS, iniciou sua trajetória teatral no ano de 2000, participando do grupo de teatro estudantil "Expressão Corpo e Arte" pelo Instituto Odão Felippe Pippi, bem como do Grupo de teatro municipal Doitinho de Freitas. Depois, participou do grupo de dança/teatro SARX, até que em 2008 fundou uma companhia de teatro, a Peppe Company. Também, foi oficineiro do Instituto Estrela Radiante durante 2 anos.SANDRA CADORESandra Cadore é uma produtora cultural voltada ao desenvolvimento e execução de projetos culturais, artísticos e institucionais com foco em impacto humano e relevância social. Sua atuação baseia-se na construção de experiências alinhadas a propósito, identidade e valor público, priorizando o significado e a conexão com o público-alvo. A empresa adota um modelo de produção orientado por planejamento estratégico, clareza de objetivos e responsabilidade na entrega, buscando resultados que transcendam a realização física do evento ou produto. A atuação da empresa de dará na produção local das atividades.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

Rio Grande do Sul
Itacurubi Rio Grande do Sul
Mato Queimado Rio Grande do Sul
Pirapó Rio Grande do Sul
Porto Xavier Rio Grande do Sul
Rolador Rio Grande do Sul
Roque Gonzales Rio Grande do Sul
Salvador das Missões Rio Grande do Sul
Santo Antônio das Missões Rio Grande do Sul
Santo Ângelo Rio Grande do Sul
Sete de Setembro Rio Grande do Sul
São Borja Rio Grande do Sul
São Luiz Gonzaga Rio Grande do Sul
São Miguel das Missões Rio Grande do Sul
São Nicolau Rio Grande do Sul
São Paulo das Missões Rio Grande do Sul
São Pedro do Butiá Rio Grande do Sul
Ubiretama Rio Grande do Sul
Vitória das Missões Rio Grande do Sul