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O FANC _ Festival de Artes Não Compradas realiza uma edição piloto em São Paulo com três linguagens (teatro, dança e circo), 7 apresentações por linguagem (21 sessões no total), 7 atividades formativas e 4 mesas de discussão, em espaços alternativos da cidade. A curadoria é via edital nacional, com gestão e análise de dados pela plataforma cult_B. 14 sessões terão LIBRAS e 14, audiodescrição. Execução em 8 meses (5 de pré — inscrição/seleção/produção; 2 de realização; 1 de pós), com preços populares e distribuição gratuita dirigida."Artes não compradas" são obras que, nos últimos 24 meses, não tiveram contratação institucional, temporada financiada ou circulação subsidiada por grandes equipamentos/empresas (compra de pauta, cachê institucional, patrocínio dedicado). São criações que sustentam-se por bilheteria, chapéu, parcerias de espaço ou apoios pontuais e, por isso, circulam pouco apesar da qualidade. O FANC seleciona esse conjunto invisibilizado — teatro, dança e circo — privilegiando diversidade territorial, processos independentes e viabilidade técnica em espaços alternativos.
O FANC – Festival de Artes Não Compradas é uma edição piloto em São Paulo que reúne, em dois meses de programação pública, 21 apresentações de teatro, dança e circo (7 por linguagem), todas selecionadas por edital nacional e executadas em espaços alternativos da cidade. O recorte são obras que não foram compradas ou contratadas por grandes equipamentos, empresas ou temporadas financiadas nos últimos 24 meses, mas que sustentam pesquisa, linguagem e público. O festival combina mostra artística, 7 atividades formativas e 4 mesas de discussão e opera tudo (inscrição, seleção, bilheteria, check-in, acessibilidade e pesquisa) na plataforma cult_B, transformando a edição em laboratório de dados sobre circulação independente
GeralRealizar o FANC com três linguagens (teatro, dança e circo), assegurando acesso, acessibilidade e produção de conhecimento público sobre as "artes não compradas", por meio de coleta, análise e publicação de dados operados na plataforma cult_B.Específicos Publicar edital nacional, receber e gerir inscrições na cult_B, selecionar 21 obras (7 por linguagem) e realizar 21 apresentações em 2 meses.Executar 7 atividades formativas e 4 mesas de discussão, com registro, certificação e dados de presença.Garantir acessibilidade: 14 sessões com LIBRAS e 14 com audiodescrição, com logística e verificação de uso de equipamentos.Operar bilheteria, credenciamento e pesquisa de público pela cult_B (check-in, ocupação, perfil, preços praticados, acessibilidade utilizada).Publicar relatório analítico ao final (metodologia, bases agregadas e indicadores comparáveis), além de dashboard síntese.Política de preços populares e cotas gratuitas para escolas/ONGs; comprovação com listas, vouchers e relatórios da plataforma.Cumprir cronograma de 8 meses (5 pré, 2 realização, 1 pós) e prestação de contas completa.
O FANC incide sobre um segmento pouco atendido por compras institucionais recentes — as artes não compradas — e combina programação com inteligência de dados para qualificar decisões futuras de curadoria e patrocínio. Toda a operação — inscrição, seleção, bilheteria, check-in, acessibilidade e pesquisa — ocorre na cult_B, permitindo rastros auditáveis e indicadores comparáveis: demanda por linguagem/território, ocupação, tíquete médio, adesão a LIBRAS/AD, perfil de público e alcance das ações formativas. Esse material é agregado e anonimizado e vira relatório público e dashboard, ampliando transparência, oferecendo métricas para políticas de circulação e dando ao patrocinador evidências objetivas de retorno cultural e social.A lógica econômica de um festival multilinguagens com preços populares e acessibilidade estruturada não se sustenta por bilheteria, exigindo financiamento estável e dedutível para garantir contratação antecipada, equipe técnica adequada e comunicação contínua. O enquadramento atende o Art. 1º (I acesso; II valorização da produção nacional; III difusão; IV pluralidade; IX priorização de produto brasileiro) e cumpre o Art. 3º (II.c _ realização de espetáculos em mostra/festival; I.c _ ações formativas). Como legado, além da circulação e renda direta para artistas/técnicos, o FANC entrega dados públicos sobre um ecossistema invisibilizado, fortalecendo a cadeia e reduzindo assimetrias de informação para próximas edições e para o mercado.
