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O projeto visa realizar vídeo-documentário média-metragem (até 50min) filmado em 4K abordando o reencontro dos antigos moradores da comunidade de Cabeço com suas histórias, suas vozes e os objetos que resistiram ao tempo, em uma jornada de história oral e arqueologia afetiva em busca de vestígios que possam ser devolvidos à terra e à lembrança. Além disso, o projeto propõe a realização de cartografia afetiva comunitária, contendo atividades culturais, rodas de história oral e intercâmbio com centros de memória e museus comunitários. A comunidade do Cabeço era localizada na foz do Rio São Francisco, no estado de Sergipe, e foi engolida pelo mar a partir da diminuição da vazão hídrica do rio há cerca de 25 anos, tendo hoje o seu conjunto de casas, roças, igrejas, escola, cemitério, comércios e praças totalmente submersos.
PRODUTO PRINCIPALVÍDEO-DOCUMENTÁRIOEntre o rio e o mar, existia um povoado chamado Cabeço.Quando as águas do São Francisco perderam força, o mar avançou — e com ele veio o esquecimento. As casas, as ruas e as lembranças foram engolidas pelas marés, restando apenas o que ficou guardado na memória de quem viveu ali.O documentário acompanha o reencontro dos antigos moradores de Cabeço com suas histórias, suas vozes e os objetos que resistiram ao tempo. Em uma jornada de história oral e arqueologia afetiva, a equipe mergulha — literalmente — nas águas que cobriram o povoado, em busca de vestígios que possam ser devolvidos à terra e à lembrança.Entre depoimentos, mergulhos e reencontros, o filme constrói um retrato poético sobre o que permanece quando tudo parece ter sido levado: o elo invisível entre o lugar e aqueles que o chamaram de casa.Mais do que um registro, é um gesto de cuidado — um cinema que escuta o passado e o transforma em presença.
OBJETIVO GERAL Contribuir, por meio de um olhar para a cultura local das pessoas remanescentes da comunidade do Cabeço, para a produção de memória afetiva e coletiva que auxilie no desenvolvimento de propostas de reparação ao povo do Cabeço, utilizando metodologias participativas, lúdicas e culturais que mergulhem em suas histórias, seus objetos que resistiram ao tempo, suas vozes e seus desejos.OBJETIVOS ESPECÍFICOSPRODUTO PRINCIPAL - Realizar 1 documentário de média-metragem (até 50 minutos), sobre a história do povoado do Cabeço, a partir das lembranças de seus antigos moradores e de atividades lúdicas de caráter artístico-cultural realizadas junto à comunidade. O vídeo tem gênero documental, será filmado em 4K.PRODUTO SECUNDÁRIO:- Realizar 1 cartografia social afetiva da comunidade, utilizando metodologias participativas e usando materiais como mapas, objetos afetivos, tintas, lápis de cor, barro, linha de pesca, entre outros, sendo que para essa atividade prevemos a participação média de 80 pessoas da comunidade.- Realizar 4 rodas de história oral reunindo moradores atuais, buscando recontar e registrar histórias, cantigas e brincadeiras da comunidade, sendo que para essa atividade prevemos a participação média de 40 pessoas da comunidade.- Realizar 2 intercâmbios com centros de memória e museus comunitários que serão escolhidos pelas pessoas da comunidade, considerando a região litorânea dos estados de Sergipe, Alagoas e Bahia, sendo que para essa atividade prevemos a participação média de até 40 pessoas da comunidade.- Oferecer 2 apresentações culturais - teatrais e/ou musicais - voltadas à comunidade, a serem definidas na etapa de pré-produção do projeto, prevendo beneficiar uma média de 400 pessoas.Destaca-se que as ações do projeto têm como principal público a comunidade formada por antigos moradores do Cabeço e seus descendentes, que hoje vivem sobretudo na comunidade Saramém. Todas todos os produtos serão oferecidos de maneira integralmente gratuita.Obs: o detalhamento dos produtos principal e secundário encontra-se nos campos Especificações Técnicas do produto, em Sinopse da Obra, em Descrição da Atividade do Produto e em Outras informações.
O projeto propõe a produção de um documentário de cerca de 50 minutos que registrará o processo de recontar a história do povoado Cabeço, localizado na foz do rio São Francisco, no estado de Sergipe. Cerca de 25 anos atrás, a diminuição da vazão hídrica do rio, sobretudo pela barragem de Xingó, abriu caminho para que o mar avançasse, engolindo o conjunto de casas, igrejas, escola, cemitério, comércios e praças, hoje totalmente submersos. Seus moradores foram forçados a migrar e, muitos atualmente habitam a comunidade de Saramém e arredores.A iniciativa busca reunir depoimentos, objetos e registros audiovisuais dos antigos habitantes, além de realizar mergulhos exploratórios no local submerso para identificar vestígios. Mais do que um registro histórico, o projeto constitui uma ação de preservação da memória coletiva e da história oral, articulando pesquisa, arte e sensibilidade em uma proposta de cinema de memória e arqueologia afetiva.Entre as ações do projeto, que também contribuirão na produção do documentário, está prevista a cartografia afetiva da comunidade, composta por rodas de conversa e intercâmbio com centros de memória e museus comunitários, ações fundamentais para a conscientização do grupo acerca do valor cultural de sua história, empoderamento e autonomia na gestão de sua memória.Com versões acessíveis, exibições públicas e difusão digital gratuita, o documentário a ser realizado pelo projeto contribui para o fortalecimento dos laços culturais da comunidade e para a valorização das histórias e identidades que resistem ao tempo e às águas do São Francisco.Sendo um projeto realizado e oferecido à sociedade de maneira integralmente gratuita e sem apelo mercadológico, é fundamental sua viabilização por meio de leis de incentivo à cultura.