PROPOSTA CURATORIAL O eixo curatorial do FANC parte de uma pergunta simples: o que a cidade ainda não viu porque ninguém quis comprar? A noção de “arte não comprada” aqui é estética, econômica e de acesso: são trabalhos que, mesmo prontos e com qualidade, ficaram fora do radar de instituições, equipamentos e empresas nos últimos 24 meses, e por isso não atingiram o público que poderiam. O festival inverte a lógica — primeiro reconhece essa produção de base, depois dá condições concretas de exibição (espaço, técnica, cachê, acessibilidade) e, por fim, produz dados para que ela deixe de ser invisível. A curadoria trabalha em três filtros: 1) aderência ao conceito de não compradas (sem temporada financiada, sem compra de pauta, sem patrocínio dedicado recente); 2) qualidade e completude de linguagem, considerando aqui três campos — teatro (dramaturgias autorais, teatro de grupo, cena expandida), dança (pesquisa de movimento fora do eixo hegemônico, trabalhos periféricos ou híbridos) e circo (números e espetáculos que sobrevivem de chapéu, Sesc eventual ou parceria de espaço); 3) viabilidade técnica para espaços alternativos, porque o FANC não é um festival de caixa preta padrão, e sim uma mostra que se instala na cidade. Esse último filtro é central para manter custo sob controle e garantir acessibilidade de público. O festival também se entende como observatório: toda escolha curatorial gera dado. Por isso, o uso da cult_B não é apoio tecnológico, é parte do desenho artístico — cada obra inscrita, selecionada e exibida entra numa base que mostra quem está produzindo sem apoio, de onde vêm esses grupos, quanto de público eles atraem quando têm visibilidade e quais recursos de acessibilidade são de fato usados. Essa camada de inteligência é o diferencial do FANC em relação a mostras tradicionais e é o que permite que, na prestação de contas, o projeto devolva algo maior que as 21 sessões: devolve memória e referência para o setor.
Mostra artística: 21 sessões presenciais, sendo 7 de teatro, 7 de dança e 7 de circo, em espaços alternativos e de pequeno/médio porte na cidade de São Paulo, com indicação prévia de recursos de acessibilidade por sessão (14 com LIBRAS e 14 com audiodescrição por fone, podendo sobrepor). As obras serão previamente vistoriadas para adequação de rider, carga/descarga, tempo de montagem/desmontagem e necessidades de segurança. A produção fará visita técnica em todos os espaços para validar acesso, banheiros, assentos reservados e sinalização de rotas acessíveis.Acessibilidade de conteúdo: calendário publicado no site do festival; visitas sensoriais nas datas com AD; materiais de divulgação em alto contraste e com sinopses em áudio via QR code; recepção treinada para entrada antecipada de PcD.Atividades formativas: 7 ações gratuitas (oficinas, laboratórios rápidos ou encontros de produção) com inscrição e certificação pela plataforma, carga horária de 2h a 4h, foco em circulação, documentação de processo e sustentabilidade de grupos fora do circuito. Mesas de discussão: 4 encontros com artistas, curadoria e gestores para debater critérios de seleção, assimetrias de mercado, ocupação de espaços e políticas de circulação. Essas mesas podem ser transmitidas e sempre serão gravadas para memória.Operação e dados: toda a jornada (edital, submissão, seleção, bilheteria, check-in, ocupação de sala, registro de acessibilidade utilizada e pesquisa de público) acontece na cult_B, permitindo rastros auditáveis e geração de relatório público e dashboard ao final, com bases agregadas e anônimas. Isso é parte do produto, não só da gestão.Beneficiários e seleção: público direto estimado pela soma das 21 sessões (capacidade variável por espaço, com preços populares, meia-entrada e cotas gratuitas para escolas e ONGs) + participantes das 7 ações formativas + participantes das 4 mesas. Seleção das obras: edital nacional hospedado na cult_B, com recorte objetivo de “não compradas” (ausência de contratação institucional/patrocínio dedicado/temporada financiada nos últimos 24 meses), análise por curadoria indicada pelo festival e divulgação do resultado na mesma plataforma.