Proposta de Produção com Argumento CinematográficoProposta de argumento cinematográfico para produção de documentário sobre as memórias e afetos submersos do antigo povoado do Cabeço.Estratégia de abordagemA partir da escuta sensível e da coleta de depoimentos dos antigos moradores e descendentes do povoado do Cabeço, o projeto busca reconstruir, através da memória, fragmentos de um lugar que o mar levou, mas que permanece vivo nas lembranças, nos objetos guardados e nas histórias compartilhadas entre gerações.Serão selecionados personagens com diferentes vivências e relações com o local — pescadores, famílias deslocadas, filhos e netos —, considerando diversidade etária, territorial, de gênero e de experiências afetivas. A seleção será guiada tanto pela força narrativa das histórias quanto pela profundidade simbólica dos vínculos com o Cabeço.Além das entrevistas, a pesquisa imagética incluirá mergulhos autônomos no entorno do farol, em busca de vestígios materiais e paisagens submersas que ajudem a tecer um elo entre a memória oral e o espaço físico perdido.LocaçãoAs filmagens ocorrerão em locais diretamente relacionados à história do Cabeço: as margens do litoral onde o vilarejo existiu, as residências atuais dos antigos moradores e seus descendentes, e o mar ao redor do farol, ponto de referência e sobrevivência simbólica do lugar.Outras locações incluem espaços domésticos onde ainda se guardam objetos, fotografias e lembranças do povoado, criando uma relação íntima entre o passado e o presente.Ideia cinematográficaO documentário propõe um mergulho poético na memória coletiva, explorando a delicada fronteira entre o que desaparece e o que permanece.Por meio da escuta e da observação, busca-se revelar como um lugar pode continuar a existir na lembrança de quem o viveu. Entre o som do vento e o rumor do mar, as vozes dos antigos moradores evocam imagens de infância, trabalho, amor e perda — compondo uma cartografia afetiva de um território invisível.O filme adota o cinema de memória como linguagem, onde as imagens e sons se entrelaçam ao ritmo das lembranças, e a arqueologia afetiva se torna ferramenta de revelação e pertencimento.Plano de produção 1. Levantamento prévio de informações e contatos com antigos moradores e familiares, incluindo a identificação de objetos, fotografias e registros pessoais relacionados ao Cabeço. 2. Seleção dos personagens principais, considerando a diversidade de perspectivas e a potência narrativa de cada história. 3. Captação das entrevistas e cenas cotidianas, em ambientes domésticos e naturais, utilizando câmera digital de cinema, microfones de lapela e direcional, privilegiando a espontaneidade e a escuta ativa. 4. Realização de mergulhos autônomos no entorno do farol, com registro audiovisual subaquático para investigação e mapeamento visual de possíveis vestígios. 5. Equipe estimada de 6 pessoas, incluindo direção, direção de fotografia, captação de som direto, assistência de produção e operadores de câmera subaquática. Serão realizadas aproximadamente 28 diárias de filmagem, com deslocamentos entre diferentes locais de gravação.Plano de direçãoAs histórias serão conduzidas pelos próprios personagens, sem interferência do entrevistador, permitindo que a narrativa se construa a partir da emoção e da lembrança.A direção buscará capturar o tempo do relato — pausas, hesitações, silêncios — como parte essencial da narrativa. As imagens serão registradas majoritariamente com luz natural, explorando texturas, reflexos e movimentos do mar como metáforas visuais do esquecimento e da permanência.Os planos de entrevista alternarão entre o enquadramento médio (americano) e o close, revelando gestos e expressões íntimas. Já as imagens do entorno, tanto em terra quanto no mar, serão registradas em planos gerais e detalhes, compondo um mosaico visual entre o visível e o imaginado.O som ambiente — o vento, o mar, o eco da voz — será elemento estruturante da narrativa, reforçando o caráter sensorial e imersivo do filme.
PRODUTO PRINCIPAL: Filme do gênero documental com duração de 45 minutos, filmado em 4K (4096x2160), no formato 17:9, com taxa de compressão 422 10bit, espaço de cor CGammut C-Log2, em 23,98fps (frames por segundo).