A seleção e contratação dos espaços exigirá rampas ou elevadores de acesso, banheiros adaptados, assentos reservados e sinalização clara de rotas acessíveis do acesso à plateia e sanitários. Cada local passará por visita técnica para validação dessas condições e para definição de fluxo de entrada prioritária, apoio de recepção treinada e guarda/entrega de equipamentos. No conteúdo, 14 sessões terão LIBRAS e 14 terão audiodescrição por fone, com aviso antecipado nas páginas de venda/convites e instruções de retirada e devolução de receptores no foyer. Nas datas com audiodescrição, haverá visita sensorial pré-show para exploração tátil de elementos cenográficos e figurinos, com mediação da equipe. Materiais de divulgação serão disponibilizados com legendas descritivas, versões em alto contraste e sinopses em áudio via QR code; o site do festival trará a página “Acessibilidade” com calendário dos recursos, mapas de acesso de cada espaço e contato direto para solicitações específicas.
A comercialização será híbrida (on-line e bilheteria física), com informação transparente de taxas e meios de pagamento. Em todas as linguagens, adotaremos política de preços populares, mantendo a meia-entrada legal e reservando cotas gratuitas dirigidas a ONGs, escolas públicas e coletivos culturais mediante cadastro simples, confirmação prévia e retirada organizada pela produção com parceiros locais. As 21 apresentações serão distribuídas em espaços alternativos da cidade para reduzir barreiras de deslocamento; a comunicação priorizará redes de bairro, rádios/comunicação comunitária e parceiros institucionais para chegar a públicos que normalmente não frequentam festivais. As 7 atividades formativas terão inscrição gratuita, seleção com critérios de diversidade territorial e socioeconômica e certificação; as 4 mesas de discussão serão abertas ao público, com transmissão e gravação para acesso posterior. Todas as ações incluirão pesquisa de público (ocupação, perfil, uso de recursos de acessibilidade e percepção), publicada em relatório ao final da edição.
DIRETORIA E COORDENAÇÂO DO PROJETOGustavo ValezziQuanto às produções, em 2025 produziu os espetáculos Tom na Fazenda (Armando Babaioff) em Limeira e Tatuí, a carreira da drag Mercedez Vulcão durante sua participação no reality Drag Race Brasil, o lançamento do livro “Enquanto você toca...” da On Stage Lab, o espetáculo de dança “Segundo GH” de Carina Nagib no Teatro Centro da Terra, A Última Palavra (dir. Carolina Victor) e, em parceria com o Cultura e Mercado foi produtor do projeto Caravana Energia da Cultura, uma série de encontros presenciais de formações para o aprimoramento de gestores socioculturais em Mossoró (RN), Feira de Santana (BA), Brasília (DF) e Araras (SP). Se tornou especialista em Leis de Incentivo e foi Gerente de Projetos Incentivados na empresa Visualfarm de ago/22 até maio/24 (onde elaborava, aprovava, captava e executava os projetos), onde foi coordenador do Festival de Luzes 22 em São Paulo e 23 no Rio de Janeiro. Hoje trabalha com consultoria Leis de Incentivo para empresas patrocinadoras, bem como para artistas, tais como Favela da Paz (Jardim Ângela – SP), Hugo Bonemer, Pessoal do Tarará (Mossoró-RN), Kell Smith, Berro Produções, Ricardo Grasson, Nosso Cultural, On Stage Lab, Dinah Feldman entre outros. Dentre suas experiências, produz em 2022 e 2024, junto da Aflorar Cultura o grupo peruano Yuyachkani no SESC Mirada. Em 2024 produz Um Jardim para Tchekov no CCBB SP, faz parte da equipe de produção de dois projetos da On Stage Lab e em 22, com Companhia da Foto, o espetáculo DAMAS do