PRODUTO PRINCIPALAcessibilidade arquitetônica - por se tratar de produto audiovisual, não restringe o acesso de deficientes físicos. O lançamento será realizado em local adaptado para receber este público.Acessibilidade comunicacional - disponibilizar versão acessível com audiodescrição, legendagem descritiva (closed caption) e janela de Libras. As versões serão disponibilizadas em formato digital (MP4 e streaming) com contraste adequado e navegação compatível com leitores de tela. No lançamento, haverá presença de intérprete de Libras e material impresso acessível, em leitura ampliada e formato digital tagueado (PDF e EPUB); haverá sonorização adequada para garantir inclusão comunicacional. PRODUTO SECUNDÁRIO:Acessibilidade arquitetônica - realizar todas as atividades coletivas em locais adaptados para acesso de pessoas com deficiência física (rampas e banheiros PCD). Acessibilidade comunicacional - disponibilizar acompanhamento de profissional qualificado em caso de presença de deficientes visuais e/ou deficiências comunicacionais, a depender das linguagens usadas pelos beneficiários (intérprete de libras, uso de oralidade, uso de materiais visuais e táteis) em todas as atividades propostas. MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DO PROJETOMateriais impressos e digitais seguirão as diretrizes WCAG2.1 de acessibilidade web. Serão produzidas versões com legendas automáticas, descrição de imagem e contraste ampliado
O projeto atende aos parâmetros e limites estabelecidos pelo artigo 46 da IN 23/2025, oferecendo suas ações de forma integralmente gratuita.Além disso, no que se refere ao artigo 47, o projeto atende aos seguintes incisos:III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição - o produto principal, disponibilizado na internet gratuitamente, é audiovisual e será organizado também a partir do registro das demais atividades promovidas pelo projeto.VI - realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores - parte das ações da cartografia afetiva prevista será voltada para as crianças da comunidade.
Lira Cultura (proponente) coordenação geral, gestão financeira, pesquisa e roteiro - dirigente Marcela BertelliHenrique Mourão - direção e fotografiaDamiana Campos - coordenação de cartografia social Marcela Bertelli - Coordenação geral, gestão financeira, pesquisa e roteiro Cientista Social com ênfase em Antropologia pela UFMG, Pós-graduada em Políticas Culturais e Gestão Cultural pela Universidad Autónoma de Mexico. Editora responsável pela publicação da revista Manzuá, do Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, com temáticas relacionadas à cultura, meio ambiente, arqueologia, economia local, história e pensamento sobre o sertão norte-mineiro. Coordenadora geral da série de publicações de partituras e livros sobre o universo sonoro de compositores brasileiros, entre eles Elomar Figueira Mello, Tavinho Moura, Antonio Madureira, Heraldo do Monte e Sérgio Santos. Coordenadora e curadora da Imersão Grande Sertão no Sesc Palladium/MG, evento composto de palestras, debates, aulas-espetáculos, mostra de vídeos, projeção de fotos, show e café sertanejo com produtos de cooperativas da região norte-mineira. Coordenadora da oficina de educomunicação no Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, coordenadora do Festival de Música Histórica de Diamantina. Como pesquisadora e roteirista, atuou nos documentários Do Amargo se fez Doce, memórias de mulheres da comunidade de Silva Campos, impactada pela represa de Três Marias/MG, do documentário Rio São Francisco para o canal Futura – programa Sala de Notícias, da série de mini-documentários do Projeto Cinema no Rio São Francisco, entre outros. Coordenou a cartografia de iniciativas socioculturais nas bacias dos rios São Francisco, Doce e Jequitinhonha em MG para o festival e livro Seres-riosHenrique Mourão - direção e fotografiaHenrique Mourão é Diretor e Diretor de Fotografia com ampla experiência em projetos de documentários focados em histórias sobre pessoas, natureza e ciência. Apaixonado por explorar e traduzir visualmente histórias reais, trabalhou em projetos para National Geographic, Discovery Channel, Animal Planet, ARTE (França), Globo News, Canal Futura e diversas produtoras independentes. Especialista em filmagens com luz natural, drones e câmeras subaquáticas, busca uma estética que une precisão técnica e sensibilidade poética. É sócio efetivo da ABC – Associação Brasileira de Cinematografia e membro da World Adventure Society.Damiana Campos - coordenação de cartografia socialCientista Social com graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Montes Claros (2005-2009) e mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2011-2013) e pós-graduação em Políticas Culturais de Base Comunitária na FLACSO Argentina (2024 - 2025). É do editorial da Revista Manzuá e coordenadora do Programa Territórios de Vida e do Núcleo de Cartografias Sociais do Instituto Rosa e Sertão, com atuação em ordenamento territorial, conservação e turismo de base comunitária, destacando-se ações com povos e comunidades tradicionais, especialmente quilombolas e veredeiras, na região do Cerrado e Semiárido mineiro. Desenvolve metodologias participativas para cartografias sociais e facilita oficinas sobre direitos territoriais, além de mediar conflitos e articular redes institucionais e comunitárias para implementação da Rede Sociobio (MMA e Funatura/Atual). Atuou em consultorias para a UNESCO junto ao Ministério da Cultura e Governo do Distrito Federal em projetos relacionados à memória cultural, justiça restaurativa e mapeamento social. Coordenou pesquisas de mapeamento social e reconhecimento de Territórios Conservados por Povos e Comunidades Tradicionais (TICCAS) utilizando ferramentas digitais como o aplicativo “Tô no Mapa”.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.