Bando Cia no Rio de Janeiro. Produz em 2021 o Festival Nossos Palcos, o evento Mestres On Stage, além da produção audiovisual do duo Músicas de Superfície (Fabiana Lian e Vladmir Safatle), três produções em parceria com a a OnStage Lab. Ministra curso de Prestação de Contas para o Centro Cultural Aliança Francesa em São Paulo e no Cultura e Mercado, realiza assessoria em projetos culturais para a produtora musical OnStage Lab, para a audiovisual Klaxon (para o festival BrLab).Pedro Machitte (em artes: Mercedez Vulcão)Mercedez Vulcão faz teatro desde 1999 e aprendeu a tocar violão e a cantar mais ou menos na mesma época. Se formou em Artes Cênicas pela UNICAMP em 2009, onde fundou a Cia de Teatro Acidental. Com eles participou dos seguintes editais: ProAC 2010, com o espetáculo “Mahagonny”, sob direção de Marcelo Lazzaratto; Edital SESI 2011, onde se estreou o espetáculo “O Rinoceronte”, sob direção de Carlos Canhameiro, com circulação por 15 cidades do Estado de São Paulo. Em 2012 ingressou no Grupo XPTO, com direção de Osvaldo Gabrieli e direção musical de Beto Firmino, onde participou do projeto “Arte no Canteiro”, musical apresentado em canteiros de obra pelo Estado de MG em 2012/2013; de 2014 a 2018 participou do projeto “Relix”, musical apresentado em empresas e escolas estaduais em PE, AL e PB. Começou a fazer drag em 2015. De 2018 a 2021 fez parte da Cia Canastra, uma companhia com o objetivo de trabalhar a Drag Queen no teatro, onde foi criado o musical "As Bunytas do Rádio”, o espetáculo “Café com Trauma” e a ocupação de arte Drag no Teatro Alfredo Mesquita.Participou da 2a temporada de Drag Race Brasil, apresentado pela Grag Queen, e do Queen Stars Brasil, reality show da HBOmax, apresentado por Pabllo Vittar e Luísa Sonza. Lançou em abril de 2022, com o selo independente M6records, o seu primeiro EP autoral “SEM AR” - disponível em todas as plataformas de streaming. Em 2022, atuou como drag e ator no espetáculo “AGAMENON 12H”, dirigido por Carlos Canhameiro, que realizou uma temporada no Sesc Paulista. Em 2023, estreou o espetáculo “Revista Babadeira”, com direção de Neyde Veneziano e direção musical de Dagoberto Feliz, com temporada de 3 meses no espaço da Cia da Revista. Também foi assistente de direção nos espetáculos “O Quarto Minguante” (2023) e “Daqui Ninguém me Tira” (2024), da Tozi Proções e dirigidos por Neyde Veneziano.Maico SilveiraMaico Silveira é ator, diretor, mágico e pesquisador das artes da cena, gaúcho radicado em São Paulo. É mestre em Artes do Espetáculo Vivo pela Universidade de Paris 8 em convênio com a Universidade de Sevilha e bacharel em Teatro pela UFRGS, com formações complementares em cinema (Instituto Stanislavsky, SP) e em mimo corpóreo na França e nos EUA, o que explica o jeito mais físico e visual das criações dele. No campo da magia, desenvolveu o projeto “Momento Má(g)ico”, apresentado em equipamentos públicos de São Paulo, pensado para aproximar ilusionismo e teatro por meio de cenas curtas, com humor e participação do público. Prefeitura de São Paulo Atua também em audiovisual: participou de cerca de 25 curtas e 5 webséries no Brasil e fora, e integrou o elenco de “SDL – A Batalha Musical”, disponível na Amazon Prime, além de trabalhar em “Cavaleiro de Rodas” (em produção), experiência que ele leva depois para direção de elenco. Hoje circula como artista autônomo em São Paulo, combinando repertório de mágica de proximidade com recursos de ator e diretor, o que permite adaptar o mesmo número para escolas, eventos culturais e ações de mediação.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.